Abrafrutas reforça pautas prioritárias da fruticultura brasileira em encontro com o Ministro da Agricultura

Foto. Percio Campos/Mapa

Foto. Percio Campos/Mapa

A abertura de novos mercados internacionais, o fortalecimento da defesa fitossanitária, a ampliação do seguro rural e a modernização dos processos regulatórios estão entre as principais pautas defendidas ontem (27) em reunião com o atual ministro da agricultura, André de Paula, pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) para ampliar a competitividade da fruticultura brasileira no cenário global.

Entre os principais desafios apresentados pela entidade estão a necessidade de agilização nos processos de registro de defensivos químicos e biológicos, o fortalecimento do Programa Nacional de Erradicação da Mosca-da-Carambola (PNEMC), o aumento do efetivo de fiscais nos pontos de egresso e ingresso do país e medidas de apoio ao endividamento do setor produtivo, incluindo a renegociação das dívidas do agro e a criação de um fundo garantidor e do Fundo da Fruticultura.

“A fruticultura brasileira vive um momento estratégico. Temos capacidade produtiva, qualidade e mercado, mas precisamos avançar em políticas estruturantes que garantam mais competitividade, segurança fitossanitária e acesso a novos destinos internacionais”, destacou o presidente da Abrafrutas, Waldyr Promicia.

O setor segue em expansão no comércio exterior. Apenas no primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de frutas registraram crescimento de 25% em valor e 13% em volume em comparação com o mesmo período de 2025, alcançando US$ 351,1 milhões e mais de 330 mil toneladas exportadas. Entre os destaques estão mangas, com crescimento de 69% em valor exportado, melancias (+40%), bananas (+32%), abacates (+18%) e maçãs, que registraram crescimento superior a 200% em valor e volume.

Nos últimos anos, o Brasil ampliou a presença das frutas brasileiras no mercado internacional com a abertura de novos mercados para produtos como manga, melão, uva, mamão, avocado, citros e agora recente o caqui. Atualmente, o setor segue trabalhando na expansão das exportações para países estratégicos como Estados Unidos, China, Malásia, Tailândia, Coreia do Sul e Colômbia.

A notícia do acordo provisório Mercosul-União Europeia representou também um avanço estratégico para a fruticultura brasileira, criando novas oportunidades para produtores e exportadores em diversas regiões do país. Com a redução das tarifas, as frutas brasileiras passam a ganhar mais competitividade no mercado europeu, fortalecendo a presença do Brasil no comércio internacional.

Foto. Percio Campos/Mapa

“As oportunidades geradas pelo acordo Mercosul-União Europeia podem representar um marco para a fruticultura brasileira, especialmente para polos exportadores, ampliando competitividade, geração de renda e presença internacional das nossas frutas”, afirmou Promicia.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Conta de energia alta no agro? Produtores de frutas podem reduzir custos em até 30% com o Mercado Livre de Energia

O Brasil vem fortalecendo sua posição como um dos maiores exportadores de frutas do mundo. Segundo a Abrafrutas, o setor movimentou mais de US$ 1,45 bilhão em exportações em 2025, com volume superior a 1,28 milhão de toneladas embarcadas, crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Entre os principais destaques estão mangas, melões, uvas, limões e mamões.

Mas, junto ao avanço das exportações, cresce também um dos principais desafios do setor: o custo da energia elétrica. A energia está presente em praticamente toda a operação agrícola, desde irrigação e packing houses até armazenamento refrigerado e logística.

Dados do Ministério da Agricultura mostram que os custos de energia na irrigação já ultrapassam R$ 2,1 bilhões por ano no Brasil. Em algumas culturas, os gastos energéticos podem representar até 30% do custo de produção.

O que é o Mercado Livre de Energia?

O Mercado Livre de Energia permite que empresas escolham de quem comprar energia elétrica, negociando preços, prazos e condições contratuais diretamente com fornecedores. Diferente do modelo tradicional, o ambiente livre oferece mais previsibilidade financeira e potencial de redução de custos.

Na prática, a energia continua sendo distribuída pela concessionária local. O que muda é a liberdade para contratar condições mais competitivas.

Quem pode aderir?

Desde 2024, empresas conectadas em média e alta tensão podem migrar para o Mercado Livre de Energia. Isso inclui propriedades rurais, packing houses, agroindústrias e centros de distribuição.

Em geral, empresas elegíveis possuem contas de energia a partir de aproximadamente R$ 7 mil por mês.

Quais são as vantagens?

Além da possibilidade de economia, com potencial de até 30% de redução na conta de energia, o modelo oferece previsibilidade financeira, proteção contra oscilações tarifárias e acesso a fontes renováveis de energia, garantindo também um selo de energia limpa, diferencial cada vez mais valorizado pelo mercado internacional e por grandes compradores globais.

Como aderir? Conheça a solução da Opensolo Capital

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Fonte: CNN

Carlos Prado, fundador da Itaueira, lança biografia inédita durante a PEC Brasil 2026 

 

A trajetória de um dos maiores nomes do agronegócio brasileiro será celebrada em um momento histórico durante a PEC Brasil 2026.  

No dia 26 de junho, o empresário Carlos Prado, fundador da  Cemag – Ceará Máquinas Agrícolas Ltda, da Itaueira Agropecuária S/A, dentre outras, realizará o lançamento oficial da sua autobiografia: “Carlos Prado: Histórias do Criador do Melão Rei®”, obra que reúne relatos inéditos, memórias e bastidores de uma vida marcada pelo pioneirismo e pela transformação do agro nacional. 

Escrito em parceria com Francílio Dourado Filho e publicado pela E2 Editora, o livro apresenta ao público uma narrativa inspiradora sobre coragem, visão empreendedora e perseverança frente a inúmeros desafios. Ao longo das páginas, a obra revisita desde os primeiros passos de Carlos Prado pelo interior de São Paulo na pioneira mecanização da colheita do amendoim e do feijão, nos idos de 1970, com máquinas introduzidas pela Importadora Prudentina de Máquinas Agrícolas Ltda., por ele fundada, e sua chegada ao sertão nordestino, até a consolidação da marca Rei® como referência nacional e internacional em qualidade, inovação e ética. 

Patrocinado pela FIEC – Federação da Indústria do Ceará, em agradecimento aos serviços prestados pelo autor durante suas inúmeras participações nas diretorias e vice-presidências da entidade, o livro também relata a experiência da figura do industrial empreendedor com visão de futuro e que nunca se acomodou frente aos reveses que a vida lhe apresentou e que sempre contribuiu para o engrandecimento do país.  

O lançamento durante a PEC Brasil 2026 à convite da FAEC – Federação da Agricultura e Pecuária do estado do Ceará reforça a importância da trajetória de Carlos Prado para o desenvolvimento do agronegócio, que, na CNA, presidiu a Comissão Nacional de Fruticultura e também a Câmara Setorial de Fruticultura do MAPA, além de ter sido um dos fundadores da ABRAFRUTASAssociação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas. 

Mais do que uma biografia empresarial, “Histórias do Criador do Melão Rei” registra a caminhada de um homem que enxergou potencial onde muitos viam limitações. A obra revela episódios marcantes da vinda de Presidente Prudente  em 1973, para apresentar as máquinas de colheita de amendoim para os produtores de caju, o convite para abrir a Cemag em Fortaleza, a fundação da Itaueira Agropecuária nas chapadas do centro-sul do Piauí; em terras até então secas e improdutivas; os muitos desafios enfrentados ao longo das décadas de trabalho e as decisões que ajudaram a posicionar o melão brasileiro entre os destaques do mercado internacional. 

Com uma narrativa envolvente, o livro também evidencia o impacto social e econômico gerado pela atuação do Carlos Prado, especialmente no Nordeste, por meio da geração de empregos, inovação no campo e fortalecimento da agricultura irrigada. Entre histórias pessoais, conquistas empresariais, contribuições aos órgãos de classe e aprendizados de vida, a publicação oferece ao leitor um retrato humano e inspirador de um dos empresários mais influentes do setor.  

O lançamento da obra promete ser um dos momentos marcantes da PEC Brasil 2026, reunindo convidados, parceiros, produtores e admiradores da trajetória de Carlos Prado em uma celebração ao legado, inovação e força do agronegócio brasileiro.  Considerado um dos eventos mais relevantes do setor no país, a feira reúne empresários, produtores, especialistas e lideranças do agro, sendo o cenário ideal para apresentar uma obra que carrega parte da história e da evolução da agricultura nacional. 

“Carlos Prado: Histórias do Criador do Melão Rei” chega ao público como um testemunho de visão, trabalho e transformação, eternizando uma história que ultrapassa os limites do campo e se conecta diretamente com o desenvolvimento do Brasil. 

O autor estará autografando o livro para os convidados presentes  durante o evento de lançamento do livro no dia 26 de junho, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. 

Fonte: CNN

Monitoramento via satélite identifica áreas irrigadas a partir da umidade do solo

Foto: Paulo Ernani Peres Ferreira

 

Embrapa Territorial (SP) desenvolveu um método com imagens de satélite e Inteligência Artificial (IA) para mapear o crescimento ou a redução anual de áreas agrícolas efetivamente irrigadas a partir dos índices de umidade do solo. A iniciativa atende a uma necessidade do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para acompanhamento de políticas públicas voltadas à irrigação. O novo método já está sendo aplicado para mapeamento de cinco polos, nos estados de Goiás e Mato Grosso.

Responsável pelo mapeamento dos primeiros polos, em Goiás, o analista Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial, explica que o desafio inicial era gerar um mapeamento que permitisse verificar as diferenças entre as safras. Registrar os tão conhecidos círculos formados no solo pelos pivôs centrais, por exemplo, não seria eficaz, pois são como uma cicatriz no solo que permanece de um ano para outro. Outro fator é que os produtores utilizam diferentes métodos de irrigação. Alternativamente, buscar os equipamentos de irrigação também não seria suficiente porque eles podem estar desativados, apesar  de presentes. “O objetivo é identificar as terras que foram efetivamente irrigadas no ano em questão e não as que apenas têm a infraestrutura”, enfatiza Mingoti.A equipe de pesquisa passou a analisar a umidade do solo a partir de índices obtidos de imagens de média resolução e acesso gratuito do satélite Sentinel-2.

No entanto, havia outro desafio. No estado de Goiás, a irrigação predominantemente não é utilizada no período de estiagem e sim durante o verão, quando as chuvas ocorrem e quando há vazão disponível nos cursos d’água. Especialmente devido às mudanças climáticas e ao aumento da ocorrência e da duração dos veranicos (períodos sem chuva no verão), os agricultores recorrem à irrigação para evitar perdas.

O coordenador-geral de sustentabilidade de projetos e polos de irrigação do MIDR, Antônio Guimarães Leite, acrescenta que esse recurso também é utilizado em outras regiões do Brasil, com o mesmo objetivo ou para antecipar a primeira safra. Em algumas situações, isso permite estender a janela de cultivo e viabilizar até três colheitas no mesmo ano agrícola.

Mas, se a irrigação ocorre no período chuvoso, como saber se um solo está úmido porque foi irrigado ou porque recebeu chuva? “Nós usamos outros indicadores. Geralmente as áreas irrigadas não são muito pequenas e têm formatos regulares – retângulos, círculos ou triângulos”, explica Mingoti.

Foto: Flickr CNA (Wenderson Araújo)

Tamanho real da área irrigada

Além da localização, o MIDR também precisa da informação do tamanho das áreas irrigadas. Como inovação, o método tem utilizado recursos derivados do sensoriamento remoto com radar para chegar à área total. Diferentemente do método tradicional, que calcula a área somando “pixels” (quadros que compõem a imagem), a técnica de vetorização desenha o contorno real do terreno, como se seguisse a linha exata do local irrigado. Na contagem por pixels, o sistema considera o quadro inteiro, mesmo que parte do terreno que ele cobre não seja irrigada. “Quando os terrenos são vetorizados, eliminamos possíveis erros dentro e fora da área irrigada. Então, a medição é muito mais acurada”, diz Mingoti.

Nessa etapa do trabalho, a Embrapa Territorial desenvolveu o método e o aplicou no mapeamento de dois pólos de irrigação em Goiás (Planalto Central e Vale do Araguaia) e de três no Mato Grosso (Sul, Médio Norte e Araguaia-Xingu). Os mapeamentos dos dois primeiros já foram entregues ao Ministério e os outros estão em fase de validação.

O mapeamento no polo de irrigação Central de Goiás mostrou aumento de 7 mil hectares nas áreas irrigadas, de 2023 para 2024. Houve crescimento da área irrigada nos 24 municípios que integram a região. Além de serem utilizados para avaliação mais frequente das políticas públicas, a intenção é que os dados do mapeamento sejam integrados ao Sistema Nacional de Informações sobre Irrigação (Sinir).

Irrigação como instrumento de desenvolvimento regional

A irrigação é utilizada como instrumento de desenvolvimento regional no Brasil e em outros países. Por aqui, observa-se que os municípios onde produtores rurais adotam essa tecnologia apresentam melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo Leite. “Em fruticultura, por exemplo, um hectare irrigado gera até três empregos. É uma forma muito eficiente de gerar renda e emprego”.

Por isso, há décadas de investimentos federais no segmento. Mas havia uma lacuna: historicamente, o País enfrentava a falta de informações precisas sobre o uso da irrigação. Ainda no início dos anos 2000, o levantamento era feito por meio de consultas às secretarias estaduais de agricultura, o que resultava em estimativas sem rigor técnico.

O cenário mudou com o lançamento do Atlas Irrigação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em 2017. O estudo revelou que a iniciativa privada expandia-se à margem das políticas governamentais e que 98% das áreas irrigadas estavam fora dos programas oficiais. Com o diagnóstico, entendeu-se que era preciso promover ações para ampliar o uso da irrigação.

A partir de 2019, uma organização do território em pólos de irrigação proposta pela ANA passou a ser adotada. Diálogos com entidades representativas dos agricultores também se iniciaram, com o objetivo de levantar formas de estimular o uso da tecnologia de modo organizado. Leite lembra que, por meio desse trabalho, encontraram necessidades diferentes. Em alguns casos, eram necessários estudos para subsidiar os órgãos públicos na análise de pedidos de outorga para uso da água; em outros, a construção de estradas sem as quais não faria sentido aumentar a produção.

Com programas em execução, surgiu a necessidade de mapeamentos mais frequentes para acompanhar e avaliar a efetividade das ações. “Procuramos a Embrapa Territorial para desenvolvermos um método que permitisse verificar, dentro dos polos em que o Ministério já vem trabalhando a política pública, o que tem acontecido. A área está se expandindo? A expansão tem ocorrido dentro do previsto?”, conta o coordenador-geral da área no MIDR.

Na avaliação de Leite, a disponibilidade de recursos hídricos para ampliar a produção por meio da irrigação é rara no mundo. E investir no segmento é uma forma de melhorar a segurança alimentar da população. “A maioria dos alimentos que consumimos hoje vem da agricultura irrigada: legumes, verduras, arroz e grande parte das frutas e do trigo… Quando falamos em segurança alimentar, não se trata só de ter comida na mesa, mas também dessa variedade nutricional. Precisamos pensar nessa política tão importante para a vida do brasileiro e trabalhar de forma mais organizada. Só conseguiremos isso com informação”, concluiu.

Fonte: Embrapa

Fonte: CNN

Adagro está com consulta pública aberta para o novo Regulamento Técnico do Programa Estadual de Sanidade Apícola

A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco – Adagro colocou em consulta pública, até o dia 6 de junho, a minuta do Regulamento Técnico do Programa Estadual de Sanidade Apícola (PESAp/PE), iniciativa que estabelece diretrizes para prevenção, controle e erradicação de doenças e pragas que afetam as abelhas do gênero Apis mellifera e os meliponídeos, conhecidos como abelhas nativas sem ferrão. Os interessados do setor em participar devem acessar e preencher o formulário disponível no link do site da Adagro https://www.adagro.pe.gov.br/sanidade-animal até o dia 06 de junho.

A proposta regulamenta ações de vigilância epidemiológica, fiscalização sanitária, controle de trânsito de colmeias, cadastro e georreferenciamento de apiários e meliponários em Pernambuco. “O texto também prevê medidas obrigatórias de notificação de suspeitas de doenças, mortalidade atípica de abelhas e casos de intoxicação por agentes químicos, como agrotóxicos”, falou o diretor-presidente da Adagro, Moshe Dayan Fernandes, que têm se reunido com representantes do segmento apícola pernambucano para discutir o regulamento.

“Entre os principais pontos da minuta estão a obrigatoriedade do cadastro dos estabelecimentos apícolas junto à Adagro, emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA) para transporte de colmeias e rainhas, além de regras específicas para o manejo, transporte e vigilância sanitária das abelhas”, explica a coordenadora  do Programa Estadual de Sanidade Apícola  da Adagro, Alessandra d’Alencar.

O regulamento ainda estabelece procedimentos de controle para doenças e pragas de importância sanitária, como a Tropilaelapsose e o Pequeno Besouro das Colmeias (Aethina tumida), incluindo medidas de interdição, destruição de material contaminado, desinfecção e restrição de trânsito em caso de foco confirmado.

A proposta também reforça o papel da educação sanitária e da participação dos apicultores, meliponicultores, médicos veterinários, pesquisadores e da população em geral na notificação de suspeitas e na adoção de boas práticas de manejo.

De acordo com a Adagro, a consulta pública tem como objetivo garantir a participação da sociedade, do setor produtivo, instituições de pesquisa e demais interessados na construção do regulamento, contribuindo para o fortalecimento da defesa sanitária apícola em Pernambuco e para a preservação das abelhas, que além de estarem numa cadeia produtiva – apicultura – geradora de emprego e renda são  fundamentais para a polinização e manutenção da biodiversidade.

 

Petrolina recebe Caravana Agro Exportador com foco em sustentabilidade e mercado internacional

Petrolina (PE), principal polo exportador de frutas frescas do Brasil, foi palco de mais uma edição da Caravana Agro Exportador, iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) voltada ao fortalecimento da cultura exportadora no agronegócio brasileiro.

O evento que contou com a presença do atual ministro da Agricultura, André de Paula, reuniu produtores rurais, cooperativas, agroindústrias, associações e pequenas e médias empresas com potencial exportador para discutir oportunidades de ampliação da presença do agro brasileiro nos mercados internacionais, com foco em sustentabilidade, competitividade e abertura comercial.

 

A programação desta edição ganhou ainda mais relevância diante do recente acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que representa avanços importantes para o setor exportador brasileiro, incluindo redução e até eliminação de tarifas para determinados produtos, como a uva.

A iniciativa contou com o apoio da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abarfrutas) e da Valexport, que reforçaram a importância estratégica da fruticultura brasileira no cenário internacional.

Nesta edição, a sustentabilidade foi um dos temas centrais da programação, reforçando a importância das práticas ESG para acesso, permanência e expansão em mercados globais, especialmente diante do recente acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

 

Para o presidente da Abrafrutas, Waldyr Promicia, a iniciativa fortaleceu o posicionamento do Brasil como referência mundial na produção e exportação de frutas frescas.

“Eventos como a Caravana Agro Exportador são fundamentais para aproximar o produtor das oportunidades internacionais e mostrar que a fruticultura brasileira está preparada para atender às exigências dos mercados mais competitivos do mundo. O acordo entre Mercosul e União Europeia abre uma janela importante para ampliarmos nossa presença global com qualidade, sustentabilidade e eficiência”, destacou.

A diretora de ESG da Abrafrutas, Priscilla Nasrallah, foi uma das palestrantes do evento e reforçou a importância da sustentabilidade como diferencial competitivo para o setor exportador.

“A sustentabilidade deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser um requisito estratégico para o comércio internacional. O mercado global quer rastreabilidade, responsabilidade socioambiental e transparência. A fruticultura brasileira já vem avançando fortemente nesse caminho, e discutir ESG dentro de um evento como a Caravana Agro Exportador é essencial para fortalecer ainda mais a competitividade do setor”, afirmou Priscilla.

A programação da Caravana incluiu ainda visita técnica ao packing house da Fazenda Argofruta, empresa associada à Abrafrutas, com a realização de ato simbólico de registro de exportação de uvas no contexto do acordo Mercosul-União Europeia, marcando as novas oportunidades para a fruticultura nacional e o potencial de ampliação das exportações brasileiras.

Por: Telma Martes

 

Fonte: CNN

Tecnologias aplicadas ao agronegócio são destaque durante SINDAG Drone Tec, em Juazeiro-BA

O desenvolvimento da aviação agrícola e das tecnologias aplicadas ao agronegócio no Vale do São Francisco, foram os grandes destaques da segunda edição do SINDAG Drone Tec, evento realizado na manhã desta quinta-feira (21), na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro- BA.

Durante o encontro, estudantes, professores de Agronomia, consultores, empresários do segmento rural e representantes do Governo do Estado da Bahia e da Adagro, traçaram um panorama do setor aeroagricola no Brasil e no mundo. Logo no início, os produtores de frutas e especialistas em drones agrícolas, Arthur e Paulo Grimaldi, mostraram como os drones estão mudando a realidade do produtor rural, trazendo mais eficiência, redução de custos, sustentabilidade e precisão nas aplicações.

Atento à palestra, o estudante do sétimo período de Agronomia, David Esdras, destacou o aspecto mercadológico, a eficiência da tecnologia e o funcionamento nos pomares regionais. “O evento nos abre uma nova visão e a perspectiva de que em breve também sejamos inseridos neste mercado que tanto cresce”, ressaltou.

O engenheiro agrônomo e consultor de uva, Jackson Lopes, revelou que a tecnologia de aplicação com drone é um caminho sem volta. Já o consultor de manga, José Ideildo, evidenciou a eficiência no custo de produção e acrescentou que a solução possibilita, além da sustentabilidade, a rentabilidade para os pequenos e médios produtores e as grandes empresas.

De acordo com o professor e idealizador do evento, Flávio Oliveira, o SINDAG Drone Tec, superou todas as expectativas. “Contamos com um público de 130 participantes, gente de várias idades procurando entender os avanços, aumentar o conhecimento e ainda tirar dúvidas para que as tecnologias cheguem também à ponta, os produtores rurais”, concluiu.

Abrafrutas celebra aprovação do PL dos safristas e destaca avanço para a fruticultura brasileira

 

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) celebra a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 715/2023, que estabelece novas regras para a contratação de trabalhadores safristas e garante que esses profissionais possam atuar em contratos temporários durante os períodos de safra sem perder o acesso aos benefícios sociais.

A medida representa um avanço importante para a fruticultura brasileira, atividade reconhecida por sua alta intensidade de mão de obra e pela necessidade de contratações sazonais em diferentes etapas da produção, principalmente nos períodos de colheita e pós-colheita.

O setor enfrenta, há anos, desafios relacionados à disponibilidade de trabalhadores, informalidade e insegurança jurídica nas contratações temporárias, fatores que impactam diretamente o planejamento das operações e a competitividade da cadeia produtiva.

De autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), o texto permite que trabalhadores sejam contratados para atividades sazonais sem perda dos benefícios sociais, trazendo mais previsibilidade tanto para o produtor quanto para o trabalhador rural.

Para o diretor técnico da Abrafrutas, Edson Brok, a aprovação do projeto atende uma demanda histórica do setor e contribui para modernizar as relações de trabalho no campo.

“A fruticultura é uma atividade intensiva em mão de obra e possui características muito específicas, com forte necessidade de trabalhadores em determinados períodos do ciclo produtivo. Essa aprovação traz mais segurança jurídica, reduz a informalidade e cria condições para que o produtor consiga planejar melhor suas operações”, afirma.

Brok destaca ainda que a medida beneficia toda a cadeia produtiva.

“É um avanço importante porque permite conciliar a necessidade do setor com a proteção social ao trabalhador. O produtor ganha previsibilidade e o trabalhador pode atuar nas safras sem perder benefícios, fortalecendo o emprego e a produção no campo”, ressalta.

Vale lembrar que a regulamentação das contratações safristas esteve entre as demandas apresentadas pelo setor produtivo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do atual mandato, durante encontro com representantes da fruticultura. Na ocasião, lideranças do setor destacaram a necessidade de mecanismos que ampliassem a segurança jurídica e modernizassem as relações trabalhistas no campo.

A pauta ganha ainda mais relevância para a fruticultura, uma das atividades agrícolas que mais geram empregos no país e possuem maior demanda por mão de obra sazonal. De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a fruticultura emprega aproximadamente 5 milhões de trabalhadores ao longo de toda a cadeia produtiva, o que equivale a 16% de toda a força de trabalho do agronegócio.

Com a aprovação do PL 715/2023, o setor avalia que o país avança para um ambiente mais moderno, competitivo e alinhado às necessidades da produção agropecuária brasileira.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Abrafrutas intensifica promoção internacional e leva frutas brasileiras ao mercado indiano em missão estratégica

A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) participará, entre os dias 24 e 31 de maio de 2026, de uma missão estratégica na Índia por meio do Projeto Frutas do Brasil, iniciativa voltada à promoção internacional da fruticultura brasileira, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O projeto tem, como um dos objetivos, a ampliação das oportunidades de exportação de frutas para o mercado asiático.

A agenda contempla visitas técnicas, encontros institucionais, rodadas de relacionamento comercial e participação no Fresh India Show 2026, um dos principais eventos do setor hortifrutícola da Índia.. As atividades acontecerão nas cidades de Nova Délhi e Mumbai, reunindo exportadores brasileiros, importadores, representantes do varejo, distribuidores e lideranças do negócio naquele país.

A missão ocorre em um momento estratégico para a fruticultura brasileira. A Índia tem ampliado o consumo de frutas importadas e se consolidado como mercado relevante para a diversificação das exportações brasileiras. Atualmente, o país asiático importou do Brasil cerca de 68,1 mil toneladas de frutas, movimentando aproximadamente US$ 59,6 milhões, tendo a maçã como principal fruta exportada para o mercado indiano.

Durante a programação, a delegação da Abrafrutas visitará importantes centros de comercialização e distribuição de frutas, como o Azadpur Subzi Mandi, considerado um dos maiores mercados atacadistas de frutas e hortaliças da Ásia, além de mercados varejistas, frutarias premium e empresas importadoras especializadas.

A agenda inclui ainda reunião com representantes da FIFI (Federation of Indian Food Importers), encontros institucionais na Embaixada do Brasil em Nova Délhi e no Consulado-Geral em Mumbai, além da participação no Fresh India Show 2026, feira que conecta fornecedores globais ao mercado consumidor indiano e às principais redes de distribuição da região.

Para a Abrafrutas, a presença brasileira no mercado indiano representa uma oportunidade estratégica de posicionamento antecipado em um ambiente de alto potencial de crescimento e expansão do consumo.

“Além da promoção comercial, a ação busca ampliar o relacionamento entre exportadores brasileiros e compradores internacionais, gerar inteligência de mercado e abrir novas oportunidades para frutas produzidas no Brasil”, explica o gerente técnico da Abrafrutas, Jorge de Sousa.

Ainda segundo ele, a participação da Abrafrutas por meio do Projeto Frutas do Brasil na Índia integra a estratégia contínua da entidade de fortalecer a presença do agro brasileiro no mercado internacional, com ampliação da carteira de clientes e promoção das frutas brasileiras como referência global em qualidade, sustentabilidade e segurança alimentar.

A expectativa é de que a missão contribua para consolidar a imagem da fruticultura brasileira como um setor moderno, sustentável e preparado para atender às demandas do comércio internacional.

SOBRE O FRUTAS DO BRASIL

A Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados), em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), desenvolve um projeto de apoio aos exportadores brasileiros na busca por ampliação dos negócios; abertura de novos mercados; reconhecimento e diferenciação das frutas brasileiras; e aumento do saudável hábito de consumir frutas saborosas e com qualidade superior.

SOBRE A ABRAFRUTAS

A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) é uma associação sem fins lucrativos que tem por finalidade representar e promover a fruticultura brasileira frente ao mercado internacional. Criada em 2014, a Abrafrutas conta com aproximadamente 70 associados produtores exportadores de frutas e detém aproximadamente 85% do volume total das frutas frescas exportadas pelo Brasil.

SOBRE A APEXBRASIL

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira.

Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.

A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

Pernambuco transforma talento em oportunidade. SEDEPE anuncia empreendimentos que irão representar Pernambuco na Fenearte 2026

Pernambuco transforma talento em oportunidade. SEDEPE anuncia empreendimentos que irão representar Pernambuco na Fenearte 2026

Empreendimentos da economia solidária conquistam espaço na Fenearte 2026, levando identidade, tradição e inovação para novos mercados

O talento, a criatividade e o compromisso com a sustentabilidade já têm lugar garantido na Fenearte 2026. A Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco (SEDEPE) divulgou, nesta terça-feira (12), o resultado final da seleção dos Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) que irão compor o estande institucional da pasta na 26ª edição do evento, que será realizada de 8 a 19 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco.

Ao todo, 20 empreendimentos foram escolhidos por meio de chamada pública para participar gratuitamente da feira, uma conquista que valoriza iniciativas marcadas pela qualidade, inovação e compromisso com práticas sustentáveis. A ação reafirma o compromisso do Governo de Pernambuco com o fortalecimento da economia criativa e do empreendedorismo solidário em todas as regiões do estado.

O secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da economia solidária no estado.
“Participar da Fenearte é uma oportunidade transformadora para esses empreendimentos. Estamos falando de iniciativas que carregam identidade, tradição e inovação e que, agora, terão a chance de ampliar seus mercados e fortalecer sua atuação. Essa seleção reforça o nosso compromisso em apoiar quem empreende de forma coletiva e sustentável, gerando renda e desenvolvimento em todas as regiões de Pernambuco.”

Mais do que uma feira, a Fenearte é um espaço de oportunidades reais, onde talentos ganham visibilidade, histórias são valorizadas e produtos alcançam novos públicos, promovendo conexões e ampliando mercados.

O secretário executivo de Micro e Pequena Empresa e Fomento ao Empreendedorismo, Sandoval Figueiredo, também ressaltou o impacto da ação.
“A presença desses empreendimentos na Fenearte representa mais do que visibilidade: é a abertura de novos caminhos para o crescimento sustentável. Estamos fortalecendo pequenos negócios que fazem a diferença em seus territórios, estimulando a geração de renda, a autonomia e o protagonismo de quem constrói a economia solidária no dia a dia.”

RESULTADO FINAL
Conheça os 20 empreendimentos selecionados para representar a economia solidária pernambucana no estande institucional da SEDEPE durante a Fenearte 2026:

ATELIER ALUIZIO FERNÃ
A SANTOS MACRAMÊ
ASSOCIAÇÃO DE MULHERES PRODUTORAS DE CULTURA E ARTE DE ABREU E LIMA
ANA FONTOURA PONTILHISMO
ASSOCIAÇÃO DA AGRICULTURA E RENDA FAMILIAR NOVO CAJUEIRO
ASSOCIAÇÃO DOS ARTESÃOS DE FEIRA NOVA
ASSOCIAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS BEM VIVER
ASSOCIAÇÃO DOS APICULTORES DE SERRA TALHADA
ASSOCIAÇÃO DAS MULHERES PRODUTORAS DE OLINDA
ATELIÊ MAR ARTES
BELAS ARTES
COLETIVO CULTURAL PLANT’ ART
FORMIGAS EM AÇÃO
FLOR DE CHITA
INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL DA SERRA GRANDE
JUVENTUDE ARTESÃ
MARIA’S ACESSÓRIOS
REDE SOLIDÁRIA DE ARTERRECICLADORES E ARTESÃOS DE PERNAMBUCO
SONHO DE BISCUIT
V&G PRODUTOS ARTESANAIS

FENEARTE
Em cada peça, uma história. Em cada artesão, a força de Pernambuco que transforma talento, tradição e identidade em oportunidades e desenvolvimento. Em 2026, mais uma vez, o estado reafirma sua potência criativa e cultural diante do Brasil e do mundo.

Texto: Mônica Dias
Foto: Gabriel Santana
Gerência de Comunicação: Mônica Dias

Fonte: SEDEPE