Policiais penais da Administração Penitenciária de Pernambuco reforçam trabalho para evitar a entrada de ilícitos nas unidades prisionais

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco(Seap/PE), com o trabalho dos policiais penais, vem realizando, de forma planejada e contínua, diversas ações de reestruturação no sistema prisional de Pernambuco, entre elas, a prevenção de entrada de materiais ilícitos ou irregulares nas unidades prisionais em todo o estado.

De janeiro e outubro de 2025, foram apreendidos com visitantes e familiares 44.995 gramas de drogas, 43 celulares, 40 litros de bebidas industriais, 16 carregadores e 58 chips telefônicos. Os dados são referentes a 16 unidades prisionais e algumas cadeias públicas do Recife e Região Metropolitana, englobando as apreensões apenas nas portas de entrada dos estabelecimentos penais.

A ação, que tem como objetivo combater o crime organizado e manter a ordem nos estabelecimentos penais, é feita pelos policiais penais de plantão e a atenção no momento da revista é determinante para o êxito da operação de segurança.

O secretário-executivo de Administração Penitenciária, Kleiber Galindo, fala do trabalho dos policiais penais. “É realizado com muito afinco. Trabalhando na prevenção, a Seap evita desgastes posteriores com o acesso indevido a ilícitos pelas pessoas privadas de liberdade, repercutindo na redução da violência dentro e fora do sistema prisional”, concluiu. O gestor reforça que o trabalho realizado pela Polícia Penal será ainda mais intensificado.

Na ocasião do flagrante, a administração prisional registra a ocorrência, identifica o destinatário daquele produto e o conduz à delegacia para providências cabíveis. Um procedimento administrativo também é aberto em desfavor da pessoa privada de liberdade e determinada a suspensão de visitas.

Imagens: Divulgação/Seap

Petrolina fortalece políticas públicas ao aderir ao programa do Governo Federal 

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública, marcou presença no 1º Seminário do Programa Município Mais Seguro em Pernambuco, realizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP) em parceria com estados e municípios. O encontro, promovido na semana passada em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife, reuniu gestores, especialistas e profissionais da segurança pública, e contou com a participação do Secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo.

Ao longo da programação, Petrolina reforçou seu compromisso com políticas que aproximem a segurança das pessoas, que ofereça escuta, acolhimento e que possa agir de forma responsável. O seminário aprofundou as diretrizes do Programa Município Mais Seguro, lançado em outubro deste ano pelo Ministério da Justiça, que tem como foco o fortalecimento das guardas municipais em todo o país.

Seminário Regional

Pernambuco está entre os estados que mais avançam na implantação do programa, com 12 cidades contempladas na primeira fase: Recife, Olinda, Jaboatão, Cabo, Ipojuca, Camaragibe, Paulista, Caruaru, Goiana, Garanhuns, Santa Cruz do Capibaribe e Petrolina.

Durante o encontro, foram apresentadas experiências, estudos e práticas relacionadas ao fortalecimento das guardas municipais. Os debates envolveram temas essenciais para o dia a dia das equipes, como capacitação, saúde mental, uso diferenciado e progressivo da força, prevenção à violência e integração de informações. Entre os assuntos de maior destaque estiveram: o papel estratégico da Polícia Comunitária, as ações de enfrentamento à violência contra a mulher e os protocolos de atuação legal das forças de segurança.

Texto: Iana Lima

Estado da Bahia homenageia Ismael Fernando com Medalha do Magistério Policial

O policial civil Ismael Fernando Campelo de Oliveira foi agraciado com a Medalha do Magistério Policial, uma das mais altas honrarias concedidas pela Segurança Pública da Bahia. A comenda reconhece civis e militares que tenham prestado serviços notáveis de docência e contribuído significativamente para o ensino e a formação de profissionais da área.

A medalha, instituída pelo Decreto nº 10.964/2008, é destinada a civis e militares que prestam serviços notáveis de ensino no âmbito da Segurança Pública. A condecoração reafirma o compromisso e a dedicação de Ismael Fernando à qualificação profissional e ao fortalecimento das instituições de segurança.

Considerada uma elevada distinção honorífica no âmbito do ensino da Segurança Pública, a medalha tem como data oficial de entrega o dia 15 de outubro, celebrando o Dia do Professor e reforçando o compromisso com a valorização daqueles que dedicam sua carreira à formação de agentes de segurança.

O Divulga Petrolina parabeniza Ismael Fernando pela merecida honraria e pelo trabalho desempenhado ao longo de sua trajetória.

Raquel Lyra reforça segurança pública com entrega de R$ 73 milhões em armas, viaturas e helicóptero

Com um aporte de R$ 73 milhões, a governadora Raquel Lyra entregou, nesta segunda-feira (17), um pacote de armamentos de ponta, novas viaturas, drones e um helicóptero às forças policiais de Pernambuco. Na ocasião, a gestora ressaltou que investimentos como este, assim como a ampliação do efetivo da Secretaria de Defesa Social (SDS), se refletem no atual momento da segurança pública do Estado, em que a redução em todos os índices de criminalidade é verificada mês após mês. A vice-governadora Priscila Krause também acompanhou a cerimônia. 
 
“Hoje entregamos um helicóptero novo para a SDS, 30 novos drones, 700 fuzis com munição e miras a laser, e ainda novas viaturas que vão poder completar o nosso policiamento em Pernambuco. É importante que se diga que cada um desses equipamentos que estão sendo espalhados pelo Estado faz parte do investimento de cerca de R$ 2,3 bilhões que estamos fazendo na segurança pública por meio do Juntos pela Segurança, garantindo condições e equipamentos para que o nosso time possa trabalhar”, disse a governadora Raquel Lyra.
 
Entre os itens entregues estão 1.970 pistolas Glock calibre 9 mm, 700 fuzis CZ calibre 5,56×45 mm e 404 miras Aimpoint DUT RDS, distribuídos de acordo com a demanda das operativas da Secretaria de Defesa Social. De acordo com o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, esta foi a primeira vez que o Estado realizou a compra própria de fuzis.
 
“São R$ 73 milhões de reais entregues à sociedade pernambucana, investimento feito, inclusive, para a primeira compra de fuzis da história do Governo do Estado. Até então, as nossas forças de segurança utilizavam fuzis cedidos pelo Exército, doados ou apreendidos. São 700 fuzis sendo entregues hoje, e devemos adquirir ainda um segundo lote com mais 100 unidades. Tudo isso se traduz numa melhor prestação de serviço pelas nossas forças, e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida para todos”, explicou o secretário. 
 
O pacote inclui ainda seis drones DJI MAVIC 3, 51 caminhonetes 4×4, 14 SUVs — 10 delas para a Patrulha Maria da Penha — e um caminhão baú. O helicóptero H-135 AIRBUS biturbina é capaz de voar por instrumentos e amplia a capacidade do Grupamento Tático Aéreo (GTA) em condições climáticas adversas.
 
Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ivanildo Torres, os novos equipamentos marcam um avanço estrutural para a corporação. “Hoje as forças de segurança do Estado alcançaram um novo patamar. Essas entregas possibilitam, por exemplo, o conceito da cobertura à Lei Maria da Penha, destinando viaturas específicas para operações do tipo”, disse o comandante. Já o delegado-geral da Polícia Civil, Felipe Monteiro, ressaltou o impacto direto no profissional. “Esta é uma entrega importante para o agente, que se sente mais seguro cumprindo a sua função com o equipamento adequado, e para a população, que se beneficia diretamente com as melhorias”, afirmou.
 
Presente na entrega, o deputado estadual Joel da Harpa também falou sobre as melhorias trazidas pelos novos equipamentos. “Não se consegue fazer um bom trabalho sem bons equipamentos e tecnologia, e o Governo do Estado tem ampliado essas aquisições para diversas forças policiais. Isso tudo vem se refletindo na percepção da população, que já se sente mais segura nas ruas”, acrescentou o deputado.
 

Também estavam presentes os secretários estaduais Daniel Coelho (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha) e Coronel Hercílio Mamede (chefe da Casa Militar); além dos deputados estaduais France Hacker e Romero Sales Filho; os prefeitos Mirella Almeida (Olinda) e Manoel Messias (Custódia); e os vereadores Davi Muniz (Recife) e Felipe Nascimento (Olinda).

 

Fotos: Miva Filho/Secom

Guarda Civil Municipal de Juazeiro intensifica ações de apoio ao combate ao tráfico de drogas

A Secretaria de Segurança Cidadã, por meio da Guarda Civil Municipal/GCM, tem intensificado as ações de apoio aos demais órgãos de segurança em relação ao combate ao tráfico de drogas em Juazeiro. Somente no último sábado, três homens foram detidos três suspeitos de envolvimento com o tráfico no município.

Uma das prisões ocorreu nas proximidades do pátio da feira livre do bairro Alto da Maravilha. Durante patrulhamento de rotina, a equipe da GCM avistou dois homens em atitude suspeita. Ao realizar a busca pessoal, foram encontradas 16 pedras de uma substância análoga a crack e R$ 282,00 em espécie.

Em outra ação, nas imediações da Farmácia Popular no Centro, a equipe recebeu uma denúncia informando que um homem estaria vendendo drogas no local. De posse das características, os agentes se deslocaram até o ponto indicado, conseguiram identificar o suspeito e encaminhá-lo à Delegacia. Com ele, foram apreendidas 9 pedras de uma substância semelhante a crack e dois pacotes de uma substância análoga a maconha.

Os suspeitos foram entregues à Delegacia de Polícia de Juazeiro para a adoção das medidas legais cabíveis. A gestão municipal, por meio da Secretaria de Segurança Cidadã, tem investido na Guarda Civil, fortalecendo sua estrutura e garantindo um atendimento mais eficiente à população.

A história das favelas e o crime no Brasil

Já há muitas décadas vemos as notícias nos diversos meios de comunicação falando sobre a violência nas favelas do Brasil e toda a violência que a circunda e, principalmente nas favelas do Rio de Janeiro, que outrora já foi capital de nosso País. Mas o que não se ensina nas escolas ou figura nas conversas nos ambientes acadêmicos, nem mesmo nas rodas de conversas dos botequins, e nem pegam carona nas conversas que acontecem entre os taxistas e seus clientes, é justamente como se formaram as favelas no Brasil, qual motivação levou as pessoas morarem nos morros íngremes das várias cidades brasileiras e, muito menos, explicam por que a violência tornou-se marca de dominação desses territórios que desafiam o poder Leviatã do Estado.

E como todo bom fato Histórico, não existe somente uma visão, visto que como já dizia o teórico Eduardo Galeano, “a história nunca diz adeus, o que ela diz é até logo”, onde tal afirmação nos remete que a mesma pode ser revisitada sempre e quando fatos novos são descobertos nos dá uma nova noção do acontecimento que se protraiu no tempo e espaço.

O aparecimento das favelas em nosso país, acontece em vários cenários, contudo em uma mesma linha de pensamento, onde passaremos aqui a relatar para dar maior movimento e inteligibilidade a quem se fascina com o vai e vem das marés historiográficas.

Antes mesmo de adentrarmos no tema, faz-se necessária a conceituação hodierna do que se configura a palavra favela, onde alguns dicionários nos ensinam que, se abordarmos o tema com o viés da Botânica, favela seria então um arbusto ou árvore, com o nome científico de Jatropha phyllacantha, da família das euforbiáceas, que ocorre no Brasil nas regiões Nordeste e Sudeste, de ramos lenhosos, folhas repandas ou sinuosas e denteadas, flores brancas, em cimeiras, e cápsulas escuras, verrucosas, com sementes oleaginosas e de que se faz farinha rica em proteínas e sais minerais; faveleira, faveleiro, mandioca-brava. Já se abordarmos o significado urbanístico, podemos dizer que favela é uma área urbana caracterizada por moradias precárias e infraestrutura de urbanização geralmente deficitária.

Com essa conceituação literária e científica, abordaremos ambas concomitantemente na história, ora as dissociando, e ora entrelaçando-as, visto que a história dialoga também com as mais diversas áreas do conhecimento.

Como tudo na vida, as transformações ou surgimento de algo novo não acontecem da noite para o dia, e sim de um conjunto de inúmeros fatores que, somados no perpassar dos anos, desembocam em uma realidade que muitas vezes nos parece que sempre existiu, pelo fato da aparente normalidade do cenário cotidiano que o indivíduo encontra-se inserido.

Diversos fatores levaram à existência das favelas no Brasil, todavia podemos iniciar  falando do fenômeno jurídico da abolição da escravatura no Brasil, onde após a pressão da Inglaterra em abolir a escravidão no mundo, visto que a potência mundial da época pretendia tornar livres todo os escravos, pois tinha o real interesse que a Revolução Industrial em seu país, percussor da industrialização no mundo, pudesse vender seus produtos industrializados e, para isso, todas as pessoas deveriam ter uma certa “ renda” para poder adquirir seus produtos.

Depois de várias manobras para burlar a determinação da Inglaterra em abolir a escravidão no Brasil, como a Lei do Sexagenário, que determinava que o escravo que tivesse sessenta anos teria sua alforria, apesar da maioria deles não chegar a essa longevidade, e também a Ventre Livre, onde o filho do escravo recém parturido nasceria livre, e finalmente com o apoio da Família Real Brasileira que, em sua maioria, apesar de fazer parte da Monarquia, tinha ideias e ações abolicionistas, sendo D. Pedro II considerado nas altas cortes Europeias como o monarca mais republicano que já existiu. Sendo então assinada a Lei Áurea por sua filha que com uma lei curta e certeira, sem margens a interpretações equivocadas: A princesa Isabel assina a norma em 1888, e com isso ficou tão mal falada e foi crucificada pelos supostos teóricos progressistas que a picham de escravocrata, mas que a historia descortinou tal falácia mostrando suas ações de libertação dos escravos o que custou a bancarrota da Família Real no Brasil, com o Golpe da República realizado pelas mesmas pessoas que se diziam Monarquistas.

A Lei Áurea, apesar de sua importância, teve apenas dois artigos, os quais cominavam no seu texto:

Artigo 1º: “É declarada extincta, desde a data desta Lei, a escravidão no Brazil”. Artigo 2º: “Revogam-se as disposições em contrario”.

Com a abolição da escravatura, a elite fazendeira, os coronéis donos de engenho de açúcar  e  donos de escravos de Ganho se sentiram traídos e prejudicados pelo alto investimento na compra dos escravos, principalmente os chamados de Bantos que eram, na época tidos como mais propícios para o trabalho na lavoura e exigiam uma indenização por parte do  Império Brasileiro pela “perda de seus investimentos”, além de alegar a falta de mão de obra para o plantio e colheita nas fazendas brasileiras, por outro lado, há historiadores que enfocam que a família Real deu liberdade aos escravos, mas não deu “Direitos Trabalhistas”, o que seria impensável na época, visto que os ditos direitos trabalhistas só iriam surgir no Brasil na década de 1910 e posteriormente em 1934 com a implantação da Constituição garantindo carga horária de trabalho e lembremos que o regime no tempo histórico em questão era escravocrata, ou seja, levando em consideração o contexto histórico em questão, totalmente dentro do ordenamento jurídico da época.

Essa versão historiográfica nos conta que o grande contingente de ex escravos, que então livres, migraram da zona rural para as cidades que não estavam preparadas para receber tal contingente de pessoas, causando assim uma explosão demográfica.

Os escravos de ganho, que consistiam em negros carregadores e negras quituteiras, que deram origem aos estivadores e as Baianas de Acarajé, essa ultima na Bahia, já viviam nas cidades e pertenciam aos seus “Senhores sem terras”, pois eram geralmente homens comerciantes que detiam algum capital, mas não tinham terras e que compravam escravos e os colocavam para trabalhar como estivadores ou vendedoras de quitute nas ruas das grandes cidades como Salvador e Rio de Janeiro, e o lucro auferido era repassado no final da tarde para seus Senhores e em troca poderiam andar “soltos” na cidade, sem grilhões ou amarras, dormindo muitas vezes debaixo das marquises dos grandes comércios do porto ou em antigos casarões abandonados pelos membros da família real quando foram deportados para Europa após a implantação da República no Brasil, nascendo assim, a principio nos porões dos casarões abandonados ou alugados por comerciantes locais os cortiços,  verdadeiros guetos, onde devido a grade concentração de  ex escravos ou libertos, dificultava a fiscalização do Estado, onde nem mesmo a polícia  conseguia entrar. Uma das mais famosas instalações desse tipo foi o conhecido “Cortiço Cabeça de Porco”, localizado na rua Barão de São Félix, no Rio de Janeiro e era assim chamado pela presença de uma figura de cabeça de porco logo em sua entrada e o local abrigava centenas de pessoas em condições insalubres e era composto por moradias improvisadas, em meio aos chiqueiros, galinheiros e cocheiras.

Outro fator histórico relevante que deve ser lembrado aqui é que entre 1896 e 18997, um conflito bélico entre o exército Brasileiro e o movimento popular liderado por Antônio Conselheiro no Sertão da Bahia, teve relação direta com a formação das favelas no Rio de Janeiro, pelo fato do grande contingente de revoltosos em Canudos e o fracasso em várias investidas do Exército Brasileiro, sendo que uma das táticas do Governo para convencer esses soldados a lutarem sem temor, era a promessa que quando retornassem da guerra de Canudos com a vitória e o “dever cumprido”, iriam receber uma casa para morar, oferecendo assim a tropa de armas de ultima geração para o enfrentamento no Sertão de Canudos, sendo então disponibilizada uma máquina de guerra na época: um canhão poderoso, sendo apelidada de: “A Matadeira”, por causar uma grande serie de mortos quando acionada, que foi colocado em cima de um morro para ter melhor visão e eficácia na letalidade no campo de batalha, conhecido como morro da Favela, visto que, como já foi falado anteriormente, na visão biológica Favela era um arbusto comum nas regiões secas do nordeste e muito comum nesses morros, sendo chamadas por esse nome no transcorrer da guerra de Canudos, ou seja, a guerra contra a Favela.

Após o término da guerra e a exterminação de canudos os ex combatentes voltaram da conflito bélico e foram ao Rio de Janeiro cobrar  ao  Ministério do Exército que ficava ao pés do Morro da Providência, a  promessa  de receberem a tão sonhada  casa digna pra morar, caso alcançassem êxito na empreitada, contudo o Exército não cumpriu sua palavra e o  grande contingente de soldados  ali  acampados, passado  dias foram subindo o referido morro e construindo suas casas e trazendo suas famílias para morar, além de que outras famílias já moravam naquele morro após a demolição do Cortiço Cabeça de Porco anos antes, que foi removido para a construção de um túnel como  uma das ações para a reforma urbana ocorrida no Rio de Janeiro inspirada na reestruturação de Paris na França que falaremos adiante. Foi esse celebre cortiço que serviu de inspiração para a grande obra literária que originou o romance “O Cortiço” de Aluísio de Azevedo.

E como então passaram a chamar de Favela o morro no Rio de Janeiro? Quando os soldados ex combatentes da guerra de Canudos se instalaram no Morro da Providência, perceberam uma certa semelhança com o morro da Favela na Bahia no sertão de Canudos e passaram a chamar o morro da Providência de Morro da Favela, batizando assim e generalizando as construções precárias com papelões, pedaços de tabuas e lonas erguidas nos morros e encostas.

Para entendermos como se deu esse processo de favelização e a espraiamento da violência a partir de então, temos que abordar alguns motivos políticos, onde no inicio do século XX, o Rio de Janeiro já era uma cidade muito importante e como sempre o Brasil faz desde os tempos coloniais queria imitar as inovações advindas da Europa, pretendendo então assemelhar-se como uma corte europeia e tudo o que vinha de Paris, visto que na  França ruas e avenidas inteiras foram demolidas e construídas largas avenidas durante vários anos as derrubadas e novas construções transformavam Paris no que é hoje conhecida.

No Brasil  na época do centenário da independência o Presidente Rodrigues Alves e o Prefeito do Rio de Janeiro Pereira Passos conseguiram  uma vultosa quantia em dinheiro para fazer o mesmo com a capital do País, visto que devido a falta de saneamento básico e a grande quantidade de casarões e cortiços, o prefeito lançou o programa “Bota a Baixo” que consistia na derrubada dos prédios históricos ,principalmente na região do porto, contando com a ajuda do médico sanitarista Dr. Osvaldo Cruz que implantou a vacinação obrigatória em 1904, causando assim um outro conflito muito conhecido na história como revolta da vacina, que não trataremos aqui para evitar uma digressão do real objetivo desse artigo.

Com essa ação de derrubada dos cortiços, desalojando os moradores, sem qualquer tipo de indenização, formando assim uma leva de “sem tetos” que migraram para os subúrbios da Capital Fluminense iniciando assim o processo oficial de favelização na cidade.

Com o êxodo de famílias de outras partes do país, principalmente da região nordeste, fugindo da seca e da fome e procuravam no Rio de Janeiro uma oportunidade de vencer na vida e chegando na cidade sem condições subiam os morros e lá se instalavam aumentando ainda mais o contingente de “favelados” como já eram conhecido na época, miscigenando-se com os antigos negros escravos libertos e imigrantes latinos que buscavam trabalho e melhores condições de vida.

Desta forma, até a segunda metade dos anos 1970 as pessoas que moravam nas favelas se constituíam de trabalhadores honestos, não muito diferente de hoje, onde naquela época os índices de criminalidade eram muito baixos e se constituíam em um povo alegre, que cantarolava sua vitórias e mazelas para assim alegrarem sua alma, momento em que foi-se iniciando aos poucos o comércio do fumo “Cannabis Sativa Lineu”, vulgarmente conhecida como  maconha, que  mesmo assim era ainda muito acanhado.

Ainda na década de Setenta chega ao Rio de Janeiro outro tipo de droga, que anos depois dominaria todo o mercado de tóxicos e entorpecentes com seu nome cientifico “Erythroxylum coca”, vulgarmente chamada de Cocaína, um potente estimulante do sistema nervoso central, que foi isolada quimicamente das folhas da Coca pela primeira vez em 1860 na Alemanha.

E a partir de então meliantes moradores de diversas favelas no Rio de Janeiro passaram a vender esses “produtos”, tidos como drogas Maconha e Cocaína e inicia-se a organização do crime, formando o que entendemos hoje como Organizações Criminosas que hoje já se subsumem a Organizações Terroristas de acordo com a resolução 1556/2004 da própria ONU- Organização das Nações Unidas.

Esses criminosos já na década de 1970 iniciando sua organização criminosa sofrem com a intensificação da repressão policial que consegue encarcerar vários membros das quadrilhas que assaltavam bancos, e pequenos traficantes onde foram levados para o Presidio Candido Mendes e lá tiveram contato pela primeira vez, por estarem em celas comuns com os presos políticos da época, que constituíam de jovens estudantes de classe média e alta, que faziam uso de armas e praticavam pequenos atos terroristas. Esses estudantes defendiam as ideologias Socialistas embasadas na teoria do Conflito e critica que pregavam justamente a ideia do “Bandido como Vítima da sociedade”, oprimido pelo suposto “capitalismo selvagem”, além de estudarem e difundirem  manuais de guerrilha urbana de  Carlos Marighella, bem como as ideias de lutas de classes e o Manifesto Comunista escritos por Marx e Engels, onde os meliantes cariocas aprenderam táticas de guerrilha urbana, e consciência ideológica de revolução, dando então uma certa legitimidade teórica para suas ações banditistas, desembocando, a priori num grupo chamado Falange Vermelha, criada por Rogério Lemgruber  do Rio de Janeiro, no ano de  1952, existindo com esse nome até inicio da década de 1990; Lemgruber, também conhecido como Bagulhão, foi um assaltante de banco, homicida, sequestrador e traficante de drogas brasileiro, antecessora da facção  que posteriormente veio a se transformar do CV – Comando Vermelho, formado no Presídio de Ilha Grande já em 1979 conhecido nos dias atuais, onde na época chegou a dominar cerca de 70% do Tráfico do Rio de Janeiro.

Outro ponto histórico importantíssimo sendo este um fato Internacional, foi que outros países se legitimaram como produtores e exportadores de drogas, como por exemplo, a Colômbia que passou a usar o Brasil como rota para distribuição da droga no mundo,  além de ser um grande núcleo consumidor e pelo fato de ter muito dinheiro envolvido, as facções precisavam de proteção e passaram a contrabandear armamento pesado, passando também a ser um negócio muito lucrativo, tão quanto o tráfico de entorpecentes se intensificando cada vez os embates com as forças policiais e o recrudescimento da violência dentro e fora das favelas.

Concomitante a isso vieram as ações políticas, intervindo, com o pano de fundo, de estarem protegendo os moradores das favelas, com ações políticas de proibição da entrada das polícias nos morros, o que já acontecera em épocas outrora dos cortiços e hodiernamente com ADPF 635 do STF que dificultava ou impedia as ações policiais sem previa informação aos órgãos de saúde, educacionais e sociais no período da Pandemia devido ao COVID-19, contudo essa norma se estende até os dias atuais, dificultando as ações policiais e tornando impossível impedir o vazamento de informações das operações policiais.

Pelo fato das polícias só adentrarem as favelas para fazerem algumas ou poucas operações em casos específicos de grande necessidade como guerra entre facções, essas organizações criminosas passaram a dominar o território e expandir seus negócios como cobrança de taxas a comerciantes, venda forçada de serviços de gás e Tvs a Cabo e posteriormente internet fortalecendo assim seu Império do crime. A partir de então as Facções passaram a tomar os territórios, não só das favelas, mas as ruas de bairros periféricos, colocando barricadas e impondo toques de recolher, impedindo desta forma, o direito constitucional de ir, vir e permanecer, bem como o direito a Vida que é um Direito precípuo tão aclamado na Declaração Universal do Direito do Homem e cominado no Caput do Artigo 5º da Constituição Federativa do Brasil.

O espaço da favela, por ter uma geografia complicada de difícil acesso tornou-se praticamente uma fortaleza para os traficantes que lá controlam em meio à população humilde, na sua grande maioria trabalhadora que vive subjugada pelo crime sem poder reclamar e sem ter a quem pedir ajuda. Atraindo assim as forças Policiais para uma área que elas não conhecem, com becos, vielas e terrenos em aclives e declives, se configurando em verdadeiras técnicas de guerrilha que davam vantagens aos meliantes no momento do embate com a força estatal.

Uma das táticas de Sun Tzu, que consta no seu livro A Arte da Guerra, para garantir uma vantagem na batalha era justamente atrair seu inimigo, seu oponente, fazendo o mesmo abrir mão de sua vantagem e se exporem no terreno inimigo.

É cediço que não existe ligação direta entre pobreza e violência, onde podemos corroborar tal afirmação quando constatamos através do atlas da violência no mundo que das dez cidades mais violentas do mundo nenhuma estão no rhol das mais pobres,

A violência nas cidades e nas favelas do Brasil é fruto de anos de abandono por parte do Estado Leviatã, bem como décadas de doutrinação e glamourização do Crime e do criminoso, por criação de narrativas ideológicas invertendo “o status Quo” muitas vezes apoiado e idolatrado também pela população local, bem como uma Justiça burocrática, letárgica e que de alguns anos pra cá também passou a ser enviesada politicamente, com punições frouxas, devido a uma legislação falha e fraca, criadas por políticos muitas vezes sem conhecimento e formação, que necessitam da miséria e insegurança do povo para continuarem no Poder. Essas normas jurídicas enfraquecidas infelizmente só incentivam a prática de mais crimes ao invés de coibi-las, devido a certeza da impunidade.

Com crescimento desordenado das favelas passou a imperar leis próprias do trafico e da violência deixando de certa forma de fora o ordenamento jurídico Brasileiro, onde o Poder do Estado passou a não mais operar dentro dessas comunidades criando assim o Estado de Exceção e anomia às normas Jurídicas e sociais já existentes.

Não queremos aqui ser céticos, nem clichês, contudo para mudar o cenário implantado no Brasil, precisa-se com urgência não só da Coerção Estatal, visto que somente a Coercibilidade não resolveria a questão, mas de verdadeiras reformas na esfera administrativa, politica, de Segurança Pública, Educacional, monetária e, sobretudo na esfera Social, que demandará muito tempo e conscientização da população, da necessidade da autêntica mudança de paradigmas, ou seja, a forma de ver e entender as coisas como realmente são, sem narrativas, ideologias, arquétipos de como se comportar na sociedade. Infelizmente tudo isso no momento histórico hodierno é uma grande quimera que demandará décadas, fortes rupturas e grande purgação do Corpo Social que compõe esse País, que já foi cantado em versos e prosa que seria um dia: O País do Futuro! Um futuro que nunca chega.

Por Prof. Francisco Neto | Historiador-Mestre em Educação; Especialista em Criminologia e em Gestão da Segurança Pública e Doutor em Direito

Guarda Civil reforça ações preventivas e a presença em pontos estratégicos de Petrolina

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública, segue fortalecendo o trabalho de monitoramento e atuação preventiva e ostensiva em toda a cidade.

Na manhã nessa quinta-feira (16), a Guarda Civil Municipal realizou mais uma edição da Operação Centro Mais Seguro com efetivo de 30 guardas e cinco viaturas. O patrulhamento reforça a presença da Guarda nas áreas centrais e comerciais, sem data e horário agendados.

Além dessa operação, outras ações como Operação Guardião (noturna) e Feira Livre Mais Segura (diurna) seguem sendo realizadas e vêm intensificando o patrulhamento preventivo, motorizado e a pé, em locais estratégicos. Entre meia noite e 6h, é realizada a Operação Guardião, geralmente com cinco equipes motorizadas em patrulhamento noturno por diversos bairros. Nas feiras livres, a Operação Feira Livre Mais Segura tem garantido a tranquilidade de feirantes e consumidores. Todos os sábados, as equipes concentram as ações na Feira da Cohab Massangano, e nos domingos nas feiras da Areia Branca, Ouro Preto e João de Deus.

A Guarda Civil também tem atuado em eventos culturais e esportivos, oferecendo apoio à realização de campeonatos, além de reforçar a segurança em pontos turísticos, como o Parque Municipal Josepha Coelho, Parque do Povo e em eventos realizados nas comunidades.

A Prefeitura de Petrolina segue investindo na segurança pública com estratégias e estruturação da Corporação. A população pode acionar a Guarda Civil Municipal pelos canais de atendimento: telefone 153 ou WhatsApp (87) 99132-9568.

Texto: Iana Lima

Pernambuco alcança recorde de redução nos crimes patrimoniais e mantém queda nos indicadores de violência

O Governo de Pernambuco alcançou, em setembro de 2025, o menor número de Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs) desde o início da série histórica, há 15 anos. O resultado é reflexo direto da política pública do Juntos pela Segurança e do reforço no policiamento ostensivo, impulsionado pela chegada de 2.299 novos policiais militares às ruas desde agosto. Foram 2.765 casos registrados de roubos, uma redução de 22,5% em relação ao mesmo mês de 2024, quando o total havia sido de 3.567 ocorrências. Esse é o melhor resultado dos últimos 177 meses, consolidando o segundo recorde consecutivo, já que agosto deste ano também havia atingido o índice mais baixo até então.

“Nós estamos vivendo uma virada de chave histórica na segurança pública de Pernambuco, e isso é resultado do trabalho incansável de um time comprometido com o bem-estar da nossa população. O Juntos pela Segurança é uma política de Estado, que alia gestão, inteligência e presença efetiva nas ruas. Seguiremos atuando para que os pernambucanos vivam com mais segurança e confiança no futuro do nosso Estado”, observou a governadora Raquel Lyra.

A retração dos roubos se estendeu a todos os principais marcadores de criminalidade patrimonial. Os assaltos a coletivos despencaram 72,1%, caindo de 43 para apenas 12 registros, o melhor desempenho da série histórica iniciada em 2011. Também houve redução de 27,4% nos celulares subtraídos, passando de 4.006 para 2.907 casos, e, de janeiro a setembro, 7.306 aparelhos foram recuperados pelas forças de segurança. Os roubos de veículos recuaram 2,9%, totalizando 930 ocorrências, enquanto os roubos de cargas diminuíram 4%, com 24 registros no mês de setembro.

Para o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, os resultados confirmam a eficiência da política pública e a dedicação dos profissionais de segurança. “Esses números representam o esforço conjunto de nossas forças policiais e o compromisso do Governo de Pernambuco em garantir mais tranquilidade à população”, afirmou o gestor.

Os indicadores de violência de gênero também apontam avanços consistentes, no comparativo dos meses de setembro em 2024 e 2025. O número de estupros caiu 23,4%, saindo de 231 para 177 casos, o melhor setembro da série histórica iniciada em 2015. As Mortes Violentas Intencionais (MVIs) contra mulheres tiveram queda de 25%, reduzindo de 20 para 15 registros. Os feminicídios mantiveram estabilidade, com três ocorrências em ambos os anos, enquanto os crimes de Violência contra a Mulher (VCM) diminuíram 6,8%, passando de 5.654 para 5.268 notificações.

No conjunto geral das Mortes Violentas Intencionais (MVIs), a redução foi de 12,6%, com 228 casos registrados em setembro de 2025, contra 261 no mesmo período de 2024. Os números confirmam a trajetória de queda sustentada dos homicídios no Estado, resultado da integração entre as forças de segurança, inteligência policial e fortalecimento das ações preventivas.

Além da redução expressiva nos índices criminais, a produtividade policial também reforça o compromisso das corporações com a segurança da população. Entre janeiro e setembro deste ano, 4.609 armas foram apreendidas e 23.378 prisões em flagrante realizadas. Dessas, 471 por homicídios, 1.164 por roubos, 5.636 por violência doméstica e 4.934 por tráfico de entorpecentes, entre outras ações.

Fotos: Hesíodo Góes/Secom

Juntos pela Segurança: Governadora Raquel Lyra comanda aula inaugural da turma de aprovados no concurso da Polícia Científica

A governadora Raquel Lyra comandou, nesta segunda-feira (6), a aula inaugural do Curso de Formação Profissional (CFP) da Polícia Científica de Pernambuco. A formação dos 229 novos servidores que irão reforçar a segurança pública do Estado representa a última etapa antes da nomeação e tem como objetivo capacitar tecnicamente os profissionais que vão atuar na elucidação de crimes, na produção de provas periciais e no fortalecimento da justiça pernambucana.
“Reforçamos a Polícia Científica com o aumento no efetivo, investimos em tecnologia, novos equipamentos e a construção de complexos policiais, permitindo que a investigação possa acontecer no tempo certo e a gente possa acolher a população de Pernambuco de maneira mais próxima em cada uma das regiões de desenvolvimento. Tudo isso faz parte do Juntos pela Segurança, o maior programa da história do Estado na área, com R$ 2,3 bilhões em investimentos”, destacou a governadora Raquel Lyra.
 
A turma é formada por 82 peritos criminais, 68 médicos legistas e 79 agentes de medicina legal, todos aprovados no concurso público da categoria. O curso será realizado em regime de tempo integral, com carga horária total de 768 horas-aula para o cargo de perito criminal, 730 horas-aula para o de médico legista e 642 horas-aula para agente de medicina legal.
 
O secretário de Defesa Social do Estado, Alessandro Carvalho, enfatizou que os novos servidores da Polícia Científica vão compor as fileiras, somando-se aos mais de 7 mil novos profissionais, entre policiais militares, civis e bombeiros militares que vão reforçar a segurança pública pernambucana até 2026. “Com esta nova ação, o Governo honra o compromisso de seguir avançando na meta do Juntos pela Segurança em recompor as nossas forças policiais, fortalecendo cada vez mais o enfrentamento à violência em todo o Estado”, pontuou o titular da pasta.
 
A contratação dos novos profissionais se soma aos investimentos de cerca de R$ 49 milhões na construção e retomada dos Complexos de Polícia Científica (CPCs) em nove municípios do Interior, com novas unidades em Arcoverde, Floresta, Garanhuns, Ouricuri, Petrolina, Serra Talhada e Vitória de Santo Antão. Já os complexos de Caruaru e Salgueiro estão com licitação em andamento, após mais de uma década de obras paralisadas.
 
“Eles farão o recompletamento do nosso quadro, além de abastecer as novas unidades que estamos abrindo nas regionais. Por diversas vezes, para um ente querido ser velado, era necessário percorrer grandes distâncias e, com essa criação de novas unidades e mais servidores, vamos reduzir esse tempo e prestar um melhor serviço para à sociedade”, ressaltou o gerente-geral de Polícia Científica, Wagner Bezerra.
 
Com duração de quatro meses, o curso será ministrado de forma presencial sob a coordenação da Escola Superior de Polícia Civil (ESPC), da Academia Integrada de Defesa Social (ACIDES) e da Coordenação de Ensino, Pesquisa e Gestão da Qualidade (CEPGQ) da Polícia Científica. 
 
Aluna do Curso de Formação, Juliana Ferreira, 38 anos, falou sobre a emoção e o compromisso de iniciar essa nova etapa na carreira pública. “Quero contribuir com o meu máximo para que a gente tenha uma sociedade mais justa, um Pernambuco mais seguro e mais acolhedor com as vítimas de violência, porque a perícia é a última voz da vítima. E eu vou fazer de tudo para que essa voz seja ouvida e que a gente consiga, de fato, fazer justiça”, disse.
 
O vice-prefeito de Olinda, Chiquinho, destacou a importância das ações do Governo do Estado para o fortalecimento da segurança pública. “Este é um marco para a segurança pública de Pernambuco e para as ações que vêm sendo desenvolvidas, não apenas na Região Metropolitana, mas também no Interior. São iniciativas que deixam um legado de grande trabalho e compromisso com a população”, ressaltou. 
 
Acompanharam a solenidade a secretária de Administração, Ana Maraíza; os comandantes da Polícia Militar de Pernambuco, coronel Ivanildo Torres, e do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, Francisco Cantarelli; a diretora do Sistema Único de Segurança Pública, representando o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Isabel Figueiredo; e o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) à Atuação Criminal, Fernando Della Latta Camargo, representando o procurador-geral de justiça do MPPE.
 
Fotos: Miva Filho/Secom

Governo de Pernambuco retoma obras na Penitenciária de Caruaru e garante criação de 155 novas vagas

Como parte da reestruturação do sistema penitenciário de Pernambuco, que teve início em 2023, o Governo do Estado vai retomar as obras de reforma e ampliação da Penitenciária Juiz Plácido de Souza, localizada em Caruaru, no Agreste. A unidade prisional, que hoje tem 774 vagas, vai ampliar em 20% a sua capacidade, com a criação de 155 novas vagas, totalizando 929 vagas. Para isso, será feito um investimento de aproximadamente R$ 10 milhões. O edital para contratação da empresa que ficará responsável pelas obras foi publicado na edição desta quarta-feira (1º) do Diário Oficial.

O secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Paulo Paes, atribui os avanços na reestruturação do sistema prisional ao bom planejamento realizado no Programa Juntos pela Segurança. “Desde o início da gestão estadual, a partir de um estudo aprofundado das necessidades e das especificidades do nosso sistema prisional, pactuamos no Juntos pela Segurança as metas nas áreas de segurança e ressocialização. Desde então, avançamos no aumento de vagas, desativação de unidades prisionais, criação de unidades fabris e demais ações que impactam na dignidade da pessoa privada de liberdade e no seu processo de reinserção social”, afirmou Paes.

Desenvolvido pela Secretaria de Projetos Estratégicos (SEPE), o projeto de requalificação da Penitenciária prevê a expansão e modernização da unidade existente, ampliando, também, as medidas de segurança do local. A proposta está dividida em seis módulos principais (portaria e recepção; administrativo; triagem e identificação; triagem e inclusão; cozinha e padaria; e vivência coletiva).

“A Penitenciária de Caruaru é mais uma unidade prisional que terá obras retomadas na atual gestão estadual, a partir do compromisso da governadora Raquel Lyra de reestruturar o sistema prisional de Pernambuco. Para isso, retomamos as obras no presídio de Araçoiaba e de Itaquitinga, e agora damos um passo para a conclusão dos serviços em Caruaru. Nos três casos, essas obras estão sendo retomadas a partir de projetos desenvolvidos pela secretaria”, afirmou o titular da SEPE, Rodrigo Ribeiro. “Desde 2023, foram abertas 1.854 novas vagas no sistema prisional de Pernambuco. A previsão é que outras 5.933 sejam abertas até o fim do próximo ano”, concluiu.

As obras em Caruaru serão executadas pela Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab). O prazo é de oito meses, a partir da assinatura da ordem de serviço. “A principal finalidade de uma unidade prisional é a ressocialização das pessoas. A reforma e ampliação da Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, segue as mesmas conformidades de outras ações que estão sendo realizadas no sistema prisional do Estado, como a retomada da construção dos presídios de Itaquitinga e de Araçoiaba: a criação de uma estrutura física que torne realidade essa tão almejada reeducação social e reinserção das pessoas em nossa sociedade. A Cehab monitora e fiscaliza as obras visando a esse objetivo”, afirma o diretor de Obras de Segurança da Companhia Estadual de Habitação e Obras, Samir de Holanda.

Foto: Divulgação SEAP