Simão Durando recebe prêmio nacional de inovação ANCITI AWARDS 2023

Maior cidade do interior de Pernambuco, Petrolina também é referência no setor de tecnologia e inovação. A capital do Sertão conquistou mais um destaque nacional, sendo a campeã do Nordeste e ficando entre as cinco primeiras cidades inteligentes do Brasil através do prêmio ANCITI AWARDS 2023. A premiação reconhece o trabalho de transformação digital para facilitar o acesso aos serviços públicos municipais. O troféu foi recebido pelo prefeito Simão Durando em uma solenidade realizada no Rio de Janeiro.

Neste ano, a honraria foi concedida às cidades com as melhores inovações vinculadas ao tema “Estratégias inovadoras para alavancar as Finanças Públicas”. Os critérios avaliados levaram em consideração: Inovação, Inclusão Digital, Qualidade de Vida, Infraestrutura de Cidades Inteligentes, Governança e Sustentabilidade, por meio de metodologia da BrightCities.

Petrolina foi premiada na categoria das cidades com até 500 mil habitantes. O único município do Nordeste a receber o reconhecimento nessa faixa populacional. A “Terra dos Impossíveis” repete, portanto, o feito de ser referência na região, já que no ano passado, Petrolina foi a única nordestina, na categoria até 500 mil habitantes, a receber os prêmios ‘Cidades inovadoras 2022’ e o ‘Prefeito Inovador 2022’.

As ações implementadas pela gestão do prefeito Simão Durando conquistaram a premiação através do conjunto de ferramentas implantadas para digitalização e redução da burocracia, extinguindo o uso de papel nos processos internos. O reconhecimento nacional também é fruto de ações nas áreas de segurança e mobilidade, através de tecnologias pioneiras na gestão pública, como os semáforos inteligentes, iluminação pública inteligente, câmeras de alta definição e softwares de inteligência artificial para reconhecimento facial e de placas de veículos. Outra medida adotada foi a criação de um Centro de Comando e Controle de Operações (CCO) para gestão de todas as tecnologias.

De acordo com o prefeito, esse reconhecimento vem reafirmar que Petrolina é uma grande vitrine de demonstração e avaliação de soluções tecnológicas para “cidades inteligentes” no país. “Petrolina é ousada. No passado, usamos a tecnologia para superar a barreira do clima seco e adotamos a irrigação para transformar essa região numa potência agrícola. Agora, vivemos um novo ciclo de desenvolvimento e inovação com várias iniciativas que facilitam e melhoram a vida da população. Energia solar, redução da burocracia, iluminação em LED, monitoramento com câmeras, tecnologias no trânsito, Wi-Fi livre nas feiras e praças. Enfim, são incontáveis ações para setores como segurança, educação e mobilidade. A tecnologia sempre foi uma aliada de Petrolina e seguiremos inovando para melhorar a vida dos petrolinenses, fazendo esse cidade continuar como um milagre no semiárido”, pontuou o prefeito Simão, que esteve acompanhado pelo secretário de Inovação, Cleriston Ramos.

Maceió está em alerta máximo devido ao risco de afundamento de solo

A Defesa Civil de Maceió (AL) informou que continua em alerta máximo devido ao risco iminente de colapso em uma mina de exploração de sal-gema da Braskem na região do antigo campo do CSA, no Mutange. Segundo nota divulgada no final da manhã desta sexta-feira (1), o deslocamento vertical acumulado da mina é de 1,42 metros e a velocidade vertical é de 2,6 centímetros por hora.“Por precaução, a recomendação é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo”, disse a Defesa Civil. “A equipe de análise da Defesa Civil ressalta que essas informações são baseadas em dados contínuos, incluindo análises sísmicas”.

A mina 18 é formada por cavernas abertas pela Braskem para extração de sal-gema e que estavam sendo fechadas desde que o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) confirmou que a atividade havia provocado o afundamento do solo na na região. O sal-gema é uma matéria-prima usada na indústria para obtenção de produtos como cloro, ácido clorídrico, soda cáustica e bicarbonato de sódio.

Situação de emergência

Ontem (30), a prefeitura de Maceió decretou situação de emergência por 180 dias por causa do iminente colapso da mina, que pode provocar o afundamento do solo em vários bairros. A área já está desocupada e a circulação de embarcações da população está restrita na região da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange, na capital.

Nove escolas foram estruturadas com carros-pipa, colchões, alimentação, equipes de saúde, equipes da Guarda Municipal e de assistência social para receber até 5 mil pessoas vindas das regiões afetadas.

Os ministros do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e dos Transportes, Renan Filho, também visitaram Maceió com uma equipe de técnicos para monitorar a situação.

Em uma rede social, Renan Filho disse que a empresa precisa ser responsabilizada pela situação. “Não é hora de atribuir responsabilidade a quem não deve. A Braskem precisa ser responsabilizada civil e criminalmente pelo crime ambiental cometido em Maceió, garantindo a reparação aos danos materiais e ambientais causados aos maceioenses”, disse.

Dias também se manifestou sobre a gravidade da situação. “O cenário é grave, estamos falando de abalos sísmicos, bairros afundando, consequências de um possível crime socioambiental. O MDS está atento para acompanhar de perto a situação e prestarmos a assistência necessária para ajudar no que for preciso”, escreveu.

Braskem

Em nota, a Braskem diz que continua mobilizada e monitorando a situação da mina 18, tomando todas as medidas cabíveis para minimização do impacto de possíveis ocorrências e que a área está isolada desde terça-feira (28). A empresa ressalta ainda que a região está desabitada desde 2020.

“Referido monitoramento, com equipamentos de ultima geração, foi implementado para garantir a detecção de qualquer movimentação no solo da região e viabilizar o acompanhamento pelas autoridades e a adoção de medidas preventivas como as que estão sendo adotadas no presente momento”, disse a empresa.

Edição: Aline Leal/Agêcia/Brasil

Anvisa discute nesta sexta-feira regulamentação de cigarro eletrônico

Nesta sexta-feira (1º), a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia se coloca em consulta pública a regulamentação de cigarros eletrônicos no Brasil.Desde 2009, resolução da entidade proíbe a fabricação, a comercialização, a importação e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vape.

Com a publicação da pauta da reunião, na última quarta-feira (22), a Anvisa informou ter recebido diversos pedidos de manifestação oral e de acesso às dependências da agência por representantes do setor regulado, de entidades civis e pela população em geral para acompanhar a deliberação.

Estão previstas ainda manifestações públicas em frente à sede da Anvisa, em Brasília, por entidades interessadas na matéria. “A diretoria colegiada decidiu que a citada reunião pública será conduzida sem a presença de representantes do setor regulado, de entidades civis e da população em geral, com o objetivo de resguardar a normalidade da sua realização.”

O debate será transmitido por meio do canal oficial da Anvisa no YouTube. Interessados podem enviar manifestações orais para conhecimento dos diretores conforme instruções disponíveis. O material será publicado no site da agência e reproduzidos durante a reunião.

Relatório

No ano passado, a diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, por unanimidade, relatório técnico que indicava a necessidade de se manter a proibição dos dispositivos eletrônicos para fumar e a adoção de medidas adicionais para coibir o comércio irregular desse tipo de produto, como o aumento das ações de fiscalização e a realização de campanhas educativas.

O documento configura uma espécie de etapa de diagnóstico e estudo, com informações e dados sobre os prováveis efeitos de uma regulação, servindo para verificar impacto, propor cenários para atuação e subsidiar a tomada de decisão. O relatório, portanto, consolida todas as evidências coletadas pela equipe técnica da Anvisa.

Entenda

Os dispositivos eletrônicos para fumar são também conhecidos como cigarros eletrônicos, vape, pode-cigarettee-ciggye-pipee-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). Embora a comercialização no Brasil seja proibida, os dispositivos podem ser encontrados em diversos estabelecimentos comerciais e o consumo, sobretudo entre os jovens, tem aumentado.

Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças: produtos descartáveis ou de uso único; produtos recarregáveis com refis líquidos (que contém, em sua maioria, propileno glicol, glicerina, nicotina e flavorizantes), em sistema aberto ou fechado; produtos de tabaco aquecido, que possuem dispositivo eletrônico onde se acopla um refil com tabaco; sistema pods, que contém sais de nicotina e outras substâncias diluídas em líquido e se assemelham a pen drives, dentre outros.

“A comercialização, importação e propaganda de todos os tipos de dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas no Brasil, por meio da Resolução de Diretoria Colegiada da Anvisa nº 46, de 28 de agosto de 2009. Essa decisão se baseou no princípio da precaução, devido à inexistência de dados científicos que comprovassem as alegações atribuídas a esses produtos.”

Perigo à saúde

Com aroma e sabor agradáveis, os cigarros eletrônicos chegaram ao mercado com a promessa de serem menos agressivos que o cigarro comum. Entretanto, a Associação Médica Brasileira (AMB) alerta que a maioria absoluta dos vapes contém nicotina – droga psicoativa responsável pela dependência e que, ao ser inalada, chega ao cérebro entre sete e 19 segundos, liberando substâncias químicas que trazem sensação imediata de prazer.

De acordo com a entidade, nos cigarros eletrônicos, a nicotina se apresenta sob a forma líquida, com forte poder aditivo, ao lado de solventes (propilenoglicol ou glicerol), água, flavorizantes (cerca de 16 mil tipos), aromatizantes e substâncias destinadas a produzir um vapor mais suave, para facilitar a tragada e a absorção pelo trato respiratório. “Foram identificadas, centenas de substâncias nos aerossóis, sendo muitas delas tóxicas e cancerígenas.”

“O cigarro eletrônico em forma de pen drive e com USB entrega nicotina na forma de ‘sal de nicotina’, algo que se assemelha à estrutura natural da nicotina encontrada nas folhas de tabaco, facilitando sua inalação por períodos maiores, sem ocasionar desconforto ao usuário”, destacou a AMB.

“Cada pod do cigarro eletrônico no formato de pen drive contêm 0,7 mililitro (ml) de e-líquido com nicotina, possibilitando 200 tragadas, similar, portanto, ao número de tragadas de um fumante de 20 cigarros convencionais. Ou seja, pode-se afirmar que vaporizar um pen drive equivale a fumar 20 cigarros (um maço).”

Ainda de acordo com a entidade, o uso de cigarro eletrônico foi associado como fator independente para asma, aumenta a rigidez arterial em voluntários saudáveis, sendo um risco para infarto agudo do miocárdio, da mesma forma que os cigarros tradicionais. Em estudos de laboratório, o cigarro eletrônico se mostrou carcinógeno para pulmão e bexiga.

Surto de doença pulmonar

Entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, foi registrado um surto de doença pulmonar em usuários de cigarros eletrônicos. Apenas nos Estados Unidos, foram notificados quase 3 mil casos e 68 mortes confirmadas.

Congresso Nacional

Além do debate no âmbito da Anvisa, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 5008/2023, de autoria da senadora Soraya Thronicke, que permite a produção, importação, exportação e o consumo dos cigarros eletrônicos no Brasil.

Jovens

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, 22,6% dos estudantes de 13 a 17 anos no país disseram já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida, enquanto 26,9% já experimentaram narguilé e 16,8%, o cigarro eletrônico.

O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos que frequentavam do 7º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio das redes pública e privada.

Controle do tabaco

O Brasil é reconhecido internacionalmente por sua política de controle do tabaco. Em julho de 2019, tornou-se o segundo país a implementar integralmente todas as medidas previstas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no intuito de reduzir o consumo do tabaco e proteger as pessoas das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).

Edição: Maria Claudia/Agência Brasil

Compesa e Ministério Público de Pernambuco assinam Termo de Cooperação Técnica

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) celebrou, nesta quinta-feira (30), um Termo de Cooperação Técnica e Administrativa com o Ministério Público de Pernambuco, por meio da Procuradoria Geral de Justiça. O documento tem o objetivo de estreitar o relacionamento entre a Compesa e o MP, manter o diálogo e o suporte técnico para esclarecimentos sobre a realidade do saneamento em Pernambuco, além de promover soluções para as demandas da sociedade por meio da criação de uma Câmara Técnica de Autocomposição. Deste modo, poderá ser solicitada a abertura de Procedimento Autocompositivo para procedimentos administrativos que tramitem no Núcleo de Negociação, Conciliação e Mediação da Procuradoria de Justiça Cível e/ou em ações judiciais em curso, que tratem da falta de oferta adequada e suficiente de saneamento básico.Pela Compesa, assinou o presidente da estatal, Alex Campos, e pela Procuradoria Geral de Justiça, o procurador Marcos Carvalho. A intenção das duas entidades é aprofundar o diálogo e propor soluções para que sejam reduzidos os casos judiciais envolvendo a Compesa. Também participaram do encontro o diretor Regional do Interior da Compesa, Igor Galindo, o chefe de Gabinete, José Virginio Nogueira, e a Secretária Jurídica, Marise Paiva; além dos promotores Marcos Aurélio Farias, Francisco Sales e o chefe de Gabinete do MP, José Paulo Cavalcanti.O presidente da Compesa, Alex Campos, destacou os reflexos do acordo para a população. “O termo de cooperação trará resultados positivos para a estatal, mas principalmente para a população, que terá dois órgãos em sintonia para dar mais celeridade às suas necessidades. O diálogo e o conhecimento técnico certamente ajudarão o trabalho do MP”, apontou o presidente. O procurador Geral de Justiça, Marcos Carvalho, destacou a importância do acordo firmado com a Companhia, uma parceria que resultará na resolutividade e agilidade às demandas da população que recorre ao MP em busca de apoio.Além da assinatura do documento, o presidente da Compesa, que está há três meses à frente da Companhia, aproveitou para fazer um balanço da atuação da estatal, as dificuldades hídricas e operacionais e as perspectivas para o próximo ano. O dirigente explicou que 60% da população pernambucana é abastecida por regime de rodízio e que o estado tem o pior balanço hídrico do país. Aliado a isso, a Compesa tem enfrentado elevado índice de roubos e furtos de água em adutoras e de equipamentos, ações criminosas que impactam diretamente no fornecimento de água, prejudicando muita gente.O gestor também explicou as condições de geológicas e geográficas  de Pernambuco não são favoráveis para os recursos hídricos e destacou que, para reverter este quadro de adversidades e atender ao Novo Marco do Setor de Saneamento, a Compesa tem um planejamento de obras e de captação de recursos para mudar a realidade hídrica do estado. Ele citou a obra da Adutora do Agreste, empreendimento em execução há dez anos e que está em fase de testes para atender cidades do Agreste, entre elas, Caruaru. Também destacou a obra da Adutora de Serro Azul e a Adutora do Alto Capibaribe. A Companhia conta, inclusive, com o empréstimo de R$ 1,1 bilhão que será celebrado com O Banco Multilateral de Desenvolvimento (NDB – New Development Bank), instituição dos BRICS, que está em fase final para liberação dos recursos, e R$ 120 milhões captados junto ao Banco do Nordeste (BNB).Outro tema ressaltado por Alex Campos foi questão do estudo que está sendo realizado pelo BNDES para definição de um modelo de concessão para a Compesa. Ele reafirmou que a Companhia não será privatizada, mas ressaltou que é preciso envolver o setor privado para ampliar os índices de cobertura de água e esgoto em Pernambuco

Docente da Univasf realiza visita técnica e treinamento em comunidades agrícolas de Angola

Pesquisas sobre tecnologia de pós-colheita em sementes, grãos e hortaliças desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido (PPGDiDeS), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), despertaram o interesse da Associação Desafio Integral e Associados (DIA), sediada em Luanda, na Angola, em estabelecer parceria com a Universidade. Esta aproximação com a Univasf resultou na realização de uma visita técnica do professor do PPGDiDeS Acácio Figueiredo no país. Entre os dias 20 e 24 de novembro, o docente realizou reuniões com os produtores agrícolas locais e um treinamento com agricultores de uma comunidade da Província do Bengo, que fica a 30 quilômetros de Luanda.

O convite para a visita técnica aconteceu em setembro deste ano, com o objetivo inicial de aproximar a Associação DIA a uma instituição brasileira, que estivesse inserida no semiárido, para discutir futuras parcerias de treinamento nas comunidades agrícolas de Angola. “A ideia era ter uma reunião com estes produtores e saber quais as nossas pesquisas e resultados publicados que poderiam ser adaptados para a região destas comunidades”, conta o docente. Foram identificadas afinidades com os temas de secagem solar, produção sustentável para hortaliças e estudo do caminho dos alimentos.

O treinamento realizado por Figueiredo teve a participação de 12 agricultores da Província do Bengo e tratou sobre hortas periurbanas, uma agricultura sustentável com o cultivo de plantas perto das cidades, ou seja, próximo do centro de consumo. “Os produtores gostaram muito, fizeram muitas perguntas e ficaram interessados por algumas práticas agrícolas”, relata o professor.

Figueiredo ressalta a relevância da realização de ações desse tipo, que visem ao compartilhamento de informações com populações de outros países. “É de extrema importância, pois mostra que a pesquisa desenvolvida na Univasf não fica apenas no papel, mas é utilizada para melhorar a vida das pessoas”, afirma. A visita também resultou na prospecção de demandas das comunidades da região de Luanda, com a possibilidade de realização de outras ações a serem desenvolvidas futuramente.

O docente, que também integra o quadro do Colegiado de Engenharia Agrícola e Ambiental (Cenamb), destaca que esta parceria, além de possibilitar o compartilhamento de conhecimentos na área de gestão da qualidade em produtos agrícolas, fortalece o processo de internacionalização da Univasf. “A parceria fortalece uma das atividades fins da universidade que é a divulgação do conhecimento, além de consolidar e colocar na prática o papel da internacionalização em nossa instituição”, ressalta.

Estudantes da UNIVASF de Juazeiro, norte da Bahia, protestaram contra as condições que se encontram os ônibus de transporte de alunos

Nesta manhã de terça-feira (28), recebemos vídeos de um grupo de estudantes da Univasf- Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Juazeiro, onde mostra a situação precária que se encontra os ônibus que levam os estudantes até a cidade vizinha, o Campus de Ciências Agrárias de Petrolina, Sertão PE.

Os alunos fizeram protestos com cartazes e som de apitos na reitoria da instituição onde se formou uma corrente humana para bloquear a saída dos ônibus.

Tem ônibus que sai totalmente lotado, acima da capacidade em um trajeto diariamente de mais de 80 km entre ida e volta de Juazeiro/Petrolina.

Prefeito Simão Durando lamenta morte do professor da Facape

O prefeito Simão Durando emitiu uma nota de pesar pela morte do professor da Faculdade de Petrolina (Facape) e cientista político, Edmar da Silveira, ocorrida no final da tarde desta segunda-feira (27).

“Com muita tristeza recebemos a notícia da morte do professor Edmar, que em sua longa carreira como docente, mais de 35 anos, deixou um legado de trabalho e amor pela educação. Durante sua jornada, contribuiu para a formação de muitos estudantes petrolinenses, através de um currículo extenso e respeitado. Por meio desta nota também quero manifestar minha solidariedade aos familiares e amigos, diante dessa perda precoce. Que Nossa Senhora console a todos neste momento tão doloroso”, destacou.

Empregador prestará contas sobre igualdade salarial

O governo estabeleceu os critérios para empresas e instituições complementem as informações para ações contra discriminação salarial entre homens e mulheres. As regras, que viabilizarão a execução e fiscalização da Lei da Igualdade Salarial (14.611/2023), foram publicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira (27), no Diário Oficial da União.As novas diretrizes entram em vigor em dezembro e definem que os relatórios, já previstos na lei, serão elaborados pelo governo com dados fornecidos pelo empregador, em um novo campo no Portal Emprega Brasil, que tratará exclusivamente de informações sobre igualdade salarial e critérios remuneratórios. Também serão usadas informações do Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).

Os dados serão coletados pelo Ministério todos os anos, nos meses de março e setembro, para atualização. Fevereiro e agosto serão os meses para que os empregadores forneçam informações complementares nos sistemas.

Os relatórios deverão ser publicados pelas empresas e instituições em seus canais eletrônicos de comunicação, como sites e redes sociais, para que fiquem acessíveis aos trabalhadores e público em geral.

Caso seja identificada alguma irregularidade, as empresas terão 90 dias, após a notificação da Auditoria-Fiscal do Trabalho, para a elaborarem o Plano de Ação para Mitigação da Desigualdade Salarial e de Critérios Remuneratórios entre Mulheres e Homens. O documento deverá reunir medidas para resolução do problema, com prazos e forma de medir resultados.

Uma nova regulamentação definirá os instrumentos e critérios de fiscalização, mas a lei, já determina punições para casos em que a mulher receba menos do que o homem fazendo a mesma função, como a aplicação de multa dez vezes o valor da existente em legislação anterior à Lei da Igualdade Salarial, elevada ao dobro em caso de reincidência. As empresas ilegais também ficam sujeitas ao apagamento de indenização por danos morais para casos de discriminação por sexo, raça, etnia, origem ou idade.

aplicativo Carteira de Trabalho Digital foi definido como principal canal de denúncia contra a discriminação salarial e de critérios remuneratórios.

Edição: Valéria Aguiar/Agência Brasil

Defensoria Pública da União emite nota sobre agressão a jornalista, antropóloga e engenheiro florestal em Iguatemi (MS)

A Defensoria Pública da União (DPU) confirma as denúncias de agressões a um fotojornalista canadense e sua esposa, antropóloga brasileira, em Iguatemi, no interior do Mato Grosso do Sul, na tarde de quarta-feira (22). Além do casal, também está entre as vítimas um engenheiro florestal brasileiro.

Uma defensora pública federal esteve com as vítimas numa aldeia, aonde chegaram bastante assustadas, com lesões, e narrando que haviam sido agredidas por seguranças privados. O casal contou que se dirigia para essa área com o objetivo de fazer fotojornalismo e imagens para um documentário sobre a comunidade indígena Guarani Kaiowá. Já o engenheiro florestal relatou que estava na região a trabalho e que havia conhecido o casal no Aty Guassu, evento que reúne lideranças Guarani e Kaiowá de todos os territórios indígenas e que recebe visita de autoridades públicas.

Foto: semanaon.com.br

A DPU acompanhou as vítimas à Delegacia de Polícia Civil em Amambai para registro da ocorrência. Foram tomados todos os depoimentos e o Boletim de Ocorrência (BO) foi encaminhado à Polícia Federal de Naviraí, tendo e vista que o fato ocorreu em contexto de disputa de terras envolvendo comunidades indígenas da região de Iguatemi e em razão deste conflito. Por entender se tratar de demanda que abarca direitos dos povos originários, a DP de Amambai declinou da atribuição investigativa em favor da PF.Boletim de Ocorrência

No Boletim de Ocorrência (BO), o fato foi registrado como “roubo” e ocorreu no dia 22/11 por volta das 15h30 na Zona Rural de Iguatemi, próximo da retomada da fazenda Maringá. As vítimas foram uma antropóloga brasileira (38 anos), um jornalista canadense (39 anos) e um engenheiro florestal brasileiro (41 anos). Foram solicitados exames de lesões corporais.

De acordo com os relatos, os três estiveram presentes no evento Aty Guassu, na cidade de Caarapo, e, depois, seguiram para Iguatemi em companhia de um indígena que também participou do evento, com o objetivo de deixá-lo na zona rural do município. O indígena foi deixado na companhia da esposa e o grupo retomou a estrada para Iguatemi. Neste momento, os três encontraram uma guarnição da polícia de fronteira (DOF), mas, segundo eles, não foram alertados sobre a situação conflituosa na região. Os policiais teriam dito que estavam patrulhando o local e que não havia acontecido nada de anormal até então.

Já na estrada, o grupo avistou, no entroncamento rural da Rodovia 295 que liga com a Rodovia 386, uma barreira com muitos veículos tipo caminhonete e pessoas armadas e encapuzadas. Diante da situação, desceram do veículo e uma das caminhonetes se aproximou. Foi quando ouviram a recomendação para deixarem o local.

Não houve qualquer discussão ou desentendimento. Eles tentaram voltar ao veículo, mas foram impedidos. O casal passou a ser agredido fisicamente, com maior contundência no homem, e xingados por várias pessoas. Ambos foram jogados ao chão, receberam chutes e socos, sofreram violência verbal, com insultos como “vadia” e “vagabunda” dirigidos à mulher. Os agressores estavam armados com armas de fogo e facas e eram muitos. Estavam descontrolados e muito nervosos. O jornalista relatou que teve os cabelos cortados com uma faca por um dos agressores.

Enquanto as vítimas eram agredidas, tiveram subtraídos seus objetos pessoais que estavam no interior do carro. Foram levados documentação, passaportes, cartões bancários, o cartão de identificação de imprensa internacional do jornalista, câmeras fotográficas, aparelhos de som, óculos de grau, mochila, carteira, dinheiro em espécie, aparelhos de celular entre outros pertences. Em dado momento, conseguiram se desvencilhar, saíram do local e foram procurar ajuda em Amambai

Denúncias de agressões aos Guarani Kaiowá

A DPU informa que, na manhã daquele dia (22), havia encaminhado ofício à Delegacia de Amambai, solicitando diligências para verificar denúncias recebidas pela instituição sobre agressões à comunidade indígena Guarani Kaiowá. Seguranças privados estariam efetuando disparos com armas de fogo nesta região, onde acontece a retomada da Fazenda Maringá.

Na noite do mesmo dia 22, a Polícia Federal de Naviraí e a Força Nacional efetuaram diligências nessa região e efetuaram a prisão em flagrante de um produtor rural por encontrarem munição em sua residência.

Publicações sobre agroecologia são lançadas pela Embrapa em parceria com a ABA

A Embrapa e a Associação Brasileira de Agroecologia – ABA disponibilizaram ao público dois novos volumes da Coleção Transição Agroecológica. As publicações foram lançadas durante a programação do 12º Congresso Brasileiro de Agroecologia, que aconteceu de 20 a 23 de novembro no Rio de Janeiro-RJ.

As publicações focam em temas que apoiem a busca de alternativas aos sistemas produtivos predominantes, trazendo possibilidades para um desenvolvimento rural mais sustentável. Elas fazem parte do compromisso de difundir os princípios da agroecologia, mantendo a dinâmica de promoção e socialização de trabalhos de pesquisa da Embrapa e parceiros, com melhoria da qualidade de vida no campo e na cidade e considerando a crescente preocupação da sociedade com a alimentação saudável. O volume 6 tem como título “Agroecologia e povos tradicionais na América Latina e Caribe”, contribuindo para o diálogo entre conhecimento tradicional e científico a partir de reflexões sobre experiências agroecológicas vividas por agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, particularmente pelas mulheres agricultoras, em universos culturalmente distintos.

O livro conta com diversos autores, de diferentes países e estados do Brasil, e foi editado pelo pesquisador João Roberto Correia, da Embrapa Alimentos e Territórios (Maceió-AL), e pelos professores Flávio Bezerra Barros, da Universidade Federal do Pará, María Parcela Petrantonio, da Universidade Nacional de Mar del Plata, da Argentina, Narciso Barrera-Bassols, da Universidade Autônoma de Querétaro, do México, e Rumi Regina Kubo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O volume 7, intitulado “Água e Agroecologia”, busca contribuir com a sistematização e reflexão pertinentes às interações entre as temáticas da água e agroecologia, apresentando informações de base científica, construções sociopolíticas e práticas sociais e produtivas nos agroecossistemas. Também busca promover a adoção de soluções inovadoras para a sustentabilidade da água, por meio de conhecimentos e tecnologias, visando disponibiizar água em quantidade e qualidade para atender aos diferentes sistemas de produção, auxiliando na superação de desafios e tornando os sistemas mais sustentáveis.

A publicação foi editada pelas pesquisadoras Roseli Freire de Melo, da Embrapa Semiárido (Petrolina-PE), e Paola Hernandez Cortez Lima, da Embrapa Alimentos e Territórios (Maceió-AL), e pelos professores Irene Maria Cardoso, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), e Helder Ribeiro Freitas, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

Essas e outras publicações da Embrapa podem ser baixadas gratuitamente em www.embrapa.br/publicacoes-e-bibliotecas.