Apelo turístico da Pequena África precisa de maior reconhecimento

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Quem viaja ao Rio de Janeiro normalmente visita o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar e a orla da zona sul. Mas há um lugar cada vez mais presente nesse roteiro por transpirar história e ser reduto de manifestações da cultura afro-brasileira: a Pequena África.

À beira da Baía de Guanabara, a região abriga o Cais do Valongo, o maior porto de desembarque de africanos escravizados nas Américas e Patrimônio Mundial da Humanidade declarado pela Organização das Nações Unidas para a Ciência e Cultura (UNESCO) desde 2017.

Apesar da importância histórica do Valongo para a compreensão da diáspora africana e a formação do Brasil, a Pequena África ainda não tem o reconhecimento turístico merecido, como atração de peso internacional, avaliam especialistas reunidos na Feira Preta Festival. O evento foi encerrado no último domingo (31), no Piér Mauá, depois de três dias de debates, shows, feira e anúncio de projetos.

Um dos fundadores da plataforma Diáspora Black, o jornalista e gestor Antonio Pita acredita que, pelos atrativos, a Pequena África deveria estar entre as grandes atrações internacionais da cidade. 

“Uma boa parte das pessoas tem no imaginário o Rio [de Janeiro] de praias, de festas, mas ainda não vinculou o turismo com o aspecto tradicional”, avaliou.

 


Rio de Janeiro (RJ), 31/05/2026 – Antonio Pita, fundador da Diaspora.Black, na Feira Preta Festival, encontro de cultura e empreendedorismo negro, no Píer Mauá. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 31/05/2026 – Antonio Pita, fundador da Diaspora.Black, na Feira Preta Festival, encontro de cultura e empreendedorismo negro, no Píer Mauá. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Antonio Pita, fundador da Diaspora.Black, na Feira Preta Festival, encontro de cultura e empreendedorismo negro, no Píer Mauá. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A região abriga também o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), que guarda vestígios do desembarque de escravizados, assim como o Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos e a Pedra do Sal, integrantes do Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana.

A região também é o endereço do Grupo Afoxé Filhos de Gandhi, um dos blocos afro de carnaval mais antigos do Rio. Todos os anos, em 2 de fevereiro, o grupo oferece o tradicional presente de Iemanjá, além de desfilar no carnaval, como o bloco de Salvador, do qual se originou.

 


Rio de Janeiro (RJ), 02/02/2026 – O grupo Afoxé Filhos de Gandhi desfila no dia de Iemanjá pelas ruas da zona portuária do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 02/02/2026 – O grupo Afoxé Filhos de Gandhi desfila no dia de Iemanjá pelas ruas da zona portuária do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O grupo Afoxé Filhos de Gandhi desfila no dia de Iemanjá pelas ruas da zona portuária do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Pelo apelo cultural e gastronômico, Pita comemora que a região já é um dos territórios mais visitados da cidade do Rio. Apesar disso, ele pondera que os visitantes não saem com a experiência completa.

“As pessoas vêm para a Pedra do Sal, para o Largo da Prainha (que reúne restaurantes e bares), para museus [Museu de Arte do Rio e Museu do Amanhã], e, muitas vezes, deixam de conhecer o Cais do Valongo. Saem sem compreender o berço que é a Pequena África para a ocupação da cidade, para o samba e para o carnaval. Tudo começou aqui”, frisa.

Diretora executiva do espaço de economia colaborativa Preta Hub, Adriana Barbosa destaca a importância do local, escolhido neste ano como sede da Feira Preta.

“Estamos aqui, em um lugar que já foi um mercado de pessoas africanas escravizadas, em outra lógica econômica, em que pessoas negras não são mais mercadorias, mas proponentes de relações comerciais a partir de nossa identidade e criatividade”.

Nesta edição, participaram cerca de 130 empreendedores, e o espaço foi frequentado por 10 mil pessoas.

 


Rio de Janeiro (RJ), 31/05/2026 – Feira Preta Festival, encontro de cultura e empreendedorismo negro, no Píer Mauá. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 31/05/2026 – Feira Preta Festival, encontro de cultura e empreendedorismo negro, no Píer Mauá. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Feira Preta Festival, encontro de cultura e empreendedorismo negro, no Píer Mauá. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Investimento em divulgação

Para a afro-turismóloga Emily Borges, fundadora da Etnias Turismo e Cultura, que debateu a questão no Festival, é preciso incluir a Pequena África nos guias de turismo e nos roteiros de grandes agências, além de investir em divulgação em pontos estratégicos, como os aeroportos da cidade. Segundo Borges, o turismo é uma experiência de memória e conexão.

“Em um mundo cada vez mais acelerado, talvez o verdadeiro luxo das viagens esteja na profundidade das experiências vividas”, afirma.

De acordo com Pita, os operadores de turismo e hotéis também precisam colocar o roteiro nas prateleiras.

“A gente tem o produto, temos bons operadores, guias, todos com conhecimento, mas ainda há um certo racismo em destacar este destino”, avaliou.

Como o exemplo da Rocinha revela, pontua Pita, há um grande potencial em destinos genuínos. Ele lembra o sucesso nas redes sociais de um vídeo de drone na favela da zona sul da cidade. Ali, nas lajes, turistas fazem filas de até duas horas e pagam R$ 150 por um vídeo com vista aérea da comunidade.

 


Rio de Janeiro (RJ), 31/05/2026 – Feira Preta Festival, encontro de cultura e empreendedorismo negro, no Píer Mauá. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 31/05/2026 – Feira Preta Festival, encontro de cultura e empreendedorismo negro, no Píer Mauá. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Feira Preta Festival, encontro de cultura e empreendedorismo negro, no Píer Mauá. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Apesar dos atrativos e da riqueza histórica da Pequena África, especialistas e moradores são unânimes em cobrar apoio e políticas do poder público para o território.

Entre eles, investimentos em sinalização e conservação, como coleta de lixo e segurança pública. “É preciso pensar o território como um todo, se está bom para o morador, está bom para o turista também”, ponderou o gestor do Diáspora Black. 

O Ministério do Turismo, segundo os especialistas, têm apoiado a transformação da Pequena África em um roteiro internacional. Em uma ação recente, em 2025, recebeu o encontro de afroturismo global o Black Travel Summit. “É um movimento que está começando, trazendo visbilidade”, avaliou Pita.

Para apoiar organizações da Pequena África a continuarem a oferecer experiências que valorizam a herança africana, o Diáspora Black e a  Feira Preta vão repassar treinamento e recursos por meio do edital Rede Memória Viva. Outro objetivo do edital é mapear roteiros afro com potencial de desenvolvimento comunitário no país.

 


Rio de Janeiro (RJ) 11/01/2024 – Espaço cultural Casa da Tia Ciata. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) 11/01/2024 – Espaço cultural Casa da Tia Ciata. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Espaço cultural Casa da Tia Ciata, na Pequena África. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Fonte: Agência Brasil

AMA divulga cotação dos hortifrutigranjeiros comercializados no Mercado do Produtor de Juazeiro nesta segunda (1)

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Autarquia Municipal de Abastecimento / AMA, divulgou nesta segunda-feira (1) a cotação atualizada dos hortifrutigranjeiros comercializados no Mercado do Produtor de Juazeiro.

Os legumes seguem entre os destaques da cotação desta segunda-feira no mercado atacadista. O saco da cenoura, com 20 quilos, está sendo comercializado a R$ 150,00. Já o quilo do chuchu pode ser encontrado por R$ 3,75, enquanto o saco de beterraba, também com 20 quilos, custa R$ 110,00. A batatinha é vendida a R$ 8,80 o quilo.

Os preços são definidos com base em pesquisas diárias realizadas no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira, das 2h às 22h; aos sábados, das 2h às 17h; e aos domingos, a partir das 21h. A ampla jornada de funcionamento garante o fluxo contínuo de mercadorias, atendendo comerciantes, consumidores e centrais de abastecimento de diversas regiões do Brasil.

A lista completa com todos os produtos e valores pode ser consultada clicando aqui.

Texto: Márcio Reges / ASCOM PMJ

Declaração do IR pode passar a ser automática em até três anos

© Lula Marques/ Agência Brasil.

 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que em dois ou três anos não será mais necessário aos contribuintes brasileiros fazer a declaração do Imposto de Renda. A novidade, caso se confirme, se deve às mudanças que vêm sendo implementadas pelo governo federal, no sentido de automatizar procedimentos.

Em março, Durigan já havia acenado com essa possibilidade, após ter demandado à Receita Federal o desenvolvimento de um sistema automatizado capaz de reunir informações financeiras dos contribuintes, o que dispensaria o preenchimento manual da declaração.

Nesta segunda-feira (1º), durante entrevista à Rádio CBN, o ministro informou que a mudança deverá ocorrer em dois ou três anos.

“Não é possível que, com todo mundo já tendo declarado no dia a dia suas obrigações para a Receita, nós ainda vamos obrigar o contribuinte a parar, gastar tempo útil da sua vida – seja de trabalho, seja de descanso – para prestar informações que, muitas vezes, a gente já tem”,  afirmou.

“Então veja, no ano que vem eu quero aumentar essa desobrigação; esse alívio para as pessoas. Espero que em dois ou três anos todo mundo fique sem [a necessidade de fazer a] declaração de Imposto de Renda”, acrescentou.

Sistema automático

A demanda apresentada pelo ministro à Receita Federal prevê a integração de dados já disponíveis em bases oficiais e privadas, como informações bancárias, registros de empresas e dados de planos de saúde.

Com isso, o contribuinte passaria apenas a revisar e validar os dados apresentados pelo sistema.

O modelo seria uma evolução da declaração pré-preenchida, que tem sido ampliada nos últimos anos e, segundo estimativas do Fisco, deve alcançar cerca de 60% dos contribuintes.

“Como a gente tem um país informatizado, essas informações vão sendo colocadas no sistema, e a pessoa precisa validar simplesmente”, disse, em março, o ministro da Fazenda.

Mudança gradual

Atualmente, a declaração pré-preenchida já reúne dados como rendimentos, bens, investimentos e deduções.

Ainda assim, a Receita Federal orienta os contribuintes a conferirem as informações, já que os dados são fornecidos por terceiros.

A proposta do governo é ampliar gradualmente esse modelo até que o envio manual deixe de ser necessário.

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 16 milhões

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ARQUIVO

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.013 da Mega-Sena, realizado neste sábado (30). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 16 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 02 – 14 – 21 – 22 – 34 – 44.

  • 46 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 33.161,69 cada
  • 2.918 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 861,70 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (2), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.


Fonte: Agência Brasil

Prazo para envio da declaração anual do MEI termina neste domingo

 

Profissionais autônomos e donos de pequenos negócios cadastrados como microempreendedores individuais (MEIs) tem até este domingo (31) para entregar a Declaração Anual Simplificada do MEI (Dasn-Simei) referente ao ano calendário de 2025.

A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham optado pelo Simei, por qualquer período durante o ano passado, mesmo que não tenham registrado faturamento ao longo deste mesmo período. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada.

Como fazer a declaração

A declaração pode ser enviada pelo App MEI ou pelo Portal do Empreendedor. O responsável deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa, incluindo todas as vendas ou prestações de serviços realizadas em 2025.

Pelas regras, o MEI não pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil de faturamento anual ou o proporcional mensal. Também é necessário informar se realizou a contratação de funcionário (no máximo um, de acordo com a legislação). o Objetivo da DASN- Simei é comprovar que a empresa está operando dentro dessas regras do regime.

Multa

A Receita Federal orienta os microempreendedores a entregarem suas declarações dentro do prazo a fim de evitar encargos e manter a regularidade do CNPJ.

A entrega fora do prazo resulta em multa de 2% ao mês, limitada a 20% do valor total dos tributos declarados ou ao valor mínimo de R$ 50. A multa é gerada automaticamente após a transmissão da declaração em atraso.

Fonte: Agência Brasil

Lei institui 19 de março Dia Nacional da Artesã e do Artesão

© Wilson Dias/Agência Brasil

O Dia Nacional das Artesãs e Artesãos será comemorado oficialmente em 19 de março. Lei publicada nesta sexta-feira (29) no Diário Oficial da União consolida a data e atualiza normas sobre a atividade no país, com foco na valorização.

Um dos destaques da nova lei é o incentivo à organização e ao fortalecimento de associações de mulheres artesãs. O Poder Público poderá apoiar essas iniciativas, como ações de difusão de saberes tradicionais.

Além disso, União, estados, Distrito Federal e municípios poderão promover medidas para estimular a comercialização de produtos, como campanhas de valorização do trabalho artesanal, ampliação da visibilidade em feiras e exposições.

A lei também cita exemplos de ofícios historicamente exercidos por mulheres, como rendeira, bordadeira, tecelã, ceramista e crocheteira, ao destacar a relevância cultural, social e econômica dessas atividades.

Estatuto 

A legislação atualiza o Estatuto da Artesã e do Artesão. De acordo com a norma, a atividade pode ser exercida de forma individual, associada ou cooperativada, com predominância do trabalho manual, ainda que com uso de ferramentas e equipamentos.

Entre os princípios incorporados ao estatuto estão:

  • valorização da identidade cultural brasileira;
  • promoção da qualificação profissional;
  • integração do artesanato a políticas de desenvolvimento econômico;
  • redução de desigualdades, especialmente de gênero.

Outro ponto previsto é a criação de linhas de crédito específicas para financiar a comercialização da produção artesanal e a aquisição de matéria-prima e equipamentos, com atenção especial às mulheres artesãs.

Formação profissional

A Carteira Nacional da Artesã e do Artesão passa a ter validade de três anos, podendo ser renovada mediante comprovação de contribuições à Previdência Social. Os documentos já emitidos continuam válidos até o fim do prazo original.

A lei também autoriza o poder público a apoiar a construção de sedes de associações, que poderão funcionar como espaços de formação para adolescentes e jovens interessados na atividade artesanal.

Fonte: Agência Brasil

Novo Caged: Pernambuco mantém ritmo de crescimento e alcança marca histórica de empregos formais gerados no Estado

Desde janeiro de 2023, Pernambuco acumula 191.840 empregos gerados com carteira assinada, número que supera em 17.855 vagas o total registrado entre 2010 e 2022, representando um avanço de 10,26%. Apenas em abril deste ano, o Estado encerrou o mês com saldo positivo de 3.340 novos postos de trabalho formais. Os dados foram divulgados pelo Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e reforçam a trajetória positiva da geração de empregos em Pernambuco, que já soma 8.648 vagas criadas nos quatro primeiros meses de 2026. 


“Esses números demonstram que o Estado está crescendo e retomando sua capacidade de gerar oportunidades para a nossa gente. Estamos trabalhando para atrair investimentos, fortalecer a economia e garantir que o desenvolvimento chegue a todas as regiões de Pernambuco, criando mais emprego, renda e dignidade para a população”, enfatizou a governadora Raquel Lyra.

Entre os setores que mais contribuíram para o resultado de abril, o destaque ficou com Serviços, responsável por 6.248 novas vagas. A Construção Civil também apresentou desempenho positivo, com geração de 1.819 empregos e crescimento de 10,91% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando o impacto das obras e investimentos em infraestrutura no Estado.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, ressaltou que o avanço na geração de empregos está ligado ao fortalecimento da economia em diferentes regiões do Estado. “A interiorização dos investimentos na nossa economia tem contribuído para esse cenário de desenvolvimento. Estamos trabalhando para ampliar investimentos, estimular novos negócios e criar mais oportunidades para os pernambucanos”, destacou.

Outro destaque do levantamento foi a geração de empregos entre as mulheres, que responderam pelo saldo positivo do mês com 3.437 vagas formais criadas em abril.

Para o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre, os dados refletem o fortalecimento do mercado de trabalho em Pernambuco.  “O resultado acumulado do ano demonstra a resiliência da economia pernambucana e evidencia os efeitos das políticas de atração de investimentos, ampliação da infraestrutura e fortalecimento do ambiente de negócios”, pontuou o titular da pasta.

Os números do Novo Caged demonstram o avanço das políticas de desenvolvimento econômico implementadas pelo Governo de Pernambuco, com estímulo à atividade produtiva, atração de investimentos e ampliação das oportunidades de trabalho para a população.

Receita Federal abre consulta ao maior lote de restituição da história; Confira datas

Com R$ 16 bilhões em créditos e 8.749.992 contribuintes contemplados, este será o maior lote de restituição já pago pela Receita Federal — resultado direto da agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão. Ele representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.

O pagamento será realizado no dia 29 de maio. O crédito das restituições será realizado ao longo do dia, conforme o processamento de cada instituição financeira. A Receita orienta que os contribuintes aguardem até o final do dia para a efetivação do depósito, uma vez que os horários de crédito podem variar entre os bancos.

Agilidade no processamento acelera devolução aos contribuintes

A liberação recorde já no primeiro lote reforça o esforço da Receita Federal em tornar o processo de restituição cada vez mais rápido, eficiente e abrangente.

A antecipação dos pagamentos demonstra a capacidade operacional do órgão em processar milhões de declarações em curto prazo, beneficiando contribuintes prioritários e também aqueles que aderiram às ferramentas digitais, como a declaração pré-preenchida e o recebimento via PIX.

O anúncio fortalece a percepção de eficiência na administração tributária e atende a uma expectativa aguardada por milhões de brasileiros: receber a restituição mais cedo e com maior previsibilidade.

R$ 16 bilhões impulsionam a economia

O lote pago nesta sexta-feira é 45% maior do que o primeiro lote de restituições de 2025, que havia sido o maior até então. Na ocasião foram restituídos créditos no valor de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes.

Os R$ 16 bilhões que serão depositados ainda em maio devem movimentar setores como comércio, serviços e pagamento de dívidas, ampliando a circulação de recursos em todo o país. O volume recorde de restituições reforça o papel da Receita Federal não apenas na administração tributária, mas também na dinamização da atividade econômica.

A medida também coincide com o Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte, celebrado em 25 de maio, simbolizando o compromisso institucional com eficiência, transparência e retorno mais rápido dos valores ao cidadão.

Distribuição das restituições

Do total de R$ 16 bilhões, cerca de R$ 8,64 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal:

– 256.697 restituições para idosos acima de 80 anos;

– 2.256.975 restituições para idosos entre 60 e 79 anos;

– 222.100 restituições para pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave;

– 1.054.789 restituições para contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Além disso, 4.959.431 restituições serão destinadas a contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram pelo recebimento via PIX.

Restituições por Estado

Estado Quantidade Valor (R$)
AC 31.791 R$ 56.522.848,99
AL 80.342 R$ 159.963.828,53
AP 33.934 R$ 77.300.533,10
AM 110.878 R$ 192.453.656,95
BA 412.450 R$ 832.254.839,25
CE 257.819 R$ 539.173.162,24
DF 278.401 R$ 840.629.632,29
ES 175.256 R$ 315.194.977,06
GO 290.413 R$ 585.408.615,74
MA 151.690 R$ 271.988.402,47
MT 213.683 R$ 408.544.039,84
MS 142.405 R$ 272.285.555,65
MG 837.117 R$ 1.350.776.965,55
PA 233.877 R$ 458.631.062,86
PB 110.585 R$ 224.807.650,99
PR 519.567 R$ 768.257.837,24
PE 270.472 R$ 573.784.065,38
PI 108.625 R$ 195.132.638,37
RJ 721.272 R$ 1.582.302.651,02
RN 96.243 R$ 193.676.820,18
RS 551.518 R$ 896.185.207,39
RO 78.129 R$ 143.989.159,54
RR 23.004 R$ 41.516.312,90
SC 469.013 R$ 710.167.806,75
SP 2.414.668 R$ 4.032.926.224,86
SE 66.632 R$ 142.269.733,00
TO 70.208 R$ 133.855.771,86
TOTAL 8.749.992 R$ 16.000.000.000,00

Calendário de restituições

Os próximos lotes de restituição serão pagos nas seguintes datas:

– 30 de junho

– 31 de julho

– 28 de agosto

A previsão da Receita Federal é que o próximo lote também contemple cerca de 9 milhões de contribuintes, com valores de restituições próximos a R$ 16 bilhões, totalizando assim 80% da estimativa de restituições a serem pagas este ano.

1º lote Restituição 2026
Restituição 2026
Consulta da restituição

Para verificar se a restituição foi liberada, o contribuinte deve:

Acessar www.gov.br/receitafederal

Clicar em “Meu Imposto de Renda”

Selecionar “Consultar minha restituição”

A consulta também pode ser feita pelo aplicativo oficial da Receita Federal para tablets e smartphones.

O sistema oferece:

Consulta simplificada;

Consulta completa via e-CAC;

Orientações e canais de atendimento.

Caso sejam identificadas pendências na declaração, o contribuinte poderá retificar as informações incorretas.

Segurança e reagendamento do pagamento

A Receita Federal informa que o pagamento da restituição é realizado exclusivamente em conta bancária de titularidade do contribuinte.

Em casos de erro nos dados bancários ou problemas na conta de destino, o contribuinte poderá solicitar o reagendamento do crédito junto ao Banco do Brasil, no prazo de até um ano após a primeira tentativa de pagamento.

O reagendamento pode ser feito:

– Pelo Portal BB – https://www.bb.com.br/irpf

– Pela Central de Relacionamento BB

– 4004-0001 (capitais)

– 0800-729-0001 (demais localidades)

– 0800-729-0088 (deficientes auditivos)

Para reagendar o crédito, será necessário informar:

– Valor da restituição;

– Número do recibo da declaração.

Caso o valor não seja resgatado em até um ano, a solicitação deverá ser feita pelo portal e-CAC, na opção:

Declarações e Demonstrativos > Meu Imposto de Renda > Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.

Desemprego chega a 5,8% no trimestre encerrado em abril, diz IBGE

© Fernando Frazão/Agência Brasil

A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, o que representou alta de 0,4 ponto percentual (p.p.) na comparação com o período entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. Em relação ao trimestre móvel de fevereiro a abril de 2025, quando atingiu 6,6%, houve recuo de 0,8 p.p.

O patamar de 5,8% indica que 6,3 milhões de pessoas buscaram trabalho no trimestre e não conseguiram. O contingente representa mais 471 mil pessoas do que no trimestre terminado em março.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal/ abril 2026 (PNAD-Contínua), divulgada, nesta quinta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a PNAD Contínua, se comparada ao trimestre de novembro de 2025 e janeiro de 2026, a população desocupada, que é de 6,3 milhões no período encerrado em abril deste ano, avançou 8,0%. Naquele momento eram 5,9 milhões. No entanto, em relação a igual trimestre do ano anterior (7,1 milhões) indicou recuo de 11,3% (menos 809 mil pessoas).

A pesquisa mostrou também que a população ocupada (102,3 milhões) caiu 0,3% em relação ao trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026. São menos 338 mil pessoas, mas subiu 1,1% ou mais 1,07 milhão de pessoas frente ao mesmo trimestre do ano anterior (fevereiro a abril de 2025).

O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, atingiu 58,4%, o que significa queda de 0,3 p.p. ante o trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, quando ficou em 58,7%. “Houve estabilidade em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (fevereiro a abril de 2025)”, apontou o IBGE, no texto de divulgação dos dados.

Com o nível de 13,8%, a taxa composta de subutilização apontou estabilidade na comparação com o trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 (13,8%), no entanto teve recuo de 1,7 p.p. no ano.

A população subutilizada chegou a 15,7 milhões e também mostrou estabilidade no trimestre (15,7 milhões) e redução de 11,1% ou menos 2 milhões de pessoas no ano.

Ao ficar em R$ 3.732, o rendimento real habitual de todos os trabalhos permaneceu no patamar recorde.

A taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada ou 38,1 milhões de trabalhadores informais, indicador pouco abaixo do trimestre encerrado em janeiro, quando atingiu 37,5% ou 38,5 milhões. Foi menor também que os 38% (ou 38,5 milhões) do trimestre de fevereiro a abril de 2025.

Para a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, o aumento da desocupação nesse trimestre móvel é resultado essencialmente do comportamento sazonal de algumas atividades, entre elas, comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retiveram a parcela de seus trabalhadores.

“Embora registrando perda de ocupação na comparação trimestral, o mercado de trabalho segue com elevado nível da ocupação quando comparado com anos anteriores da série histórica”, completou em texto do IBGE para a divulgação dos dados.

“Isso indica que mesmo diante do recuo sazonal, a geração de trabalho e renda se mantém sustentada”, completou. 

Fonte: Agência Brasil

Bolsa Família retirou 5,1 milhões de famílias da pobreza, diz ministro

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que 5,1 milhões de beneficiários do Bolsa Família já saíram do programa, desde 2023, após aumentar a renda familiar. Segundo Dias, isso representa um auxílio direto a cerca de 15 milhões de pessoas. 

A declaração, feita nesta quarta-feira (27) durante o programa Bom Dia, Ministro, contraria a ideia de que beneficiários tentariam permanecer no programa indefinidamente. O Bom Dia, Ministro é produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a trabalhar”, disse o ministro.

O dado apresentado por Dias rebate críticas recentes feitas pelo apresentador de TV Luciano Huck, que sugeriu que parte dos beneficiários busca permanecer no programa “eternamente”.

Para Wellington Dias, esse tipo de percepção está associada a preconceitos históricos contra as camadas mais pobres da população brasileira.

“É preciso aproveitar fatos como esse para que a gente enterre de vez o preconceito que se tem com relação aos mais pobres”, afirmou.

“Foi feio, tanto que [Luciano Huck] veio a público se desculpar. Infelizmente isso ainda está muito entranhado. Sou de uma geração em que as pessoas trabalhavam em troca de um prato de comida”, acrescentou.

Estudos 

O ministro citou uma série de estudos para sustentar a eficácia do programa. Levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Banco Mundial aponta que, entre a primeira geração de beneficiários — cerca de 20 milhões de brasileiros — aproximadamente 70% deixaram a pobreza, principalmente por meio da educação.

Além disso, dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) indicam melhora no perfil socioeconômico do país. Segundo a divulgação mais recente mencionada pelo ministro, o Brasil alcançou Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,805, passando a integrar o grupo de países com desenvolvimento “muito alto”.

“O próprio estudo aponta que um dos principais alicerces foi o Bolsa Família”, disse o ministro.

Outro indicador destacado foi o empreendedorismo. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que 5,9 milhões de inscritos no Cadastro Único atuam como pequenos empreendedores, em atividades como salões de beleza e mercadinhos.

De acordo com o ministro, parte desses beneficiários passou à condição de empregadora: “Cerca de 1,3 milhão de pessoas empregadas hoje trabalham para alguém que, até outro dia, era do Bolsa Família”.

Classe média

O ministro também afirmou que mais de 6 milhões de brasileiros ascenderam às classes A, B e C desde a criação do Bolsa Família, reforçando o papel do programa na ampliação da classe média.

“O que o presidente Lula quer é um país com uma grande classe média”, disse ao lembrar que o modelo brasileiro de transferência de renda já é adotado ou estudado por cerca de 140 países, inclusive nações desenvolvidas.

Segundo o ministro, o valor médio pago às famílias é de cerca de R$ 700 mensais. Com esse recurso, acrescentou, é possível comprar alimentos e acessar tarifa social de energia, o vale-gás e programas como Farmácia Popular, entre outros.

Contrapartidas

Para ter acesso ao Bolsa Família, é preciso cumprir contrapartidas nas áreas de saúde e educação.

Segundo o ministro Wellington Dias, o acompanhamento começa ainda na gestação, com foco na saúde da mãe e do bebê, e segue ao longo da infância, incluindo o monitoramento do desenvolvimento das crianças.

Na área educacional, é exigida a matrícula e a frequência escolar, além do acompanhamento contínuo dos estudantes.

Esse conjunto de exigências, segundo ele, integra um dos pilares do programa, ao garantir que, além da renda, haja investimento em educação e saúde, criando condições para que as famílias possam superar a pobreza ao longo do tempo.

 

Fonte: Agência Brasil