Estão oficialmente abertas as inscrições para a 25ª Marcha dos Gestores e Legislativos Municipais, a legítima e maior mobilização legislativa municipalista da América Latina. O evento acontece de 27 a 30 de abril de 2026, em Brasília (Distrito Federal), reunindo vereadores, vereadoras, gestores públicos, lideranças políticas e representantes do Poder Legislativo Municipal de todo o país.
Consolidada ao longo de décadas e chegando à sua 25ª edição, a Marcha tornou-se um espaço estratégico de diálogo, capacitação e fortalecimento do municipalismo. A programação aborda temas fundamentais para o desenvolvimento dos municípios, como gestão pública, legislação, políticas públicas, inovação, governança e o papel do Legislativo diante dos desafios contemporâneos das cidades brasileiras.
Crescendo exponencialmente a cada ano e com expectativa de novo recorde de público, a Marcha contará novamente com a ExpoBrasil Cidades, que chega à sua segunda edição. A feira se firma como um ambiente de conexões e de apresentação de soluções, tecnologias, serviços e boas práticas voltadas à modernização da administração pública municipal, aproximando gestores, legisladores e o setor produtivo.
A 25ª Marcha reafirma seu compromisso de fortalecer o Poder Legislativo Municipal e promover a integração entre os municípios, consolidando Brasília como o palco central do debate municipalista na América Latina.
As inscrições já estão abertas no site da UVB, com a oportunidade de garantir os benefícios do primeiro lote.
A UVB orienta os interessados a ficarem atentos aos prazos de pagamento dos lotes:
VALORES (POR PARTICIPANTE): R$ 1.047,00
1⁰ lote R$ 827,00 para pagamento até 27/02
2⁰ lote R$ 937,00 de 28/02 a 27/03 ( Pagamento das inscrições deverá ser efetuado até o dia 27/03)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.
As medidas foram anunciadas em caráter temporário – até dia 31 de dezembro deste ano – e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência.
O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de mais R$ 0,32 por litro. Ao todo, as duas medidas devem reduzir o preço em R$ 0,64 por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.
A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais.
Para compensar a perda na arrecadação e incentivar o refino de petróleo no Brasil, o governo passará a cobrar uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.
Foi publicado ainda um segundo decreto, esse em cateter permanente, com medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis para fins de especulação.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que a abusividade deve ser definida por critérios objetivos a serem desenhados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP):
“Nós criamos dois novos tipos para caracterizar a abusividade do distribuidor, tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, quanto do aumento abusivo do preço que passa a ser fiscalizado pela ANP a partir de critérios objetivos que serão produto de uma resolução da agência.”
Impacto econômico
Com o imposto do PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.
O governo espera que esse valor seja compensado pelo imposto de exportação sob o petróleo, com previsão de arrecadar R$ 30 bilhões até o final do ano.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou na coletiva que as mudanças não alteram a política de preço da Petrobras, mantendo a previsibilidade e o retorno aos acionistas privados minoritários da estatal.
“Não estamos falando de nada que altera estruturalmente o país, nem do ponto de vista fiscal, nem do ponto de vista tarifário”, disse Haddad, acrescentando que a preocupação do governo é com o preço do diesel.
“A maior pressão que o mercado de combustível sofre hoje vem exatamente do diesel, não vem da gasolina. É com o diesel que nós estamos mais preocupados pelo fato do diesel afetar as cadeias produtivas de maneira muito enfática. Toda a colheita que está sendo feita agora da safra brasileira depende do diesel”, completou Haddad.
Fiscalização e Transparência
O governo ainda definiu referências objetivas para que a ANP e agências de defesa do consumidor possam atuar de forma mais eficiente no combate aos preços abusivos dos combustíveis.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou que faltam hoje referências técnicas para impedir a manipulação dos preços para fins especulativos, “visto que esses abusos se tornaram recorrentes”.
“Quando a Petrobras, que tem a produção majoritária do Brasil – mais de 70% do mercado – reduz o preço, essa redução demora muito para chegar na bomba. Quando chega, ou chega só parcialmente, ou mesmo quando chega integralmente, chega semanas ou meses depois”, explicou o ministro.
Alíquota de exportação
A alíquota de exportação de 12% sobre o barril de petróleo, além de compensar a perda na arrecadação causada pelo subsídio ao Diesel, deve servir para incentivar os exportadores a deixarem parte da produção no mercado interno, em vez de buscarem exportar mais motivados pelo aumento do preço no mercado mundial.
“Como o preço do óleo bruto está disparando, se você não der uma medida compensatória que estimule quem produz óleo bruto a deixar nas refinarias brasileiras, ele vai colocar uma parcela ainda maior no mercado internacional, desabastecendo nossas refinarias”, comentou o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
BR Distribuidora
Os ministros criticaram ainda a privatização da BR Distribuidora, empresa que controla milhares de postos de combustíveis no país e que poderia se somar aos esforços para reduzir os impactos da alta do petróleo.
“infelizmente, o modelo criminoso de venda dos nossos ativos nacionais do governo anterior fez com que nós diminuíssemos a nossa produção de produtos refinados no Brasil – gasolina, diesel e gás natural. E, portanto, foi um crime de lesa pátria ao Brasil, aos brasileiros, desfazer da nossa BR Distribuidora”, comentou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (11), um projeto de lei que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta ou spray de extratos vegetais para autodefesa por mulheres. A proposta, de autoria da deputada Gorete Pereira, segue agora para análise do Senado.
Pelo texto, mulheres maiores de 18 anos poderão comprar o produto. Adolescentes entre 16 e 18 anos também poderão utilizá-lo, desde que tenham autorização expressa de um responsável legal. O spray deverá ter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e seguir normas de segurança definidas pelo Poder Executivo.
O dispositivo será de uso individual e não poderá conter substâncias letais ou de toxicidade permanente. O objetivo é permitir que mulheres possam repelir agressões injustas, atuais ou iminentes, usando o spray de forma proporcional apenas até neutralizar a ameaça.
A relatora do projeto, a deputada Gisela Simona, afirmou que o equipamento serve para incapacitar temporariamente o agressor, possibilitando que a vítima fuja e facilite a identificação do suspeito pela polícia.
Regras e penalidades
O projeto também estabelece punições para uso indevido, que podem incluir:
advertência formal;
multa de 1 a 10 salários mínimos;
multa em dobro em caso de reincidência;
apreensão do dispositivo e proibição de nova compra por até cinco anos.
Para adquirir o spray, será necessário apresentar documento com foto, comprovante de residência e autodeclaração de que não possui condenação por crime doloso com violência.
Capacitação
A proposta ainda cria um programa nacional de capacitação para mulheres, com oficinas de defesa pessoal, orientação sobre uso correto do spray, limites da legítima defesa e informações sobre violência doméstica e canais de denúncia.
O texto também prevê regras técnicas para fabricação e comercialização do produto, além de registro das vendas para garantir a rastreabilidade. Caso o spray seja perdido, furtado ou roubado, a usuária deverá registrar ocorrência policial em até 72 horas.
O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) apresentou, junto com o deputado Lula da Fonte (PP), um projeto de lei que torna obrigatória a utilização de monitoração eletrônica por agressores em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher quando houver medida protetiva concedida pela Justiça. A proposta altera a Lei Maria da Penha para ampliar a proteção às vítimas.
O projeto determina que o juiz estabeleça o uso de tornozeleira eletrônica sempre que conceder medida protetiva. O sistema permitirá o acompanhamento em tempo real da localização do agressor e o cruzamento dessas informações com áreas de proteção definidas para a vítima, como residência, trabalho, local de estudo e outros espaços indicados na decisão judicial. 
Caso o agressor descumpra a medida ou se aproxime da vítima, o sistema enviará alerta imediato à central de monitoramento, que comunicará a polícia para atuação rápida no local. O texto também prevê consequências mais rigorosas em caso de violação, como decretação de prisão preventiva e comunicação ao Ministério Público.
A proposta ainda autoriza a União, estados e municípios a firmarem convênios para aquisição e operação dos equipamentos de monitoramento e para integração dos sistemas de informação das forças de segurança.
Segundo Eduardo da Fonte, a medida busca garantir que as decisões judiciais tenham efetividade na proteção das mulheres. “Muitas vítimas continuam expostas mesmo após conseguirem medidas protetivas. A tornozeleira eletrônica permite monitoramento em tempo real e dá mais segurança para evitar novas agressões”, afirmou o parlamentar.
O município de Orocó alcançou o maior crescimento em fluência leitora de todo o Vale do São Francisco, segundo dados recentes da educação municipal. O resultado foi comemorado pelo prefeito Ismael Lira e pela Secretária de Educação Samila Amariz, que destacaram o avanço obtido ao longo do primeiro ano da atual gestão.
De acordo com os dados, o índice de fluência leitora saiu de 4,3% em 2024, ainda referente à gestão anterior, para 5,9% em 2025, já sob a atual administração. O aumento representa um crescimento de 37,2%, considerado o maior avanço entre os municípios da região.
Além da evolução no índice, Orocó também apresentou uma significativa mudança no ranking regional. O município saiu da última colocação no Vale do São Francisco para alcançar o terceiro lugar, demonstrando um salto importante nos indicadores educacionais.
Para a gestão municipal, o resultado é reflexo de investimentos, planejamento pedagógico e valorização da educação, com foco no fortalecimento da aprendizagem nos primeiros anos escolares.
Segundo o prefeito Ismael Lira, mais do que números, o avanço representa um impacto direto na vida das crianças do município. “Isso significa mais alunos aprendendo a ler, descobrindo o mundo e acreditando nos próprios sonhos”, destacou.
A Prefeitura afirma que seguirá investindo em políticas educacionais, com o objetivo de continuar melhorando os indicadores e garantir um futuro cada vez mais promissor para os estudantes de Orocó.
O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei nº 5.811/2025 que amplia a licença-paternidade no Brasil. A proposta prevê que o benefício passe dos atuais cinco dias para até 20 dias, de forma gradual, nos próximos anos. O texto agora segue para sanção do presidente da Presidência da República do Brasil.
De acordo com o projeto, a ampliação será implementada em etapas. A partir de 2027, a licença-paternidade passará a ser de 10 dias. Em 2028, o prazo será ampliado para 15 dias, chegando a 20 dias em 2029.
A proposta regulamenta um direito já previsto na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, mas que até hoje não possuía uma regulamentação definitiva. Atualmente, a licença-paternidade garantida aos trabalhadores brasileiros é de cinco dias corridos após o nascimento ou adoção do filho.
Durante a discussão no Senado, parlamentares destacaram que a ampliação do período busca fortalecer o vínculo familiar e incentivar a participação ativa dos pais nos primeiros cuidados com o recém-nascido. A medida também contribui para dividir de forma mais equilibrada as responsabilidades entre pai e mãe no início da vida da criança.
O texto aprovado garante que o trabalhador continue recebendo remuneração integral durante o período de licença. O valor pago pelas empresas será posteriormente reembolsado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), evitando impacto financeiro direto para os empregadores.
A expectativa é que, após a sanção presidencial, a nova regra passe a integrar de forma definitiva a legislação trabalhista brasileira, ampliando os direitos das famílias e incentivando uma maior participação paterna nos primeiros dias de vida dos filhos.
A Comissão de Assuntos Sociais analisa na próxima quarta-feira (11) o projeto de lei que reconhece o estágio de alunos do ensino superior como experiência profissional. Se aprovada, a medida valerá, por exemplo, para atender requisito em concursos públicos.
O PL 2.762/2019, de autoria do deputado Flávio Nogueira (PDT-PI), altera a Lei do Estágio (Lei 11.788, de 2008) e tem relatoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Damares reforça a importância de valorizar os estudantes recém-chegados ao mercado de trabalho, e caracteriza o estágio como principal ferramenta de inserção de jovens graduandos em empregos.
Evasão escolar e maternidade
Também na pauta, o PL 3.748/2023 estabelece medidas para combater a evasão escolar motivada pela gravidez ou parentalidade precoces. Entre as medidas para garantir a conclusão dos estudos estão a oferta de creches e espaços lúdicos para filhos de estudantes e oferta, pelos conselhos tutelares em conjunto com as escolas, de plano individual de atendimento a grávidas e mães e pais em fase estudandil.
A proposta é da senadora Augusta Brito (PT-CE) e altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394, de 1996) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 1990).
“Dados do Unicef apontam que o Brasil é o 4º país da América do Sul com o maior número de adolescentes grávidas, registrando 68,4 para cada mil meninas. Os números vêm caindo, mas ainda são alarmantes o suficiente para justificar uma rápida ação do poder público no sentido de evitar que a maternidade e a parentalidade comprometam o futuro de nossos adolescentes e de seus filhos”, afirma Augusta.
A bancada feminina da Câmara dos Deputados definiu uma pauta com mais de 80 proposições para 2026, concentrando esforços em iniciativas que reforçam a segurança, a saúde materna e a participação política das mulheres.
A principal aposta das parlamentares é a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, que busca garantir recursos financeiros diretos para o enfrentamento do feminicídio e a proteção da vida de meninas e mulheres.
A coordenadora dos Direitos da Mulher na Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), explicou que o projeto destina R$ 5 bilhões, fora do teto de gastos, para fortalecer as ações voltadas às mulheres nos municípios.
“Para construir rede de apoio e enfrentar a violência contra a mulher, é preciso descentralizar os recursos e fortalecer os organismos de políticas para as mulheres que já existem”, defendeu.
Coordenadora do Observatório Nacional da Mulher na Política, a deputada Iza Arruda (MDB-PE) reforçou a urgência. “Se não temos orçamento para a mulher, a gente não consegue fazer com que as ações cheguem a quem mais precisa”, disse.
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Iza Arruda (MDB-PE)
Iza Arruda coordena o Observatório Nacional da Mulher na Política
A preocupação das parlamentares é justificada pela gravidade dos dados: em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o que equivale a uma média de quatro mortes por dia.
“O número de mulheres que são mortas no Brasil afora nos entristece muito, e isso requer de nós respostas duras”, declarou o presidente. “Quero reafirmar o compromisso com o pacto contra o feminicídio e ter uma pauta ainda mais firme, ousada e abrangente no combate à violência contra a mulher.”
Também a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, em evento na Câmara, destacou como ação de enfrentamento ao problema, justamente, o Pacto Brasil contra o Feminicídio. “Precisamos atuar na base dessa transformação. Na educação, na prevenção e na construção de uma sociedade que reconheça a igualdade”, defendeu.
Barbara Penna
Outro projeto prioritário é o PL 2083/22, conhecido como Lei Barbara Penna, que busca impedir que agressores continuem ameaçando suas vítimas após a condenação.
Barbara Penna, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio em 2013, relatou na Câmara as falhas no sistema ao tentar denunciar a violência contra mulheres.
“Muitos julgam as mulheres vítimas de violência, dizendo que elas não denunciam. Mas, na época, antes da tragédia, eu fui até a delegacia para efetivar a denúncia e fui desmotivada. Entrei na delegacia com medo e saí ainda com mais medo.”
Homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Dep. Jack Rocha (PT – ES)
A coordenadora dos Direitos da Mulher na Câmara, Jack Rocha
Monitoração eletrônica Outro projeto em destaque é o PL 4165/25, que estabelece critérios para a monitoração eletrônica de agressores. “Monitorar agressores de vítimas com medida protetiva tem impedido o feminicídio”, observou Jack Rocha.
Prioridade também é o PL 3874/23, que proíbe a aquisição e o porte de armas de fogo por indivíduos com registros de agressão contra mulheres em inquéritos ou processos judiciais.
Na esfera jurídica e financeira, a bancada defende o PL 821/25, que suspende a pensão paga por vítimas a agressores em casos de violência doméstica.
Já o PL 6997/17 impede a concessão de fiança em crimes cometidos no âmbito da Lei Maria da Penha.
Para garantir a autonomia da vítima, o PL 3700/23 concede estabilidade provisória no emprego para mulheres sob medida protetiva de urgência.
Representatividade
Além do combate à violência e ao feminicídio, a líder da bancada negra na Câmara, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), destacou a luta por cadeiras permanentes no Parlamento e por um equilíbrio para as mulheres negras, afirmando que elas precisam do “mesmo tratamento que as demais mulheres”, já que são “minoritárias dentro da minoria” de parlamentares.
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Dep. Benedita da Silva (PT – RJ)
Benedita da Silva: mulheres negras são “minoritárias dentro da minoria”
O presidente Hugo Motta também defendeu mais espaço para a mulher na política e destacou que um de seus compromissos é que as parlamentares relatem projetos dos mais variados temas, e não só relacionados aos assuntos da bancada.
“Mulher tem de relatar projeto sobre tudo; tenho procurado priorizar isso, para ter mulheres nas relatorias importantes e, com isso, a bancada feminina ganha o protagonismo que merece”, declarou. “Temos que fortalecer o papel da bancada feminina para que, na próxima legislatura, ela venha ainda mais representativa.”
No campo político, as deputadas buscam aprovar o PL 68/25, que amplia a proteção a mulheres em espaços de poder contra a violência política de gênero, e o PL 3867/23, que autoriza o uso de fundos eleitorais para custear a segurança pessoal de candidatas durante as campanhas.
Na avaliação da deputada Jack Rocha, a violência digital é uma das principais formas de silenciar mulheres na política. “Precisamos avançar na regulamentação das redes para que as mulheres não se afastem da vida pública por acharem o ambiente muito ácido.”
Ambiente digital
Atenta aos novos tipos de crimes, especialmente no ambiente digital, a bancada prioriza ainda o PL 1891/23, que tipifica o estupro virtual no Código Penal, e o PL 6194/25, focado no enfrentamento à misoginia na internet.
A regulamentação do uso ético da inteligência artificial (PL 2338/23) também integra a lista de interesses das parlamentares, a fim de assegurar que a tecnologia respeite a centralidade da pessoa humana.
Violência obstétrica A saúde da mulher é outra frente prioritária da bancada feminina em 2026, com foco na humanização do parto. Três projetos ganham relevância:
PL 1763/25, que cria diretrizes para o pré-natal e o parto, tipificando o crime de violência obstétrica;
PL 1527/25, voltado para o combate da violência obstétrica contra mulheres indígenas; e
PL 2768/25, que restringe a episiotomia (corte cirúrgico no períneo, região entre a vagina e o ânus) na assistência ao parto normal somente em situações de necessidade clínica devidamente registrada.
Além disso, a pauta inclui a regulamentação da profissão de doula (PL 3946/21).
Esporte e orçamento Com a proximidade da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil, a bancada acompanha a Medida Provisória 1335/26, que trata dos direitos de mídia e da propriedade intelectual do evento, além do PL 4578/25, que define diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no país.
Por fim, a bancada articula a criação do Orçamento Mulher (PL 2883/24), uma ferramenta para promover transparência e garantir recursos específicos para políticas públicas femininas, além de propor a inclusão de recortes de gênero, raça e etnia na execução de políticas urbanas (PL 3637/23).
O Conselho de Administração do Banco do Nordeste referendou, nesta quinta-feira (5), a indicação do Ministério da Fazenda do economista Paulo Câmara para a presidência da instituição. O executivo retorna ao cargo que ocupou entre março de 2023 e outubro de 2025.
Após esse período, a presidência do Banco foi exercida por Wanger de Alencar, que acumulava a função com o cargo de diretor Financeiro e de Crédito.
Em sua primeira passagem pela presidência do Banco do Nordeste, Paulo Câmara conduziu um ciclo de expansão das contratações de crédito, com melhoria dos indicadores financeiros da instituição e maior aproximação com os setores produtivos da região. O período também foi marcado pela ampliação de 51% para 62% do total de financiamentos voltados para micro e pequenos empreendedores, com reforço às estratégias de inclusão produtiva e desenvolvimento regional.
“Agradeço ao presidente Lula por mais uma vez nos confiar a missão de contribuir com o desenvolvimento do Nordeste. O BNB tem um papel estratégico para ampliar oportunidades, fortalecer o ambiente produtivo e apoiar quem empreende em toda a sua área de atuação. Nosso objetivo é continuar expandindo o crédito com qualidade, aprofundando a inclusão financeira e contribuindo para um crescimento econômico cada vez mais sustentável”, afirmou Paulo Câmara.
“Aproveito para agradecer ao diretor Wanger de Alencar e todos que fazem o BNB pelas atividades desempenhados nos últimos meses e dizer que o trabalho continua”, concluiu Câmara.
Perfil
Paulo Câmara é graduado em Ciências Econômicas, possui pós-graduação em Contabilidade e Controladoria Governamental e mestrado em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste, todos pela Universidade Federal de Pernambuco.
Auditor do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, também exerceu função administrativa no Banco do Brasil entre 1993 e 1994. No Governo de Pernambuco, foi secretário de Administração (2007–2010), secretário de Turismo (2010), secretário da Fazenda (2011–2014) e governador de Pernambuco entre 2015 e 2022.
Diretoria Executiva
Com a eleição de Paulo Câmara para a presidência, a Diretoria Executiva do Banco do Nordeste passa a ter a seguinte composição:
• Paulo Henrique Saraiva Câmara – Presidente
• Wanger Antônio de Alencar Rocha – Diretor Financeiro e de Crédito
• Raimundo Vandir Farias Júnior – Diretor de Negócios
• Ana Teresa Barbosa de Carvalho – Diretora de Administração
• Leonardo Victor Dantas da Cruz – Diretor de Controle e Risco
• José Aldemir Freire – Diretor de Planejamento
• Antônio Jorge Pontes Guimarães Júnior – Diretor de Ativos de Terceiros
O Ministério da Educação (MEC) e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) assinaram, nesta quinta-feira (dia 5), a ordem de serviço para a reforma e ampliação do Bloco Cirúrgico e da Central de Material e Esterilização (CME) do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf). A iniciativa marca um novo ciclo de qualificação da infraestrutura da unidade, que é referência em média e alta complexidade para 53 municípios da Rede Interestadual de Atenção à Saúde do Vale do Médio São Francisco (Rede PEBA), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Estão sendo investidos no Hospital Universitário R$ 14 milhões, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, afirmou o ministro da Educação, Camilo Santana. Os recursos fazem parte de um esforço do Governo Federal para ampliar a infraestrutura do HU-Univasf, reduzir a superlotação, garantir a qualidade do atendimento pelo SUS e apoiar a formação de estudantes e residentes nas universidades federais.
Segundo o presidente da Ebserh, Arthur Chioro, entre os 45 hospitais da Rede, o HU-Univasf é uma das cinco instituições de porta aberta, atendendo cerca de 2 milhões de habitantes. Sobre os investimentos do PAC, Chioro explicou: “Serão usados para construir e reformar praticamente todo o Bloco Cirúrgico e toda a CME, que é o coração da área cirúrgica de um hospital referência em neurocirurgia e traumato-ortopedia”.
Ampliação e modernização
A obra vai ocupar aproximadamente 1.570 m², sendo cerca de 870 m² de reforma da estrutura existente e 700 m² de construção de novas áreas. O projeto inclui modernização das instalações elétricas, hidrossanitárias, sistemas de climatização (HVAC), gases medicinais, prevenção e combate a incêndio, além de adequações de acabamento e sistemas de comunicação, garantindo plena funcionalidade dos ambientes.
A contratação também prevê fornecimento, instalação e comissionamento completo dos sistemas necessários ao funcionamento das áreas reformadas e ampliadas, assegurando que os ambientes estejam plenamente operacionais ao final da obra.
O superintendente em exercício do HU-Univasf, Ricardo Santana de Lima, destacou a importância da visita do ministro e do presidente da Ebserh. “Isso demonstra o compromisso que o Governo Federal tem com a melhoria da assistência às pessoas da região e na melhor formação de profissionais nas residências médicas e multiprofissionais, bem como no desenvolvimento de pesquisa aplicada na região”, pontuou.
Impacto na formação e na gestão hospitalar
A qualificação da infraestrutura impacta diretamente o ambiente de ensino e aprendizagem, além de contribuir para melhores condições de trabalho para as equipes assistenciais. “O Hospital Universitário da Univasf continua formando alunos de graduação e mais de 200 residentes, produzindo pesquisa e conhecimento comprometidos com as necessidades do SUS, garantindo que ensino e cuidado caminhem juntos”, destacou Arthur Chioro.
O reitor da Univasf, Telio Nobre Leite, reforçou: “A Universidade atua não só na formação acadêmica, mas também na atenção à saúde da população. Essa aproximação é fundamental para seguirmos aprimorando nossa missão institucional. Mais do que anúncios importantes, esse momento permite apresentar nossa realidade, compartilhar demandas e construir soluções conjuntas para fortalecer a Universidade e o HU”.
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