Conselho de Comunicação Social alerta para tentativas de derrubar o ECA Digital — Senado Notícias

A lei que protege crianças e adolescentes na internet entrou em vigor há menos de três meses, mas já há tentativas de derrubar o texto, conhecido como ECA Digital. O alerta foi feito nesta segunda-feira (1º) pelo Conselho de Comunicação Social (CCS).

Uma sugestão apresentada por meio do Portal e-Cidadania pede a revogação integral da lei. A iniciativa recebeu mais de 20 mil apoios de cidadãos e foi encaminhada à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que pode decidir por dar andamento ou não à ideia. O relator, senador Flávio Arns (PSB-PR), apresentou parecer contrário, mas os conselheiros apontam que é necessária mobilização para frear iniciativas do tipo. Durante a reunião, eles aprovaram posicionamento também contrário à medida. O documento será encaminhado aos integrantes da CDH e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

— Precisamos manter o ECA Digital vivo. Ele precisa chegar à população para que as crianças se sintam de fato protegidas. Os esforços para perturbar o ECA Digital e a desinformação a respeito dele são inúmeros. Cabe a nós, aqui do Conselho, não só permanecer atentos, mas fazer com que o ECA Digital seja efetivo — defendeu a presidente do CCS, Patrícia Blanco.

Sancionada em 2025, a lei teve origem no PL 2.628/2022, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e é uma resposta à crescente “adultização” de menores de 18 anos em plataformas on-line. O ECA Digital obriga as empresas de tecnologia da informação a remover imediatamente conteúdos relacionados a abuso ou exploração infantil, com notificação às autoridades, além da adoção de ferramentas de controle parental e verificação de idade dos usuários. Estão nesse rol publicações relacionadas à incitação à violência física, conteúdo pornográfico, uso de drogas, automutilação, suicídio e venda de jogos de azar, entre outros.

O conselheiro Carlos Magno, relator do documento aprovado pelo CCS, manifestou preocupação com essa e outras tentativas de descredibilizar a recente legislação.

— Trago preocupação com essa iniciativa de revogação do ECA Digital. A posição do senador é um alento a todos os avanços que esta norma trouxe — disse Carlos Magno.

Definição de antissemitismo

Durante a reunião, os conselheiros também decidiram avançar na análise do PL 1.424/2026, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que define antissemitismo para orientar políticas públicas nacionais com base em parâmetros da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA). De acordo com a conselheira Rita Freire, trata-se de uma armadilha semântica: ao equiparar a crítica ao Estado de Israel ao antissemitismo, a definição confunde uma entidade política com a coletividade judaica. Rita classificou a iniciativa como pressão externa para silenciar o debate político legítimo no país e lembrou que não se trata da primeira tentativa do tipo. Rita Freire foi designada relatora da proposta no Conselho.

— É um movimento de pressão externa sobre o Brasil para que adote essa definição e silencie a crítica ao Estado de Israel — afirmou.

Fonte: Agência Senado

Simão Durando anuncia novo secretário de Desenvolvimento Urbano e novos procuradores do município

O prefeito Simão Durando anunciou, nesta segunda-feira (1º), mudanças na equipe de governo com a nomeação de novos gestores para áreas estratégicas da administração municipal. As alterações contemplam a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Sustentabilidade (SEDURBHS), a Procuradoria-Geral do Município e a Procuradoria da Fazenda Municipal.

Para comandar a SEDURBS, foi nomeado Pedro Granja. Já a Procuradoria-Geral do Município volta a ser comandada por Fernando Diniz, enquanto a Procuradoria da Fazenda Municipal ficará sob a responsabilidade de Gustavo Palhares.

Segundo Simão Durando, as escolhas foram pautadas pela experiência profissional, capacidade técnica e compromisso com o serviço público. “Temos uma equipe comprometida com Petrolina e que tem contribuído diretamente para os resultados alcançados pela nossa gestão. Quero agradecer o trabalho e a dedicação de todos que contribuíram para os avanços da nossa cidade. Os novos gestores chegam para dar continuidade a esse trabalho, trazendo suas experiências e colaborando para que possamos avançar ainda mais nas ações e projetos do município”, destacou Simão Durando.

Conheça os novos gestores

Pedro Granja – Secretário de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Sustentabilidade
Natural de Petrolina, Pedro Eduardo Alencar Granja tem 34 anos e é advogado formado pela Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape). Possui pós-graduação em Gestão Pública e especialização em Processo Civil e Prática Forense. Com atuação na gestão municipal desde 2017, acumula experiência em Direito Público, especialmente nas áreas administrativa, constitucional e financeira.

Fernando Diniz – Procurador-Geral do Município
Fernando Diniz Cavalcanti de Vasconcelos é formado em Direito e possui pós-graduação em Direito Previdenciário, com especialização voltada ao Regime Próprio de Previdência dos Servidores Públicos. Atualmente cursa pós-graduação em Direito Público Municipal. Atuou por 14 anos como consultor jurídico na área de Direito Público, prestando serviços a câmaras municipais, prefeituras e institutos previdenciários em Pernambuco, Bahia, Sergipe e Piauí. Também exerceu o cargo de procurador-geral do Município de Petrolina entre 2021 e 2024.

Gustavo Palhares – Procurador da Fazenda Municipal
Gustavo dos Santos Palhares, 33 anos, é advogado com atuação nas áreas de Direito Penal Econômico, Compliance, Governança, Riscos e Controles (GRC), Direito Empresarial e Direito Público. É formado em Direito e possui pós-graduação em Direito Público Municipal. Na gestão pública, atuou como diretor administrativo-financeiro e diretor-presidente do Instituto de Gestão Previdenciária do Município de Petrolina (IGEPREV). Também possui certificações na área previdenciária e experiência como professor de Direito Constitucional, Penal e Processual Penal em cursos preparatórios para concursos públicos.

PEC pelo fim da escala 6×1 aguarda tramitação no Senado

© Lula Marques/Agência Brasil.

PEC que acaba com a escala 6×1 de trabalho. O texto já chegou ao Senado e está ainda aguardando o encaminhamento do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, para a CCJ, que é a Comissão de Constituição e Justiça. A mobilização agora será por lá. O líder do governo, senador Randolfe Rodrigues, quer que tudo seja aprovado até junho, ou seja, antes do recesso parlamentar, que começa no dia 17 de julho.

“Assim como vencemos anteriormente, estamos acreditando na mobilização do povo brasileiro, sobretudo do povo pobre trabalhador. Daquele que pega ônibus às 4 horas da manhã, daquele que trabalha nos caixas de supermercado, daqueles que trabalham nos balcões de farmácias. Então, a nossa mobilização vai ser para, agora em junho, aprovarmos o fim da escala 6×1, em definitivo, no Congresso Nacional”.

Enquanto isso, a oposição já reagiu. Na semana passada, 36 senadores assinaram uma PEC prevendo a jornada ilimitada de horas, ou seja, contra a 6×1. E aí a gente fala de 16 senadores do PL, 5 do Republicanos e do PP, mas tem senador também do PSD, do Novo, do Podemos, do Avante e do PSDB assinando. O senador Rogério Marinho, do PL, que está encabeçando a proposta, comentou:

“E quem quiser trabalhar num determinado dia do ano e num determinado horário, tenha a possibilidade de fazer livre negociação com os patrões ou por ocasião da sua contratação ou através do seu sindicato. E que seja remunerado também por horas trabalhadas. Se você quiser trabalhar 20 horas, 30 horas, 40 horas, é possível”.

Essa PEC, ao contrário da 6×1, já teve andamento: foi encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça e aguarda relator. Uma reunião de líderes esta semana pode tratar do assunto, definir os próximos passos. Lembrando que a semana é mais curta por conta do feriado de Corpus Christi na quinta-feira.


Fonte: Agencia Brasil

Em cerimônia emocionante, Alinne Durando recebe Título de Cidadã Petrolinense e Medalha Dom Malan

A primeira-dama de Petrolina, Alinne Durando, foi agraciada, na noite dessa quinta-feira (28), com o Título de Cidadã Petrolinense e a Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan. A homenagem, proposta pelo vereador Marquinhos Amorim e subscrita pelos demais vereadores da Câmara Municipal, foi entregue durante sessão solene realizada na Casa Plínio Amorim, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à população petrolinense, especialmente nas áreas do voluntariado e da dignidade humana.

Natural do Crato, no Ceará, Alinne chegou a Petrolina ainda criança e construiu na cidade toda a sua trajetória pessoal, profissional e familiar. Desde 2022, à frente da coordenação voluntária do Transforma Petrolina, Alinne tem consolidado sua atuação social, com atenção especial às pessoas em situação de vulnerabilidade tanto na sede quanto no interior do município.

A solenidade foi prestigiada por centenas de pessoas, entre elas voluntários, sociedade civil, empresas parceiras do Transforma Petrolina, autoridades e representantes de instituições sociais. Durante a cerimônia, a diretoria da Associação de Amparo ao Tuberculoso, Aidetico e Hanseniano (AAT), Maria Clara Cavalcanti, fez sua homenagem em reconhecimento ao trabalho desempenhado por Alinne. Na fala, Maria Clara destacou o apoio constante da primeira-dama às ações desenvolvidas pela entidade e afirmou que, além da medalha oficial recebida na Câmara, Alinne também carregava “uma medalha invisível da gratidão”, pela sensibilidade, parceria e compromisso com a causa.

Em um discurso emocionado, a coordenadora voluntária do Transforma Petrolina, Alinne Durando, expressou o sentimento de pertencimento à Terra dos Impossíveis, e encerrou a noite reconhecendo a importância do trabalho voluntário que é feito na cidade. “São 40 anos vivendo em Petrolina. Hoje recebo esse reconhecimento com muita gratidão no coração. Essa terra faz parte de quem eu sou e quando uma cidade entende a importância e a força da solidariedade, ela se transforma de dentro para fora”, declarou.

Dentre os convidados da noite, estavam o prefeito Simão Durando; o vice-prefeito Ricardo Coelho; o ex-prefeito Miguel Coelho e o Deputado Federal Fernando Filho.

Papel dos líderes comunitários é destacado em sessão do Senado — Senado Notícias

Convidados à bancada acompanham sessão especial.

 

Os líderes comunitários do Brasil foram homenageados em sessão especial do Senado nesta sexta-feira (29). A solenidade no Plenário, alusiva ao Dia Nacional do Líder Comunitário, comemorado em 5 de maio, foi presidida pelo autor do requerimento para a sessão, o senador Izalci Lucas (PL-DF).

Izalci registrou que já conviveu com centenas de líderes comunitários, “pessoas simples, mas gigantes na missão que exercem”, em seus mandatos como deputado distrital, deputado federal e senador. Acrescentou que eles fortalecem a democracia ao representarem pessoas que normalmente não conseguem chegar até o poder públicoo. Ressaltou que, muitas vezes, são “a única ponte entre o cidadão e o Estado”.

— É quem ajuda uma mãe a conseguir um atendimento médico para o filho; é quem organiza os moradores quando falta água, transporte, iluminação ou segurança; é quem acompanha obras, cobra promessas, reúne documentos, orienta famílias, organiza abaixo-assinados, mobiliza vizinhos; é quem transforma indignação em ação — destacou Izalci.

Apoio do Legislativo

O presidente da Confederação Brasileira das Entidades e Lideranças Comunitárias (Cobrelic), Wellington Andrade, pediu apoio dos parlamentares para uma capacitação cada vez maior dos líderes comunitários.

— É disso que a liderança comunitária precisa, realmente: de qualificação. É preciso que sejam desenvolvidas políticas públicas — reivindicou.

Ilço Firmino Neto, presidente da Associação Nacional dos Líderes Comunitários (Analc), cobrou dos senadores a criação de uma condecoração para lideranças comunitárias que se destacam, como já existem algumas em legislativos estaduais.

— Eu continuo perturbando, cobrando dos três Poderes, cobrando dessas pessoas que têm por obrigação ajudar a comunidade — afirmou.

O líder comunitário Tito Santana, fundador da empresa Projetus — especializada em Terceiro Setor —, afirmou que as lideranças comunitárias quase não têm folga e reivindicou que o Dia Nacional do Líder Comunitário seja transformado em feriado nacional. 

Santana também pediu a aprovação de um projeto de lei de Izalci que autoriza a criação do Fundo Nacional de Apoio ao Terceiro Setor (PL 427/2026). O objetivo é fortalecer as instituições privadas sem fins lucrativos que prestam serviços públicos nas áreas de saúde, assistência social e educação, e aperfeiçoar a gestão dessas instituições.

— A maior virtude do líder comunitário é a esperança. A gente trabalha sobre esperança porque a gana que nós temos de vencer, mesmo diante de várias sucessivas derrotas, é extraordinária. Isso é essência humana, que não é terceirizável. Se você fala com a pessoa em sua própria linguagem, você atinge o coração. E é isso que o líder comunitário faz — afirmou. 

A líder comunitária Jessica Fernandes de Albuquerque Carvalho, da Comissão de Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) e fundadora do projeto social ReciclaPet, cobrou a criação de políticas públicas efetivas voltadas para os protetores de animais.

— São animais abandonados na rua, sentindo fome, frio e passando doenças para outros animais. Animais morrendo na rua também geram doenças. E hoje, no Distrito Federal, quem busca os animais na rua para fazer a castração são os protetores de animais. E hoje eles estão literalmente abandonados pelo poder público — afirmou Jessica Carvalho.

Participantes

Também participaram da solenidade José Guedes, professor e líder comunitário; Antônio Carlos Rodrigues de Freitas, presidente da Federação Sul-Mato-Grossense das Entidades e Lideranças Comunitárias; Adinelson Alexandre Bezerra Júnior, presidente da Federação Goiana das Entidades de Líderes Comunitários; Maria Laura Ribeiro, fundadora e presidente da Associação de Mulheres do Itapoã Parque e Região; Antônio Benjamim de Morais, presidente da Federação Brasiliense das Entidades e Lideranças Comunitárias; e dezenas de outras lideranças e convidados, de entidades, associações e empresas do Distrito Federal e entorno.

Fonte: Agência Senado

Brasil precisa se preparar para o El Niño, indica debate — Senado Notícias

Convidados participam da sessão especial.

O Brasil precisa se preparar para enfrentar o El Niño. Há previsões de que o fenômeno — que em geral provoca chuvas intensas na Região Sul e seca acentuada no Norte e no Nordeste — seja muito mais intenso neste ano. O país já possui instrumentos suficientes para prever esses eventos climáticos, mas ainda precisa aperfeiçoar suas políticas de prevenção.

Essas foram algumas das avaliações apresentadas nesta quinta-feira (28) durante sessão temática promovida pelo Senado. O debate, que foi conduzido pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), contou com a participação de parlamentares, especialistas e representantes do governo.

O El Niño é causado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que altera a circulação dos ventos e o clima global. Para este ano, há previsões que indicam impactos mais fortes a partir do segundo semestre.

Nova realidade

Durante a sessão, o senador Hermes Klann (PL-SC) citou a estimativa de que o El Niño deve se intensificar nos próximos meses e pode fazer de 2027 o ano mais quente já registrado no planeta — a projeção foi feita por pesquisadores do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo.

Hermes Klann, que participou do debate de forma on-line, ressaltou que o El Niño já é um fenômeno conhecido e que a ocorrência de desastres naturais deixou de ser exceção no Brasil.

— O Brasil não está mais lidando com eventos climáticos isolados; está lidando com uma nova realidade climática. E aqui está o ponto central deste debate: nós já sabemos disso. A pergunta é: o que faremos com essa informação? O problema não é a falta de previsão; o problema é a falta de prevenção [por parte do governo] — alertou ele.

Esperidião Amin destacou que o objetivo do encontro foi justamente coletar informações e discutir ações de prevenção para proteger, por exemplo, a agricultura, o fornecimento de água potável e as pessoas que vivem em áreas de encostas.

— Nosso foco é agir para prevenir e reduzir os possíveis danos do El Niño que se anuncia. Ou seja: o que fazer como prevenção e o que fazer após a possível ocorrência de desastres — explicou.

Ele lembrou que o tema também foi debatido na quarta-feira (27), durante audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado (CCT). Na ocasião, os participantes discutiram como a ciência pode ser utilizada para reduzir vulnerabilidades diante desse fenômeno.

Aquecimento global

O pesquisador Carlos Nobre enfatizou que as previsões futuras trazem muita preocupação porque o fenômeno acontece em um cenário de aumento gradual da temperatura global.

— O ano de 2024 bateu o recorde de 1,55 grau [de aumento da temperatura do planeta]. E esse fator do aquecimento global é que faz todos os fenômenos climáticos, existentes há milhões de anos, serem sempre superados. Quando a temperatura do planeta está mais alta, temos muito mais energia na atmosfera, e isso gera os fenômenos meteorológicos climáticos que batem cada vez mais recordes — explicou.

O pesquisador reiterou que as pesquisas científicas apontam para uma alta probabilidade de o El Niño ocorrer já neste ano.

—  Agora (em maio, junho, julho) já temos 92% de probabilidade de começar um El Niño. Para outubro, novembro e dezembro deste ano, a probabilidade é de 98% de ele vir forte ou muito forte. Então temos de nos preparar muito bem — advertiu.

Riscos

Carlos Nobre acrescentou que centenas de milhares de pessoas, em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, vivem em áreas de risco e em encostas.

Representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, Regina Célia dos Santos também reforçou a preocupação com os eventuais impactos sobre os estados do Sul. Ela também alertou para os riscos de aumento das queimadas em áreas como a Amazônia. Regina é diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais desse ministério.

Apesar de reconhecer que várias instituições estão preocupadas com o El Niño, ela garantiu que o governo está monitorando o fenômeno e está se preparando para minimizar os possíveis impactos nas diferentes regiões do país.

— É crucial que nós acompanhemos essa situação rotineiramente. As últimas projeções liberadas pelos centros internacionais apontam um cenário de um El Niño forte, mas ainda não de um El Niño muito forte nem severamente forte. Isso não significa que ele não possa evoluir e resultar em cenários realmente mais preocupantes. Estamos avaliando os possíveis impactos nas diferentes regiões do Brasil e estamos informando, a partir desses estudos, quais as regiões que serão mais ou menos impactadas, ou por chuvas demais ou por chuvas de menos — disse Regina.

Ações efetivas

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) salientou que a preocupação em relação ao seu estado é crescente, especialmente após as enchentes e a tragédia de 2024. Para ele, o foco principal do governo deve estar em práticas efetivas.

— Nossas cidades não foram feitas para enfrentar catástrofes climáticas. Temos de trabalhar, dentro do Congresso Nacional, por uma obrigatoriedade de que novas obras públicas financiadas com recursos federais adotem parâmetros climáticos atualizados, para começar a parar essas catástrofes. Precisamos cobrar. Os gestores públicos têm de compreender que não basta escrever um “planinho bonito” no papel. Eles devem verificar se aquele plano é exequível — defendeu Mourão.

Para Hermes Klann, a discussão sobre o tema também tem de envolver a sociedade civil organizada, entidades do setor produtivo e instituições sociais — inclusive, argumentou ele, porque parte da população parece não conhecer o assunto.

Esperidião Amin informou que as recomendações apresentadas no debate serão aproveitadas na próxima edição da cartilha do Senado sobre o tema — a primeira foi publicada em 2023.

Também participaram da sessão temática desta quinta-feira o coordenador-geral de ciências da terra do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), José Antônio Aravéquia, o deputado federal Carlos Chiodini (MDB-SC), o prefeito de Navegantes (SC), Ricardo Muniz Ventura, e o jornalista Fernando Gabeira.

Fonte: Agência Senado

EUA passam a designar CV e PCC como organizações terroristas

Foto: Evan Vucci

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou nesta quinta-feira (28), em comunicado do Departamento de Estado, que vai designar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).Segundo o comunicado, a decisão terá validade a partir do dia 5 de junho e as medidas são adotadas com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade (Immigration and Nationality Act) e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump. As designações como FTO entram em vigor após publicação no Federal Register.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ressaltou no comunicado que o CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil.

“Juntas, elas comandam milhares de membros e têm orquestrado ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando toda a nossa região e também o nosso país”, disse Rubio.

O governo brasileiro vinha tentando, nos últimos meses, evitar essa designação por avaliar que isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.

Risco

Na avaliação de especialistas, esta designação representa um potencial risco à soberania brasileira e pode prejudicar até mesmo esforços de cooperação investigativa entre os países, já que alteraria o nível de sigilo das informações compartilhadas entre os órgãos de segurança dos dois países, centralizando-as na CIA [Central de Inteligência dos EUA] ou em órgãos militares

Esta mudança poderia, segundo esses especialistas, atrapalhar investigações conjuntas em curso e inviabilizar futuras cooperações.

“Narcoterrorismo”

Neste novo mandato, o governo de Donald Trump vem reorientando a política externa de Washington em relação à América Latina, direcionando sua máquina de guerra para a região sob a justificativa de combater o que chama de “narcoterrorismo”.

Ao longo dos últimos meses, forças mlitares dos EUA bombardearam diretamente diversas embarcações no Caribe, fora da jurisdição norte-americana, sob alegação de combate ao terrorismo.

A própria invasão do território veneuelano, no início do ano, que resultou na deposição e captura do então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Glores, também foi justificada com base no combate ao narcoterrorismo.

O alcance de ações semelhantes em território brasileiro, com base nesta nova designação, apesar de incerto, torna-se um risco real.

No início deste mês, em visita aos EUA , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu com Donald Trump, na Casa Branca, a adoção de frentes de trabalho entre os dois governos para asfixiar financeiramente as organizações criminosas transnacionais que atuam no Brasil e nos EUA. Na ocasião, segundo Lula, eles não trataram especificamente sobre facções criminosas que atuam no Brasil, como CV e PCC.

O anúncio de Rubio também coincide com um encontro entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, ocorrido nesta quarta-feira (28), em Washington. Um dia antes, o senador havia se reunido com Trump na Casa Branca, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: Agência Brasil

Simão Durando entrega escola de alto padrão no N1 e amplia acesso à educação de qualidade no interior de Petrolina

As famílias do N1, na zona rural de Petrolina, passam a contar com uma estrutura moderna, confortável e preparada para fortalecer o aprendizado desde a primeira infância. O prefeito Simão Durando inaugurou, nesta quarta-feira (27), a Escola Nossa Infância+ Edilson de Souza Alves, unidade de alto padrão construída com investimento superior a R$ 5 milhões em recursos próprios.
A nova escola conta com 10 salas de aula climatizadas, ateliê criativo, lactário, sala de amamentação, playground, horta educativa, refeitório e espaços acessíveis e planejados para oferecer mais acolhimento e qualidade no ensino das crianças do interior. A unidade é a sexta escola entregue pelo prefeito Simão Durando apenas em 2026, reforçando o avanço da educação em todas as regiões do município.

Durante a inauguração, Simão destacou que Petrolina vem consolidando uma das melhores redes públicas de ensino de Pernambuco por meio de investimentos permanentes em infraestrutura e ampliação do acesso à educação. “Isso mostra porque Petrolina tem hoje a melhor educação de Pernambuco. Estamos levando ensino de qualidade para os quatro cantos do município, chegando à sede, às comunidades ribeirinhas, aos projetos irrigados e às áreas de sequeiro. Vamos continuar investindo para garantir mais oportunidades para nossas crianças”, afirmou Simão.

Moradora da comunidade, Maria José da Silva comemorou a entrega da escola e os novos anúncios para a localidade. “A gente nunca imaginou ter uma estrutura assim aqui no interior. É uma escola linda, perto de casa, e ainda vem posto de saúde e campo para os jovens. Isso muda a vida da comunidade”, destacou.

Na ocasião, Simão também anunciou novos investimentos para a comunidade, como uma Unidade Básica de Saúde e um campo society de grama sintética. As ações serão realizadas graças à força do grupo político liderado pelo deputado estadual Antônio Coelho, pelo deputado federal Fernando Filho e pelo ex-prefeito Miguel Coelho.

Câmara aprova fim da escala 6×1 com jornada máxima de 40 horas semanais

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da PEC que acaba com a escala 6X1 (um dia de descanso e 44 horas semanais) e fixa jornada semanal de 40 horas.

A PEC aprovada em 1º turno contou com 472 votos a favor e 22 contra. A proposta será votada em seguida em segundo turno.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias com dois de descanso. Segundo o substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), haverá uma transição e leis específicas para tratar de algumas carreiras.

A PEC é do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), cujo texto original previa jornada de 36 horas, e com ela tramita em conjunto a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), de igual jornada em quatro dias.

Segundo o texto, a redução da carga horária semanal será sem redução de salários e haverá uma transição para chegar às 40 horas.

Depois de dois meses da publicação da futura emenda constitucional, já valerão os dois dias de descanso remunerado por semana, um dos quais preferencialmente aos domingos.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Movimentos sociais e entidades defendem fim da escala 6×1 na Câmara

© Lula Marques/Agência Brasil.

A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a redução da jornada de trabalho realizou, nesta terça-feira (26), uma audiência com representantes de entidades sindicais e movimentos sociais. O deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia, apresentou ontem (25) relatório que prevê o fim da escala 6×1 em 60 dias. O texto também sugere uma redução da jornada de 44 para 42 horas semanais ainda este ano e, após 12 meses, diminuição da carga horária para 40 horas.

O criador do movimento Vida Além do Trabalho, o vereador Rick Azevedo, do Rio de Janeiro, se disse otimista para a aprovação do texto, mas afirmou que seguirá em busca de uma jornada de 36 horas semanais:

“Aqui, eu quero deixar registrado: estamos caminhando para uma vitória de escala 5×2 e 40 horas semanais, mas o objetivo do movimento VAT é 36 horas semanais. É escala 4×3. Então, quero dizer que vai ter luta. A gente vai conseguir a 5×2 agora, a gente vai conseguir as 40 horas sem transição, porque a gente não vai engolir essa transição, não. A gente quer sem transição.”

O secretário Nacional da Central Única dos Trabalhadores, Valeir Ertle, destacou a importância da mobilização para garantir a aprovação da matéria ainda nesta semana:

“É um avanço muito grande acabar com a 6×1. Eu, como comerciário, eu sei o que é trabalhar de segunda a segunda, porque os comerciários hoje trabalham, em vários segmentos. Trabalham domingos e feriados inclusive. Então, é um avanço significativo implementar a 5×2. E, com certeza, as 40 horas semanais é uma luta histórica, e a gente conseguir aprovar amanhã ou no máximo quinta-feira em plenário, vai ser muito importante. Depois uma luta no Senado para conseguir aprovar também.”

Roberta Pontes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, salientou que a luta por essa nova jornada também é uma demanda dos filhos dos trabalhadores:

“A luta da escala 6×1 não é apenas a luta dos trabalhadores e trabalhadoras desse país, mas é também a luta dos filhos da classe trabalhadora, que, assim como seus pais, merecem viver com dignidade, merecem viver com qualidade, merecem descansar com qualidade e, sobretudo, ter tempo para estudar com dignidade e qualidade.”

A comissão especial deve votar o texto do fim da escala 6×1 nesta quarta-feira (27). A promessa é a votação da PEC pelo plenário da Câmara ainda esta semana.

Empresários no Senado

No Senado, representantes dos empresários pressionam os parlamentares para que o fim da escala 6×1 não seja votado neste momento e criticam o texto que está em discussão na Câmara dos Deputados. Nesta terça-feira, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e outros líderes empresariais participaram de uma reunião, a portas fechadas, com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Eles alegaram que a redução da escala de trabalho pode levar a um aumento dos preços.

Após ser questionado pela imprensa sobre o andamento da PEC no Senado, Alcolumbre respondeu que a decisão sobre o rito da votação e se ela deve ocorrer antes das eleições de outubro será dos senadores.

Para ser aprovada, a PEC do fim da escala 6×1 precisa do voto favorável de dois terços dos deputados em dois turnos. Esse mesmo procedimento deve se repetir no Senado Federal.


Fonte: Agencia Brasil