Vice-prefeito Leonardo Bandeira participa da abertura do segundo período legislativo da Câmara de Juazeiro e volta a ressaltar harmonia entre os poderes

Representando a prefeita Suzana Ramos, o vice-prefeito Leonardo Bandeira esteve no plenário da Câmara Municipal de Juazeiro para acompanhar a abertura do segundo período legislativo, durante reunião ordinária na manhã desta terça-feira (10).

Em sua mensagem aos parlamentares, o vice-prefeito voltou a defender a harmonia entre os poderes e expressou o desejo de que os projetos encaminhados à Câmara sejam aprovados, em especial os que tratam do interesse da parcela da população que mais depende do setor público.

“A prefeita Suzana Ramos e eu estamos à inteira disposição dos vereadores, como também solicitamos aos secretários que estejam sempre à disposição de todos, atendendo suas demandas que são sempre voltadas para beneficiar a população. O nosso governo respeita e é parceiro dos poderes, que são independentes, mas precisamos conviver em harmonia. Desejo sorte a todos os vereadores nesse segundo semestre e no restante da legislatura”, enfatizou Leonardo.

O presidente da Câmara, Berg da Carnaíba, lembrou que o bom relacionamento dos vereadores com o Executivo é um desejo da sociedade. “Vamos dar continuidade ao trabalho que já vem sendo feito desde o início, com dedicação, em prol do povo, e com relação harmônica com o Executivo Municipal. Continuaremos trabalhando pelo bem comum, representando o povo”, expressou o presidente.

Comissão especial aprova proposta que altera regras eleitorais

A comissão especial da Câmara dos Deputados sobre mudanças nas regras eleitorais (PEC 125/11) aprovou, na noite desta segunda-feira (10), o texto da relatora, deputada Renata Abreu (Pode-SP). A proposta ainda vai passar por dois turnos de votação no Plenário da Câmara antes de seguir para a análise do Senado.

O texto original da PEC tratava apenas do adiamento das eleições em datas próximas a feriados, mas, no quarto substitutivo ao texto, a relatora incluiu vários temas a fim de “aumentar o leque de propostas” levadas para a apreciação do Plenário. O texto-base da relatora foi aprovado por 22 votos a 11 na comissão.

Para a eleição de 2022, por exemplo, está prevista a adoção do sistema eleitoral majoritário na escolha dos cargos de deputados federais e estaduais. É o chamado “distritão puro”, no qual são eleitos os mais votados, sem levar em conta os votos dados aos partidos, como acontece no atual sistema proporcional.

Esse sistema seria uma transição para o “distritão misto”, a ser adotado nas eleições seguintes para Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras municipais. Porém, os deputados aprovaram um destaque do PCdoB para retirar esse item do texto.

Para a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), a escolha do sistema eleitoral definitivo a partir de 2024 ainda depende de mais debates futuros. “Nós achamos que essa é uma situação em que ainda há muita dúvida entre parlamentares e até no próprio eleitor. Então, nós pedimos a supressão desse item do relatório”, explicou.

Voto preferencial
Outra novidade no texto de Renata Abreu é o chamado “voto preferencial” nas eleições para presidente da República, governadores e prefeitos, a partir de 2024. A ideia de Renata Abreu, já adotada na Irlanda e no estado de Nova Iorque (EUA), é dar ao eleitor a possibilidade de indicar até cinco candidatos em ordem de preferência.

Na apuração, serão contadas as opções dos eleitores até que algum candidato reúna a maioria absoluta dos votos para chefe do Executivo.

“Você não é obrigado a listar a sua ordem de preferência. Você pode colocar a sua ordem de preferência. A eleição se torna muito mais barata. Trouxemos o que tem de maior inovação na política no mundo, mas tomamos o cuidado de não aplicar nas próximas eleições exatamente para não acharem que é um casuísmo”, disse Renata Abreu.

Coligações
Em relação às coligações, que foram proibidas nas últimas eleições municipais, a relatora disse prestigiar a autonomia partidária e autorizar os partidos a decidirem a forma de se coligar tanto nas eleições majoritárias quanto nas proporcionais.

Renata Abreu ainda fez um ajuste de última hora para revogar o artigo da Constituição que trata do caráter nacional dos partidos políticos. “Atendendo o princípio geral de liberdade de criação de partidos, entendemos que os partidos regionais têm um papel importante a desempenhar na democracia brasileira”.

Cláusula de desempenho
O texto de Renata Abreu também tem novidade na cláusula de desempenho, que trata dos limites mínimos de votos e parlamentares eleitos para que um partido político tenha acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita.

Além do percentual mínimo de votos válidos (1,5% a 3%, conforme regra de transição prevista na Emenda Constitucional 97, de 2017) e do número mínimo de deputados federais eleitos (11 a 15) em pelo menos um terço das unidades da Federação, também passa a ser considerado o mínimo de cinco senadores eleitos, incluindo aqueles que já estiverem em exercício na primeira metade do mandato no dia da eleição.

Para a eleição de 2022, a relatora prevê a criação de uma cláusula de “habilitação”, exigindo um quociente mínimo de votos para que o partido possa ter acesso às cadeiras no Legislativo. O limite previsto é de 25% do quociente eleitoral da eleição na respectiva circunscrição.

Também haverá exigência de quociente individual mínimo para os suplentes, “de forma a evitar que candidatos sem votos possam ocupar as cadeiras, o que contraria o princípio do sistema”.

O texto mantém a estratégia de reforço da fidelidade partidária, mas, além das justas causas para a troca de legenda já previstas em lei, acrescenta a possibilidade de migração desde que haja a concordância do partido.

Participação popular
Há ainda incentivos à maior participação da população na política. Um dos artigos prevê que os votos dados em mulheres e negros para a Câmara dos Deputados vão contar em dobro para a distribuição do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral.

Também será reduzido, de 1 milhão para 100 mil, o número mínimo de assinaturas para a apresentação de um projeto de lei de iniciativa popular na Câmara dos Deputados.

Outra novidade é a possibilidade de consultas populares sobre questões locais durante as eleições municipais ou gerais. Para essa espécie de “plebiscito municipal”, o tema da consulta deve ser aprovado pela Câmara de Vereadores e encaminhado à Justiça Eleitoral até 90 dias antes da data da eleição.

Fundações partidárias de estudo e pesquisa, doutrinação e educação política poderão ampliar o leque de atividades de ensino e formação política, oferecendo cursos de capacitação e formação profissional, juntamente com os de educação política.

Data de posse
Também está prevista mudança na data de posse dos chefes do Executivo, que atualmente ocorre em 1º de janeiro. A relatora propõe posse em 5 de janeiro para presidente da República e em 6 de janeiro para governadores e prefeitos. Essa regra passaria a valer nas posses de 2027 em diante.

A proposta ainda determina que decisões do Judiciário sobre regras eleitorais obedeçam ao mesmo “princípio da anterioridade” já imposto às decisões legislativas sobre eleições, ou seja: só poderão ser efetivamente aplicadas um ano após sua publicação.

Debate na comissão
Distritão, voto preferencial e coligações dominaram os debates na comissão nesta segunda-feira. Vários deputados afirmaram que essas medidas fragilizam os partidos políticos, enfraquecem a representatividade da sociedade no Parlamento e favorecem a eleição de celebridades.

O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) alertou que haverá futuros recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proposta.

O deputado Ivan Valente (Psol-SP) criticou fortemente o texto aprovado, em especial a adoção do voto preferencial, que ele considera que vai confundir o eleitor diante da profusão de candidatos ao Executivo. “Isso é uma vergonha e um escárnio. O que está acontecendo aqui são parlamentares e partidos que estão pensando na sua reeleição e não na ideia de uma democracia e de uma disputa de ideias e projetos de Nação”, afirmou.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) se queixou do acordo que viabilizou a votação na comissão especial. “O Brasil fez um plebiscito para descartar o parlamentarismo e, agora, com meia hora de relatório pronto, querem alterar o sistema de voto para a eleição presidencial e para deputados federais. Participei dos acordos para não obstrução, mas querem colocar tudo que o grupo do ‘distritão’ queria – ou seja, ‘distritão’ e volta das coligações – e o lado que eu represento não coloca nada nesse acordo. Que acordo é esse?”, questionou.

Já a deputada Bia Kicis (PSL-DF) saiu em defesa do texto, e do “distritão” em particular. “Realmente há, na Casa, essa grande predominância do ‘distritão’, porque entendemos que devemos alterar o sistema para que o próprio eleitor possa entender melhor o sistema eleitoral e para que prepondere a vontade do eleitor”, declarou.

Para o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), a aprovação do texto na comissão será seguida por uma discussão mais ampla no Plenário. “Nós estamos ficando sem tempo, neste momento, e precisamos ir para o Plenário para que uma eventual mudança no nosso sistema político possa acontecer. E quero frisar aqui a sugestão do voto preferencial, corajosamente incluído pela relatora.”

A aprovação definitiva da reforma político-eleitoral depende de, no mínimo, de 257 votos de deputados e 41 de senadores nos dois turnos de votação nos Plenários da Câmara e do Senado. As medidas previstas para as eleições de 2022 precisam ser aprovadas até outubro, um ano antes do pleito.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Bolsonaro entrega a Lira a MP que cria o Auxílio Brasil, em substituição ao Bolsa Família

O presidente Jair Bolsonaro entregou nesta segunda-feira ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), a Medida Provisória que reformula o programa Bolsa Família, ampliando o valor e o número de beneficiados, e a proposta de emenda constitucional que prevê o parcelamento de precatórios a serem pagos pela União. O novo programa se chama Auxílio Brasil e seu valor será definido até setembro.

Lira afirmou que as propostas terão rito rápido na Casa e serão votadas com responsabilidade pelos parlamentares. “A Câmara vai se dedicar a fazer o melhor, com responsabilidade elevada. Essa matéria (novo Bolsa Família) tem urgência, como também a PEC dos precatórios, antes do envio do Orçamento, para que haja previsibilidade nas ações do Poder Executivo para o ano de 2022”, explicou Lira.

Segundo Bolsonaro, o governo tem atuado com responsabilidade e preocupação social. “São propostas para dar transparência e responsabilidade aos gastos, incluindo aí o viés social do nosso governo. Sabemos que a pandemia trouxe uma inflação para alimentos para o mundo inteiro e não podemos deixar desassistidos os mais vulneráveis”, disse Bolsonaro.

Cerimônia de entrega da MP do Auxílio Brasil e da PEC dos Precatórios

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que PEC dos precatórios cria previsibilidade dos gastos e regulariza a capacidade de pagamento das dívidas da União. “Estamos disciplinando a execução e a exequibilidade do Orçamento da República e a proposta traz uma conexão com os programas sociais. Não só assegura os programa sociais, como permite a transformação do Estado brasileiro”, afirmou Guedes.

O ministro da Cidadania, João Roma, destacou que MP vai reformular os programas de transferência de renda e ampliar a proteção social do governo. “Vamos seguir as trilhas de emancipação do Estado brasileiro, essa MP apresentada representa um novo passo para a questão social do povo brasileiro”, disse.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Não vai ser um ou dois ministros do STF que vão decidir o destino de uma nação; diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender hoje a impressão de votos no Brasil, embora siga sem apresentar provas de que há fraudes no sistema eleitoral. Após “motociata” em Florianópolis (SC), transmitida pelas redes sociais, ele discursou para apoiadores.

“Venho advertindo que temos que ter eleições limpas no Brasil. Quem não quer eleições limpas e contagem pública de votos pode ser tudo, mas não é democrata, e quem não é democrata não tem espaço no nosso Brasil”, afirmou Bolsonaro.

Ele defendeu novamente o voto impresso e auditável. “Quem decide as eleições são vocês. Não vai ser um ou dois ministros do STF que vão decidir o destino de uma nação. Quem tem legitimidade além do presidente (da República) é o Congresso Nacional”, declarou.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que muda o sistema de votação foi derrotada na comissão especial, mas o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), disse ter decidido levar para o plenário a discussão sobre o voto impresso.

Bolsonaro falou sobre venezuelanos que vieram para o Brasil e ironizou que “centenas de pessoas por dia fogem do paraíso socialista da Venezuela” para cá. “Nós sabemos como aquele regime começou, quem apoiou aquele regime, não preciso dizer que é o bandido de nove dedos”, disse, sob gritos de “Lula ladrão”, referindo-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Voto impresso: veja quem votou contra e a favor da PEC na Câmara dos deputados

A comissão especial da Câmara sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 135/19, que torna obrigatório o voto impresso, rejeitou hoje por 23 votos a 11 o substitutivo apresentado pelo relator, deputado federal Filipe Barros (PSL-PR). O resultado é uma derrota para o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que questiona a lisura do sistema eleitoral sem, no entanto, apresentar provas de irregularidades.

Bolsonaro tinha na PEC uma de suas principais apostas na Câmara. A previsão dos governistas era votar a proposta na comissão especial antes do recesso parlamentar, em julho, mas, diante de perspectiva de derrota já na época, conseguiram adiar a votação para agora — o que não evitou a derrota.

O deputado Júnior Mano (PL-CE) foi designado para redigir parecer em sentido contrário ao rejeitado, ou seja, contrário à PEC. A expectativa é que o novo texto seja apreciado já na próxima reunião da comissão, marcada para amanhã, a partir das 18h.

Veja como cada liderança partidária orientou seus parlamentares:

  • SIM (a favor da PEC): PSL, PP, Republicanos, PTB, Podemos, governo
  • NÃO (contra a PEC): PT, PL, PSD, MDB, PSDB, PSB, DEM, Solidariedade, PSOL, PCdoB, PV, Rede, Minoria, Oposição
  • Voto liberado: Novo, Cidadania
  • Sem nenhuma orientação: PDT, PSC, Patriota, Maioria.

Agora, confira como votaram os 34 deputados que compõem a comissão especial:

Imagem: Reprodução/TV Câmara

SIM — a favor da PEC do voto impresso.

  • Evair de Melo (PP-ES)
  • Guilherme Derrite (PP-SP)
  • Pinheirinho (PP-MG) Bia Kicis (PSL-DF)
  • Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)
  • Filipe Barros (PSL-PR)
  • Aroldo Martins (Republicanos-PR)
  • Marco Feliciano (Republicanos-SP)
  • Paulo Martins (PSC-PR)
  • Paulo Bengtson (PTB-PA)
  • José Medeiros (Podemos-MT)

O parecer do relator Filipe Barros acaba de ser derrotado por 23 a 11 na comissão especial da PEC 135/19, do voto impresso auditável. Dia lamentável para a democracia brasileira. Perdemos a batalha, mas não a guerra. O presidente [da Câmara] Arthur Lira [PP-AL] pode levar a PEC ao plenário.Bia Kicis, autora da PEC, no Twitter

NÃO — contra a PEC do voto impresso.

  • Geninho Zuliani (DEM-SP)
  • Kim Kataguiri (DEM-SP)
  • Valtenir Pereira (MDB-MT)
  • Raul Henry (MDB-PE)
  • Júnior Mano (PL-CE)
  • Marcio Alvino (PL-SP)
  • Edilazio Junior (PSD-MA)
  • Fábio Trad (PSD-MS)
  • Rodrigo Maia (sem partido-RJ)
  • Tereza Nelma (PSDB-AL)
  • Paulo Ramos (PDT-RJ)
  • Perpétua Almeida (PCdoB-AC)
  • Marreca Filho (Patriota-MA)
  • Orlando Silva (PCdoB-SP)
  • Israel Batista (PV-DF)
  • Bosco Saraiva (Solidariedade-AM)
  • Arlindo Chinaglia (PT-SP)
  • Carlos Veras (PT-PE)
  • Odair Cunha (PT-MG)
  • Aliel Machado (PSB-PR)
  • Milton Coelho (PSB-PE)
  • Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
  • Paulo Ganime (Novo-RJ).

Com Agência Câmara

Câmara dos Deputados aprova texto-base do projeto de privatização dos Correios

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (5), o texto-base do Projeto de Lei (PL) 521/21 que trata da privatização dos Correios. A proposta, encaminhada pelo governo em fevereiro, autoriza a exploração de todos os serviços postais pela iniciativa privada. Foram 286 votos a favor, 173 contra e duas abstenções. Os deputados analisam agora destaques ao projeto.

O relator do projeto, Gil Cutrim (Republicanos-MA), apresentou parecer favorável à privatização da empresa. Entre os pontos, o parecer diz que a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) será transformada em uma empresa de economia mista, chamada de Correios do Brasil, e modifica a função da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que também será responsável por regular os serviços postais.

De acordo com o projeto, as tarifas terão reajustes anuais e poderão ser diferenciadas geograficamente com base no custo do serviço, na renda dos usuários e nos indicadores sociais. Para os serviços de cartas, o projeto prevê uma tarifa social para atendimento dos usuários que não tenham condições econômicas de pagar pelo serviço.

O relatório determina ainda exclusividade da nova empresa na operação dos serviços postais pelo prazo de cinco anos e proíbe o fechamento de agências que garantem serviço postal universal em áreas remotas. Esse prazo, segundo o projeto, poderá ser prorrogado.

A exclusividade inclui serviços postais como atendimento, coleta, triagem, transporte e distribuição no território nacional e expedição para o exterior de cartas e cartões postais; serviço público de telegrama; e atendimento, coleta, triagem, transporte e distribuição no território nacional e expedição para o exterior de correspondência agrupada.

O parecer também determina que os trabalhadores da ECT não sejam demitidos pelo período de 18 meses após a privatização. Eles poderão, entretanto, pedir demissão voluntária até 180 dias após a desestatização. O funcionário que decidir pelo desligamento terá direito a indenização de um ano de remuneração, com manutenção do plano de saúde por 12 meses a partir do desligamento e ingresso em um programa de requalificação profissional.

Votação

A votação da proposta gerou polêmica no plenário, com discursos contra e a favor da privatização.

Na opinião do relator, a privatização dará mais agilidade aos Correios e atrairá mais investimentos. “Na verdade, a empresa carece de agilidade, de eficiência, de investimentos e de um planejamento de futuro. Os números contábeis, financeiros e de efetividade na prestação de serviço demonstram que os Correios brasileiros perderam o viço e não conseguiram se modernizar diante dos desafios da revolução tecnológica que estamos vivendo”, afirmou.

O deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ) destacou que os Correios atingem 100% dos municípios brasileiros, levando encomendas mesmo em lugares que não dão lucro para a empresa. Para Freixo, com a privatização, a maioria das cidades vai ter problemas para receber os serviços dos Correios, uma vez que, dos 5.570 municípios do país, apenas 324 dão lucro à empresa.

“Quero ver se a iniciativa privada, ao assumir, vai chegar aos municípios mais pobres, que não dão lucro”, disse o parlamentar. “Essa votação é para criar um monopólio, afastar os Correios na concorrência nas compras eletrônicas. O correio é uma empresa lucrativa. Para modernizar os Correios basta ter vontade política. Pegar o valor do próprio lucro que a empresa fornece e capacitar melhor, fornecer mais. São mais de 90 mil funcionários capacitados, basta capacitar mais”, enfatizou.

Alex Manente (Cidadania-SP) ressaltou que o Estado abrirá mão da empresa, mas manterá o controle do setor por meio de uma agência reguladora. “Estamos nesse projeto privatizando, mas dando ao Estado o poder de controle através da agência reguladora, dando condições de ter de concorrência em um setor fundamental.”

Já o deputado Orlando Silva (PcdoB-SP) lembrou que, na maioria dos países desenvolvidos, o serviço postal é prestado pelo Estado e citou o exemplo dos Estados Unidos, onde uma empresa pública presta o serviço.

Silva disse que, lá, o Estado tem atuado diretamente para induzir o desenvolvimento econômico. “Aqui no Brasil estamos abrindo mão de instrumentos que poderiam servir de suporte para a retomada do crescimento, sem falar na qualidade dos serviços que a empresa oferece”, lamentou.

Edição: Nádia Franco – Agência Brasil

Vice-prefeito Simão Durando articula parceria para fortalecer pequenos empreendedores petrolinenses

Na tarde dessa quarta-feira (4), o vice-prefeito de Petrolina, Simão Durando, esteve reunido com a diretora-presidente da Agência Municipal do Empreendedor (AGE Petrolina), Patrícia Souza, o diretor administrativo-financeiro, Ênio Alelaf, o secretário executivo de Governo, Darcílio Almeida, o presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Petrolina, Jailson Lira e o gerente executivo do Sindicato, Flávio Diniz.

Essa foi a primeira reunião para discutir a possibilidade de selar uma parceria que envolverá as instituições para fortalecer iniciativas de pequenos empreendedores tanto da área urbana quanto da rural. A ideia é envolver o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Pernambuco (SENAR/PE) na promoção de cursos específicos para pequenos empreendedores e através da participação da AGE Petrolina, que atuará como impulsionadora de crédito para os participantes, fortalecer as diversas associações de bairro (área urbana) e cooperativas rurais existentes no município.

Bolsonaro veta projeto de lei que suspendia despejo até 31 de dezembro

Foto: AP Photo/Eraldo Peres

O presidente Jair Bolsonaro vetou o projeto de lei que suspenderia o cumprimento de medida judicial, extrajudicial ou administrativa de despejo de imóveis durante a pandemia da covid-19. Em nota, a Secretaria Geral da Presidência da República informa que o veto teve como finalidade “manter a estabilidade nas relações locatícias e assegurar o direito fundamental à propriedade”.

A medida suspenderia até o dia 31 de dezembro de 2021 o cumprimento dessas medidas para dispensar o locatário do pagamento de multa em caso de denúncia de locação de imóvel. O projeto também autorizaria a realização de aditivo de contrato de locação por meio de correspondências eletrônicas ou de aplicativos de mensagens.

Segundo a Secretaria Geral, o presidente decidiu pelo veto, após manifestação técnica dos ministérios competentes, em razão da proposta contrariar o interesse público, “tendo em vista que a suspensão de atos de decisões judiciais, extrajudiciais e autotutela de posse que impliquem em desocupação de imóveis públicos no prazo previsto daria um salvo conduto para os ocupantes irregulares de imóveis públicos, frequentemente, com caráter de má fé, que já se arrastam em discussões judiciais por anos”. Além disso, acrescenta, os impedimentos poderiam “consolidar ocupações existentes, assim como ensejar danos patrimoniais insuscetíveis de reparação, como engorda de praias, construções de muros contenção, edificações, calçadões ou espigões nas áreas de bens de uso comum do povo, ou danos ambientais graves poderiam ser cometidos no período de vigência desta Lei”.

A Secretaria Geral diz ainda que a medida contraria o interesse público porque muitas famílias, especialmente de baixa e média renda, adquirem imóveis como sua fonte de sustento, seja por meio de aluguel, arrendamento, seja para cultivo próprio. “A paralisação de qualquer atividade judicial, extrajudicial ou administrativa tendente a devolver a posse do proprietário que sofreu esbulho ou garantir o pagamento de aluguel, impactaria diretamente na regularização desses imóveis e, também, na renda dessas famílias gerando um ciclo vicioso, pois mais famílias ficariam sem fonte de renda e necessitariam ocupar terras ou atrasar pagamentos de aluguéis”, diz a nota da Secretaria Geral.

Presidente da Abrafrutas e diretor do Ministério da Agricultura fazem visita técnica à produção de uva em Petrolina (PE)

O presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, acompanhou a visita técnica de Carlos Goulart, diretor de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), à área de produção da uva em Petrolina, nesta terça-feira (3). A proposta foi apresentar ao representante do MAPA a variedade melodia, vislumbrando possível apoio para o desenvolvimento da pesquisa.

A visita técnica iniciou no packing house e seguiu para uma área de cultivo. Em seguida, eles conheceram um viveiro de mudas, onde foi possível compreender todas as etapas do processo produtivo. “É muito importante a visita do diretor Goulart, para que ele, visitando in loco as áreas de produção de frutas como uva e manga, abra caminhos para que possamos aprovar no MAPA alguns produtos que esperam autorização. Também iremos discutir uma ação forte e conjunta – com todo o agronegócio da região – para erradicação da mosca da fruta”, afirrmou Guilherme Coelho.

De acordo com o diretor de Sanidade Vegetal do MAPA, o primeiro dia de visita ao Vale do São Francisco foi importante para observar as inovações no campo que são registradas no Ministério. Ele lembrou também que o principal motivo da visita foi discutir o problema da mosca das frutas. “No departamento de Sanidade Vegetal, o principal assunto é trazer sustentabilidade para a produção no Vale para combater a mosca das frutas, seja o produtor exportador ou do mercado interno”, destacou.

A visita técnica na área de produção da uva BRS Melodia foi uma solicitação feita pela Embrapa à Abrafrutas. O encontro também contou com a participação de Eduardo Brandão, diretor executivo da Abrafrutas, Felipe Droguett, produtor rural, Thayse  Martins, engenheira agrônoma da Associação Francis, Jr. Silveira, representando a Coopa, Rodrigo Oliveira e Marcelo Oliveira, proprietários do viveiro.

MOSCA DA FRUTA

A programação de visita técnica continua nesta quarta-feira (4), com visitas em fazendas e no Mosca MED. Às 16h está marcada uma reunião para discutir o problema da mosca da fruta na região, com produtores e representantes do agronegócio. Será no Centro de Excelência em Fruticultura, em Juazeiro.

Foto/Texto: Andréa Meireles – Assessora de Imprensa de Guilherme Coelho

Com presença de ministro, Miguel Coelho inaugura policlínica, posto de saúde e novo mamógrafo

Na primeira visita oficial a Petrolina, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi recepcionado pelo prefeito Miguel Coelho para a entrega de novas estruturas para atendimento básico e especializado à população. Foram inaugurados, nesta segunda (02), um novo posto de saúde, as obras de requalificação da policlínica e um equipamento para mamografias.

A agenda foi acompanhada também pelo senador Fernando Bezerra, os deputados Fernando Filho e Antonio Coelho. O roteiro teve como primeira atividade a entrega da Unidade Básica de Saúde do Vale do Grande Rio, construída com investimento de R$ 830 mil. Em seguida, o prefeito levou o ministro para conhecer a primeira biofábrica do Nordeste destinada a estudos sobre dengue, zika vírus e chikungunya.

A comitiva depois participou da inauguração da policlínica municipal, que foi ampliada para ter 22 especialidades. No ato, o prefeito ressaltou a importância da parceria com o Governo Federal para melhorar os serviços de atendimento médico em Petrolina. “Só hoje entregamos equipamentos que tiveram mais de R$ 2,4 milhões. Sem o apoio do Governo Federal, do senador e de nossos deputados, seria muito difícil realizar tantas ações para a saúde pública em nossa cidade. Nosso foco é trabalhar pela população, sem ficar debatendo ideologias, e sim, melhorando a vida das pessoas”, afirmou Miguel Coelho.

Além das entregas, foi anunciada a aplicação de novos investimentos para as equipes de saúde da família e tratamento odontológico. O Ministério da Saúde destinará R$ 2,5 milhões a mais por ano para expandir o número de profissionais e atendimentos em diversos bairros de Petrolina. “Temos que investir forte em toda a estratégia de saúde da família. É controlando a pressão arterial, o diabetes, levando a atenção adequada às crianças que faremos a verdadeira revolução do sistema de saúde”, frisou o ministro Queiroga.

A agenda em Petrolina foi encerrada com a entrega de um equipamento para diagnósticos de câncer de mama. O ministro ainda visitou o hospital de campanha e uma ala onde funciona um centro de reabilitação para pacientes que tiveram covid-19.

Foto: Jonas Santos