Grupo Petrópolis investe em iniciativas ambientais e gera impacto positivo no Nordeste

Com forte presença no Nordeste, o Grupo Petrópolis – maior cervejaria com capital 100% nacional – tem investido em soluções sustentáveis que geram benefícios diretos para o meio ambiente e para as comunidades locais. A empresa mantém na região duas de suas oito fábricas, localizadas em Itapissuma (PE) e Alagoinhas (BA), que são referências em práticas ambientais de excelência, com foco na valorização de resíduos e na educação socioambiental.

Um dos principais projetos da companhia é o Aterro Zero, criado há 10 anos, que visa a devida gestão dos resíduos produzidos pela cervejaria na produção de bebidas. Atualmente, somente 0,17% (cerca de 500 kg) dos resíduos gerados em todas as unidades são enviados para aterros sanitários. Todo o restante é reaproveitado de forma responsável, em parcerias com empresas que dão uma nova função a materiais como bagaço de malte, leveduras e plástico.

Em Alagoinhas, houve uma redução de 23,5% na geração de resíduos industriais. Já em Itapissuma, a empresa encontrou uma nova opção para reutilizar os resíduos plásticos, que são de difícil reciclagem. “Com essa inovação, está sendo possível transformar os resíduos em produtos, como telhas, que além de sustentáveis têm bom valor agregado”, afirma Alaercio Nicoletti, Gerente de Sustentabilidade e Inovação do Grupo Petrópolis.

Esse projeto foi elaborado a partir de dados críticos sobre o meio ambiente, especialmente no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA), o Brasil gera aproximadamente 77 milhões de toneladas de resíduos por ano, e cerca de 40% desse volume acaba em aterros sanitários. Outro dado alarmante vem do estudo do Blue Keepers, projeto ligado ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), que mostra o Brasil como responsável por 3,44 milhões de toneladas de plástico que chegam aos oceanos todos os anos. Estima-se que há de 86 a 150 milhões de toneladas desses resíduos acumulados nas águas.

Além das ações operacionais, a companhia conta com outro importante programa de sustentabilidade que aposta na formação de consciência socioambiental para estudantes de escolas municipais da região. Por meio do nosso Programa de Sustentabilidade “Bem GP”, que envolve a Educação Socioambiental, mais de 2.950 alunos de 52 escolas municipais foram impactados com conteúdo sobre descarte correto de resíduos, uso consciente de água e energia, e mudanças climáticas. Considerando as famílias e amigos, cerca de 12 mil pessoas foram impactadas pelo Programa.

O objetivo da iniciativa é atuar no desenvolvimento social, cultural e ambiental das comunidades próximas à Itapissuma e Alagoinhas. Os conteúdos são transmitidos por cartilhas, vídeos e acesso a uma plataforma online.

“O resultado foi tão positivo que levamos o projeto para Maragogi, em Alagoas, onde foi rebatizado como ‘Petra em Rotas Sustentáveis’. Nesses três municípios, falamos sobre o descarte correto de resíduos sólidos, o uso consciente da água e da energia elétrica, além de abordarmos as mudanças climáticas. A partir daí, realizamos ações socioambientais e desafiamos os estudantes a desenvolver trabalhos sobre o assunto”, comenta Nicoletti.

O Nordeste tem papel estratégico para o Grupo Petrópolis – tanto no que se refere à produção quanto ao relacionamento com as comunidades. Por isso, as iniciativas ambientais ganham força e escala na região, reforçando o compromisso da companhia com o futuro do planeta e das próximas gerações.

SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS

O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Vold X, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; os drinks prontos Cabaré Ice, Crystal Ice, Fest Drinks e Blue Spirit Ice; os energéticos TNT Energy Drink e Magneto; os refrigerantes It!, Tik Tok e a Tônica Petra; o isotônico TNT Sport Drink; e a água mineral Petra.

O Grupo possui oito fábricas em seis Estados e mais de 140 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Saiba mais no link e em @grupo.petropolis nas redes sociais.

Por que o Brasil exporta suco, mas não laranja de mesa

Carregamento de laranja em Limeira, SP

Apesar da força da citricultura brasileira, o país praticamente deixou de exportar laranja de mesa e, hoje, chega a importar fruta, principalmente do Egito.

Dados ABCM (Associação Brasileira de Citros de Mesa) mostram que, em 2010, o Brasil exportou cerca de 835 mil caixas de 40,2 quilos de laranja de mesa. Para 2026, a estimativa é de apenas 140 mil caixas. No caminho inverso, as importações devem alcançar 1,3 milhão de caixas, principalmente de produtores egípcios.

Segundo o presidente da CitrusBR – entidade que representa os exportadores de suco-, Ibiapaba Netto, o mercado mundial de fruta fresca continua crescendo e movimenta cerca de 300 milhões de caixas por ano. O problema não é falta de demanda, é a transformação dela e como o Brasil se posicionou nesse mercado.

Enquanto países como Egito e África do Sul investiram na abertura de mercados internacionais, negociando acordos tarifários e protocolos fitossanitários, além de desenvolver variedades voltadas ao consumo in natura — mais doces, sem sementes e com melhor aparência — o Brasil concentrou seus investimentos em variedades mais produtivas para abastecer a indústria de suco.

“Não há um problema nessa opção. Tivemos e temos bons resultados. Mas eu tenho a impressão de que o Brasil ainda não acordou para esse mercado de frutas in natura”, resume Ibiapaba.

O país escolheu o suco

Na avaliação da ABCM, essa trajetória também foi consequência das condições encontradas no próprio país. Até as décadas de 1980 e 1990, o Brasil era um importante exportador de laranja fresca para a Europa. Mas o avanço das doenças dos citros, especialmente as quarentenárias, tornou cada vez mais difícil atender às exigências sanitárias internacionais. Ao mesmo tempo, a consolidação da maior indústria mundial de suco de laranja ofereceu um destino seguro para a produção.

Com um mercado interno de mais de 200 milhões de consumidores, produzir para abastecer supermercados brasileiros e a indústria passou a ser um caminho mais rentável do que disputar o mercado externo. Hoje, cerca de 70% da produção nacional de laranja é destinada ao processamento industrial e apenas 30% segue para o mercado de mesa.

O mundo mudou

Enquanto o Brasil permaneceu focado no suco, o consumidor internacional mudou seus hábitos.

Nos principais mercados importadores, cresceram as vendas de frutas prontas para o consumo, com destaque para laranjas premium e, principalmente, mandarinas e tangerinas sem sementes, mais doces e fáceis de descascar.

Segundo a ABCM, esse período também foi marcado pelo desenvolvimento de novas variedades protegidas por royalties, produzidas especialmente para atender ao mercado de fruta fresca. O Brasil acabou ficando para trás nesse processo e hoje cultiva, em grande parte, variedades voltadas ao mercado interno e à indústria.

Egito virou referência

O principal exemplo dessa transformação é o Egito. Há cerca de duas décadas, o país tinha participação limitada no comércio internacional. Hoje, tornou-se um dos maiores exportadores mundiais de laranja fresca graças ao clima mediterrâneo, menores custos de produção, incentivos governamentais e acesso facilitado aos principais mercados consumidores.

Enquanto isso, o Brasil enfrenta custos elevados de financiamento, logística mais cara, portos menos eficientes e oscilações cambiais que dificultam contratos de exportação de longo prazo.

Greening abre novas fronteiras, mas não resolve tudo

O avanço do greening, principal doença da citricultura mundial, também está mudando o mapa da produção brasileira.

Regiões como Petrolina, no Vale do São Francisco, começam a despertar interesse por estarem fora da área mais afetada pela doença. A expectativa é que novos pomares possam reduzir os riscos fitossanitários enfrentados pelos produtores do cinturão citrícola.

No entanto, segundo a ABCM, produzir laranja em regiões quentes não significa, automaticamente, conquistar o mercado internacional. Um dos principais entraves é a coloração da fruta. Em temperaturas elevadas, a casca permanece mais verde, enquanto compradores europeus exigem frutos com coloração alaranjada intensa.

Ainda há oportunidade

Apesar da perda de espaço, especialistas acreditam que o Brasil ainda pode voltar a disputar o mercado internacional de laranja de mesa. Para isso, será necessário investir em novas variedades, ampliar acordos comerciais, modernizar a logística e adaptar a produção às exigências dos consumidores internacionais.

Fonte: CNN

Fonte: CNN

“Acordo entre Mercosul e União Europeia zera tarifas sobre a exportação das uvas brasileiras”, celebra Guilherme Coelho

O acordo de livre comércio fechado nesta sexta-feira (06) entre os líderes do Mercosul e da União Europeia traz uma grande notícia para os fruticultores brasileiros: as taxas de exportação de uva serão zeradas. A medida trará reflexos positivos para a economia do Vale do São Francisco, maior exportador da fruta no país.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Frutas (Abrafurtas), Guilherme Coelho, o modelo de tarifação atual prejudica os exportadores brasileiros. “Alguns países como África do Sul e Peru não pagam o chamado Imposto Duty para exportar suas frutas, o que prejudica seriamente o Brasil”, explicou.

“Dediquei o meu mandato de deputado federal, integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e membro permanente da Comissão de Agricultura da Câmara, para colaborar com o governo brasileiro nas negociações desse acordo e de outras medidas para diminuir as desigualdades competitivas enfrentadas pelos nossos exportadores” completou Guilherme Coelho.

Com o acordo, as tarifas para exportação de frutas serão zeradas gradualmente, mas para a uva será imediato. “O imposto sobre a uva será zerado. O setor vai aumentar suas vendas, consequentemente, irá gerar mais emprego e renda”, destacou o presidente da Abrafrutas.

Redução das tarifas

O acordo prevê a isenção gradativa ou total das tarifas. Veja alguns exemplos:

  • Maçã – tarifa atual 10% – decrescendo a 0% em 10 anos
  • Melancia e melão – tarifa atual 9% – decrescendo a 0% em sete anos
  • Uvas – tarifa atual de 11% – chegará a 0% imediatamente que o acordo entrar em vigor (previsão 2025)

Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi anunciado após a reunião dos líderes dos blocos na cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai. Após 25 anos de negociações, o acordo irá reduzir ou zerar as tarifas de importação e exportação entre os dois blocos e trará benefícios significativos para consumidores e empresas, de ambos os lados.

Abrafrutas celebra aprovação do PL dos safristas e destaca avanço para a fruticultura brasileira

 

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) celebra a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 715/2023, que estabelece novas regras para a contratação de trabalhadores safristas e garante que esses profissionais possam atuar em contratos temporários durante os períodos de safra sem perder o acesso aos benefícios sociais.

A medida representa um avanço importante para a fruticultura brasileira, atividade reconhecida por sua alta intensidade de mão de obra e pela necessidade de contratações sazonais em diferentes etapas da produção, principalmente nos períodos de colheita e pós-colheita.

O setor enfrenta, há anos, desafios relacionados à disponibilidade de trabalhadores, informalidade e insegurança jurídica nas contratações temporárias, fatores que impactam diretamente o planejamento das operações e a competitividade da cadeia produtiva.

De autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), o texto permite que trabalhadores sejam contratados para atividades sazonais sem perda dos benefícios sociais, trazendo mais previsibilidade tanto para o produtor quanto para o trabalhador rural.

Para o diretor técnico da Abrafrutas, Edson Brok, a aprovação do projeto atende uma demanda histórica do setor e contribui para modernizar as relações de trabalho no campo.

“A fruticultura é uma atividade intensiva em mão de obra e possui características muito específicas, com forte necessidade de trabalhadores em determinados períodos do ciclo produtivo. Essa aprovação traz mais segurança jurídica, reduz a informalidade e cria condições para que o produtor consiga planejar melhor suas operações”, afirma.

Brok destaca ainda que a medida beneficia toda a cadeia produtiva.

“É um avanço importante porque permite conciliar a necessidade do setor com a proteção social ao trabalhador. O produtor ganha previsibilidade e o trabalhador pode atuar nas safras sem perder benefícios, fortalecendo o emprego e a produção no campo”, ressalta.

Vale lembrar que a regulamentação das contratações safristas esteve entre as demandas apresentadas pelo setor produtivo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do atual mandato, durante encontro com representantes da fruticultura. Na ocasião, lideranças do setor destacaram a necessidade de mecanismos que ampliassem a segurança jurídica e modernizassem as relações trabalhistas no campo.

A pauta ganha ainda mais relevância para a fruticultura, uma das atividades agrícolas que mais geram empregos no país e possuem maior demanda por mão de obra sazonal. De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a fruticultura emprega aproximadamente 5 milhões de trabalhadores ao longo de toda a cadeia produtiva, o que equivale a 16% de toda a força de trabalho do agronegócio.

Com a aprovação do PL 715/2023, o setor avalia que o país avança para um ambiente mais moderno, competitivo e alinhado às necessidades da produção agropecuária brasileira.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

BNB transmite apresentação de editais sociais com previsão de desembolso de até R$300 mil por projeto

O Banco do Nordeste (BNB) transmite, nesta terça-feira, 19, às 9 horas, a partir de João Pessoa (PB), a apresentação dos editais para oferecer apoio financeiro a ações sociais em 2023. O presidente do BNB, Paulo Câmara, conduzirá o evento na Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (Funad). A transmissão será feita pelo canal do BNB no Youtube.No ano passado, o BNB liberou mais de R$ 7 milhões para propostas de entidades sociais ligadas a crianças e adolescentes, idosos e esporte. Este ano, mais projetos podem ser contemplados, como os voltados à prevenção e tratamento do câncer e à promoção da saúde e reabilitação de pessoas com deficiência.Os projetos classificados podem receber recursos entre R$ 50 mil e R$ 300 mil, cada. Os valores são oriundos da destinação de parte do Imposto de Renda (IR) devido pelo BNB, referente ao exercício contábil 2023.

SERVIÇOTransmissão da apresentação dos editais sociais 2023Data: 19 de setembro de 2023Horário: 9hLocal: Youtube do Banco do Nordeste. Clique aqui para acompanhar.

Drone agrícola garante economia financeira e de tempo no Vale do São Francisco

Precisão, eficiência, redução de custos, sustentabilidade e aumento de produtividade. Estes são os principais impactos da utilização de drones agrícolas na fruticultura, uma revolucionária tecnologia que inaugurou uma nova era no Vale do São Francisco, transformando principalmente o manejo tradicional dos pomares de uvas e mangas.

Parte de um país que conta hoje com mais de 30 mil unidades em operação e lidera o mercado sul-americano no comércio da tecnologia, o Vale adotou os drones há 5 anos, de olho na eficiência necessária para o mercado de exportação, que exige alta qualidade, rastreabilidade e manejo sustentável.

Dotados de câmeras e sensores que enxergam a lavoura de vários ângulos, além de GPS e sistemas que ajudam o equipamento a produzir imagens em alta resolução e a voar sozinho, os drones sobrevoam grandes áreas em minutos e identificam informações que não são visíveis a olho nu. Somente para se ter uma ideia, a pulverização das plantas por trator, em uma área de um hectare, durava até mais de 1 hora para ficar pronta. Agora, com o aparelho, em apenas seis minutos, o mesmo tamanho de área plantada recebe os produtos, dando agilidade aos processos e reduzindo, em até um quarto, o custo com a aplicação.

De acordo com o produtor de uva e de manga, Vilmar Capellaro, os “robôs voadores”, além de impulsionarem a modernização da agricultura de precisão, também atuam no monitoramento de lavouras, na pulverização, no mapeamento do solo e no controle de pragas. “Adquirimos em 2023, na GM Drone e Tecnologia,2 drones (T40 e T50), que transformaram completamente nosso processo produtivo e operacional. A empresa nos orienta nos primeiros passos e está sempre presente na manutenção, consultoria e assistência técnica para a tomada de decisões mais rápidas e assertivas”, ressaltou.

No agronegócio há mais de 30 anos, o produtor de frutas, Arthur Grimaldi, fundou a GM Drone e Tecnologia, em 2023, com um olhar inicial para o meio ambiente em uma região com condições climáticas únicas. Atuando também no segmento de formação de mão-de-obra especializada, a revendedora e assistência técnica autorizada da DJI na região, vem ainda atuando fortemente na capacitação de novos profissionais visando o crescimento da cultura dos drones. “Já formamos 8 turmas de pilotos e todos estão empregados aqui no Vale do São Francisco, um dos maiores polos de fruticultura irrigada do Brasil, e em outras regiões do país. Segundo um dos primeiros pilotos formados na região, Paulo César Cavalcanti, os versáteis e poderosos “robôs voadores”, são essenciais para o avanço da agricultura de precisão. “Inicialmente trabalhei com imagens RGB, Multiespectral e Termal para determinação de vigor em várias culturas, principalmente em mangueiras, videiras e cana-de-açúcar. Atualmente a tecnologia de pulverização via drones supera todas as expectativas, ganhando espaço pelo baixo custo e excelente precisão em comparação a outras alternativas, a exemplo do avião agrícola”, concluiu.

Dia de Campo do Sebrae-SP destaca inovação na produção de maracujá e banana em Bauru 

Evento gratuito terá programação voltada às culturas de banana e maracujá e será realizado durante a Feira Agro Sem Limites

Bauru recebe, no dia 11 de setembro, mais uma edição do Dia de Campo do Sebrae-SP com uma programação voltada à troca de conhecimentos, experiências e oportunidades para o produtor rural. Das 8h30 às 17h30, no Recinto Mello de Moraes, o encontro terá como destaque as culturas de banana e maracujá, duas atividades relevantes para a agricultura regional. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo link https://forms.cloud.microsoft/r/4pcrkgJXMa .

A ação é uma iniciativa do Sebrae-SP e dos parceiros Faesp, Senar, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Unesp, Prefeitura de Bauru por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (SAGRA), Cati, Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Credicitrus, Sindicato Rural de Bauru e Fazenda Jaguacy. O evento é gratuito e destinado a produtores rurais e profissionais do agronegócio maiores de 18 anos.

Com conteúdo técnico, relatos de produtores e informações sobre mercado e financiamento, a programação terá início às 8h30 e seguirá o cronograma:

>> 8h30: Recepção e credenciamento com café de boas-vindas e entrega de brindes

>> 9h15: Abertura oficial do evento

>> 9h30: Palestra ‘Cultura do Maracujá’ com o professor Aloisio Costa Sampaio da Unesp Bauru, que abordará as tecnologias e pesquisas aplicadas ao campo. Na sequência, haverá o depoimento de um produtor de maracujá sobre os desafios da produção e da comercialização da fruta

>> 10h45: Palestra ‘Cultura da Banana’, ministrada pelo profissional Fernando do CATI que apresentará as tecnologias e pesquisas aplicadas ao campo no segmento da banana, seguida pelo relato de um produtor sobre produção e comercialização da fruta.

>> 12h: Pausa para almoço

>> 13h: Visita a Feira Agro Sem Limites

>> 13h20: Palestra com profissional da APTa Regional de Bauru sobre as pesquisas de apoio ao produtor

>> 13h50: Palestra com profissional da Fazenda Jaguacy sobre a produção de avocado

>> 14h25: Apresentação da Credicitrus sobre as linhas de crédito rural e financiamento para compras de propriedades rurais pelo Plano Safra

>> 14h40: Palestra com profissional da SAGRA sobre os serviços prestados pela Secretaria

>> 15h20: Palestra com profissional do CATi sobre a importância da análise de solo, calagem e adubação visando um solo mais fértil

>> 16h: Visita a Feira Agro Sem Limites

“Além de levar conhecimento técnico ao produtor, o Dia de Campo tem o propósito de aproximar quem está no campo de instituições de pesquisa, assistência técnica, entidades do setor e empresas que podem contribuir para o desenvolvimento da atividade rural. A iniciativa cria uma ponte entre conhecimento, inovação e tecnologia e o produtor que busca aprimorar sua produção, garantir qualidade e tornar a gestão da propriedade mais eficiente”, declara o consultor de negócios do Sebrae-SP, Marcelo Rondon Bezerra.

Simultaneamente ao Dia de Campo, o Recinto Mello de Moraes, localizado na Avenida Comendador José da Silva Martha, quadra 36, Jardim Ouro Verde também receberá a exposição agropecuária Agro Sem Limites.

Serviço

Dia de Campo em Bauru

Data: 11 de setembro, das 8h30 às 17h30

Local: Recinto Mello de Moraes, Avenida Comendador José da Silva Martha, quadra 36, Jardim Ouro Verde

Fonte: SEBRAE

Fonte: CNN

Empresas e MEI podem regularizar dívidas com Simples até esta quinta-feira (31); Confira o que fazer

As micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais (MEI) notificadas no fim de setembro que não regularizarem as dívidas com o Simples Nacional – regime tributário especial para pequenos negócios – até esta quinta-feira (31) serão excluídas do regime. A exclusão valerá a partir de 1º de janeiro.O devedor pode pagar à vista, abater parte da dívida com créditos tributários (recursos que a empresa tem direito a receber do Fisco) ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa. O parcelamento pode ser feito pelo Portal do Simples Nacional ou no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), no serviço “Parcelamento – Simples Nacional”.

O acesso ao Portal do Simples Nacional e ao e-CAC é feito com certificado digital ou com conta no Portal Gov.br nível prata ou ouro. A empresa ou o MEI que não concordar com a dívida e quiser contestar o Termo de Exclusão deverá dirigir a contestação ao Delegado de Julgamento da Receita Federal, protocolada via internet, conforme orientado no site do órgão.

Notificações

De 30 de setembro a 4 de outubro, a Receita notificou 1.121.419 MEI e 754.915 micro e pequenas empresas que deviam R$ 26,5 bilhões ao Simples Nacional. Após o conhecimento do termo, o contribuinte tem até 30 dias para impugnar a notificação ou quitar os débitos, sob pena de ser excluído do Simples. Dessa forma, as empresas e o MEI que receberam a notificação no fim de setembro têm até o fim de outubro para regularizarem as pendências.

Segundo a Receita Federal, as principais irregularidades são falta de documentos, excesso de faturamento, débitos tributários, parcelamentos pendentes ou o exercício pela empresa de atividades não incluídas no Simples Nacional.

Periodicamente, a Receita verifica se as empresas estão de acordo com as condições de enquadramento no Simples Nacional. Quando o estabelecimento apresenta irregularidades, o órgão envia cartas com o aviso de exclusão. O micro e pequeno empresário que ainda não regularizou as pendências pode pedir orientações ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para elaborar um plano de recuperação dos negócios.

Edição: Valéria Aguiar/Agência Brasil

Criação da galinha Canela Preta em Sergipe fortalece articulação institucional no Alto Sertão

Autoridades políticas, lideranças rurais e representantes de instituições federais participaram, no dia 28 de novembro, do Dia de Campo promovido pela Embrapa Semiárido para apresentar resultados e experiências com a criação da galinha Canela Preta em Sergipe. O evento aconteceu no Campo Experimental da Embrapa, em Nossa Senhora da Glória, reunindo pesquisadores, produtores e entidades ligadas ao desenvolvimento regional.

Com foco na difusão de informações técnicas sobre a raça, o encontro contou com um circuito de quatro estações temáticas, com demonstrações de manejo, alimentação, sanidade e beneficiamento de ovos.

A atuação da Embrapa com a Canela Preta em Sergipe iniciou-se no projeto Lagos do São Francisco, que distribuiu pintos e ração a produtores do Alto Sertão. Desde então, o trabalho avançou para um sistema de produção contínuo, voltado à conservação, multiplicação e pesquisa aplicada.

“Hoje trabalhamos com avaliação nutricional, sanidade, manejo alimentar e outras ações além da multiplicação de animais. Nosso objetivo é consolidar a raça como referência para o produtor rural sergipano”, explica o pesquisador da Embrapa Rafael Dantas.

Originária do Piauí e reconhecida como patrimônio genético daquele estado, a Canela Preta une duas características valorizadas pelo pequeno produtor: elevada produção de ovos, acima de 200 por ciclo, e boa conformação de carcaça, podendo ultrapassar 2,5 kg na fase adulta.

“O produtor consegue aproveitar tanto o ovo quanto a carne, diferente de linhagens voltadas apenas à postura”, reforça o pesquisador. Ele destaca ainda a rusticidade da ave, capaz de suportar altas temperaturas, apresentar boa resistência sanitária e se adaptar ao sistema caipira com uso de alimentos alternativos. “Além do milho e da soja, trabalhamos com gliricídia e outras fontes não convencionais, o que reduz custos e torna o sistema mais sustentável”, completa.

Exportação de frutas brasileiras bate recordes e rastreabilidade se torna chave para conquistar mercados globais

 

Mercado externo: exigência por rastreabilidade transforma competitividade da fruta brasileira

A exportação de frutas brasileiras segue em expansão no mercado internacional e estabelece novos desafios para produtores e empresas do setor. Além da qualidade do produto, compradores estrangeiros passaram a exigir maior transparência sobre a origem, os processos produtivos e o controle de cada etapa da cadeia.

No primeiro trimestre de 2026, o Brasil exportou 330,6 milhões de quilos de frutas, movimentando US$ 351,1 milhões, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). O resultado representa crescimento de 13% no volume embarcado e avanço de 25% na receita em comparação com igual período de 2025.

Entre os produtos que mais contribuíram para o desempenho estão manga, melão e limão, culturas que vêm ampliando presença nos mercados internacionais.

O avanço confirma uma mudança estrutural no comércio global: para acessar mercados mais valorizados, a fruticultura brasileira precisa entregar não apenas qualidade, mas também comprovação de origem, padronização e segurança alimentar.

Nesse cenário, a rastreabilidade agrícola passou a ser um diferencial estratégico para exportadores.

Mercado interno: digitalização fortalece gestão da cadeia pós-colheita

O crescimento das exportações brasileiras de frutas vem acompanhado por uma transformação dentro das propriedades rurais e unidades de beneficiamento.

Em 2025, o setor alcançou US$ 1,45 bilhão em exportações, registrando o terceiro recorde anual consecutivo, de acordo com a Abrafrutas. O desempenho consolidou o Brasil como um fornecedor relevante de frutas frescas no comércio internacional.

Para sustentar essa expansão, empresas têm investido em sistemas digitais capazes de acompanhar todas as etapas da operação, desde o recebimento da fruta até a expedição final.

Processos como:

  • classificação;
  • beneficiamento;
  • embalagem;
  • armazenagem;
  • controle de qualidade;
  • transporte internacional;
  • passaram a exigir maior integração de informações e monitoramento em tempo real.

A rastreabilidade permite registrar o histórico completo de cada lote, facilitando auditorias, reduzindo riscos comerciais e aumentando a confiança dos compradores internacionais.

Segundo especialistas do setor, o mercado externo busca cada vez mais previsibilidade operacional e segurança nas informações, tornando o controle digital uma ferramenta essencial para a competitividade.

Preços e mercado: frutas brasileiras ganham valor com controle e certificação

A valorização das frutas brasileiras no exterior está diretamente relacionada à capacidade do setor em atender padrões internacionais de qualidade.

Produtos com maior controle de origem e histórico produtivo documentado tendem a conquistar melhores oportunidades comerciais, especialmente em mercados mais exigentes da Europa, América do Norte e Ásia.

A rastreabilidade também contribui para reduzir perdas econômicas ao longo da cadeia, permitindo:

  • identificação rápida de problemas;
  • redução de desperdícios;
  • melhor aproveitamento dos lotes;
  • maior eficiência logística;
  • planejamento mais preciso das entregas.

Além de uma exigência regulatória, o controle de informações passou a funcionar como uma ferramenta para agregar valor ao produto brasileiro.

Indicadores: tecnologia já representa participação relevante nas exportações de frutas

Levantamentos da Senior mostram a presença crescente de tecnologias de gestão em importantes cadeias exportadoras brasileiras.

Empresas que utilizam soluções digitais da companhia representam aproximadamente:

  • 39% das exportações brasileiras de manga;
  • 28% das exportações de banana;
  • 11% das exportações de melancia;
  • 9% das exportações de melão;
  • 8% das exportações de uva fresca, considerando os volumes registrados em 2025.

No primeiro trimestre de 2026, as empresas atendidas pela Senior responderam ainda por:

  • 58% do volume de abacates exportados pelo Brasil;
  • 14% das exportações de melão;
  • 15% das exportações de melancia.

Os dados reforçam a importância da transformação digital em cadeias que dependem de controle rigoroso, padronização e eficiência logística.

Análise: rastreabilidade se consolida como passaporte da fruta brasileira no comércio global

A expansão da exportação de frutas brasileiras mostra que o setor vive uma nova fase, na qual tecnologia, gestão de dados e transparência passaram a ser fatores decisivos para competir internacionalmente.

A rastreabilidade deixou de ser apenas uma obrigação para atender normas sanitárias e passou a representar uma vantagem estratégica para empresas que buscam ampliar mercados.

Com consumidores e importadores cada vez mais atentos à origem dos alimentos, a capacidade de comprovar a trajetória de cada lote — da produção ao embarque — torna-se um diferencial competitivo.

“A transformação digital das operações pós-colheita acompanha uma demanda crescente dos mercados globais por rastreabilidade e confiabilidade das informações. Hoje, não se trata apenas de cumprir requisitos regulatórios, mas de gerar valor para toda a cadeia produtiva”, destaca Gustavo Almeida, Head de Agronegócio da Senior.

A tendência é que a rastreabilidade avance ainda mais nos próximos anos, impulsionada pela necessidade de maior segurança alimentar, sustentabilidade e eficiência nas cadeias de exportação.

Para a fruticultura brasileira, o controle digital passa a funcionar como um verdadeiro passaporte para novos mercados internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: CNN