FIEPE avalia indústria em 2020 e as perspectivas para 2021

A produção industrial de Pernambuco em 2020, com ênfase para os setores de alimentos e bebidas, conquistou o melhor resultado do País apesar da pandemia do novo coronavírus. As perspectivas para 2021 são otimistas, segundo a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), que projeta um crescimento de 4,4% com revisões ao longo do ano.

Estes foram alguns dos cenários apresentados nesta quinta-feira (11), durante a primeira reunião do Conselho Empresarial da Unidade Regional Sertão do São Francisco da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco – URSF/FIEPE em 2021. No encontro virtual, o gerente de Relações Industriais da entidade, Maurício Laranjeira, reafirmou a perspectiva de crescimento desde que haja um controle da pandemia com a vacinação em massa da população.

“Além da vacina temos preocupações como a desvalorização do real, falta de insumos e soluções em relação ao ICMS mínimo e à isonomia”, ressaltou, destacando ainda que devemos ter uma revisão grande ao longo do tempo para o PIB. “A palavra de 2021 é volatilidade”, afirmou.

Laranjeira enfatizou também que em 2021 será necessário equilibrar as contas públicas e atrair investidores. “Para um aumento da confiança dos investidores é necessário, além da consolidação da reforma trabalhista, mais algumas reformas estruturantes, como a reforma administrativa, reforma tributária, pacto federativo e privatizações”, concluiu.

Na abertura da reunião, o presidente da FIEPE, Ricardo Essinger, saudou os conselheiros regionais fazendo uma breve retrospectiva dos trabalhos da entidade com destaque para as realizações nos municípios cobertos pela URSF. O diretor da unidade regional, Albânio Venâncio, apresentou a nova gestora do Sistema FIEPE no Sertão do São Francisco, Annielly Trindade e ouviu dos conselheiros uma série de depoimentos acerca dos projetos futuros da entidade. Participaram ainda do encontro o ex-gestor regional do Sistema FIEPE e atual secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Petrolina, Flávio Guimarães, e o superintendente da FIEPE, Israel Erlich.

Por: Clas Comunicação e Marketing

Carne, Arroz, Banana, Óleo de Soja, feijão, Leite e Açúcar provocam aumento no preço da cesta básica

O boletim do custo da cesta básica, realizado pelo Colegiado de Economia da Facape comparou o mês de janeiro de 2021 e dezembro de 2020, apontando nos resultados, que o custo da cesta básica em Juazeiro, na Bahia foi de R$ 406,46 e, em Petrolina, na cidade de Pernambuco foi de R$ 438,53. Assim, o custo na cidade pernambucana é maior do que na baiana.

Quando comparado ao mês de janeiro de 2021, o mês de dezembro de 2020 obteve uma deflação de -1,55% na cidade de Juazeiro-Ba e aumento de 0,08% em Petrolina-PE. Observando os últimos 5 meses do ano, em Juazeiro-Ba os alimentos acumulam alta de 12%. Em Petrolina-Pe, o acumulado é de 21,36%, os valores são considerados elevados pelo coordenador do boletim do custo da cesta básica, João Ricardo F. de Lima.

“Nas duas cidades todos os itens que compõe o custo da cesta básica têm valores acumulados positivos, ou seja, apresentam aumento de preços nos últimos 5 meses, com destaque para Carne, Arroz, Banana, Óleo de Soja, feijão, Leite e Açúcar”, afirmou o pesquisador.

A cidade de Petrolina-Pe praticamente teve uma estabilidade no custo da cesta básica, devido ao aumento que foi muito pequeno. O tomate é um item importante na mesa dos consumidores, e teve grande redução em seu preço, assim como carne e leite. Contudo, a maior parte dos demais itens apresentaram aumento. Dentre estes, o feijão carioca foi o que teve maior aumento no mês de janeiro, em Petrolina-Pe, cerca de 6,27%.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o feijão subiu em 12 capitais. Assim, este aumento é um comportamento nacional. Alguns problemas climáticos também levaram a redução da produção nacional de feijão e inclusive, levou o feijão preto a ser importado, entre o mês de agosto de 2020 e janeiro de 2021, saindo de R$ 6,60 para R$ 7,82, um acumulado de quase 18% no período.

“Assim, os consumidores precisam ficar atentos e pesquisar para poder economizar, já que vivemos um período muito difícil na economia e muitas pessoas tiveram redução parcial ou total da renda e os preços dos alimentos cresceram muito”, conclui João Ricardo F. de Lima, coordenador da Pesquisa do ICB.

Por: Assessoria de Comunicação da Facape

Construção civil tem maior taxa de inflação em 8 anos, diz IBGE

Foto: Nelson Fontes - Divulga Petrolina

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou inflação de 1,99% em janeiro deste ano. Essa é a maior taxa mensal do indicador desde o início da série histórica, em 2013. Em dezembro de 2020, a taxa havia ficado em 1,94%. 

Com o resultado, o indicador acumula taxa de 12,01% em 12 meses. O custo nacional da construção, por metro quadrado, ficou em janeiro em R$ 1.301,84.

O metro quadrado dos materiais de construção teve alta de 2,96% em janeiro e passou a custar R$ 731,37.

A mão de obra subiu 0,78% e passou a custar R$ 570,47 por metro quadrado.

Petrobras aumenta gasolina em 8,2% e diesel em 6,2%; gás de cozinha sobe 5,1% a partir desta terça (9)

A Petrobras anunciou que a partir da meia-noite de terça-feira (9) haverá aumento nos preços dos três principais combustíveis vendidos pela companhia: gasolina, diesel e gás de cozinha. É o primeiro aumento após a reunião entre o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, e o presidente Jair Bolsonaro na sexta-feira em Brasília.

Segundo a estatal, o litro da gasolina vendido nas refinarias aumentará R$ 0,17, o que levará o valor médio para R$ 2,25 por litro. Esse reajuste equivale a um aumento médio de 8,2%. No caso do diesel, o aumento será de R$ 0,13, para R$ 2,24 por litro. Nesse caso, o valor equivale à alta de 6,2%. O gás de cozinha também será reajustado, com aumento de R$ 0,14 por quilo, para R$ 2,77 – reajuste de 5,1%.

O reajuste acontece após a divulgação de dois comunicados sobre a política de preços da companhia no fim de semana. Na sexta-feira à noite, a empresa informou que a janela para verificação do alinhamento dos preços domésticos ao mercado internacional passou de trimestral para anual. A informação pegou o mercado financeiro de surpresa, principalmente porque a companhia informou que esse novo prazo vale desde junho do ano passado.

No domingo à noite, a empresa divulgou outro comunicado em que reafirma que a política de preços não foi alterada. “A manutenção da periodicidade de aferição da aderência entre o preço realizado e o preço internacional, adotada desde junho de 2020 e confirmada em janeiro de 2021, foi comunicada equivocadamente pela imprensa como alteração da política comercial da companhia”, informou a companhia.

Nesta segunda-feira, ao divulgar o novo aumento de preços, a estatal informa que os valores praticados “têm como referência os preços de paridade de importação e, dessa maneira, acompanham as variações do valor dos produtos no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”.

No comunicado divulgado nesta manhã, a estatal reforça o discurso defendido na sexta-feira no Palácio do Planalto de que “os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo”. “Até chegar ao consumidor, são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis”, cita a nota.

VIA: CNN

Projeto AgritechNE é apresentado a rede de instituições do Vale do São Francisco

Em evento online realizado na última terça-feira (02/02), o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) apresentou à grupo de instituições parceiras o projeto piloto AgritechNE, que será parcialmente sediado em Petrolina-PE. O AgritechNE conta com oito metas a serem cumpridas até 2023 e integra a carteira de projetos do Polo Mangue Digital (região metropolitana de Recife) da Rota da TIC do MDR, tendo o objetivo de apoiar o agronegócio no Nordeste a partir do desenvolvimento de startups na região do Vale do Rio São Francisco, com foco na área de fruticultura.

Entre as principais ações da iniciativa estão o mapeamento de necessidades dos produtores regionais; capacitação de recursos humanos do setor de T

IC e montagem e acompanhamento de plataforma física e online para o desenvolvimento de novos negócios.

O AgritechNE será gerido pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O Cetene gerenciará recursos aportados pelo MDR na ordem de um milhão e trezentos mil reais para execução do Programa pela ação orçamentária de Estruturação e Dinamização de Atividades Produtivas – Rotas de Integração Nacional. O público alvo será o setor produtivo do agronegócio, técnicos, estudantes, institutos de ciência e tecnologia, empresas de extensão e órgãos estaduais e municipais.

De acordo com especialista em Políticas Públicas e Gestão governamental do MDR, Vitarque Coêlho, desde 2019 o Ministério tem se aproximado do setor de TIC, enxergando a capacidade das tecnologias da informação e comunicação de acelerarem todos os demais setores, inclusive o agropecuário. “Esse é um projeto estratégico do MDR, o primeiro passo para integração do setor de TIC não apenas como uma ferramenta, mas como motor de desenvolvimento regional. A partir desse projeto, esperamos crescer as ações também para outros polos no Nordeste”.

Segundo o coordenador da Rota TIC, André Rafael, a ideia foi alavancar a área de TIC em setores e territórios que pudessem ter maior impacto regional, caso do Vale do São Francisco, que já conta com um ecossistema brotando para a inovação d

igital. “Um dos resultados esperados do AgritechNE é justamente o aumento da produtividade local e posicionamento do Nordeste no mercado de startups e soluções para o agronegócio”, comenta. De acordo com dados do censo ‘Radar Agtech‘, monitoramento realizado pela Embrapa em 2019, 90% das agritechs brasileiras estão localizadas na Região Sul e Sudeste. Somente 4% delas estão na Região Nordeste.

O coordenador do Polo Mangue Digital e Diretor de Ambientes de Inovação e Formação superior da SECTI-PE, Carmelo Bastos Filho, também acredita que o projeto contribuirá para o fortalecimento das conexões entre os ecossistemas de inovação dos polos Mangue Digital e Sertão Digital, trazendo maior sinergia e apoio entre as instituições parceiras em um esforço conjunto para desenvolver essa rede de inovação.

Metas AgritechNE

A apresentação das metas do AgritechNE foi feita pelo coordenador do Cetene, Jarley Nóbrega, que destacou a motivação do projeto para atuação no eixo Petrolina-Juazeiro.

“A região é hoje um dos maiores polos de fruticultura tropical do Brasil, com acelerado crescimento e potencial para produção agroindustrial, mas que ainda carece de um ecossistema de inovação robusto e agritechs capazes de lidar com as particularidades locais e gerar novas oportunidades de emprego, renda e desenvolvimento’, explica.

As oito metas do AgritechNE apresentadas por ele durante a reunião foram: 1-Mobilização, realização de workshops e consultas para identificação de problemas do Vale do São Francisco; 2-Realização de programa para a criação e geração de soluções tecnológicas e Agritechs; 3-Construção de plataforma on-line para coordenação das atividades do programa AgritechNE 4-Estruturação de, ao menos, dois ambientes de inovação TIC para o setor agropecuário; 5- Realização de capacitações técnicas em gestão e tecnologia; 6-Implantação de programa de residência tecnológica; 7- Desenvolvimento de projeto piloto de nanotecnologia aplicada ao agronegócio; 8- Criação de plano de comunicação da plataforma AgritechNE.

A reunião contou com a participação de representantes de diversas instituições, entre elas: Embrapa, MDR, Banco do Nordeste, Sudene, Univasf, UPE, IFSertão Pernambucano, Facape, Sebrae, Senar, Habitat de inovação Garoa, Prefeitura de Petrolina, entre outros.

Papel da Embrapa

A Embrapa Semiárido já é parceira do MDR nas Rotas de Integração Nacional e mantém conexão com o polo TIC Mangue Digital desde a sua criação em 2019. Em 2020 a Unidade foi convidada a participar do projeto ‘Plataforma AgritechNE’ devido ao importante papel da Empresa no setor agropecuário regional.

No AgritechNE a Embrapa atuará tanto no comitê gestor do projeto como na coordenação de duas metas específicas, que envolvem o contato direto com o setor produtivo para o desenvolvimento de soluções tecnológicas, explica Daniela Campeche, supervisora do Núcleo Local de Inovação e Tecnologia da Embrapa Semiárido.

“Vamos atuar na articulação e levantamento de gargalos, demandas e oportunidades. Essas identificações ajudarão a direcionar os produtos e soluções a serem desenvolvidos pelas agritechs formadas”, completa.

Quanto à criação de um programa para geração de soluções tecnológicas na cadeia da fruticultura irrigada, a pesquisadora explica que a ação será realizada através da contratação de uma empresa especializada, mas com coordenação da Embrapa. “Esperamos ter grandes oportunidades de co-desenvolver essas soluções, que serão disponibilizadas ao produtor em um curto período de tempo”, finaliza Campeche.

O que é a Rota TIC?

A Rota TIC é uma iniciativa da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e da estratégia Rotas de Integração Nacional, cujo objetivo é apoiar a estruturação de Polos de Desenvolvimento Regional associados ao setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) como forma de alavancar o desenvolvimento de cadeias produtivas regionais.

Atualmente são quatro polos: Polo Mangue Digital, com abrangência na região metropolitana de Recife; Polo Sertão Digital, para desenvolvimento da área de influência dos municípios de Petrolina e Juazeiro; Polo Cerrado Digital, voltado para a região integrada de desenvolvimento do Distrito Federal e entorno; e Polo Paraíba Digital, com abrangência nas regiões imediatas de João Pessoa, Itabaiana e Campina Grande.

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Clarice Rocha (MTb 4733/PE)
Embrapa Semiárido

AGE financia agricultores familiares para implantação de projeto ‘Sisteminha’

Agricultores familiares de Petrolina agora poderão contar com financiamentos da Agência Municipal do Empreendedor (AGE), instituição ligada à prefeitura, para implantar unidades demonstrativas de um sistema integrado para produção de alimentos, o ‘Sisteminha’. A ideia é estimular o cultivo de alimentos orgânicos e fomentar a geração de renda para esses trabalhadores.

O ‘Sisteminha’ foi elaborado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e difundido na região pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Agora, os agricultores familiares poderão contar com linhas de financiamento da AGE para implantação dessas unidades demonstrativas em suas propriedades.

Para a agricultora familiar do Assentamento Gavião, Elizete dos Santos, o financiamento será uma ótima oportunidade para realizar o sonho de ter sua renda própria. “Hoje vivo no assentamento e não tenho renda fixa, sobrevivo de uma pequena horta. Com esse financiamento da AGE tenho certeza que vai melhorar demais a vida da gente. Vai ser uma bênção porque agora terei como sobreviver melhor e de minha própria produção”, celebrou a agricultora.

“A AGE apoiará os trabalhadores da agricultura familiar concedendo linhas de crédito para que possam, em pouco tempo, ter uma produção animal e vegetal, não somente para um consumo mais saudável de sua família, mas também poder comercializar os produtos excedentes, que são totalmente orgânicos de qualidade, em feiras e minimercados, por exemplo, o que lhes proporcionará um valor estimado em R$ 2.300,00 por mês em sua renda familiar”, ressaltou o diretor-presidente da AGE, Sebastião Amorim.

*Sisteminha*

Numa área de até 0,2 hectares o agricultor pode instalar o projeto pensado especialmente para cultura de alimentos de consumo próprio como também destinar à venda toda a produção excedente. A ideia consiste na utilização, através de um sistema simplificado de abastecimento, da água fertirrigada excedente de um tanque para criação de peixes com capacidade de 50 mil litros. Com o uso dessa água é possível manter hortas (hortaliças e ervas medicinais), lavouras em área escalonada das mais variadas culturas como acerola, caju, limão, manga, banana, mamão, coco, mandioca, milho, feijão e palma.

Além disso, os agricultores são estimulados a destinarem áreas para criação de galinhas para postura de ovos e frangos para abate; porcos, caprinos e ovinos, porquinhos-da-índia, meliponário para produção de mel de abelha sem ferrão e local de compostagem. Todo o sistema é autossustentável e não demanda grandes hectares de terra para trazer ótimos resultados.

Texto: Jaquelyne Costa

Assessora de Imprensa da Agência Municipal do Empreendedor (AGE)

Reajuste salarial ficou abaixo da inflação em dezembro

Em dezembro, o reajuste salarial no Brasil ficou abaixo da inflação (-0,9%). É o que revela o boletim Salariômetro, divulgado hoje (22) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O Salariômetro analisa os resultados de 40 negociações salariais, que são coletados no portal Medidor, do Ministério da Economia.

O reajuste mediano negociado foi de 4,3% em dezembro, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), no acumulado de 12 meses, ficou em 5,2%. O piso salarial mediano [que corrige discrepâncias] negociado foi de R$ 1.333 em dezembro, enquanto o piso médio foi de R$ 1.442.

“Em dezembro, tivemos um repique muito forte da inflação. E a inflação, na mesa de negociação, é medida pelo INPC. Como no final do ano tivemos um aumento muito grande, principalmente na alimentação, isso refletiu no custo de vida dessas famílias e o INPC mostrou isso”, disse Hélio Zylberstajn, professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Projeto Salariômetro, em entrevista à Agência Brasil.

Dezembro foi o único mês no ano passado em que o reajuste das negociações salariais ficou abaixo da inflação. Nos outros meses do ano, os reajustes se equipararam, com um pequeno reajuste real de 0,1% em fevereiro. Em todo o ano passado, 5.038 instrumentos foram negociados, sendo que 4.472 deles por meio de acordos coletivos e 566 por convenções coletivas.

Em dezembro, a proporção de reajuste nessas negociações, que ficou abaixo do INPC, atingiu 70,2%. “São negociações que não deram nem a inflação acumulada. Só 10,6% ficaram acima [da inflação]”, afirmou Zylberstajn. Já as negociações salariais que terminaram em reajustes que corrigiram a inflação [ou seja, ficaram iguais à inflação] somaram 19,1%.

“Para uma empresa que esteja disposta a repor a inflação com o sindicato, já teria que começar com 5,2%. Se for dar aumento real, teria que ser mais do que isso. E isso em uma época de recessão profunda”, acrescentou.

Considerando-se todo o ano de 2020, o reajuste mediano nominal foi de 3% e o piso mediano de R$ 1.273.

Para 2021, a Fipe prevê que os reajustes reais serão raros, já que as projeções para o INPC continuam altas, superiores a 5%, podendo chegar a 7% em junho.

Edição: Graça Adjuto – Agência Brasil

Tarifa de importação de pneus para transporte de cargas é zerada

A partir de amanhã (21), os pneus para transporte de cargas entrarão no país sem pagar Imposto de Importação. A medida foi decidida pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), com o objetivo de reduzir os custos operacionais do transporte rodoviário de cargas no Brasil.

Em nota, o Ministério da Economia informou ter atendido a pedido do Ministério da Infraestrutura. A Camex informou ter ouvido empresas do setor que, informaram que os preços dos pneus de carga no mercado nacional têm ficado mais caros por causa da alta do dólar, do aumento da demanda pelo produto e pela elevação do preço das commodities (bens primários com cotação internacional).

A medida valerá a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira (21). Em 2020, 1,28 milhão de pneus novos de borracha, usados em caminhões, foram importados pelo Brasil, num total de US$ 141,8 milhões.

Edição: Aline Leal – Agência Brasil

Petrobras reajusta gasolina em 7,6%; aumento vale a partir dessa terça-feira

O preço médio do litro da gasolina vendida pela Petrobras em suas refinarias vai passar de R$ 1,84 para R$ 1,98, o que representa uma alta de 7,6% (R$ 0,15, em média). Esse foi o primeiro aumento do ano. O último aconteceu no dia 29 de dezembro.

“Os preços praticados pela Petrobras têm como referência os preços de paridade de importação e, desta maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”, informou a empresa por meio de sua assessoria de imprensa, acrescentando que, em 2020, o preço médio da gasolina em suas refinarias atingiu mínimo de R$ 0,91 por litro.

O diesel, que teve o último reajuste também há três semanas, foi mantido estável, apesar de especialistas e agentes do mercado apontarem defasagem ante valores praticados no exterior.

Pesquisa da Facape aponta que cesta básica aumentou 28,6% em um mês

Foto: Nelson Fontes - Divulga Petrolina

O colegiado de economia da Facape divulgou nessa terça-feira (12)  o custo da cesta básica em dezembro de 2020. Os resultados apontam que a valor da cesta básica em Petrolina foi de R$ 438,16 (quatrocentos e trinta e oito reais e dezesseis centavos) e em Juazeiro foi de R$ 412,86 (quatrocentos e doze reais e oitenta e seis centavos), sendo assim o preço da cesta básica pesa mais no bolso do consumidor pernambucano.

Em Petrolina, os alimentos que mais sofreram com aumento de preços foram a banana, farinha, óleo de soja, açúcar e a carne, que sofreu aumento pelo segundo mês consecutivo. Já em Juazeiro, o tomate é que sofreu  alta. Os preços destes produtos já vêm aumentando ao longo dos meses. No município pernambucano o acumulado nos últimos 4 meses do preço da carne é de 23,17%, do óleo de soja é 61%, 51,02% para a banana e 24,61% para a farinha.

Em novembro a cesta básica em Petrolina custava R$ 340,61 (trezentos e quarenta reais e sessenta e um centavos), sofrendo um aumento de 28,6% para dezembro. Em Juazeiro, o valor era de R$ 352,04 (trezentos e cinqüenta e dois reais e quatro centavos) acarretando num aumento de 17,3%.

“Os consumidores precisam ficar atentos e pesquisar para podereconomizar, já que vivemos um período muito difícil na economia e muitas pessoas tiveram redução parcial ou total da renda e os preços dos alimentos cresceram muito.” Finaliza o Coordenador da Pesquisa João Ricardo Lima.

Assessoria de Comunicação da Facape