Petrolina, terça-feira (6) – O ex-prefeito Odacy e a deputada Dulci Amorim lamentam o falecimento da ex-vereadora Raimunda Sol Posto, vítima da Covid-19.
Nota de Pesar
Hoje Petrolina perdeu uma das suas guerreiras mais valorosas. Depois de vencer tantas batalhas pela saúde e pela cultura, a ex-vereadora do município, Raimunda Sol Posto, perdeu a vida para a Covid-19.
Ela, que assim que foi acometida pela doença levou a todos uma mensagem de fé e esperança, hoje deixa Petrolina mais triste pela sua partida.
Agora só nos resta pedir a misericórdia de Deus. Que Ele conforte a todos os familiares, amigos e admiradores.
Seu legado permanecerá e sua lembrança seguirá nos nossos corações.
Ex-vereadora de Petrolina, a líder comunitária Raimunda Sol Posto perdeu a batalha contra o novo coronavírus (Covid-19). Ela faleceu na manhã de hoje (6) no Hospital Geral e Urgência (HGU), onde estava internada desde o final de março. A informação foi repassada pelo secretário municipal Orlando Tolentino, amigo pessoal da ex-vereadora, ao Programa Edenevaldo Alves, na Petrolina FM.
Também no mês passado Raimunda já havia perdido uma sobrinha, Izanice Nascimento Sol Posto, pela mesma doença. Izanice era servidora da Câmara Municipal de Petrolina. Raimunda era suplente na Casa Plínio Amorim e bastante querida pelos seus correligionários. Até o momento não há detalhes sobre velório e sepultamento, mas devido à pandemia, devem ser restritos.
O craque do futebol Daniel Alves, jogador do São Paulo, viralizou nas redes sociais após publicar stories no Instagram, onde aparece em pleno Sábado de Aleluia comendo rapadura, doce típico do nordeste brasileiro, feito à base de cana-de-açúcar.
“Páscoa, sei que vocês gostam de chocolate, mas eu como um bom nordestino, nessa páscoa eu como rapadura. Sabem o que é isso?”, disse o lateral-direito na postagem.
Natural de Juazeiro da Bahia, Daniel Alves enaltece a opção dele nessa páscoa. E você, trocaria o tradicional ovo de chocolate por um pedaço de rapadura como fez o craque? A Dra. Carol Couto (CRM – BA 17082/ CRM – PE 21178), médica com atendimento voltado para o emagrecimento, faz ressalvas sobre a opção do jogador.
“A rapadura é feita com o caldo concentrado da cana, por isso é considerada um alimento pouco processado e altamente nutritivo, o que significa que preserva muitas das suas propriedades nutricionais como cálcio, magnésio, fósforo e potássio. Contudo, não podemos esquecer que a rapadura também é rica em calorias, por isso deve ser consumida em pequenas quantidades”, disse.
Tanto o chocolate quanto a rapadura têm benefícios, mas provocam prejuízos quando consumidos em excesso, então, seja qual for a escolha, o ideal é comer em pequena quantidade. Dentre os benefícios da rapadura, sabe-se que ajuda no combate a anemia, ajuda o sistema nervoso, por ser fonte de vitamina B12, previne cãibras e osteoporose pela presença do cálcio e potássio.
De acordo com a Dra. Carol Couto, se consumida em quantidades indicadas e horários adequados, a rapadura pode ser um agente potencializador para a realização de atividades físicas e pode ajudar até no ganho de massa muscular.
“Para quem pratica atividade física de alta intensidade, como maratonistas, ciclistas de longos percursos, a rapadura é uma excelente alternativa, por fornecer bastante calorias e nutrientes mesmo com pequenas quantidades. Já para quem gosta de rapadura e está em processo de emagrecimento a dica é comer um pequeno pedaço após ingerir saladas e fibras que ajudam a minimizar os picos de açúcar que se transformarão numa gordura ruim”, orienta.
Buscando alinhar as ações com os representantes do comércio de Bodocó e com o Ministério Público de Pernambuco, o prefeito Dr. Otávio Pedrosa participou de uma reunião virtual, na quarta-feira (31/03) e reforçou a postura fiscalizadora do município no cumprimento do protocolo sanitário.
A partir deste mês de abril as atividades econômicas estão retornando de forma gradual e após uma reivindicação da CDL de Bodocó, a Prefeitura publicou o Decreto n° 24/2021, flexibilizando o funcionamento de alguns segmentos comerciais das 7h às 17h (e não mais das 10h às 20h, como inicialmente propôs o Governo do Estado).
Ainda durante o encontro remoto, o prefeito ratificou a atuação fiscalizadora por parte da gestão municipal, para que as atividades comerciais não sejam novamente afetadas no futuro. Por outro lado, Dr. Otávio destacou que a covid-19 é uma doença pouco conhecida e que cada vez mais tem forçado os pacientes a permanecerem semanas nos leitos, acarretando na escassez de leitos.
Como gesto de união com a CDL, o prefeito autorizou o ingresso dos representantes no Comitê de Enfrentamento à Covid, para melhor discutir as estratégias durante a pandemia. Também participaram da reunião o secretário de Administração, Carlos Eduardo; o Procurador do Município, José Soares Júnior; o chefe da Vigilância Sanitária, Jadson Ivisson, o presidente da CDL, Sóstenes Serafim e o promotor de Justiça, Dr. Bruno Bento.
A Prefeitura reforça que a retomada das atividades não significa que a pandemia acabou. Todos devem fazer sua parte, evitar aglomerações e manter os cuidados com a higiene pessoal. A retomada da economia é reflexo da consciência individual de cada bodocoense. “O cenário da pandemia ainda é preocupante, não apenas em Bodocó e na região do Araripe, por isso é necessário um esforço coletivo, dos comerciantes, funcionários, clientes e autoridades. Seguiremos com as fiscalizações e desejamos a contribuição de todos”, destacou o prefeito.
O cantor Agnaldo Timóteo, uma das vozes mais conhecidas da música romântica brasileira, não resistiu às complicações decorrentes da Covid-19 e morreu neste sábado (3) no Rio. Ele tinha 84 anos.
O cantor iniciou a carreira na década de 1960 e se consolidou com canções românticas. Na política, teve mandatos como deputado federal e vereador em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Agnaldo estava internado desde o dia 17 de março na UTI do Hospital Casa São Bernardo, na Zona Oeste do Rio. Médicos acreditam que o artista de 84 anos contraiu o coronavírus no intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina.
No último dia 27, Agnaldo precisou ser intubado para “ser tratado de forma mais segura” contra a doença, segundo a família.
“É com imenso pesar que comunicamos o FALECIMENTO do nosso querido e amado Agnaldo Timóteo. Agnaldo Timóteo não resistiu as complicações decorrentes do COVID-19 e faleceu hoje às 10:45 horas. Temos a convicção que Timóteo deu o seu Melhor para vencer essa batalha e a venceu! Agnaldo Timóteo viverá eternamente em nossos corações! A família agradece todo o apoio e profissionalismo da Rede Hospital Casa São Bernardo nessa batalha”, disse a família, em nota.
Com o compromisso de implementar ainda mais as ações da Agência Municipal do Empreendedor de Petrolina (AGE) voltadas ao empreendedorismo no município, a economista Patrícia Souza é empossada nesta quinta-feira (01) como nova diretora-presidente do órgão.
Patrícia é economista e especialista em contabilidade e controladoria aplicada ao setor público, graduada e pós-graduanda pela Faculdade de Petrolina (Facape). Patrícia também acumula o histórico na função de assessora econômica e financeira na AGE atuando desde 2017. Além disso, desempenha as atividades de assessoramento às empresas privadas na captação de recursos financeiros através do Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal, além de atuar nas áreas de planejamento estratégico, administrativo de gestão e orçamento, coordenação e monitoramento de equipes nas áreas públicas e privadas. É também palestrante e empresária.
O atual diretor-presidente da AGE, Sebastião Amorim, estava cedido pelo SEBRAE nos últimos quatro anos e agora retomará suas funções na instituição. “Patrícia sempre deu muito de si durante todo esse tempo em que trabalhamos juntos na Agência. Hoje Patrícia é uma referência no meio público da prefeitura, e tudo isso se consolida com o aceite do prefeito Miguel, que conhece o trabalho dela. Toda a construção que fizemos até aqui será continuada e melhorada porque tenho certeza que ela tem capacidade e muita competência para isso”, afirmou Sebastião.
A AGE está localizada na Rua Castro Alves, nº 55, Centro, atrás da agência do Banco do Brasil, e funciona das 8h às 12h. Outras informações pelo telefone (87) 3861-8270.
Incentivar o estudo como forma de agregar ainda mais valor ao trabalho desenvolvido. É o que tem feito, desde o início de março, a equipe da Diretoria de Auditoria (DAUD) da Secretaria da Controladoria-Geral do Estado (SCGE), ao usar um método conhecido como Cumbuca para adquirir e compartilhar conhecimentos.
Desenvolvida pelo professor Vicente Falconi, na década de 1990, a técnica de aprendizagem organizacional – adaptada pela DAUD – prevê que os servidores leiam, semanalmente, um capítulo de uma publicação específica e, posteriormente, se reúnam para debatê-lo. No dia do encontro, os nomes dos participantes são colocados em uma ‘cumbuca’ e quem for sorteado faz a apresentação do capítulo estudado. Na sequência, tem a discussão sobre os ensinamentos da obra. A dinâmica prevê, ainda, que a reunião seja cancelada se, por acaso, o sorteado não leu o capítulo programado.
“Ao final de cada reunião, emitimos um documento relativo à pauta tratada, com os nomes dos participantes, do apresentador sorteado e o capítulo abordado”, explica o diretor da DAUD, Flávio Pereira, ressaltando que a iniciativa é uma maneira não apenas de estimular o estudo e o autodesenvolvimento dos servidores, mas também de interagir com todos os integrantes da equipe.
De acordo com Flávio, a proposta é que os servidores dediquem quatro horas de estudo por semana, que podem ser inseridas no Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) da SCGE. “Nosso objeto de análise, atualmente, é o ‘Manual de Orientações Técnicas da Atividade de Auditoria Interna Governamental do Poder Executivo Estadual’, dividido em sete capítulos”, frisa o diretor, lembrando que a programação segue até o dia 27 de abril.
ESTRUTURA – Com atribuições normativamente delineadas, cabe à DAUD da SCGE planejar e dirigir as ações de auditoria, que se conceitua como uma atividade independente e objetiva de avaliação, assessoria e conhecimentos baseados em riscos, sendo traçada para adicionar valor e melhorar as operações de uma organização. Dentro de sua base, existe uma Chefia de Apoio e Projetos vinculada diretamente à Diretoria.
Ainda no âmbito da estrutura da DAUD, estão quatro coordenadorias. São elas: Coordenadoria de Auditoria de Pessoal (CAP), Coordenadoria de Auditoria de Obras Públicas (COP), Coordenadoria de Auditoria de Finanças (CAF) e Coordenadoria de Auditoria de Licitações e Contratos (CLC). Em cada coordenação há uma chefia de Auditoria que segue a mesma temática – Pessoal, Finanças, Obras e Licitação e Contratos, além dos membros da equipe de execução dos trabalhos.
Nesta terça-feira (30), o Brasil registrou 3.780 novas mortes em decorrência da covid-19 nas últimas 24 horas.
Os números foram divulgados pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e, com isso, o Brasil chega a 317.956 o número total de óbitos em razão da doença.
De ontem para hoje, foram registrados mais 84.494 novos casos, levando o total de notificações da doença no País para 12.658.109.
Durante patrulhamento de rotina, nesta sexta-feira (26), uma equipe da Guarda Civil Municipal de Juazeiro passava pela BR-235, na altura dos bairros João XXIII e Piranga, quando avistou um homem caído na calçada. De imediato a guarnição se aproximou, acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Segundo apurou a guarnição, a vítima, de 29 anos, teria tido um mal súbito.
No local, os guardas repassaram as informações da vítima ao serviço de atendimento do SAMU que logo chegou, prestando os primeiros socorros. Estabilizado, o homem foi socorrido em uma ambulância até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), para receber os devidos cuidados. Não há informações sobre o seu estado de saúde.
Edição: Thamires Santos – assessoria de imprensa da CSTT/Ascom PMJ
Em todo o mundo, hoje, no dia 27 de março, às 20h30, no horário de Brasília, as pessoas apagarão suas luzes em sinal de apoio a um movimento que pede uma transição energética urgente. O objetivo é amenizar os efeitos causados pelo uso indevido dos recursos do planeta na geração de energia.
Enquanto a maior parte dos países tem como principal fonte energética os combustíveis fósseis, no Brasil a matriz é predominantemente renovável, mas para atender ao crescimento da demanda e garantir segurança energética, a diversificação das fontes também se faz urgente.
“A fonte hidrelétrica praticamente está esgotada, nós usamos todos os recursos viáveis do ponto de vista econômico, social e ambiental, afirma Élbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeéolica).
Segundo o diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energias (MME), Carlos Príncipe Pires, essa transformação já vem acontecendo nos últimos 21 anos, período em que as hidrelétricas deixaram de representar 82,9% e passaram a 60,9% de todas as fontes de geração elétrica, e deram espaço à energia eólica com participação de 9,6%, a biomassa que hoje representa 8,6% e a solar, com 4,4% da matriz elétrica brasileira.
Outras fontes não renováveis também passaram a ter maior participação na geração de energia no Brasil, mas, segundo Carlos Pires, nesses casos foram estimuladas as fontes com menor emissão, como é o caso do gás natural que cresceu de 2,7% para 8,3%.
“Nossa matriz é três vezes mais renovável que dos países desenvolvidos”, diz.
Ainda que o potencial torne as fontes renováveis semelhantes em abundância no Brasil, a vocação, o ritmo do desenvolvimento tecnológico e o investimento em pesquisa e inovação acabam determinando como cada uma dessas fontes ocupam o mercado brasileiro.
“A geração distribuída é uma vocação da fonte solar e a eólica tem uma vocação de grande escala, porque as turbinas são melhores, do ponto de vista técnico e econômico, quando encontra ventos melhores e esses ventos estão localizados, ao passo que o sol está distribuído”, afirma a presidente da Abeeólica.
Nos últimos 10 anos, a geração de energia eólica não apenas ocupou a maior fatia da matriz elétrica depois da hidráulica, como também é responsável pela façanha de desenvolver um mercado com 80% de conteúdo nacional. “Dessa forma, nós não estamos sujeitos às variações cambiais e isso talvez seja um dos fatores que explique o crescimento forte e estável da eólica, mesmo em períodos de crise”, afirma Élbia.
Para o coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Unicamp, Gilberto Januzzi, a natureza diferenciada dos ventos brasileiros levaram a uma necessidade de incremento na inovação do que veio de fora e a indústria se adaptou.
No entanto, essas adaptações não significam um processo produtivo que garanta uma energia mais barata para quem está na ponta.
“Tem que haver soluções baratas para um mercado que é muito desigual. A gente não pode esquecer que nem todos brasileiros conseguem pagar pelos serviços de energia”, afirma Gilberto.
Com uma vocação mais voltada para atender ao consumo doméstico na modalidade de geração distribuída, que é quando o pequeno consumidor gera a própria energia, a fonte solar, conhecida como fotovoltaica, é um exemplo claro em que a falta de inovação nacional tornou o custo para o crescimento desse mercado muito alto.
Segundo o professor Felipe Almeida, do campus de Boituva do Instituto Federal de São Paulo, atualmente o que há de mais moderno no mercado de fotovoltaica são tecnologias como as células tipo PERC, desenvolvidas na Austrália, os módulos half cell e bifaciais, desenvolvidos na China e Estados Unidos.
“Um estudo da Abesolar desse ano mostra que em 2021 teremos cerca de 147 mil empregos a mais no Brasil, então, isso pede mão de obra qualificada, cada vez mais”, explica.
Para Gilberto Januzzi, embora o Brasil seja rico em recursos energéticos, tenha um mercado crescente e seja o país em desenvolvimento com maior recurso destinado por lei para fomento de pesquisa e desenvolvimento na área de energias renováveis, ainda é muito dependente da inovação de outros países.
“O nosso estágio, em termos de pesquisa e desenvolvimento não é bom. A gente está comercializando, é um mercado crescente, há um mercado bom para essas tecnologias, mas em termos de conteúdo inovador brasileiro é ainda pequeno”, diz
Parque eólico – Fabiola Sinimbu/Agência Brasil
Hidrogênio verde
No dia 9 de março, o Conselho Nacional de Políticas Energéticas (CNPE) publicou no Diário Oficial da União a Resolução nº 2, de 10 de fevereiro de 2021, que determina um direcionamento dos recursos destinados à pesquisa e ao desenvolvimento e prioriza estudos de fontes como hidrogênio, energia nuclear, biocombustíveis e tecnologias de armazenamento.
“Todas essas são temáticas que desempenharão um papel de suma importância para transição energética para economia de baixo carbono”, afirma Agnes da Costa, chefe da Assessoria Especial em Assuntos Regulatórios do MME.
Gilberto Januzzi considera um acerto focar os recursos em tecnologias que são promissoras para o país, como é o caso do hidrogênio, que tem se mostrado promissor quando o assunto é geração de energia e redução de emissão de gases do efeito estufa. “É um tipo de um energético que pode nos ajudar muito, porque temos várias maneiras de produzir hidrogênio, ou células à combustível e também podemos armazenar essa energia”.
O pesquisador explica que embora o uso do hidrogênio como fonte energética seja antigo, novas formas de produzir utilizando as fontes renováveis no processo revelam um enorme potencial brasileiro. O que colocaria o país em uma posição privilegiada na corrida global pela descarbonização, tanto no processo de produção, como na solução de armazenamento e exportação de energia. “É uma oportunidade muito grande que a gente não poderia perder”, diz Gilberto.
Energia Nuclear
Essa oportunidade faz com que o mercado da energia eólica também esteja atento a tecnologia de produção do hidrogênio verde e do uso dos ventos como fonte para gerar outras energias exportáveis.
“Nós temos outra forma da exportação da energia quando nós pensamos na produção dos nossos produtos exportáveis, como são a indústria de mineração de forma geral”, afirma Élbia Gannoum.
Embora sejam fontes não renováveis, os minerais são a principal forma de obter a energia nuclear, hoje gerada principalmente a partir da fissão nuclear do urânio. Esse processo não tem emissão de gases do efeito estufa e também pode ter sua produção associada a outras fontes renováveis.
“Em termos de pesquisa tem coisas fascinantes a serem pesquisadas, mas em termos de ampliar isso no mercado brasileiro eu não consigo ver viabilidade, no ponto de vista até econômico, no médio prazo”, diz.
Bons ventos
Para fins energéticos, Gilberto acredita que o interesse internacional no Brasil está mais ligado às fontes renováveis. Ele alerta para o grande potencial das eólicas offshore, que ficam em regiões extraterritoriais, como é o caso de regiões em alto-mar, por exemplo. “A estimativa que a própria Empresa de Planejamento Energético faz é de cerca de 900 gigawatts de potencial”, afirma.
Na visão da presidente da Abeéolica, o início dos investimentos na tecnologia offshore podem ajudar o Brasil a avançar na tecnologia aplicada à geração de energia por meio de ventos no território nacional, as chamadas onshore, servindo como modelo.
Ela explica que isso já ocorreu em países europeus, onde a falta de território para geração de energia onshore gerou uma tecnologia mais robusta.
“Nós estamos vendo máquinas offshore já com capacidade de 15 megawatts e já ouvi falar de uma máquina com 18 megawatts, para offshore. Quando a trajetória tecnológica vai para esse caminho dessas máquinas com potência maior, com torre maior, a trajetória da onshore também vai seguindo esse caminho” afirma.
Parque eólico – Fabiola Sinimbu/Agência Brasil
Em diferentes regiões brasileiras, grupos de pesquisa já trabalham em busca de inovações para geração de energia eólica offshore. Para Gilberto Januzzi, esses grupos podem ser alavancados ainda pela vantagem do país já possuir o knowhow para atuação em plataformas de exploração de petróleo e gás, como no caso do Pré-Sal.
Versatilidade no biogás
Além da capacidade de gerar biometano para substituir diesel, GLP (gás de cozinha), energia térmica ou elétrica, o biogás também é armazenável. Por toda essa versatilidade, a indústria do biogás seguiu diferentes caminhos pelo mundo.
Enquanto na Alemanha ela gera a maior parte da energia elétrica consumida por lá, no Brasil essa indústria acabou se desenvolvendo mais no setor de tratamento ambiental de resíduos sólidos.
Para Alessandro Gardemann, presidente da Associação Brasileira do Biogás, o potencial do biogás é tão grande que solucionaria diversas questões pendentes na geração das demais fontes, como é o caso do armazenamento.
“O biogás é a solar de bateria direto, então, é uma alternativa às baterias e às térmicas a gás natural. Com térmicas à biogás você consegue a descarbonização, com produção descentralizada, perto do consumo e tratando resíduos”, afirma.
Assim como na eólica, o setor inovou apenas em adaptações necessárias à indústria nacional e praticamente absorve as tecnologias criadas e testadas em outros países. Para Alessandro, ainda cabem mudanças no marco regulatório para pesquisa e desenvolvimento no setor, onde o risco seja aceito como parte do processo de investigação em um processo. “O insucesso faz parte de um modelo de P&D”, afirma.
Sistemas Digitais
Somados aos desafios e potenciais tecnológicos que a transição energética traz em cada uma das fontes, a integração delas por meio dos sistemas inteligentes, ou smart grids, também exigirá do país um novo olhar para inovação no setor de tecnologia da informação. Por meio desses sistemas também é possível mais eficiência de geração e melhoria na utilização dos recursos naturais de forma individual ou integrada.
Segundo a executiva de uma empresa brasileira de inovação, Gabriella Seiler, o avanço dessas tecnologias pode beneficiar o sistema elétrico como um todo, desde os grandes geradores, até o consumidor.
“A digitalização e a Inteligência Artificial são fundamentais nessa transformação que depende de sistemas e equipamentos descentralizados, que precisam se comunicar de forma inteligente e em tempo real”, diz.
Com tantas possibilidades e potencial, Gilberto Januzzi afirma que o Brasil precisa alinhar recursos financeiro, estruturais e humano no setor de pesquisa e desenvolvimento, que existem em abundância, às demandas do setor produtivo, para que assas inovações possam chegar de forma rápida, com custos que o consumidor possa suportar. “A política pública é muito importante nesse sentido, porque grande parte do esforço em pesquisa básica vem de fundos públicos, não vem do mercado sozinho”, diz.
Segundo Gabriela, esse abismo entre ambiente acadêmico e inovação aplicada fica claro quando o Brasil aparece entre os 15 países que mais publicam e têm citações em artigos científicos, mas essa inovação pouco chega a ser aplicada na sociedade. Para ela, na área de inteligência artificial, esse desafio soma-se a outros como a escassez de talentos, baixo investimento e ainda um bloqueio cultural na aplicação de tecnologias que transformam estruturas fundamentais.