Humberto Costa reafirma legado do SUS em agendas na Região Metropolitana

O senador Humberto Costa (PT) participou, nesta quinta-feira (2), de dois compromissos na Região Metropolitana do Recife voltados à ampliação do acesso à saúde e à segurança hídrica no estado, e destacou o legado do Sistema Único de Saúde (SUS) na vida dos brasileiros.

Um dos atos foi a autorização das ordens de serviço da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), instituição vinculada ao Ministério da Saúde, para a instalação de 4.611 cisternas em 57 municípios do semiárido pernambucano. O projeto faz parte de uma ação do governo Lula que prevê a instalação de 20,9 mil cisternas em todo o país, com investimento superior a R$ 250 milhões.

O evento aconteceu na sede da Funasa, no Recife, e reuniu o presidente da fundação, Lenildo Morais; o pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB); o pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos); os deputados federais Carlos Veras (PT) e Pedro Campos (PSB); além de prefeitos de todas as regiões do estado.

Mais cedo, Humberto participou da inauguração da nova Unidade de Saúde da Família (USF) Vereador Elizeu Lopes, em Abreu e Lima, no Grande Recife, ao lado do prefeito Flávio Gadêlha e do time de Lula em Pernambuco.

“O SUS é a maior conquista social do povo brasileiro, e defender ele é defender o direito de cada família ter atendimento digno. É por isso que uma cisterna de água ou uma USF como essa não são apenas obras, elas significam saúde chegando na vida de quem mais precisa. Cuidar da saúde é parte do compromisso que a gente tem com o povo pernambucano”, afirmou o senador.

Nesta sexta-feira (3), Humberto Costa segue para o Agreste Meridional, onde participará da inauguração do Hospital de Amor, em Garanhuns, mais uma obra construída com a parceria e com o compromisso do governo Lula com a saúde dos pernambucanos.

Miguel Coelho acompanha agenda na sede do PP e reafirma pré-candidatura ao Senado

O presidente do União Brasil em Pernambuco, Miguel Coelho, esteve nesta segunda-feira na sede estadual do PP, acompanhado do deputado federal Fernando Filho e do deputado estadual Antonio Coelho. A presença fez parte da agenda política entre os partidos que integram a Federação União Progressista.

Seguindo orientação do presidente nacional da Federação, Antonio Rueda, Miguel Coelho reafirmou que segue firme na pré-candidatura ao Senado e ressaltou que a decisão sobre as candidaturas majoritárias será tomada pela Executiva Nacional da Federação, caso não haja consenso no Estado. “Seguimos firmes na caminhada ao Senado, respeitando o estatuto da Federação e confiantes de que a definição ocorrerá nas convenções, sob a liderança da governadora Raquel Lyra”, afirmou.

Fotos: Sérgio Figueiredo

Prefeito Ismael Lira anuncia Dr. Álvaro Amando como novo secretário executivo de Saúde de Orocó

O prefeito de Orocó, Ismael Lira, anunciou nesta segunda (29) o nome de Dr. Álvaro Amando como novo secretário executivo de Saúde do município. A escolha reforça o compromisso da gestão com a continuidade das ações que vêm fortalecendo os serviços de saúde oferecidos à população orocoense.

Atualmente, Dr. Álvaro exerce a função de coordenador de Saúde Bucal do município, setor que se destaca em todo o Estado de Pernambuco pelos resultados alcançados. Orocó possui uma das maiores coberturas de saúde bucal do estado, atingindo o índice de 99,21% de cobertura, reflexo do trabalho desenvolvido pela equipe sob sua coordenação.

Além da nova função como secretário executivo, Dr. Álvaro deverá assumir interinamente a Secretaria Municipal de Saúde nos próximos dias, durante o período de licença-maternidade da atual secretária, Drª Beatriz Lira.

A nomeação demonstra a confiança da gestão municipal no trabalho que vem sendo realizado pelo profissional, que agora terá a missão de contribuir ainda mais diretamente com a condução das políticas públicas de saúde do município.

Com experiência na área e participação ativa nos avanços registrados pela saúde de Orocó, Dr. Álvaro chega à nova função com o desafio de manter os índices positivos e garantir a continuidade dos serviços prestados à população.

Apoio de vereadores de Olinda reforça articulação política de Miguel Coelho na Região Metropolitana

O ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, ampliou sua base política na Região Metropolitana do Recife ao receber o apoio de um grupo de vereadores de Olinda. O movimento fortalece sua articulação em um dos principais colégios eleitorais de Pernambuco e consolida o crescimento de seu projeto para as eleições de 2026.

Participaram do encontro os vereadores Sardinha, Jadilson, Professor Marcelo, Iran Barbosa, Milcon Rangel, Jesuíno, Denize Almeida, Sarmento e Felipe Nascimento. Os vereadores Mizael Prestamista, Biai e Ricardo Souza também declararam apoio a Miguel Coelho, embora não tenham podido comparecer à reunião, reafirmando o compromisso com o projeto político liderado pelo ex-prefeito de Petrolina.

A adesão do grupo é vista como estratégica por reunir lideranças com forte atuação em diferentes bairros de Olinda, ampliando a presença de Miguel na Região Metropolitana. O apoio reforça a construção de uma ampla aliança política que vem sendo formada em Pernambuco, com a participação de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e diversas lideranças municipais.

Ao agradecer a confiança dos parlamentares, Miguel Coelho destacou a importância da união em favor do desenvolvimento do Estado. “Recebo esse apoio com muita gratidão e responsabilidade. Olinda é uma cidade fundamental para Pernambuco, e quero trabalhar ao lado dessas lideranças para defender mais investimentos, gerar oportunidades e melhorar a vida das pessoas. A boa política se faz com diálogo, parceria e compromisso com quem mais precisa.”

Com a chegada de novos apoios em Olinda, Miguel Coelho fortalece sua presença na Região Metropolitana e amplia sua rede de alianças, consolidando um projeto político com alcance estadual e cada vez mais capilarizado em Pernambuco.

São João do Projeto Brígida 2026 reúne multidão e reafirma tradição cultural em Orocó

O São João do Projeto Brígida 2026 foi marcado por muita animação, cultura e participação popular. Realizado entre os dias 23 e 25 de junho, o evento reuniu centenas de pessoas e consolidou mais uma vez a festa como uma das mais tradicionais e aguardadas da região.

Com uma programação diversificada, o público acompanhou apresentações de artistas locais e regionais, entre eles Gabriel Mendes, Pam Vaqueiro, Maycon Cantor, Júnior e Jorge, Wânia Serrate, Heytor O Boyzinho, Túlio Duarte, Yrlan Costa, Diego Vumbora e Wellington Lima. Os shows garantiram três noites de muita música, valorização da cultura nordestina e fortalecimento das tradições juninas.

O prefeito Ismael Lira comemorou o sucesso da festa e destacou a importância do evento para a cultura, o lazer e a economia local. Segundo ele, além de preservar as tradições do povo sertanejo, o São João movimenta o comércio, gera renda para ambulantes e fortalece o turismo no município.

“É uma alegria enorme ver o Projeto Brígida recebendo um evento dessa dimensão, com famílias participando, comerciantes vendendo e a nossa cultura sendo valorizada. Trabalhamos muito para realizar uma festa organizada, segura e que ficasse marcada na memória das pessoas. O resultado foi um grande sucesso”, destacou o prefeito.

A 35ª edição do São João do Projeto Brígida reforçou o compromisso da gestão municipal com a valorização da cultura popular, proporcionando momentos de confraternização e fortalecendo a identidade cultural de Orocó.

Ascom – PMO

Governo de Pernambuco decreta expediente reduzido na próxima segunda-feira (29)

O Governo de Pernambuco, vai decretar expediente reduzido na próxima segunda-feira (29) para as repartições públicas e entidades da administração direta e indireta do Estado. A medida foi adotada em razão da partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo FIFA 2026, que acontecerá às 14h. De acordo com a determinação, os servidores estaduais serão liberados a partir das 12h.

As exceções são para os serviços considerados indispensáveis, cujo funcionamento ficará a critério dos respectivos gestores. A medida será publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (26).

Vacinas: debatedores afirmam que país precisa estar preparado para novas pandemias

Os entraves regulatórios e o financiamento da produção de vacinas nacionais foram tema da audiência pública promovida nesta quarta (24) pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado (CCT). Parlamentares e especialistas argumentaram que o país precisa ser capaz de dar respostas rápidas a problemas futuros — como uma nova pandemia.

Ao presidir a audiência, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) afirmou que a pandemia de covid-19 evidenciou a necessidade de investimentos na área. Para o senador, é obrigação do Congresso Nacional e do Executivo preparar o país para essas situações. Foi ele quem solicitou o debate.

Ao ressaltar que a maioria das vacinas nacionais é resultado da transferência de tecnologia, Pontes declarou que “desenvolver vacina no Brasil é extremamente importante; isso não pode ficar na mão de outros países num momento crítico como uma pandemia”.

O senador reconheceu, contudo, a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de oferecer vacinas em locais remotos e de difícil acesso, principalmente diante de condições especiais de transporte (como a exigência de manutenção de certas temperaturas para as vacinas).

A Organização Mundial de Saúde estima que pelo menos três milhões de vidas por ano são salvas com programas de vacinação.

Programa Nacional de Imunizações

Diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Eder Gatti Fernandes afirmou que o governo se comprometeu com a imunização em todo o país.

Para garantir que o programa funcione, ele informou que foram estabelecidas parcerias com laboratórios públicos nacionais, como o Instituto Butantan e o Bio-Manguinhos. O primeiro é o principal fornecedor de vacinas contra a gripe no Brasil; o segundo fornece vacinas para doenças como sarampo, tétano e febre-amarela.

Segundo Eder Gatti, o Brasil precisa estar atento ao desenvolvimento de vacinas. Ele disse que, para um período de 30 anos, modelagens matemáticas indicam que há 70% de risco de uma nova pandemia com algum vírus respiratório.

— Nós precisamos, sim, valorizar a produção nacional. Precisamos, sim, valorizar os nossos laboratórios públicos e também precisamos estabelecer parcerias com o setor privado, para trazer tecnologias para o país e garantir a modernização da nossa produção e também do nosso Calendário Nacional de Vacinação, além de financiar a infraestrutura do nosso parque industrial em vacinas e financiar estudos de desenvolvimento de vacinas — afirmou ele.

FNDCT

Representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Thais Haline Vaz Sousa destacou que houve um aumento dos valores disponíveis no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT): de R$ 7,2 bilhões em 2020 para R$ 17,7 bilhões estimados para 2026.

Nesse ministério, ela é a coordenadora-geral substituta de Ciências da Saúde, Biotecnológicas e Agrárias da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos.

Dificuldades

Representante da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ricardo Gazzinelli apontou dificuldades no processo de desenvolvimento de vacinas, como questões de infraestrutura, capacitação de pessoal, treinamento de pesquisadores, financiamento e andamento dos processos nas agências regulatórias.

Gazzinelli, que é coordenador do Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG, lembrou que em 2024 foi aprovada a Lei 14.874 (também conhecida como o marco legal da pesquisa clínica). Essa lei determina que, se a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não se manifestar dentro do prazo legal de 90 dias úteis, um estudo pode ser considerado aprovado para fins regulatórios, desde que os demais requisitos legais e éticos tenham sido cumpridos.

Mas ele salientou que o processo com vacinas nacionais tem sido longo, ao contrário do que acontece com a política de “reliance” (confiança), que promove a aprovação acelerada de protocolos clínicos aprovados em agências regulatórias do exterior, favorecendo, assim, as inovações provenientes do hemisfério norte.

— Então, o que nós estamos vendo hoje é que a inovação que vem do exterior é aprovada muito mais rapidamente, seja aquela feita por uma companhia farmacêutica, seja aquela feita por uma universidade, enquanto a inovação nacional está parada — frisou o coordenador.

Anvisa

Representante da Anvisa, Anderson Vezali Montai declarou que a agência implementa “um processo técnico extremamente robusto, de forma que seja garantida a qualidade, a segurança e a eficácia do produto a ser lançado no mercado”.

Ele atua, na Anvisa, como gerente-geral de Produtos Biológicos, Radiofármacos, Sangue, Tecidos, Células, Órgãos e Produtos de Terapias Avançadas.

— No processo de reliance, temos uma lista de agências reguladoras que nós seguimos (…). Nós aproveitamos as informações que eles nos fornecem para tomarmos uma decisão mais célere.

Montai disse que, no caso da vacina da dengue, houve uma atuação muito próxima junto ao Instituto Butantan. Ele destacou que, durante o processo de análise, em 2024, houve quatro notificações de exigências, que foram discutidas com o instituto. O registro foi concedido ao final de 2025, após discussões com consultores especializados.

— De forma que nós chegamos à decisão de que os dados eram muito bons. A parte de desenvolvimento estava satisfatória, atendendo a todos os nossos critérios. Os estudos clínicos mostraram dados bastante promissores, com quase 17 mil pessoas, sem a detecção de eventos adversos graves. E a Anvisa decidiu aprovar o produto em dezembro de 2025.

Instituto Butantan

O Instituto Butantan, que acabou de completar 125 anos, oferece — por meio do PNI — 10 vacinas diferentes e 12 diferentes tipos de soros.

Segundo o diretor do instituto, Esper Georges Kallás, o Butantan também tem um corpo de pesquisadores que trabalha com linhas de pesquisa sobre novos produtos para necessidades não atendidas pelo SUS — como possíveis vacinas contra o vírus zika e a gripe aviária.

— É uma das pouquíssimas instituições do mundo que têm a capacidade de ir desde a descoberta de uma pesquisa fundamental em bancada de laboratório até trilhar todo o caminho e atingir um licenciamento de um produto. A gente tem o potencial de trilhar esse caminho de desenvolvimento e inovação no Brasil, algo que eu acho que é uma das principais conquistas consolidadas ao longo desses anos, porque a gente pode oferecer novas opções para o brasileiro — enfatizou Kallás.

Também participaram da audiência a gerente do Departamento de Saúde e Qualidade de Vida da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Adriana Battaglia, e Manoel Barral Netto, membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Fonte: Agência Senado

Pesquisa DataSenado traz dados inéditos sobre violência contra trans e travestis

Ao longo das últimas décadas, avanços jurídicos e institucionais ampliaram direitos da população trans e travesti no país, como o reconhecimento do nome social na administração pública federal e a possibilidade de alteração de nome e gênero no registro civil sem decisão judicial. Apesar das conquistas, ainda persistem desafios relacionados à violência, à exclusão social e ao acesso à educação, saúde e trabalho.

Agressões, constrangimentos em espaços coletivos, discriminação no mercado de trabalho, problemas no atendimento em órgãos públicos e violência sexual. Essas são algumas das situações relatadas por mulheres transexuais e travestis entrevistadas na 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, do DataSenado. O levantamento mostra que 56% das entrevistadas passaram por situações de violência nos últimos 12 meses.

Conduzida entre maio e julho de 2025 pelo DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), a edição mais recente da pesquisa traz um recorte inédito, específico sobre as mulheres trans. Das 43 entrevistadas que se identificaram como trans ou travestis, 40% relataram agressões verbais associadas diretamente à sua identidade de gênero. Outras 17% disseram terem sido agredidas fisicamente e 12% sofreram violência sexual no último ano.

Rolf Regehr, psicólogo e chefe do serviço de pesquisa e análise do DataSenado, ressalva que a falta de dados populacionais oficiais sobre mulheres trans e travestis no Brasil restringe análises com maior precisão estatística. Mas os dados desse novo recorte da pesquisa, explica, ajudam a entender aspectos como a naturalização das violências sofridas, detectada nas entrevistas.

— [Os resultados da pesquisa] são achados exploratórios sobre o grupo entrevistado. A pesquisa, nesse sentido, procura contribuir para uma compreensão mais precisa de aspectos relevantes de suas vivências, como nesse caso, a recorrência e naturalização das violências sofridas — diz Regehr.

Naturalização das agressões

Para o psicólogo, a naturalização das agressões no cotidiano fica clara quando muitas das situações enfrentadas diariamente por essas mulheres sequer são identificadas prontamente como violência. Apenas 4% das entrevistadas afirmaram, inicialmente, ter sofrido violência de gênero. Depois, quando questionadas situações específicas, 56% delas afirmaram ter passado por algumas delas no último ano.

 

Foi o medo de passar por situações como essas que fez a escritora Rafaela Miranda, de 37 anos, parar de frequentar certos espaços públicos, como banheiros coletivos.

— Eu não frequento de forma alguma. Prefiro ficar me segurando, porque sei que se eu entrar num banheiro público as pessoas vão começar a olhar de forma diferente, já que não tenho “passabilidade” — diz Rafaela, usando o termo que se refere ao reconhecimento social das mulheres trans como mulheres.

A violência de gênero, no caso de Rafaela, também se mostra no tratamento por pronomes masculinos, mesmo com todos os documentos retificados e a identificação como mulher trans.

De acordo com a antropóloga Beatriz Accioly, essas exclusões, pela frequência com que acontecem, podem acabar sendo naturalizadas e fazer com que mulheres trans entendam que determinados espaços não são feitos para elas.

— Quando uma mulher é hostilizada na rua, mal atendida em um serviço público ou tem sua identidade constantemente questionada, ela recebe a mensagem de que aquele espaço não foi feito para ela. Esses episódios produzem medo, restringem a circulação e afetam o acesso a direitos — explicou ao DataSenado Beatriz, que é gerente de políticas públicas pelo Fim da Violência Contra Mulheres no Instituto Natura, parceiro no Mapa Nacional da Violência de Gênero.

Mesmo nos serviços públicos, as mulheres trans relatam episódios de mau atendimento e transfobia. É o caso de uma das mulheres entrevistadas pela pesquisa, moradora do Distrito Federal, que relatou dificuldade ao procurar serviços de saúde: “Só por eu falar meu nome de mulher, né? Ele falava meu nome de homem, e eu pedindo pra falar meu nome de mulher, e não queriam me atender como mulher.”

Tornar essas experiências visíveis, explica Vitória Régia da Silva, diretora executiva da organização Gênero e Número — também parceira do Senado no mapa —, é um passo fundamental para ampliar a produção de evidências, fortalecer políticas de proteção e garantir que mulheres trans e travestis sejam incluídas no debate público sobre enfrentamento à violência de gênero.

Violência Doméstica

Das entrevistadas, 47% disseram já ter sofrido violência doméstica. Para 70% das vítimas, a violência afetou o convívio com outras pessoas e para 55%, a rotina diária. A vida profissional (45%) e os estudos (35%) também são prejudicados pela violência, que é, na maior parte das vezes, psicológica.

 

Mercado de trabalho

No mercado de trabalho, a exclusão das mulheres trans e travestis também fica clara. Apesar de ser qualificada, Rafaela tem dificuldade de conseguir emprego e relata que o comportamento dos recrutadores muitas vezes muda quando ela se identifica como uma mulher trans.

— Mandei um currículo para uma empresa. A pessoa começou conversar comigo pelo WhatsApp, me tratou bem, elogiou meu currículo. No final da entrevista, eu sempre aviso que sou transexual, para não ter o constrangimento de chegar no dia da entrevista presencial e ficarem me tratando diferente, né? Assim que eu falei que era transexual, a empresa simplesmente parou de me responder — lamenta.

A dificuldade relatada por Rafaela aparece nos resultados da pesquisa, com 26% das entrevistadas tendo declarado que não conseguem se sustentar. “Tenho três formações, chego pra fazer entrevista vejo no olhar do entrevistador que não vai me chamar”, disse uma das mulheres entrevistadas, do Paraná.

— Então o que está em avaliação não é a competência, não é a formação, não é o quanto a pessoa estudou, é ela ser trans. São pessoas capacitadas em alguma profissão, mas que não conseguem emprego, ou só conseguem com renda muito baixa — disse Rolf ao comentar o resultado da pesquisa.

Das mulheres ouvidas no levantamento, 51% se declararam ocupadas e 42% estão fora da força de trabalho. Outras 7% estão desocupadas. Em relação à renda, 56% das mulheres ganham menos que dois salários mínimos, 19% ganham entre dois e seis salários mínimos e 14%, acima de seis. Outras 12% não quiseram ou souberam informar.

Copeira do Senado há dois anos, Scarlety Pereira só teve a primeira carteira de trabalho assinada aos 30 anos. Para ela, é preciso dar oportunidades para que as mulheres trans possam deixar o rótulo de que nasceram para servir, inclusive na prostituição.

— O Senado me deu oportunidade de estudar. Hoje eu faço jornalismo e secretariado. Graças a Deus, esse trabalho me deu a oportunidade de aprender e de poder me colocar em um lugar melhor na sociedade — comemora.

Mapa Nacional

O recorte sobre mulheres trans e travestis estará disponível, a partir de quinta-feira (25), na página “Pesquisa Nacional” do Mapa Nacional da Violência de Gênero, uma parceria entre o Senado, o Instituto Natura e a Gênero e Número, que reuniram seus projetos em uma plataforma pública e interativa com dados sobre a violência de gênero no Brasil.

Criado em 2016 pelo Senado, o Observatório da Mulher contra a Violência reúne, analisa e divulga dados sobre a violência de gênero no Brasil. Em parceria com o Instituto DataSenado, produz e integra informações para subsidiar políticas públicas e alimentar o intercâmbio entre as principais instituições envolvidas no enfrentamento à violência contra mulheres.

Fonte: Agência Senado

Humberto Costa entrega retroescavadeira em Nazaré da Mata e garante apoio em São Lourenço da Mata

O senador Humberto Costa (PT) entregou, nesta segunda-feira (22), mais uma retroescavadeira ao município de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A entrega contou com a presença da prefeita Aninha da Ferbom e de vereadores do município, e marca a segunda máquina adquirida com emendas do parlamentar em um intervalo de apenas dois meses.

O município também recebeu um ônibus de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), conquistado por indicação de Humberto Costa junto ao governo federal, ampliando o acesso da população a serviços de saúde especializados em outras regiões do estado.

Ainda na cidade, Humberto visitou o recém reformado Mercado Municipal, e se comprometeu com a população a levar novos investimentos ao espaço público.

“Nazaré da Mata merece investimento de verdade, e é isso que estamos fazendo. Cada máquina entregue representa estradas mais transitáveis, obras que saem do papel e qualidade de vida para o povo desta cidade. Vamos continuar trabalhando para que Pernambuco receba o que lhe é de direito”, afirmou o senador.

Humberto conquista apoio na RMR
Mais cedo, Humberto Costa esteve reunido com o prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca, que declarou apoio à reeleição do parlamentar ao Senado Federal, ao lado de 13 vereadores do município. O encontro reforça a articulação política de Humberto na Região Metropolitana do Recife e amplia a base de aliados para 2026.

“O apoio do prefeito Vinícius Labanca e dos parlamentares de São Lourenço nos alegra e nos dá mais confiança para seguir em frente. A gente vai seguir juntos, porque Pernambuco precisa de pessoas comprometidas com o que realmente importa: a vida das pessoas”, disse Humberto Costa.

Véspera de São João na Mata Sul e no Recife
Nesta terça-feira (23), véspera de São João, Humberto inicia a agenda em Ribeirão, na Mata Sul, onde faz a entrega de um trator. Depois, segue para um encontro com lideranças em Palmares e, em seguida, entrega uma patrol em São Benedito do Sul.

A agenda se encerra no Sítio da Trindade, no Recife, onde Humberto participa da festa de São João da cidade ao lado do time de Lula em Pernambuco.

Jaques Wagner diz que sua relação com Vorcaro é “praticamente zero”

© Lula Marques/ Agência Brasil

Em entrevista exclusiva à BandNews TV, nesta quinta-feira (18), o senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, afirmou que sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro é “praticamente zero” e que nunca recebeu dinheiro do Banco Master. O parlamentar, que é líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, foram alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta quinta.

Jaques Wagner é apontado como beneficiário central de pagamentos, favorecimentos e aquisições patrimoniais vinculados a Augusto Lima e ao Banco Master, por intermédio de familiares e pessoas de confiança. É o caso da compra de um apartamento de R$ 2,4 milhões em Salvador, além de pagamentos e repasses de mais de R$ 5 milhões à BN Financeira, ligada à família do Senador.

Durante a operação de busca e apreensão em endereços ligados a Jaques Wagner, a PF encontrou milhares de dólares e euros em espécie. À BandNews TV, Jaques Wagner disse estar tranquilo quanto à origem do dinheiro apreendido, por se tratar de recursos do Senado para o custeio de diárias em viagens internacionais. Ele afirmou que Augusto Lima intermediaria a compra do apartamento citado na investigação da PF.

“Do ponto de vista do dinheiro, eu estou absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos do Master ou do Augusto Lima. Então, eu estou absolutamente à vontade. Sobre o apartamento, na verdade, é um apartamento que está em construção, aqui no Horto. Eu tinha interesse de dar um apartamento ou de ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar, depois eu vou recomprar’, porque o apartamento está em construção, não está pronto, e eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar e pagar o apartamento, ou ela financiar”, explicou o senador.

Candidatura mantida

Apesar de ser alvo da nova fase da operação da PF, que mira um esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional, Jaques Wagner afirmou que sua candidatura ao Senado está mantida:

“Olha, primeiro, em relação à minha candidatura, está absolutamente mantida. Eu estou muito seguro de tudo o que eu fiz, estou muito seguro da minha vida pessoal. Eu não tenho CNPJ, eu só tenho CPF, não tenho empresa, não tenho nada. Eu tenho um apartamento, que é o apartamento em que eu moro, e o meu sítio lá em Andaraí. Esse é o meu patrimônio. Você deve se lembrar que, em 2018, quando eu também fui candidato ao Senado, teve uma busca e apreensão na minha casa por conta da Fonte Nova, em 18 de fevereiro. Desta vez, foi em junho.”

Jaques Wagner declarou ainda que recebeu um telefonema do presidente Lula “para prestar solidariedade”, mas que a mudança na liderança do governo no Senado não foi tratada na conversa.

PF investiga atuação no Senado

Os agentes da Polícia Federal também apuram a atuação de Jaques Wagner no Senado em temas de interesse do Banco Master. Por exemplo, crédito consignado; aumento do limite de cobertura do FGC, o Fundo Garantidor de Créditos; além da fiscalização e do controle da operação de aquisição do Banco Master pelo BRB.

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que determinou ainda a suspensão de passaportes e a proibição de contato entre os investigados.

Segundo a PF, a relação entre Jaques Wagner e Augusto Lima seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança. Há registros de mensagens, áudios, chamadas de voz, além de encontros presenciais, viagens em jatinhos particulares e interações familiares.

Em nota, os advogados de Augusto Lima disseram que a operação da Polícia Federal era desnecessária e que o empresário sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.

*Com colaboração de Renato Ribeiro


Fonte: Agencia Brasil