Projeto de lei quer garantir acesso aos locais de provas do Enem

Parlamentares que compõem a Bancada da Educação apresentaram, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei para garantir que todos os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tenham acesso aos locais de prova. Caso não seja possível que o local seja perto da residência e nem haja transporte público disponível, o poder público deverá arcar com o transporte dos participantes.O projeto foi protocolado nesta sexta-feira (27). Nesta semana, os estudantes tiveram acesso aos locais onde farão as provas do Enem 2023 e alguns reclamaram que ficaram muito distantes dos locais onde vivem, o que poderá, inclusive, fazer com que desistam de fazer as provas este ano.

A bancada enviou, também nesta sexta-feira, um requerimento de informações ao Ministério da Educação (MEC), pedindo esclarecimentos sobre as providências que estão sendo tomadas pela pasta em relação a esses casos e, também, informações sobre a quantidade de estudantes que precisarão se deslocar mais do que 30 quilômetros de distância do local onde moram e daqueles que precisarão fazer provas em outros municípios.

“A urgência deste requerimento é impulsionada por relatos na imprensa, como o caso de Luciana Souza, que foi alocada a um local de prova a mais de 280 km de sua residência, levando-a a desistir do exame. Este caso ilustra uma preocupação maior sobre o acesso equitativo ao ensino superior no Brasil. Há relatos na imprensa de outros casos semelhantes”, argumentam os deputados no requerimento.

Projeto de lei

O projeto de lei ainda tramitará no Congresso Nacional e, não deve, portanto, impactar o Enem 2023.

Pela proposta, a definição de locais de prova e alocação dos estudantes deverá considerar as especificidades regionais e de grupos vulneráveis, em especial dos candidatos pretos, pardos, com deficiência, mães, quilombolas e indígenas.

Além disso, a definição dos locais de realização de prova do Enem deverá obedecer a critérios que considerem a menor distância, preferentemente no mesmo município, entre esses locais e os locais de residência dos inscritos, informados no ato de inscrição, e a disponibilidade de meios de transporte público para trânsito entre ambos.

Caso não seja possível oferecer locais de prova a distâncias e acesso considerados razoáveis, o poder público deverá garantir o transporte, com a utilização de veículos de transporte escolar ou de passe estudantil mantidos com recursos do Programa Nacional de Transporte do Escolar, do MEC.

“O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma das principais portas de entrada para o ensino superior no Brasil. No entanto, o acesso a essa oportunidade ainda é marcado por inúmeras desigualdades, incluindo barreiras geográficas que afetam diretamente a participação de candidatos”, justificam os parlamentares no texto protocolado na Câmara.

Na justificativa do PL, citam também o caso da candidata Luciana Souza. “Esse caso não é isolado e reflete uma realidade enfrentada por muitos jovens brasileiros, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A situação é ainda mais grave para grupos historicamente marginalizados, como candidatos pretos, pardos, com deficiência, mães, quilombolas, indígenas, e outros”.

O Enem 2023 será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro. As notas das provas podem ser usadas para concorrer a vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As notas também podem ser usadas para vagas em instituições estrangeiras que têm convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Locais de prova

Em nota, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirma que todas as medidas necessárias “estão sendo adotadas para garantir que os participantes inscritos façam as provas sem intercorrências”. A autarquia diz ainda que fiscaliza o trabalho do Cebraspe, instituição vencedora da licitação para aplicação da edição, e atua para que a aplicadora adote todas as providências que garantam os direitos dos inscritos no Enem 2023.

O Instituto acrescenta que monitora o trabalho e realiza um mapeamento ativo para “assegurar o cumprimento das normas e protocolos do exame. Vale lembrar que não houve nenhuma mudança nos critérios de alocação de participantes neste ano”, diz a nota.

Edição: Fernando Fraga/Agência Brasil

Inscrições para o Enem PPL terminam nesta sexta-feira

UnB foi a primeira universidade federal a adotar sistema de cotas raciais UnB reserva vagas para negros desde o vestibular de 2004 Percentual de negros com diploma cresceu quase quatro vezes desde 2000, segundo IBGE

Terminam nesta sexta-feira (27) as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade ou sob Medida Socioeducativa que Inclua Privação de Liberdade (Enem PPL). O processo deve ser solicitado ao responsável pedagógico de cada unidade prisional ou socioeducativa. As provas serão aplicadas nos dias 12 e 13 de dezembro e a divulgação do resultado ocorrerá no dia 16 de janeiro. 

Hoje também é a data limite para que órgãos de administração prisional e socioeducativa que desejam participar do Enem PPL 2023 indiquem as unidades para a aplicação da prova. A solicitação deve ser feita pelo e-mail do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Para efetivar a participação, é preciso firmar um termo de compromisso junto ao instituto, indicando um responsável pedagógico.

Aplicado desde 2010, o Enem PPL avalia o desempenho do participante que concluiu o ensino médio. A partir de critérios utilizados pelo Ministério da Educação, o exame permite o acesso ao ensino superior por meio de programas como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Edição: Kleber Sampaio/Agência Brasil

Conferência Municipal de Educação de Juazeiro reuniu sociedade civil e representantes governamentais

O Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, recebeu, nesta quinta-feira (26), V Conferência Municipal de Educação (Comed). O evento, realizado pela Prefeitura de Juazeiro, foi uma etapa preparatória para a Conferência Estadual de Educação e discutiu o Plano Nacional de Educação (2024/2034) – uma política de Estado para garantia da educação como direito humano, com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável.

A Conferência foi aberta oficialmente pelo secretário de Educação, Wank Medrado, representando a prefeita Suzana Ramos. “O direito à educação está contextualizado na premissa da igualdade, na concessão, via Estado, de oportunidades iguais para que as pessoas possam acessar o conhecimento e, através dele, alcançar a sua emancipação cognitiva e intelectual. Enquanto integrantes desse universo de aprendizagem, precisamos, para além do discurso, estabelecer ações concretas que impactem de maneira positiva no contexto educacional. Esse é o momento de propor ações concretas na construção de um plano que vai dirigir os destinos da educação para os próximos 10 anos”, frisou Wank.

Responsável pela coordenação da V Comed, a superintendente de Gestão, Programas e Projetos da Seduc, Alexandrina Araújo, lembrou a importância da participação popular. “Estamos aqui para defender uma educação inclusiva e equilibrada, com igualdade de oportunidades, acesso e permanência, a todas as pessoas, em todos os níveis e modalidades. É importante estarmos juntos, poder público e sociedade, para pensar e construir a educação de Juazeiro para a próxima década”.

A mesa de abertura contou, ainda, com a presença do coordenador do Fórum Estadual de Educação da Bahia (FEEBA), Josemar Amorim de Assis, do presidente do Conselho Municipal de Educação de Juazeiro (CME), Lino Marcos da Silva, do representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB), Humberto Cardoso, e da presidente da Associação dos Trabalhadores da Educação Pensionistas Aposentados e Ativos de Juazeiro (ATEPAAJ), Maeth Soares.

Programação

A programação do evento incluiu a leitura e aprovação do regimento da V Comed, palestra magna com o assessor pedagógico da Seduc, Salvador Alexandre, discussão dos grupos de trabalho, socialização das propostas construídas pelos grupos, além de visitação da Feira Empreendedora, com produtos da culinária e artesanato locais, e um momento cultural com a participação de artistas da região. As propostas construídas coletivamente na V Comed serão levadas para discussão na Conferência Estadual de Educação, em dezembro.

Professora do município há 24 anos, Maria Goreth dos Santos comentou a conferência. “Esse momento foi grandioso, porque através dele as políticas públicas irão chegar para o futuro da educação no município. A partir dessas discussões nós vamos colher os frutos dos próximos dez anos”, pontuou a educadora, que atua na Escola Municipal Professora Maria de Lourdes Duarte.

Marileia de Souza Rocha, professora de Atendimento Educacional Especializado (AEE) na rede municipal de ensino, também falou sobre a importância da conferência. “Foi um momento importantíssimo. A gente convive muito com a teoria, mas buscamos também a prática. Nesse lugar a gente conseguiu expressar as nossas indagações enquanto teoria e encontramos a prática, através da proposição de ações”.

A Conferência foi transmitida ao vivo pela TV Escola Juazeiro e está disponível no canal da Seduc no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=TZjS9-fBSaI).

 

Texto: Eneida Trindade – Ascom Seduc/PMJ

Fotos: Luan Medrado  –  Ascom/PMJ

A presidente da ABCDE, Ana Gleide Leal, participou da V Conferência Municipal Extraordinária de Educação de Belém de São Francisco

Nesta quarta-feira (25/10), a presidente da ABCDE, Ana Gleide Leal, participou da V Conferência Municipal Extraordinária de Educação de Belém de São Francisco-PE, no auditório da Escola Municipal Tia Zita.

Com a palestra “Importância e desafios do ensino superior”, a presidente destacou a parceria entre o CESVASF e a Prefeitura de Belém do São Francisco, ressaltando os resultados de indicadores de avaliações externas, sobretudo quanto a aprendizagem dos estudantes da educação básica.

“Essa parceria tem promovido formações para os servidores públicos do município, além da vivência dos nossos alunos residentes nas salas de aulas das escolas municipais, proporcionando um ganho aos professores, produzindo um diferencial considerável em termos de qualidade educacional”, explicou Ana Gleide.

Promovido pela Secretaria Municipal de Educação, o evento tem o intuito de avaliar a execução do Plano Nacional de Educação em vigência e subsidiar a elaboração de um novo para o período 2024-2034.

Pedagogia restaurativa pode reduzir violência nas escolas, afirmam especialistas

Especialistas acreditam que a pedagogia restaurativa é um instrumento capaz de ajudar na solução de questões que têm levado ao número alarmante de ataques a escolas no Brasil nos últimos anos. O tema foi discutido na terça-feira (24) em audiência pública na Câmara dos Deputados.

A pedagogia restaurativa é uma metodologia que busca construir relações saudáveis e resolver conflitos priorizando o diálogo e a empatia.

Autora do pedido para a realização do debate, a deputada Professora Goreth (PDT-AP) citou estudo do Instituto Sou da Paz segundo o qual, até o dia 19 de julho deste ano, o País já havia registrado 25 ataques a estabelecimentos de ensino.

Na última segunda-feira (23), um adolescente de 16 anos matou a tiros uma estudante e feriu outras duas na Escola Estadual Sapopemba, em São Paulo. O atirador era aluno do colégio e teria atirado contra os colegas por sofrer bullying. Ele foi apreendido pela Polícia Militar.

Cultura de paz
Diante dessa realidade, a parlamentar afirma ser necessário encontrar formas de estimular a formação de uma cultura da paz. Professora Goreth acredita que a pedagogia restaurativa pode ajudar nesse caminho.

“É preciso desenvolver novas competências e habilidades em todos nós”, disse. “A pedagogia restaurativa pode e já está contribuindo para a promoção de paz nas escolas e, por conseguinte, na nossa sociedade.”

Modelo adotado no Amapá
De acordo com a promotora de Justiça do Ministério Público do Amapá Silvia Canela, depois que o estado adotou a pedagogia restaurativa nunca mais foram registrados casos de violência grave nas instituições de ensino.

“Antes, o índice de violência era altíssimo, diariamente era acionado o batalhão da polícia escolar, já tivemos lesão grave e homicídio. Agora, há muito tempo não temos registro de violência grave nas escolas”, comparou.

Conforme explicou a coordenadora do Programa Educação para a Paz da Secretaria de Educação do Amapá, Maria Dioceles, o estado começou a adotar a pedagogia restaurativa ainda em 2017.

Atualmente, a principal atividade do programa, informou, consiste na formação de professores, mas também há protocolos para lidar com situações emergenciais de conflito. As atividades no Amapá envolvem, além da Secretaria de Educação, o Ministério Público e o Judiciário.

Prevenção
Assim como os demais participantes da audiência pública, Silvia Canela enfatizou que a pedagogia restaurativa é muito mais que um instrumento de solução de conflito. A promotora de Justiça ressaltou que se trata de uma metodologia que utiliza uma série de técnicas e procedimentos para estimular o diálogo e instituir uma cultura de paz.

Entre as práticas mais comuns, citou atividades como a realização de conversas diárias com alunos para saber como estão se sentindo e debater possíveis problemas com os quais estejam lidando. Também há contação de história e círculos de conversa com toda a comunidade escolar para discutir assuntos de interesse comum, por exemplo.

Noção de responsabilidade
O objetivo de todo esse trabalho, como sublinhou o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul Leoberto Brancher, é desarticular os mecanismos tradicionais de solução de problemas baseados em culpa, perseguição e imposição de castigo. No lugar, deve-se instituir uma cultura de responsabilidade a partir da interação direta com as próprias emoções e as emoções dos outros.

“O sistema promove um olhar frente a frente com o outro, ver no rosto do outro estampada a consequência dos nossos atos, isso significa um novo modelo de responsabilidade”, comentou. “Isso exige habilidades avançadas de diálogo, que se associam a essa mudança de visão.”

Melhor rendimento dos alunos
Além de ajudar na redução da violência, a pedagogia restaurativa apresenta outros resultados positivos, conforme destacou Silvia Canela. Segundo relatou, nas instituições que adotaram a metodologia, houve melhora significativa no rendimento dos alunos. O envolvimento da comunidade com a escola também cresceu com a adoção da prática, afirmou a promotora de Justiça.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Professora Ana Gleide Leal, presidente da ASSIESPE, foi reeleita presidente da Autarquia Belemita de Cultura, Desportos e Educação-ABCDE, por unanimidade

Em eleição realizada nesta sexta-feira (20/10), a professora Ana Gleide Leal, presidente da ASSIESPE, foi reeleita presidente da Autarquia Belemita de Cultura, Desportos e Educação-ABCDE, por unanimidade.

Para a professora Ana Gleide, “o resultado desta eleição reforça o apoio no nosso projeto de reconstrução da ABCDE/CESVASF como prioridade! Somos gratos a cada voto depositado, isso aumenta ainda mais a nossa disposição em lutar por melhores dias para a nossa ABCDE/CESVASF. “

Inep disponibiliza nesta terça-feira cartão para candidatos do Enem

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibiliza, nesta terça-feira (24), na Página do Participante, o Cartão de Confirmação de Inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023. Dele consta o número de inscrição do candidato, além de data, hora e local das provas.O cartão informa também sobre eventuais necessidades de atendimento especializado. Apesar de o cartão não ser obrigatório, o Inep recomenda levá-lo nos dias do exame (5 e 12 de novembro).

O acesso deve ser feito por meio do login único da plataforma gov.br. “Caso o participante não lembre a senha da conta cadastrada, é possível recuperá-la. Para isso, basta acessar a página acesso.gov.br, digitar o CPF e clicar em ‘Avançar’. Em seguida, selecione a opção ‘Esqueci minha senha’”, informou em nota o Inep.

Provas

O Enem 2023 será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro. As notas obtidas nas provas podem ser usadas para o estudante concorrer a vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Também podem ser usadas para concorrer a vagas em instituições estrangeiras que têm convênio com o Inep.

Para ajudar os estudantes a se preparar para a prova de redação, o Inep disponibiliza a Cartilha do Participante com informações sobre a Matriz de Referência da prova de redação. Além disso, a cartilha traz amostras comentadas de redações que receberam pontuação máxima, mil pontos, no Enem 2022.

Edição: Nádia Franco/Agência Brasil

Agora é Lei: Câmara Mirim aprova projeto de estudante de Petrolina que cria o Dia do Capacitismo Escolar 

Com apenas 14 anos, o estudante do 9º ano da Escola Municipal Nossa Senhora Rainha dos Anjos (CAIC), Elton Cauã Mota, teve seu projeto que estabelece a data de 22 de setembro como o Dia Nacional de Combate ao Capacitismo Escolar, aprovado durante a realização do programa Câmara Mirim, em Brasília. Seguro de si e dotado de protagonismo juvenil, o discente apresentou seu trabalho no plenário e teve o apoio e aprovação dos demais deputados mirins, e agora sua proposta que celebra a diversidade e naturaliza as diferenças, é lei.

A aprovação do projeto possibilitará equidade nas escolas, evitando discriminação, desrespeito e evasão, criando um ambiente seguro, pois todos têm direito à igualdade e ao respeito. “O combate ao capacitismo leva justiça e igualdade escolar, garantindo que todos os alunos tenham acesso a educação e sejam tratados com respeito e dignidade. Além disso, estamos valorizando e aproveitando o potencial humano de todos os estudantes, independentemente de suas habilidades e limitações”, argumenta Elton. Ele lembra ainda que o ambiente escolar deve ser seguro, inclusivo e livre de discriminação para todos. 

Emocionada com a notícia, a gestora do CAIC, Eli Rocha, destacou a alegria de ver um aluno da unidade de ensino ir tão longe construindo um projeto tão significativo. “Estou muito feliz e orgulhosa, pois esse projeto visa cultivar nos estudantes o apreço pela política, além de fortalecer a democracia. O prefeito Simão Durando, a Escola Nossa Senhora Rainha dos Anjos e a cidade de Petrolina se orgulham de Elton, pois ele demonstra não apenas dedicação, mas também a capacidade de construir um futuro melhor, por meio da política e da sua participação cidadã ativa“, enfatizou Eli.  

O programa Câmara Mirim é promovido pelo Plenário da Câmara dos Deputados e visa incentivar a participação política e cidadã de crianças e adolescentes, dos 6° aos 9° anos do Ensino Fundamental, de todo o Brasil. Essa ação também proporciona aos estudantes, a oportunidade de elaborar projetos de lei e discutir em um ambiente simulado do Congresso Nacional. 

Texto: Elaine Barbosa  / Assessora de Imprensa da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes 

Estudantes da rede municipal de Juazeiro são premiados na 2ª Mostra Petrolinense de Foguetes

Estudantes da Escola Municipal de Tempo Integral Paulo VI, em Juazeiro, foram premiados com o primeiro e o segundo lugar da categoria Ensino Fundamental na 2ª Mostra Petrolinense de Foguetes, promovida pelo Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE). O evento aconteceu nesta sexta-feira (20) e reuniu estudantes de diversas escolas do Vale do São Francisco no campus do IFSertãoPE em Petrolina.

Na mostra, cada equipe finalista teve direito a dois lançamentos de foguete. Os que alcançaram a maior distância foram os vencedores. “Nós contamos com duas equipes participando da final e, assim como no primeiro ano da mostra, garantimos o primeiro e o segundo lugar. Ficamos muito felizes porque só tínhamos duas equipes representando a escola e as duas conseguiram um bom resultado”, contou a professora de Robótica do Paulo VI, Alana Gama, responsável pelo acompanhamento dos estudantes.

Foguetes

Os foguetes totalmente construídos pelos estudantes, apenas com algumas orientações da professora, são confeccionados utilizando duas ou mais garrafas PET e funcionam com água e ar comprimido. Na competição, os foguetes ficam sobre uma base de lançamento, também construída pelos alunos em pvc. Para impulsionar o foguete, os alunos usam uma bomba de encher pneus de bicicleta.

De acordo com a professora Alana Gama, no processo de confecção do foguete e com a participação na mostra, os estudantes desenvolvem uma série de habilidades. “Do ponto de vista pedagógico, esse processo é muito enriquecedor para os estudantes. Eles aprendem matemática, química, física, astronomia e cultura maker, além de desenvolverem habilidades socioemocionais”, frisou a professora.

Os estudantes premiados foram Luan Garcia, Márcio Galdino e Ryan Damásio, alunos do 7° ano do Ensino Fundamental, e Igor Costa, Josué Ribeiro e Tiago Mendes, alunos do 9° ano.

Notas do Enem podem ser usadas no Brasil e no exterior; Confira

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é atualmente a principal forma de entrada para a educação superior no Brasil. A nota obtida na prova pode ser usada para conseguir vaga em universidades públicas ou ainda para concorrer a bolsas de ensino e financiamento em instituições privadas.Um dos principais programas federais que utilizam a nota do Enem é o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que direciona estudantes para vagas em universidades federais e demais instituições públicas de ensino superior. Para concorrer, os candidatos não podem ter tirado zero na prova de redação. O Sisu geralmente tem duas edições no ano. A primeira delas ocorre nos primeiros meses do ano seguinte à aplicação do Enem.

Além dos processos seletivos conduzidos pelo governo federal, as instituições de ensino públicas e privadas têm liberdade para usar as notas em processos próprios. Os candidatos podem checar nas instituições onde têm interesse em estudar quais são os critérios adotados. Os estudantes que fizeram o Enem podem ainda concorrer a vagas em instituições de ensino fora do Brasil. Atualmente, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tem convênio com 51 instituições de ensino em Portugal. Cada instituição define as regras e os pesos para uso das notas. A lista das instituições está disponível no portal do Inep.

O Enem Portugal, como é chamado o programa de acordos interinstitucionais entre o Inep e as instituições de educação superior portuguesas não envolve transferência de recursos e não prevê financiamento estudantil pelo governo brasileiro.

Prouni

As notas também podem ser usadas para concorrer a bolsas de ensino em instituições privadas. O Programa Universidade para Todos oferece bolsas de estudo integrais (100%) e parciais (50%)  para cursos de graduação em instituições privadas. Os processos seletivos do Prouni ocorrem duas vezes ao ano e têm como público-alvo o estudante sem diploma de nível superior.

Para concorrer às bolsas integrais do ProUni, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até 1,5 salário mínimo. Para as bolsas parciais, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa. É preciso também não ter zerado a redação do Enem e ter obtido, no mínimo, 450 pontos na média das notas das provas.

Fies

Outra forma de usar a nota no Enem é para obter financiamento estudantil em instituições privadas, por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies)

Para se inscrever no Fies, o candidato deve ter obtido média aritmética das notas nas provas do Enem igual ou superior a 450 pontos e nota superior a zero na redação. Também é necessário ter renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até três salários mínimos.

Edição: Aline Leal/Agência Brasil