Anunciada em abril, Casa Potência transforma Vale do São Francisco em polo de música e conteúdo durante o São João

Reconhecido por sua relevância econômica, cultural e turística para o Nordeste, o Vale do São Francisco será o ponto de encontro de artistas e influenciadores durante o período junino com a realização da Casa Potência. O projeto, anunciado oficialmente em 22 de abril durante coletiva de imprensa promovida pela Potência Music em sua nova sede, ganha agora sua primeira edição prática entre os dias 19 a 27 de junho, transformando a região em um centro de produção de conteúdo e difusão da cultura nordestina para todo o país.

Criada pela Potência Music em parceria com o jogador Petros Matheus, a Casa Potência foi concebida como um hub de música, cultura e entretenimento voltado à valorização dos artistas nordestinos e à ampliação do alcance da produção regional por meio das plataformas digitais. A iniciativa busca conectar talentos, público e mercado em um ambiente que une experiências presenciais, apresentações musicais e produção de conteúdo multiplataforma.

O projeto foi apresentado ao mercado em abril pelos sócios da Potência Music (Wesley Safadão, Rod Bala e Wagner Barbosa) como uma das principais iniciativas da nova fase da empresa. Desde então, a proposta vem sendo estruturada para reunir grandes nomes da música nordestina, criadores digitais e artistas em ascensão em uma programação desenvolvida especialmente para o período de São João.

Ao longo de nove dias, a Casa Potência reunirá artistas de diferentes segmentos da música popular nordestina. Entre os nomes confirmados, estão Wesley Safadão, Natanzinho Lima, Silvânia & Berg, Seu Desejo, Rey Vaqueiro, Filho do Piseiro, Raphaela Santos, Márcia Fellipe, Eric Land, Fernandinha, Amanda Rainha, Joyce Tayná, Willy Vaqueiro, Pedro Guerra, Jotavê, Thales Play e a banda Garota Safada. A programação também contará com a participação de influenciadores digitais como Gkay, Rico Melquiades e Patixa, ampliando o alcance das ações por meio das redes sociais e plataformas de conteúdo.

A Casa Potência foi estruturada para funcionar como uma plataforma de produção, amplificação e distribuição de conteúdo durante o São João. A programação contempla encontros criativos, gravações, ativações especiais, apresentações musicais e experiências colaborativas voltadas à geração de conteúdo digital capaz de ampliar a visibilidade da cultura nordestina para públicos de diferentes regiões do país.

Um dos pilares do projeto será potencializar a produção de conteúdo dos artistas locais por meio da participação de artistas nacionais e grandes criadores digitais. A proposta é ampliar o alcance das produções realizadas na região, promovendo colaborações estratégicas capazes de conectar novos talentos a audiências cada vez maiores em todo o Brasil.

A iniciativa também servirá como ambiente para o desenvolvimento de novos produtos musicais. Entre as ações previstas está o lançamento de um produto oficial da Casa Potência, reunindo fonogramas de artistas locais fomentados pela participação de artistas já consolidados no mercado. O objetivo é criar oportunidades de projeção para novos talentos, fortalecendo a cadeia produtiva da música nordestina e estimulando a circulação de repertórios originados na região.

A escolha do Vale do São Francisco como sede da iniciativa está diretamente relacionada à relevância cultural da região e ao seu protagonismo crescente no calendário junino brasileiro. Localizado entre Pernambuco e Bahia, o território reúne manifestações culturais, eventos tradicionais e uma forte conexão com a música nordestina, características que o transformam em um cenário estratégico para projetos voltados à valorização da cultura regional.

Novos talentos

Além da participação de artistas já consolidados, a Casa Potência também abrirá espaço para novos talentos locais, fortalecendo a integração entre diferentes gerações da música nordestina e ampliando oportunidades de visibilidade para artistas em desenvolvimento.

Durante todo o período de realização do projeto, diretores da Potência Music acompanharão as atividades e promoverão conexões entre artistas, profissionais do mercado e criadores de conteúdo, reforçando o propósito da iniciativa de impulsionar a cadeia produtiva da música regional.

Sobre a Potência Music

Fundada em 2021 e sediada em Fortaleza, a Potência Music atua na produção musical, distribuição digital e desenvolvimento de projetos. A empresa tem ampliado sua atuação por meio de iniciativas que conectam artistas, público e plataformas, com foco na valorização da cena nordestina. A sociedade é formada por Wesley Safadão, Rod Bala e Wagner Barbosa.

Agonegócio e acordo Mercosul-União Europeia pautam participação da Abrafrutas em fórum no RN

 

Mossoró (RN) será palco, nos dias 9 e 10 de junho, do Fórum de Negócios da Fruticultura e do III Workshop de Monitoramento das Moscas-das-Frutas – Safra 2026, evento que reunirá produtores, exportadores, pesquisadores, autoridades e lideranças do agronegócio para discutir os principais desafios e oportunidades da fruticultura brasileira.

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) estará presente na programação com palestras e participação em painéis estratégicos voltados ao fortalecimento do setor.

Um dos temas centrais do encontro será o combate às moscas-das-frutas, consideradas uma das principais ameaças fitossanitárias à produção e à exportação de frutas. O monitoramento e o controle dessas pragas são fundamentais para garantir a sanidade dos pomares, preservar a competitividade da produção nacional e atender às exigências dos mercados internacionais.

A Abrafrutas acompanha de perto essa pauta e atua junto aos órgãos governamentais, instituições de pesquisa e setor produtivo na busca por soluções que fortaleçam a defesa agropecuária brasileira. O trabalho da entidade tem contribuído para ampliar a segurança fitossanitária da produção nacional, requisito essencial para a manutenção e abertura de novos mercados para as frutas brasileiras.

Durante o evento, o presidente da Abrafrutas, Wladyr Promicia, ministrará a palestra magna “Agronegócio e Desenvolvimento Nacional”, que aborda a importância estratégica do agronegócio para a economia brasileira, a geração de empregos, o desenvolvimento regional e o fortalecimento da segurança alimentar.

Na programação da tarde, o diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, apresentará a palestra “Impactos do Acordo Mercosul-União Europeia na Fruticultura”, destacando as oportunidades que o acordo comercial pode gerar para os produtores e exportadores brasileiros. Entre os benefícios esperados estão a redução de tarifas, o aumento da competitividade das frutas brasileiras no mercado europeu e a ampliação das oportunidades de negócios para o setor.

Além das palestras, os representantes da Abrafrutas participarão de importantes painéis e debates institucionais.

O Fórum de Negócios da Fruticultura é promovido pelo Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX-RN), Sebrae/RN e Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), com apoio institucional da Abrafrutas. O encontro busca construir soluções para aumentar a competitividade da fruticultura nordestina e brasileira, fortalecendo temas como sanidade vegetal, logística, acesso a mercados, financiamento e exportação.

Segundo o presidente da Abrafrutas, encontros como este são fundamentais para alinhar estratégias, compartilhar conhecimento e discutir ações que impulsionem a inovação, a sustentabilidade e o crescimento da fruticultura brasileira.

Por : Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Missão apoiada pelo Mapa amplia oportunidades para frutas brasileiras no mercado indiano

Fotos: Wellington Ltda

A iniciativa contou com o apoio do adido agrícola do Brasil na Índia, Roberto Papa, em articulação com a Embaixada do Brasil em Nova Délhi. Durante a missão, a comitiva percorreu diferentes elos da cadeia de distribuição de frutas e participou de reuniões voltadas à prospecção de negócios e à ampliação da presença de produtos brasileiros no mercado indiano.

Fotos: Wellington Ltda

Em Nova Délhi, a programação incluiu visita ao Azadpur Subzi Mandi, principal centro atacadista de frutas e hortaliças da capital indiana, além de mercados tradicionais, frutarias, lojas de produtos orgânicos e estabelecimentos especializados na comercialização de produtos importados.

Durante os encontros, representantes do setor varejista demonstraram interesse na importação de frutas brasileiras, evidenciando o potencial de ampliação da presença desses produtos no mercado local.

A missão também visitou a empresa Suri Agrofresh, em Kundli, no estado de Haryana, onde a delegação conheceu estruturas de armazenagem refrigerada e discutiu com importadores aspectos relacionados à logística, aos requisitos sanitários e às condições comerciais para a entrada de frutas brasileiras no país.

A etapa em Nova Délhi foi encerrada com o evento Terroir of Brazil: a taste of Brazilian fruits and typical dishes, realizado na Residência Oficial da Embaixada do Brasil. O encontro reuniu autoridades, importadores e representantes do setor privado indiano para a apresentação de produtos brasileiros e das oportunidades de negócios vinculadas à fruticultura nacional.

Na ocasião, foi lançado o Centro de Distribuição Móvel (CDM), iniciativa da Adidância Agrícola em Nova Délhi voltada à promoção de produtos brasileiros na Índia. Por meio de um QR Code, os visitantes podem acessar informações sobre produtos, empresas e oportunidades comerciais, com atendimento em português, inglês e hindi.

Após a programação na capital indiana, a comitiva seguiu para Mumbai, onde participou da Fresh India Show 2026, realizada no CIDCO Exhibition Centre. A agenda incluiu ainda visita ao Porto de Mumbai para avaliação das condições logísticas para a importação de frutas frescas.

A Índia é o país mais populoso do mundo, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, e reúne um mercado consumidor amplo e diversificado. A missão ocorre em um contexto de expansão da fruticultura brasileira no comércio internacional. No primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de frutas frescas registraram crescimento superior a 20% em valor e de 13% em volume, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Desde 2023, foram abertas 34 novas oportunidades de exportação para frutas brasileiras, ampliando o acesso dos produtos nacionais aos mercados internacionais.

Fonte: Mapa

Fonte: CNN

Tecnologias impulsionam a fruticultura na Zona da Mata mineira

Foto: Divulgação/Epamig

 

Tecnologias desenvolvidas com o foco na diversificação produtiva e aumento da eficiência no campo. Com este trabalho a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) está investindo numa série de projetos voltados ao fortalecimento da fruticultura na Zona da Mata Mineira. Os estudos vêm sendo desenvolvidos no Campo Experimental da instituição, em Leopoldina.

As iniciativas buscam ampliar as oportunidades para a fruticultura regional, a exemplo do projeto “Cultivo de amoreira preta na Zona da Mata de MG: geração de conhecimento, aptidão comercial dos frutos e desenvolvimento econômico da região”.

“A região ainda não é tradicional para a produção de frutas vermelhas, dentre elas amora-preta, framboesa e mirtilo. Diante disso, está sendo avaliada a viabilidade do cultivo dessas frutíferas e analisadas diferentes variedades, considerando aspectos agronômicos, de produtividade, qualidade e pós-colheita, além do zoneamento agroclimático”, destaca Daniela da Hora Farias, pesquisadora da Epamig.

Com baixo custo de implantação e alto potencial de comercialização, in natura ou processada, a amora-preta se apresenta como uma importante alternativa de geração de renda.

Práticas sustentáveis também orientam as pesquisas. O projeto “Aclimatação de mudas de bananeira irrigadas com água de efluente de piscicultura” avalia o uso de água proveniente da piscicultura na irrigação, durante a fase de adaptação das mudas de bananeira do laboratório ao campo. São avaliados os efeitos do reaproveitamento da água residual da criação de peixes de corte no crescimento e desenvolvimento das plantas.

Os resultados irão contribuir para a integração das atividades produtivas nas propriedades rurais, além de promover o uso mais eficiente dos recursos hídricos.

Já na passicultura, a Epamig está trabalhando, por meio do projeto “Avaliação de Novos Híbridos de Maracujá Amarelo: uma alternativa para a sustentabilidade da passicultura mineira”, na validação de novos híbridos de maracujá-amarelo, com foco no aumento da produtividade e na resistência a doenças.

A expectativa é disponibilizar materiais mais adaptados às condições de cultivo do estado. Os ensaios realizados também servirão para demonstração e treinamento de produtores e técnicos, em práticas adequadas de manejo para a cultura.

As atividades de pesquisa citadas acima contam com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Nos estudos com citros, do projeto “Sensoriamento multiespectral aplicado à produção de mudas e à seleção de combinações copa x porta-enxerto de citros sob estresse abiótico”, destaca-se a inovação tecnológica por meio do sensoriamento multiespectral, que visa selecionar combinações eficientes entre copa e porta-enxerto.

“A tecnologia nos permite identificar, de forma mais rápida e precisa, plantas com maior tolerância a estresses abióticos, como déficit hídrico e altas temperaturas, contribuindo para uma citricultura mais resiliente”, ressalta a pesquisadora.

Atuando também na difusão de conhecimentos e tecnologias, a Epamig irá implantar, no Centro de Fruticultura da Zona da Mata, Unidades Demonstrativas (UDs) e Vitrines Tecnológicas, que irão permitir a apresentação prática de diferentes culturas e sistemas de manejo.

Para dar suporte às atividades, também está prevista a implantação de uma estrutura voltada à produção de mudas e demonstração de tecnologias, fortalecendo a infraestrutura do centro e ampliando o alcance das ações.

Fonte: Portal MG

Fonte: CNN

Abrafrutas reforça pautas prioritárias da fruticultura brasileira em encontro com o Ministro da Agricultura

Foto. Percio Campos/Mapa

Foto. Percio Campos/Mapa

A abertura de novos mercados internacionais, o fortalecimento da defesa fitossanitária, a ampliação do seguro rural e a modernização dos processos regulatórios estão entre as principais pautas defendidas ontem (27) em reunião com o atual ministro da agricultura, André de Paula, pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) para ampliar a competitividade da fruticultura brasileira no cenário global.

Entre os principais desafios apresentados pela entidade estão a necessidade de agilização nos processos de registro de defensivos químicos e biológicos, o fortalecimento do Programa Nacional de Erradicação da Mosca-da-Carambola (PNEMC), o aumento do efetivo de fiscais nos pontos de egresso e ingresso do país e medidas de apoio ao endividamento do setor produtivo, incluindo a renegociação das dívidas do agro e a criação de um fundo garantidor e do Fundo da Fruticultura.

“A fruticultura brasileira vive um momento estratégico. Temos capacidade produtiva, qualidade e mercado, mas precisamos avançar em políticas estruturantes que garantam mais competitividade, segurança fitossanitária e acesso a novos destinos internacionais”, destacou o presidente da Abrafrutas, Waldyr Promicia.

O setor segue em expansão no comércio exterior. Apenas no primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de frutas registraram crescimento de 25% em valor e 13% em volume em comparação com o mesmo período de 2025, alcançando US$ 351,1 milhões e mais de 330 mil toneladas exportadas. Entre os destaques estão mangas, com crescimento de 69% em valor exportado, melancias (+40%), bananas (+32%), abacates (+18%) e maçãs, que registraram crescimento superior a 200% em valor e volume.

Nos últimos anos, o Brasil ampliou a presença das frutas brasileiras no mercado internacional com a abertura de novos mercados para produtos como manga, melão, uva, mamão, avocado, citros e agora recente o caqui. Atualmente, o setor segue trabalhando na expansão das exportações para países estratégicos como Estados Unidos, China, Malásia, Tailândia, Coreia do Sul e Colômbia.

A notícia do acordo provisório Mercosul-União Europeia representou também um avanço estratégico para a fruticultura brasileira, criando novas oportunidades para produtores e exportadores em diversas regiões do país. Com a redução das tarifas, as frutas brasileiras passam a ganhar mais competitividade no mercado europeu, fortalecendo a presença do Brasil no comércio internacional.

Foto. Percio Campos/Mapa

“As oportunidades geradas pelo acordo Mercosul-União Europeia podem representar um marco para a fruticultura brasileira, especialmente para polos exportadores, ampliando competitividade, geração de renda e presença internacional das nossas frutas”, afirmou Promicia.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Conta de energia alta no agro? Produtores de frutas podem reduzir custos em até 30% com o Mercado Livre de Energia

O Brasil vem fortalecendo sua posição como um dos maiores exportadores de frutas do mundo. Segundo a Abrafrutas, o setor movimentou mais de US$ 1,45 bilhão em exportações em 2025, com volume superior a 1,28 milhão de toneladas embarcadas, crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Entre os principais destaques estão mangas, melões, uvas, limões e mamões.

Mas, junto ao avanço das exportações, cresce também um dos principais desafios do setor: o custo da energia elétrica. A energia está presente em praticamente toda a operação agrícola, desde irrigação e packing houses até armazenamento refrigerado e logística.

Dados do Ministério da Agricultura mostram que os custos de energia na irrigação já ultrapassam R$ 2,1 bilhões por ano no Brasil. Em algumas culturas, os gastos energéticos podem representar até 30% do custo de produção.

O que é o Mercado Livre de Energia?

O Mercado Livre de Energia permite que empresas escolham de quem comprar energia elétrica, negociando preços, prazos e condições contratuais diretamente com fornecedores. Diferente do modelo tradicional, o ambiente livre oferece mais previsibilidade financeira e potencial de redução de custos.

Na prática, a energia continua sendo distribuída pela concessionária local. O que muda é a liberdade para contratar condições mais competitivas.

Quem pode aderir?

Desde 2024, empresas conectadas em média e alta tensão podem migrar para o Mercado Livre de Energia. Isso inclui propriedades rurais, packing houses, agroindústrias e centros de distribuição.

Em geral, empresas elegíveis possuem contas de energia a partir de aproximadamente R$ 7 mil por mês.

Quais são as vantagens?

Além da possibilidade de economia, com potencial de até 30% de redução na conta de energia, o modelo oferece previsibilidade financeira, proteção contra oscilações tarifárias e acesso a fontes renováveis de energia, garantindo também um selo de energia limpa, diferencial cada vez mais valorizado pelo mercado internacional e por grandes compradores globais.

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Fonte: CNN

Carlos Prado, fundador da Itaueira, lança biografia inédita durante a PEC Brasil 2026 

 

A trajetória de um dos maiores nomes do agronegócio brasileiro será celebrada em um momento histórico durante a PEC Brasil 2026.  

No dia 26 de junho, o empresário Carlos Prado, fundador da  Cemag – Ceará Máquinas Agrícolas Ltda, da Itaueira Agropecuária S/A, dentre outras, realizará o lançamento oficial da sua autobiografia: “Carlos Prado: Histórias do Criador do Melão Rei®”, obra que reúne relatos inéditos, memórias e bastidores de uma vida marcada pelo pioneirismo e pela transformação do agro nacional. 

Escrito em parceria com Francílio Dourado Filho e publicado pela E2 Editora, o livro apresenta ao público uma narrativa inspiradora sobre coragem, visão empreendedora e perseverança frente a inúmeros desafios. Ao longo das páginas, a obra revisita desde os primeiros passos de Carlos Prado pelo interior de São Paulo na pioneira mecanização da colheita do amendoim e do feijão, nos idos de 1970, com máquinas introduzidas pela Importadora Prudentina de Máquinas Agrícolas Ltda., por ele fundada, e sua chegada ao sertão nordestino, até a consolidação da marca Rei® como referência nacional e internacional em qualidade, inovação e ética. 

Patrocinado pela FIEC – Federação da Indústria do Ceará, em agradecimento aos serviços prestados pelo autor durante suas inúmeras participações nas diretorias e vice-presidências da entidade, o livro também relata a experiência da figura do industrial empreendedor com visão de futuro e que nunca se acomodou frente aos reveses que a vida lhe apresentou e que sempre contribuiu para o engrandecimento do país.  

O lançamento durante a PEC Brasil 2026 à convite da FAEC – Federação da Agricultura e Pecuária do estado do Ceará reforça a importância da trajetória de Carlos Prado para o desenvolvimento do agronegócio, que, na CNA, presidiu a Comissão Nacional de Fruticultura e também a Câmara Setorial de Fruticultura do MAPA, além de ter sido um dos fundadores da ABRAFRUTAS – Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas. 

Mais do que uma biografia empresarial, “Histórias do Criador do Melão Rei” registra a caminhada de um homem que enxergou potencial onde muitos viam limitações. A obra revela episódios marcantes da vinda de Presidente Prudente  em 1973, para apresentar as máquinas de colheita de amendoim para os produtores de caju, o convite para abrir a Cemag em Fortaleza, a fundação da Itaueira Agropecuária nas chapadas do centro-sul do Piauí; em terras até então secas e improdutivas; os muitos desafios enfrentados ao longo das décadas de trabalho e as decisões que ajudaram a posicionar o melão brasileiro entre os destaques do mercado internacional. 

Com uma narrativa envolvente, o livro também evidencia o impacto social e econômico gerado pela atuação do Carlos Prado, especialmente no Nordeste, por meio da geração de empregos, inovação no campo e fortalecimento da agricultura irrigada. Entre histórias pessoais, conquistas empresariais, contribuições aos órgãos de classe e aprendizados de vida, a publicação oferece ao leitor um retrato humano e inspirador de um dos empresários mais influentes do setor.  

O lançamento da obra promete ser um dos momentos marcantes da PEC Brasil 2026, reunindo convidados, parceiros, produtores e admiradores da trajetória de Carlos Prado em uma celebração ao legado, inovação e força do agronegócio brasileiro.  Considerado um dos eventos mais relevantes do setor no país, a feira reúne empresários, produtores, especialistas e lideranças do agro, sendo o cenário ideal para apresentar uma obra que carrega parte da história e da evolução da agricultura nacional. 

“Carlos Prado: Histórias do Criador do Melão Rei” chega ao público como um testemunho de visão, trabalho e transformação, eternizando uma história que ultrapassa os limites do campo e se conecta diretamente com o desenvolvimento do Brasil. 

O autor estará autografando o livro para os convidados presentes  durante o evento de lançamento do livro no dia 26 de junho, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. 

Fonte: CNN

Monitoramento via satélite identifica áreas irrigadas a partir da umidade do solo

Foto: Paulo Ernani Peres Ferreira

 

A Embrapa Territorial (SP) desenvolveu um método com imagens de satélite e Inteligência Artificial (IA) para mapear o crescimento ou a redução anual de áreas agrícolas efetivamente irrigadas a partir dos índices de umidade do solo. A iniciativa atende a uma necessidade do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para acompanhamento de políticas públicas voltadas à irrigação. O novo método já está sendo aplicado para mapeamento de cinco polos, nos estados de Goiás e Mato Grosso.

Responsável pelo mapeamento dos primeiros polos, em Goiás, o analista Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial, explica que o desafio inicial era gerar um mapeamento que permitisse verificar as diferenças entre as safras. Registrar os tão conhecidos círculos formados no solo pelos pivôs centrais, por exemplo, não seria eficaz, pois são como uma cicatriz no solo que permanece de um ano para outro. Outro fator é que os produtores utilizam diferentes métodos de irrigação. Alternativamente, buscar os equipamentos de irrigação também não seria suficiente porque eles podem estar desativados, apesar  de presentes. “O objetivo é identificar as terras que foram efetivamente irrigadas no ano em questão e não as que apenas têm a infraestrutura”, enfatiza Mingoti.A equipe de pesquisa passou a analisar a umidade do solo a partir de índices obtidos de imagens de média resolução e acesso gratuito do satélite Sentinel-2.

No entanto, havia outro desafio. No estado de Goiás, a irrigação predominantemente não é utilizada no período de estiagem e sim durante o verão, quando as chuvas ocorrem e quando há vazão disponível nos cursos d’água. Especialmente devido às mudanças climáticas e ao aumento da ocorrência e da duração dos veranicos (períodos sem chuva no verão), os agricultores recorrem à irrigação para evitar perdas.

O coordenador-geral de sustentabilidade de projetos e polos de irrigação do MIDR, Antônio Guimarães Leite, acrescenta que esse recurso também é utilizado em outras regiões do Brasil, com o mesmo objetivo ou para antecipar a primeira safra. Em algumas situações, isso permite estender a janela de cultivo e viabilizar até três colheitas no mesmo ano agrícola.

Mas, se a irrigação ocorre no período chuvoso, como saber se um solo está úmido porque foi irrigado ou porque recebeu chuva? “Nós usamos outros indicadores. Geralmente as áreas irrigadas não são muito pequenas e têm formatos regulares – retângulos, círculos ou triângulos”, explica Mingoti.

Foto: Flickr CNA (Wenderson Araújo)

Tamanho real da área irrigada

Além da localização, o MIDR também precisa da informação do tamanho das áreas irrigadas. Como inovação, o método tem utilizado recursos derivados do sensoriamento remoto com radar para chegar à área total. Diferentemente do método tradicional, que calcula a área somando “pixels” (quadros que compõem a imagem), a técnica de vetorização desenha o contorno real do terreno, como se seguisse a linha exata do local irrigado. Na contagem por pixels, o sistema considera o quadro inteiro, mesmo que parte do terreno que ele cobre não seja irrigada. “Quando os terrenos são vetorizados, eliminamos possíveis erros dentro e fora da área irrigada. Então, a medição é muito mais acurada”, diz Mingoti.

Nessa etapa do trabalho, a Embrapa Territorial desenvolveu o método e o aplicou no mapeamento de dois pólos de irrigação em Goiás (Planalto Central e Vale do Araguaia) e de três no Mato Grosso (Sul, Médio Norte e Araguaia-Xingu). Os mapeamentos dos dois primeiros já foram entregues ao Ministério e os outros estão em fase de validação.

O mapeamento no polo de irrigação Central de Goiás mostrou aumento de 7 mil hectares nas áreas irrigadas, de 2023 para 2024. Houve crescimento da área irrigada nos 24 municípios que integram a região. Além de serem utilizados para avaliação mais frequente das políticas públicas, a intenção é que os dados do mapeamento sejam integrados ao Sistema Nacional de Informações sobre Irrigação (Sinir).

Irrigação como instrumento de desenvolvimento regional

A irrigação é utilizada como instrumento de desenvolvimento regional no Brasil e em outros países. Por aqui, observa-se que os municípios onde produtores rurais adotam essa tecnologia apresentam melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo Leite. “Em fruticultura, por exemplo, um hectare irrigado gera até três empregos. É uma forma muito eficiente de gerar renda e emprego”.

Por isso, há décadas de investimentos federais no segmento. Mas havia uma lacuna: historicamente, o País enfrentava a falta de informações precisas sobre o uso da irrigação. Ainda no início dos anos 2000, o levantamento era feito por meio de consultas às secretarias estaduais de agricultura, o que resultava em estimativas sem rigor técnico.

O cenário mudou com o lançamento do Atlas Irrigação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em 2017. O estudo revelou que a iniciativa privada expandia-se à margem das políticas governamentais e que 98% das áreas irrigadas estavam fora dos programas oficiais. Com o diagnóstico, entendeu-se que era preciso promover ações para ampliar o uso da irrigação.

A partir de 2019, uma organização do território em pólos de irrigação proposta pela ANA passou a ser adotada. Diálogos com entidades representativas dos agricultores também se iniciaram, com o objetivo de levantar formas de estimular o uso da tecnologia de modo organizado. Leite lembra que, por meio desse trabalho, encontraram necessidades diferentes. Em alguns casos, eram necessários estudos para subsidiar os órgãos públicos na análise de pedidos de outorga para uso da água; em outros, a construção de estradas sem as quais não faria sentido aumentar a produção.

Com programas em execução, surgiu a necessidade de mapeamentos mais frequentes para acompanhar e avaliar a efetividade das ações. “Procuramos a Embrapa Territorial para desenvolvermos um método que permitisse verificar, dentro dos polos em que o Ministério já vem trabalhando a política pública, o que tem acontecido. A área está se expandindo? A expansão tem ocorrido dentro do previsto?”, conta o coordenador-geral da área no MIDR.

Na avaliação de Leite, a disponibilidade de recursos hídricos para ampliar a produção por meio da irrigação é rara no mundo. E investir no segmento é uma forma de melhorar a segurança alimentar da população. “A maioria dos alimentos que consumimos hoje vem da agricultura irrigada: legumes, verduras, arroz e grande parte das frutas e do trigo… Quando falamos em segurança alimentar, não se trata só de ter comida na mesa, mas também dessa variedade nutricional. Precisamos pensar nessa política tão importante para a vida do brasileiro e trabalhar de forma mais organizada. Só conseguiremos isso com informação”, concluiu.

Fonte: Embrapa

Fonte: CNN

Adagro está com consulta pública aberta para o novo Regulamento Técnico do Programa Estadual de Sanidade Apícola

A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco – Adagro colocou em consulta pública, até o dia 6 de junho, a minuta do Regulamento Técnico do Programa Estadual de Sanidade Apícola (PESAp/PE), iniciativa que estabelece diretrizes para prevenção, controle e erradicação de doenças e pragas que afetam as abelhas do gênero Apis mellifera e os meliponídeos, conhecidos como abelhas nativas sem ferrão. Os interessados do setor em participar devem acessar e preencher o formulário disponível no link do site da Adagro https://www.adagro.pe.gov.br/sanidade-animal até o dia 06 de junho.

A proposta regulamenta ações de vigilância epidemiológica, fiscalização sanitária, controle de trânsito de colmeias, cadastro e georreferenciamento de apiários e meliponários em Pernambuco. “O texto também prevê medidas obrigatórias de notificação de suspeitas de doenças, mortalidade atípica de abelhas e casos de intoxicação por agentes químicos, como agrotóxicos”, falou o diretor-presidente da Adagro, Moshe Dayan Fernandes, que têm se reunido com representantes do segmento apícola pernambucano para discutir o regulamento.

“Entre os principais pontos da minuta estão a obrigatoriedade do cadastro dos estabelecimentos apícolas junto à Adagro, emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA) para transporte de colmeias e rainhas, além de regras específicas para o manejo, transporte e vigilância sanitária das abelhas”, explica a coordenadora  do Programa Estadual de Sanidade Apícola  da Adagro, Alessandra d’Alencar.

O regulamento ainda estabelece procedimentos de controle para doenças e pragas de importância sanitária, como a Tropilaelapsose e o Pequeno Besouro das Colmeias (Aethina tumida), incluindo medidas de interdição, destruição de material contaminado, desinfecção e restrição de trânsito em caso de foco confirmado.

A proposta também reforça o papel da educação sanitária e da participação dos apicultores, meliponicultores, médicos veterinários, pesquisadores e da população em geral na notificação de suspeitas e na adoção de boas práticas de manejo.

De acordo com a Adagro, a consulta pública tem como objetivo garantir a participação da sociedade, do setor produtivo, instituições de pesquisa e demais interessados na construção do regulamento, contribuindo para o fortalecimento da defesa sanitária apícola em Pernambuco e para a preservação das abelhas, que além de estarem numa cadeia produtiva – apicultura – geradora de emprego e renda são  fundamentais para a polinização e manutenção da biodiversidade.

 

Petrolina recebe Caravana Agro Exportador com foco em sustentabilidade e mercado internacional

Petrolina (PE), principal polo exportador de frutas frescas do Brasil, foi palco de mais uma edição da Caravana Agro Exportador, iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) voltada ao fortalecimento da cultura exportadora no agronegócio brasileiro.

O evento que contou com a presença do atual ministro da Agricultura, André de Paula, reuniu produtores rurais, cooperativas, agroindústrias, associações e pequenas e médias empresas com potencial exportador para discutir oportunidades de ampliação da presença do agro brasileiro nos mercados internacionais, com foco em sustentabilidade, competitividade e abertura comercial.

 

A programação desta edição ganhou ainda mais relevância diante do recente acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que representa avanços importantes para o setor exportador brasileiro, incluindo redução e até eliminação de tarifas para determinados produtos, como a uva.

A iniciativa contou com o apoio da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abarfrutas) e da Valexport, que reforçaram a importância estratégica da fruticultura brasileira no cenário internacional.

Nesta edição, a sustentabilidade foi um dos temas centrais da programação, reforçando a importância das práticas ESG para acesso, permanência e expansão em mercados globais, especialmente diante do recente acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

 

Para o presidente da Abrafrutas, Waldyr Promicia, a iniciativa fortaleceu o posicionamento do Brasil como referência mundial na produção e exportação de frutas frescas.

“Eventos como a Caravana Agro Exportador são fundamentais para aproximar o produtor das oportunidades internacionais e mostrar que a fruticultura brasileira está preparada para atender às exigências dos mercados mais competitivos do mundo. O acordo entre Mercosul e União Europeia abre uma janela importante para ampliarmos nossa presença global com qualidade, sustentabilidade e eficiência”, destacou.

A diretora de ESG da Abrafrutas, Priscilla Nasrallah, foi uma das palestrantes do evento e reforçou a importância da sustentabilidade como diferencial competitivo para o setor exportador.

“A sustentabilidade deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser um requisito estratégico para o comércio internacional. O mercado global quer rastreabilidade, responsabilidade socioambiental e transparência. A fruticultura brasileira já vem avançando fortemente nesse caminho, e discutir ESG dentro de um evento como a Caravana Agro Exportador é essencial para fortalecer ainda mais a competitividade do setor”, afirmou Priscilla.

A programação da Caravana incluiu ainda visita técnica ao packing house da Fazenda Argofruta, empresa associada à Abrafrutas, com a realização de ato simbólico de registro de exportação de uvas no contexto do acordo Mercosul-União Europeia, marcando as novas oportunidades para a fruticultura nacional e o potencial de ampliação das exportações brasileiras.

Por: Telma Martes

 

Fonte: CNN