Mercado do Produtor de Juazeiro divulga cotação desta quarta-feira

O Mercado do Produtor de Juazeiro divulgou a cotação dos produtos comercializados no entreposto nesta quarta-feira (19). Os valores apresentados são obtidos através de pesquisa diária no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira (das 2h às 22h) e aos sábados (das 2h às 17h) e aos domingos à partir das 21h.

O consumidor que for ao Ceasa ao longo do dia pode encontrar Abóbora Comum por R$ 1,20 o Kg; Batata-Doce por R$ 55,00 o saco com 28kg; Feijão Verde por R$ 5,00 o litro; Tomate 1ª por R$ 75,00 a caixa com 26kg; Acerola por R$ 35,00 a caixa com 20kg; Banana Pacovan 1ª por R$ 26,00 o Cento e Goiaba por R$ 65,00 a caixa com 20kg. A cotação completa segue em anexo.

Cesta básica custa cerca 40% de um salário mínimo segundo pesquisa da Facape

A Faculdade de Petrolina-Facape, fechou a pesquisa do custo da cesta básica comparando os preços do mês abril de 2021 com o de março do mesmo ano. Neste boletim os resultados mostram que o custo da cesta básica instituída foi de R$420,73 em Juazeiro e de R$ 446,78 em Petrolina/PE.

Sobre o comportamento em relação a março o custo na cidade pernambucana é maior com 3,81% em relação a cidade vizinha com 3,42%.

O colegiado de economia da Facape que coordena a pesquisa, observou que nos últimos 8 meses do ano, os alimentos acumularam alta de 15,58% em Juazeiro/BA e 23,25% em Petrolina/PE.

“Nas duas cidades praticamente todos os itens que compõe o custo da cesta básica tem valores acumulados com destaque para carne, arroz, farinha, banana, óleo de soja, feijão, leite e açúcar”, explica o coordenador da pesquisa, professor doutor João Ricardo Lima.

A pesquisa destaca que os produtos com maiores aumentos foram tomate, carne, óleo de soja e café. “No caso do tomate, o mês de abril iniciou com uma menor oferta devido às condições climáticas mais amenas que atrasou a maturação e o fim da safra de verão. No final do mês, com as vendas travadas e a redução do poder de compra da população, os preços começaram a ceder”, conclui João Ricardo.

Considerando a inflação das duas cidades agregadas, o índice no período foi de 3,62%.Assim um trabalhador do Vale do São Francisco que recebe salário mínimo de R$1.100,gastou 39,4% da renda com a compra de produtos da cesta básica. Isso significa que após a compra resta apenas R$666,24 para gastar com demais despesas como moradia, transporte, vestuário, saúde, higiene e serviços pessoais.

Assessoria de Comunicação da Facape

Exportação de frutas cresce 14% em dólares e presidente da Abrafrutas acredita que setor vai bater US$ 1 bilhão em 2021

O primeiro trimestre encerrou de forma positiva para o setor da fruticultura no Brasil. Até março, a exportação de frutas cresceu 14% em dólares, o que representou o aumento de 7% no volume de mercadoria com relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

De acordo com o presidente da Associação, Guilherme Coelho, uva e maçã apresentaram maior percentual de crescimento no período, 105% e 89% respectivamente. “Os números são animadores. Se as exportações continuarem nesse ritmo, conseguiremos, pela primeira vez, alcançar a meta de US$ 1 bilhão em frutas exportadas até o fim do ano”, comemora o presidente.

No ano passado, o setor também colheu bons resultados. No comparativo com 2019, a fruticultura teve alta de 6% no volume de frutas exportadas e de 3% em dólares, mesmo com o cenário desfavorável devido à crise sanitária e econômica causada pela pandemia da covid-19.

Guilherme Coelho reafirma a importância do segmento econômico que, apesar de não ter o mesmo faturamento na balança comercial que, por exemplo, a soja e o algodão, é um dos setores que mais gera emprego e renda no país. “São mais de 2,5 milhões de hectares de frutas no Brasil, que geram cerca de 5 milhões de empregos. É uma atividade econômica com potencial e, por isto, a Abrafrutas luta pela abertura de mercado para que a fruticultura tenha condições de continuar crescendo”, conclui.

Foto/Texto: Andréa Meireles

Assessora de Imprensa de Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas

Bradesco informa que pretende encerrar 400 agências neste ano de 2021

O Bradesco projeta encerrar o ano com uma redução de até 400 agências em comparação com 2020, afirmou o presidente da instituição, Octavio de Lazari, nesta quarta-feira (5).

Caso o corte se concretize, o banco terá fechado quase 1.500 agências desde o primeiro trimestre do ano passado, quando a pandemia do coronavírus começou a se intensificar no Brasil.

Segundo o relatório do banco divulgado na véspera, o Bradesco encerrou o primeiro trimestre deste ano com 3.312 agências. O número corresponde a uma redução de 83 pontos físicos em relação ao trimestre anterior e uma queda de 1.088 em comparação ao observado nos três primeiros meses do ano passado.

A redução responde tanto por um fechamento quanto pela conversão de agências em unidades de negócios -que normalmente têm custos de 30% a 40% menor.

“Somos um banco de praticamente 80 anos e temos agências de 1.000 ou 2.000 metros quadrados. E diante do cenário [de maior digitalização] os espaços necessários para atender os clientes confortavelmente podem ser bem menores”, afirmou Lazari em teleconferência com jornalistas.

O movimento vem em linha com um plano de reestruturação de despesas do banco iniciado no ano passado, e acompanha o processo de maior digitalização e competitividade do sistema financeiro.

A redução de agências também pode ter influência no quadro de funcionários. O banco encerrou o primeiro trimestre deste ano com 88.687 funcionários -número quase 9% menor do que o registrado em igual período de 2020 e que responde pela demissão de mais de 8,5 mil pessoas.

“Em relação ao time, fizemos o que precisava ser feito. Temos áreas agora que estão contratando muita gente, principalmente em TI [tecnologia da informação] e analytics [área que usa dados e análises para ajudar na tomada de decisão e no relacionamento com o cliente]. Podemos ainda ter alguns ajustes, mas não vemos nenhuma mudança significativa para este ano. O foco é sempre adequar o custo de serviço aos resultados do banco”, disse Lazari.

As despesas operacionais totais do banco ficaram em R$ 11,2 bilhões no primeiro trimestre, uma redução de 4,7% em comparação a igual período de 2020 e de 2,4% em relação aos três meses imediatamente anteriores.

O Bradesco divulgou os resultados do primeiro trimestre na terça-feira (4), depois do fechamento do mercado. O lucro do banco registrou alta de 73,6% na comparação anual, para R$ 6,5 bilhões.

O avanço foi resultado de uma redução nas reservas contra calotes, na melhora da carteira de crédito e inadimplência controlada diante da prorrogação de parcelas e das renegociações feitas pelo banco no ano passado para tentar conter os impactos da crise do coronavírus.

Apesar do resultado positivo, no entanto, o presidente do banco não descarta a possibilidade de um aumento da inadimplência ao longo de 2021.

O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,5% no período, uma redução de 1,2 p.p. (ponto percentual) em relação a igual trimestre de 2020 e um aumento de 0,3 p.p. em comparação aos três meses imediatamente anteriores.

Já os atrasos entre 15 a 90 dias ficaram em 3,2% -uma redução de 1 p.p. em comparação ao primeiro trimestre de 2020 e um aumento de 0,4 p.p. em relação aos três meses anteriores.

“Todos os nossos modelos para calcular perda esperada foram redimensionados e agravados por conta do cenário de pandemia que estamos vivendo, e fizemos as provisões que entendemos necessárias ao longo de 2020 para suportar o momento de maior inadimplência que prevíamos”, afirmou Lazari.

Com novo vencimento das dívidas chegando e uma redução do auxílio emergencial este ano, no entanto, o executivo não descarta novos aumentos de inadimplência.

“Mas entendemos que estamos muito bem provisionados e preparados para a inadimplência que poderá vir. Ela deve crescer um pouco ainda, mas deve voltar aos patamares que observamos em 2019, de cerca de 4,2%, ou até níveis mais baixos a depender da retomada da economia”, disse.

O executivo também falou sobre a nova parceria com o WhatsApp para que seus clientes possam fazer pagamentos por meio do aplicativo de mensagens. Segundo Lazari, apesar de a tendência ser de que o novo modelo morda um pedaço das receitas do banco com tarifas e prestação de serviços, o movimento é positivo.

“Como o WhatsApp é bastante difundido, é natural que haja um volume maior de transações. Mas isso faz parte da concorrência e já estava nos nossos radares. Cabe a nós buscarmos outras fontes de receita para fazer frente a essa redução, e a tendência é que tentemos ganhar escala para substituir naturalmente essa perda de receita”, afirmou Lazari.

Sobre o cenário macroeconômico, Lazari afirmou que toda a retomada econômica depende do plano de vacinação do país.

O Brasil ainda está atrasado na imunização das pessoas em relação a outros países. Sem vacinas suficientes para toda a população, o governo brasileiro iniciou uma operação internacional para tentar acessar excedentes de imunizantes em outros lugares do mundo.

“O ponto central para que o cenário melhore ou piore é a vacinação. Na medida em que a vacinação acontecer e as pessoas estiverem protegidas, as coisas vão começar a voltar ao normal”, disse Lazari.

“Assim, outros pontos importantes também devem vir, como as reformas tributária e administrativa, o Banco Central definindo taxas de juros e outros ingredientes que fazem com que a economia melhore. Os sinais são positivos, mas tudo ainda depende da vacinação.”

Ao final do pregão desta quarta-feira (5) as ações do Bradesco estavam entre as mais negociadas do Ibovespa, principal índice acionários do país. Os papéis, que conseguiram reverter a queda que registraram no início das negociações, encerraram com alta de 0,17%, a R$ 23,84.

Em relatório, a XP afirmou que o investidor deve ficar de olho na qualidade dos ativos do banco ao longo dos próximos meses, dada a previsão de aumento nos índices de inadimplência.

RAIO-X DO BRADESCO NO 1º TRIMESTRE

Lucro líquido R$ 6,5 bilhões

Carteira de crédito total R$ 705,2 bilhões

Margem financeira R$ 15,6 bilhões

ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) 18,7%

Funcionários 88.687

Agências 3.312

Principais concorrentes

Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander

Petrolina foi a cidade pernambucana que mais gerou empregos em março

O município de Petrolina teve saldo positivo na geração de empregos no mês de março. A cidade abriu 3.348 postos de trabalho nesse período. O saldo positivo de 1.105 empregos foi o melhor entre todos os municípios pernambucanos. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Economia nesta quarta (28).

O maior fator de influência nos resultados de Petrolina foi o agronegócio com 1.550 vagas criadas e saldo positivo de 800. O segmento de serviços ficou em segundo lugar com 232 de saldo e criação de 866 postos de trabalho. “É uma informação muito positiva porque sabemos que o mês de março foi muito duro para a economia de todo o Brasil. Isso demonstra que nossa cidade continua pujante e se superando mesmo em meio a tantos desafios”, destacou o prefeito Miguel Coelho.

A cidade sertaneja teve ainda um desempenho superior ao de Pernambuco, que fechou março no negativo (-2.762 vagas). Em todo o primeiro trimestre, Petrolina está na vice-liderança entre as cidades com melhor saldo de empregabilidade (+2.451 vagas). Já Pernambuco tem saldo de -22 empregos nos três primeiros meses, ficando na antepenúltima posição entre os estados brasileiros. O Ministério da Economia informou também que o Brasil encerrou o primeiro trimestre com 837 mil vagas criadas.

Conta de luz ficará mais cara em Pernambuco a partir desta quinta 29 de abril

Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), anuncia um reajuste de 8,99% na energia no estado a partir desta quinta-feira (29). Aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) na terça-feira (27).

Para consumidores residenciais, que representam 99% dos 3,8 milhões de unidades consumidoras de Pernambuco, o aumento será de 7,46%. Enquanto os clientes de baixa renda atendidos pela companhia sofrerão com o reajuste de 5,94%. A maior revisão tarifária será sofrida pela indústria, 11,89%.

A ANEEL destacou que os custos com aquisição de energia, pagamento de encargos setoriais e transporte de energia estão entre os fatores que mais impactaram no reajuste. A agência ressalta que a revisão tarifária está prevista nos contratos de concessão e tem o objetivo de obter o equilíbrio das tarifas com base na remuneração dos investimentos das empresas voltados para a prestação dos serviços de distribuição e a cobertura de despesas efetivamente reconhecidas pela ANEEL.

A revisão da Celpe foi discutida durante uma consulta pública, realizada entre os dias 10 de fevereiro e 26 de março de 2021. O reajuste tarifário foi aprovado após uma reunião pública realizada nesta terça-feira (27), que também definiu os limites dos indicadores de continuidade de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e de Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC) da distribuidora, para o período de 2022 a 2025.

Os Indicadores Coletivos de Continuidade (DEC e FEC) são apurados pelas distribuidoras e enviados periodicamente para a ANEEL, que realiza a verificação da continuidade do serviço prestado e avalia a continuidade da energia oferecida à população.

Mercado do Produtor de Juazeiro divulga cotação dos produtos desta terça-feira 27 de abril

O Mercado do Produtor de Juazeiro divulgou a cotação dos produtos comercializados no entreposto nesta terça-feira (27). Os valores apresentados são obtidos através de pesquisa diária no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira (das 2h às 22h) e aos sábados (das 2h às 17h) e aos domingos à partir das 21h.

O consumidor que for ao Ceasa ao longo do dia pode encontrar Jerimum por R$ 1,50 o Kg; Pimentão por R$ 15,00 a caixa com 12kg; Repolho por R$ 95,00 o saco com 40kg; Tomate 1ª por R$ 67,50 a caixa com 26kg; Banana Pacovan 1ª por R$ 28,00 o cento e Maçã Nacional por R$ 65,00 a caixa com 18kg.

A cotação completa segue em anexo.

Passagem de ônibus terá reajuste a partir de 3 de maio em Petrolina (PE)

Após anos operando com uma tarifa reduzida, as passagens do transporte público de Petrolina voltarão para o valor praticado em 2018. A alteração foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (20) e segue as obrigações contratuais de revisão tarifária.

O valor atual da passagem (R$ 3,50) vem sendo praticado em Petrolina desde 2019, quando a atual gestão renovou toda a frota de ônibus e numa decisão assertiva também conseguiu reduzir o preço da tarifa, que na época custava R$ 3,70.

Naquele ano, a prefeitura reestruturou todo o sistema de transporte público, substituindo veículos antigos por uma frota zero quilômetro e ônibus equipados com elevadores para cadeirantes, wi-fi, tomadas USB para celular, entre outros componentes que transformaram a imagem do transporte público de uma das cidades mais importantes de Pernambuco. De acordo com a Autarquia Municipal de Mobilidade (Ammpla), a nova tarifa de R$ 3,70 passará a valer a partir do dia 3 de maio.

A queda na pandemia

Após amargar uma queda de quase 50% na quantidade de viagens realizadas por passageiros, o transporte público de Petrolina também sofre o desequilíbrio diante da baixa demanda. Na tentativa de equilibrar essa balança, a gestão municipal chegou a recorrer à concessão – prevista em lei – de um subsídio para evitar reajustes. Contudo, uma decisão judicial suspendeu o auxílio que poderia barrar o aumento das passagens.

A remodelagem do sistema de transporte em Petrolina também contemplou a implantação de um Centro de Controle Operacional (CCO), de onde a Ammpla consegue monitorar todas as 22 linhas da cidade. Segundo balanço da autarquia, desde o início da pandemia, a demanda mensal da concessionária ‘Atlântico Transportes’ caiu de quase 700 mil usuários para pouco mais de 300 mil, ao mês.

Por: Magnólia Costa: assessora de comunicação da Autarquia Municipal de Mobilidade (AMMPLA)

Petrobras aumenta preços do diesel e da gasolina nas refinarias nessa sexta (16)

A Petrobras anunciou na quinta-feira (15) aumentos de R$ 0,10 (3,7%) no preço do diesel e de R$ 0,05 (1,9%) no da gasolina. Os valores serão reajustados a partir de hoje, sexta-feira (16) nas refinarias da estatal, onde o litro do diesel passará a custar R$ 2,76, e o da gasolina, R$ 2,64.

A última mudança nos preços dos combustíveis ocorreu no sábado passado, quando a Petrobras havia anunciado uma redução de R$ 0,08 no preço do diesel e mantido o preço da gasolina em R$ 2,59.

Os reajustes de preços da Petrobras acompanham variações do valor dos combustíveis e do dólar no mercado internacional. Com isso, os aumentos ou reduções de preços ocorrem sem periodicidade definida, o que, segundo a estatal, permite competir de maneira mais eficiente e flexível.

Desde o início do ano, os preços acumulam alta tanto para a gasolina, que encerrou 2020 vendida a R$ 1,84 nas refinarias da Petrobras, quanto para o diesel, que era negociado a cerca de R$ 2 por litro.

A Petrobras afirma que os preços cobrados por suas refinarias têm “influência limitada” sobre o que é cobrado dos consumidores finais desses combustíveis. Isso ocorre porque o valor pago na bomba dos postos é acrescido de impostos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis.

Por: Agência Brasil

Mais de 620 mil micro e pequenas empresas foram abertas em 2020

Dados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que, em 2020, foram abertas 626.883 micro e pequenas empresas em todo o país. Desse total, 535.126 eram microempresas (85%) e 91.757 (15%) eram empresas de pequeno porte.

Os setores onde as microempresas abriram maior número de unidades em 2020 foram serviços combinados de escritório e apoio administrativo (20.398 empresas), comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (16.786) e restaurantes e similares (13.124). Já os setores onde as pequenas empresas abriram mais estabelecimentos foram serviços combinados de escritório e apoio administrativo (3.108), construção de edifícios (2.617) e comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (2.469). De acordo com o Sebrae Nacional, o resultado evidencia a força do empreendedorismo no Brasil.

Com base em dados do governo federal, apurou-se que, no ano passado, o país criou 3,4 milhões de novas empresas, alta de 6% em comparação a 2019, apesar da pandemia de covid-19. Ao final de 2020, o saldo positivo no país foi de 2,3 milhões de empresas abertas, com destaque para microempreendedores individuais (MEI).

De acordo com o Ministério da Economia, o registro de 2,6 milhões de MEI em 2020 representou expansão de 8,4% em relação ao ano anterior, levando essa categoria de empreendedores ao total de 11,2 milhões de negócios ativos no país. O MEI representa hoje 56,7% das empresas em atividade no Brasil e 79,3% das empresas abertas no ano passado.

Importância

Números divulgados pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Rio de Janeiro (Sebrae RJ) confirmam a importância do empreendedorismo para garantir a sobrevivência das empresas e a renda dos micro e pequenos empresários.

Ao mesmo tempo em que a crise provocada pela pandemia de covid-19 causou o fechamento de 90,2 mil pequenos negócios no estado, foram abertos mais de 307,8 mil pequenos negócios, com destaque para o setor de serviços, com quase 160 mil novas empresas.

“Foi um dado que espantou bastante a gente”, comentou, em entrevista à Agência Brasil, o analista do Sebrae RJ, Felipe Antunes. “A pandemia causou impacto em todos os setores. Toda a economia sofreu. No nosso entendimento, porém, as pessoas precisam gerar renda, muitas foram demitidas e procuraram o empreendedorismo, abrindo empresas para ter geração de renda”.

Nesse processo, Antunes ressaltou que o microempreendedor individual (MEI) teve grande destaque. “Oitenta e oito por cento das empresas que abriram foram por meio desse regime do MEI, que oferece facilidade para a pessoa abrir um negócio. Por isso, há um percentual muito alto de MEI entre as empresas abertas”.

Receita

O levantamento do Sebrae Rio, elaborado com base nos dados da Receita Federal, revela que salão de beleza (cabeleireiro, manicure e pedicure) e fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar foram as principais atividades escolhidas pelos microempreendedores individuais. Para o analista, o MEI “foi uma válvula de escape” no cenário trazido pela pandemia. “O empresário, por necessidade, precisou continuar no mercado e viu o empreendedorismo como opção de gerar renda”, acrescentou.

Do total de novas empresas que surgiram no estado do Rio de Janeiro em 2020, o setor de serviços foi responsável pela abertura de 159,9 mil empresas, seguido pelo comércio (72,5 mil), a indústria (52,7 mil), economia criativa (10,5 mil), o turismo (9,9 mil) e a agropecuária (2,1 mil). Por atividade, o desempenho dos pequenos negócios foi liderado por serviço de escritório e apoio administrativo, comércio varejista de roupas, serviço médico-ambulatorial e restaurantes.

Fechamento

Durante o ano de 2020, o setor de serviços foi o que mais fechou empresas no estado do Rio (39,1 mil), seguido pelo comércio (28,8 mil), a indústria (14 mil), economia criativa (4,1 mil), o turismo (3,5 mil) e a agropecuária (470). “O setor de serviços precisa muito da presença de pessoas e a pandemia, ao interromper a circulação, prejudicou muito o setor de serviços, mas o setor de comércio também teve impacto”, comentou Felipe Antunes.

As atividades voltadas para o comércio varejista de roupas e restaurantes foram as que sofreram maior impacto por causa da pandemia. Das microempresas que fecharam, 42% eram do setor de comércio, mostra a pesquisa.

Edição: Graça Adjuto – Agência Brasil