Tecnologias aplicadas ao agronegócio são destaque durante SINDAG Drone Tec, em Juazeiro-BA

O desenvolvimento da aviação agrícola e das tecnologias aplicadas ao agronegócio no Vale do São Francisco, foram os grandes destaques da segunda edição do SINDAG Drone Tec, evento realizado na manhã desta quinta-feira (21), na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro- BA.

Durante o encontro, estudantes, professores de Agronomia, consultores, empresários do segmento rural e representantes do Governo do Estado da Bahia e da Adagro, traçaram um panorama do setor aeroagricola no Brasil e no mundo. Logo no início, os produtores de frutas e especialistas em drones agrícolas, Arthur e Paulo Grimaldi, mostraram como os drones estão mudando a realidade do produtor rural, trazendo mais eficiência, redução de custos, sustentabilidade e precisão nas aplicações.

Atento à palestra, o estudante do sétimo período de Agronomia, David Esdras, destacou o aspecto mercadológico, a eficiência da tecnologia e o funcionamento nos pomares regionais. “O evento nos abre uma nova visão e a perspectiva de que em breve também sejamos inseridos neste mercado que tanto cresce”, ressaltou.

O engenheiro agrônomo e consultor de uva, Jackson Lopes, revelou que a tecnologia de aplicação com drone é um caminho sem volta. Já o consultor de manga, José Ideildo, evidenciou a eficiência no custo de produção e acrescentou que a solução possibilita, além da sustentabilidade, a rentabilidade para os pequenos e médios produtores e as grandes empresas.

De acordo com o professor e idealizador do evento, Flávio Oliveira, o SINDAG Drone Tec, superou todas as expectativas. “Contamos com um público de 130 participantes, gente de várias idades procurando entender os avanços, aumentar o conhecimento e ainda tirar dúvidas para que as tecnologias cheguem também à ponta, os produtores rurais”, concluiu.

Abrafrutas celebra aprovação do PL dos safristas e destaca avanço para a fruticultura brasileira

 

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) celebra a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 715/2023, que estabelece novas regras para a contratação de trabalhadores safristas e garante que esses profissionais possam atuar em contratos temporários durante os períodos de safra sem perder o acesso aos benefícios sociais.

A medida representa um avanço importante para a fruticultura brasileira, atividade reconhecida por sua alta intensidade de mão de obra e pela necessidade de contratações sazonais em diferentes etapas da produção, principalmente nos períodos de colheita e pós-colheita.

O setor enfrenta, há anos, desafios relacionados à disponibilidade de trabalhadores, informalidade e insegurança jurídica nas contratações temporárias, fatores que impactam diretamente o planejamento das operações e a competitividade da cadeia produtiva.

De autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), o texto permite que trabalhadores sejam contratados para atividades sazonais sem perda dos benefícios sociais, trazendo mais previsibilidade tanto para o produtor quanto para o trabalhador rural.

Para o diretor técnico da Abrafrutas, Edson Brok, a aprovação do projeto atende uma demanda histórica do setor e contribui para modernizar as relações de trabalho no campo.

“A fruticultura é uma atividade intensiva em mão de obra e possui características muito específicas, com forte necessidade de trabalhadores em determinados períodos do ciclo produtivo. Essa aprovação traz mais segurança jurídica, reduz a informalidade e cria condições para que o produtor consiga planejar melhor suas operações”, afirma.

Brok destaca ainda que a medida beneficia toda a cadeia produtiva.

“É um avanço importante porque permite conciliar a necessidade do setor com a proteção social ao trabalhador. O produtor ganha previsibilidade e o trabalhador pode atuar nas safras sem perder benefícios, fortalecendo o emprego e a produção no campo”, ressalta.

Vale lembrar que a regulamentação das contratações safristas esteve entre as demandas apresentadas pelo setor produtivo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do atual mandato, durante encontro com representantes da fruticultura. Na ocasião, lideranças do setor destacaram a necessidade de mecanismos que ampliassem a segurança jurídica e modernizassem as relações trabalhistas no campo.

A pauta ganha ainda mais relevância para a fruticultura, uma das atividades agrícolas que mais geram empregos no país e possuem maior demanda por mão de obra sazonal. De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a fruticultura emprega aproximadamente 5 milhões de trabalhadores ao longo de toda a cadeia produtiva, o que equivale a 16% de toda a força de trabalho do agronegócio.

Com a aprovação do PL 715/2023, o setor avalia que o país avança para um ambiente mais moderno, competitivo e alinhado às necessidades da produção agropecuária brasileira.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Abrafrutas intensifica promoção internacional e leva frutas brasileiras ao mercado indiano em missão estratégica

A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) participará, entre os dias 24 e 31 de maio de 2026, de uma missão estratégica na Índia por meio do Projeto Frutas do Brasil, iniciativa voltada à promoção internacional da fruticultura brasileira, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O projeto tem, como um dos objetivos, a ampliação das oportunidades de exportação de frutas para o mercado asiático.

A agenda contempla visitas técnicas, encontros institucionais, rodadas de relacionamento comercial e participação no Fresh India Show 2026, um dos principais eventos do setor hortifrutícola da Índia.. As atividades acontecerão nas cidades de Nova Délhi e Mumbai, reunindo exportadores brasileiros, importadores, representantes do varejo, distribuidores e lideranças do negócio naquele país.

A missão ocorre em um momento estratégico para a fruticultura brasileira. A Índia tem ampliado o consumo de frutas importadas e se consolidado como mercado relevante para a diversificação das exportações brasileiras. Atualmente, o país asiático importou do Brasil cerca de 68,1 mil toneladas de frutas, movimentando aproximadamente US$ 59,6 milhões, tendo a maçã como principal fruta exportada para o mercado indiano.

Durante a programação, a delegação da Abrafrutas visitará importantes centros de comercialização e distribuição de frutas, como o Azadpur Subzi Mandi, considerado um dos maiores mercados atacadistas de frutas e hortaliças da Ásia, além de mercados varejistas, frutarias premium e empresas importadoras especializadas.

A agenda inclui ainda reunião com representantes da FIFI (Federation of Indian Food Importers), encontros institucionais na Embaixada do Brasil em Nova Délhi e no Consulado-Geral em Mumbai, além da participação no Fresh India Show 2026, feira que conecta fornecedores globais ao mercado consumidor indiano e às principais redes de distribuição da região.

Para a Abrafrutas, a presença brasileira no mercado indiano representa uma oportunidade estratégica de posicionamento antecipado em um ambiente de alto potencial de crescimento e expansão do consumo.

“Além da promoção comercial, a ação busca ampliar o relacionamento entre exportadores brasileiros e compradores internacionais, gerar inteligência de mercado e abrir novas oportunidades para frutas produzidas no Brasil”, explica o gerente técnico da Abrafrutas, Jorge de Sousa.

Ainda segundo ele, a participação da Abrafrutas por meio do Projeto Frutas do Brasil na Índia integra a estratégia contínua da entidade de fortalecer a presença do agro brasileiro no mercado internacional, com ampliação da carteira de clientes e promoção das frutas brasileiras como referência global em qualidade, sustentabilidade e segurança alimentar.

A expectativa é de que a missão contribua para consolidar a imagem da fruticultura brasileira como um setor moderno, sustentável e preparado para atender às demandas do comércio internacional.

SOBRE O FRUTAS DO BRASIL

A Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados), em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), desenvolve um projeto de apoio aos exportadores brasileiros na busca por ampliação dos negócios; abertura de novos mercados; reconhecimento e diferenciação das frutas brasileiras; e aumento do saudável hábito de consumir frutas saborosas e com qualidade superior.

SOBRE A ABRAFRUTAS

A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) é uma associação sem fins lucrativos que tem por finalidade representar e promover a fruticultura brasileira frente ao mercado internacional. Criada em 2014, a Abrafrutas conta com aproximadamente 70 associados produtores exportadores de frutas e detém aproximadamente 85% do volume total das frutas frescas exportadas pelo Brasil.

SOBRE A APEXBRASIL

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira.

Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.

A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

Pernambuco transforma talento em oportunidade. SEDEPE anuncia empreendimentos que irão representar Pernambuco na Fenearte 2026

Pernambuco transforma talento em oportunidade. SEDEPE anuncia empreendimentos que irão representar Pernambuco na Fenearte 2026

Empreendimentos da economia solidária conquistam espaço na Fenearte 2026, levando identidade, tradição e inovação para novos mercados

O talento, a criatividade e o compromisso com a sustentabilidade já têm lugar garantido na Fenearte 2026. A Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco (SEDEPE) divulgou, nesta terça-feira (12), o resultado final da seleção dos Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) que irão compor o estande institucional da pasta na 26ª edição do evento, que será realizada de 8 a 19 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco.

Ao todo, 20 empreendimentos foram escolhidos por meio de chamada pública para participar gratuitamente da feira, uma conquista que valoriza iniciativas marcadas pela qualidade, inovação e compromisso com práticas sustentáveis. A ação reafirma o compromisso do Governo de Pernambuco com o fortalecimento da economia criativa e do empreendedorismo solidário em todas as regiões do estado.

O secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da economia solidária no estado.
“Participar da Fenearte é uma oportunidade transformadora para esses empreendimentos. Estamos falando de iniciativas que carregam identidade, tradição e inovação e que, agora, terão a chance de ampliar seus mercados e fortalecer sua atuação. Essa seleção reforça o nosso compromisso em apoiar quem empreende de forma coletiva e sustentável, gerando renda e desenvolvimento em todas as regiões de Pernambuco.”

Mais do que uma feira, a Fenearte é um espaço de oportunidades reais, onde talentos ganham visibilidade, histórias são valorizadas e produtos alcançam novos públicos, promovendo conexões e ampliando mercados.

O secretário executivo de Micro e Pequena Empresa e Fomento ao Empreendedorismo, Sandoval Figueiredo, também ressaltou o impacto da ação.
“A presença desses empreendimentos na Fenearte representa mais do que visibilidade: é a abertura de novos caminhos para o crescimento sustentável. Estamos fortalecendo pequenos negócios que fazem a diferença em seus territórios, estimulando a geração de renda, a autonomia e o protagonismo de quem constrói a economia solidária no dia a dia.”

RESULTADO FINAL
Conheça os 20 empreendimentos selecionados para representar a economia solidária pernambucana no estande institucional da SEDEPE durante a Fenearte 2026:

ATELIER ALUIZIO FERNÃ
A SANTOS MACRAMÊ
ASSOCIAÇÃO DE MULHERES PRODUTORAS DE CULTURA E ARTE DE ABREU E LIMA
ANA FONTOURA PONTILHISMO
ASSOCIAÇÃO DA AGRICULTURA E RENDA FAMILIAR NOVO CAJUEIRO
ASSOCIAÇÃO DOS ARTESÃOS DE FEIRA NOVA
ASSOCIAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS BEM VIVER
ASSOCIAÇÃO DOS APICULTORES DE SERRA TALHADA
ASSOCIAÇÃO DAS MULHERES PRODUTORAS DE OLINDA
ATELIÊ MAR ARTES
BELAS ARTES
COLETIVO CULTURAL PLANT’ ART
FORMIGAS EM AÇÃO
FLOR DE CHITA
INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL DA SERRA GRANDE
JUVENTUDE ARTESÃ
MARIA’S ACESSÓRIOS
REDE SOLIDÁRIA DE ARTERRECICLADORES E ARTESÃOS DE PERNAMBUCO
SONHO DE BISCUIT
V&G PRODUTOS ARTESANAIS

FENEARTE
Em cada peça, uma história. Em cada artesão, a força de Pernambuco que transforma talento, tradição e identidade em oportunidades e desenvolvimento. Em 2026, mais uma vez, o estado reafirma sua potência criativa e cultural diante do Brasil e do mundo.

Texto: Mônica Dias
Foto: Gabriel Santana
Gerência de Comunicação: Mônica Dias

Fonte: SEDEPE

Embrapa reúne especialistas para debater desafios da fruticultura brasileira

A Rede de Socioeconomia da Agricultura da Embrapa (RSA) realiza, na próxima quinta-feira, 14 de maio, das 9h45 às 12h, o debate on-line “Fruticultura brasileira: como crises globais impactam o que chega à sua mesa”, com transmissão ao vivo pelo canal da Embrapa no YouTube. O evento é gratuito e aberto ao público.

O encontro integra a série Debates em Socioeconomia, iniciativa voltada à análise de tendências, gargalos e perspectivas das principais cadeias produtivas do agro brasileiro. A proposta é discutir os impactos das mudanças econômicas, tecnológicas, geopolíticas e ambientais sobre a agricultura nacional.

Segundo o pesquisador Pedro Gama, da Embrapa Semiárido (Petrolina-PE) e integrante da RSA, “o debate pretende ampliar a compreensão sobre os principais desafios da fruticultura brasileira e contribuir para a busca de soluções”. Pedro vai moderar as discussões e afirma que o encontro também buscará identificar demandas prioritárias de pesquisa e os principais desafios tecnológicos e estruturais que limitam o desenvolvimento da fruticultura brasileira”, afirma. “Queremos discutir oportunidades para fortalecer a competitividade do setor diante das mudanças no cenário global,” diz. A proposta é contribuir para o fortalecimento das cadeias produtivas por meio da articulação entre pesquisa, inovação, políticas públicas e estratégias de mercado.

Entre os resultados esperados estão a identificação de gargalos estruturais, a definição de prioridades de pesquisa e o mapeamento de oportunidades para ampliar competitividade e sustentabilidade.

Fruticultura brasileira hoje

A fruticultura será o foco desta edição. O Brasil produz frutas em todas as regiões, mas Nordeste e Sudeste concentram as principais cadeias voltadas à exportação. Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte se destacam na produção de manga, melão, melancia e uva; São Paulo, em limões e limas; e o Espírito Santo, em mamão. Juntos, esses estados respondem por cerca de 77% da receita brasileira com exportação de frutas, que se aproximou de US$ 1,5 bilhão em 2025.

Além da importância econômica, a atividade tem forte impacto social, especialmente no Nordeste, por ser intensiva em mão de obra e importante geradora de emprego e renda. A região do Vale do Submédio São Francisco, por exemplo, tornou-se referência nacional e internacional em produção irrigada de frutas.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta um ambiente internacional mais instável. As cadeias de manga e uva vêm sendo afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos, tensões geopolíticas, como a Guerra no Irã, e mudanças em acordos internacionais. O cenário reduz a competitividade brasileira, pressiona a rentabilidade de produtores e exportadores e aumenta a incerteza para novos investimentos. Também entram na discussão desafios relacionados a custos logísticos, mudanças climáticas, disponibilidade de mão de obra e adaptação tecnológica.

Quem participa do debate

Felippe Serigati, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), abordará os impactos das tarifas norte-americanas e das tensões geopolíticas recentes sobre o comércio internacional e a economia brasileira.

Edis Ken Matsumoto, presidente da Cooperativa Agrícola Nova Aliança (Coana), tratará dos efeitos das crises globais sobre a cadeia produtiva da uva no Vale do São Francisco.

Margarete Boteon, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), apresentará uma análise sobre os impactos das mudanças internacionais na cadeia da laranja.

João Ricardo F. de Lima, pesquisador da Embrapa Semiárido (Petrolina-PE), tratará dos efeitos das crises globais sobre a cadeia produtiva da manga, uma das principais frutas exportadas pelo Brasil.

Pedro Abel Vieira (Embrapa), Coordenador

Pedro Gama (Embrapa), Moderador

Serviço Debates em Socioeconomia

  • Tema: Fruticultura brasileira: como crises globais impactam o que chega à sua mesa
  • Data: 14 de maio de 2026
  • Horário: das 9h45 às 12h
  • Formato: on-line, com apresentação e debate com o público
  • Transmissão pelo YouTube da Embrapa: https://www.youtube.com/c/embrapa

Jorge Duarte (2.914 DF)
Assessoria de Comunicação (Ascom)

AMA divulga cotação atualizada de hortifrutigranjeiros no Mercado do Produtor de Juazeiro nesta segunda (4)

A Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA) divulgou nesta segunda-feira (4) a cotação atualizada dos hortifrutigranjeiros comercializados no Mercado do Produtor de Juazeiro, considerado o terceiro maior entreposto de abastecimento do país.

O levantamento de preços é realizado a partir de pesquisas diárias no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira, das 2h às 22h; aos sábados, das 2h às 17h; e aos domingos, a partir das 21h. A ampla jornada garante fluxo contínuo de mercadorias, atendendo comerciantes, consumidores e centrais de abastecimento de diversas regiões do Brasil.

Entre os destaques desta segunda-feira (4), alguns produtos apresentaram alta nos preços. A caixa de tomate, com 26 quilos, está sendo comercializada por R$ 200,00. Já a caixa de abobrinha, com 18 quilos, é vendida por R$ 70, enquanto a caixa de maracujá, com 16 quilos, custa R$ 55,00.

A expectativa é de que os preços continuem variando ao longo da semana, acompanhando a dinâmica de oferta e demanda. A lista completa com todos os produtos e valores pode ser consultada AQUI, NESSE LINK: https://www.divulgapetrolina.com/wp-content/uploads/2026/05/04052026.pdf

Tarifa zero para uvas brasileiras na União Europeia amplia competitividade e abre novas oportunidades de exportação

A partir desta sexta-feira (1º), a uva brasileira passa a contar com tarifa de importação zerada para entrada no mercado da União Europeia, com o início da vigência provisória da etapa comercial do Acordo União Europeia–Mercosul. A medida representa um marco para a fruticultura nacional e fortalece a competitividade da uva brasileira em um dos mercados mais estratégicos e exigentes do mundo.

O Acordo União Europeia–Mercosul é um tratado de livre comércio firmado entre os países do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e os 27 países da União Europeia, com o objetivo de facilitar o comércio, ampliar investimentos e criar regras mais previsíveis para os negócios entre os blocos. Embora sua vigência ainda seja provisória, já permite que benefícios comerciais, como a redução tarifária, comecem a ser aplicados enquanto o acordo segue em tramitação para aprovação definitiva pelos parlamentos europeus.

A nova fase do acordo prevê a eliminação gradual de tarifas para cerca de 93% dos produtos exportados pelo Mercosul à Europa em até dez anos. Já neste primeiro momento, cerca de 39% dos produtos agropecuários brasileiros passam a ter tarifa zero, especialmente aqueles em que o Brasil já possui forte presença internacional, como a uva.

Em 2025, a uva brasileira manteve trajetória de crescimento no mercado internacional. Segundo dados do setor, os embarques superaram mais de 62 mil toneladas, crescimento de 5,62% comparado ao ano de 2024, com faturamento de US$ 158,7 milhões. O bom desempenho reforça a importância da cadeia produtiva dentro do agronegócio nacional e evidencia o potencial de expansão diante de novas condições comerciais.

A produção brasileira de uva tem papel estratégico na fruticultura nacional, com forte impacto econômico, social e geração de empregos no campo. De acordo com os dados mais recentes do setor, Pernambuco lidera a produção nacional, com 755,2 mil toneladas e participação de 41,5% do volume total produzido no país, consolidando o protagonismo do Vale do São Francisco na produção de uva de mesa voltada ao mercado interno e à exportação. Em seguida, o Rio Grande do Sul responde por 686,6 mil toneladas, o equivalente a 37,7% da produção nacional, com forte presença tanto na indústria de vinhos e sucos quanto no mercado in natura.

O cenário reforça a força da cadeia produtiva brasileira e a capacidade de abastecimento contínuo, fator estratégico para ampliar a competitividade da uva nacional no mercado internacional.

A Europa já figura entre os principais destinos da uva brasileira, com destaque para mercados como Países Baixos (Holanda), Reino Unido e Espanha. Além do consumo direto, alguns países funcionam como plataformas logísticas de redistribuição para outros mercados europeus, ampliando o alcance da fruta brasileira dentro do continente.

Para o diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, a nova condição comercial fortalece a posição do Brasil no mercado europeu.

“O Brasil já é reconhecido pela qualidade e regularidade da sua produção, e a retirada da tarifa amplia nossa competitividade frente a outros grandes exportadores mundiais. É uma oportunidade concreta de crescer em volume, ampliar mercados e gerar mais valor para toda a cadeia produtiva”, afirma.

Segundo ele, o momento também reforça a importância de agendas ligadas à sustentabilidade e à conformidade com os padrões internacionais.

“O consumidor europeu está cada vez mais atento à origem do alimento, às práticas ambientais e à responsabilidade social na produção. O Brasil está preparado para atender essa demanda e seguir avançando”, completa.

Além da uva de mesa, que teve a tarifa de 11,5% zerada imediatamente com a entrada em vigor da fase comercial do acordo, outras frutas estratégicas da pauta exportadora brasileira também serão beneficiadas pela redução gradual de tarifas no mercado europeu.

O abacate terá sua tarifa de 4% eliminada em até quatro anos; limão e lima, que atualmente enfrentam tarifa de 12,8%, terão desgravação total em sete anos; o melão e a melancia, hoje taxados em 8,80%, também terão tarifa zerada no mesmo prazo; e a maçã terá a alíquota de 10% eliminada em até dez anos.

Energia solar híbrida: o que é mito e o que é verdade sobre o armazenamento

Usina Belenus Divulgação Solarprime

Com o avanço da transição energética no Brasil e o aumento recorrente das tarifas de eletricidade, que segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve ter alta de até 8% em 2026, sistemas inteligentes de consumo têm ganhado espaço. Os mais conhecidos são os sistemas de energia solar on-grid, que operam conectados à rede elétrica, e os sistemas off-grid, que são 100% autônomos e funcionam com armazenamento próprio, sem depender da concessionária. Porém, é possível juntar as duas opções e gerar a energia solar híbrida. Essa tecnologia combina a geração solar tradicional com sistemas de armazenamento em baterias, permitindo maior autonomia energética e controle de custos.

Para Raphael Brito, Diretor Executivo da Solarprime, uma das maiores redes de energia solar do Brasil, mais do que reduzir custos, essa opção permite uma gestão mais inteligente do consumo ao longo do dia. “Hoje, o armazenamento é uma ferramenta estratégica, especialmente para lidar com tarifas variáveis. Ele permite deslocar o consumo para horários mais vantajosos e transformar a energia em um ativo gerenciável, não apenas um custo fixo”, afirma. Mas, afinal, o que é mito e o que é verdade quando o assunto é armazenamento de energia? O profissional listou algumas das principais dúvidas sobre esse sistema:

Indicado apenas para grandes empresas
Mito!  Apesar do destaque nos segmentos industriais e empresariais, os sistemas híbridos estão acessíveis para diferentes perfis de consumo. Com a evolução das tecnologias, já são opções viáveis para pequenos empreendimentos e residências que buscam eficiência e previsibilidade.

Aumentam o controle sobre o consumo  da energia
Verdade! A combinação de geração própria com armazenamento permite gestão ativa e controle de consumo para grandes clientes comerciais e industriais. Na prática, isso significa redução de dependência de tarifas e  utilização da energia em horários estratégicos, além de minimizar a variação de preço.

Armazenamento é uma solução distante da realidade brasileira.
Mito! Pelo contrário, o avanço tecnológico tem acelerado a adoção, principalmente entre empresas que lidam com altos custos operacionais. Dessa forma, energia solar híbrida deixa de ser apenas uma alternativa sustentável e passa a ser uma ferramenta de gestão financeira e previsibilidade de despesas.

Diante do avanço da energia solar no país, soluções inteligentes vêm ganhando cada vez mais espaço e os sistemas híbridos surgem como alternativa estratégica ao unir autonomia, economia e eficiência operacional. Mais do que uma tendência, se consolida como um ativo estratégico de planejamento.

Sobre a Solarprime
Fundada em 2014, é uma das maiores redes de franquias de energia solar do Brasil. Além da geração solar tradicional, oferece sistemas híbridos e soluções de armazenamento por baterias, voltadas aos segmentos comercial e industrial, que permitem acumular energia fora do horário de pico e ampliar a eficiência energética. Com uma estratégia focada em expansão sustentável, a rede estima R$ 100 milhões em faturamento em 2026.

Petrolina brilha no cenário nacional e conquista destaque na gastronomia brasileira

Petrolina segue avançando e se consolidando como um dos grandes destinos turísticos do país, agora também com forte reconhecimento no segmento da gastronomia. Conhecida nacionalmente como a terra do bode e pelos seus renomados vinhos, o município amplia ainda mais seu protagonismo ao se destacar também na produção de queijos, fortalecendo sua identidade na bacia leiteira.

A cidade foi representada pela queijeira Gilvonete Vidal no 4º Mundial do Queijo do Brasil, realizado no Teatro B32, em São Paulo. E o resultado não poderia ser mais motivo de orgulho: Petrolina retorna para casa com cinco medalhas, sendo duas de ouro, uma de prata e duas de bronze. A conquista reforça o potencial gastronômico da região, que já atrai visitantes interessados nas belezas do Rio São Francisco, nos passeios de enoturismo, São João, e agora também nas experiências ligadas à produção artesanal de queijos.

Esse reconhecimento nacional evidencia a força do trabalho dos produtores locais e abre novas portas para o turismo gastronômico, impulsionando a economia e valorizando os sabores e saberes de Petrolina. Um resultado que enche de orgulho e reforça o compromisso da Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, em apoiar e valorizar empreendedores que promovem e fortalecem esse setor, colocando mais uma vez a cidade em destaque no Brasil.

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Texto: Maiara Santos

Fruticultores se reúnem em Petrolina para criação da indicação geográfica da manga e da uva do Vale do São Francisco

Os produtores de frutas de Pernambuco e Bahia se encontraram nesta sexta-feira (10), em Petrolina, durante a segunda reunião do comitê gestor, visando a conquista das indicações geográficas da manga e da uva do Vale do São Francisco.

Reunidos no Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), entidade que vai administrar a iniciativa em parceria com o Sebrae, Adepe (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco) e Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, os produtores conhecerem os passos principais para a obtenção das indicações.

De acordo com o presidente do SPR, Jailson Lira, as indicações representam uma conquista de grande relevância e valorização para a região. “Um instrumento de promoção do crescimento sustentável que cria uma identidade própria; assegura a procedência e destaca nossos produtos pelas características de clima e solo; elevada tecnologia de produção, além de fidelizar os consumidores pela qualidade das frutas e do manejo ambientalmente correto”, ressaltou.

Lembrando que o Brasil tem 157 indicações geográficas que impulsionaram o desenvolvimento das regiões ja contempladas, a gestora do Sebrae para o projeto, Roberta Andrade, enumerou as 10 etapas do processo, que começaram em fevereiro último e prosseguem até meados do mês de setembro, quando deverá ser entregue o pedido de aprovação ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI. “Esta conquista vai dinamizar a fruticultura do Vale do São Francisco, a partir da proteção da marca, qualidade e valor agregado das frutas, proporcionando ainda a ampliação de mercado”, concluiu.

O Vale do São Francisco conta hoje com 3.200 produtores de manga e uva, que empregam mais de 70 mil trabalhadores rurais. No ano de 2009, o INPI chegou a aprovar as indicações geográficas da manga e da uva, porém a descontinuidade dos componentes mercadológicos e promocionais levou o processo à extinção.