Governo de Pernambuco decreta expediente reduzido na próxima segunda-feira (29)

O Governo de Pernambuco, vai decretar expediente reduzido na próxima segunda-feira (29) para as repartições públicas e entidades da administração direta e indireta do Estado. A medida foi adotada em razão da partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA 2026, que acontecerá às 14h. De acordo com a determinação, os servidores estaduais serão liberados a partir das 12h.

As exceções são para os serviços considerados indispensáveis, cujo funcionamento ficará a critério dos respectivos gestores. A medida será publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (26).

Vacinas: debatedores afirmam que país precisa estar preparado para novas pandemias

Os entraves regulatórios e o financiamento da produção de vacinas nacionais foram tema da audiência pública promovida nesta quarta (24) pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado (CCT). Parlamentares e especialistas argumentaram que o país precisa ser capaz de dar respostas rápidas a problemas futuros — como uma nova pandemia.

Ao presidir a audiência, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) afirmou que a pandemia de covid-19 evidenciou a necessidade de investimentos na área. Para o senador, é obrigação do Congresso Nacional e do Executivo preparar o país para essas situações. Foi ele quem solicitou o debate.

Ao ressaltar que a maioria das vacinas nacionais é resultado da transferência de tecnologia, Pontes declarou que “desenvolver vacina no Brasil é extremamente importante; isso não pode ficar na mão de outros países num momento crítico como uma pandemia”.

O senador reconheceu, contudo, a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de oferecer vacinas em locais remotos e de difícil acesso, principalmente diante de condições especiais de transporte (como a exigência de manutenção de certas temperaturas para as vacinas).

A Organização Mundial de Saúde estima que pelo menos três milhões de vidas por ano são salvas com programas de vacinação.

Programa Nacional de Imunizações

Diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Eder Gatti Fernandes afirmou que o governo se comprometeu com a imunização em todo o país.

Para garantir que o programa funcione, ele informou que foram estabelecidas parcerias com laboratórios públicos nacionais, como o Instituto Butantan e o Bio-Manguinhos. O primeiro é o principal fornecedor de vacinas contra a gripe no Brasil; o segundo fornece vacinas para doenças como sarampo, tétano e febre-amarela.

Segundo Eder Gatti, o Brasil precisa estar atento ao desenvolvimento de vacinas. Ele disse que, para um período de 30 anos, modelagens matemáticas indicam que há 70% de risco de uma nova pandemia com algum vírus respiratório.

— Nós precisamos, sim, valorizar a produção nacional. Precisamos, sim, valorizar os nossos laboratórios públicos e também precisamos estabelecer parcerias com o setor privado, para trazer tecnologias para o país e garantir a modernização da nossa produção e também do nosso Calendário Nacional de Vacinação, além de financiar a infraestrutura do nosso parque industrial em vacinas e financiar estudos de desenvolvimento de vacinas — afirmou ele.

FNDCT

Representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Thais Haline Vaz Sousa destacou que houve um aumento dos valores disponíveis no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT): de R$ 7,2 bilhões em 2020 para R$ 17,7 bilhões estimados para 2026.

Nesse ministério, ela é a coordenadora-geral substituta de Ciências da Saúde, Biotecnológicas e Agrárias da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos.

Dificuldades

Representante da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ricardo Gazzinelli apontou dificuldades no processo de desenvolvimento de vacinas, como questões de infraestrutura, capacitação de pessoal, treinamento de pesquisadores, financiamento e andamento dos processos nas agências regulatórias.

Gazzinelli, que é coordenador do Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG, lembrou que em 2024 foi aprovada a Lei 14.874 (também conhecida como o marco legal da pesquisa clínica). Essa lei determina que, se a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não se manifestar dentro do prazo legal de 90 dias úteis, um estudo pode ser considerado aprovado para fins regulatórios, desde que os demais requisitos legais e éticos tenham sido cumpridos.

Mas ele salientou que o processo com vacinas nacionais tem sido longo, ao contrário do que acontece com a política de “reliance” (confiança), que promove a aprovação acelerada de protocolos clínicos aprovados em agências regulatórias do exterior, favorecendo, assim, as inovações provenientes do hemisfério norte.

— Então, o que nós estamos vendo hoje é que a inovação que vem do exterior é aprovada muito mais rapidamente, seja aquela feita por uma companhia farmacêutica, seja aquela feita por uma universidade, enquanto a inovação nacional está parada — frisou o coordenador.

Anvisa

Representante da Anvisa, Anderson Vezali Montai declarou que a agência implementa “um processo técnico extremamente robusto, de forma que seja garantida a qualidade, a segurança e a eficácia do produto a ser lançado no mercado”.

Ele atua, na Anvisa, como gerente-geral de Produtos Biológicos, Radiofármacos, Sangue, Tecidos, Células, Órgãos e Produtos de Terapias Avançadas.

— No processo de reliance, temos uma lista de agências reguladoras que nós seguimos (…). Nós aproveitamos as informações que eles nos fornecem para tomarmos uma decisão mais célere.

Montai disse que, no caso da vacina da dengue, houve uma atuação muito próxima junto ao Instituto Butantan. Ele destacou que, durante o processo de análise, em 2024, houve quatro notificações de exigências, que foram discutidas com o instituto. O registro foi concedido ao final de 2025, após discussões com consultores especializados.

— De forma que nós chegamos à decisão de que os dados eram muito bons. A parte de desenvolvimento estava satisfatória, atendendo a todos os nossos critérios. Os estudos clínicos mostraram dados bastante promissores, com quase 17 mil pessoas, sem a detecção de eventos adversos graves. E a Anvisa decidiu aprovar o produto em dezembro de 2025.

Instituto Butantan

O Instituto Butantan, que acabou de completar 125 anos, oferece — por meio do PNI — 10 vacinas diferentes e 12 diferentes tipos de soros.

Segundo o diretor do instituto, Esper Georges Kallás, o Butantan também tem um corpo de pesquisadores que trabalha com linhas de pesquisa sobre novos produtos para necessidades não atendidas pelo SUS — como possíveis vacinas contra o vírus zika e a gripe aviária.

— É uma das pouquíssimas instituições do mundo que têm a capacidade de ir desde a descoberta de uma pesquisa fundamental em bancada de laboratório até trilhar todo o caminho e atingir um licenciamento de um produto. A gente tem o potencial de trilhar esse caminho de desenvolvimento e inovação no Brasil, algo que eu acho que é uma das principais conquistas consolidadas ao longo desses anos, porque a gente pode oferecer novas opções para o brasileiro — enfatizou Kallás.

Também participaram da audiência a gerente do Departamento de Saúde e Qualidade de Vida da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Adriana Battaglia, e Manoel Barral Netto, membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Fonte: Agência Senado

Pesquisa DataSenado traz dados inéditos sobre violência contra trans e travestis

Ao longo das últimas décadas, avanços jurídicos e institucionais ampliaram direitos da população trans e travesti no país, como o reconhecimento do nome social na administração pública federal e a possibilidade de alteração de nome e gênero no registro civil sem decisão judicial. Apesar das conquistas, ainda persistem desafios relacionados à violência, à exclusão social e ao acesso à educação, saúde e trabalho.

Agressões, constrangimentos em espaços coletivos, discriminação no mercado de trabalho, problemas no atendimento em órgãos públicos e violência sexual. Essas são algumas das situações relatadas por mulheres transexuais e travestis entrevistadas na 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, do DataSenado. O levantamento mostra que 56% das entrevistadas passaram por situações de violência nos últimos 12 meses.

Conduzida entre maio e julho de 2025 pelo DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), a edição mais recente da pesquisa traz um recorte inédito, específico sobre as mulheres trans. Das 43 entrevistadas que se identificaram como trans ou travestis, 40% relataram agressões verbais associadas diretamente à sua identidade de gênero. Outras 17% disseram terem sido agredidas fisicamente e 12% sofreram violência sexual no último ano.

Rolf Regehr, psicólogo e chefe do serviço de pesquisa e análise do DataSenado, ressalva que a falta de dados populacionais oficiais sobre mulheres trans e travestis no Brasil restringe análises com maior precisão estatística. Mas os dados desse novo recorte da pesquisa, explica, ajudam a entender aspectos como a naturalização das violências sofridas, detectada nas entrevistas.

— [Os resultados da pesquisa] são achados exploratórios sobre o grupo entrevistado. A pesquisa, nesse sentido, procura contribuir para uma compreensão mais precisa de aspectos relevantes de suas vivências, como nesse caso, a recorrência e naturalização das violências sofridas — diz Regehr.

Naturalização das agressões

Para o psicólogo, a naturalização das agressões no cotidiano fica clara quando muitas das situações enfrentadas diariamente por essas mulheres sequer são identificadas prontamente como violência. Apenas 4% das entrevistadas afirmaram, inicialmente, ter sofrido violência de gênero. Depois, quando questionadas situações específicas, 56% delas afirmaram ter passado por algumas delas no último ano.

 

Foi o medo de passar por situações como essas que fez a escritora Rafaela Miranda, de 37 anos, parar de frequentar certos espaços públicos, como banheiros coletivos.

— Eu não frequento de forma alguma. Prefiro ficar me segurando, porque sei que se eu entrar num banheiro público as pessoas vão começar a olhar de forma diferente, já que não tenho “passabilidade” — diz Rafaela, usando o termo que se refere ao reconhecimento social das mulheres trans como mulheres.

A violência de gênero, no caso de Rafaela, também se mostra no tratamento por pronomes masculinos, mesmo com todos os documentos retificados e a identificação como mulher trans.

De acordo com a antropóloga Beatriz Accioly, essas exclusões, pela frequência com que acontecem, podem acabar sendo naturalizadas e fazer com que mulheres trans entendam que determinados espaços não são feitos para elas.

— Quando uma mulher é hostilizada na rua, mal atendida em um serviço público ou tem sua identidade constantemente questionada, ela recebe a mensagem de que aquele espaço não foi feito para ela. Esses episódios produzem medo, restringem a circulação e afetam o acesso a direitos — explicou ao DataSenado Beatriz, que é gerente de políticas públicas pelo Fim da Violência Contra Mulheres no Instituto Natura, parceiro no Mapa Nacional da Violência de Gênero.

Mesmo nos serviços públicos, as mulheres trans relatam episódios de mau atendimento e transfobia. É o caso de uma das mulheres entrevistadas pela pesquisa, moradora do Distrito Federal, que relatou dificuldade ao procurar serviços de saúde: “Só por eu falar meu nome de mulher, né? Ele falava meu nome de homem, e eu pedindo pra falar meu nome de mulher, e não queriam me atender como mulher.”

Tornar essas experiências visíveis, explica Vitória Régia da Silva, diretora executiva da organização Gênero e Número — também parceira do Senado no mapa —, é um passo fundamental para ampliar a produção de evidências, fortalecer políticas de proteção e garantir que mulheres trans e travestis sejam incluídas no debate público sobre enfrentamento à violência de gênero.

Violência Doméstica

Das entrevistadas, 47% disseram já ter sofrido violência doméstica. Para 70% das vítimas, a violência afetou o convívio com outras pessoas e para 55%, a rotina diária. A vida profissional (45%) e os estudos (35%) também são prejudicados pela violência, que é, na maior parte das vezes, psicológica.

 

Mercado de trabalho

No mercado de trabalho, a exclusão das mulheres trans e travestis também fica clara. Apesar de ser qualificada, Rafaela tem dificuldade de conseguir emprego e relata que o comportamento dos recrutadores muitas vezes muda quando ela se identifica como uma mulher trans.

— Mandei um currículo para uma empresa. A pessoa começou conversar comigo pelo WhatsApp, me tratou bem, elogiou meu currículo. No final da entrevista, eu sempre aviso que sou transexual, para não ter o constrangimento de chegar no dia da entrevista presencial e ficarem me tratando diferente, né? Assim que eu falei que era transexual, a empresa simplesmente parou de me responder — lamenta.

A dificuldade relatada por Rafaela aparece nos resultados da pesquisa, com 26% das entrevistadas tendo declarado que não conseguem se sustentar. “Tenho três formações, chego pra fazer entrevista vejo no olhar do entrevistador que não vai me chamar”, disse uma das mulheres entrevistadas, do Paraná.

— Então o que está em avaliação não é a competência, não é a formação, não é o quanto a pessoa estudou, é ela ser trans. São pessoas capacitadas em alguma profissão, mas que não conseguem emprego, ou só conseguem com renda muito baixa — disse Rolf ao comentar o resultado da pesquisa.

Das mulheres ouvidas no levantamento, 51% se declararam ocupadas e 42% estão fora da força de trabalho. Outras 7% estão desocupadas. Em relação à renda, 56% das mulheres ganham menos que dois salários mínimos, 19% ganham entre dois e seis salários mínimos e 14%, acima de seis. Outras 12% não quiseram ou souberam informar.

Copeira do Senado há dois anos, Scarlety Pereira só teve a primeira carteira de trabalho assinada aos 30 anos. Para ela, é preciso dar oportunidades para que as mulheres trans possam deixar o rótulo de que nasceram para servir, inclusive na prostituição.

— O Senado me deu oportunidade de estudar. Hoje eu faço jornalismo e secretariado. Graças a Deus, esse trabalho me deu a oportunidade de aprender e de poder me colocar em um lugar melhor na sociedade — comemora.

Mapa Nacional

O recorte sobre mulheres trans e travestis estará disponível, a partir de quinta-feira (25), na página “Pesquisa Nacional” do Mapa Nacional da Violência de Gênero, uma parceria entre o Senado, o Instituto Natura e a Gênero e Número, que reuniram seus projetos em uma plataforma pública e interativa com dados sobre a violência de gênero no Brasil.

Criado em 2016 pelo Senado, o Observatório da Mulher contra a Violência reúne, analisa e divulga dados sobre a violência de gênero no Brasil. Em parceria com o Instituto DataSenado, produz e integra informações para subsidiar políticas públicas e alimentar o intercâmbio entre as principais instituições envolvidas no enfrentamento à violência contra mulheres.

Fonte: Agência Senado

Humberto Costa entrega retroescavadeira em Nazaré da Mata e garante apoio em São Lourenço da Mata

O senador Humberto Costa (PT) entregou, nesta segunda-feira (22), mais uma retroescavadeira ao município de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A entrega contou com a presença da prefeita Aninha da Ferbom e de vereadores do município, e marca a segunda máquina adquirida com emendas do parlamentar em um intervalo de apenas dois meses.

O município também recebeu um ônibus de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), conquistado por indicação de Humberto Costa junto ao governo federal, ampliando o acesso da população a serviços de saúde especializados em outras regiões do estado.

Ainda na cidade, Humberto visitou o recém reformado Mercado Municipal, e se comprometeu com a população a levar novos investimentos ao espaço público.

“Nazaré da Mata merece investimento de verdade, e é isso que estamos fazendo. Cada máquina entregue representa estradas mais transitáveis, obras que saem do papel e qualidade de vida para o povo desta cidade. Vamos continuar trabalhando para que Pernambuco receba o que lhe é de direito”, afirmou o senador.

Humberto conquista apoio na RMR
Mais cedo, Humberto Costa esteve reunido com o prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca, que declarou apoio à reeleição do parlamentar ao Senado Federal, ao lado de 13 vereadores do município. O encontro reforça a articulação política de Humberto na Região Metropolitana do Recife e amplia a base de aliados para 2026.

“O apoio do prefeito Vinícius Labanca e dos parlamentares de São Lourenço nos alegra e nos dá mais confiança para seguir em frente. A gente vai seguir juntos, porque Pernambuco precisa de pessoas comprometidas com o que realmente importa: a vida das pessoas”, disse Humberto Costa.

Véspera de São João na Mata Sul e no Recife
Nesta terça-feira (23), véspera de São João, Humberto inicia a agenda em Ribeirão, na Mata Sul, onde faz a entrega de um trator. Depois, segue para um encontro com lideranças em Palmares e, em seguida, entrega uma patrol em São Benedito do Sul.

A agenda se encerra no Sítio da Trindade, no Recife, onde Humberto participa da festa de São João da cidade ao lado do time de Lula em Pernambuco.

Jaques Wagner diz que sua relação com Vorcaro é “praticamente zero”

© Lula Marques/ Agência Brasil

Em entrevista exclusiva à BandNews TV, nesta quinta-feira (18), o senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, afirmou que sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro é “praticamente zero” e que nunca recebeu dinheiro do Banco Master. O parlamentar, que é líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, foram alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta quinta.

Jaques Wagner é apontado como beneficiário central de pagamentos, favorecimentos e aquisições patrimoniais vinculados a Augusto Lima e ao Banco Master, por intermédio de familiares e pessoas de confiança. É o caso da compra de um apartamento de R$ 2,4 milhões em Salvador, além de pagamentos e repasses de mais de R$ 5 milhões à BN Financeira, ligada à família do Senador.

Durante a operação de busca e apreensão em endereços ligados a Jaques Wagner, a PF encontrou milhares de dólares e euros em espécie. À BandNews TV, Jaques Wagner disse estar tranquilo quanto à origem do dinheiro apreendido, por se tratar de recursos do Senado para o custeio de diárias em viagens internacionais. Ele afirmou que Augusto Lima intermediaria a compra do apartamento citado na investigação da PF.

“Do ponto de vista do dinheiro, eu estou absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos do Master ou do Augusto Lima. Então, eu estou absolutamente à vontade. Sobre o apartamento, na verdade, é um apartamento que está em construção, aqui no Horto. Eu tinha interesse de dar um apartamento ou de ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar, depois eu vou recomprar’, porque o apartamento está em construção, não está pronto, e eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar e pagar o apartamento, ou ela financiar”, explicou o senador.

Candidatura mantida

Apesar de ser alvo da nova fase da operação da PF, que mira um esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional, Jaques Wagner afirmou que sua candidatura ao Senado está mantida:

“Olha, primeiro, em relação à minha candidatura, está absolutamente mantida. Eu estou muito seguro de tudo o que eu fiz, estou muito seguro da minha vida pessoal. Eu não tenho CNPJ, eu só tenho CPF, não tenho empresa, não tenho nada. Eu tenho um apartamento, que é o apartamento em que eu moro, e o meu sítio lá em Andaraí. Esse é o meu patrimônio. Você deve se lembrar que, em 2018, quando eu também fui candidato ao Senado, teve uma busca e apreensão na minha casa por conta da Fonte Nova, em 18 de fevereiro. Desta vez, foi em junho.”

Jaques Wagner declarou ainda que recebeu um telefonema do presidente Lula “para prestar solidariedade”, mas que a mudança na liderança do governo no Senado não foi tratada na conversa.

PF investiga atuação no Senado

Os agentes da Polícia Federal também apuram a atuação de Jaques Wagner no Senado em temas de interesse do Banco Master. Por exemplo, crédito consignado; aumento do limite de cobertura do FGC, o Fundo Garantidor de Créditos; além da fiscalização e do controle da operação de aquisição do Banco Master pelo BRB.

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que determinou ainda a suspensão de passaportes e a proibição de contato entre os investigados.

Segundo a PF, a relação entre Jaques Wagner e Augusto Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança. Há registros de mensagens, áudios, chamadas de voz, além de encontros presenciais, viagens em jatinhos particulares e interações familiares.

Em nota, os advogados de Augusto Lima disseram que a operação da Polícia Federal era desnecessária e que o empresário sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.

*Com colaboração de Renato Ribeiro


Fonte: Agencia Brasil

Governo veta integralmente projeto de incentivo ao primeiro emprego

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, vetou integralmente o projeto de lei que flexibiliza regras para a entrada no mercado de trabalho de jovens com idades entre 18 e 29 anos que nunca tiveram carteira assinada. O Programa Contrato de Primeiro Emprego, objeto do PL 5.228/2019, previa redução da alíquota do FGTS e da contribuição à Previdência como incentivos para as empresas contratarem pessoas sem experiência.

O governo argumenta que o projeto, aprovado em maio pelo Congresso Nacional, contraria a Constituição e o interesse público. A mensagem presidencial de veto 542, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (18), sustenta que o texto fere a Constituição ao instituir modalidade diferenciada de contrato trabalhista com diminuição de garantias laborais, o que constitui “afronta aos princípios da isonomia, da igualdade material e da vedação ao retrocesso social”. Além disso, a redução da alíquota do FGTS imporia aos trabalhadores “padrão protetivo inferior ao dos demais celetistas” e comprometeria o equilíbrio financeiro da Previdência Social.

O Congresso decidirá, em sessão conjunta, se mantém ou derruba o veto.

O autor da proposta é o senador Irajá (PSD-TO). Depois de aprovado pelos senadores e alterado na Câmara dos Deputados, o texto definitivo teve a aprovação do Plenário do Senado em 27 de maio, com relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Na ocasião, Irajá declarou que a aprovação de seu projeto representaria “uma conquista para 10 milhões de jovens brasileiros”. Segundo ele, a proposta criaria “um novo ambiente de estímulo para a contratação de jovens sem experiência profissional”.

O projeto também tem sido chamado de Lei Bruno Covas, em homenagem ao ex-prefeito de São Paulo que morreu em 2021.

Fonte: Agência Senado

Humberto Costa percorre o interior, entrega equipamentos e amplia base de apoios

Em uma intensa agenda de dois dias pelo Agreste e Sertão de Pernambuco, o senador Humberto Costa (PT) visitou cinco cidades, realizou entregas de equipamentos e conquistou apoios importantes para o seu projeto à reeleição, como o do prefeito de Gravatá, no Agreste Central, Padre Joselito (PSD).

A maratona teve início na terça-feira (16), em Poção, também no Agreste Central, onde o senador esteve ao lado do prefeito Guilherme Vasconcelos (PSD). Na cidade, Humberto fez a entrega de um trator para o desenvolvimento rural e a infraestrutura local. Na ocasião, o parlamentar também se reuniu com vereadores do município, que devem apoiar a sua reeleição ao Senado.

Na noite do mesmo dia, Humberto seguiu para Arcoverde, no Sertão do Moxotó, onde participou de um grande encontro político ao lado do pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), do pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e de lideranças locais, como o vereador Luciano Pacheco, as ex-prefeitas Madalena Britto, Erivânia Camelo e Rosa Barros, além do ex-prefeito Julião Guerra.

Na quarta-feira (17), a agenda continuou em Cupira, no Agreste Central. No município, o senador participou da entrega de mais um trator, fruto de emenda do seu mandato, ao lado do prefeito Eduardo Lira (PSDB). O pré-candidato a deputado estadual Jobson Almeida (Republicanos) também marcou presença. “Seguimos trabalhando por todo o estado, levando investimentos e somando apoios importantes para continuar construindo um Pernambuco melhor para todos”, destacou Humberto.

A passagem pelo interior seguiu em Agrestina, também município do Agreste Central, onde o senador se encontrou com o prefeito Josué Mendes (PSB) e o deputado estadual João Paulo Costa (PT) para um almoço que reuniu lideranças de toda a região.

Encerrando o roteiro, Humberto Costa esteve em Gravatá, ao lado do prefeito Padre Joselito (PSD), que declarou oficialmente apoio à reeleição do senador. “Tenho uma pareceria de muito tempo com o prefeito de Gravatá. Eu e o Padre Joselito seguimos trabalhando juntos por Pernambuco e para fazer a cidade avançar cada vez mais”, afirmou Humberto, celebrando mais um reforço à sua candidatura.

Agenda – Nesta quinta-feira (18), o senador segue o intenso ritmo de visitas no interior. Em apenas quatro dias, Humberto irá percorrer 10 municípios. A agenda começa em Bonito, no Agreste Central, onde irá participar de um debate na União de Vereadores do Brasil (UVB), e vai até domingo, na caminhada do forró, em Arcoverde, no Sertão do Moxotó.

Senado vai celebrar campanha nacional de combate à violência contra a mulher

À bancada, em pronunciamento, senadora Leila Barros (PDT-DF).

O Plenário do Senado fará uma sessão especial para comemorar a campanha nacional Agosto Lilás, voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.

A sessão foi solicitada pela senadora Leila Barros (PDT-DF) por meio de um requerimento: o RQS 9/2026. A data do evento ainda será marcada.

“A sessão especial proposta busca fortalecer essa mobilização, destacando avanços e desafios relacionados à Lei Maria da Penha e às políticas públicas de prevenção, proteção e acolhimento às vítimas”, diz a senadora no requerimento.

Ela também afirma que, “diante dos altos índices de feminicídio e das diversas formas de violência ainda presentes no país, é dever do Parlamento promover espaços de reflexão e proposição de soluções. A realização da sessão demonstra o compromisso do Senado Federal com a promoção da igualdade de gênero, com a defesa dos direitos humanos e com a construção de uma sociedade livre de violência”.

O requerimento também foi assinado pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Damares Alves (Republicanos-DF), Daniella Ribeiro (PP-PB), Esperidião Amin (PP-SC), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Humberto Costa (PT-PE), Lucas Barreto (PSD-AP), Mara Gabrilli (PSD-SP), Professora Dorinha Seabra (União-TO) e pela então senadora Augusta Brito (PT-CE).

Fonte: Agência Senado

No Sertão do São Francisco, governadora Raquel Lyra anuncia mais de R$ 23 milhões em investimentos para educação e infraestrutura de Orocó

Cumprindo extensa agenda no Sertão do São Francisco nesta quarta-feira (17), a governadora Raquel Lyra esteve em Orocó para autorizar obras e anunciar novos investimentos nas áreas de educação e infraestrutura. Com aporte no valor de R$ 23,7 milhões, o Governo de Pernambuco autorizou a construção de uma nova escola em tempo integral e o início das obras de recuperação asfáltica da via de acesso ao Projeto Brígida, importante polo de fruticultura irrigada do Sertão pernambucano. Na ocasião, a gestora também entregou a segunda Cozinha Comunitária do município.
 
“Estamos chegando a Orocó com investimentos que transformam a vida das pessoas, fortalecendo a educação, ampliando a segurança alimentar e melhorando a infraestrutura do município. Estamos garantindo o início das obras da recuperação asfáltica da via de acesso ao Projeto Brígida e às Agrovilas. O município de Orocó está em festa. Dessa forma, seguimos construindo um Pernambuco mais justo, com ações que chegam a todos os territórios”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.
 
Durante a solenidade, foi autorizado o início das obras de recuperação asfáltica da via de acesso ao Projeto Brígida, importante polo de fruticultura irrigada localizado no Sertão de Pernambuco, e de pavimentação em paralelepípedos nas Agrovilas 5, 6, 7, 8 e 9. Juntas, as obras representam investimentos de quase R$ 10 milhões e devem beneficiar cerca de sete mil moradores, fortalecendo a agricultura familiar.
 
Na área da educação, a governadora autorizou o início das obras da nova Escola de Ensino Fundamental dos Anos Finais em Tempo Integral, que terá capacidade para atender até 969 estudantes. O investimento na construção da unidade ultrapassa R$ 11,5 milhões. Também foi formalizado convênio para aquisição de equipamentos permanentes destinados à rede municipal de ensino, com aporte superior a R$ 2,2 milhões.
 
O prefeito de Orocó, Ismael Lira, destacou a importância dos investimentos para o município. “O município de Orocó está em festa. São obras esperadas há muito tempo. É o pacote de investimentos mais aguardado da história do município. O Governo de Pernambuco tem feito uma transformação real na vida do povo”, afirmou o gestor municipal.
 
O município sertanejo foi contemplado, ainda, com a entrega da segunda Cozinha Comunitária da cidade, a unidade Marliete Maria de Souza, localizada no Projeto Brígida. O equipamento integra o Programa Bom Prato e oferecerá cerca de 200 refeições gratuitas por dia para famílias em situação de vulnerabilidade social. “É comida na mesa para as famílias, garantindo mais dignidade para todos. Essa cozinha é para o povo”, afirmou Andreza Pacheco, secretária de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas.
 
Presente na agenda, o senador Fernando Dueire afirmou que: “É um dia histórico para o povo de Orocó. São obras que vão mudar a realidade do município”. O deputado federal Túlio Gadêlha complementou. “Orocó está em festa. É política pública de verdade chegando para o povo”, afirmou o parlamentar.
 
Também acompanhando a comitiva da chefe do Executivo estadual, o deputado estadual Aglailson Victor celebrou os anúncios para a cidade. “O Governo de Pernambuco vem mudando a história do desenvolvimento, da infraestrutura e da saúde dos municípios”, afirmou. Por sua vez, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, afirmou que a gestão estadual vem mudando a realidade do povo pernambucano. “São investimentos como esses que estão sendo feitos hoje que estão fazendo a diferença na vida da população”, finalizou.
 
Acompanharam o evento os secretários estaduais Túlio Vilaça (Casa Civil), Pedro Neves (Mobilidade e Infraestrutura) e Francisco Sena (executivo de Desenvolvimento Urbano e Habitação), os prefeitos Corrinha de Geomarco (Dormentes), George Duarte (Santa Maria da Boa Vista), Calby Carvalho (Belém de São Francisco), Cloves Ramos (Afrânio) e Catharina Garziera (Lagoa Grande), além do ex-prefeito de Petrolina Odacyr Amorim. Vereadores e lideranças locais também acompanharam o evento.
 
Fotos: Yacy Ribeiro/Secom

Governo retira urgência de projeto sobre fim da escala 6×1 na Câmara

© Lula Marques/Agência Brasil.

O governo federal pediu a retirada da urgência do projeto de lei que trata do fim da escala de trabalho 6×1 enviado à Câmara dos Deputados. Por ter sido encaminhada em urgência, a proposta vinha trancando a pauta do plenário da Casa. Com isso, os parlamentares estão livres para votar outras matérias.

Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta, do PT do Rio Grande do Sul, a partir de agora, o trabalho é garantir a regulamentação da proposta. A previsão era de votação do PL nesta terça-feira (16).

PEC

O projeto em questão não é a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, que já foi aprovada na Câmara e aguarda análise do Senado. Esse projeto busca adequar a CLT, Consolidação das Leis do Trabalho, e a Lei do Repouso à PEC aprovada pelos deputados.

Também nesta terça, o deputado Léo Prates divulgou relatório substitutivo favorável ao projeto de lei do governo sobre a mudança da jornada de trabalho. Pelo texto, Prates defende não alterar leis específicas de categorias profissionais regulamentadas; modernizar as escalas de revezamento para as atividades autorizadas a funcionar aos domingos; garantir prioridade na escolha dos dias de descanso para as trabalhadoras com filhos com deficiência; entre outros.


Fonte: Agencia Brasil