Mais de 17 mil produtores e cooperativas da região Nordeste podem se beneficiar com a MP 1.376
Dia de Campo do Sebrae-SP destaca inovação na produção de maracujá e banana em Bauru
Evento gratuito terá programação voltada às culturas de banana e maracujá e será realizado durante a Feira Agro Sem Limites
A ação é uma iniciativa do Sebrae-SP e dos parceiros Faesp, Senar, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Unesp, Prefeitura de Bauru por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (SAGRA), Cati,
Com conteúdo técnico, relatos de produtores e informações sobre mercado e financiamento, a programação terá início às 8h30 e seguirá o cronograma:
>> 8h30: Recepção e credenciamento com café de boas-vindas e entrega de brindes
>> 9h15: Abertura oficial do evento
>> 9h30: Palestra ‘Cultura do Maracujá’ com o professor Aloisio Costa Sampaio da Unesp Bauru, que abordará as tecnologias e pesquisas aplicadas ao campo. Na sequência, haverá o depoimento de um produtor de maracujá sobre os desafios da produção e da comercialização da fruta
>> 10h45: Palestra ‘Cultura da Banana’, ministrada pelo profissional Fernando do CATI que apresentará as tecnologias e pesquisas aplicadas ao campo no segmento da banana, seguida pelo relato de um produtor sobre produção e comercialização da fruta.
>> 12h: Pausa para almoço
>> 13h: Visita a Feira Agro Sem Limites
>> 13h20: Palestra com profissional da APTa Regional de Bauru sobre as pesquisas de apoio ao produtor
>> 13h50: Palestra com profissional da Fazenda Jaguacy sobre a produção de avocado
>> 14h25: Apresentação da
>> 14h40: Palestra com profissional da SAGRA sobre os serviços prestados pela Secretaria
>> 15h20: Palestra com profissional do CATi sobre a importância da análise de solo, calagem e adubação visando um solo mais fértil
>> 16h: Visita a Feira Agro Sem Limites
“Além de levar conhecimento técnico ao produtor, o Dia de Campo tem o propósito de aproximar quem está no campo de instituições de pesquisa, assistência técnica, entidades do setor e empresas que podem contribuir para o desenvolvimento da atividade rural. A iniciativa cria uma ponte entre conhecimento, inovação e tecnologia e o produtor que busca aprimorar sua produção, garantir qualidade e tornar a gestão da propriedade mais eficiente”, declara o consultor de negócios do Sebrae-SP, Marcelo Rondon Bezerra.
Simultaneamente ao Dia de Campo, o Recinto Mello de Moraes, localizado na Avenida Comendador José da Silva Martha, quadra 36, Jardim Ouro Verde também receberá a exposição agropecuária Agro Sem Limites.
Serviço
Dia de Campo em Bauru
Data: 11 de setembro, das 8h30 às 17h30
Local: Recinto Mello de Moraes, Avenida Comendador José da Silva Martha, quadra 36, Jardim Ouro Verde
Fonte: SEBRAE
Fonte: CNN
BRS Áurea: nova cultivar de pera é adaptada ao Sul do Brasil
BRS Áurea apresenta produtividade de até 30 toneladas por hectare
Nos locais avaliados no Sul do Brasil, a BRS Áurea apresentou potencial produtivo estimado entre 25 e 30 toneladas por hectare, além de colheita precoce, concentrada principalmente em janeiro.
A cultivar é recomendada para regiões produtoras de pera que apresentem entre 400 e 600 horas de frio abaixo de 7,2 °C durante o inverno. Os testes foram realizados nos municípios gaúchos de Vacaria, Bento Gonçalves e Caxias do Sul.
A BRS Áurea também se destaca pela resistência à entomosporiose, uma das principais doenças da cultura, e pela menor suscetibilidade à mosca-das-frutas em comparação com a cultivar Rocha, variedade portuguesa bastante comercializada no Brasil.
Nova cultivar de pera produz frutos grandes e de coloração dourada
Entre as características de interesse para o consumidor estão os frutos médios a grandes e uniformes, com massa entre 145 e 190 gramas.
Na maturação, a casca apresenta coloração amarelo-alaranjada a dourada, característica que deu origem ao nome Áurea. A polpa é branca, crocante, suculenta e de sabor equilibrado.
O pesquisador João Caetano Fioravanço, da Embrapa Uva e Vinho e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da cultivar, destaca que a BRS Áurea foi desenvolvida com o objetivo de obter uma pera adaptada às condições brasileiras.
Segundo Fioravanço, a cultivar reúne boa adaptação ao Sul do Brasil, potencial produtivo e qualidade dos frutos, características que podem contribuir para estimular a produção nacional de peras.
BRS Áurea amplia possibilidades para a produção brasileira de pera
A precocidade de maturação é outro diferencial da nova cultivar. Nas condições avaliadas, a colheita ocorre predominantemente entre 5 e 20 de janeiro, com ciclo aproximado de 106 dias entre a plena floração e a maturação.
A época de colheita permite antecipar a oferta da fruta e pode ampliar a janela de comercialização de peras produzidas no Brasil.
Em sistema de alta densidade, com plantas enxertadas sobre o marmeleiro Adams e espaçamento de quatro metros entre filas e um metro entre plantas, a produtividade estimada varia de 25 a 30 toneladas por hectare.
A combinação entre época de colheita, produtividade e qualidade dos frutos amplia as possibilidades de utilização da BRS Áurea em sistemas comerciais. A disponibilidade de cultivares adaptadas às condições brasileiras é especialmente relevante para uma cadeia produtiva que ainda depende de importações para atender parte da demanda nacional.
BRS Áurea apresenta bom potencial de conservação pós-colheita
Além do desempenho no pomar, a BRS Áurea apresentou resultados promissores nas avaliações de pós-colheita.
Em condições experimentais, os frutos mantiveram boa qualidade para consumo após 90 dias de armazenamento refrigerado a 0,5 °C, seguidos de sete dias a 20 °C. Durante esse período, houve redução da firmeza da polpa e mudança na coloração, que se tornou mais alaranjada, sem comprometer as características consideradas adequadas para consumo.
Segundo a pesquisadora Lucimara Antoniolli, da área de pós-colheita da Embrapa Uva e Vinho, a capacidade de conservação pode favorecer o mercado de frutas frescas, ampliando o período de comercialização e facilitando a distribuição.
Ensaios experimentais também indicaram potencial para períodos mais longos de armazenamento. Em atmosfera controlada, frutos mantidos por até 165 dias a 0,5 °C apresentaram maior firmeza após a retirada da câmara.
Por outro lado, os frutos são delicados e podem sofrer danos por impacto durante a colheita e o transporte. Por isso, são recomendados cuidados no manuseio, na classificação, na embalagem e na distribuição.
Cultivar apresenta menor suscetibilidade à mosca-das-frutas
A BRS Áurea também apresentou características favoráveis em relação a importantes problemas fitossanitários da cultura.
Nas condições avaliadas, a cultivar demonstrou resistência à entomosporiose e à sarna-da-pereira, doença fúngica que afeta folhas e frutos. Também apresentou menor suscetibilidade à mosca-das-frutas em comparação com a pera Rocha.
Em áreas experimentais submetidas à infestação natural, foram registrados 70% de frutos infestados na pera Rocha e 10% na BRS Áurea. Em outro experimento, no qual os frutos foram expostos diretamente aos insetos, a infestação foi de 40% na BRS Áurea, contra 100% na Rocha.
O pesquisador Marcos Botton, da Embrapa Uva e Vinho, ressalta que a menor infestação é uma característica de interesse para a fruticultura do Sul do Brasil. A característica, porém, não elimina a necessidade de monitoramento e manejo da praga.
BRS Áurea é resultado de quase 20 anos de pesquisa
O desenvolvimento da BRS Áurea começou em 2006, com o cruzamento entre as peras asiática Hosui e europeia Abate Fetel, realizado em Vacaria (RS).
A partir de 2015, o material selecionado passou por novas etapas de avaliação. No ano seguinte, foi implantado em áreas experimentais da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves e Vacaria, para análises de fenologia, produção, qualidade dos frutos e conservação pós-colheita.
Em 2021, foram estabelecidas duas unidades de validação em parceria com produtores, em Vacaria e Caxias do Sul. As plantas foram conduzidas sobre o marmeleiro Adams, com espaçamento de quatro metros entre filas e um metro entre plantas.
A BRS Áurea foi registrada no Registro Nacional de Cultivares em 26 de maio de 2025, sob o número 59.655, e posteriormente teve sua proteção solicitada junto ao Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC).
Nova cultivar será apresentada na Expointer
A BRS Áurea será apresentada durante a 49ª Expointer, realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque Assis Brasil, em Esteio (RS).
A apresentação deve aproximar a nova cultivar de produtores e demais integrantes da cadeia produtiva, destacando características como produtividade, qualidade dos frutos, adaptação climática e potencial de conservação.
As mudas da BRS Áurea podem ser reservadas no Viveiro São Francisco, licenciado pela Embrapa. Outros viveiristas interessados em obter licenciamento para comercializar a cultivar podem solicitar material propagativo à Embrapa Uva e Vinho.
A reserva pode ser realizada ao longo do ano, enquanto a entrega ocorre na segunda quinzena de julho do ano subsequente, conforme a disponibilidade de material.
A nova cultivar representa uma alternativa genética para diversificar os pomares e ampliar as possibilidades da produção brasileira de pera, especialmente nas regiões do Sul do País.
Fonte: Campo e Negócios
Fonte: CNN
Bioinsumos chegam a propriedades rurais no interior do RN
O projeto será ampliado para 16 produtores do distrito. O Sebrae também avalia a aplicação do modelo em áreas de cajucultura de sequeiro, nas quais a produção depende das chuvas e enfrenta condições diferentes das encontradas nos perímetros irrigados. Uma das frentes prevê que os próprios produtores fabriquem bioinsumos nas propriedades, seguindo recomendações e protocolos técnicos. Outra utilizará uma biofábrica instalada no Diba para multiplicar fungos e bactérias destinados às áreas produtivas. Na primeira fase da capacitação, a biofábrica atenderá sete produtores. Os microrganismos poderão ser utilizados para ampliar a atividade biológica do solo, favorecer o desenvolvimento das raízes, melhorar o aproveitamento de nutrientes e auxiliar no controle de agentes que prejudicam as culturas.
O gestor de Fruticultura do Sebrae-RN, Franco Marinho, afirma que a aplicação será definida após a análise de cada propriedade. O objetivo é evitar o uso indiscriminado de produtos e adequar o manejo às necessidades identificadas pelos técnicos.
Produção agrícola no Baixo-Açu — Sandra Monteiro
“O consultor vai a campo, verifica, faz análise de solo, análise foliar e, a partir disso, recomenda os produtos adequados. Não é algo aleatório. A vantagem é diminuir o custo de produção, melhorar a sustentabilidade e a questão físico-química do solo e da planta, aumentando a produtividade e qualidade das frutas”, explica.
Os bioinsumos são produtos, processos ou tecnologias de origem vegetal, animal ou microbiana destinados à produção agropecuária. Na fruticultura, podem atuar na nutrição, no desenvolvimento das plantas e no controle biológico de pragas e doenças. O uso desses recursos não elimina a necessidade de outros cuidados. Os resultados dependem da escolha correta dos microrganismos, das condições de armazenamento, da forma de aplicação, da temperatura, da disponibilidade de água e das características do solo.
Fonte: CNN
Cultivares de maracujá do IAC avançam pelo Brasil e ampliam oferta para indústria de polpas
As cultivares de maracujá desenvolvidas pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, estão ampliando sua presença nas principais regiões produtoras do Brasil. Voltadas à indústria de sucos e polpas, a IAC 275 Maravilha e a IAC 1013 Laureado combinam produtividade, elevado rendimento industrial e adaptação a diferentes condições de cultivo.
Em 2025 e no primeiro semestre de 2026, os principais estados com pomares produtivos ou em formação foram São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Paraná. As cultivares também chegaram ao Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Tocantins, Alagoas, Pernambuco, Pará, Bahia, Rondônia, Acre e Distrito Federal.
A expansão atende ao interesse de agroindústrias e produtores por frutos com maior proporção de polpa, teor adequado de sólidos solúveis e coloração intensa. Para pequenos e médios agricultores, o maracujá representa uma alternativa de rápido retorno econômico e geração de receita durante boa parte do ano.
São Paulo lidera cultivo das variedades do IAC
Em São Paulo, as lavouras estão distribuídas por diferentes municípios, com destaque para Fartura, próximo à divisa com o Paraná.
Segundo o pesquisador José Luiz Hernandes, do IAC, o instituto forneceu sementes em 2025 e 2026 para produtores de Americana, Areias, Bauru, Campina do Monte Alegre, Conchas, Cruzeiro, Guaratinguetá, Iacanga, Iguape, Itaí, Itaporanga, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Óleo, Santos, São Paulo e Sertãozinho.
A produção paulista está concentrada principalmente em propriedades familiares. Para esses agricultores, as cultivares industriais apresentam facilidade de adoção porque o plantio e o manejo são semelhantes aos utilizados na produção de maracujá destinado ao mercado de frutas frescas.
A definição do destino comercial, entretanto, altera os critérios de seleção dos frutos. No mercado in natura, aparência, formato, tamanho e integridade da casca exercem maior influência. Para a indústria, o rendimento e a qualidade da polpa ganham prioridade.
Produtores paulistas encerram colheita e preparam nova safra
Em agosto, os pomares paulistas aproximam-se do fim do período produtivo. Os agricultores que trabalham com duas safras no mesmo plantio iniciam a limpeza das áreas e se organizam para a poda no fim de agosto e começo de setembro.
Nas propriedades conduzidas com apenas uma safra, começa a eliminação das plantas que já completaram o ciclo. O trabalho inclui o preparo do solo e a revisão das estruturas de condução antes da implantação do próximo cultivo.
A decisão de manter ou renovar as plantas deve considerar o estado sanitário do pomar, a produtividade alcançada, os custos de manejo e o potencial de produção no segundo ciclo.
Rendimento de polpa supera 50%
Para o processamento industrial, tamanho e aparência externa não são os principais critérios de avaliação. As agroindústrias procuram frutos que ofereçam maior aproveitamento, qualidade da polpa e padronização.
De acordo com Hernandes, as cultivares IAC destinadas ao processamento apresentam rendimento de polpa superior a 50%. O teor de sólidos solúveis fica acima de 12 graus Brix, podendo alcançar 17 graus Brix em condições favoráveis.
Valores acima de 14 graus Brix são considerados especialmente desejáveis porque indicam maior concentração de açúcares e outros compostos solúveis. Essa característica interfere no sabor e no rendimento durante a fabricação de sucos e polpas.
Outro diferencial é a coloração alaranjada intensa, valorizada pela indústria por contribuir para o aspecto visual do produto processado.
IAC recomenda plantio conjunto das cultivares
O IAC recomenda que a IAC 275 Maravilha e a IAC 1013 Laureado sejam cultivadas de forma complementar, com 50% de cada variedade na área.
Segundo o instituto, a combinação reúne parâmetros favoráveis de rendimento, teor de sólidos solúveis e coloração da polpa. A IAC 1013 Laureado destaca-se pela tonalidade alaranjada ainda mais intensa.
As duas variedades apresentam casca fina, característica que contribui para ampliar proporcionalmente a quantidade de polpa disponível para processamento.
A IAC 275 Maravilha produz frutos predominantemente médios e alongados, embora também possa apresentar formato arredondado. A IAC 1013 Laureado possui frutos geralmente médios e redondos, com possibilidade de ocorrência de unidades alongadas.
As plantas das duas cultivares apresentam vigor de médio a alto.
Período de maturação varia conforme a região
No Sudeste, a maturação das cultivares IAC 275 e IAC 1013 ocorre principalmente entre janeiro e julho.
Esse período pode ser mais longo nas regiões Norte e Nordeste e mais curto no Sul. A variação está relacionada, entre outros fatores, à quantidade de horas de luz disponível em cada localidade.
O comportamento regional deve ser considerado no planejamento da mão de obra, da colheita, do transporte e da comercialização.
Como os frutos são recolhidos com frequência durante vários meses, o produtor precisa estruturar previamente o destino da produção. A ausência de compradores próximos pode aumentar custos e comprometer a rentabilidade.
Agroindústria próxima é essencial para o escoamento
A comercialização do maracujá para processamento costuma ocorrer diretamente com agroindústrias instaladas próximas das áreas produtoras.
Nas lavouras paulistas, a colheita pode ser realizada diariamente durante aproximadamente seis meses. Como são necessárias várias entregas ao longo desse período, a distância até a unidade processadora exerce forte influência sobre o custo do transporte.
A proximidade reduz despesas com frete, facilita o escoamento frequente e diminui o risco de perdas após a colheita. Por isso, a existência de uma agroindústria regional deve ser avaliada antes da implantação do pomar.
Cooperativas e agroindústrias familiares também podem absorver a produção. Algumas empresas brasileiras atuam nos mercados nacional e internacional, exportando suco e polpa de maracujá para a Europa e outros destinos.
Maracujá oferece retorno econômico rápido
O ciclo relativamente curto permite que o produtor obtenha retorno em menos tempo na comparação com outras frutíferas perenes.
A colheita distribuída por vários meses também favorece a entrada contínua de receita, característica importante para propriedades familiares. O processamento da polpa acrescenta valor ao produto e pode ampliar as oportunidades de comercialização.
A viabilidade econômica depende, entretanto, de fatores como produtividade, disponibilidade de mão de obra, polinização, controle fitossanitário, proximidade do comprador e custos de transporte.
O planejamento comercial deve começar antes do plantio, com a definição dos canais de venda e das exigências de qualidade da agroindústria.
Cascas e sementes ampliam aproveitamento do fruto
Além da fabricação de polpas, sucos concentrados, sucos integrais e néctares, o maracujá permite o aproveitamento de diferentes subprodutos.
Cascas e sementes podem ser destinadas, de acordo com o processamento e as exigências técnicas, à alimentação animal, extração de óleos e fabricação de insumos cosméticos.
O suco também apresenta características nutricionais e é fonte de compostos como vitamina A, cálcio e fósforo.
A diversificação de usos contribui para reduzir o desperdício e pode criar novas fontes de receita dentro da cadeia produtiva.
Polinização é decisiva para produtividade e qualidade
As flores do maracujazeiro atraem insetos responsáveis pelo transporte do pólen entre as estruturas reprodutivas das plantas. As mamangavas são os principais polinizadores da cultura.
O porte desses insetos favorece o contato do dorso com as partes da flor, permitindo que o pólen de uma planta seja levado até outra. Esse processo é essencial para a fecundação e a formação adequada dos frutos.
Quando a polinização é insuficiente, os frutos podem apresentar baixo peso, formato irregular e preenchimento parcial.
Para preservar as mamangavas, as pulverizações devem ser realizadas preferencialmente pela manhã, antes da abertura das flores. A atividade dos polinizadores ocorre principalmente durante a tarde.
Polinização manual pode elevar produção
Em regiões com baixa presença de mamangavas, o produtor pode recorrer à polinização artificial, realizada manualmente.
O procedimento pode aumentar significativamente a quantidade produzida e o peso dos frutos. Mesmo em áreas onde existem polinizadores naturais, o IAC recomenda considerar a polinização manual quando o objetivo é alcançar alta produtividade.
A adoção da prática exige planejamento de mão de obra, pois as flores permanecem receptivas por um período limitado. A operação deve ser realizada no momento adequado e com técnica correta para assegurar a fecundação.
IAC também oferece variedades para o mercado de mesa
Atualmente, o Instituto Agronômico disponibiliza sementes de quatro cultivares de maracujá azedo amarelo.
A IAC 275 Maravilha e a IAC 1013 Laureado são voltadas prioritariamente à produção de polpa. Já a IAC 273 e a IAC 277 foram desenvolvidas para o mercado de frutos de mesa.
O instituto também fornece material de propagação ao Serviço de Produção de Sementes e Mudas da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI).
Produtores e viveiristas podem solicitar informações ao Centro de Frutas do IAC pelos endereços eletrônicos centro.frutas@sp.gov.br e jose.hernandes@sp.gov.br.
Maracujá azedo domina os pomares brasileiros
O maracujá azedo, da espécie Passiflora edulis, representa aproximadamente 90% dos pomares do Brasil.
A espécie é a mais consumida no país e a principal matéria-prima para sucos, polpas, néctares, cosméticos e produtos fitoterápicos.
A denominação “azedo” está relacionada à acidez mais elevada na comparação com o maracujá doce, pertencente à espécie Passiflora alata.
Com cultivares adaptadas à indústria, elevada proporção de polpa e presença crescente nos polos produtivos, o IAC busca fortalecer a cadeia brasileira do maracujá. O avanço dependerá da integração entre produtores, assistência técnica, viveiristas, cooperativas e agroindústrias capazes de absorver a produção regional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: CNN
Conhecida como olho do dragão, fruta exótica pode virar aposta dos pomares
Tradicional em países como China, Tailândia e Vietnã, a fruta ainda aparece de forma tímida no mercado brasileiro. Essa raridade, porém, pode funcionar como um dos seus principais atrativos, sobretudo entre produtores que buscam diversificar o cultivo e alcançar públicos interessados em novidades.
O que é a longan e por que ela lembra a lichia – Cientificamente chamada de Dimocarpus longan, a fruta pertence à família das sapindáceas, o mesmo grupo botânico que reúne a lichia e o rambutã. Originária do sul da Ásia, a espécie tem registros de cultivo que ultrapassam dois mil anos e ocupa lugar de destaque tanto na culinária quanto na medicina tradicional chinesa.
O apelido “olho de dragão” resume bem sua aparência: sob uma casca fina e amarronzada, a polpa translúcida envolve uma semente escura, criando um efeito visual que lembra um olho. Cada fruto pesa entre 6 e 19 gramas e tem tamanho próximo ao de uma azeitona grande ou uma uva.
A longan mantém semelhanças visuais e botânicas com a lichia, o que pode facilitar sua apresentação ao consumidor. Mesmo assim, possui identidade própria: o sabor é descrito como doce e levemente almiscarado, com quem já provou comparando a experiência a uma mistura entre lichia e melão.
Sabor doce e ficha nutricional chamam atenção – O sabor delicado e naturalmente adocicado aparece entre os principais pontos de interesse da fruta. A aparência também desperta curiosidade imediata, principalmente entre pessoas que têm contato com o fruto pela primeira vez.
Além do paladar, a longan carrega um perfil nutricional robusto. A cada 100 gramas, a fruta oferece cerca de 84 mg de vitamina C, valor que supera a recomendação diária do nutriente. O fruto também concentra potássio, cobre, magnésio, fósforo, manganês e vitaminas do complexo B, incluindo o ácido fólico. Estudos apontam ainda a presença de compostos antioxidantes, como polifenóis, que contribuem para a proteção das células contra o estresse oxidativo.
A composição baixa em gordura e sódio, somada ao alto teor de açúcares naturais, reforça o apelo da longan como opção de consumo doce e ao mesmo tempo nutritiva. Ainda que pessoas com restrição de açúcar devam consumi-la com moderação.
Um nicho de mercado ainda em formação – Por ainda ser pouco conhecida no país, a longan pode encontrar espaço em mercados que valorizam produtos raros. Feiras especializadas, empórios de luxo, mercados gourmet e restaurantes ligados à alta gastronomia surgem como possíveis caminhos para a comercialização.
O cultivo da fruta acompanha um movimento de produtores que procuram alternativas fora das commodities tradicionais. Em vez de depender apenas de culturas já consolidadas, a introdução de espécies exóticas amplia a variedade dos pomares e abre novas possibilidades de renda.
A raridade do produto ajuda a construir um apelo comercial ligado à exclusividade. Consumidores interessados em sabores diferentes e ingredientes pouco comuns tendem a formar o público inicial desse tipo de cultivo. No cenário internacional, o quadro é distinto: a longan figura entre as frutas tropicais de menor porte com maior volume de produção global, com exportação relevante de polpa seca, suco e conserva para Europa, América do Norte e Austrália. Um indicativo do potencial que o produto ainda pode desenvolver por aqui.

Ainda assim, o mercado brasileiro permanece em fase de formação. Não existem dados consolidados sobre o volume total produzido, a área ocupada pelas plantações ou a comercialização em larga escala no país. Sem números amplos, o cultivo deve ser visto como uma experiência promissora, mas ainda inicial. O avanço dependerá da aceitação dos consumidores e do interesse de outros agricultores em testar a espécie.
Adaptação ao clima brasileiro exige cuidados – A longan precisa de atenção durante todo o ciclo de cultivo até a colheita. O manejo específico da planta faz parte dos desafios enfrentados por quem decide introduzir a fruta em uma propriedade. Na origem, a árvore pode ultrapassar 30 metros de altura, o que também influencia decisões sobre espaçamento e manejo em pomares comerciais.
Experiências de plantio já realizadas indicam que a espécie consegue se adaptar a determinadas condições encontradas no país. Esse resultado inicial aumenta o interesse de produtores que acompanham a expansão de frutas exóticas no Brasil.
A adaptação, no entanto, não garante que o cultivo em grande escala vingue. Como a produção ainda é limitada, o comportamento da cultura precisa ser observado ao longo do tempo, em diferentes regiões e condições de solo e clima.
Potencial comercial e diversificação no campo – A aparência incomum pode ajudar a longan a ganhar destaque em pontos de venda. Em feiras e empórios, a fruta tende a chamar atenção pelo simples fato de ser diferente das opções mais conhecidas pelo consumidor brasileiro.
O sabor doce também favorece a aproximação com o público. A relação com a lichia oferece uma referência conhecida, embora a longan mantenha identidade própria. Restaurantes e estabelecimentos voltados à gastronomia representam outra oportunidade: ingredientes exóticos costumam despertar o interesse de cozinhas que buscam apresentar novas experiências aos clientes.
A presença da longan em propriedades rurais mostra como frutas raras podem integrar estratégias de diversificação. A espécie não precisa substituir culturas tradicionais, mas pode dividir espaço com elas e ampliar o número de produtos oferecidos por um mesmo produtor.
Esse modelo permite testar a aceitação do mercado sem depender exclusivamente de uma cultura ainda pouco conhecida. Caso a procura aumente, o plantio pode ganhar novas áreas e alcançar outros produtores.
Por enquanto, a longan permanece como uma aposta. Seu sabor doce, o visual exótico, a riqueza nutricional e a proximidade com a lichia formam os principais elementos capazes de atrair consumidores. A fruta ainda tem um longo caminho até conquistar presença regular no mercado brasileiro. Mesmo assim, o interesse já despertado mostra que espécies asiáticas pouco conhecidas podem abrir espaço entre agricultores e compradores que procuram alternativas fora do comum.
*Matéria do AgroEmCampo/Henrique Rodarte – 11/08/2026. Fotos: Kabsik Park/Flickr/Kate Walton/Flickr/Fruitnet/ Flickr
Fonte: Revista da Fruta
Fonte: CNN
Cuba abre mercado para o limão brasileiro e amplia oportunidades para a fruticultura nacional
A fruticultura brasileira ganhou mais um mercado internacional. Cuba autorizou a importação de limão-Tahiti produzido no Brasil, ampliando as oportunidades para produtores brasileiros e reforçando o movimento de diversificação dos destinos das frutas nacionais. A autorização foi comunicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
A abertura de Cuba ocorre em um momento positivo para as exportações brasileiras de limão. No primeiro semestre de 2026, os embarques da fruta registraram crescimento de 9,28% em valor e de 2,95% em volume, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho reforça a competitividade do produto brasileiro e a importância da busca por novos destinos para ampliar as oportunidades comerciais do setor.
“Cada abertura é motivo de comemoração, pois mostra que estamos avançando na conquista de novos mercados. Um novo destino amplia as oportunidades de comercialização e fortalece a presença da fruta brasileira no mundo. O limão-Tahiti é um produto de grande importância para a nossa fruticultura e possui qualidade e competitividade para atender mercados cada vez mais exigentes”, destaca Waldyr Promicia, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
A autorização é resultado de um processo de negociação fitossanitária que vinha sendo acompanhado desde o primeiro semestre. Em abril, uma missão técnica da Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) de Cuba esteve no Brasil para avaliar as condições necessárias à abertura do mercado para frutas brasileiras. Na ocasião, foram analisados sistemas de produção, rastreabilidade, medidas de controle de pragas e os mecanismos oficiais de certificação fitossanitária.
A missão avaliou inicialmente a possibilidade de exportação de limão-Tahiti, lima ácida, laranja, uva e maçã. Técnicos cubanos visitaram áreas produtivas e estruturas de consolidação em São Paulo e também regiões produtoras de uva e maçã no Sul do país. O objetivo era verificar, diretamente no campo, a capacidade brasileira de atender aos requisitos fitossanitários exigidos por Cuba.
A abertura para o limão-Tahiti representa, portanto, o resultado de uma construção técnica que envolve produtores, setor privado e autoridades sanitárias dos dois países.
“Esse é o resultado de um trabalho que começa muito antes do embarque. É preciso atender aos protocolos, demonstrar a qualidade e a segurança da produção e construir confiança entre os países”, acrescenta Promicia.
Fonte:
Fonte: CNN
Fruticultura do Vale do São Francisco amplia desafios no controle de pragas
Manga e uva estão entre as culturas que transformaram o Vale do São Francisco em um dos principais polos da fruticultura irrigada brasileira. No polo Petrolina/Juazeiro, entre Pernambuco e Bahia, as duas frutas aparecem entre os principais cultivos de uma atividade que gera cerca de 156 mil empregos e mantém uma cadeia produtiva voltada tanto ao mercado interno quanto às exportações.
A combinação entre irrigação, altas temperaturas, baixa umidade e técnicas de manejo permite produzir frutas ao longo do ano e programar períodos de colheita. Essa característica ajudou a região a conquistar espaço em diferentes mercados, mas também aumentou a necessidade de acompanhamento constante das lavouras, principalmente quando o assunto é controle fitossanitário.
Nos projetos públicos de irrigação mantidos pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) em Pernambuco, onde uva e manga estão entre as principais culturas, foram produzidas cerca de 914 mil toneladas de produtos agrícolas em 2024, em uma área cultivada de 25,8 mil hectares. O valor bruto da produção chegou a aproximadamente R$ 4,8 bilhões.
A movimentação das duas frutas permaneceu intensa em 2025. Somente durante os plantões de Natal e Ano-Novo, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) emitiu 844 Permissões de Trânsito de Vegetais para assegurar a continuidade das exportações de mais de 3,7 mil toneladas de frutas produzidas no Vale, especialmente manga e uva.
A presença no mercado externo também aumenta as exigências relacionadas ao controle de pragas. Em setembro de 2025, por exemplo, a Adagro realizou uma operação em 20 propriedades produtoras de manga em Petrolina para acompanhar o cumprimento dos protocolos fitossanitários da safra 2025/2026 destinada aos Estados Unidos. O trabalho teve como foco o monitoramento e o controle da mosca-das-frutas, seguindo requisitos estabelecidos entre os dois países.
Nas lavouras, porém, o desafio não se restringe a uma única praga. Na uva, cigarrinha e ácaro-vermelho estão entre os organismos que demandam acompanhamento dos produtores. Na manga, o manejo fitossanitário também faz parte da rotina, especialmente diante da necessidade de preservar a sanidade e a qualidade das frutas.
Entre as ferramentas auxiliares adotadas nesse manejo está o Hapan, desenvolvido pela Hydroplan-EB. Formulado com óleos essenciais 100% naturais e com certificação IBD, o adjuvante auxilia no controle de pragas e pode ser utilizado durante a fase de frutificação até a maturação dos frutos, sem deixar resíduos químicos. Essa característica também favorece seu uso em cultivos destinados à exportação, submetidos a análises e protocolos específicos de resíduos.
Segundo a Hydroplan-EB, o produto já vem sendo utilizado em cultivos de uva no Vale do São Francisco e também está entrando em áreas destinadas à produção de manga. Nos parreirais, a empresa relata resultados principalmente como auxiliar no manejo da cigarrinha e do ácaro-vermelho. Para a cigarrinha, a atuação é observada especialmente sobre as ninfas, enquanto, no caso do ácaro-vermelho, os resultados são relatados nas diferentes fases do ciclo da praga, dos ovos aos indivíduos adultos.
“O adjuvante, formulado com óleos essenciais especiais, entra como uma ferramenta auxiliar no controle das principais pragas. Na uva, temos observado resultados principalmente no manejo da cigarrinha e do ácaro-vermelho. Esse trabalho é importante durante todo o desenvolvimento da cultura e ganha atenção da frutificação até a colheita. Na manga, também estamos iniciando a utilização da tecnologia nas áreas de cultivo do Vale”, explica João Quirino, coordenador técnico da Hydroplan-EB.
Com produção distribuída ao longo do ano e presença nos mercados nacional e internacional, manga e uva exigem acompanhamento constante das lavouras. Da irrigação ao controle de pragas, tecnologia, manejo e planejamento passam a fazer parte da estratégia para proteger as culturas e atender às exigências dos diferentes destinos.
Sobre a Hydroplan-EB:
Com 27 anos de atuação, a Hydroplan-EB tem como propósito tornar o agronegócio mais sustentável, oferecendo produtos que garantem uma safra mais eficiente e menor impacto ambiental. Referência global na aplicação do gel na agricultura, a empresa se destaca também no desenvolvimento e uso de produtos de origem natural, como óleos essenciais e fertilizantes especiais, no mercado agrícola.
Mais informações em: hydroplan-eb.com
Fonte: Guaiara News
Fonte: CNN
Sebrae-SP lança projeto de fruticultura com propriedades modelos na região de Bauru
Após o aumento da demanda por consultorias na área de fruticultura, os especialistas do escritório regional desenvolveram o programa com o objetivo de estimular o cultivo de variedades de frutas e fortalecer a atividade na região de Bauru, contribuindo para que o centro-oeste paulista retome seu protagonismo no segmento.
Totalmente gratuito, o projeto tem início previsto para agosto de 2026 com uma jornada prática de capacitação e previsão de conclusão em maio de 2027 com a realização de um Dia de Campo em uma propriedade modelo. O objetivo é reunir os interessados em compartilhar conhecimentos, experiências e inovações aplicados à fruticultura.
O programa será desenvolvido nos municípios de Agudos, Paulistânia, Bauru, Pederneiras, Bariri, Promissão, Guaiçara e Lins.
O cronograma segue:
>> Agosto 2026
Inova Senar: banana – Instalação da lavoura – carga horária: 16 horas
Inova Senar: maracujá – Instalação da lavoura – carga horária: 16 horas
>> Outubro 2026
Inova Senar: maracujá – Manejo e tratos culturais – carga horária: 24 horas
>> Novembro 2026
Inova Senar: banana – Manejo e tratos culturais – Carga horária: 24 horas
Inova Senar: Dia de Campo – Carga horária: 8 horas
>> Fevereiro 2027
Inova Senar: banana – Colheita e Comercialização – Carga horária: 16 horas
Inova Senar: maracujá – Colheita e Comercialização – Carga horária: 16 horas
>> Maio 2027
Inova Senar: Dia de Campo – Carga horária: 8 horas
Cada participante poderá escolher entre as culturas de banana e maracujá e ficará responsável pela comercialização da própria produção. A propriedade escolhida para receber os cursos será utilizada como área modelo para realização do Dia de Campo.
Podem participar quem possui CAF ou CNPJ Rural em seu próprio nome, ou faz parte do quadro societário da propriedade; ser maior de 18 anos e ter real interesse em implementar a cultura escolhida.
O projeto é uma iniciativa da parceria entre Sebrae-SP, FAESP, SENAR e Sindicatos Rurais de Lins, Mineiros do Tietê, Arealva e Bauru.
Serviço
“Projeto Fruticultura: banana ou maracujá”
Início em agosto de 2026 e previsão de término em maio de 2027
Inscrições pelo link https://forms.office.com/r/w8JtsC9vmz
Informações pelo telefone (14) 3104-1715 com William ou Marcelo
Fonte: 96.9 Bauru
Fonte: CNN
Câmara Setorial de Apicultura de Pernambuco reconduz diretoria e define novas frentes de atuação
Pernambuco produziu 1,6 mil toneladas de mel em 2024 e ocupa a 10ª posição entre os estados brasileiros em produção, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É no fortalecimento deste setor que atua a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Apicultura de Pernambuco, que reúne representantes do setor produtivo, instituições públicas, entidades e academia. Nesta terça-feira (11/08), durante a 13ª Reunião Ordinária, Antonio Ferreira Coelho Muniz Junior (Associação dos Apicultores e Meliponicultores do Cabo de Santo Agostinho – AAMC) foi reconduzido à presidência e Adgerlan Codácio da Silva (Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA) à vice-presidência, respectivamente. A reunião aconteceu na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), no Recife.
Instalada em dezembro de 2021, a Câmara Setorial da Apicultura reúne cerca de 90 instituições e 34 participantes por reunião, incluindo representantes da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão), entre outros. Entre os quatro eixos prioritários estão compras governamentais; fortalecimento institucional e valorização dos produtos da apicultura; inovação e desenvolvimento setorial; e regulação sanitária e ambiental.
“Nossa prioridade é contribuir para o desenvolvimento de toda a cadeia da apicultura e da meliponicultura. Um dos pontos mais importantes é a construção coletiva de um diagnóstico do setor, com a participação das instituições parceiras da Câmara. A ideia é consolidar esse trabalho em 2027 e ter uma base que possa orientar ações nos próximos anos, fortalecendo produtores e associações em Pernambuco”, destacou Antonio Ferreira Coelho Muniz Junior, presidente da Câmara Setorial.
Para o vice-presidente da Câmara e extensionista rural do IPA, Adgerlan Codácio da Silva, a participação do instituto contribui para aproximar o colegiado da realidade vivenciada pelos produtores. “A participação do IPA na Câmara é importante pela nossa capilaridade em Pernambuco e pela atuação dos extensionistas diretamente junto aos apicultores e meliponicultores”, destacou.
A diretora-presidente da Adepe, Roberta Andrade, reforça a importância da iniciativa: “A Câmara Setorial é um espaço importante para aproximar quem produz, quem pesquisa e quem atua na formulação e execução das políticas públicas. A continuidade desse trabalho permite que os desafios da apicultura sejam discutidos de forma conjunta e que as demandas do setor possam avançar em ações concretas”, comentou.
Grupos de trabalho – A reunião também discutiu a redefinição dos Grupos de Estudos e Desenvolvimento Setorial (GEDS), que atuam em quatro frentes: compras governamentais; fortalecimento institucional e valorização dos produtos; inovação e desenvolvimento setorial; e regulação sanitária e ambiental. Entre as prioridades estão ações de capacitação, comercialização, fortalecimento das associações, certificação, adequação para exportação e desenvolvimento tecnológico.
Desde sua criação, a Câmara também acumula ações como a realização do I Encontro de Bioeconomia do Mel de Pernambuco, capacitações em manejo e processamento de cera apícola, apicultura básica e produção de cosméticos artesanais com produtos das abelhas. O colegiado também articulou contratos de comercialização de mel com municípios, ações para produção de cera e parcerias com instituições como Banco do Nordeste (BNB), Sebrae, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Cia. de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Entre as próximas prioridades discutidas estão o fortalecimento da Federação dos Apicultores e Meliponicultores de Pernambuco (FEAMPE) e das associações, a realização de encontros estaduais e reuniões nas diferentes regiões produtoras, além da discussão sobre a criação de leis estaduais específicas para a apicultura e a meliponicultura. Também estão previstas ações relacionadas à inclusão de Pernambuco na Rota do Mel.
Balanço – Em 2026, a agenda das Câmaras Setoriais mantidas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC), com secretariado da Adepe, também vem sendo ampliada. Com a reunião desta terça-feira, foram realizados nove encontros de diferentes Câmaras Setoriais ao longo do ano. A programação prevê ainda outros três encontros até o fim de agosto, chegando a 12 reuniões realizadas no período.
Câmaras Setoriais – Secretariada pela Adepe, a iniciativa conta atualmente com 14 Câmaras Setoriais ativas: Apicultura; Aquicultura e Pesca; Audiovisual; Avicultura; Energia; Gesso; Leite e Derivados; Logística; Movelaria; Ovinocaprinocultura; Sucroalcooleiro; Têxtil e Confecções; Turismo; e Café. As reuniões periódicas promovem o diálogo entre governo, setor produtivo e instituições parceiras, contribuindo para a identificação de demandas e a construção de ações para diferentes cadeias produtivas de Pernambuco.










