Exportação de frutas brasileiras bate recordes e rastreabilidade se torna chave para conquistar mercados globais

 

Mercado externo: exigência por rastreabilidade transforma competitividade da fruta brasileira

A exportação de frutas brasileiras segue em expansão no mercado internacional e estabelece novos desafios para produtores e empresas do setor. Além da qualidade do produto, compradores estrangeiros passaram a exigir maior transparência sobre a origem, os processos produtivos e o controle de cada etapa da cadeia.

No primeiro trimestre de 2026, o Brasil exportou 330,6 milhões de quilos de frutas, movimentando US$ 351,1 milhões, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). O resultado representa crescimento de 13% no volume embarcado e avanço de 25% na receita em comparação com igual período de 2025.

Entre os produtos que mais contribuíram para o desempenho estão manga, melão e limão, culturas que vêm ampliando presença nos mercados internacionais.

O avanço confirma uma mudança estrutural no comércio global: para acessar mercados mais valorizados, a fruticultura brasileira precisa entregar não apenas qualidade, mas também comprovação de origem, padronização e segurança alimentar.

Nesse cenário, a rastreabilidade agrícola passou a ser um diferencial estratégico para exportadores.

Mercado interno: digitalização fortalece gestão da cadeia pós-colheita

O crescimento das exportações brasileiras de frutas vem acompanhado por uma transformação dentro das propriedades rurais e unidades de beneficiamento.

Em 2025, o setor alcançou US$ 1,45 bilhão em exportações, registrando o terceiro recorde anual consecutivo, de acordo com a Abrafrutas. O desempenho consolidou o Brasil como um fornecedor relevante de frutas frescas no comércio internacional.

Para sustentar essa expansão, empresas têm investido em sistemas digitais capazes de acompanhar todas as etapas da operação, desde o recebimento da fruta até a expedição final.

Processos como:

  • classificação;
  • beneficiamento;
  • embalagem;
  • armazenagem;
  • controle de qualidade;
  • transporte internacional;
  • passaram a exigir maior integração de informações e monitoramento em tempo real.

A rastreabilidade permite registrar o histórico completo de cada lote, facilitando auditorias, reduzindo riscos comerciais e aumentando a confiança dos compradores internacionais.

Segundo especialistas do setor, o mercado externo busca cada vez mais previsibilidade operacional e segurança nas informações, tornando o controle digital uma ferramenta essencial para a competitividade.

Preços e mercado: frutas brasileiras ganham valor com controle e certificação

A valorização das frutas brasileiras no exterior está diretamente relacionada à capacidade do setor em atender padrões internacionais de qualidade.

Produtos com maior controle de origem e histórico produtivo documentado tendem a conquistar melhores oportunidades comerciais, especialmente em mercados mais exigentes da Europa, América do Norte e Ásia.

A rastreabilidade também contribui para reduzir perdas econômicas ao longo da cadeia, permitindo:

  • identificação rápida de problemas;
  • redução de desperdícios;
  • melhor aproveitamento dos lotes;
  • maior eficiência logística;
  • planejamento mais preciso das entregas.

Além de uma exigência regulatória, o controle de informações passou a funcionar como uma ferramenta para agregar valor ao produto brasileiro.

Indicadores: tecnologia já representa participação relevante nas exportações de frutas

Levantamentos da Senior mostram a presença crescente de tecnologias de gestão em importantes cadeias exportadoras brasileiras.

Empresas que utilizam soluções digitais da companhia representam aproximadamente:

  • 39% das exportações brasileiras de manga;
  • 28% das exportações de banana;
  • 11% das exportações de melancia;
  • 9% das exportações de melão;
  • 8% das exportações de uva fresca, considerando os volumes registrados em 2025.

No primeiro trimestre de 2026, as empresas atendidas pela Senior responderam ainda por:

  • 58% do volume de abacates exportados pelo Brasil;
  • 14% das exportações de melão;
  • 15% das exportações de melancia.

Os dados reforçam a importância da transformação digital em cadeias que dependem de controle rigoroso, padronização e eficiência logística.

Análise: rastreabilidade se consolida como passaporte da fruta brasileira no comércio global

A expansão da exportação de frutas brasileiras mostra que o setor vive uma nova fase, na qual tecnologia, gestão de dados e transparência passaram a ser fatores decisivos para competir internacionalmente.

A rastreabilidade deixou de ser apenas uma obrigação para atender normas sanitárias e passou a representar uma vantagem estratégica para empresas que buscam ampliar mercados.

Com consumidores e importadores cada vez mais atentos à origem dos alimentos, a capacidade de comprovar a trajetória de cada lote — da produção ao embarque — torna-se um diferencial competitivo.

“A transformação digital das operações pós-colheita acompanha uma demanda crescente dos mercados globais por rastreabilidade e confiabilidade das informações. Hoje, não se trata apenas de cumprir requisitos regulatórios, mas de gerar valor para toda a cadeia produtiva”, destaca Gustavo Almeida, Head de Agronegócio da Senior.

A tendência é que a rastreabilidade avance ainda mais nos próximos anos, impulsionada pela necessidade de maior segurança alimentar, sustentabilidade e eficiência nas cadeias de exportação.

Para a fruticultura brasileira, o controle digital passa a funcionar como um verdadeiro passaporte para novos mercados internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: CNN

BeeINova transforma ciência em inovação e leva a polinização de precisão para o agronegócio do Vale do São Francisco

No principal polo produtor e exportador de manga do Brasil, uma startup nascida dentro da universidade vem demonstrando que inovação, conservação ambiental e produtividade podem caminhar juntas. Criada a partir de pesquisas desenvolvidas no Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a BeeINova desenvolveu uma tecnologia de polinização de precisão que integra abelhas nativas sem ferrão, sensores inteligentes e análise de dados para tornar mais eficiente uma das etapas mais importantes da produção agrícola.

A proposta surgiu a partir de um desafio comum ao setor. Embora a polinização seja determinante para a produtividade, a qualidade e a uniformidade dos frutos, seu manejo ainda é realizado, em grande parte, de forma empírica, sem indicadores capazes de orientar decisões técnicas no campo. Foi para mudar esse cenário que a startup desenvolveu um sistema capaz de monitorar a atividade das abelhas em tempo real, associando informações coletadas por sensores ao comportamento dos polinizadores e às características da paisagem agrícola. O resultado é uma plataforma que oferece recomendações técnicas aos produtores, permitindo um manejo mais eficiente da polinização e contribuindo para o aumento da produtividade das lavouras.

Segundo a CEO e cofundadora da BeeINova, Dra. Aline Andrade, a startup nasceu justamente da necessidade de transformar anos de pesquisa científica em uma solução aplicável ao cotidiano do produtor rural. “A BeeINova nasceu da pergunta sobre por que uma etapa tão importante para a produção agrícola ainda era conduzida praticamente sem dados. A partir da experiência construída em pesquisas sobre ecologia da polinização e do comportamento das abelhas nativas, percebemos que existia uma oportunidade de levar esse conhecimento para dentro das propriedades rurais, transformando informação científica em uma ferramenta prática para apoiar a tomada de decisão no campo”, explica Aline.

Ciência aplicada ao campo

A tecnologia desenvolvida pela BeeINova é resultado de pesquisas iniciadas no Cemafauna, referência nacional em estudos sobre biodiversidade, conservação e manejo da fauna da Caatinga. Foi nesse ambiente que foram produzidos os conhecimentos sobre ecologia da polinização e comportamento das abelhas nativas que hoje sustentam a solução oferecida pela startup. Mais do que uma parceria institucional, a relação entre BeeINova e Cemafauna garante acesso contínuo à infraestrutura científica, à validação técnica dos protocolos utilizados em campo e à interação permanente entre pesquisadores e setor produtivo.

Enquanto o centro de pesquisa amplia o conhecimento sobre os polinizadores nativos e sua importância para os ecossistemas, a startup transforma esses resultados em tecnologia aplicada ao agronegócio. Esse elo entre universidade e mercado também fortalece iniciativas como o projeto Pollinova, desenvolvido em parceria com a Agrodan Agropecuária Roriz Dantas, uma das maiores exportadoras de manga do país. Os estudos realizados em áreas comerciais permitiram validar a tecnologia em condições reais de produção, registrando ganhos de produtividade de até 40% por hectare em cultivos de manga.

Reconhecimento nacional

O desenvolvimento da BeeINova vem sendo acompanhado por uma série de reconhecimentos que evidenciam o potencial da startup no cenário brasileiro de inovação. Entre as conquistas recentes estão o segundo lugar no Demoday da Jornada Empreendedora da IntecVASF, o terceiro lugar pela trajetória no programa de incubação e a conquista de um voucher para participação no Deep Tech Summit 2026, promovido pela Universidade de São Paulo (USP), um dos principais eventos do país voltados às startups de base tecnológica.

A empresa também foi selecionada para a 7ª edição do Programa Nacional Mulheres Inovadoras, da Finep, além de ser aprovada nos editais Pró-Startups: Mulheres que Inovam e Pernambucanas Inovadoras, ambos da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe). Outro avanço importante foi a classificação para a próxima etapa do Circuito da Transformação, iniciativa do Sebrae, e a evolução dentro do Programa Inova Caatinga, da AVATI Aceleradora, passando da fase de validação, em 2025, para a etapa de Tração em 2026.

Além das premiações, a BeeINova também tem ampliado sua presença em eventos científicos e do setor produtivo, participando do Simpósio de Meliponicultura do Bioma Caatinga e sendo destaque no programa de rádio Conexão em Foco, da Rádio Petrolina FM 98,3, que abordou a polinização de precisão como um ativo estratégico para o agronegócio.

Destaque na Expo Manga Brasil 2026

A consolidação da startup no setor será reforçada durante a Expo Manga Brasil 2026, considerada o maior evento da cadeia produtiva da manga na América Latina, que será realizada entre os dias 22 e 24 de julho, na área externa da Univasf, em Petrolina. A BeeINova participará como expositora, apresentando sua tecnologia ao público do evento, enquanto a Dra. Aline Andrade também integrará a programação técnica como palestrante, representando tanto o Cemafauna/Univasf quanto a startup.

A parceria com a Agrodan Agropecuária Roriz Dantas permanece como uma das principais vitrines da aplicação da tecnologia em campo. A empresa destaca que a iniciativa une tecnologia e natureza para tornar a polinização mais eficiente e sustentável, reforçando a integração entre BeeINova, Cemafauna, Univasf e Facepe no desenvolvimento de soluções inovadoras para a fruticultura irrigada.

Para Aline Andrade, o principal resultado da iniciativa vai além dos números de produtividade e demonstra que desenvolvimento econômico e conservação ambiental podem ser aliados.”Os resultados obtidos mostram que é possível produzir mais valorizando os processos naturais da própria lavoura. Quando monitoramos a polinização e promovemos o uso das abelhas nativas de forma estratégica, entregamos ao produtor informações confiáveis para melhorar seu manejo e, ao mesmo tempo, fortalecemos a conservação da biodiversidade. Esse é o propósito da BeeINova: transformar a ciência em inovação para construir uma agricultura cada vez mais eficiente, sustentável e conectada à natureza.”, conclui.

 

Texto: Jaquelyne Costa

Assessora de Comunicação do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna/Univasf)

Fotos:  Rarison Lima e Arquivo/BeeInova

Por que o Brasil exporta suco, mas não laranja de mesa

Carregamento de laranja em Limeira, SP

Apesar da força da citricultura brasileira, o país praticamente deixou de exportar laranja de mesa e, hoje, chega a importar fruta, principalmente do Egito.

Dados ABCM (Associação Brasileira de Citros de Mesa) mostram que, em 2010, o Brasil exportou cerca de 835 mil caixas de 40,2 quilos de laranja de mesa. Para 2026, a estimativa é de apenas 140 mil caixas. No caminho inverso, as importações devem alcançar 1,3 milhão de caixas, principalmente de produtores egípcios.

Segundo o presidente da CitrusBR – entidade que representa os exportadores de suco-, Ibiapaba Netto, o mercado mundial de fruta fresca continua crescendo e movimenta cerca de 300 milhões de caixas por ano. O problema não é falta de demanda, é a transformação dela e como o Brasil se posicionou nesse mercado.

Enquanto países como Egito e África do Sul investiram na abertura de mercados internacionais, negociando acordos tarifários e protocolos fitossanitários, além de desenvolver variedades voltadas ao consumo in natura — mais doces, sem sementes e com melhor aparência — o Brasil concentrou seus investimentos em variedades mais produtivas para abastecer a indústria de suco.

“Não há um problema nessa opção. Tivemos e temos bons resultados. Mas eu tenho a impressão de que o Brasil ainda não acordou para esse mercado de frutas in natura”, resume Ibiapaba.

O país escolheu o suco

Na avaliação da ABCM, essa trajetória também foi consequência das condições encontradas no próprio país. Até as décadas de 1980 e 1990, o Brasil era um importante exportador de laranja fresca para a Europa. Mas o avanço das doenças dos citros, especialmente as quarentenárias, tornou cada vez mais difícil atender às exigências sanitárias internacionais. Ao mesmo tempo, a consolidação da maior indústria mundial de suco de laranja ofereceu um destino seguro para a produção.

Com um mercado interno de mais de 200 milhões de consumidores, produzir para abastecer supermercados brasileiros e a indústria passou a ser um caminho mais rentável do que disputar o mercado externo. Hoje, cerca de 70% da produção nacional de laranja é destinada ao processamento industrial e apenas 30% segue para o mercado de mesa.

O mundo mudou

Enquanto o Brasil permaneceu focado no suco, o consumidor internacional mudou seus hábitos.

Nos principais mercados importadores, cresceram as vendas de frutas prontas para o consumo, com destaque para laranjas premium e, principalmente, mandarinas e tangerinas sem sementes, mais doces e fáceis de descascar.

Segundo a ABCM, esse período também foi marcado pelo desenvolvimento de novas variedades protegidas por royalties, produzidas especialmente para atender ao mercado de fruta fresca. O Brasil acabou ficando para trás nesse processo e hoje cultiva, em grande parte, variedades voltadas ao mercado interno e à indústria.

Egito virou referência

O principal exemplo dessa transformação é o Egito. Há cerca de duas décadas, o país tinha participação limitada no comércio internacional. Hoje, tornou-se um dos maiores exportadores mundiais de laranja fresca graças ao clima mediterrâneo, menores custos de produção, incentivos governamentais e acesso facilitado aos principais mercados consumidores.

Enquanto isso, o Brasil enfrenta custos elevados de financiamento, logística mais cara, portos menos eficientes e oscilações cambiais que dificultam contratos de exportação de longo prazo.

Greening abre novas fronteiras, mas não resolve tudo

O avanço do greening, principal doença da citricultura mundial, também está mudando o mapa da produção brasileira.

Regiões como Petrolina, no Vale do São Francisco, começam a despertar interesse por estarem fora da área mais afetada pela doença. A expectativa é que novos pomares possam reduzir os riscos fitossanitários enfrentados pelos produtores do cinturão citrícola.

No entanto, segundo a ABCM, produzir laranja em regiões quentes não significa, automaticamente, conquistar o mercado internacional. Um dos principais entraves é a coloração da fruta. Em temperaturas elevadas, a casca permanece mais verde, enquanto compradores europeus exigem frutos com coloração alaranjada intensa.

Ainda há oportunidade

Apesar da perda de espaço, especialistas acreditam que o Brasil ainda pode voltar a disputar o mercado internacional de laranja de mesa. Para isso, será necessário investir em novas variedades, ampliar acordos comerciais, modernizar a logística e adaptar a produção às exigências dos consumidores internacionais.

Fonte: CNN

Fonte: CNN

MINUTO HF: Frio afeta consumo de frutas e produção de hortaliças

O clima mais frio já está interferindo na produção e no consumo de frutas e hortaliças. Enquanto as baixas temperaturas limitam a maturação das hortaliças neste início das safras de inverno, também reduzem o consumo de frutas. E esse frio é só o começo: novas quedas de temperaturas devem vir. Então, vem saber como fica o mercado em junho neste Minuto HF! Patrocínio: Agristar

Fonte: HF

Fonte: CNN

Adab intensifica em 2009 controle biológico de pragas da fruticultura

 

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão ligado à Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), em parceria com a Biofábrica Moscamed e os produtores, inicia no próximo ano a liberação oficial de insetos estéreis nas plantações de manga em Dom Basílio, Rio de Contas e Brumado.

O trabalho está inserido no Programa de Controle de Moscas-das-frutas, que tem como finalidade combater pragas que atacam os pomares de manga, mamão e videiras da Bahia, eliminando as restrições fitossanitárias que venham a prejudicar a fruticultura do estado.

O Programa de Controle de Mosca-das-frutas foi iniciado pelo estado em 1991, por meio do Instituto Biológico da Bahia e, posteriormente, com a criação da Adab, foi introduzido nas ações de defesa agropecuária do estado.

Experimental – O engenheiro agrônomo e coordenador do Programa Moscas-das–frutas, Raimundo Sampaio, disse que semanalmente são liberados, em caráter experimental na região de Livramento, cerca de dois milhões de insetos. As moscas são soltas nas regiões de baixo índice populacional de moscas selvagens.

Hoje, Livramento tem 90% de sua área produtiva explorada pela agricultura familiar. Desde quando foi instalada a primeira área de liberação de insetos estéreis na região, como projeto piloto, já foram soltas 22 milhões de moscas.

Entre as formas de manejo de praga se destaca o System Approach. Ele reduz o uso de agrotóxico e garante uma segurança para viabilizar a comercialização e exportação de mamão. O sistema diminui a perda de produtividade na medida em que aumenta a qualidade do fruto, reduz os impactos ambientais e prejuízos à saúde humana.

Na Bahia, responsável por 55% da produção nacional do mamão, a fruta é cultivada de forma predominante no extremo sul baiano, com destaque para as cidades de Teixeira de Freitas, Eunápolis, Porto Seguro, Itamaraju e Mucuri.

O segundo maior produtor é o oeste do estado, com plantações nas cidades de Bom Jesus da Lapa, Santa Maria da Vitória, Correntina e São Félix.

Além de reduzir a devastação que as pragas causam nas plantações, haverá uma diminuição do uso de agrotóxicos.

Bahia é pioneira na utilização de insetos estéreis

A Bahia é a única a desenvolver o uso da técnica de insetos estéreis e a Adab é pioneira na implantação de um laboratório para atuar no controle de moscas.

No Brasil, começou a ser usado em 2005, com a instalação da Biofábrica Moscamed. A entidade atua nos pólos de fruticultura irrigada de Juazeiro, Livramento de Nossa Senhora e em Petrolina, no estado de Pernambuco.

O diretor-geral da Adab, Cássio Peixoto, afirmou que no primeiro trimestre de 2009 será lançada oficialmente, em Livramento, a primeira área a utilizar o controle biológico.

Fitossanidade – Peixoto acredita que o aumento nos cuidados fitossanitários irá estimular a exportação das frutas para países como Estados Unidos e Japão. Ele afirma que o uso do inseto estéril vai garantir maior qualidade aos produtos.

A produção de insetos não visa só ao mercado nacional. O objetivo da Adab e da Biofábrica é exportar o modelo para Israel em 2009.

O inseto só é considerado praga quando existe em grandes populações nas plantações. Para combater a infestação, os machos recebem uma dose de cobalto e com isso se tornam estéreis e são liberados na natureza a fim de combater o problema na manga, no mamão e na uva.

Fonte: SEAGRI – BA

Fonte: CNN

Brasil pode se tornar exportador de fruta típica do Oriente Médio

– Phoenix dactylifera. Créditos: Wikimedia commons

Uma parceria entre o governo da Bahia e os Emirados Árabes Unidos prevê a cooperação técnica para um novo projeto de cultivo no estado brasileiro, com investimento estimado de US$ 4 milhões ao longo de cinco anos.

O plano é plantar, inicialmente, cerca de 10 mil mudas de tamareira, a Phoenix dactylifera, palmeira cultivada sobretudo no norte da África e no sudoeste da Ásia, e em rápida expansão na Bahia devido ao clima quente e seco do semiárido baiano.

Entre municípios como Juazeiro, Uauá, Casa Nova e Riachão das Neves, as tamareiras devem ser produzidas com um ciclo médio de três anos até a primeira colheita.

As mudas devem ser importadas dos Emirados Árabes, e cada palmeira pode produzir até 70 kg de tâmaras anualmente após atingir a maturidade.

O acordo para a iniciativa foi assinado entre a Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri) e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), em parceria com a Fundação Zayed, que reúne organizações filantrópicas de sustentabilidade dos EAU, além da Al Foah Company, estatal de Abu Dhabi especializada na produção de tâmaras.

O objetivo é estruturar uma cadeia produtiva capaz de abastecer o mercado nacional e reduzir a dependência de importações. No futuro, as tâmaras também podem se tornar um produto de exportação nacional.

Phoenix dactylifera.
Créditos: Wikimedia commons

Segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a tamareira se desenvolve melhor em regiões com temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar, alta incidência solar e disponibilidade de irrigação controlada, características do oeste e do norte da Bahia.

Apesar de exigir alta disponibilidade de água durante o desenvolvimento dos frutos, as palmeiras suportam longos períodos de seca graças ao seu sistema radicular profundo.

Neste mês de julho chegaram à Bahia as primeiras 100 mudas importadas dos Emirados Árabes, com 12 variedades diferentes da espécie, que foram enviadas para quarentena no Centro Nacional de Pesquisa de Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), da Embrapa, em Brasília.

A quarentena pode durar meses, e o objetivo é garantir a segurança dos plantios, que devem ser protegidos de pragas e doenças exóticas e seguir protocolos rigorosos de manejo.

De acordo com dados do Ministério da Agricultura, as importações brasileiras de tâmaras aumentaram mais de 450% na última década: passaram de 776 toneladas para mais de 4,3 mil toneladas anuais.

Além da elevada longevidade da cultura, as tâmaras têm alto valor agregado, mas a demanda brasileira costuma ser atendida por países árabes, como os próprios Emirados, a Tunísia, Israel, a Arábia Saudita e o Egito.

Um dos pilares da cooperação entre os governos da Bahia e dos Emirados Árabes é a transferência de tecnologia, incluindo treinamento de agricultores, assistência técnica contínua e compartilhamento da experiência acumulada por um dos maiores produtores mundiais da fruta, já que a Al Foah Company é considerada uma das maiores produtoras globais do setor.

Caso os testes agronômicos confirmem o bom desempenho das variedades introduzidas, o estado poderá inaugurar a primeira cadeia produtiva de tâmaras em escala comercial do Brasil.

Fonte: Revista Forum

Fonte: CNN

Como os agricultores enfrentam o frio rigoroso e garantem frutas mais doces e hortaliças durante o ano todo nas mesas da Serra

Miguel mantém a produção de pimentões em estufa, mas destacou o alto custo e o cuidado necessário para manter o plantio.Porthus Junior / Agencia RBS

Miguel mantém a produção de pimentões em estufa, mas destacou o alto custo e o cuidado necessário para manter o plantio.Porthus Junior / Agencia RBS

Apesar da chegada do inverno, as baixas temperaturas marcam o período de cultivo de culturas típicas da região de Caxias do Sul, como laranjas e bergamotas, além da produção de hortaliças em estufas que têm alto custo, mas conseguem manter o abastecimento das mesas durante todo o ano. Porém, os agricultores precisam enfrentar os desafios da estação, como a geada, excesso de chuva e a redução da luz solar, o que pode tornar o plantio e a colheita uma “loteria”.

Conforme o extensionista rural da Emater Thompson Didoné, a região da Serra tem propensão a ter uma produção expressiva de citrus (laranja e bergamota) devido aos microclimas, como as variações de temperatura, e, com isso, os frutos ficam mais doces.

— A fruta que está sendo colhida agora está bonita, bem colorida, doce e tem uma diferença grande da que vem de São Paulo, por exemplo. A nossa tem um equilíbrio maior entre açúcar e acidez, que agrada o paladar do consumidor — explica Thompson.

A região também é uma forte produtora de olerícolas, ou seja, verduras, mas a maioria é cultivada em ambiente protegido, como estufas, devido às baixas temperaturas.

— Caxias do Sul e o entorno formam a região de maior produção de olerícolas do Estado. Então, temos produção de alface, brócolis, cenoura, mas a maioria sob cultivo protegido, ou seja, em estufas, porque são regiões sujeitas a geada e, evidentemente, as plantas são prejudicadas — comenta.

Porém, Thompson explicou que as estações meteorológicas vêm ajudando o produtor a ter mais controle da produção, principalmente na questão das horas-frio.

— A questão da geada não tem muita solução: ou está em estufa ou não há muito o que fazer. Mas o grande benefício das estações meteorológicas agora no inverno é que elas marcam a quantidade de horas-frio abaixo de 7,2°C ou abaixo de 10°C, porque esse acúmulo de horas-frio é necessário para que haja uma excelente brotação, falando em frutíferas, na primavera. Se não houve o acúmulo de horas-frio necessário, então o agricultor tem que adotar um manejo diferente e, sendo assim, consegue salvar a sua produção — esclareceu.

Plantações em estufas: uma produção com “mais presença”

Porthus Junior / Agencia RBS
Miguel Pedrotti produz pimentões em estufas há mais de anos.Porthus Junior / Agencia RBS

Para o produtor Miguel Pedrotti, 64, a renda vem das vendas no Ponto de Safra de verduras mantidas em estufas, como pimentões, alface, couve-flor, temperos e outras variedades. Com a ajuda da esposa, Margarete Salvador Pedrotti, 66, ambos cuidam da propriedade, localizada em Ana Rech.

Segundo Pedrotti, a escolha da produção em estufas foi devida ao fato de a região ser muito chuvosa. Apesar do alto custo de manutenção, que pode chegar a R$ 5 mil somente para a troca dos plásticos, o produtor explicou que, dessa forma, é possível ter mais controle da plantação e evitar a perda das hortaliças.

— A estufa é boa, em primeiro lugar, pela proteção contra a chuva. Não é nem tanto pelo frio, mas a alface, por exemplo, se recebe excesso de chuva em um dia, começa a apodrecer porque não há controle da quantidade de água que está recebendo. Com a estufa, uso o sistema de gotejo, controlo a adubação e, assim, consigo manter a produção — explica.

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A produção em estufas é mais cara, mas mantém a produção protegida.

Porthus Junior / Agencia RBS

O agricultor também acredita que a cultura em estufas significa “mais presença” e, com isso, as hortaliças rendem mais.

— É uma cultura com mais presença. Ela forma, como um pé de alface, uma planta superior à produzida a céu aberto, mais vigorosa e mais saudável, com menos necessidade de tratamentos — diz Pedrotti.

Além disso, Pedrotti explicou que o inverno colabora para que os produtos sejam ainda mais ecológicos, pois o frio afasta os insetos e, com isso, não há tanta necessidade de fazer tratamentos com agrotóxicos.

— Os pimentões que estou colhendo agora eu não trato há meses. Como chegou o inverno, os insetos não atacam, então não faço tratamento, apenas adubação e irrigação, tudo de forma mais natural — comentou.

Porthus Junior / Agencia RBS
Margarete auxilia o marido nas plantações, mas foca na organização dos produtos para a feira.Porthus Junior / Agencia RBS

Porém, nem tudo é perfeito. A geada é um dos maiores inimigos das plantações na Serra. Mesmo com a proteção das estufas, elas ainda são atingidas e é preciso torcer para que o próprio tempo colabore para que sobrevivam.

— O que queima as plantas é quando amanhece, vem o sol e há geada sobre elas. Aí o sol bate e queima a folha. Sei que seria melhor que as estufas fossem fechadas ao redor, porque o calor fica retido e a planta se desenvolve muito melhor. Só que isso favorece os insetos pelo excesso de calor e, então, exige mais tratamentos, tornando a estrutura mais cara de manter. Meu foco foi mais proteger da chuva mesmo — explica Pedrotti.

Mais doces e em grande quantidade

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Sérgio Damin trabalha com diversas variedades de citrus em sua propriedade.

Neimar De Cesero / Agencia RBS

Com mais de cinco variedades de bergamota e quatro de laranja, o produtor Sérgio Damin, 72, trabalha com a família em uma propriedade de Santa Lúcia do Piaí. Segundo Damin, são os produtos que mais vendem no Ponto de Safra durante o inverno.

— Vendemos bem na feira. Começa agora e vamos até novembro, porque depois entram as variedades mais tardias. E, por causa da variação de temperatura, a fruta aqui da Serra ganha mais cor e mais sabor, ficando bem mais docinha — comenta Damin.

Mesmo sem realizar muitos tratamentos, optando por um cultivo mais ecológico, Damin ainda tem bastante resultado, colhendo de 25 a 30 caixas de frutas por semana.

— O tratamento é pouco. Não aplico muito produto para não deixar cheiro e, no fim, a fruta fica mais ecológica, podendo ser consumida por pessoas de todas as idades — afirma.

Neimar De Cesero / Agencia RBS
Como as verduras são plantadas fora das estufas, a geada e outras intempéries do tempo prejudicam consideravelmente a produção de Damin.Neimar De Cesero / Agencia RBS

Damin também planta verduras, como alface e alho-poró, mas optou por uma produção menor e a céu aberto. Diferentemente das frutas, que são beneficiadas pelo frio, isso não acontece nesse modelo de plantio.

— Aqui plantamos a céu aberto, então a geada já estragou alguns pés de alface. Qualquer friozinho e ela estraga, além da pouca luz e das noites mais longas. Tudo isso prejudica, mas mantemos essa produção para ter mais variedades na feira — frisou.

No entanto, isso não impacta diretamente na renda da família. Como já estão acostumados com a rotina, tudo é adaptado ao período.

— Não sobra dinheiro, porque hoje, na lavoura, o produtor, se conseguir se manter, já é uma vitória. Mas a gente dá um jeito, aperta o cinto aqui e segue em frente. As vendas variam, mas sempre dividimos os custos e depois os lucros, e está dando certo. Eu até vendia na Ceasa também, mas depois que começaram as notas fiscais eletrônicas ficou muito complicado e desisti — comentou.

Neimar De Cesero / Agencia RBS
Os pomares ficam carregados nesta época do ano. Damin consegue colher de 25 a 30 caixas por semana.Neimar De Cesero / Agencia RBS

O peso no bolso de quem compra o produto final

Conforme o coordenador de Mercado da Ceasa Serra, Renan Rech, devido ao inverno, o custo dos produtos mais comuns no verão aumenta quase 250% neste período, como o tomate longa vida. Em janeiro de 2026, a caixa de 20 quilos custava R$ 54. Já em junho, o custo do mesmo peso chegou a R$ 190 (confira a tabela abaixo).

— Dentre os quase 300 produtos que cotamos semanalmente, aqueles que apresentam maior variação, por serem culturas de risco no inverno e, por isso, cultivados em ambiente protegido, têm custo de produção mais elevado. É o caso da abobrinha italiana (soquete), pimentão (verde e colorido), tomates (longa vida, gaúcho, saladete e cereja), morango e vagem (verde e amarela). Também se destacam as culturas de cenoura, beterraba, couve-flor e brócolis, que neste período do ano apresentam alta em seus valores — explicou.

Fonte: CNN

Dia Mundial da Fruta reforça protagonismo do Brasil na produção, exportação e promoção da alimentação saudável

Celebrado em 1º de julho, o Dia Mundial da Fruta destaca a importância de um dos alimentos mais completos para uma alimentação equilibrada e evidencia o papel estratégico do Brasil na produção e no abastecimento de mercados nacionais e internacionais. Terceiro maior produtor de frutas do mundo, o país reúne condições climáticas privilegiadas, diversidade de biomas, tecnologia no campo e produtores altamente qualificados, que garantem uma oferta diversificada de frutas frescas durante praticamente todo o ano.

A fruticultura brasileira movimenta uma cadeia produtiva que gera cerca de 5 milhões de empregos diretos e indiretos, ocupa aproximadamente 2,5 milhões de hectares com produção anual de aproximadamente 45 milhões de toneladas de frutas, demonstrando relevância econômica, social e ambiental.

Além de abastecer o mercado interno, o Brasil amplia sua presença no comércio internacional. Em 2025, as exportações brasileiras de frutas ultrapassaram 1,2 milhões de toneladas, gerou receita superior a US$ 1,4 bilhões, o maior valor já registrado pelo setor. O desempenho reforça a competitividade da fruticultura nacional e a qualidade das frutas brasileiras, reconhecidas em mercados exigentes como União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.

Embora seja um dos maiores produtores mundiais, o Brasil ainda possui grande potencial de crescimento nas exportações. Atualmente, ocupa posição de 24ª exportador no ranking mundial, o que evidencia que a abertura de novos mercados, os investimentos em logística e o fortalecimento das ações de promoção internacional podem ampliar significativamente a participação brasileira no comércio global de frutas.

Saudabilidade impulsiona o consumo

Mais do que sabor, praticidade e diversidade, as frutas ganham espaço por estarem diretamente associadas à saúde e à qualidade de vida. Esse movimento foi evidenciado pela pesquisa “Tendências do Varejo 2026”, apresentada durante a APAS Show, que identificou a saudabilidade como a principal tendência de consumo entre os brasileiros.

O estudo mostra que os consumidores brasileiros estão reformulando seus hábitos alimentares, com maior valorização de alimentos naturais, saudáveis e funcionais, ao mesmo tempo em que reduzem o consumo de produtos com alto teor de açúcar. O movimento reforça o protagonismo das frutas como alimentos naturais, nutritivos e alinhados às novas demandas do mercado.

As frutas atendem diretamente às novas demandas do consumidor moderno, que busca alimentos com origem conhecida, produção sustentável, qualidade e benefícios nutricionais, consolidando-se como protagonistas da alimentação saudável.

Frutas brasileiras conquistam o mundo

Para a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), o Dia Mundial da Fruta também representa uma oportunidade para destacar a força da fruticultura nacional no cenário internacional.

O Brasil exporta frutas como manga, melão, limão, mamão, uva, melancia, abacate e diversas frutas tropicais para mais de uma centena de mercados, levando ao mundo produtos reconhecidos pela qualidade, segurança fitossanitária e sustentabilidade.

A expansão das exportações reflete o compromisso dos produtores brasileiros com inovação, rastreabilidade, responsabilidade socioambiental e atendimento às exigências dos consumidores internacionais.

Consumo de frutas é investimento em saúde

Organizações nacionais e internacionais de saúde recomendam o consumo diário de frutas como parte de uma alimentação equilibrada. Além de contribuírem para o fortalecimento do sistema imunológico, as frutas auxiliam na prevenção de doenças crônicas, promovem a saúde intestinal, ajudam na hidratação e oferecem nutrientes essenciais para todas as fases da vida.

Neste Dia Mundial da Fruta, a Abrafrutas reforça a importância de incluir frutas diariamente na alimentação e celebra o trabalho dos milhares de produtores que fazem do Brasil uma referência mundial em diversidade, qualidade e sustentabilidade na produção de frutas.

 

As 3 frutas que já somam 100 mil toneladas de produção em todo MS

Melancia, laranja e banana colocam Mato Grosso do Sul entre os estados que vêm ampliando a produção de frutas no país. Juntas, as três culturas somam cerca de 100 mil toneladas produzidas no estado, segundo dados do Sistema Famasul divulgados neste 1º de julho, Dia Mundial da Fruta.

Fonte: CNN

Nova regulamentação europeia sobre embalagens sustentáveis mobiliza setor de frutas e será tema de workshop

A crescente demanda por práticas sustentáveis e a adoção de regras mais rígidas por parte dos mercados internacionais têm imposto novos desafios ao agronegócio brasileiro, especialmente para os exportadores de frutas. Nesse contexto, a União Europeia aprovou a Packaging and Packaging Waste Regulation (PPWR) – Regulamento de Embalagens e Resíduos de Embalagens-, uma legislação abrangente que estabelece critérios mais rigorosos para tornar as embalagens mais sustentáveis, reduzir a geração de resíduos e impulsionar a economia circular ao longo de todo o ciclo de vida dos materiais.

As novas regras terão impacto direto nas cadeias produtivas que exportam para o mercado europeu, exigindo atenção e preparação por parte de produtores, exportadores e empresas ligadas ao setor.

Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o tema e orientar o setor sobre as mudanças regulatórias, a empresa Da Colheita, linha da Termotécnica voltada ao agronegócio, em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e a empresa alemã PACOON Sustainability Concepts, o Workshop Agro: PPWR e seus impactos no setor de frutas.

O evento será realizado de forma online e gratuita amanhã, dia 1º de julho, às 9 horas, e reunirá especialistas para discutir as principais diretrizes da regulamentação, seus desdobramentos para o comércio de frutas e os caminhos para a adaptação do setor às novas exigências.

A programação contará com a participação de Nivaldo Fernandes de Oliveira, diretor-superintendente da Termotécnica; Tânia Dias da Costa, gerente de Projetos da PACOON Sustainability Concepts; e Jorge Souza, gerente Técnico & Projetos da Abrafrutas.

Para a Abrafrutas, acompanhar as transformações regulatórias e antecipar tendências é fundamental para manter a competitividade da fruticultura brasileira no mercado internacional.

“O mercado internacional está cada vez mais atento às questões relacionadas à sustentabilidade e à circularidade das embalagens. Entender a PPWR e seus impactos é essencial para que os produtores e exportadores brasileiros estejam preparados para atender às novas exigências e continuem ampliando sua presença no mercado da União Européia”, destaca Jorge Souza, gerente técnico de Projetos da Abrafrutas.

Segundo Nivaldo Fernandes de Oliveira, o workshop será uma oportunidade para que os participantes ampliem conhecimentos e compreendam as mudanças que podem influenciar o mercado. “Será uma oportunidade para trocar ideias e entender melhor as transformações que podem impactar o setor e os negócios nos próximos anos”, afirma.