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Censo revela crescimento na Educação Profissional
Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram, nesta quinta-feira, 22 de fevereiro, em coletiva de imprensa, os dados do Censo Escolar 2023, além de indicadores calculados com base na principal pesquisa estatística da educação básica. A educação profissional e tecnológica (EPT) foi a modalidade que mais cresceu no último ano, com 2,41 milhões de matrículas nas redes pública e privada de ensino. O Censo Escolar também sinalizou, em suas evidências, a importância do Pé-de-Meia: a poupança do ensino médio lançada pelo governo federal com o intuito de enfrentar a repetência e evasão nessa etapa de ensino.
Não podemos deixar ninguém para trás! O Pé-de-Meia complementa uma série de iniciativas do governo federal para tornar a escola mais atrativa. É por isso que queremos mais vagas para a Escola em Tempo Integral e mais conectividade para fins pedagógicos nas instituições de educação básica de todo o Brasil.”
Camilo Santana, Ministro da Educação
De acordo com a pesquisa estatística, a rede pública registrou 1,34 milhão de matrículas na educação profissional, em 2023; e a rede privada, 1,07 milhão. No recorte por dependência administrativa, a modalidade teve 68,6% das matrículas na rede pública estadual. Nas redes municipais e federais, o percentual foi de 24,7% e 6,7%, respectivamente.
“Vamos apresentar uma ousada política de indução, uma política para ampliar as matrículas de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Hoje apenas 11% das matrículas no ensino médio são de nível técnico. Vamos ampliar isso de forma ousada”, adiantou Camilo Santana.
Evasão – De acordo com o Censo Escolar, o ensino médio é a etapa com maior taxa de repetência e evasão, com 3,9% e 5,9%, respectivamente. Para o Ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, apesar de o Brasil estar caminhando para reduzir a evasão escolar, o ensino médio ainda é uma etapa de ensino que precisa reverter esse quadro. “Não podemos deixar ninguém para trás! O Pé-de-Meia complementa uma série de iniciativas do governo federal para tornar a escola mais atrativa. É por isso que queremos mais vagas para a Escola em Tempo Integral e mais conectividade para fins pedagógicos nas instituições de educação básica de todo o Brasil”, afirmou.
A pesquisa estatística mostra que os indicadores de repetência e evasão da educação básica referentes a 2020-2021 atingem, com maior vigor, as populações mais vulneráveis. No ensino médio, em relação à repetência, a modalidade de educação escolar quilombola registrou a maior taxa: 11,9%. Em seguida, estão a educação indígena (10,7%), a rural (5,2%) e a especial (3,7%). Já as escolas urbanas têm uma taxa de repetência de 3,9%. Quanto à evasão nessa etapa de ensino, a taxa do público masculino é maior, com 7,3%, enquanto a do feminino é de 4,5%. No recorte por modalidade educacional do ensino médio, a educação escolar urbana registrou uma taxa de evasão de 5,9%. Esse percentual aumenta para 6,2% na educação especial. A lista é completada, respectivamente, pela educação rural (5,9%), indígena (5,2%) e quilombola (4,6%).
Outro ponto que a pesquisa estatística revela é que há uma prevalência de jovens na educação de jovens e adultos (EJA), fruto da migração dos estudantes com histórico de retenção do ensino regular para essa modalidade. Segundo dados do Censo Escolar, de 2020 a 2021, a taxa de migração para a EJA no 1º e no 2º ano do ensino médio é de 1,6%, enquanto, no 3º ano, é de 0,4%. Diante dos dados, Camilo Santana reforçou que o Programa Pé-de-Meia também contribuirá para reverter essa tendência de o jovem migrar para a EJA.
Principais dados do Censo Escolar 2023
Nessa primeira etapa, o Censo Escolar apresenta informações sobre todas as escolas, professores, gestores e turmas, além das características dos alunos da educação básica. Ao todo, foram registrados 47,3 milhões de estudantes, considerando todas as etapas educacionais, distribuídos em 178,5 mil escolas.
Educação infantil – A pesquisa estatística revela que o Brasil está a cerca de 900 mil matrículas de atingir a meta de crianças na creche. O objetivo foi estabelecido no Plano Nacional de Educação (2014-2024), que propõe chegar, em 2024, a 50% da população de até 3 anos matriculada.
Para isso, o País precisa passar das atuais 4,1 milhões matrículas para algo em torno de 5 milhões. A estimativa leva em conta, além do Censo Escolar, a população dessa faixa etária apurada no último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2023, a rede privada manteve a tendência de crescimento (3,6%) verificada em 2022, quando a participação alcançou 29,9%, após o recuo observado no período da pandemia (2019-2021). Na rede pública, o aumento foi de 5,3%, no ano último ano. A diferença entre 2023 e 2019, nas creches públicas, é de mais de 296 mil matrículas (12,1%).
- Foram registradas 76,7 mil creches em funcionamento no Brasil.
- 66,8% das crianças estão matriculadas na rede pública.
- 33,2% das crianças estão matriculadas na rede privada.
- 50,4% das crianças da rede privada estão em instituições conveniadas com o poder público.
- 99,8% das crianças de creches públicas estão matriculadas em escolas municipais.
- 57,9% das crianças estão matriculadas em tempo integral.
Ainda no universo da educação infantil, a pesquisa mostra um aumento nas matrículas da pré-escola que, em 2023, subiu 4,8%. O cenário é de retomada, tanto na rede pública quanto na privada, que havia encolhido para 25,6% entre 2019 e 2021.
Há 5,3 milhões de alunos matriculados na pré-escola. O dado aponta para a universalização do atendimento educacional na faixa etária de 4 e 5 anos estabelecida pela Constituição Federal, ao considerar as informações coletadas pelo Censo Escolar e a população dessa idade apurada no Censo Demográfico mais recente do IBGE (5,4 milhões).
- 78,1% dos alunos da pré-escola estão matriculados na rede pública.
- 21,9% dos alunos da pré-escola estão matriculados na rede privada.
- 15,8% dos alunos da rede privada estão em instituições conveniadas com o poder público.
- 14,2% dos estudantes estão matriculados em tempo integral.
Ensino fundamental – A maior parte do alunado da educação básica se concentra no ensino fundamental (26,1 milhões de matrículas). Ao todo, 121,4 mil escolas (68%) ofertam alguma das suas etapas: 103,8 mil atendem alunos nos anos iniciais (1º ao 5º) e 61,8 mil cobrem os anos finais (6º a 9º).
A rede municipal é a principal responsável pela oferta do 1º ao 5º ano, com 10 milhões de estudantes matriculados (69,5%), o que representa 86,1% da rede pública. Nessa etapa, 19,3% dos alunos frequentam escolas privadas — essa rede cresceu 1,1% entre 2022 e 2023.
Ao todo, 11,6 milhões de alunos frequentam os anos finais, nos quais a divisão de responsabilidade entre estados e municípios na oferta do ensino é mais equilibrada, se comparada aos anos iniciais. A rede municipal atende 5,1 milhões de estudantes (44%); e a estadual, 4,6 milhões (39,5%). As escolas privadas representam 16,3% das matrículas do 6º ao 9º ano.
- Quando o assunto é tempo integral, o Censo confirma a tendência no aumento de matrículas dessa modalidade, tanto nos anos iniciais (2,2 pontos percentuais de 2022 para 2023) quanto nos anos finais (2,8 pontos percentuais no mesmo período).
Ensino médio – Em 2023, foram registradas 7,7 milhões de matrículas no ensino médio. A ligeira queda de 2,4%, em relação a 2022, era um movimento esperado em função do aumento das taxas de aprovação no período da pandemia.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do IBGE, divulgada no segundo semestre de 2023, aponta que 91,9% da população de 15 a 17 anos frequenta a escola. Esse percentual aumenta para 94,3% quando se trata dos alunos dessa faixa etária que já concluíram o ensino médio e não estão na educação superior.
A rede estadual tem a maior participação nessa etapa educacional (83,6%), com 6,4 milhões de alunos. As escolas estaduais também concentram a maioria dos estudantes de escolas públicas (95,9%). A rede federal participa com 236 mil alunos (3,1%). Já a rede privada possui cerca de 986,3 mil matriculados (12,8%).
- 84,8% dos alunos do ensino médio estudam no turno diurno.
- 15,2% dos alunos estudam à noite.
- 94,5% dos alunos frequentam escolas urbanas.
- 43,4% das escolas de ensino médio atendem mais de 500 estudantes.
O ensino médio em tempo integral manteve a tendência de alta e atingiu um crescimento de 9,9% na rede pública, entre 2019 e 2023. A rede privada cresceu 4,7% nessa modalidade, no mesmo período.
EJA – As matrículas na educação de jovens e adultos (EJA) se mantiveram em queda, como ocorre desde 2018. Em 2023, foram registrados 2,5 milhões de estudantes. Desses, 2,3 milhões se referem à rede pública, enquanto cerca de 200 mil dizem respeito à rede privada.
- Aplicado pelo Inep, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) é uma alternativa para a obtenção do certificado dos ensinos fundamental e médio.
Professores e diretores – Em 2023, foram contabilizados 2,4 milhões de professores e 161.798 diretores na educação básica. Quem exerce cargo de direção, em sua maioria, tem formação superior (90,8%) e é mulher (80,6%).
Indicadores – O Inep atualizou uma série de indicadores educacionais a partir dos resultados do Censo Escolar 2023. São eles:
- Adequação da Formação Docente.
- Média de Alunos por Turma.
- Percentual de Docentes com Curso Superior.
- Média de Horas-Aula Diária.
- Complexidade de Gestão da Escola.
- Esforço Docente.
- Regularidade do Corpo Docente.
- Taxas de Distorção Idade-Série.
- Taxas de Transição.
Painel – Uma novidade apresentada durante a divulgação dos resultados do Censo Escolar foi o novo Painel de Estatísticas da Educação Básica. A plataforma permite o acesso a dados de todas as etapas de ensino, com ampla abrangência de informações e a possibilidade de filtro dos dados que vão dos níveis municipais ao nacional.
Censo Escolar – Principal pesquisa estatística da educação básica, o Censo Escolar é coordenado pelo Inep e realizado, em regime de colaboração, entre as secretarias estaduais e municipais de Educação, com a participação de todas as escolas públicas e privadas do País. O levantamento estatístico abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica: ensino regular; educação especial; educação de jovens e adultos; e educação profissional.
As estatísticas de matrículas servem de base para o repasse de recursos do governo federal e para o planejamento e a divulgação das avaliações realizadas pelo Inep. O censo também é uma ferramenta fundamental para que os atores educacionais possam compreender a situação educacional do Brasil, das unidades federativas e dos municípios, bem como das escolas, permitindo-lhes acompanhar a efetividade das políticas públicas educacionais.
Essa compreensão é proporcionada por meio de um conjunto amplo de indicadores que possibilitam monitorar o desenvolvimento da educação brasileira. Entre eles, estão o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (ldeb), as taxas de rendimento e de fluxo escolar, além da distorção idade-série: todos calculados com base no Censo Escolar. Parte dos indicadores também serve de referência para o monitoramento e cumprimento das metas do Plano Nacional da Educação (PNE).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Em Brasília, Cida Gonçalves recebe diretoria do Instituto Banco Vermelho em agenda para a promoção de iniciativas de combate ao feminicídio
Ampliando os canais de diálogos sobre a importância de um movimento nacional de combate ao feminicídio, equipe do Instituto Banco Vermelho cumpriu agenda nesta semana em Brasília, em encontros direcionados para o tema. Por meio de articulação da deputada federal pernambucana Maria Arraes (SD-PE), a diretoria do projeto foi recebida por Cida Gonçalves, ministra das Mulheres. Na ocasião, foi pontuada a importância da união de forças para a realização de plano nacional de enfrentamento e de conscientização sobre violência contra a mulher.
Com o enfrentamento ao feminicídio entre as prioridades do seu mandato, Maria Arraes ainda apresentou à ministra Cida Gonçalves o projeto de lei 147/2024, de sua autoria, que prevê a inserção do Banco Vermelho no âmbito do Agosto Lilás e o estímulo a campanhas de sensibilização e prevenção. “A instalação dos bancos vermelhos em locais públicos contribui para promover a reflexão da sociedade, além de fornecer meios de informação para que a pessoa possa identificar os sinais de violência, obter apoio e acesso aos canais de denúncia”, ressaltou Maria Arraes.
Entusiasmada com o projeto, Cida Gonçalves afirmou que o Ministério das Mulheres fornecerá todo o suporte necessário para que ele seja aprovado e se comprometeu a tratar da pauta na próxima reunião ministerial. “Nós estamos trabalhando numa perspectiva de alcançar o feminicídio zero no País”, assegurou.
Destacando que o movimento é um convite à sociedade para a necessidade de novos comportamentos diante da figura feminina, propondo a quebra de ciclos históricos da violação dos direitos das mulheres, enraizada em séculos de dominação masculina, Andrea Rodrigues, presidente do Instituto Banco Vermelho, pontuou que o tema se trata de uma causa de todos, enquanto sociedade. “O Instituto está totalmente alinhado com o plano desenvolvido pelo Ministério da Mulher, que visa estabelecer a meta do Feminicídio Zero. Falar sobre o tema através da ocupação urbana é fundamental para reduzirmos os números alarmantes desse crime no nosso país”, pontuou Andrea.
O propósito e as frentes de trabalho do Instituto Banco Vermelho também foram apresentados para as senadoras Teresa Leitão e Augusta Brito, esta última presidente da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher; para a coordenadora da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, deputada federal Benedita da Silva; para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; para o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula; e para a deputada federal Iza Arruda.
O Banco Vermelho é um movimento internacional, que já abrange países como Espanha, Áustria, Austrália e Argentina, ensejando ações culturais e educativas voltadas a prevenir e enfrentar a violência de gênero entre os mais diversos públicos. “É hora de levantar e agir! A mudança de comportamento e a realização de iniciativas efetivas de prevenção são os caminhos para evitarmos que mulheres percam suas vidas e se tornem números em estatísticas’’, enfatizou a diretora executiva do Instituto Banco Vermelho, Paula Limongi.
BANCO VERMELHO – As iniciativas no Brasil contam com a chancela do Stati Generali Delle Donne, uma coordenação permanente de enfrentamento contra a violência contra a mulher, que iniciou o projeto em 2016, na Itália. O projeto iniciou suas iniciativas no país por meio das instalações em espaços públicos no Recife-PE, tendo como marco o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher (25.11). Atualmente, o projeto contabiliza 25 unidades (bancos vermelhos), distribuídas em diversas regiões da capital pernambucana.
Flávio Dino toma posse como ministro do Supremo Tribunal Federal
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino foi empossado nesta quinta-feira (22) no cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Indicado para a cadeira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dino chega ao Supremo aos 55 anos e poderá permanecer na Corte por 20 anos, até completar 75 anos, idade para aposentadoria compulsória dos membros do Supremo. Ele entra na vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber, que deixou o tribunal em outubro do ano passado.
Dino foi empossado durante cerimônia realizada no plenário da Corte e que contou com a presença de cerca de 800 convidados, entre eles, o presidente Lula e os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco.
Flavio Dino herdará cerca de 340 processos do gabinete de Rosa Weber. O novo ministro se tornará relator de processos sobre a atuação do governo Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 e sobre a legalidade dos indultos natalinos assinados durante a gestão do ex-presidente.
Em dezembro do ano passado, após ser indicado por Lula, Dino teve o nome aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por 17 votos a 10. Em seguida, ele também foi aprovado pelo plenário da Casa com placar de 47 votos a 31.
Durante a cerimônia, Dino foi ovacionado pelos convidados ao assinar o termo de posse. Único a discursar, o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, destacou a trajetória do novo ministro antes de chegar ao Supremo e disse que ele é um “homem público que serviu o país nos Três Poderes”.
“A presença maciça neste plenário de pessoas de visões políticas das mais diversas apenas documenta como o ministro Flávio Dino é uma pessoa respeitada e querida pela comunidade jurídica, política e pela sociedade brasileira. A presença também documenta a vitória da democracia, da institucionalidade e da civilidade”, afirmou Barroso. Depois de tomar posse, Dino recebeu os cumprimentos dos convidados.
Após a solenidade, às 19h, está prevista uma missa de ação de graças na Catedral de Brasília. O novo ministro dispensou o tradicional jantar oferecido por associações de magistrados a todos os ministros que tomam posse no STF.
Perfil
Dino é formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Foi juiz federal, atuou como presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e chefiou a Secretaria-Geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em 2006, entrou para a política e se elegeu deputado federal pelo Maranhão. Entre 2011 e 2014, ocupou o cargo de presidente da Embratur.
Nas eleições de 2014, Dino foi eleito governador do Maranhão pela primeira vez, sendo reeleito no pleito seguinte, em 2018. Em 2022, venceu as eleições para o Senado, mas deixou a cadeira de parlamentar para assumir o comando do Ministério da Justiça do terceiro mandato de Lula.
Edição: Juliana Andrade/Agênca Brasil
Fundarpe abre exposição sobre seus 50 anos na Casa de Câmara e Cadeia de Brejo da Madre de Deus
A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) abriu, nesta quinta-feira (22), a exposição Fundarpe 50 anos: História, Arte, Cultura e Patrimônio na Casa de Câmara e Cadeia, localizada no município de Brejo da Madre de Deus, no Agreste do Estado. A abertura contou com a participação de alunos da Escola EREM André Coelho; do escritor e poeta Jonnata Henrique; e a presença do Maestro Nino, da Banda Musical Madre de Deus (fundada em 1957), tocando os hinos de Pernambuco e do município.
A visitação segue aberta até o dia 25 de março. A entrada é gratuita, e a visitação poderá ser feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados das 9h às 12h.
“A exposição é uma das ações comemorativas dos 50 anos da Fundarpe, instituição que conseguiu acompanhar a evolução da política de preservação do País, como está bem retratado nos diversos painéis expositivos”, afirma a presidente da Fundação, Renata Borba.
“A cultura brejense é detentora de uma imensa riqueza que precisa se descortinar diante do olhar sensível dos seus moradores, pois entendemos que uma história só poderá ser valorizada e preservada se for descoberta pela comunidade local de modo que possa ressignificar o passado, valorizar o presente e vislumbrar um futuro pleno de conhecimentos”, destaca Mônica Mendonça, gestora da Casa de Câmara e Cadeia do Brejo da Madre de Deus.
FUNDARPE – Após meio século de história, completado em 17 de julho passado, a impressão é que a Fundarpe já possui 100, 200 anos. De um órgão criado, como intitulado, para cuidar do patrimônio histórico e artístico do Estado, ao longo dessas cinco décadas foram acrescidas responsabilidades que ampliaram ainda mais seu leque de atuação para um órgão executor da política cultural estadual, desenvolvida em bases democráticas, em todas suas dimensões e expressões.
Como missão, ao longo do tempo, além do incentivo à cultura e da preservação dos monumentos históricos e artísticos, a Fundarpe passou a ter a promoção, o apoio, o incentivo, a preservação e a difusão das identidades e produções culturais de Pernambuco de forma estruturadora e sistêmica, focada na inclusão social, na universalização do acesso, na diversidade cultural, na interiorização das ações e no desenvolvimento regional integrado. Nesse processo tem sido também protagonista como testemunha atuante na história da cultura do Estado.
Percorrer os caminhos dos 50 anos da Fundarpe é observar marcos importantes no entendimento e na difusão da cultura e dos patrimônios pernambucanos. É encontrar, nesse trajeto, muitos desafios e a consolidação de políticas públicas e de fomento voltadas para as histórias, memórias e identidades, construídas coletivamente.
Por considerar a pluralidade e a riqueza cultural pernambucanas, em seus 50 anos a Fundarpe, ligada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado de Pernambuco (Secult-PE), em parceria com os municípios e demais coletivos, viabilizou iniciativas potentes e relevantes no que se refere ao campo da preservação, da salvaguarda, da valorização e da divulgação do patrimônio cultural, artístico e histórico do Estado iluminando a diversidade e buscando a interiorização e a inclusão social.
A exposição Fundarpe 50 anos: História, Arte, Cultura e Patrimônio leva o público ao encontro com os Patrimônios Materiais, Imateriais e Vivo do Estado. Continua com um passeio pela variedade dos equipamentos culturais (Casa da Cultura, Cinema São Luiz, Cine-Teatro Guarany, Espaço Pasárgada, Museu de Arte Contemporânea, Museu de Arte Sacra, Museu do Barro de Caruaru, Museu do Estado, Museu Regional de Olinda, Teatro Arraial Ariano Suassuna e, claro, a anfitriã Torre Malakoff) e da multiculturalidade dos festivais culturais, assim como encaminha à reflexão sobre a relevância da contribuição do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) para a cultura estadual.
Fundarpe 50 anos: História, Arte, Cultura e Patrimônio convida o público a conhecer as experiências e ações desenvolvidas pela Fundação e a se reconhecer nos muitos projetos e nas muitas atividades elaboradas e acompanhadas pela instituição reforçando o sentimento de pertencimento nos diversos grupos que constituem nossa sociedade.
A mostra tem coordenação de Flávio Barbosa; projeto expográfico de Rinaldo Oliveira; design gráfico de Íkaro Câmara e Hana Luzia; produção e revisão de textos de Luciana Gama; e produção de conteúdo de Clarice Andrade, Flávio Barbosa, Hana Luzia, Íkaro Câmara, Luciana Gama, Marcelo Renan, Maria Rosa Brito Maia, Neide Fernandes, Raphaela Rezende e Teresa Amaral.
Serviço:Exposição Fundarpe 50 anos: História, Arte, Cultura e PatrimônioCasa de Câmara e Cadeia de Brejo da Madre de Deus (Rua Maestro Tomás de A. Maciel, Centro)Visitação: Até o dia 25 de março, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados das 9h às 12hAcesso gratuito
Prefeitura de Juazeiro age rapidamente para minimizar transtornos causados pela chuva; vice-prefeito acompanha os trabalhos
Após a forte chuva que iniciou na noite anterior, a Prefeitura de Juazeiro está desde as primeiras horas do dia, com suas equipes técnicas trabalhando para amenizar os transtornos para população ocasionados pelo fenômeno natural. A gestão está realizando trabalhos de desobstrução de riachos urbanos, limpeza de galerias pluviais e drenagem, reduzindo rapidamente os impactos caudados pelas chuvas, nos bairros Itaberaba, Dom José Rodrigues, Maringá e Residencial São Francisco.


A prefeita, Suzana Ramos, mobilizou toda equipe da Prefeitura de Juazeiro para minimizar os impactos. “Estamos com a nossa equipe, visitando e trabalhando nos locais mais atingidos pela chuva para amenizar os problemas, que são crônicos nessa região e são vivenciados pela população há muito tempo. A gestão municipal como um todo, está de prontidão para tomar medidas que minimizem os impactos para a população”, disse a prefeita.

O vice-prefeito, Leonardo Bandeira, acompanha os trabalhos desde as primeiras horas do dia e destaca o trabalho que vem sendo feito para minimizar os impactos causados pela chuva. “Estamos com uma grande equipe de homens e máquinas por toda Juazeiro, em um trabalho de desobstrução de riachos urbanos, limpeza de galerias pluviais, drenagens, entre outros serviços. As equipes da Prefeitura permanecerão mobilizadas nas próximas horas, caso haja necessidade de desobstrução e limpeza das áreas atingidas”, disse o vice-prefeito, Leonardo Bandeira.


Desde as primeiras horas da manhã, as equipes da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), estão nas ruas desobstruindo bueiros, ruas e galerias. O maquinário foi mobilizado para o bairro Dom José Rodrigues, Nova Juazeiro e Malhada da Areia, entre as áreas mais atingidas. Já as equipes do Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE), seguem percorrendo os bairros buscando pontos de extravasamento de esgotos decorrente de entupimentos e monitorando os pontos de drenagem que se encontram obstruídos.


A Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes) tem intensificado o atendimento às pessoas afetadas pelas chuvas dessa madrugada. Até o momento, três idosos residentes no bairro Santo Antônio foram abrigados e recebendo suporte necessário na república do município. A equipe social da Sedes continua de prontidão atendendo a demandas que venham surgir durante o período de chuva.

Contribuição das pessoas
A gestão municipal conta com a parceria da população para não jogar lixo em locais inadequados, pois os materiais podem obstruir esgotos e galerias, dificultando o escoamento da água.
Defesa Civil
De acordo com a Defesa Civil do município, até o momento choveu 67mm. A previsão do Instituto Climatempo é de chuva ainda nos próximos dias. As equipes da Prefeitura de Juazeiro estão em alerta, prontas para responderem as demandas da comunidade que possam surgir. Caso necessário, a população pode acionar o contato da Defesa Civil, através do número (74) 99931-2210.
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Texto: Lucas Lima – Ascom/PMJ
Fotos: Ícaro Alexandre/PMJ
Compesa informa onde a empresa não opera o sistemas de esgotamento sanitário de Petrolina
Devido às dúvidas que surgem no dia a dia sobre as áreas onde a Compesa opera sistemas de esgotamento sanitário, estamos enviando as localidades onde a empresa não atua.
Lista dos bairros que não são atendidos pela Compesa em Petrolina:
- Dom Avelar
- Santa Luzia
- São Jorge
- São Joaquim
- Mandacaru 1,2
- Parque Mandacaru
- Terras do Sul
- Antônio Cassimiro
- Santa Bárbara
- Henrique Leite
- Jardim Petrópolis
- Loteamento São Rafael
- Parte do Caminho do Sol
- Parte do Cidade jardim
- Parte do Padre Cicero
- Parte do Jardim Guanabara
Volume de chuvas em Petrolina nos dois primeiros meses de 2024 já é o maior dos últimos 20 anos
As chuvas do mês de fevereiro deste ano vieram mais intensas e com mais volume. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em fevereiro já choveu o dobro da média climatológica. Desde o último domingo (18) foram 144,4 milímetros, a média climatológica do mês era de 78,1 milímetros. De janeiro até agora, o acumulado foi de 322,2 milímetros. Ainda segundo o Instituto, quando comparado os dois primeiros meses de 2024 com anos anteriores, o volume de chuvas é o maior já registrado desde 2004.
De acordo com a previsão meteorológica da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), o restante da semana será de céu parcialmente nublado com pancadas de chuva que podem variar entre fraca e moderada, com um acúmulo de água previsto de 10 a 30 milímetros.
A equipes da Prefeitura de Petrolina, através da Defesa Civil, Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade e Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, estão nas ruas para fazer o levantamento das comunidades mais atingidas. As equipes estão em campo vistoriando os pontos considerados críticos. O foco é identificar locais com alagamentos, quedas de árvore, casas invadidas pela água, famílias desalojadas, entre outros.
Quem precisar de algum tipo de assistência pode acionar a Defesa Civil através do número 153 ou pelo whatsapp (87) 991329568, que funciona 24h. Os servidores estão de prontidão para atender à população em caso de emergência.
Texto: Luzete Nobre / Fotos: Deivid Menezes











