João Campos se compromete com implementação dos 33% para policiais civis de Pernambuco

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos se comprometeu com a implementação da pauta dos 33% para os Policiais Civis, reivindicação da categoria relacionada à ampliação em duas horas da jornada de trabalho sem a correspondente remuneração.

O compromisso foi assumido durante sabatina promovida pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE), na manhã desta quinta-feira (10), no auditório da entidade, no Recife. Ao final do encontro, João Campos assinou a carta-compromisso apresentada pelo sindicato, formalizando o compromisso com a pauta.

O evento reuniu um auditório lotado, com a participação de policiais civis e representantes de diferentes entidades da categoria. Durante a sabatina, foram apresentadas demandas, sugestões e críticas relacionadas à Segurança Pública, à valorização profissional e às condições de trabalho na Polícia Civil.

Entre os principais temas debatidos estiveram a falta de efetivo e a sobrecarga de trabalho, a necessidade de abertura de novas delegacias, a ampliação das Delegacias da Mulher, a valorização salarial dos policiais civis, o PJES e a construção de uma nova Lei Orgânica da Polícia Civil.

Para o presidente do SINPOL-PE, Áureo Cisneiros, o encontro cumpriu o papel de abrir espaço para que os policiais civis participassem diretamente do debate sobre os rumos da Segurança Pública em Pernambuco.

“Foi um momento importante para que os policiais civis pudessem apresentar suas propostas, sugestões e críticas, além de ouvir o que o candidato pretende para a Segurança Pública e para a Polícia Civil. A categoria precisa participar dessa discussão, porque conhece de perto os problemas enfrentados no dia a dia e também tem propostas para melhorar a segurança no nosso Estado”, afirmou.

O SINPOL-PE havia convidado para o encontro os candidatos ao Governo de Pernambuco com mais de 5% das intenções de voto nas pesquisas mais recentes dos institutos Real Time Big Data, Quaest e Datafolha.

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra, também foi convidada, mas não compareceu.

Diante da participação apenas de João Campos, o encontro foi realizado em formato de sabatina. Policiais civis e representantes das entidades da categoria puderam apresentar diretamente ao candidato suas principais reivindicações, questionamentos e sugestões.

João Campos, por sua vez, apresentou propostas para a Segurança Pública e para a Polícia Civil, respondeu aos questionamentos formulados pelos participantes e assumiu compromissos com a categoria, entre eles a implementação da pauta dos 33%.

Candidatos à Presidência da República fazem campanha pelo país

© Arte EBC

Os candidatos que disputam a presidência da República participaram de atos, entrevistas e reuniões nesta quarta-feira (9).

Romeu Zema, do partido Novo, se reuniu com cristãos em Brasília.

Já Wilson Grassi, do Democrata, concedeu entrevista para um jornal de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.

Flávio Bolsonaro, do PL, participou de motocarreata, seguida de um comício, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Ronaldo Caiado, do PSD, participou de encontro com a Associação Brasileira de Incorporadoras. O candidato defendeu uma nova política habitacional para o país.

“A proposta é exatamente fazer algo que seja ampliar a oferta de casas, de habitação, às pessoas mais carentes e mais humildes. Esta é a política que eu tenho experiência, já fiz e vou fazer. Ou seja, eu não vou admitir que as pessoas que moram em regiões mais longínquas, e com isso com menor poder aquisitivo, não tenham direito à sua casa.”

Augusto Cury, do Avante, foi à Bienal do Livro de São Paulo e, depois, se reuniu com sindicatos de cooperativas.

O presidente Lula, do PT, participou de ato público em Teresina, no Piauí.

Samara Martins, do Unidade Popular, esteve em um de ato contra o feminicídio no centro de São Paulo.

Já Renan Santos, do Missão, se reuniu com apoiadores em uma faculdade, também em São Paulo.

Hertz Dias, do PSTU, realizou panfletagem na capital paulista e concedeu entrevista para o canal Meteoro Brasil.

Clariana Barão, do Democracia Cristã, participou de evento no Jockey Club de São Paulo.

Rui Costa Pimenta, do PCO, e Edmilson Costa, do PCB, não divulgaram agenda pública nesta quarta-feira.


Fonte: Agencia Brasil

Aprovado pelo Senado, fundo para promover acesso à Justiça gratuita vira lei

A Defensoria Pública da União (DPU) contará com fundo destinado a fortalecer o acesso gratuito à Justiça para pessoas necessitadas. É o que estabelece a Lei 15.500, sancionada, com vetos, pela Presidência da República. A norma entrará em vigor 45 dias após a sua publicação, ocorrida em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira (4).

O Fundo de Fortalecimento do Acesso à Justiça, Promoção dos Direitos Fundamentais e Estruturação da DPU (FDPU) contará com um conselho curador, um conselho gestor, um conselho fiscal e uma diretoria executiva. A composição e a forma de designação dos conselheiros serão definidas em regulamento a ser expedido pelo Defensor Público-Geral Federal.

Além dos encargos que couberem à DPU e recursos de emendas parlamentares, o fundo terá como receita dotações orçamentárias próprias e 5% das custas recolhidas no âmbito da Justiça da União de 1º e 2º graus. A lei proíbe a aplicação da receita do FDPU na execução de despesas com pessoal, inclusive seus encargos, e de verbas indenizatórias de qualquer natureza.

O fundo teve origem no projeto de lei (PL) 1.881/2025, de iniciativa da própria DPU e da Câmara dos Deputados. Depois de ter sido aprovada pela Câmara em outubro de 2025, a proposta foi encaminhada ao Senado, onde recebeu relatório favorável do senador Fabiano Contarato (PT-ES). O texto foi aprovado em Plenário em agosto e encaminhado à sanção presidencial.

Vetos

O texto aprovado da lei previa certas fontes de recursos do fundo que foram vetadas pelo Executivo. Entre elas estão:

  • doações, contribuições em pecúnia, valores, bens móveis e imóveis;
  • 5% das multas aplicadas pelos magistrados em processos cíveis;
  • 5% dos recursos decorrentes de alienação de bens móveis e imóveis considerados abandonados;
  • recursos decorrentes de alienação de equipamentos da DPU;
  • recursos decorrentes de alienação de bens móveis da administração pública que perderam sua utilidade;
  • valores de inscrições em concursos organizados pela DPU;
  • transferências de outros fundos com natureza pública ou privada.

O Executivo alegou que a proposta contrariava o interesse público, ao estabelecer vinculações de receitas a fundo público específico, sem previsão de cláusula de vigência da vinculação de, no máximo, cinco anos, em descumprimento à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026. Apontou ainda que o recebimento de transferências de fundos de natureza pública ou privada poderia comprometer a autonomia funcional da DPU e o exercício das funções essenciais do órgão.

Outro dispositivo vetado previa o recolhimento da receita destinado ao fundo em conta especial. O Executivo alegou que isso impediria o recolhimento em conta única do Tesouro Nacional, em desacordo com o princípio da unidade de tesouraria, que veda a fragmentação de caixa e da contabilização pública.

Também foi vetado dispositivo que previa vigência da lei a partir da data de sua publicação oficial, ocorrida em 4 de setembro. De acordo com o Executivo, a entrada imediata da lei em vigor não daria tempo para a estruturação do fundo, causando insegurança jurídica. Com o veto, salvo disposição contrária, a norma entrará em vigor 45 dias após a sua publicação oficial.

Fonte: Agência Senado

Executivo envia Orçamento de 2027 ao Congresso com mínimo de R$ 1.741

Sede das duas Casas do Poder Legislativo e um dos mais famosos cartões postais do Brasil, o Palácio do Congresso Nacional é composto por duas cúpulas e duas torres de 28 andares, que abrigam a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

 

Salário mínimo de R$ 1.741, inflação de 3,6% e crescimento do produto interno bruto (PIB) de 2,46%. Esses são alguns pontos da proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional na tarde desta segunda-feira (31) — último dia do prazo para envio do Orçamento ao Legislativo.

O aumento previsto de R$ 120 no valor do salário mínimo (hoje R$ 1.621) representa uma alta de aproximadamente 7,4% no valor nominal. O índice representa um ganho de 2,3 pontos percentuais acima da inflação projetada para este ano.

O documento ainda apresenta as expectativas de arrecadação e a fixação de quanto o governo vai gastar em cada área. Conforme o texto, o Executivo prevê taxa básica de juros (Selic) em 12,53% e câmbio médio de R$ 5,22 para o dólar. Já o superávit primário, que é a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, deve ficar em R$ 18,6 bilhões, valor que representa pouco mais de 0,1% do PIB.

Tramitação

Pela Constituição, a Lei Orçamentária Anual, que trata do Orçamento, deve ser entregue pelo Poder Executivo até 31 de agosto de cada ano, com a previsão de ser aprovada até dezembro.

A proposta do Executivo para a Lei Orçamentária Anual de 2027 será examinada inicialmente pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Depois, a matéria será apreciada pelo Congresso Nacional e seguirá para sanção do presidente Lula.

O Congresso ainda precisa votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 2/2026). A matéria deveria ter sido votada até o dia 17 de julho. Como não houve a votação, a tendência é que o texto seja analisado agora neste segundo semestre.

Receitas e despesas

A LOA é o documento que estima receitas e fixa as despesas públicas para o ano seguinte. A lei busca garantir que o dinheiro arrecadado dos cidadãos seja aplicado de forma clara, planejada e responsável.

Em outras palavras, determina a verba que será aplicada em áreas cruciais como saúde, educação, segurança, transporte e infraestrutura. Embora a iniciativa seja do Executivo, os parlamentares podem inserir mudanças no texto.

Fonte: Agência Senado

Em Sertânia, Raquel destaca avanço de obras de adutora que vai tirar o município do rodízio de abastecimento de água

Em visita ao andamento de obras no Sertão, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), destacou o avanço da obra de uma adutora em Sertânia, no Moxotó, que vai tirar o município do rodízio de abastecimento de água. Ao lado dos deputados federais e seus candidatos ao Senado, Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), e da prefeita do município, Pollyanna Abreu, Raquel vistoriou a obra na Transposição do Rio São Francisco, além da construção de uma creche e pavimentação de ruas. As ações reforçam que Raquel faz de Pernambuco um verdadeiro avanço de ações que beneficiam a população.


“Estamos aqui na Transposição do Rio São Francisco e essa água não atende Sertânia. Então estamos fazendo uma adutora, vai ter um sistema de bombeamento para abastecer Sertânia. São nove quilômetros de tubulação e R$ 16 milhões de investimento. Estamos também fazendo a obra de creche e de pavimentação e calçamento de ruas. As obras estão acontecendo em Pernambuco e a gente quer fazer muito mais, para gerar mais emprego e renda”, disse Raquel.

A creche em construção terá 10 salas, que vão atender a 324 crianças. O investimento é de R$ 5,7 milhões em obra e equipagem. As obras de pavimentação no momento contemplam cinco vias, com investimento de R$ 3,8 milhões.

“Fomos até a adutora da barragem de Campos, onde vai levar a água da barragem para toda Sertânia, para que acabe com nosso racionamento. A governadora tem feito um pacote de investimentos muito grande em Sertânia e ainda tem mais obras para acontecer”, contou Pollyanna. Também acompanharam as vistorias o deputado estadual e candidato à reeleição, Kaio Maniçoba, e o ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe e candidato a deputado estadual, Fábio Aragão.

 
Fotos: Janaína Pepeu

Em sabatina da Fiepe, Humberto Costa aponta Petrobras como caminho para destravar a Transnordestina

O senador Humberto Costa (PT) defendeu o avanço do trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina e apontou como caminho para viabilizar economicamente a obra a entrada da Petrobras como sócia do empreendimento. A avaliação foi feita durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), em que o parlamentar, candidato à reeleição, apresentou propostas para o desenvolvimento do estado.

Para o senador, os estudos já realizados demonstram a viabilidade do empreendimento, que segundo análise da Sudene deve gerar ganho social de R$ 4,7 bilhões, e a entrada da estatal seria a alternativa mais consistente. Ele explicou que a Petrobras poderia escoar a produção de óleo diesel pela ferrovia, instalar uma central de distribuição em Salgueiro e, com o avanço da linha férrea, alcançar as regiões Centro-Oeste e Sudeste por meio da Ferrovia Norte-Sul.

Humberto também defendeu a criação de um comitê estadual permanente com empresários, representantes do governo do estado, a bancada federal pernambucana, pesquisadores e a sociedade civil para acompanhar o projeto. Para ele, a decisão sobre a obra é política e exige diálogo direto com o presidente Lula, sob risco de Pernambuco ficar para trás em relação ao Ceará.

“A Petrobras pode entrar como sócia temporária desse projeto. Mais à frente, quando houver interesse de outros grupos em assumir a concessão, ela pode vender sua participação ou seguir utilizando. O importante é destravar a obra agora, porque a Transnordestina não é só importante para Pernambuco, é estratégica para todo o Nordeste”, afirmou.

Durante a sabatina, Humberto Costa também tratou de outros temas, entre eles o fim da escala 6×1. O senador defendeu a mudança e afirmou que as empresas brasileiras têm capacidade de adaptação, como já demonstraram em outros momentos de transformação na legislação trabalhista. Para ele, a medida representa um ganho concreto para o trabalhador, e que, no modelo atual, está acompanhada de um período de transição que poderá impedir demissões e garantir segurança jurídica para os empregadores.

Candidatos à Presidência cumprem agenda nesta terça-feira

© Valter Campanato/ Agência Brasil

Terça-feira (8) de agenda dos candidatos. Augusto Cury, do Avante, concede entrevista ao jornal Estado de S. Paulo e ao Canal Meio. Depois vai para sabatina da Rede TV!

Clariana Barão, do Democracia Cristã, participa de entrevista ao site Midia News em Cuiabá e à Agora FM, de Rondonópolis.

Edmilson Costa, do PCB, continua cumprindo agenda do partido em Lisboa.

Hertz Dias do PSTU, se reúne com apoiadores em Jacareí, São Paulo, e depois faz panfletagem em São Bernardo do Campo. Também em São Paulo, mas em Campinas, Ronaldo Caiado, do PSD, visita o laboratório Sirius, projeto científico brasileiro.

Samara Martins, do Unidade Popular, participa de sabatina ao Correio Braziliense, entrevista ao Metrópoles e, depois, faz caminhada na Rodoviária de Brasília. Também em Brasília, Romeu Zema, do Novo, se reúne, com a Abert, que é a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV.

Wilson Grassi, do Democrata, participa de sabatina. 

Os demais, Flávio Bolsonaro, do PL, Lula, do PT, Renan Santos, do Missão e Rui Costa Pimenta, do PCO, estão sem agenda de campanha para esta terça-feira (8).


Fonte: Agencia Brasil

No Agreste, Humberto defende nova etapa da Farmácia Popular

O senador Humberto Costa (PT) cumpriu agenda, neste fim de semana, em municípios do Agreste pernambucano, onde reforça uma das principais bandeiras do seu novo mandato: a ampliação da Farmácia Popular. Idealizador do programa, criado em 2004 quando era ministro da Saúde do primeiro governo Lula, Humberto defende que a iniciativa avance para se tornar porta de entrada do cuidado continuado no SUS.

O projeto prevê ampliar o programa para além da distribuição de medicamentos. A ideia é incorporar, progressivamente, exames laboratoriais, vacinas, acompanhamento de doenças crônicas, monitoramento da hipertensão e do diabetes, transformando cada unidade em um ponto de cuidado integral.

“Quando criamos a Farmácia Popular, ao lado do presidente Lula, garantimos que milhões de brasileiros tivessem acesso a medicamentos essenciais. Agora, também junto com o nosso presidente, queremos dar um passo histórico: transformar a farmácia em um espaço de prevenção, diagnóstico e acompanhamento. O paciente hipertenso ou diabético poderá fazer seus exames, monitorar sua condição e receber orientação sem precisar enfrentar filas de hospital. É a saúde pública chegando onde o povo está”, afirmou Humberto.

A nova etapa da Farmácia Popular é uma das prioridades do mandato do senador para os próximos anos. A proposta prevê que as unidades credenciadas passem a oferecer, de forma gradual, serviços como exames de glicemia, colesterol, triglicerídeos, testes rápidos, aferição de pressão arterial e acompanhamento farmacêutico para pacientes crônicos.

“A Farmácia Popular já é uma das políticas públicas mais bem avaliadas do país. Agora, com o presidente Lula, queremos ampliar esse legado. Não se trata apenas de entregar remédio, mas de cuidar da saúde de forma contínua, perto da casa das pessoas, especialmente no interior, onde o acesso a exames ainda é um desafio enorme”, destacou o senador.

A escolha do Agreste para o giro reforça o compromisso com a interiorização dos serviços de saúde. A região concentra dezenas de municípios de pequeno porte, onde a população frequentemente precisa se deslocar para cidades-polo para realizar exames laboratoriais ou acompanhar doenças crônicas.

“Eu conheço a realidade de quem vive no interior. Sei o sacrifício que é para uma pessoa idosa sair de madrugada, pegar transporte precário, para fazer um simples exame de sangue. A nova etapa da Farmácia Popular vai encurtar essa distância. Vai levar cuidado, prevenção e dignidade para quem mais precisa”, afirmou Humberto.

TSE conclui assinatura digital e lacração de sistemas das urnas

© Luiz Roberto/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu nesta sexta-feira (4), em Brasília, a assinatura digital e a lacração dos sistemas que serão utilizados nas urnas eletrônicas durante as eleições gerais deste ano. O ato foi conduzido pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, com a participação de representantes da Polícia Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Público Federal.

A assinatura digital equivale a um selo eletrônico, que cria uma identificação única para cada sistema e permite conferir depois se o programa usado na urna é o mesmo aprovado pelo tribunal. A partir de agora, os programas ficam congelados, ou seja, nenhuma instituição pode alterá-los. O procedimento encerra um trabalho de dois anos, iniciado após as eleições municipais de 2024.

Nesta semana, os sistemas foram compilados, traduzidos para a linguagem que as urnas conseguem executar e assinados por técnicos de oito entidades fiscalizadoras, entre elas o Senado Federal, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União.

O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, resumiu o que essa assinatura representa na prática:

“Nenhuma das instituições pode, a partir desse momento, alterar nada dos sistemas eleitorais. Eles estão congelados. Foi firmado um contrato entre as instituições que assinaram digitalmente, e isso é uma segurança do processo de que não haverá nenhum tipo de alteração nesses sistemas.”

Fiscalização

O ciclo eleitoral brasileiro prevê, ao todo, 40 oportunidades de fiscalização a cada dois anos, e as identificações dos sistemas já lacrados serão publicadas no portal do TSE. A próxima etapa é a geração das mídias com os dados dos candidatos. Na véspera da votação, será feita a verificação dos sistemas de totalização e transmissão dos resultados.

Durante a cerimônia, o ministro Kassio Nunes Marques reforçou o papel do tribunal diante do eleitor:

“A justiça não escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas. Nossa paixão é a democracia. Nossa missão é cumprir a Constituição. E o nosso dever é garantir a vontade soberana do povo brasileiro.”

As mídias gravadas foram guardadas na sala-cofre do TSE.

O primeiro turno das eleições acontece em 4 de outubro. Se houver segundo turno, a votação será em 25 de outubro.


Fonte: Agencia Brasil

Volta à Câmara proposta de proteção a crianças expostas a violência doméstica no exterior

 

Autoridades brasileiras podem ficar desobrigadas de ordenar a repatriação de criança ou adolescente ao país onde moravam com o pai, quando houver indícios de que a mãe brasileira ou seus filhos foram vítimas de violência doméstica naquele país.

É o que prevê um projeto de lei aprovado nesta quinta (3) pelo Senado. Devido às alterações feitas no texto (PL 565/2022), a proposta retornará à Câmara dos Deputados, onde sua tramitação teve início.

A matéria contou com o parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que promoveu alterações no projeto original. Ela participou de uma comissão do Senado que analisou por seis meses casos de mulheres brasileiras que, após terem residido no exterior, voltaram ao Brasil com seus filhos para escapar das agressões de seus maridos — e acabaram sendo acusadas por eles de sequestro internacional.

Atualmente, a Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Criança (que faz parte da Convenção de Haia) determina o retorno da criança ou do adolescente. Por isso, o objetivo do projeto é evitar que as autoridades brasileiras se vejam obrigadas a devolver esses filhos a pais acusados de agressão.

Mara Gabrilli reitera que a principal inovação da proposta é reconhecer que a violência doméstica pode constituir risco suficiente para autorizar a autoridade brasileira a ignorar a regra de retorno da criança ou do adolescente ao país estrangeiro. Segundo ela, isso permite que situações de violência, mesmo quando dirigidas contra a mãe, sejam juridicamente consideradas fatores de risco à criança.

O texto aprovado no Senado lista uma série de situações que podem configurar indícios de violência doméstica em outro país — e que desobrigariam as autoridades judiciais e administrativas brasileiras de ordenar o retorno dos filhos —, como denúncias apresentadas no país onde vive o pai; laudos médicos, psicológicos ou relatórios de serviços sociais; depoimentos de testemunhas ou das próprias vítimas; contatos com consulados brasileiros em busca de apoio; etc.

Fonte: Agência Senado