Alunos do SENAI Petrolina garantem lugares no pódio do Ideathon Fenagri

Teve sabor de vitória a noite do último sábado (12) para os alunos do SENAI Petrolina. Duas das equipes da instituição que participaram do desafio para gerar ideias inovadoras para o agronegócio do Vale do São Francisco conquistaram o segundo e o terceiro lugares da competição. A maratona de inovação da maior feira de fruticultura irrigada da América Latina foi promovida pelo Sebrae e reuniu cerca de 100 estudantes universitários e do Ensino Médio da região.

Durante três dias, os maratonistas participaram de momentos de formação e mentorias com profissionais de renome na área rural. Após a elaboração de projetos para resolução de seis problemas reais, demandados pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, os estudantes apresentaram 14 trabalhos (pitches), que foram avaliados por uma banca de especialistas na noite Demoday.

Para a aluna do 3° ano do Novo Ensino Médio e do curso técnico em Eletrotécnica do SESI/SENAI, Yasmin Akira Andrade de Abreu, da equipe Desbrava Tech, que ganhou o terceiro lugar, a experiência foi extremamente positiva. “O Ideathon nos permitiu experimentar e aprender que cada uma de nós tem habilidades incríveis, mas nenhuma de nós é tão boa quanto todas nós juntas. Foi essa união que nos levou a conquistar o prêmio”, frisou. Ao todo, o SENAI Petrolina participou com 15 alunos distribuídos em três equipes: Desbrava Thec, MOV e Inova Sertão.

“Nossos alunos trabalharam as ideias a partir do próprio tema da Fenagri – Agricultura Digital: Tecnologia e Inovação – e, com muita dedicação e foco, produziram soluções surpreendentes para problemas como gestão de dados dos produtores rurais e formação dos profissionais envolvidos na atividade agrícola regional”, ressaltou a coordenadora escolar do SENAI Petrolina, Bruna Nascimento. Os três primeiros colocados do Ideathon Fenagri foram contemplados com uma premiação em dinheiro que será empregada no desenvolvimento das ideias.

Prazo para manifestar interesse na lista do ProUni acaba amanhã

O prazo para manifestar interesse em participar da lista de espera para o segundo semestre do Programa Universidade para Todos (ProUni) 2023 está aberto. Os interessados em continuar concorrendo a uma das bolsas integrais e parciais de estudo em cursos de graduação nas instituições privadas de educação superior devem fazer sua manifestação no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior até esta terça-feira (15).

A lista de espera com o nome dos candidatos participantes será disponibilizada para as instituições de ensino na sexta-feira (18). A classificação dos estudantes é feita de acordo com as opções e notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por modalidade de concorrência, que podem ser de ampla concorrência, ou de políticas afirmativas, como para pessoa com deficiência, autodeclarados indígenas, pardos ou pretos.

Documentos

Entre os dias 21 e 28 de agosto, os candidatos classificados na lista de espera terão que apresentar a documentação para comprovar as informações apresentadas na inscrição. Essa etapa deverá ser feita na própria instituição de ensino, conforme a documentação prevista no edital, para comprovação de formação do ensino médio, pessoa com deficiência e formação para o magistério da educação básica.

O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou 276.566 bolsas para o segundo semestre de 2023. Dessas, 215.530 são integrais e 61.036 são parciais, ou seja, cobrem 50% do valor da mensalidade dos cursos de graduação ou sequenciais de formação específica.

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Edição: Kleber Sampaio – Agência Brasil

Dia do estudante é marcado por mobilizações em todo o país

Ato pela Revogação do Novo Ensino Médio

Entidades estudantis vão às ruas em diversas cidades do país pedindo melhorias na educação, desde a educação básica até a pós-graduação. Neste dia do estudante, as principais reivindicações são a revogação do Novo Ensino Médio, mais assistência estudantil para todas as etapas de ensino, direitos previdenciários para os mestrandos e doutorandos, além da defesa do orçamento da educação.  

A mobilização nacional é convocada pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubs), pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). “A gente vai às ruas pela garantia dos direitos dos estudantes”, diz a presidenta da UNE, Manuella Mirella. O presidente da ANPG, Vinícius Soares, acrescenta: “O dia 11 é o Dia do Estudante, então, historicamente as entidades estudantis convocam as jornadas de lutas em defesa da educação”.

Neste ano, o Novo Ensino Médio está no centro do debate. As entidades estudantis pedem a revogação da Lei 13.415/2017, que institui o novo modelo para a etapa. As escolas começaram a implementar os novos currículos no ano passado. O ensino médio passa a contar com uma parte do currículo comum, definida pela Base Nacional Comum Curricular, que estabelece o mínimo que todos os estudantes devem ter acesso. Na outra parte do currículo, os estudantes escolhem itinerários formativos, dependendo da capacidade de oferta de cada rede de ensino.

Desigualdade

Um dos argumentos dos estudantes é que o modelo gera muita desigualdade, especialmente entre escolas públicas e privadas. Isso porque a parte comum seria insuficiente, por si só, para que os estudantes pudessem, por exemplo, ter acesso a uma universidade. A formação completa dependeria do aprofundamento nos itinerários que, por sua vez, dependem das condições e da infraestrutura de cada localidade.

“Os estudantes falaram da dificuldade de não ter todas as matérias de base, de estarem com medo do Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] por conta disso”, diz e acrescenta que eles buscam também a garantia de que “os itinerários, as matérias que são dadas além das matérias de base, sejam de qualidade e não só para preencher espaço com aulas de brigadeiro caseiro, aulas de como fazer bolo de pote ou o que seu dinheiro pode fazer por você. Todo esse tipo de matéria a gente deixou claro que precisa ser substituída por matérias que façam sentido”.

Revisão do Novo Ensino Médio

O Ministério da Educação (MEC) comprometeu-se a rever o Novo Ensino Médio. No primeiro semestre deste ano foi aberta a Consulta Pública para Avaliação e Reestruturação da Política Nacional de Ensino Médio. Na segunda-feira (7), o MEC divulgou o sumário com os principais resultados da consulta. Ao todo, foram recebidas mais de 11 mil contribuições entre 9 de março a 6 de julho.

Entre as propostas de mudança estão a ampliação da carga horária da parte comum, a recomposição de componentes curriculares e o fim da educação a distância (EaD) para a Formação Geral Básica, com exceção da educação profissional técnica, que terá oferta de até 20% nesse formato. A EaD também poderá ser aplicada em situações específicas, como no caso da pandemia.

As mudanças, no entanto, ainda demorarão para chegar na sala de aula. Enquanto isso, a lei segue em vigor. O documento apresentado pelo MEC será encaminhado para apreciação do setor educacional e dos órgãos normativos para que, até o dia 21 de agosto, enviem as considerações para a pasta consolidar as propostas na versão final do relatório. Esse documento será enviado para apreciação do Congresso Nacional.

Segundo o MEC, as propostas para o ensino médio também serão apresentadas para as Comissões de Educação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, para que possam contribuir com o relatório final, com base nas informações coletadas em audiências públicas realizadas pelas casas legislativas.

Beatriz ressalta que os estudantes pedem a revogação imediata do modelo atual para que um novo seja implementado. Ela diz que está otimista com o processo conduzido pelo MEC.

“A gente viu que foi muito escutado. A gente tem visto de forma positiva, mas para conseguir que seja aprovado esse novo modelo, precisa da revogação da reforma. A gente está com expectativa positiva de que pode dar certo”.

Assistência estudantil

Outra pauta defendida pelos estudantes é a ampliação da assistência estudantil, tanto na educação básica, sobretudo para estudantes de escola em tempo integral, quanto para aqueles que já estão na universidade, para que consigam concluir a formação.  A intenção é que, sobretudo os estudantes em condições de vulnerabilidade, tenham acesso a alimentação, transporte, moradia, além de uma bolsa para que possam concluir os estudos.

“A permanência, para os estudantes, é garantir que eles cheguem na universidade e que consigam se manter na universidade. É a luta pelo passe livre [no transporte público], é a construção de restaurantes universitários, que é uma das políticas mais importantes para a permanência dos estudantes. É também garantir que tenham condições de comprar material, de tirar uma xérox”, diz a presidenta da UNE.

Mirella enfatiza que ainda é muito caro se manter na universidade. “Por isso nossa luta pela permanecia é fundamental para que se consiga construir uma universidade do futuro, com os estudantes e povo brasileiro nela, com negros e negras, com indígenas, quilombolas”.

Na pós-graduação, a principal pauta é que os pesquisadores possam contar o tempo em que se dedicam à formação e a produção de conhecimento em mestrados e doutorados como tempo para aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “A previdência é uma demanda de 40 anos da pós-graduação no Brasil. Hoje, um jovem cientista passa dois anos no mestrado e quatro anos no doutorado e esse tempo não é contabilizado para nosso tempo de previdência. Ou seja, são seis anos atrasando a entrada no mercado formal de trabalho. Essa demanda surge para pavimentar um caminho de valorização do jovem pesquisador no Brasil”, diz, o presidente da ANPG, Vinícius Soares.

Dia do estudante

Ao todo, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), são mais de 47 milhões de estudantes na educação básica, etapa que vai da educação infantil até o ensino médio, e quase 9 milhões no ensino superior. Apenas os estudantes da educação formal – sem contar aquelas pessoas que seguem fazendo cursos e melhorando a formação – representam mais de um quarto de toda a população brasileira.

A data do dia do estudante faz alusão ao 11 de agosto de 1827, quando o imperador D. Pedro I instituiu os dois primeiros cursos brasileiros de ensino superior na Faculdade de Direito de Olinda (PE) e na Faculdade de Direito do Largo São Francisco (SP), nas áreas de ciências jurídicas e ciências sociais. Também no dia 11 de agosto, em 1937, na Casa do Estudante do Brasil, no Rio de Janeiro, foi fundada a União Nacional dos Estudantes, que nesta sexta-feira, comemora 86 anos.

O dia do estudante tornou-se um marco do direito à educação, garantido na Constituição Federal, junto com o direito a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados.

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Por: Agência Brasil

No Dia do Estudante, Prefeitura de Petrolina reforça compromisso com uma educação pública de qualidade 

O futuro de um país passa pela educação, que é direito de todo cidadão e fundamental para a transformação e desenvolvimento humano de uma nação. Nesta sexta-feira (11), data em que é comemorado o Dia do Estudante, a Prefeitura de Petrolina, por meio, da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes, celebra os avanços da Rede de Ensino que tem o melhor Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (Idepe), na categoria das grandes cidades. Isso, é fruto de um trabalho feito por várias mãos e, de maneira especial, pelos mais de 56 mil alunos. 

Esse cenário é aliado a um ensino humanizado que coloca o estudante como protagonista, focado na qualidade e em novas práticas de aprendizado; reestruturação das escolas; valorização e formação dos profissionais; acolhimento da comunidade escolar, entre outras ações que assinalam as transformações dentro e fora das salas de aula. Hoje, Petrolina tem uma educação de cara nova que é perceptível para os pais, professores e alunos. A exemplo das 11 Escolas de Tempo Integral que foram implantadas no município e este ano e tiveram 660 matrículas a mais em relação a 2022.  

Vale destacar que Petrolina é uma das cidades que mais investem em recursos modernos e tecnológicos para garantir a melhor aprendizagem aos discentes, como a aquisição dos projetores digitais e mesas interativas. No quesito climatização, já foram investidos mais de R$ 3,6 milhões na melhoria dos ambientes escolares. Na Educação Infantil, a gestão municipal tem garantido as mães que precisam trabalhar um lugar diferenciado para seus filhos, dotados de profissionais capacitados e com atendimento qualificado nas unidades do programa Nova Semente e Centros Municipais de Educação Infantil(CMEIs).  

Gabriel Eduardo da Silva, é aluno do 5° ano da Escola Municipal Josefa Izabel Sena, localizada no Perímetro Irrigado Senador Nilo Coelho N-1, recém-inaugurada pela Prefeitura de Petrolina. Ele fala da alegria em fazer parte da rede. “Ser estudante da Escola Josefa Izabel me deixa feliz e orgulhoso, pois além da escola estar toda renovada com a reforma, oferece um ensino de qualidade. Agradeço a minha mãe Ariane pela escolha da escola e toda a equipe que teve o esforço de deixar esta unidade de ensino do jeito que está hoje“, ressaltou Gabriel.  

A secretária de Educação, Cultura e Esportes, Rosane da Costa, destaca que vários são os fatores que levam Petrolina a este patamar na área educacional. “O prefeito Simão Durando tem colocado a educação como a maior bandeira de gestão, ele quer transformar Petrolina em referência no Estado e no Brasil. Por isso tem trabalhado diariamente para escrever uma nova história na educação do município, impulsionando sonhos e transformando vidas”, finalizou Rosane. 

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Texto: Elaine Barbosa  

Assessora de Imprensa da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes 

Fotos: Deivid Menezes

Relator do arcabouço fiscal na Câmara recebe Frente Norte e Nordeste pela Educação 

Integrantes pernambucanos do Sindicato dos Professores do Paulista (SINPROP), que compõem a executiva nacional da Frente Norte e Nordeste pela Educação estiveram nesta terça-feira (01) na reabertura do legislativo federal na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), visitando os líderes partidários.

O relator do arcabouço fiscal na Câmara, Cláudio Cajado (PP-BA), foi uma das lideranças que recebeu o movimento, o deputado tem sido pressionado a manter o parecer positivo, aprovado pelo Senado, que retirou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) do limite de gastos do Governo Federal.

“Hoje, mais uma vez o SINPROP compondo a executiva nacional da Frente Norte e Nordeste pela Educação esteve na reabertura dos trabalhos legislativos da Câmara Federal, onde visitamos todos os líderes partidários, dialogando, argumentando e entregando ofícios, solicitando formalmente a manutenção do texto aprovado no Senado Federal, que foi um texto construído junto com a Frente Norte e Nordeste em articulação com a senadora Professora Dorinha e o senador Omar Azis, que garantiu o FUNDEB fora do arcabouço fiscal, o que é fundamental pois 90% da educação básica é financiada pelo FUNDEB.  Portanto, colocá-lo no arcabouço significa extremo retrocesso e contingenciamento para a educação, e nós não iremos aceitar isso. Na visita aos líderes todos, sem exceção, disseram que concordavam com  o que foi aprovado no Senado Federal”, ressaltou Gilberto Sabino, presidente do  SINPROP e integrante da executiva nacional da Frente Norte e Nordeste pela Educação.

Não é a primeira vez que a equipe do SINPROP tem marcado presença no Distrito Federal. Desde o início da votação do arcabouço fiscal, o sindicato  tem acompanhado de perto todos os desdobramentos envolvendo o FUNDEB. Além disso, vem alertando a população local por meio de campanhas de mobilização e engajamento junto à comunidade escolar, pais, estudantes e demais entidades educacionais.

Mais horas na escola não é educação integral, avaliam especialistas

Rio de Janeiro - Escola municipal Levy Miranda na ilha de Marambaia, baia de Sepetiba, sul do estado (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Na última quinta-feira (3), o município Mata de São João (BA) alcançou a meta de ter todas as matrículas das escolas municipais em tempo integral. O marco foi atingido com a inauguração da Escola Municipal Professora Angelina Rodrigues do Nascimento, na Praia do Forte. Na cidade, localizada na região metropolitana de Salvador, os alunos da educação infantil e do ensino fundamental passam pelo menos sete horas por dia na escola e têm atividades de esporte, cultura e sustentabilidade.

A modalidade tornou-se política pública nacional esta semana com a sanção da Lei 14.640/2023, que institui o Programa Escola em Tempo Integral. O governo federal irá investir R$ 4 bilhões para ampliar em 1 milhão o número de matrículas de tempo integral nas escolas de educação básica em 2023. A meta é alcançar, até 2026, cerca de 3,2 milhões de matrículas.

Mata de São João, segundo o secretário de Educação do município, Alex Carvalho, deverá aderir ao programa federal para qualificar a oferta do ensino em tempo integral. Agora, depois da sanção da lei, os detalhes do programa serão definidos após um ciclo de seminários nas cinco regiões. Os debates começaram também esta semana, em Cuiabá, na quinta e na sexta-feira (4). Os debates são transmitidos pelo YouTube.

Em Mata de São João, desde 2010 o governo local investe em educação em tempo integral. “Essa decisão se baseia nos estudos e pesquisas que foram desenvolvidas pelo município que apontaram a educação integral como uma possibilidade de melhorar a qualidade da aprendizagem dos alunos”, diz o secretário de Educação. Carvalho atribui à modalidade a melhora no desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino. A cidade teve o melhor desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental, do 5º ao 9º ano da região metropolitana, em 2021.

Além das estruturas das próprias escolas, os alunos contam com equipamentos da cidade para o ensino e aprendizagem. “Usamos a praia, o campo, a praça da cidade. Nossa ideia foi transformar Mata de São João em um território educativo. Fazemos trilha com os estudantes, mostramos a natureza, mostramos os projetos que tem na cidade, como o projeto Tamar e o projeto Baleia Jubarte. Apresentamos a história da nossa cidade, a relevância dela para nosso país e nosso estado. Existe esse trabalho onde os alunos aproveitam todos os ambientes possíveis de aprendizado”, diz o secretário.

Referência em tempo integral

Para o Ministério da Educação (MEC), a educação em tempo integral é a ampliação do tempo de permanência nas escolas para um período igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais. A modalidade tem como finalidade a perspectiva do desenvolvimento e formação integral de bebês, crianças e adolescentes a partir de um currículo intencional e integrado, que amplia e articula diferentes experiências educativas, sociais, culturais e esportivas em espaços dentro e fora da escola com a participação da comunidade escolar.

A educação em tempo integral é realidade na Escola de Referência em Ensino Médio Ginásio Pernambucano desde 2004. A escola, que está localizada no Recife, funciona no colégio mais antigo do país, fundado em 1825. Os 692 alunos, todos do ensino médio, têm nove aulas por dia, das 7h30 às 17h. Eles têm três refeições diárias e as atividades são tanto conduzidas pelos professores quanto desenvolvidas pelos próprios estudantes em alguns momentos, para incentivar o protagonismo dos adolescentes.

“A gente percebe a educação integral, e costuma conversar com os estudantes, como algo que não tem a ver com o tempo que fica na escola, mas com a integralidade da formação, a integralidade enquanto formação de sujeitos sociais”, diz o gestor da escola, Oscar Neto. “Ela vai desenvolvendo autonomia, resiliência, proatividade, tomada de iniciativa. Os jovens são mais criativos, mais inventivos, argumentam, participam, refletem criticamente. Começam a construir um arcabouço necessário para o mundo e não só para o mundo do trabalho, mas para outras esferas da vida”, complementa.

Neto explica que uma das atividades é criada pelos próprios jovens, o chamado clube do protagonismo. Trata-se de clubes que funcionam nos intervalos das aulas, onde os alunos desenvolvem atividades como teatro, dança, xadrez, jogos de tabuleiro. “Eles aproveitam esse momento para interagirem, para alicerçar as aprendizagens”, explica.

Para os estudantes

A presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Jade Beatriz, é uma das estudantes que cursaram o tempo integral no ensino médio na Escola Estadual de Educação Profissional Dona Creusa do Carmo Rocha, em Fortaleza. “A experiência que eu tive foi positiva. Eu fiz curso técnico e, no contraturno, tinha oficina de teatro, oficina de dança, de canto e, inclusive, aula de reforço com professores.”

Ela ressalta, no entanto, que, para que funcione, o tempo integral precisa de uma estrutura mínima e também de bolsas para auxiliar os estudantes que permanecerão mais tempo na escola. A Ubes aponta alguns desafios para a implementação escolar, entre eles está o fato de que para implementar o ensino integral, escolas acabam fechando sobretudo o ensino noturno. Isso faz com que estudantes que precisam trabalhar acabem abandonando os estudos.

Para que isso não aconteça, a estudante diz ser necessário um auxílio para que esses alunos possam ter condições de cursar o ensino integral. Além disso, ressalta, é preciso uma melhora na merenda para que os alunos tenham acesso a três refeições que sejam nutritivas, além de melhoria na infraestrutura das escolas, muitas vezes sucateadas.

“Muitos jovens estão subempregados, como entregadores, nos sinais vendendo bala. Para combater isso e também o trabalho infantil, a gente entende que é importante ter bolsa permanência para escolas em tempo integral. Que isso seja feito de forma qualitativa, entendendo que as escolas que vão aderir precisam passar por reestruturação tanto da parte pedagógica quanto da infraestrutura”, diz Beatriz.

Educação integral

A Lei de Diretrizes e Bases (LDB), Lei 9.394/1996, prevê que as escolas tenham uma carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídas em no mínimo 200 dias de efetivo trabalho escolar, o que equivale a quatro horas diárias.

Estender a jornada escolar é uma meta prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014. O PNE estabelece a oferta de “educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos(as) alunos(as) da educação básica”. O Relatório do 4º Ciclo de Monitoramento das Metas do PNE 2022 mostra que o percentual de matrículas em tempo integral na rede pública brasileira caiu de 17,6%, em 2014, para 15,1%, em 2021.

“Quando se fala de escola integral fora do Brasil, isso não faz nem sentido se é só escola, pois a escola já tem uma carga horária de sete horas. Estamos falando em um rearranjo do sistema educacional para estar em linha com o que é visto internacionalmente. A gente espera resultados semelhantes no Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Alunos] e no PIRLS [Estudo Internacional de Progresso em Leitura], mas com uma oferta de educação em tempo inferior”, diz o diretor de Projetos da Fundação Lemann, Lucas Rocha.

O gerente de Políticas Educacionais do Todos pela Educação, Ivan Gontijo, complementa: “Acho que o governo federal acerta em lançar um programa para induzir as matriculas em tempo integral para que os estudantes passem mais tempo na escola, mas o grande desafio é que essas escolas que vão ser transformadas do tempo parcial para o tempo integral sejam escolas que tenham proposta pedagógica diferenciada. Porque só aumentar a carga horaria para ser mais do mesmo não faz muito sentido. Então, acho que esse é o grande desafio para a implementação dessa política. Como garantir que essa escola em tempo integral seja verdadeiramente integral”, diz.

Gontijo ressalta que a escola em tempo integral não pode ser uma escola “em que os alunos, ao invés de passarem quatro horas sentados enfileirados passam sete horas. Não é essa a proposta. É uma proposta em que estudante são colocados no cento do processo de ensino e aprendizagem, têm seu processo de protagonismo juvenil desenvolvido, têm outra relação com o espaço da escola, isso é uma coisa que a gente precisa pensar”.

Desafios

De acordo com a coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, uma das conquistas no novo programa é a priorização de escolas que atendam estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica.

“Uma das preocupações que a gente tem sempre é que educação em tempo integral normalmente tinha ficado, na história, muito dedicada a escolas urbanas, em locais que tem população mais rica, mais branca e não atingia uma população que não só precisa como tem direito a uma educação integral”, diz.

A implementação do tempo integral traz, de acordo com a coordenadora-geral, alguns desafios como a melhoria da infraestrutura das escolas, a definição de um plano de carreira para os docentes, que passarão a trabalhar mais horas por dia em uma mesma escola, e políticas para a permanência dos estudantes.

Com apontado por Jade Beatriz, Andressa Pellanda também defende a necessidade de bolsas para estudantes. “Eu acho que uma das questões primordiais é permanência. A gente sabe que vários estudantes não ficam, saem da escola no tempo parcial porque não têm condições de se manter na escola. E, para o tempo integral mais ainda, o estudo que foi feito agora é que precisava ter um incentivo para essas populações que estão em situação de vulnerabilidade. A gente precisa de política de permanência. Educação integral sem permanência ou não existe ou existe de maneira excludente”.

Segundo a coordenadora-geral, esse programa é um passo, mas ainda é preciso avançar, tanto na lei do PNE, quanto no financiamento, no Sistema Nacional de Educação, “para cada vez mais a educação brasileira parar de falar de educação em tempo integral e falar em educação integral, que é o modelo de direito que a gente defende”.

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Fonte: Agência Brasil

Prazo para comprovação de documentos do Prouni termina dia 3

Brasília - 27/06/2023 - O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo, integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso), em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. As inscrições podem ser feitas pelo celular ou pelo computador. Foto: Juca Varella/Agência Brasil/Agência Brasil

O prazo da segunda chamada para comprovação de documentação dos classificados para o segundo semestre, do Programa Universidade Para Todos (Prouni) 2023 terminará na próxima quinta-feira (3). Nesta etapa, os candidatos às bolsas integrais e parciais de estudo em cursos de graduação, nas instituições privadas de educação superior, devem comprovar as informações fornecidas durante a inscrição.

A entrega da documentação pode ser feita por meio eletrônico no Portal de Acesso Único do Ministério da Educação (MEC), ou na própria instituição de ensino superior. https://acessounico.mec.gov.br/

Os candidatos pré-aprovados devem apresentar a documentação relacionada à formação do ensino médio, à comprovação de deficiência e à comprovação de formação para o magistério da educação básica, conforme cada caso previsto no edital deste ano.

É necessário, também, apresentar documentos que comprovem renda familiar de até 1,5 salário mínimo, atualmente em R$ 1.980 – por pessoa – para quem concorre às bolsas integrais. Para bolsas parciais, a renda mensal a ser comprovada é de até três salários mínimos, por pessoa, atualmente no valor de R$ 3.960.

Exigências

A segunda chamada é uma nova chance para os estudantes classificados de acordo com as opções de curso e instituição e as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) cumprirem as exigências previstas no Prouni.

Os que perderem o prazo perdem o direito à bolsa que será destinada aos candidatos classificados na lista de espera. A divulgação da lista de espera e início dos prazos para esse grupo deverá acontecer no dia 18 de agosto.

Para o segundo semestre de 2023, o MEC disponibilizou 276.566 bolsas, sendo 215.530 integrais e 61.036 parciais, de 50% do valor da mensalidade, para cursos de graduação, ou sequenciais de formação específica.

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Edição: Kleber Sampaio – Agência Brasil

Educação de Petrolina se consolida como melhor de Pernambuco e leva dois prêmios do Idepe

A educação pública de Petrolina foi premiada pelo Governo do Estado como a melhor de Pernambuco. A cidade ficou em primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação (Idepe) 2023, na categoria das grandes cidades. O município sertanejo obteve as notas mais altas tanto nos anos iniciais quanto nos finais. A premiação foi realizada, na última sexta (27), em cerimônia no Recife.

O resultado foi celebrado pelo prefeito Simão Durando. Para o gestor, a premiação dupla é a comprovação do trabalho que a gestão municipal vem realizando na educação. “Esta é mais uma grande conquista para Petrolina. Um resultado de muito trabalho, investimentos e cuidado com o nosso futuro. Gostaria de agradecer e compartilhar essa premiação com cada aluno, com as famílias, professores, cada trabalhador e trabalhadora da educação. Esse prêmio é mais um motivo para toda a população de Petrolina bater no peito e se orgulhar. A melhor educação pública é daqui, de Petrolina”, comemorou o prefeito.

O Idepe é um índice criado pelo Governo do Estado para avaliar o ensino básico nas escolas públicas. O índice possibilita o planejamento de políticas públicas que visam a melhoria da educação. Para o cálculo anual do IDEPE, são considerados o fluxo escolar (taxa de aprovação), com base no Censo Escolar da Educação Básica, e o desempenho dos estudantes na avaliação do SAEPE (Sistema de Avaliação Educacional de Pernambuco), que mede anualmente o grau de domínio dos estudantes nas habilidades e competências consideradas essenciais em cada período de escolaridade avaliado.

A premiação do Idepe é dividida em duas categorias: maior crescimento e melhor desempenho. Petrolina liderou os dois rankings da categoria Desempenho, ou seja, ocupando o topo da lista nos anos iniciais e anos finais. Com esses resultados, as escolas municipais de Petrolina, mais uma vez, aparecem na liderança em comparação ao Recife, Olinda, Caruaru, Jaboatão e demais cidades de grande porte elencadas pela avaliação.

Além de líder no Idepe, a educação pública de Petrolina já é reconhecida por ter a melhor nota no Ideb em Pernambuco. A cidade também ostenta o selo Unicef para políticas públicas para a infância. Hoje, a rede municipal conta com a maior rede pública de creches e é referência em escolas em tempo integral do estado. A estrutura escolar ainda possui um dos maiores percentuais de salas de aula com climatização.

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Foto: Erlan Alexandre

Estudantes do SESI Petrolina vão disputar torneio de robótica no Rio de Janeiro

A equipe NewGen Leaders, com seis alunos do SESI Petrolina e quatro monitores, vai embarcar para o Rio de Janeiro no início de agosto para competir no Festival de Robótica Off Season. Realizado pelo Serviço Social da Indústria (SESI) nacional, o evento ocorre entre os dias 2 e 5 de agosto na Marina da Glória, na capital do Rio de Janeiro. O torneio vai reunir 90 equipes, com 6 a 12 integrantes cada, de 24 estados brasileiros. Os estudantes de Petrolina, do Novo Ensino Médio, vão competir na modalidade FIRST Tech Challenge (FTC) e outras duas equipes pernambucanas disputam nas modalidades F1 in Schools e FIRST Robotics Competition (FRC) – esta última, formada por alunos SESI/SENAI. As categorias envolvem desde réplicas de carros de Fórmula 1 ao desenvolvimento de robôs que chegam a 2m de altura e 56kg.

Na categoria FTC, a equipe NewGen Leaders do SESI Petrolina terá que construir e programar robôs de médio porte, de até 19kg, a partir de um kit de peças reutilizáveis para que eles cumpram atividades, como carregar discos e blocos, em uma arena. Bastante confiante no desempenho dos alunos, a professora e técnica, Neilsa da Silva, lembrou a conquista, em março de 2023, do 1º lugar na etapa nacional do Torneio SESI de Robótica, na modalidade Design Award – Prêmio de Design 2023. “Agora, vamos disputar mais esta etapa e tentar trazer mais conquistas para a nossa região”, ressaltou.

Não são só a velocidade do carro na pista ou o desempenho dos robôs na arena que contam. Os estudantes também são avaliados pelos diversos recursos que utilizam para projetar, modelar, construir e programar os robôs e as miniaturas de carros da Fórmula 1; além de projetos sociais com a comunidade e do plano de marketing e da gestão financeira das equipes.

Para a diretora da Educação do SESI-PE, Mirella Barreto, participar de eventos como esse pode abrir portas para oportunidades educacionais e profissionais futuras, além de estimular habilidades nos jovens, como resiliência e o pensamento crítico. “A Robótica tem o poder de alavancar o protagonismo do estudante e de impulsionar conhecimentos em várias matérias e situações do cotidiano deles”, avalia.

Entenda como funcionam as outras duas modalidades:

F1 in Schools – Para esta modalidade, os estudantes da equipe GRT, do SESI Goiana, modelam e constroem um carro em miniatura de Fórmula 1, que corre em uma pista reta de 20 metros impulsionado por um cilindro de CO2.

FRC – Já o time North Lions, do SESI Ibura, no Recife, precisa construir e programar robôs de porte industrial, que chegam a 56kg e 2 metros de altura, para realizarem tarefas em uma arena.

Publicado decreto que revoga Programa de Escolas Cívico-Militares

Macapá - Escola Cívico Militar - Alunos da escola Estadual Professor Antônio Ferreira Lima Neto. Foto: Escola Lima Neto/Facebook

O governo publicou na edição desta sexta-feira (21) do Diário Oficial da União o decreto que revoga o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares.

O texto prevê que o plano de transição para encerramento das atividades será estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) no prazo de 30 dias. O planejamento será discutido com estados e municípios.

Na semana passada, o ministério enviou um ofício aos secretários de Educação informando que o programa iria acabar, mas que haveria uma transição cuidadosa das atividades para não comprometer o cotidiano das escolas.

O Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares era a principal bandeira do governo de Jair Bolsonaro para a educação. Executado em parceria entre o MEC e o Ministério da Defesa, por meio dele, militares atuam na gestão escolar e na educacional.

O programa tinha a participação de militares da reserva das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares.

Agora, com o encerramento, cada sistema de ensino deverá definir estratégias específicas para reintegrar as unidades educacionais às redes regulares.

Segundo o Ministério da Educação, 216 escolas aderiram ao modelo nas cinco regiões do país.