DINC realiza reunião de posse dos novos conselheiros de Administração e Fiscal

O Distrito de Irrigação Nilo Coelho (DINC) realizou, nesta terça-feira (18), a reunião de posse dos conselheiros eleitos para os Conselhos de Administração e Fiscal, cujo pleito ocorreu no dia 27 de abril. O encontro foi realizado na sede da instituição e marcou o início da nova gestão, com a nomeação da nova diretoria de cada conselho.

Durante a reunião, os conselheiros empossados assumiram oficialmente suas funções com o compromisso de contribuir para a governança, a transparência e o fortalecimento institucional do DINC, que desempenha papel estratégico no desenvolvimento agrícola do Projeto Senador Nilo Coelho.

A nova composição da gestão ficou definida da seguinte forma:

Conselho de Administração

A nova composição ficou definida da seguinte forma:

Presidente – Bruno Coelho

Vice-Presidente – Luis Antonio

Secretário – Henrique Aires

Conselho Fiscal

Presidente – Walter Rocha

Secretário – Vinicius Souza

O gerente executivo do DINC, Paulo Sales, destacou a relevância da atuação dos conselhos para o bom funcionamento da entidade:

“A atuação dos conselheiros é fundamental para garantir que as decisões do Distrito sejam sempre conduzidas com foco no interesse coletivo, na responsabilidade e na eficiência da gestão da água e dos recursos. Desejamos uma gestão produtiva, comprometida e alinhada aos desafios e oportunidades do nosso setor”, afirmou Paulo.

A posse representa mais um passo na consolidação de uma gestão participativa e comprometida com os usuários do Distrito, reforçando a missão do DINC de promover o desenvolvimento sustentável da fruticultura irrigada no semiárido.

Kalshi atinge US$ 22 bi sob contestação de reguladores do mercado preditivo

Luana Lopes Lara, co-fundadora da Kalshi  • Reprodução: Instagram

Se o mercado de preditivos fosse tão forte em 2002 quanto é em 2026, as mesmas previsões que ajudaram o Oakland Athletic’s a conquistar a liga norte-americana de beisebol poderiam ter elevado a Kalshi — hoje avaliada em US$ 22 bilhões — a um patamar ainda maior, já que 85% do volume negociado na plataforma vem de previsões esportivas.

Naquela temporada, o time da MLB (Major League Baseball) fez história ao emendar 20 vitórias consecutivas, a maior sequência já registrada em uma temporada da liga.

O feito foi alcançado com um orçamento bem mais apertado do que o de seus rivais: em vez de disputar contratações milionárias, o Oakland recorreu à análise estatística para identificar e recrutar jogadores subvalorizados, transformando dados em vantagem competitiva.

A Kalshi ainda não estava nos planos de Luana Lopes Lara, de 29 anos, cofundadora da startup, mas a lógica por trás do Athletic’s de 2002 — transformar probabilidades em vantagem competitiva — é, coincidentemente, a mesma da empresa que, em 2026, detém mais de 50% da fatia do mercado de preditivos, segundo pesquisa da Dune Analytics em parceria com a Keyrock.

Embora seja um fenômeno nos Estados Unidos, a empresa se vê hoje no centro de discussões sobre suas atividades, ainda que o mercado de previsões seja tão antigo quanto o próprio Oakland A’s.

Mesmo amparada pela CFTC (Commodity Futures Trading Commission), que a classifica como uma bolsa de contratos de eventos, parte do mercado a enxerga como mais um aplicativo de apostas esportivas, ou bet, contestando a legitimidade de suas operações.

Kalshi: é bet ou não?

Os mercados preditivos, ou de previsões, funcionam como bolsas de negociação em que os contratos são baseados em eventos futuros — como eleições, decisões de juros, cultura pop, ciência e esportes (o principal deles). Já as bets operam em um modelo diferente: se o palpite acerta, o apostador recebe um prêmio fixo.

Durante as eleições americanas de 2024, disputadas entre o atual presidente Donald Trump e Kamala Harris, essas plataformas ofereciam contratos divididos em dois papéis binários: “SIM” e “NÃO”.

Os preços variavam entre US$ 0,01 e US$ 0,99, refletindo a probabilidade de vitória de cada candidato — sendo US$ 1 equivalente a um cenário de 100% de chance de o evento ocorrer.

Cada investidor comprava o papel correspondente ao cenário em que acreditava e, diferentemente de uma aposta tradicional, podia revender esse contrato a qualquer momento, evitando ficar preso ao prejuízo.

Foi nesse segmento que a empresa de Lara e Tarek Mansour, cofundador, nasceu e passou a crescer. Fundada em 2018, a Kalshi passou seus primeiros anos lutando para obter autorização da CFTC, o órgão regulador americano, para operar como uma bolsa de derivativos de eventos nos Estados Unidos.

A autorização veio em 2020, tornando a Kalshi a primeira empresa autorizada a atuar nesse segmento. O que diferencia o negócio de plataformas puramente especulativas e recreativas é justamente o modelo operacional regulamentado — algo que não acontece com sua principal concorrente, a Polymarket.

Outra diferença entre as duas maiores empresas de previsão é que as negociações individuais são públicas na Polymarket: como a plataforma opera inteiramente on-chain na blockchain Polygon, qualquer pessoa pode ver o valor das negociações de usuários individuais, o momento em que foram realizadas e quanto cada carteira lucrou no final.

Além disso, ao contrário da Kalshi, a Polymarket permite negociações em criptomoedas e o cadastro é pseudônimo — não exige documento ou KYC, embora todas as operações fiquem permanentemente vinculadas ao endereço público da carteira, o que significa que a plataforma é altamente transparente, e não anônima no sentido estrito.

Também por conta da regulamentação, a Kalshi não pode lucrar diretamente com as perdas dos investidores. Ela opera como uma “exchange peer-to-peer”, modelo em que os próprios usuários negociam entre si, sem que a plataforma atue como contraparte.

Assim como ocorre nas bolsas de valores tradicionais, seu lucro vem da cobrança de taxas sobre as transações, calculadas com base nos ganhos esperados de cada contrato, funcionando como uma espécie de taxa de corretagem já prevista em regulamento — a Kalshi recebe sua taxa independentemente de qual lado vence.

Desde a regulamentação, o “boom” da Kalshi e de suas concorrentes elevou o volume mensal movimentado pelo setor de US$ 100 milhões para US$ 13 bilhões em dezembro de 2025 — um crescimento de 130 vezes.

Os dados, verificados pela Dune Analytics e pela Keyrock, posicionam o mercado preditivo como um dos setores financeiros que mais crescem no mundo. A mesma pesquisa mostra que mais de 43 milhões de transações foram realizadas até novembro do ano passado, um volume 180 vezes maior do que dois anos antes.

A Kalshi também foi a única empresa a conquistar autorização para operar contratos envolvendo eleições, em 2024 — algo que permanecia proibido nos Estados Unidos havia 100 anos.

Durante a disputa presidencial, a plataforma movimentou cerca de US$ 535 milhões (R$ 2,6 bilhões). Mais da metade desse valor foi aplicada em contratos que apontavam Donald Trump como vencedor — cenário que de fato se concretizou.

Federal Reserve, um dos principais usuários

Na prática, a reunião de diferentes opiniões dentro da plataforma se converte em previsões mais assertivas. Tanto que, nos Estados Unidos, o próprio banco central americano, o Fed (Federal Reserve), utiliza pesquisas da Kalshi como termômetro para decisões econômicas.

Um estudo publicado pelo Fed explicou o motivo. Segundo o artigo, desde que entrou em operação em 2021, as previsões da Kalshi demonstraram precisão significativamente maior do que projeções tradicionais de analistas.

A empresa acertou com exatidão a taxa efetiva do Fed no dia de cada reunião desde 2022 — feito que nem pesquisas convencionais nem mercados futuros tradicionais conseguiram alcançar.

O estudo aponta que isso acontece porque mercados de derivativos oferecem insights únicos e em tempo real: seus investidores reagem imediatamente a notícias e à divulgação de indicadores econômicos, enquanto pesquisas e modelos tradicionais costumam fornecer apenas estimativas pontuais e atualizadas com pouca frequência.

Além disso, o fato de a Kalshi ser acessível a investidores fora das instituições financeiras cria uma perspectiva diferente daquela observada em mercados mais nichados, oferecendo uma visão complementar sobre como as expectativas econômicas são formadas.

Parcerias como motor de expansão

O Fed não é o único a utilizar dados da Kalshi como base para análises e debates. Outro motor importante para a expansão da empresa são as parcerias estratégicas firmadas pela plataforma.

A parceria com a corretora Robinhood colocou a Kalshi no centro do que hoje representa a maior parte do seu negócio: o segmento esportivo, que movimenta não apenas grande volume financeiro, mas também alta frequência de negociações — algo que eleições, por exemplo, não oferecem.

Com o acordo, até estados americanos que não permitem apostas esportivas tiveram de abrir espaço para a empresa, já regulamentada pela CFTC, possibilitando que clientes da Robinhood negociassem contratos da Kalshi diretamente de suas contas.

Depois vieram Sequoia Capital e Paradigm que, após investimentos milionários, transformaram a Kalshi em uma empresa “unicórnio”, avaliada em US$ 2 bilhões. Mais recentemente, uma nova rodada de investimentos elevou o valuation da startup para US$ 22 bilhões, consolidando-a como a empresa mais relevante do mercado global de preditivos.

As pedras nos sapatos do mercado de previsões

Mesmo sendo a primeira bolsa de derivativos de eventos regulada em nível federal nos EUA, a Kalshi não está livre de obstáculos. Recentemente, estados como Nevada e Nova Jersey tentaram classificar suas operações como jogos de azar.

Segundo Nevada, a Kalshi não possuía licença estadual para esse tipo de atividade e permitia que menores de 21 anos — idade legal para jogos nos Estados Unidos — negociassem contratos de eventos futuros. A decisão favoreceu o estado em março deste ano e foi prorrogada em abril.

Já Nova Jersey enviou uma notificação extrajudicial à empresa, alegando que a inclusão de contratos esportivos na plataforma violava leis estaduais que proíbem apostas em esportes universitários.

A Kalshi processou o estado, argumentando que seus contratos se enquadram como “swaps”, um tipo de derivativo financeiro que, segundo a Commodity Exchange Act, só pode ser regulamentado pela CFTC — o mesmo órgão que concedeu à empresa a licença para operar como mercado designado de contratos (DCM).

Após decisão favorável à Kalshi em primeira instância, Nova Jersey recorreu. Ainda assim, a maioria dos juízes do painel do 3º Circuito concluiu que a Commodity Exchange Act provavelmente prevalece sobre a legislação estadual.

Fora dos Estados Unidos, em 24 de abril de 2026, o Banco Central brasileiro proibiu as operações da empresa e de qualquer mercado de previsões, ao considerar que seus contratos configuram apostas não esportivas — prática ilegal segundo a Lei das Bets.

Para se ter ideia: a Kalshi mantém contratos esportivos, mas também oferece papéis envolvendo acontecimentos como a estreia da 22ª temporada do reality show The Bachelor ou a possibilidade de Donald Trump visitar a China até abril.

Na prática, a resolução publicada em abril impede que plataformas ofereçam apostas relacionadas a eleições, jogos, reality shows e outros acontecimentos sem natureza econômica, a critério da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Ainda assim, o plano da Kalshi de operar no Brasil não foi totalmente por água abaixo. Mais uma vez, a empresa apostou em uma estratégia de expansão via parceria — desta vez com a corretora XP.

Com isso, mesmo após o bloqueio, clientes da XP continuam podendo aplicar em contratos econômicos da Kalshi por meio de contas internacionais.

Apesar das disputas regulatórias, a Kalshi segue respaldada pela legislação federal americana, o que protege seus interesses e viabiliza sua expansão dentro do mercado.

No entanto, as próprias autoridades responsáveis por supervisionar o setor também vêm enfrentando críticas por se mostrarem cada vez mais flexíveis em relação às regras. Junto ao boom dos mercados preditivos, a agência reguladora federal encolheu ao menor tamanho dos últimos 15 anos.

Segundo os dados mais recentes divulgados pela CFTC, o quadro de funcionários caiu 24% desde que Donald Trump retornou ao poder, levantando preocupações sobre a capacidade da agência de combater o insider trading (negociações com informações privilegiadas) e proteger os consumidores.

A empresa, por sua vez, se posiciona publicamente contra o insider trading e, como forma de proteção, evita negociar contratos considerados sensíveis — como captura ou morte de líderes políticos, invasões militares e guerras —, além de suspender usuários suspeitos de operar com informação privilegiada.

Como o Oakland Athletics de 2002, as probabilidades posicionam a Kalshi cada vez mais no topo da competição entre os mercados. Mas nada disso a tira de um campo minado formado entre a força da regulamentação e a opinião popular sobre os seus negócios.

Fonte: PRF

Seap/PE entrega lençóis hospitalares produzidos por detentos ao Imip

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), por meio do Programa Novos Passos, entregou, nesta quinta-feira (14/05), lençóis hospitalares ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). A parceria entre as duas instituições tem o objetivo de unir a ressocialização à assistência hospitalar em uma ação de solidariedade.

A entrega simbolizou as mais de 1.600 peças já disponibilizadas e em uso em mais de mil leitos do Instituto. Os lençóis são produzidos pelas pessoas privadas de liberdade do Presídio de Vitória de Santo Antão (PVSA), na Mata Sul, com insumos adquiridos através da campanha Empresa Solidária. Na unidade prisional, os detentos realizam o acabamento e a aplicação da logomarca do Imip

Durante a entrega, o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Paulo Paes, falou da importância da ação. “A parceria, que devemos ampliar, é bastante positiva para o sistema prisional. A produção de lençóis pelas pessoas privadas de liberdade promove trabalho, qualificação profissional e oportunidades de reinserção social, ao mesmo tempo em que contribui para o atendimento dos pacientes”, afirmou Paes.

A superintendente-geral do Imip, Tereza Campos, agradeceu a sensibilidade da ação, destacando a importância das parcerias para fortalecer o trabalho desenvolvido pelo hospital. “O Imip vive de parceria e de colaboração. Somos uma instituição social, que se fortalece com essas contribuições”, destacou.

“Vocês estão profissionalizando pessoas em privação de liberdade. Por isso, a nossa parceria precisa ser replicada, tanto para o Imip quanto para o sistema prisional”, disse a presidente do hospital, Silvia Rissin.

Estiveram presentes também à cerimônia, a presidente da Fundação Alice Figueira de Apoio ao Imip (FAF), Bessy Veiga; o CEO da Ondunorte, Sérgio Pontes, representando a Empresa Solidária; o superintendente de Trabalho e Ressocialização, Alexandre Felipe, e o gerente do presídio de Vitória, Anderson Rocha, ambos da Seap. Após a entrega simbólica, o grupo realizou uma visita à Unidade Geral de Transplantes do Imip.

Imagens: Ascom (Imip e Seap)

Assinatura digital do Gov.br alcança marco de 500 milhões de usos

 

O serviço de assinatura eletrônica do Gov.br alcançou no início de maio o marco histórico de mais de 500 milhões de assinaturas eletrônicas, garantindo custo zero aos usuários, além da redução de deslocamentos e filas em cartórios. 

Organizada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a ferramenta permite que as pessoas assinem documentos em meio digital quando têm conta Prata ou Ouro na plataforma do governo do Brasil.

O uso da Assinatura Gov.br cresceu a partir de 2023, quando triplicou os acessos em relação ao ano anterior. De lá até agora, os números cresceram exponencialmente: mais de 100 milhões em 2024, mais de 200 milhões em 2025 e uma projeção, se mantida a média atual, superior a 280 milhões em 2026.

Para o secretário da Secretaria de Governo Digital do MGI, Rogério Mascarenhas,  isso se deve a facilidade que o instrumento proporciona para a população brasileira.

“Essa solução possibilita que você assine um documento com validade jurídica do seu celular, em qualquer lugar. Isso simplifica a vida das pessoas, pois é um serviço acessível e fácil de ser utilizado, além de eliminar o custo com cartório”, afirmou o secretário.

A Assinatura GOV.BR é um entre os mais de 13 mil serviços disponíveis na plataforma Gov.br, sendo mais de 4,6 mil serviços digitais do governo do Brasil e outros mais de oito mil de estados e municípios. Atualmente, a plataforma possui mais de 176 milhões de usuários.

Fonte: Agência Brasil

Blitz das Juventudes realiza atendimentos em Itapissuma e amplia acesso a direitos para jovens da Região Metropolitana

A Blitz das Juventudes esteve em Itapissuma, nesta terça-feira (05), levando serviços gratuitos e informações para jovens de 15 a 29 anos. A iniciativa do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria da Criança e da Juventude (SCJ-PE), em parceria com a Prefeitura de Itapissuma, foi realizada na EREM Senador José Ermírio de Moraes, das 8h às 12h, e integrou a programação comemorativa pelos 43 anos de emancipação política do município, celebrados oficialmente no próximo dia 15 de maio.

Ao longo da manhã, a ação reuniu atendimentos, orientações e encaminhamentos voltados à garantia de direitos e ao acesso a políticas públicas. No total, foram realizados cerca de 170 atendimentos, incluindo emissão e regularização da ID Jovem, documento que assegura benefícios como meia-entrada em eventos culturais, esportivos e de lazer, além de vagas gratuitas e com desconto em viagens interestaduais.

Voltada a jovens de baixa renda inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), a ID Jovem é um instrumento importante para ampliar o acesso à cultura, à mobilidade e a oportunidades. Pernambuco tem se destacado nacionalmente na execução da política e, na última semana, alcançou o segundo lugar no Brasil em número de emissões, ultrapassando São Paulo, com mais de 166 mil carteiras ativas.

Durante a Blitz, equipes técnicas também estiveram disponíveis para orientar sobre programas e iniciativas nas áreas de educação, qualificação profissional e participação social, fortalecendo o acesso à informação e incentivando o uso de políticas públicas já disponíveis.

Para a secretária da Criança e da Juventude, Yanne Teles, a ação contribui para aproximar os serviços da população jovem. “A Blitz atua como um ponto de convergência entre o jovem e os serviços do Estado. Ao garantir informação qualificada e acesso imediato a instrumentos como a ID Jovem, conseguimos ampliar o alcance das políticas e gerar impacto direto na vida dessa população, sobretudo em contextos onde o acesso ainda é limitado”, afirma.

A iniciativa reforça a estratégia do Governo do Estado de descentralizar serviços e fortalecer a articulação com os municípios, ampliando o alcance das políticas de juventude em Pernambuco.

Fotos: Fred Penna/SCJ-PE

Defesa Civil Nacional envia equipe a Pernambuco para reforçar resposta às chuvas

Uma equipe da Defesa Civil Nacional está a caminho, de Pernambuco, nesta sexta-feira (1º), com o objetivo de apoiar as ações de resposta às fortes chuvas que atingem o estado. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, entrou em contato com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e com o prefeito do Recife, Vitor Marques, para orientar sobre as providências necessárias para o reconhecimento sumário da situação de emergência, medida que permitirá ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) agilizar o envio de recursos para ações de socorro e ajuda humanitária. A mobilização ocorre após orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para atenção total às ações de assistência à população afetada.

Em declaração nesta sexta-feira (1º), o ministro Waldez Góes ressaltou que o Governo Federal está mobilizado para apoiar a população pernambucana. “Já conversei com autoridades locais, como o senador Humberto Costa, o ex-prefeito João Campos e a governadora Raquel Lyra, para informar que a determinação do presidente Lula é clara: garantir o socorro e assistência do Governo Federal nessa situação de emergência”, afirmou o ministro.

Waldez Góes também destacou que equipes da Defesa Civil Nacional vão atuar em campo, em parceria com as defesas civis estaduais e municipais, para avaliar a situação e adotar as medidas necessárias para reduzir os impactos causados pelas chuvas em Pernambuco.

Para apoiar os estados da Paraíba e Pernambuco, atingidos por temporais nas últimas 24h, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) está com a equipe técnica mobilizada. O Departamento de Preparação e Socorro (DPS) da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) elevou o nível operacional para laranja (atenção) e segue monitorando o cenário, com a emissão de boletins informativos sobre a situação atual e comunicação permanente com as agências do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil e defesas civis estaduais e municipais.

De acordo com o último boletim, divulgado nesta sexta-feira (1), às 12h, o estado de Pernambuco está com sete municípios em alerta e teve registros expressivos de acumulado de chuva nas últimas 24 horas, em milímetros (mm), com destaque para as seguintes cidades: Goiana (181 mm), Abreu e Lima (144,8 mm), Paulista (142,9 mm), Igarassu (140,5 mm), Condado (129,6 mm), Itaquitinga (120,8 mm) e Itambé (117,6 mm). Em Recife, foram registrados pontos de alagamento.

Os técnicos também fazem o monitoramento hidrológico em rios da Mata Norte de Pernambuco. O risco hidrológico e urbano está em evolução, com possibilidade de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra em áreas vulneráveis.

Orla de Petrolina terá trânsito interditado para realização de evento esportivo neste domingo

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Autarquia Municipal de Mobilidade (AMMPLA), informa que haverá alteração no tráfego da Orla neste domingo (03), em razão da realização da 2ª Corrida do BEPI/CIOSAC. A prova contará com percursos de 5km e 10km, com largada e chegada na Porta do Rio, reunindo atletas e praticantes de atividade física.

O trecho entre as rotatórias da Bíblia e da FACAPE será interditado das 5h às 8h. A intervenção temporária tem como objetivo garantir a segurança dos participantes e a fluidez da operação durante o evento esportivo. Durante o período da interdição, agentes da AMMPLA estarão distribuídos ao longo do percurso para orientar o trânsito e prestar apoio aos condutores. A recomendação é que motoristas programem seus deslocamentos com antecedência e utilizem rotas alternativas, evitando a área interditada.

Texto: Irislane Pacheco – Assessora de Comunicação da Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina (AMMPLA)

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Foto: Deivid Menezes

 

📰 🎙️📱Secretaria de Comunicação de Petrolina 🇬🇳

Tarifa zero para uvas brasileiras na União Europeia amplia competitividade e abre novas oportunidades de exportação

A partir desta sexta-feira (1º), a uva brasileira passa a contar com tarifa de importação zerada para entrada no mercado da União Europeia, com o início da vigência provisória da etapa comercial do Acordo União Europeia–Mercosul. A medida representa um marco para a fruticultura nacional e fortalece a competitividade da uva brasileira em um dos mercados mais estratégicos e exigentes do mundo.

O Acordo União Europeia–Mercosul é um tratado de livre comércio firmado entre os países do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e os 27 países da União Europeia, com o objetivo de facilitar o comércio, ampliar investimentos e criar regras mais previsíveis para os negócios entre os blocos. Embora sua vigência ainda seja provisória, já permite que benefícios comerciais, como a redução tarifária, comecem a ser aplicados enquanto o acordo segue em tramitação para aprovação definitiva pelos parlamentos europeus.

A nova fase do acordo prevê a eliminação gradual de tarifas para cerca de 93% dos produtos exportados pelo Mercosul à Europa em até dez anos. Já neste primeiro momento, cerca de 39% dos produtos agropecuários brasileiros passam a ter tarifa zero, especialmente aqueles em que o Brasil já possui forte presença internacional, como a uva.

Em 2025, a uva brasileira manteve trajetória de crescimento no mercado internacional. Segundo dados do setor, os embarques superaram mais de 62 mil toneladas, crescimento de 5,62% comparado ao ano de 2024, com faturamento de US$ 158,7 milhões. O bom desempenho reforça a importância da cadeia produtiva dentro do agronegócio nacional e evidencia o potencial de expansão diante de novas condições comerciais.

A produção brasileira de uva tem papel estratégico na fruticultura nacional, com forte impacto econômico, social e geração de empregos no campo. De acordo com os dados mais recentes do setor, Pernambuco lidera a produção nacional, com 755,2 mil toneladas e participação de 41,5% do volume total produzido no país, consolidando o protagonismo do Vale do São Francisco na produção de uva de mesa voltada ao mercado interno e à exportação. Em seguida, o Rio Grande do Sul responde por 686,6 mil toneladas, o equivalente a 37,7% da produção nacional, com forte presença tanto na indústria de vinhos e sucos quanto no mercado in natura.

O cenário reforça a força da cadeia produtiva brasileira e a capacidade de abastecimento contínuo, fator estratégico para ampliar a competitividade da uva nacional no mercado internacional.

A Europa já figura entre os principais destinos da uva brasileira, com destaque para mercados como Países Baixos (Holanda), Reino Unido e Espanha. Além do consumo direto, alguns países funcionam como plataformas logísticas de redistribuição para outros mercados europeus, ampliando o alcance da fruta brasileira dentro do continente.

Para o diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, a nova condição comercial fortalece a posição do Brasil no mercado europeu.

“O Brasil já é reconhecido pela qualidade e regularidade da sua produção, e a retirada da tarifa amplia nossa competitividade frente a outros grandes exportadores mundiais. É uma oportunidade concreta de crescer em volume, ampliar mercados e gerar mais valor para toda a cadeia produtiva”, afirma.

Segundo ele, o momento também reforça a importância de agendas ligadas à sustentabilidade e à conformidade com os padrões internacionais.

“O consumidor europeu está cada vez mais atento à origem do alimento, às práticas ambientais e à responsabilidade social na produção. O Brasil está preparado para atender essa demanda e seguir avançando”, completa.

Além da uva de mesa, que teve a tarifa de 11,5% zerada imediatamente com a entrada em vigor da fase comercial do acordo, outras frutas estratégicas da pauta exportadora brasileira também serão beneficiadas pela redução gradual de tarifas no mercado europeu.

O abacate terá sua tarifa de 4% eliminada em até quatro anos; limão e lima, que atualmente enfrentam tarifa de 12,8%, terão desgravação total em sete anos; o melão e a melancia, hoje taxados em 8,80%, também terão tarifa zerada no mesmo prazo; e a maçã terá a alíquota de 10% eliminada em até dez anos.

Da Terra dos Impossíveis à liderança em empregos: Petrolina aponta o caminho

Há momentos em que os números deixam de ser estatísticas e passam a representar vidas reais. São famílias que voltam a sonhar, jovens que encontram oportunidades e trabalhadores que conquistam dignidade.

Os dados mais recentes do Novo Caged mostram isso com clareza: Petrolina é hoje a cidade que mais gerou empregos em Pernambuco no primeiro bimestre, com mais de 2,1 mil novas vagas formais.

Esse resultado não é acaso. É fruto de trabalho, planejamento e de uma decisão firme: estimular quem produz, apoiar quem empreende e garantir que o desenvolvimento chegue na ponta, na vida das pessoas.

Mesmo diante de um cenário ainda desafiador no país, Petrolina avançou com consistência, superando grandes centros como Recife e Caruaru. Isso mostra que, quando há gestão séria e compromisso, os resultados aparecem.

Nossa força vem de uma combinação que dá certo: vocação econômica e ambiente favorável para investir. O agronegócio, que leva o nome de Petrolina para o Brasil e para o mundo, segue como um dos pilares. Ao mesmo tempo, o setor de serviços cresce impulsionado por investimentos, infraestrutura e políticas públicas que incentivam o empreendedorismo.

Hoje, são cerca de 87 mil vínculos formais ativos. Por trás desse número estão homens e mulheres que fazem a cidade acontecer todos os dias. Gente do campo, empreendedores, profissionais de diversas áreas que constroem, com esforço, uma Petrolina cada vez mais forte.

Mas a gente sabe que gerar emprego é só parte da missão. O nosso compromisso é fazer esse crescimento chegar a todos. E é isso que estamos fazendo: com obras, investimentos e ações que alcançam toda a cidade — do centro às periferias, da zona urbana à zona rural.

Petrolina hoje é a maior cidade do interior de Pernambuco e também uma referência em educação. Temos a melhor educação do estado e seguimos avançando para ser, cada vez mais, uma das melhores cidades do Nordeste para viver, trabalhar e investir.

Vivemos um ciclo positivo, mas não nos acomodamos. Estamos preparando Petrolina para o futuro, com novos investimentos, mais geração de empregos e ampliação das oportunidades, sempre com atenção especial a quem mais precisa.

Petrolina deixou de ser promessa há muito tempo. Hoje, é realidade. Uma cidade que cresce com responsabilidade, que gera oportunidades e que constrói um futuro mais justo.

A terra dos impossíveis continua mostrando, com trabalho, que é possível.

Seguiremos firmes, com fé, trabalho e educação. Com os pés no chão e a determinação de quem sabe onde quer chegar. Porque cada emprego gerado é mais que um número — é uma vida que muda. E é por isso que a gente não para.

Por Simão Durando, prefeito de Petrolina-PE

Novas regras do Minha Casa Minha Vida ampliam faixa de renda e passam a incluir mais famílias no programa

Com a atualização na faixa de renda do programa Minha Casa Minha Vida, onde a faixa 1 passou a contemplar famílias com renda bruta familiar de até R$ 3.200,00, mais pessoas agora podem participar dos próximos residenciais em Petrolina. Diante dessa ampliação, os interessados já podem se antecipar e realizar o cadastro no sistema habitacional do município, disponível no site oficial da Prefeitura, na aba “Novo Lar”.

O cadastro funciona como base para seleção de beneficiários em futuros empreendimentos e permanece disponível de forma contínua, permitindo que novas famílias se inscrevam a qualquer momento. A recomendação é que os interessados mantenham os dados sempre atualizados, garantindo a participação nas próximas etapas.

Antes da mudança, o programa atendia, no máximo, famílias com renda bruta de até R$ 2.850,00, na faixa 1 – FAR. Com a ampliação, pessoas que antes ficavam acima do limite agora passam a ser incluídas nas seleções, aumentando o alcance da política habitacional.

A Prefeitura de Petrolina informa ainda que um novo edital será lançado em breve para o Residencial Nova Vida III, no bairro João de Deus. A seleção será feita com base no cadastro já existente, observando as regras do Governo Federal, reforçando a importância de estar inscrito no sistema.

Texto: Fabiana Diniz – Assessora de Comunicação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Sustentabilidade