Com o Paço do Frevo repleto de mulheres fortes e interessadas em debater sobre o Etarismo, termo utilizado para se referir aos estereótipos e preconceitos associados à idade, a quarta edição do “Cirandelas” encerrou as comemorações do Mês da Mulher da Prefeitura do Recife. Organizado pela vice-prefeita do município, Isabella de Roldão, e as secretárias municipais, o tema desta edição foi “Começando o Segundo Tempo: Energia para Continuar” e teve a presença de centenas de servidoras da PCR. O espaço de debate também contou com a participação da psicóloga clínica, Gabriela Moura, e da médica ginecologista, Juliana Schettini.
A quarta edição do Cirandelas significou um momento de reflexão para as mulheres sobre essa nova etapa da vida e desmistificou conceitos levantados pelo Etarismo. “Começar esse segundo tempo representa uma ressignificação, um olhar diferente para esse novo momento da vida da gente”, afirma Isabella.
A vice-prefeita reconheceu que esses preconceitos etários são frutos de uma sociedade machista e que se acostumou a deixar de lado as mulheres mais velhas. “É preciso desconstruir esse tipo de pensamento que está enraizado na nossa sociedade. As mulheres precisam ocupar seus espaços e ter seus trabalhos reconhecidos. É o exemplo de Juliana e Gabriela nas suas respectivas áreas”, continua.
Isabella também deu dois exemplos pessoais sobre a importância de combater o Etarismo. “Sou mãe de três filhos e a minha última, a mais nova, tive aos 43 anos. Foi um grande presente que ganhei e que me trouxe muita felicidade. Também foi um grande desafio entrar na faculdade depois dos 40 anos, mas hoje, aos 47, terminei a minha segunda graduação e me formei em Nutrição.”
O Cirandelas também teve a participação de algumas secretárias municipais do Recife, como Luciana Albuquerque, secretária de Saúde; Adynara Gonçalves, secretária de Trabalho e Qualificação Profissional; e Joana Florêncio, secretária de Desenvolvimento Econômico.







“Recebemos as demandas desses movimentos que dialogam com aquilo que compreendemos ser necessário para qualificar a vida de quem vive no campo. A agricultura deve ser porta de entrada para que o governo esteja presente em todo o Estado com saneamento, habitação, novas escolas, atendimento na saúde e garantindo emprego e renda. A gente vive e se alimenta daquilo que eles produzem, então precisamos cuidar deles”, destacou Raquel Lyra.
Também participaram da reunião os presidentes do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Joaquim Neto; do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco (Iterpe), Henrique Queiroz; o deputado estadual Doriel Barros; além de diversos representantes das Federações.

Na ocasião, Maria do Socorro discutiu demandas para melhoria da UPE. “Nós trouxemos demandas dos nossos hospitais universitários. Tratamos, por exemplo, da infraestrutura da Faculdade de Odontologia, que atualmente está distribuída em três locais, e é importante que tenhamos um único local para oferecer um curso de melhor qualidade aos alunos”, comentou.


Também participaram da reunião a vice-governadora Priscila Krause, os secretários estaduais Fernando Holanda (chefe da Assessoria Especial), Fabrício Marques (Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional) e Guilherme Cavalcanti (Desenvolvimento Econômico); o diretor-presidente da Neoenergia Pernambuco, Saulo Cabral; e a diretora-presidente adjunta da Neoenergia, Solange Ribeiro.