Bolsonaro visita igreja de Malafaia e se diz ‘um escolhido de Deus’

Presidential candidate Jair Bolsonaro attends a rally in Taguatinga near Brasilia, Brazil September 5, 2018. REUTERS/Adriano Machado

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta terça-feira, 30, durante culto na Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, do pastor Silas Malafaia, que tem certeza que não é o mais capacitado para ocupar o cargo, mas ponderou. “Deus capacita os escolhidos”, afirmou.

Bolsonaro disse ainda que vai fazer um governo “comprometido com os valores da família cristã”. O presidente eleito reconheceu também que chorou muito no dia da eleição, assim como no dia do casamento dele, celebrado por Malafaia.

O presidente não chegou a ficar mais do que 15 minutos na igreja, onde foi recebido aos gritos de “mito” e encerrou a fala com o lema “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Magno Malta diz que posse de arma será aprovada em janeiro

O senador Magno Malta (PR), que não conseguiu ser reeleito no Espírito Santo e que faz parte da base de apoio de Jair Bolsonaro (PSL), afirmou na noite desse domingo (28) que a partir de janeiro do ano que vem o Congresso aprovará a posse de arma de fogo para o cidadão comum no país.

Em discurso no alto de um trio elétrico instalado em frete ao condomínio de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, zona oeste, Malta afirmou ainda que não passarão no país propostas em direção a discriminalização das drogas ou do aborto.

Malta afirmou que o país é cristão, formado por “católicos, evangélicos, judeus, homens e mulheres”. Ele afirmou ainda que não é fake news a informação difundida pela campanha de que o kit anti homofobia tinha como objetivo “ensinar homossexualismo para crianças de seis anos”. “Não é fake news não, senhora [ministra] Rosa Weber”, disse.

Ovacionado pelo público, Malta disse que os opositores de Bolsonaro atacam “valores de fé, de vida e da família” brasileira.

“A Virgem Maria é a mãe de Cristo e nós não vamos aceitar que esses canalhas, em nome de cultura, ataquem a virgem e chamem Jesus de viado”, disse Malta, rouco de tanto gritar.

O ex-ator pornô e deputado eleito por São Paulo Alexandre Frota participava ao lado de Malta na hora do discurso.

O senador capixaba mandou recado para o deputado Jean Wilys (PSOL-RJ), que teria dado uma cusparada em Jair Bolsonaro no dia da votação na Câmara do impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016.

“Estou doido para ver o Jean Wilys cuspir no Frota”, desafiou Malta.

O senador afirmou ainda que os artistas Caetano Veloso, Maria Bethânia e Xuxa terão que “devolver o dinheiro da lei Rouanet”, em referência a lei de incentivo à cultura do país.

Com informações da Folhapress.

Indústria, bancos e varejo cumprimentam Bolsonaro por eleição

Entidades empresariais publicaram nota nesta segunda-feira (29) para cumprimentar o presidente eleito Jair Bolsonaro  e pedir que compromissos apresentados pelos setores durante a campanha sejam cumpridos. Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, a recomendação é que o presidente eleito mantenha um diálogo construtivo com os partidos políticos e forme uma base de apoio no Congresso Nacional, que permita a aprovação das reformas estruturais necessárias para fazer o país avançar.

“Tenho a certeza de que, com a aceleração das reformas econômicas e institucionais, como a da Previdência e a tributária, o país se fortalecerá e construirá, nos próximos quatro anos, uma economia mais produtiva, inovadora e integrada ao mercado internacional”, diz em nota publicada no portal da entidade.

A CNI enumerou uma série de desafios para o novo presidente, que passa pelo equilíbrio “duradouro” das contas públicas, a melhoria no ambiente de negócios e competitividade, recuperação dos investimentos e intensificação de programas de concessões e privatizações, bem como desoneração de impostos para o setor como forma de estimular investimentos e ampliação das exportações. A entidade citou que essas outras propostas fazem parte dos 42 documentos apresentados aos candidatos à Presidência da República durante o processo eleitoral deste ano.

Em uma curta manifestação, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), principal entidade do setor financeiro, também cumprimentou Jair Bolsonaro pela vitória nas urnas e manifestou disposição do setor bancário em colaborar com a nova administração “para promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil”. A entidade ainda colocou sua capacidade técnica à disposição do presidente eleito para contribuir em relação aos temas do setor.

Varejo

Em nota, o Sistema CNDL, do qual fazem parte a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), as Federações das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDLs), as Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs), a CDL Jovem e o SPC Brasil, cumprimentou Jair Bolsonaro pela vitória no segundo turno e ressaltou que é preciso “urgentemente” reduzir a burocracia e simplificar os processos que envolvem abertura, funcionamento e inovação das empresas.

“É fundamental avançar no desenvolvimento de políticas relacionadas à segurança pública, à infraestrutura e ao acesso a crédito privilegiando os empreendedores e, consequentemente, toda a sociedade brasileira”.

A entidade, que é a principal rede representativa do varejo no país e fala em nome de 500 mil empresas, com mais de 4,6 milhões de empregados, se colocou à disposição para trabalhar em parceria com o novo governo.

Estamos todos no mesmo barco chamado Brasil

Em uma democracia, a vontade da maioria uma vez confirmada, deve ser defendida por todos pois, em nossa constituição, a orientação é que todos os poderes para governar, emana do povo.

Tenho certeza de que o desejo dessa maioria, é um futuro melhor para todos, com paz, prosperidade, harmonia em todos os aspectos, para o nosso bem mais precioso que é a nossa família.

Estaremos atentos, vigilantes mas também, principalmente, trabalhando e contribuindo ainda mais, para sucesso dos projetos do nosso Estado, do Nordeste e consequentemente, do nosso País!!

Que Deus nos abençoe e que o desejo e a pureza do coração de que votou, acreditando ser o melhor projeto.

Parabéns a todos pois agora, temos que acreditar não existem perdedores e sim, bravos brasileiros que merecem um país próspero e de oportunidades.

Estarei como sempre, defendido os projetos que são de extrema importância para a geração dessas oportunidades para a nossa região.

Estamos todos no mesmo barco chamado Brasil!!!

Por: Antonio Souza

FHC considera que já fez sua parte para ajudar Haddad no 2º turno

Fernando Henrique Cardoso confidenciou a um dos muitos amigos que estão tentando convencê-lo a apoiar Fernando Haddad que já considera ter feito sua parte para ajudar o petista no segundo turno das eleições presidenciais.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, o ex-presidente afirmou que os tuítes contra Jair Bolsonaro (PSL) foram suficientes.

No último dia 22, FHC condenou o pensamento de Jair Bolsonaro em relação aos que pensam diferente dele. “Inacreditável: um candidato à Presidência pedir às pessoas que se ajustem ao que ele pensa ou pagarão o preço: cadeia ou exílio. Lembra outros tempos. O que o Brasil precisa é de coesão no rumo do crescimento e diminuição da desigualdade”, escreveu o tucano no Twitter.

Ministério Público aciona TRE após adesivos do PT serem colados em ônibus de Salvador; empresas são notificadas

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) acionou o Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-BA), nesta quarta-feira (24), após adesivos do PT serem colados nos ônibus do transporte público de Salvador. A ação foi realizada após denúncias.

Os símbolos, com o número 13 e a estrela do partido, foram colocados nos para-brisas traseiros e dianteiros dos coletivos, que circularam na cidade. Na ação, o MP pede que os adesivos sejam removidos dos coletivos.

O consórcio Integra, que representa as empresas de ônibus, foi notificado pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) para dar explicações e retirar os adesivos dos veículos em um prazo de 12h.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setps) informou que também acionou o TRE, a Procuradoria Geral Eleitoral e a Polícia Federal (PF) para descobrir quem colou os adesivos e tomar as medidas cabíveis.

“Além de ser um bem público, é uma propriedade privada. Você não pode fazer nada nos ônibus. No ponto de vista legal, nós não podemos fazer nada sem autorização da prefeitura. Nós somos obrigados a retirar. Vamos retirar. Agora frizamos: o Tribunal Regional Eleitoral precisa, junto com a Polícia Federal, fazer essa investigação e punir os culpados”, disse Jorge Castro, assessor de relações do Setps.

O Sindicato dos Rodoviários informou que a ordem de colar os adesivos não partiu da entidade, e que orientou aos motoristas e cobradores que não fizessem nenhum tipo de colagem. Contudo, disse que também pediu para que eles não impedissem que outras pessoas fizessem as colagens, para evitar desentendimentos.

“As pessoas chegam para colar os adesivos, eles não vão brigar com as pessoas. A gente orienta que não brigue. Se colou e você não concordou, certamente, você faz um apelo para que não cole. Não vá brigar. Espere que a empresa faça seu papel de retirar a propaganda”, explicou Daniel Mota, diretor de comunicação do Sindicato dos Rodoviários.

Gilmar Mendes arquiva outro inquérito contra Aécio Neves

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (23) o arquivamento de um inquérito que investigava o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Aécio era investigado por suposta maquiagem de dados para esconder a existência do “mensalão do PSDB”. Este é o segundo inquérito sobre o senador arquivado por Gilmar Mendes na Lava Jato.

O caso investigado neste segundo inquérito teria ocorrido, segundo delações premiadas, durante a apuração da CPI que investigou o “mensalão do PT”, em 2005.

A Polícia Federal informou ter encontrado indícios de que Aécio cometeu crimes e, inicialmente, a Procuradoria Geral da República chegou a pedir ao Supremo que enviasse o inquérito para a primeira instância.

Depois, a PGR mudou o entendimento e pediu o arquivamento do caso por falta de indícios mínimos contra o tucano.

Entenda o caso
O inquérito era baseado na delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral (MS).

Segundo Delcídio, os dados fornecidos pelo extinto Banco Rural à CPI dos Correios atingiriam o senador Aécio Neves “em cheio” se não tivessem sido “maquiados” pela instituição financeira. O senador tucano sempre negou as acusações.

Pedido de arquivamento
A PF considerou haver provas suficientes de que Aécio Neves e Clésio Andrade ofereceram vantagem indevida a Delcídio. A Procuradoria, então, pediu para que o caso prosseguisse na Justiça Federal em Brasília.

Mas, em razão do pedido de arquivamento feito pela defesa de Aécio, a procuradora-geral Raquel Dodge foi novamente provocada a se manifestar. Segundo Dogde, não há provas de que Aécio Neves ofereceu recursos a Delcídio.

“A autoridade policial não recolheu provas ou elementos de convicção suficientes para corroborar as declarações do colaborador e permitir a instauração da ação penal”, disse a procuradora.

Ela também afirmou que os fatos são de 2005 e não seria possível coletar outras provas para o avanço da investigação.

“Não há elementos suficientes para fundamentar a continuidade do inquérito e, por mais forte razão, a propositura da ação penal. A única providência a ser tomada na espécie, portanto, é o arquivamento do inquérito.”

O ministro Gilmar Mendes concordou com os argumentos da Procuradoria e determinou o arquivamento.

Odacy e Dulcicleide Amorim agradecem votos e reforçam campanha de Haddad em Petrolina (PE)

O deputado estadual Odacy Amorim, PT, e a deputada eleita para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Dulcicleide Amorim, PT, estarão nesta segunda, 22, na feira do bairro José e Maria, um dos bairros mais populosos situado na zona norte de Petrolina, maior colégio eleitoral do sertão pernambucano. A visita será por volta das 18h.

Os parlamentares irão ao espaço agradecer a votação que obtiveram no dia 7 último, primeiro turno das eleições este ano. Odacy disputou o mandato de deputado federal, após duas eleições consecutivas para a Alepe, tendo votações históricas em Petrolina. O petista ficou como primeiro suplente do partido para a Câmara dos Deputados e foi o majoritário em Petrolina com mais de 30 mil votos dos 40.050 pernambucanos que lhe confiaram o voto.

“Agradecer a confiança que tenho recebido ao longo da minha vida pública, é uma obrigação e uma forma de mostrar que estaremos atentos às demandas de nossa população como sempre estivemos, independente de campanhas eleitorais”, assinalou Odacy. Para Dulcicleide Amorim, eleita para seu primeiro mandado de deputada estadual com mais de 22 mil votos e a segunda mais votada em Petrolina, obtendo pouco mais de 14 mil votos, é uma alegria voltar e agradecer a confiança e o carinho que recebeu durante a campanha.

“Fui muito bem recebida, as pessoas queriam ouvir o que eu tinha a dizer e acreditaram em nossas propostas. O trabalho só está começando. Como sempre digo e já dizia na campanha, honrarei cada voto, cada apoio recebido e a confiança conquistada de nosso povo, em especial, dos amigos e amigas petrolinenses”, declarou a deputada eleita.

HADDAD – Os parlamentaram petistas estão aproveitando também as visitas de agradecimento da votação recebida, para reforçar a campanha de Fernando Haddad, PT, na cidade e região. Candidato à presidência da República, Haddad volta a enfrentar Jair Bolsonaro, PSL, nas urnas, domingo, 28, pelo segundo turno das eleições.

Texto: Cinara Marques

Bolsonaro em entrevista afirma ter advertido seu filho Eduardo Bolsonaro ao sugerir fechar o STF

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse nesta segunda-feira (22/10) em entrevista ao SBT que advertiu seu filho Eduardo Bolsonaro, deputado federal reeleito por São Paulo, que, em um vídeo publicado em redes sociais disse que bastaria apenas “um soldado e um cabo” para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Eu já adverti o garoto”, disse o candidato sobre o filho de 34 anos. “É meu filho. A responsabilidade é dele. Ele já se desculpou. Isso aconteceu há quatro meses. Ele aceitou responder a uma pergunta sem pé nem cabeça, e resolveu levar para o lado desse absurdo aí. Temos todo o respeito e consideração com os demais poderes, e o Judiciário obviamente é importante.”

Ainda de acordo com Bolsonaro, a advertência no filho “foi até pesada”. “Ele já assumiu a responsabilidade, repito, e se desculpou. No que depender de nós, é uma página virada na história”, disse ele, que, assim como seu vice, Hamilton Mourão, lembrou que o PT já adotou discurso similar.

“Por outro lado, o Wadih Damous falou de forma consciente em fechar o Supremo, e não teve essa repercussão toda. O garoto errou, foi advertido, vamos tocar o barco”, continuou, referindo-se a uma fala do deputado do PT crítica à atuação do STF na situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso pela Lava Jato há seis meses.

Quanto à estratégia para a última semana de campanha, Bolsonaro disse que os apoiadores estão sendo mobilizados via mídias sociais para que não haja “qualquer surpresa no dia 28”. “Não existe o ‘já ganhou’. Você tem que lutar até último momento, ninguém é dono do voto de ninguém. Nosso pessoal está consciente em relação a isso.”

Ele voltou a explicar por que descartou ir a debates de TV com o oponente Fernando Haddad (PT). “Parece que ele tem ponto eletrônico com um presidiário. Ele não é dono de si. Não tem autonomia pra falar nada. Debate não vai levar a lugar nenhum. Seria um bate-boca apenas.”

Repercussão
Ministros do Supremo reagiram às declarações de Eduardo Bolsonaro divulgadas no fim de semana.  O decano da Corte, ministro Celso de Mello, classificou a fala do deputado reeleito como “inconsequente e golpista”. O ministro Marco Aurélio Mello apontou que o país vive “tempos estranhos”.

A OAB Nacional também criticou a fala de Eduardo Bolsonaro. Já o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o caso.

TSE convoca representantes de Bolsonaro e Haddad e pede clima de paz

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, se reuniu hoje com representantes das candidaturas de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) para discutir a difusão massiva de notícias falsas e a onda de violência durante as eleições. O tribunal vem colocando preocupações com a disseminação de conteúdos colocando em dúvida o sistema de votação e apuração nestas eleições. Participaram do encontro também os ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.

Segundo representantes das candidaturas, que falaram a jornalistas ao fim do encontro, os ministros do TSE mostraram preocupação com os conteúdos enganosos e casos de agressão. Rosa Weber teria feito um apelo para que a campanha ocorra em clima de paz e para que os candidatos incentivem apoiadores a fazer uma campanha pacífica.

Em relação a conteúdos colocando em dúvida a lisura do processo eleitoral, os ministros defenderam a segurança das urnas eletrônicas e do sistema de votação. Mas, conforme os relatos, não houve resolução ou encaminhamentos concretos, apenas recomendações dos ministros.

“As sugestões [do TSE] foram no sentido de que nós comunicássemos aos nossos clientes para que continuassem se esforçando para que houvesse cada vez mais a instrução dos eleitores para que se evite qualquer atitude que possa ser considerada violência. Embora nós tenhamos dito que isso foge ao controle de qualquer candidato. A violência existe, é um fenômeno no Brasil, e não se pode atribuir isso a um candidato”, relatou o advogado da candidatura de Jair Bolsonaro, Tiago Ayres.

Sobre as notícias falsas, o advogado da candidatura de Jair Bolsonaro acrescentou que o tema preocupa o político e sua campanha, que também estariam sendo alvos de mensagens deste tipo. Ele citou como exemplo as mensagens atribuindo ao deputado voto contra a Lei Brasileira de Inclusão, suspensas pelo TSE após questionamento da candidatura.

O coordenador da campanha de Fernando Haddad, Emídio Souza, informou que os representantes da candidatura pediram providências do TSE e de órgãos como a Polícia Federal em relação à disseminação de notícias falsas sobre o candidato do PT e da onda de violência que atribuiu aos apoiadores de Jair Bolsonaro.

“A disseminação de fake news, desta forma, deforma a democracia, altera o resultado eleitoral. Não é possível que a Justiça assista impassível tamanha agressão à democracia”, pontuou o coordenador. Sobre os atos de violência, Souza informou que solicitou um pronunciamento da presidente do TSE em defesa do bom senso. “Não é possível tamanha agressividade nesta campanha”. Não houve resposta sobre o pleito, segundo ele.

Fenômeno eleitoral

O fenômeno das notícias falsas vem marcando as eleições deste ano. A missão internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA) manifestou preocupação com o fenômeno da desinformação durante o 1º turno e elogiou a segurança das urnas. No balanço da votação do 1º turno, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, também alertou para o problema, em especial, vídeos e mensagens colocando em dúvida a lisura do processo eleitoral.

Nos últimos dias, o TSE mandou retirar publicações falsas contra a candidatura de Haddad tratando da distribuição do que passou a ser chamado de kit gay. Na segunda (15), nova decisão ordenou a retirada de vídeos relacionando a candidata a vice, Manuela d’Ávila à hipersexualização de crianças. Ontem, o ministro Sérgio Banhos barrou propaganda contra Bolsonaro segundo a qual o candidato do PSL teria votado contra a Lei Brasileira de Inclusão (LBI).

WhatsApp

A rede social WhatsApp tem sido o foco de maior preocupação. Estudo divulgado hoje por professores da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e integrantes da Agência Lupa que acompanhou 347 grupos na plataforma encontrou entre as imagens mais compartilhadas um índice de apenas 8% de caráter verdadeiro.

Ontem, o conselho consultivo do TSE para notícias falsas realizou reunião à distância com representantes da plataforma de troca de mensagens WhatsApp. O objetivo foi discutir formas de garantir o alcance de respostas diante da divulgação de notícias falsas dentro da rede social.

A videoconferência foi uma providência decidida em reunião realizada na semana passada. Integrantes do colegiado manifestaram receios em relação à disseminação de notícias falsas na plataforma, especialmente mensagens e vídeos colocando em dúvida a lisura do processo eleitoral e apontando supostas fraudes nas urnas.

Uma das preocupações manifestadas por integrantes do órgão após o encontro foi como encontrar meios para garantir que desmentidos e direitos de resposta alcançassem no WhatsApp usuários atingidos pelas mensagens iniciais, objetivo que é conseguido em redes como Facebook e Twitter.

Segundo o vice-procurador eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, o WhatsApp se propôs a disponibilizar ferramentas ao TSE já adotadas por agências de checagem de conteúdos enganosos e fabricados. Mas o vice-procurador não detalhou que sistemas poderão ser aplicados e qual a serventia deles.

De acordo com Jacques de Medeiros, os representantes da plataforma relataram encontrar “dificuldades” para aplicar a metodologia de outras redes sociais, como mecanismos de checagem de fatos (como no Facebook e no Google) e possibilidades de veiculação de direito de resposta aos mesmos usuários alcançado pelas mensagens originais consideradas falsas. O WhatsApp estaria “aquém disso”, nas palavras do procurador.