Frutas brasileiras buscam novos mercados durante Fruit Attraction Madrid

Produtores participam da principal feira internacional do setor e negociam oportunidades para ampliar as exportações

Enquanto o Brasil se prepara para um novo ciclo eleitoral, produtores brasileiros de frutas estão de olho em outro tipo de disputa: a conquista de espaço nos mercados internacionais. Em Madrid, empresários e representantes da fruticultura participam da Fruit Attraction Madrid, uma das principais feiras do setor no mundo, em busca de compradores, novos mercados e oportunidades para ampliar as exportações.

A feira que começou hoje, dia 6, e vai até quinta-feira, dia 8, reúne produtores, exportadores, distribuidores e compradores de diferentes países e funciona como uma importante vitrine para apresentar a diversidade e a qualidade das frutas brasileiras. Para quem está no campo, a feira representa uma oportunidade concreta de negociar diretamente com potenciais clientes, acompanhar as tendências de consumo e conhecer as exigências dos mercados internacionais.

A participação brasileira ocorre em um momento positivo para as exportações de frutas. Em 2025, o país registrou novo recorde, com US$ 1,45 bilhão em exportações, crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume na comparação com o ano anterior.

“Estar em uma feira como a Fruit Attraction é estar próximo de quem compra, de quem distribui e de quem define as tendências do mercado. É uma oportunidade para mostrar o que o Brasil produz e, principalmente, entender o que os consumidores de outros países estão procurando”, destaca o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Waldyr Promicia.

São Paulo ganha espaço no calendário internacional

 

Durante o primeiro dia da Fruit Attraction Madrid, a Abrafrutas também participou do lançamento da 4ª edição da Fruit Attraction São Paulo, que será realizada em 2027. A feira brasileira vem ampliando sua relevância no calendário internacional da fruticultura e, na última edição, reuniu segundo dados divulgados pelos organizadores da Feira, mais de 18,4 mil visitantes de 60 países e 450 marcas expositoras, além de promover mais de mil reuniões de negócios, com uma estimativa de 270 milhões de euros em negócios gerados.

O crescimento da feira em São Paulo reforça a estratégia de aproximar produtores, exportadores e compradores e de transformar o Brasil em um ponto de encontro para negócios internacionais no setor de frutas. A realização de mais uma edição também amplia a conexão entre os mercados brasileiro e europeu, criando novas oportunidades para empresas interessadas em expandir sua atuação.

Exportação movimenta toda a cadeia

Além da geração de negócios para as empresas, o avanço das exportações de frutas tem impacto direto na economia brasileira. A cadeia envolve produtores, trabalhadores rurais, transportadores, empresas de embalagem, logística e serviços, movimentando empregos e renda em diferentes regiões do país.

Para Waldyr Promicia, a presença brasileira em eventos internacionais é estratégica para aproximar o setor dos principais mercados consumidores e ampliar a participação do país no comércio mundial de frutas.

A Fruit Attraction Madrid segue como um dos principais pontos de encontro do setor internacional. Ao longo do evento, os produtores brasileiros apresentam seus produtos, acompanham as negociações e avaliam as demandas de mercados que podem representar novos destinos para as frutas nacionais.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafutas

 

Fonte: CNN

Competitividade internacional coloca frutas no centro do debate do GAFFFF 2026

Produção em larga escala, diversidade de condições climáticas, oferta ao longo do ano, tecnologia, conhecimento técnico e capacidade de adaptação aos diferentes mercados são alguns dos fatores que contribuem para a posição brasileira no comércio global de produtos agrícolas. Na fruticultura, esse potencial vem sendo acompanhado por uma trajetória de crescimento das exportações e pela abertura de novos mercados para frutas brasileiras.

No primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras de frutas atingiram US$ 707,9 milhões, sinalizando a possibilidade de um novo recorde pelo quarto ano consecutivo, segundo dados do setor. O resultado reforça a relevância da fruticultura na estratégia de inserção internacional do agronegócio brasileiro e evidencia um mercado ainda com espaço para expansão, especialmente com a conquista de novos destinos, agregação de valor, certificação, rastreabilidade e atendimento às crescentes exigências dos consumidores e compradores internacionais.

É a partir dessa perspectiva que a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS) participa do Global Agribusiness Festival (GAFFFF) 2026, colocando a competitividade internacional da produção brasileira no centro das discussões. A entidade participa de debates que conectam desempenho exportador, inovação, sustentabilidade e as características que diferenciam o agronegócio produzido nos trópicos.

No Painel “Frutas, Café e Algodão: Nichos de Alta Competitividade no Mercado Internacional”, o presidente da ABRAFRUTAS, Waldyr Promícia, participa da discussão sobre os fatores que permitem a essas cadeias ocupar posições estratégicas no comércio internacional. O debate aborda como qualidade, produtividade, escala, tecnologia, sustentabilidade e capacidade de atender mercados cada vez mais exigentes contribuem para fortalecer a presença brasileira no exterior.

“A competitividade internacional brasileira é construída a partir de uma combinação de fatores: capacidade produtiva, tecnologia, qualidade, profissionalização e adaptação às exigências de cada mercado. A fruticultura tem demonstrado que existe espaço para avançarmos ainda mais, especialmente com a abertura de novos destinos e a agregação de valor aos nossos produtos”, afirma Waldyr Promicia.

Essa competitividade, entretanto, está diretamente relacionada a uma característica que diferencia o país de grande parte dos concorrentes: sua agricultura tropical. Produzir de forma competitiva em ambientes de altas temperaturas, diferentes regimes de chuvas, pressão de pragas e doenças e grande diversidade de solos e biomas exigiu décadas de investimentos em pesquisa, ciência e inovação.

Essa trajetória permitiu ao Brasil desenvolver soluções específicas para as condições tropicais e transformar limitações naturais em vantagens produtivas. Entre os exemplos está a possibilidade de, em determinados sistemas e regiões, alcançar até três safras na mesma área ao longo do ano, resultado da combinação entre condições climáticas, manejo, tecnologia e conhecimento desenvolvido para os trópicos.

É esse debate que a diretora de ESG da ABRAFRUTAS, Priscilla Nasrallah, levará ao painel “Do Desafio à Liderança: O que só o Brasil tem?”. A discussão aborda os atributos que sustentam a agricultura tropical brasileira e como inovação e sustentabilidade podem fortalecer ainda mais a posição do país diante de um mercado internacional cada vez mais competitivo.

O GAFFF 2026 que começou hoje, dia 1, vai até o dia 2, no Nubank Parque, em São Paulo (SP). O evento tem como público-alvo líderes do agronegócio, produtores rurais, autoridades governamentais, investidores, pesquisadores e executivos de empresas do setor nacional e internacional.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Seguro rural tem novas regras após sanção com vetos; veja as mudanças

Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A nova lei que estabelece regras para o seguro rural no Brasil foi sancionada com vetos. Publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União (DOU), a Lei nº 15.526, de 29 de setembro de 2026, amplia mecanismos de proteção aos produtores rurais e estabelece mudanças na contratação, regulação e pagamento de indenizações.

Entre os principais pontos mantidos estão a definição de prazos para o pagamento de indenizações, a integração do seguro às garantias do crédito rural e a obrigatoriedade das despesas da União destinadas à subvenção econômica ao prêmio do seguro rural, observados os limites orçamentários.

O texto, no entanto, recebeu vetos do Executivo antes da sanção. Entre os dispositivos barrados estão pontos relacionados à isenção de tributos federais nas operações de seguro rural e à possibilidade de aquisição de Letras de Risco de Seguro (LRS) pelo fundo destinado à cobertura suplementar dos riscos do setor.

Os vetos foram encaminhados ao Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los.

O que foi vetado?

Um dos vetos atingiu dispositivo que tratava do alcance da isenção de tributos federais relacionada às operações de seguro rural.

Na justificativa encaminhada ao Congresso, o governo argumentou que a medida poderia resultar em renúncia de receita sem a apresentação da estimativa do impacto orçamentário e financeiro e das medidas de compensação exigidas pela legislação fiscal.

Também foi vetada a possibilidade de o fundo de cobertura suplementar do seguro rural adquirir Letras de Risco de Seguro (LRS).

Segundo a justificativa do Executivo, a medida poderia expor o patrimônio do fundo a riscos de terceiros sem relação com as obrigações e coberturas para as quais o mecanismo foi criado.

O que muda nas indenizações?

A nova legislação determina que os contratos de seguro rural informem de forma clara quais documentos serão exigidos para a análise dos sinistros e estabelece prazos para a conclusão dos processos.

Nos casos em que não houver necessidade de vistoria presencial após a colheita, o corte ou a liberação da área, a regulação do sinistro deverá ser concluída em até 15 dias após a comunicação feita pelo produtor.

Já o pagamento das indenizações deverá ocorrer em até 30 dias após a entrega dos documentos exigidos ou a realização da vistoria técnica, quando necessária, considerando-se o evento que ocorrer por último.

Seguro rural poderá ser usado como garantia do crédito

Outra mudança é a integração do seguro rural ao conjunto de garantias das operações de crédito rural.

A legislação permite que instituições financeiras estabeleçam cláusulas para a cessão dos direitos da apólice como garantia da operação. Em caso de sinistro, as indenizações poderão ser destinadas prioritariamente ao agente financeiro, conforme as condições estabelecidas.

O governo federal também deverá definir condições para estimular a contratação do seguro rural pelos produtores.

A lei amplia os incentivos para operações de crédito rural protegidas por seguro.

Entre os benefícios previstos estão condições mais favoráveis de financiamento, prioridade na obtenção de crédito e acesso preferencial à prorrogação ou renegociação de dívidas rurais.

A legislação também permite que sejam estabelecidas condições favorecidas relacionadas a taxas de juros, prazos e limites para operações protegidas pelo seguro.

Subvenção ao seguro rural passa a ter despesa obrigatória

Outro ponto mantido na sanção determina que as despesas da União destinadas à subvenção econômica ao prêmio do seguro rural sejam obrigatórias, respeitados os limites estabelecidos no Orçamento Federal.

A subvenção permite que o governo arque com parte do custo da apólice contratada pelo produtor rural.

Para acessar o benefício federal, os produtores deverão fornecer informações sobre suas atividades agropecuárias, em formato que ainda será definido pelo Poder Executivo.

Lei prevê mais transparência

A nova legislação também prevê medidas para ampliar a transparência das operações de seguro rural.

Entre elas está a disponibilização, na internet, de bancos de dados públicos com informações sobre as operações realizadas no país.

Também deverá ser disponibilizado um manual com as regras e os procedimentos relacionados à subvenção econômica ao prêmio do seguro rural. As novas regras já passam a valer a partir desta quarta-feira (30).

Fonte: Canal Rural

Fonte: CNN

Bahia segue como segundo maior produtor de frutas do País

Melancia_Foto Wenderson Araujo CNA 02

Melancia_Foto Wenderson Araujo CNA 02

A Bahia ratifica a posição de segundo maior produtor de frutas do País.  Segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados – Abrafrutas, com base na pesquisa Produção Agrícola Municipal – PAM, do IBGE, o estado somou 3,65 milhões de toneladas em 2025, representando 8,91% da produção nacional. Ficou atrás apenas de São Paulo, líder com quase 16 milhões/t (39%). O valor estimado foi de R$ 6,3 bilhões.

Além de destaque no ranking geral, a Bahia segue líder nacional na produção de manga, e melancia; o segundo maior produtor de banana, mamão e coco, e o terceiro maior de melão e limão. O volume de manga produzido no estado chegou a 646 mil toneladas, enquanto o de melancia totalizou 338 mil/t.

Em relação ao valor obtido com a produção, a Bahia aparece na quarta posição, atrás de São Paulo (R$26,4 bi), Pará (R$11,9 bi) e Minas Gerais (R$6,4 bi).

Os dados da Abrafrutas não apresentam números da produção de maracujá, graviola, morango, açaí, acerola e cupuaçu. A Bahia, inclusive, é líder nacional na produção dos dois primeiros

BRASIL

O valor da produção de frutas no Brasil alcançou R$ 95,6 bilhões em 2025, mais que o dobro do registrado em 2020. Nesta edição, a pesquisa passou a incluir morango, acerola, cupuaçu e graviola, totalizando 24 culturas. Com a inclusão, o valor da produção das frutas pesquisadas cresceu 4,2% em relação a 2024.

Fonte: NegociosBA

Fonte: CNN

Capital lidera produção de abacaxi, uva e manga em Mato Grosso do Sul

Fruticultura ganha espaço na agricultura que gerou mais de R$ 1 bilhão em Campo Grande

 

Valor de produção do abacaxi chegou a R$ 6,5 milhões (Foto: Reprodução/Embrapa)

Campo Grande ocupou a liderança estadual em três segmentos da fruticultura em 2025. A Capital teve o maior valor de produção de abacaxi de Mato Grosso do Sul, com R$ 6,5 milhões, e também ficou em primeiro lugar na produção de uva e manga.
Os dados fazem parte da PAM (Produção Agrícola Municipal), elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No caso da uva, o valor da produção chegou a R$ 1,08 milhão.Milho bate recorde, algodão avança e mandioca coloca MS entre maiores do país
MS é 5º na produção de soja do Brasil e Maracaju retoma liderança estadual
Apesar do destaque das frutas, soja e milho ainda são a maioria da agricultura campo-grandense. As duas culturas responderam juntas por mais de R$ 920 milhões, quase 90% dos R$ 1,026 bilhão gerados pelas lavouras do município.

Outras culturas – O levantamento também aponta avanço na produtividade de algumas culturas. No milho de segunda safra, o rendimento médio passou de 4.240 quilos por hectare em 2024 para 5.723 quilos em 2025, alta de aproximadamente 35%.

Outra novidade foi a entrada do amendoim na produção agrícola municipal. A cultura ocupou 750 hectares e alcançou valor de produção de R$ 12,39 milhões.

A cana-de-açúcar também ampliou sua presença. Foram produzidas 254,7 mil toneladas em 2025, quase o triplo do volume de 2022, quando a colheita havia alcançado 88,7 mil toneladas.

Já o algodão herbáceo colocou Campo Grande na terceira posição estadual em valor de produção. A atividade gerou R$ 25,2 milhões no município em 2025….

Fonte: Campo Grande News

Fonte: CNN

Laranja é destaque na cotação desta quarta-feira (23) no Mercado do Produtor de Juazeiro

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA), divulgou nesta quarta-feira (23) a cotação dos hortifrutigranjeiros comercializados no Mercado do Produtor de Juazeiro.

Entre os produtos em destaque está a laranja, fruta rica em vitamina C, fibras e antioxidantes, bastante consumida in natura ou na forma de suco. Além de fazer parte da alimentação diária de muitas famílias, a fruta possui nutrientes que contribuem para o funcionamento do sistema imunológico e para a saúde intestinal.

As fibras presentes na laranja também auxiliam na digestão e podem contribuir para a redução do colesterol LDL e para o controle da pressão arterial. Por ser composta por grande quantidade de água e fibras, a fruta ainda pode favorecer a sensação de saciedade.

Nesta quarta-feira, o cento de laranjas, com aproximadamente 20 quilos, está sendo comercializado por R$ 20, enquanto o quilo do produto custa R$ 1.

Os preços dos hortifrutigranjeiros podem variar diariamente conforme a oferta, a procura e as condições de comercialização no Mercado do Produtor.

A cotação diária pode ser acompanhada pelo perfil oficial do Mercado do Produtor de Juazeiro no Instagram, @mercadodoprodutorjuazeirooficial. A lista completa dos produtos e os respectivos preços praticados na data também está disponível para consulta [aqui].

O Mercado do Produtor de Juazeiro funciona de segunda a sexta-feira, das 2h às 22h; aos sábados, das 2h às 17h; e aos domingos, a partir das 21h.

Considerado um importante centro de comercialização e distribuição de hortifrutigranjeiros, o equipamento contribui para o abastecimento de comerciantes e consumidores de diferentes regiões e movimenta a economia regional.

Produção de frutas cresce e movimenta R$ 95,6 bilhões no país

O valor da produção de frutas no Brasil alcançou R$ 95,6 bilhões em 2025, mais que o dobro do registrado em 2020 (Foto Divulgação)

O valor da produção de frutas no Brasil alcançou R$ 95,6 bilhões em 2025, mais que o dobro do registrado em 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19. Os dados fazem parte da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ampliou o levantamento de frutas no país.
Nesta edição, a pesquisa passou a incluir morango, acerola, cupuaçu e graviola. O marmelo deixou de fazer parte do levantamento. Com a inclusão das novas culturas, o valor da produção das frutas pesquisadas cresceu 4,2% em relação a 2024.
Sem considerar as quatro novas frutas, no entanto, o resultado seria diferente. O valor da produção teria registrado queda de 1,8% em 2025, principalmente devido à redução no valor gerado pela laranja, que continua sendo a principal fruta do país em valor de produção.
A inclusão das novas culturas acrescentou R$ 5,5 bilhões ao valor nacional. Desse total, R$ 2,6 bilhões foram registrados no Sudeste, R$ 1,5 bilhão no Nordeste, R$ 1,2 bilhão no Sul, R$ 154,1 milhões no Norte e R$ 84,4 milhões no Centro-Oeste.

Morango entra entre as principais frutas
Entre as culturas incluídas pela primeira vez na PAM, o morango apresentou o maior valor de produção. A fruta alcançou R$ 4,2 bilhões e passou a ocupar a sexta posição entre as frutas pesquisadas.
Minas Gerais liderou o valor de produção do morango no país, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia.
A entrada da cultura também teve impacto nos resultados estaduais. Minas Gerais, que ocupava a quinta posição nacional em valor de produção da fruticultura em 2024, passou para o terceiro lugar em 2025.
O estado registrou crescimento de 27,9% no valor da produção da fruticultura, resultado associado ao aumento da área e da produção e, principalmente, à inclusão do morango na pesquisa. Minas Gerais respondeu por 46,4% do valor gerado pela cultura no Brasil.

A banana permaneceu entre os principais produtos da fruticultura brasileira em 2025. A cultura gerou R$ 16,4 bilhões, equivalente a 17,2% do valor total das frutas pesquisadas.
O resultado representa crescimento de 2,1% em relação a 2024.
São Paulo foi o principal produtor nacional, com 969,7 mil toneladas e valor de produção de R$ 2,2 bilhões. O resultado paulista ficou 2,4% acima do registrado no ano anterior.

Outro destaque foi o açaí, cujo valor de produção aumentou 12,4% em 2025, chegando a R$ 8,7 bilhões.
Com o resultado, a fruta ultrapassou a uva e passou a ocupar a terceira posição entre as frutas com maior valor de produção no país.
O Pará manteve ampla liderança na produção nacional de açaí, respondendo por 92,9% do volume produzido em 2025.
O estado também aparece entre os principais produtores da fruticultura brasileira considerando o conjunto das frutas pesquisadas. Ao somar as culturas, o Pará alcançou R$ 11,9 bilhões em valor de produção, ficando atrás apenas de São Paulo.
Pesquisa ampliou retrato da fruticultura
A PAM é realizada anualmente pelo IBGE e reúne informações sobre a produção agrícola municipal brasileira. A ampliação do número de frutas pesquisadas em 2025 permite um retrato mais abrangente do peso econômico da fruticultura no país.
Com a inclusão de novas culturas, os resultados de 2025 não podem ser comparados diretamente com os anos anteriores sem considerar a mudança na metodologia. Por isso, o IBGE também apresenta o cenário sem as novas frutas, permitindo identificar quanto do crescimento registrado no ano está relacionado à ampliação do levantamento.

Fonte: Folha BV

Fonte: CNN

Frutas brasileiras enfrentam mercado internacional cada vez mais exigente

Fonte: AgroMais

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Fonte: CNN

Frutas e colágeno ganham novos mercados no exterior

 

O Brasil recebeu novas liberações para a exportação de produtos do agronegócio. De acordo com nota do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as autoridades sanitárias de Cuba autorizaram embarques de maçã, uva, pera e laranja in natura. O México, por sua vez, autorizou a exportação de proteínas de bovinos não hidrolizadas (classificadas pelo governo brasileiro como colágeno) produzidas no Brasil.

Rafael de Oliveira, do escritório de Vacaria da Castelo Representações Comerciais, acompanhou a visita das autoridades sanitárias cubanas a duas empresas produtoras e beneficiadoras de maçãs no município, há cerca de três meses. Segundo ele, o objetivo da comitiva era garantir uma oferta regular de frutas ao país da América Central, que vive sob embargo econômico dos Estados Unidos desde a década de 1960, mas mantém comércio com o Brasil.

A liberação das exportações, segundo Oliveira já era esperada. “Na época, eles falaram que em Cuba só tem maçã dois meses do ano. Para nós, é interessante porque é um mercado a mais que abre”, comentou. O Rio Grande do Sul responde por aproximadamente 47% da produção nacional de maçã.

O setor, porém, ainda não tem estimativa dos potenciais volumes que poderiam ser exportados, nem quando seriam enviados os primeiros contêineres. “Nós cumpriríamos os requisitos fitossanitários, agora falta fazer negócio”, acrescentou Oliveira.

Cadeia bovina

Com relação à abertura do México, a presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Antônia Scalzilli, avalia que representa um avanço no sentido da diversificação de mercados e agregação de valor em toda a cadeia produtiva, estratégias defendidas pela entidade. Antônia observa que o Brasil já exporta carne bovina para o país da América do Norte desde 2023.

No ano passado, os embarques somaram 118 mil toneladas, de acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

“Então, é uma evolução, e isso tem a ver com reputação, o status que conquistamos internacionalmente. Mercados mais exigentes querem conhecer a origem do produto, os controles sanitários. Por isso, é tão importante falar sobre rastreabilidade (bovina)”, destaca.

Para Antônia, o exemplo do México aponta que há oportunidades na cadeia bovina além da exportação de carnes de alta qualidade. “Temos aquelas nossas características de genética, de raças, britânicas, de produção no bioma adequado, sistemas a pasto, tradição. (A abertura para o colágeno) é mais uma demonstração da nossa capacidade de ampliar os mercados e de agregar valor a todos os subprodutos”, diz.

Fonte: Correio do Povo

Fonte: CNN

Com força das frutas, da cana e da pecuária, Pernambuco impulsiona agro em ano de marca histórica no Brasil

A uva gerou R$ 4,20 bilhões, posicionando-se como o produto de maior valor financeiro da agricultura em PE (Divulgação/TV Brasil)

Pernambuco acompanhou o forte ritmo de crescimento do campo no país em 2025, ano em que o valor da produção agropecuária brasileira atingiu a marca recorde de R$ 927,2 bilhões. No cenário estadual, o destaque absoluto ficou por conta da fruticultura irrigada, com a uva liderando o ranking de valor gerado, da tradicional cultura da cana-de-açúcar e da consolidação do estado como polo pecuário do Nordeste.

Os dados fazem parte dos levantamentos da Produção Agrícola Municipal (PAM) e da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em todo o Brasil, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas cresceu 18,2% após a recuperação dos efeitos do fenômeno El Niño que afetaram o ciclo anterior. Pela primeira vez, a área colhida no país ultrapassou os 100 milhões de hectares.

Destaques da lavoura e da pecuária pernambucana

No recorte local, o Vale do São Francisco reafirmou sua posição como propulsor econômico do agronegócio. A uva gerou R$ 4,20 bilhões, posicionando-se como o produto de maior valor financeiro da agricultura pernambucana, impulsionado pelas exportações e pelo alto valor agregado do fruto voltado ao consumo in natura e à produção de vinhos.

Em termos de volume físico, a cana-de-açúcar manteve a liderança no estado, movimentando R$ 2,20 bilhões. A cultura segue como pilar econômico e social na Zona da Mata, sustentada pelo abastecimento do setor sucroalcooleiro para a fabricação de açúcar e etanol.

– Uva: R$ 4,20 bilhões

– Cana-de-açúcar: R$ 2,20 bilhões

– Banana: R$ 1,11 bilhão

– Manga: R$ 802,3 milhões

– Goiaba: R$ 475,0 milhões

Além das lavouras, o levantamento do IBGE confirma a posição de destaque de Pernambuco na produção de proteína animal. O estado mantém o maior plantel de galináceos do Nordeste e o 7º maior do Brasil, contabilizando 68,6 milhões de cabeças impulsionadas pelo polo avícola do Agreste. A força da pecuária estadual se estende aos rebanhos de ovinos (3,9 milhões de cabeças) e caprinos (3,4 milhões), essenciais para a economia do Semiárido, e à bacia leiteira concentrada no Agreste Meridional, em municípios como Itaíba, Buíque e Pedra, que sustenta a produção de leite e derivados no estado.

O avanço do Nordeste e o mapa agrícola nacional

No contexto regional, o Nordeste totalizou R$ 113,7 bilhões no valor da produção agrícola, impulsionado tanto pela força dos polos irrigados de fruticultura quanto pelo avanço dos grãos e da fibra de algodão na região do Matopiba (Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins). A Bahia liderou o ranking nordestino com R$ 55,5 bilhões.

Outro destaque da safra brasileira foi o algodão, cuja produção cresceu 16,4%, alçando o Brasil ao posto de maior exportador mundial da fibra, graças aos ganhos de produtividade no Cerrado. O café também teve alta expressiva em valor (44,7%), alcançando R$ 100 bilhões devido à valorização da saca no mercado internacional.

O valor de R$ 927,2 bilhões é medido em moeda corrente de cada ano e representa o recorde nominal absoluto da série histórica da agricultura brasileira.

Fonte: Diário de Pernambuco

Fonte: CNN