Governo de Pernambuco anuncia antecipação do pagamento do salário de maio entre ativos, aposentados e pensionistas

A governadora Raquel Lyra anunciou, nesta sexta-feira (24), a antecipação do pagamento do salário de maio, que será pago na próxima quarta-feira (29), dois dias antes do que estava previsto. A medida beneficia cerca de 225 mil servidores, entre ativos, aposentados e pensionistas.
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A antecipação garante a injeção de R$ 1,4 bilhão na economia, às vésperas do início das festas juninas em todo o Estado.

INSS inicia o pagamento da 2ª parcela do 13º salário antecipado dos aposentados e pensionistas

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber nesta sexta-feira (24) a segunda parcela do décimo terceiro. Até 7 de junho, mais de 33,6 milhões de segurados receberão o dinheiro, que será pago conforme o dígito final do Número de Inscrição Social (NIS).

O pagamento da segunda parcela começa pelos segurados que ganham o salário mínimo. Quem recebe mais que o mínimo começa a receber em 3 de junho.

O extrato com os valores e as datas de pagamento do décimo terceiro está disponível desde abril. A consulta pode ser feita tanto pelo aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets, como pelo site gov.br/meuinss.

Quem não tiver acesso à internet pode consultar a liberação do décimo terceiro pelo telefone 135. Nesse caso, é necessário informar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmar alguns dados ao atendente antes de fazer a consulta. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

O decreto com a antecipação do décimo terceiro foi assinado em março. Este é o quinto ano seguido em que os segurados do INSS recebem o décimo terceiro antes das datas tradicionais, em agosto e em dezembro. Em 2020 e 2021, o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia de covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho.

Segundo o Ministério da Previdência, o pagamento do décimo terceiro antecipa a injeção de R$ 67,6 bilhões na economia. Desse total, R$ 33,92 bilhões correspondem à segunda parcela, referente à competência de maio e que será paga entre o fim deste mês e o início de junho. O restante corresponde à primeira parcela, da competência de abril, paga no fim de abril e início de maio.

A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do décimo terceiro na segunda parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente.

O Ministério da Previdência esclarece que os segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) também têm direito a uma parcela menor do décimo terceiro, calculada de acordo com a duração do benefício. Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Bolsa Família, não têm direito a décimo terceiro salário.

Edição: Graça Adjuto/Agência Brasil

Mais de 30 milhões de contribuintes já entregaram declaração do IR

A oito dias do fim do prazo, o número de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física entregues ao Fisco superou a marca de 30 milhões, mas 13 milhões de brasileiros ainda precisam acertar as contas com o Leão. Até as 16h45 desta quinta-feira (23), a Receita Federal recebeu 30.304.862 declarações. Isso equivale a 70,5% das 43 milhões de declarações esperadas para este ano.

O prazo de entrega da declaração começou às 8h de 15 de março e vai até as 23h59min59s de 31 de maio. O novo intervalo, segundo a Receita, foi necessário para que todos os contribuintes tenham acesso à declaração pré-preenchida, que é enviada duas semanas após a entrega dos informes de rendimentos pelos empregadores, pelos planos de saúde e pelas instituições financeiras.

Segundo a Receita Federal, 66,7% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, enquanto 18,4% terão que pagar Imposto de Renda e 14,9% não têm imposto a pagar nem a receber. A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (81,4%), mas 10,7% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 7,8% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda.

Um total de 40,1% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usou a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 57,2% dos envios.

Quem declarou mais cedo e entrou nas listas de prioridades está perto de receber o primeiro lote de restituição. No próximo dia 31, o Fisco pagará R$ 9,5 bilhões a 5.562.065 contribuintes. A consulta pode ser feita desde as 10h desta quinta-feira.

Novo prazo

Até 2019, o prazo de entrega da declaração começava no primeiro dia útil de março e ia até o último dia útil de abril. Desde a pandemia de covid-19, a entrega passou a ocorrer entre março e ia até 31 de maio. Em 2023, passou a vigorar o prazo mais tardio, com o início do envio em 15 de março, o que dá mais tempo aos contribuintes para preparar a declaração desde o fim de fevereiro, quando chegam os informes de rendimentos.

Outro fator que impulsionou o recorde foi a antecipação do download do programa gerador da declaração. Inicialmente previsto para ser liberado a partir desta sexta, o programa teve a liberação antecipada para terça-feira passada (12).

Segundo a Receita Federal, a expectativa é que sejam recebidas 43 milhões de declarações neste ano, número superior ao recorde do ano passado, quando o Fisco recebeu 41.151.515 documentos. Quem enviar a declaração depois do prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 20% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

Novidades

Neste ano, a declaração teve algumas mudanças, das quais a principal é o aumento do limite de rendimentos que obriga o envio do documento por causa da mudança na faixa de isenção. O limite de rendimentos tributáveis que obriga o contribuinte a declarar subiu de R$ 28.559,70 para R$ 30.639,90.

Em maio do ano passado, o governo elevou a faixa de isenção para R$ 2.640, o equivalente a dois salários mínimos na época. A mudança não corrigiu as demais faixas da tabela, apenas elevou o limite até o qual o contribuinte é isento.

Mesmo com as faixas superiores da tabela não sendo corrigidas, a mudança ocasionou uma sequência de efeitos em cascata que se refletirão sobre a obrigatoriedade da declaração e os valores de dedução. Além disso, a Lei 14.663/2023 elevou o limite de rendimentos isentos e não tributáveis e de patrimônio mínimo para declarar Imposto de Renda.

Fonte: Agência Brasil

Programa Agroamigo do BNB completa 19 anos com R$ 35 bilhões aplicados na agricultura familiar

Fortaleza, 23 de maio de 2024 – Lançado há exatos 19 anos, o programa de microcrédito rural do Banco do Nordeste, Agroamigo, já ultrapassa a marca de R$ 35 bilhões aplicados na região Nordeste e parte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. O montante foi distribuído em 7,6 milhões de operações, beneficiando 2,9 milhões de empreendedores rurais. Apenas em Pernambuco, o BNB investiu R$ 3,9 bilhões por meio do programa.

Presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, e a produtora de queijos Sheilane Magalhães, cliente do Agroamigo desde 2017.

O Agroamigo também contribui para a inclusão financeira, bancarizando clientes e mantendo uma adimplência de quase 97%. Em 2023, pela primeira vez em sua história, os contratos com mulheres ultrapassaram os financiamentos realizados com homens.

“Estamos extremamente orgulhosos dos resultados alcançados pelo Agroamigo ao longo desses 19 anos. O programa tem ajudado a transformar a realidade da agricultura familiar na nossa região, promovendo desenvolvimento econômico, inclusão social e financeira. A trajetória do Agroamigo reflete o compromisso do BNB com a melhoria da qualidade de vida dos pequenos produtores e a sustentabilidade do meio rural”, afirma o presidente do BNB, Paulo Câmara.

Destaque em evento internacional

O desempenho do programa de microcrédito rural do BNB foi um dos destaques da 54ª Reunião Anual da Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (Alide), realizada na última semana, em Fortaleza.

“Percebe-se, entre os clientes do Agroamigo, a melhoria da renda e consequente diminuição da pobreza. Além disso, o programa contribui para a redução do êxodo rural. Tudo isso indica o êxito do Banco do Nordeste no apoio à realização dos sonhos dos clientes”, afirmou o superintendente de Agronegócio e Microfinança Rural do BNB, Luiz Sérgio Farias Machado.

Em 2023, o Agroamigo se consolidou como maior programa de microcrédito rural da América do Sul, com R$ 5,67 bilhões contratados. De acordo com o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste, Etene, área de pesquisa do BNB, os valores contribuíram para um aumento de R$ 2,12 bilhões na massa salarial, R$ 1 bilhão na arrecadação tributária, R$ 13,7 bilhões no valor bruto da produção e R$ 7,7 bilhões no valor adicionado à economia da região.

Segundo o superintendente Luiz Sérgio, a percepção de melhoria nas condições socioeconômicas das famílias dos produtores cresce proporcionalmente ao tempo de exposição ao programa. Uma pesquisa realizada pelo Banco do Nordeste mostrou que 95,6% dos novos clientes relataram aumento de renda, índice que sobe para 99,3% entre os clientes mais antigos, com mais de cinco anos de programa.

A 54ª Reunião Anual da Alide reuniu mais de 250 pessoas de 26 países, com workshops, painéis e palestras sobre inclusão financeira e social, redução de desigualdades regionais, financiamento de infraestrutura, sustentabilidade e inovação. O evento foi organizado pela Alide, com apoio do BNB, BNDES, Governo do Ceará e Entrepay.

Financiamento muda a realidade de família em Hidrolândia

Um exemplo de sucesso com o Agroamigo é a história de Sheilane Maria Rodrigues Magalhães, produtora de queijos em Hidrolândia, Ceará. Ela iniciou sua jornada há 15 anos, quando decidiu apostar na produção de queijos. Sem experiência prévia, Sheilane aprendeu a fabricar queijo coalho com a orientação do esposo.

“A princípio, eu não sabia fazer e nem gostava de comer queijo, mas meu marido me ensinou e rapidamente eu aprendi”, conta Sheilane. A produção começou de forma rudimentar, mas logo chamou a atenção pela qualidade.

Sheilane participou de diversos cursos no Senai e Sebrae, aprimorando suas técnicas e aprendendo novas formas de produção e cura de queijos. Com o financiamento do Agroamigo, ela e seu marido conseguiram trocar seu gado por vacas de maior produtividade e investir em uma estrutura adequada para a produção de queijos, separada da casa.

“Eu pesquisei muito e testei diversas formas de melhorar a produção. Quando errava, procurava ajuda até acertar. Meu queijo se chama PELEJA porque reflete todo o esforço e dedicação que investimos,” explica Sheilane. Hoje, ela faz parte de grupos de queijeiros em todo o Brasil e continua a inovar em sua produção.

A produtora começou a utilizar o Agroamigo em 2017, com um financiamento inicial de R$ 5 mil e desde então vem renovando suas operações para continuar investindo na agroindústria, que se tornou a principal fonte de renda da família.

Receita Federal libera a consulta do 1º lote de restituição IRPF 2024; Confira se a sua já vai está disponível

A partir das 10h desta quinta-feira (23), cerca de 5,6 milhões de contribuintes que entregaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física saberão se acertaram as contas com o Leão. Nesse horário, a Receita Federal libera a consulta ao primeiro dos cinco lotes de restituição de 2023, com a inclusão de todos os contribuintes do Rio Grande do Sul com direito a receber. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 5.562.065 contribuintes receberão R$ 9,5 bilhões. Todo o valor, informou o Fisco, irá para contribuintes com prioridade no reembolso. Por causa das enchentes no Rio Grande do Sul neste ano, os contribuintes gaúchos foram incluídos na lista de prioridades.

A maior parte, 2.595.933 contribuintes têm entre 60 e 79 anos. Em seguida, há 1.105.772 contribuintes cuja maior fonte de renda é o magistério. Em terceiro, vêm 886.260 declarações de contribuintes gaúchos, incluindo exercícios anteriores, totalizando mais de R$ 1 bilhão.

Em quarto lugar, estão 787.747 contribuintes que informaram a chave Pix do tipo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) na declaração do Imposto de Renda ou usaram a declaração pré-preenchida. Desde o ano passado, a informação da chave Pix dá prioridade no recebimento. O restante dos contribuintes é formado por 258.877 idosos acima de 80 anos e 162.902 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

A consulta poderá ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

O pagamento será feito em 31 de maio, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate a restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

Edição: Graça Adjuto/Agência Brasil

Confira a cotação dos hortifrutigranjeiros comercializados no Mercado do Produtor de Juazeiro nesta sexta-feira,17 de maio

O Mercado do Produtor de Juazeiro divulgou a cotação dos produtos comercializados no entreposto nesta sexta-feira (17). Os valores apresentados são obtidos através de pesquisa diária no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira (das 2h às 22h) e aos sábados (das 2h às 17h) e aos domingos, a partir das 21h.

O consumidor que for à Ceasa ao longo do dia pode encontrar o saco com 20 kg de cebola por R$ 145,00. A caixa com 20kg da chuchu está custando R$ 90,00. O saco com 50 quilos de batatinha está por R$ 320,00.

A cotação completa segue anexo em PDF.

Sobre o Mercado do Produtor de Juazeiro-BA

O mercado produtor de Juazeiro é uma referência na região, recebendo produtores de diversas partes do país para comercialização de suas safras. O Ceasa (Centrais de Abastecimento) de Juazeiro é um dos principais locais onde ocorre a comercialização desses produtos, sendo um ponto de referência para o abastecimento de frutas e hortaliças não só para a própria cidade, mas também para outras regiões da Bahia e estados vizinhos.

 

 

Cultivo de mirtilo atrai produtores rurais do Vale do São Francisco

Manejo, comercialização e perspectivas de mercado da cultura do mirtilo no Vale do São Francisco, foram os temas mais discutidos nesta sexta-feira (10), em Petrolina-PE, durante a realização do Seminário ‘Mirtilo Day’. O evento, realizado pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), em parceria com o Sebrae/PE, reuniu no auditório do Senai um número significativo de agricultores, profissionais da área agronômica, pesquisadores, estudantes e especialistas em fruticultura.

Falando sobre variedades geneticamente adaptadas para regiões de clima quente, o representante da Codevasf e coordenador do Programa Rota da Fruta no Cerrado e entorno do Distrito Federal, Luiz Curado, ressaltou o sucesso comercial do mirtilo em várias partes do país e as boas perspectivas da fruta para o Vale. “Também conhecida como blueberry, esta fruta fresca de sabor marcante, rica em antioxidantes e muitas outras propriedades medicinais, já é uma realidade no Vale do São Francisco, prometendo retorno rápido e lucrativo logo a partir da primeira colheita”.

O gerente de produção peruano e engenheiro agrônomo,Christian Sauñe, chegou à região em 2022 e hoje está à frente de uma fazenda, em Petrolina, com uma produção de 35 mil mudas da variedade Biloxi e vai dobrar essa área ainda esse ano. “Trata-se de uma cultura com uma grande demanda, investimento médio de R$ 250 mil por hectare e colheita em apenas 8 meses, além de gerar 4 empregos por hectare”, frisou.

Guilherme Coelho

O presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, elogiou a parceria entre o SPR e o Sebrae para a realização do Mirtilo Day, destacando a importância da cultura para a diversificação da produção de frutas do Vale. De acordo com o presidente do SPR, Jailson Lira, a capacitação para os produtores foi muito oportuna pela boa perspectiva do blueberry no mercado interno e também para exportação. “O Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina está a disposição dos agricultores que tenham interesse em investir nessa nova cadeia lucrativa, oferecendo o suporte técnico necessário”, garantiu.

A gestora do Sebrae no Sertão do São Francisco, Mara Almeida, agradeceu a presença de todos, lembrando que a unidade regional vem apostando no incentivo à produção de novas culturas e agregação de valor com a realização de eventos para agricultores, a exemplo do sucesso obtido com o Mirtilo Day e também do Abacate Day e Acerola Day. Falaram ainda no seminário, a chefe da Embrapa Semiárido, Maria Auxiliadora; o CEO da Biofábrica Biotechnology in Plants, Marcos Flavio e o empresário Marcelo Bazan (Mini Bio). Ao final, os painelistas voltaram ao palco e responderam os questionamentos do público.

Por: CLAS Comunicação & Marketing

Microempreendedores Individuais podem negociar e quitar suas dívidas através do Desenrola a partir desta segunda

Os bancos começam a oferecer, a partir desta segunda-feira (13), uma alternativa para renegociação de dívidas bancárias de Microempreendedores Individuais (MEI) e micro e pequenas empresas que faturem até R$ 4,8 milhões anuais. Serão renegociadas dívidas não pagas até 23 de janeiro de 2024. Essa renegociação é importante para o pequeno empreendedor e o empreendedor individual possam obter recursos para manter as suas atividades.

A ação faz parte do Programa Desenrola Pequenos Negócios, uma iniciativa do Ministério da Fazenda, Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte com o apoio da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Essa parcela atendida é a mesma que precisa de ajuda para renegociar as dívidas e obter recursos para manter as atividades.

Brasília - Sebrae promove a campanha: Compre do Pequeno Negócio, durante o Mercado do Produtor Rural (José Cruz/Agência Brasil)
Desenrola Pequenos Negócios oferece incentivos. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Para aderir ao programa, o microempreendedor ou pequeno empresário deve contatar a instituição financeira onde tem a dívida. A orientação é buscar os canais de atendimento oficiais disponíveis (agências, internet ou aplicativo) e, assim, ter acesso às condições especiais de renegociação dessas dívidas. As condições e prazos para renegociação serão diferenciadas e caberá a cada instituição financeira, que aderir ao programa, defini-las.

De acordo com a Febraban, somente os bancos cadastrados no programa ofertarão condições de renegociação de dívidas. Caso contrário, a sugestão é renegociar dívida mesmo assim ou, então, fazer a portabilidade da dívida para uma instituição financeira cadastrada.

A recomendação para as empresas que forem renegociar suas dívidas é que busquem mais informações dentro dos canais oficiais dos bancos cadastrados. “Não devem ser aceitas quaisquer ofertas de renegociação que ocorram fora das plataformas dos bancos. Caso desconfie de alguma proposta ou valor, entre em contato com o banco nos seus canais oficiais”, orienta a entidade.

O alerta é ainda para que não sejam aceitas propostas de envio de valores a quem quer que seja, com a finalidade de garantir melhores condições de renegociação das dívidas. “Somente após a formalização de um contrato de renegociação é que o cidadão pode ter os valores debitados de sua conta, nas datas acordadas”, diz a Febraban.

O Desenrola Pequenos Negócios foi lançado pelo governo federal no dia 22 de abril. Na mesma data, foi publicada uma portaria do Ministério da Fazenda definindo a participação dos bancos nas renegociações. Só entrarão nas renegociações as dívidas vencidas há mais de 90 dias na data de lançamento do programa. Não haverá limites para o valor da dívida nem de tempo máximo de atraso.

A versão do Desenrola para as micro e pequenas empresas é um dos quatro eixos do Programa Acredita, que pretende ampliar o acesso ao crédito e estimular a economia.

Apesar de a renegociação teoricamente ter entrado em vigor em 23 de abril, dia da publicação da medida provisória, os negócios de menor porte ainda não podiam pedir o refinanciamento porque as regras não estavam regulamentadas. A partir da publicação da portaria, as instituições financeiras puderam fazer os últimos ajustes operacionais para começarem as renegociações.

Crédito tributário

O programa Desenrola Pequenos Negócios oferece incentivos tributários para que bancos e instituições financeiras renegociem dívidas de pequenas empresas. As instituições que aderiram ao programa têm direito a um crédito presumido de impostos. Não haverá custo para o governo neste ano porque a apuração do crédito presumido poderá ser realizada entre 2025 e 2029. Por meio do crédito presumido, as instituições financeiras têm direito a abater de tributos futuros prejuízos em algum trimestre. A portaria também regulamentou o cálculo desses créditos.

Segundo o Ministério da Fazenda, o crédito tributário será calculado com base no menor valor entre o saldo contábil bruto das operações de crédito renegociadas e o saldo contábil dos créditos decorrentes de diferenças temporárias. As diferenças temporárias são despesas ou perdas contábeis que ainda não podem ser deduzidas do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), mas que podem ser aproveitadas como crédito tributário no futuro, o que é permitido pela legislação tributária.

A concessão de créditos tributários alavanca o capital dos bancos para a concessão de novos empréstimos. Esse incentivo não gera nenhum gasto para 2024, e nos próximos anos o custo máximo estimado em renúncia fiscal é muito baixo, da ordem de R$ 18 milhões em 2025, apenas R$ 3 milhões em 2026, e sem nenhum custo para o governo em 2027.

Edição: Aécio Amado/Agência Brasil

Associações dizem que não há risco de desabastecimento de arroz no Brasil, o estoque está garantido

Foto: Marcello Casal JR/Agência Brasil

Produtores de arroz e supermercados informam que não há risco de desabastecimento do grão no Brasil, apesar das enchentes no Rio Grande do Sul, estado responsável por 70% da produção nacional. A garantia é da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

Diante do risco de haver especulação – e aumento da procura pelo produto, por consumidores preocupados em estocar arroz, para o caso de uma eventual falta nos mercados – o governo federal publicou, no Diário Oficial da União desta sexta-feira (10), uma medida provisória que autoriza a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a importar até 1 milhão de toneladas de arroz beneficiado ou em casca, por meio de leilões públicos, para recompor os estoques públicos.

De acordo com a MP, os estoques terão, como destino preferencial, pequenos varejistas das regiões metropolitanas, “dispensada a utilização de leilões em bolsas de mercadorias ou licitação pública para venda direta”.

A expectativa é de que, na primeira etapa, sejam compradas 200 mil toneladas de arroz, que devem ser importados dos países vizinhos do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Paraguai, e eventualmente da Bolívia.

Abastecimento garantido

Segundo a Federarroz, a colheita no RS abrange, até o momento, 83% do total da área prevista para a safra. A entidade acrescenta que o produto colhido apresenta “boa qualidade e produtividade, o que garante o abastecimento dos brasileiros”.

Presidente da entidade, Alexandre Velho disse que as áreas onde a colheita já foi feita apresentam boas médias de produtividade. “Já temos um bom volume de arroz e mesmo que a gente tenha dificuldades na colheita deste saldo que falta colher, certamente o Rio Grande do Sul tem plenas condições de colher uma safra bem acima dos sete milhões de toneladas”, disse.

“Embora tenhamos este grande problema com relação à colheita do que falta, nós temos plenas condições de afirmar que nós não temos problemas com relação ao abastecimento do mercado interno”, acrescentou.

Segundo ele, há um “problema momentâneo de logística”, principalmente na ligação com o interior do estado, mas a ligação com os grandes centros, por meio da BR-101, está normal. “Temos bastante arroz para deslocar para as regiões centrais do Brasil. Então não existe qualquer problema com relação ao abastecimento ou uma necessidade urgente de importação”, complementou.

Supermercados

Na mesma linha dos rizicultores, a Associação Brasileira de Supermercados informou estar normalizado o abastecimento no varejo, “com diversas marcas, preços e promoções para atender à demanda de consumo tanto nas lojas físicas quanto pelo e-commerce”.

A entidade, no entanto, recomenda, aos consumidores, que não façam estoques em casa para que todos tenham acesso contínuo ao produto.

Em caráter preventivo, a Abras manifestou apoio à abertura da importação anunciada pelo governo federal para completar o abastecimento da população brasileira.

Edição: Aline Leal/Agência Brasil

Custo da cesta básica sobe em 10 capitais brasileiras no mês de abril

Foto: Nelson Fontes - Divulga Petrolina

Em abril, o custo da cesta básica subiu em 10 das 17 capitais brasileiras analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Entre março e abril, as maiores elevações na cesta básica foram registradas nas capitais nordestinas. A que apresentou a maior alta no período foi Fortaleza, com aumento de 7,76%, seguida por João Pessoa (5,40%), Aracaju (4,84%), Natal (4,44%), Recife (4,24%) e Salvador (3,22%). Já as maiores quedas ocorreram em Brasília (-2,66%), Rio de Janeiro (-1,37%) e Florianópolis (-1,22%).

A cesta mais cara do país foi observada em São Paulo, onde o conjunto dos alimentos básicos custava, em média, R$ 822,24, seguida pela do Rio de Janeiro (R$ 801,15).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 582,11), João Pessoa (R$ 614,75) e Recife (R$ 617,28).

Com base no custo da cesta mais cara do país – a de São Paulo – e, levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo ideal deveria ser de R$ 6.912,69 em abril, o que representa 4,90 vezes o seu valor atual, estabelecido em R$ 1.412,00

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Edição: Aline Leal/Agência Brasil