Relator do arcabouço fiscal na Câmara recebe Frente Norte e Nordeste pela Educação 

Integrantes pernambucanos do Sindicato dos Professores do Paulista (SINPROP), que compõem a executiva nacional da Frente Norte e Nordeste pela Educação estiveram nesta terça-feira (01) na reabertura do legislativo federal na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), visitando os líderes partidários.

O relator do arcabouço fiscal na Câmara, Cláudio Cajado (PP-BA), foi uma das lideranças que recebeu o movimento, o deputado tem sido pressionado a manter o parecer positivo, aprovado pelo Senado, que retirou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) do limite de gastos do Governo Federal.

“Hoje, mais uma vez o SINPROP compondo a executiva nacional da Frente Norte e Nordeste pela Educação esteve na reabertura dos trabalhos legislativos da Câmara Federal, onde visitamos todos os líderes partidários, dialogando, argumentando e entregando ofícios, solicitando formalmente a manutenção do texto aprovado no Senado Federal, que foi um texto construído junto com a Frente Norte e Nordeste em articulação com a senadora Professora Dorinha e o senador Omar Azis, que garantiu o FUNDEB fora do arcabouço fiscal, o que é fundamental pois 90% da educação básica é financiada pelo FUNDEB.  Portanto, colocá-lo no arcabouço significa extremo retrocesso e contingenciamento para a educação, e nós não iremos aceitar isso. Na visita aos líderes todos, sem exceção, disseram que concordavam com  o que foi aprovado no Senado Federal”, ressaltou Gilberto Sabino, presidente do  SINPROP e integrante da executiva nacional da Frente Norte e Nordeste pela Educação.

Não é a primeira vez que a equipe do SINPROP tem marcado presença no Distrito Federal. Desde o início da votação do arcabouço fiscal, o sindicato  tem acompanhado de perto todos os desdobramentos envolvendo o FUNDEB. Além disso, vem alertando a população local por meio de campanhas de mobilização e engajamento junto à comunidade escolar, pais, estudantes e demais entidades educacionais.

Mais horas na escola não é educação integral, avaliam especialistas

Rio de Janeiro - Escola municipal Levy Miranda na ilha de Marambaia, baia de Sepetiba, sul do estado (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Na última quinta-feira (3), o município Mata de São João (BA) alcançou a meta de ter todas as matrículas das escolas municipais em tempo integral. O marco foi atingido com a inauguração da Escola Municipal Professora Angelina Rodrigues do Nascimento, na Praia do Forte. Na cidade, localizada na região metropolitana de Salvador, os alunos da educação infantil e do ensino fundamental passam pelo menos sete horas por dia na escola e têm atividades de esporte, cultura e sustentabilidade.

A modalidade tornou-se política pública nacional esta semana com a sanção da Lei 14.640/2023, que institui o Programa Escola em Tempo Integral. O governo federal irá investir R$ 4 bilhões para ampliar em 1 milhão o número de matrículas de tempo integral nas escolas de educação básica em 2023. A meta é alcançar, até 2026, cerca de 3,2 milhões de matrículas.

Mata de São João, segundo o secretário de Educação do município, Alex Carvalho, deverá aderir ao programa federal para qualificar a oferta do ensino em tempo integral. Agora, depois da sanção da lei, os detalhes do programa serão definidos após um ciclo de seminários nas cinco regiões. Os debates começaram também esta semana, em Cuiabá, na quinta e na sexta-feira (4). Os debates são transmitidos pelo YouTube.

Em Mata de São João, desde 2010 o governo local investe em educação em tempo integral. “Essa decisão se baseia nos estudos e pesquisas que foram desenvolvidas pelo município que apontaram a educação integral como uma possibilidade de melhorar a qualidade da aprendizagem dos alunos”, diz o secretário de Educação. Carvalho atribui à modalidade a melhora no desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino. A cidade teve o melhor desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental, do 5º ao 9º ano da região metropolitana, em 2021.

Além das estruturas das próprias escolas, os alunos contam com equipamentos da cidade para o ensino e aprendizagem. “Usamos a praia, o campo, a praça da cidade. Nossa ideia foi transformar Mata de São João em um território educativo. Fazemos trilha com os estudantes, mostramos a natureza, mostramos os projetos que tem na cidade, como o projeto Tamar e o projeto Baleia Jubarte. Apresentamos a história da nossa cidade, a relevância dela para nosso país e nosso estado. Existe esse trabalho onde os alunos aproveitam todos os ambientes possíveis de aprendizado”, diz o secretário.

Referência em tempo integral

Para o Ministério da Educação (MEC), a educação em tempo integral é a ampliação do tempo de permanência nas escolas para um período igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais. A modalidade tem como finalidade a perspectiva do desenvolvimento e formação integral de bebês, crianças e adolescentes a partir de um currículo intencional e integrado, que amplia e articula diferentes experiências educativas, sociais, culturais e esportivas em espaços dentro e fora da escola com a participação da comunidade escolar.

A educação em tempo integral é realidade na Escola de Referência em Ensino Médio Ginásio Pernambucano desde 2004. A escola, que está localizada no Recife, funciona no colégio mais antigo do país, fundado em 1825. Os 692 alunos, todos do ensino médio, têm nove aulas por dia, das 7h30 às 17h. Eles têm três refeições diárias e as atividades são tanto conduzidas pelos professores quanto desenvolvidas pelos próprios estudantes em alguns momentos, para incentivar o protagonismo dos adolescentes.

“A gente percebe a educação integral, e costuma conversar com os estudantes, como algo que não tem a ver com o tempo que fica na escola, mas com a integralidade da formação, a integralidade enquanto formação de sujeitos sociais”, diz o gestor da escola, Oscar Neto. “Ela vai desenvolvendo autonomia, resiliência, proatividade, tomada de iniciativa. Os jovens são mais criativos, mais inventivos, argumentam, participam, refletem criticamente. Começam a construir um arcabouço necessário para o mundo e não só para o mundo do trabalho, mas para outras esferas da vida”, complementa.

Neto explica que uma das atividades é criada pelos próprios jovens, o chamado clube do protagonismo. Trata-se de clubes que funcionam nos intervalos das aulas, onde os alunos desenvolvem atividades como teatro, dança, xadrez, jogos de tabuleiro. “Eles aproveitam esse momento para interagirem, para alicerçar as aprendizagens”, explica.

Para os estudantes

A presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Jade Beatriz, é uma das estudantes que cursaram o tempo integral no ensino médio na Escola Estadual de Educação Profissional Dona Creusa do Carmo Rocha, em Fortaleza. “A experiência que eu tive foi positiva. Eu fiz curso técnico e, no contraturno, tinha oficina de teatro, oficina de dança, de canto e, inclusive, aula de reforço com professores.”

Ela ressalta, no entanto, que, para que funcione, o tempo integral precisa de uma estrutura mínima e também de bolsas para auxiliar os estudantes que permanecerão mais tempo na escola. A Ubes aponta alguns desafios para a implementação escolar, entre eles está o fato de que para implementar o ensino integral, escolas acabam fechando sobretudo o ensino noturno. Isso faz com que estudantes que precisam trabalhar acabem abandonando os estudos.

Para que isso não aconteça, a estudante diz ser necessário um auxílio para que esses alunos possam ter condições de cursar o ensino integral. Além disso, ressalta, é preciso uma melhora na merenda para que os alunos tenham acesso a três refeições que sejam nutritivas, além de melhoria na infraestrutura das escolas, muitas vezes sucateadas.

“Muitos jovens estão subempregados, como entregadores, nos sinais vendendo bala. Para combater isso e também o trabalho infantil, a gente entende que é importante ter bolsa permanência para escolas em tempo integral. Que isso seja feito de forma qualitativa, entendendo que as escolas que vão aderir precisam passar por reestruturação tanto da parte pedagógica quanto da infraestrutura”, diz Beatriz.

Educação integral

A Lei de Diretrizes e Bases (LDB), Lei 9.394/1996, prevê que as escolas tenham uma carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídas em no mínimo 200 dias de efetivo trabalho escolar, o que equivale a quatro horas diárias.

Estender a jornada escolar é uma meta prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014. O PNE estabelece a oferta de “educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos(as) alunos(as) da educação básica”. O Relatório do 4º Ciclo de Monitoramento das Metas do PNE 2022 mostra que o percentual de matrículas em tempo integral na rede pública brasileira caiu de 17,6%, em 2014, para 15,1%, em 2021.

“Quando se fala de escola integral fora do Brasil, isso não faz nem sentido se é só escola, pois a escola já tem uma carga horária de sete horas. Estamos falando em um rearranjo do sistema educacional para estar em linha com o que é visto internacionalmente. A gente espera resultados semelhantes no Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Alunos] e no PIRLS [Estudo Internacional de Progresso em Leitura], mas com uma oferta de educação em tempo inferior”, diz o diretor de Projetos da Fundação Lemann, Lucas Rocha.

O gerente de Políticas Educacionais do Todos pela Educação, Ivan Gontijo, complementa: “Acho que o governo federal acerta em lançar um programa para induzir as matriculas em tempo integral para que os estudantes passem mais tempo na escola, mas o grande desafio é que essas escolas que vão ser transformadas do tempo parcial para o tempo integral sejam escolas que tenham proposta pedagógica diferenciada. Porque só aumentar a carga horaria para ser mais do mesmo não faz muito sentido. Então, acho que esse é o grande desafio para a implementação dessa política. Como garantir que essa escola em tempo integral seja verdadeiramente integral”, diz.

Gontijo ressalta que a escola em tempo integral não pode ser uma escola “em que os alunos, ao invés de passarem quatro horas sentados enfileirados passam sete horas. Não é essa a proposta. É uma proposta em que estudante são colocados no cento do processo de ensino e aprendizagem, têm seu processo de protagonismo juvenil desenvolvido, têm outra relação com o espaço da escola, isso é uma coisa que a gente precisa pensar”.

Desafios

De acordo com a coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, uma das conquistas no novo programa é a priorização de escolas que atendam estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica.

“Uma das preocupações que a gente tem sempre é que educação em tempo integral normalmente tinha ficado, na história, muito dedicada a escolas urbanas, em locais que tem população mais rica, mais branca e não atingia uma população que não só precisa como tem direito a uma educação integral”, diz.

A implementação do tempo integral traz, de acordo com a coordenadora-geral, alguns desafios como a melhoria da infraestrutura das escolas, a definição de um plano de carreira para os docentes, que passarão a trabalhar mais horas por dia em uma mesma escola, e políticas para a permanência dos estudantes.

Com apontado por Jade Beatriz, Andressa Pellanda também defende a necessidade de bolsas para estudantes. “Eu acho que uma das questões primordiais é permanência. A gente sabe que vários estudantes não ficam, saem da escola no tempo parcial porque não têm condições de se manter na escola. E, para o tempo integral mais ainda, o estudo que foi feito agora é que precisava ter um incentivo para essas populações que estão em situação de vulnerabilidade. A gente precisa de política de permanência. Educação integral sem permanência ou não existe ou existe de maneira excludente”.

Segundo a coordenadora-geral, esse programa é um passo, mas ainda é preciso avançar, tanto na lei do PNE, quanto no financiamento, no Sistema Nacional de Educação, “para cada vez mais a educação brasileira parar de falar de educação em tempo integral e falar em educação integral, que é o modelo de direito que a gente defende”.

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Fonte: Agência Brasil

Prazo para comprovação de documentos do Prouni termina dia 3

Brasília - 27/06/2023 - O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferta bolsas de estudo, integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso), em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. As inscrições podem ser feitas pelo celular ou pelo computador. Foto: Juca Varella/Agência Brasil/Agência Brasil

O prazo da segunda chamada para comprovação de documentação dos classificados para o segundo semestre, do Programa Universidade Para Todos (Prouni) 2023 terminará na próxima quinta-feira (3). Nesta etapa, os candidatos às bolsas integrais e parciais de estudo em cursos de graduação, nas instituições privadas de educação superior, devem comprovar as informações fornecidas durante a inscrição.

A entrega da documentação pode ser feita por meio eletrônico no Portal de Acesso Único do Ministério da Educação (MEC), ou na própria instituição de ensino superior. https://acessounico.mec.gov.br/

Os candidatos pré-aprovados devem apresentar a documentação relacionada à formação do ensino médio, à comprovação de deficiência e à comprovação de formação para o magistério da educação básica, conforme cada caso previsto no edital deste ano.

É necessário, também, apresentar documentos que comprovem renda familiar de até 1,5 salário mínimo, atualmente em R$ 1.980 – por pessoa – para quem concorre às bolsas integrais. Para bolsas parciais, a renda mensal a ser comprovada é de até três salários mínimos, por pessoa, atualmente no valor de R$ 3.960.

Exigências

A segunda chamada é uma nova chance para os estudantes classificados de acordo com as opções de curso e instituição e as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) cumprirem as exigências previstas no Prouni.

Os que perderem o prazo perdem o direito à bolsa que será destinada aos candidatos classificados na lista de espera. A divulgação da lista de espera e início dos prazos para esse grupo deverá acontecer no dia 18 de agosto.

Para o segundo semestre de 2023, o MEC disponibilizou 276.566 bolsas, sendo 215.530 integrais e 61.036 parciais, de 50% do valor da mensalidade, para cursos de graduação, ou sequenciais de formação específica.

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Edição: Kleber Sampaio – Agência Brasil

Educação de Petrolina se consolida como melhor de Pernambuco e leva dois prêmios do Idepe

A educação pública de Petrolina foi premiada pelo Governo do Estado como a melhor de Pernambuco. A cidade ficou em primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação (Idepe) 2023, na categoria das grandes cidades. O município sertanejo obteve as notas mais altas tanto nos anos iniciais quanto nos finais. A premiação foi realizada, na última sexta (27), em cerimônia no Recife.

O resultado foi celebrado pelo prefeito Simão Durando. Para o gestor, a premiação dupla é a comprovação do trabalho que a gestão municipal vem realizando na educação. “Esta é mais uma grande conquista para Petrolina. Um resultado de muito trabalho, investimentos e cuidado com o nosso futuro. Gostaria de agradecer e compartilhar essa premiação com cada aluno, com as famílias, professores, cada trabalhador e trabalhadora da educação. Esse prêmio é mais um motivo para toda a população de Petrolina bater no peito e se orgulhar. A melhor educação pública é daqui, de Petrolina”, comemorou o prefeito.

O Idepe é um índice criado pelo Governo do Estado para avaliar o ensino básico nas escolas públicas. O índice possibilita o planejamento de políticas públicas que visam a melhoria da educação. Para o cálculo anual do IDEPE, são considerados o fluxo escolar (taxa de aprovação), com base no Censo Escolar da Educação Básica, e o desempenho dos estudantes na avaliação do SAEPE (Sistema de Avaliação Educacional de Pernambuco), que mede anualmente o grau de domínio dos estudantes nas habilidades e competências consideradas essenciais em cada período de escolaridade avaliado.

A premiação do Idepe é dividida em duas categorias: maior crescimento e melhor desempenho. Petrolina liderou os dois rankings da categoria Desempenho, ou seja, ocupando o topo da lista nos anos iniciais e anos finais. Com esses resultados, as escolas municipais de Petrolina, mais uma vez, aparecem na liderança em comparação ao Recife, Olinda, Caruaru, Jaboatão e demais cidades de grande porte elencadas pela avaliação.

Além de líder no Idepe, a educação pública de Petrolina já é reconhecida por ter a melhor nota no Ideb em Pernambuco. A cidade também ostenta o selo Unicef para políticas públicas para a infância. Hoje, a rede municipal conta com a maior rede pública de creches e é referência em escolas em tempo integral do estado. A estrutura escolar ainda possui um dos maiores percentuais de salas de aula com climatização.

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Foto: Erlan Alexandre

Estudantes do SESI Petrolina vão disputar torneio de robótica no Rio de Janeiro

A equipe NewGen Leaders, com seis alunos do SESI Petrolina e quatro monitores, vai embarcar para o Rio de Janeiro no início de agosto para competir no Festival de Robótica Off Season. Realizado pelo Serviço Social da Indústria (SESI) nacional, o evento ocorre entre os dias 2 e 5 de agosto na Marina da Glória, na capital do Rio de Janeiro. O torneio vai reunir 90 equipes, com 6 a 12 integrantes cada, de 24 estados brasileiros. Os estudantes de Petrolina, do Novo Ensino Médio, vão competir na modalidade FIRST Tech Challenge (FTC) e outras duas equipes pernambucanas disputam nas modalidades F1 in Schools e FIRST Robotics Competition (FRC) – esta última, formada por alunos SESI/SENAI. As categorias envolvem desde réplicas de carros de Fórmula 1 ao desenvolvimento de robôs que chegam a 2m de altura e 56kg.

Na categoria FTC, a equipe NewGen Leaders do SESI Petrolina terá que construir e programar robôs de médio porte, de até 19kg, a partir de um kit de peças reutilizáveis para que eles cumpram atividades, como carregar discos e blocos, em uma arena. Bastante confiante no desempenho dos alunos, a professora e técnica, Neilsa da Silva, lembrou a conquista, em março de 2023, do 1º lugar na etapa nacional do Torneio SESI de Robótica, na modalidade Design Award – Prêmio de Design 2023. “Agora, vamos disputar mais esta etapa e tentar trazer mais conquistas para a nossa região”, ressaltou.

Não são só a velocidade do carro na pista ou o desempenho dos robôs na arena que contam. Os estudantes também são avaliados pelos diversos recursos que utilizam para projetar, modelar, construir e programar os robôs e as miniaturas de carros da Fórmula 1; além de projetos sociais com a comunidade e do plano de marketing e da gestão financeira das equipes.

Para a diretora da Educação do SESI-PE, Mirella Barreto, participar de eventos como esse pode abrir portas para oportunidades educacionais e profissionais futuras, além de estimular habilidades nos jovens, como resiliência e o pensamento crítico. “A Robótica tem o poder de alavancar o protagonismo do estudante e de impulsionar conhecimentos em várias matérias e situações do cotidiano deles”, avalia.

Entenda como funcionam as outras duas modalidades:

F1 in Schools – Para esta modalidade, os estudantes da equipe GRT, do SESI Goiana, modelam e constroem um carro em miniatura de Fórmula 1, que corre em uma pista reta de 20 metros impulsionado por um cilindro de CO2.

FRC – Já o time North Lions, do SESI Ibura, no Recife, precisa construir e programar robôs de porte industrial, que chegam a 56kg e 2 metros de altura, para realizarem tarefas em uma arena.

Publicado decreto que revoga Programa de Escolas Cívico-Militares

Macapá - Escola Cívico Militar - Alunos da escola Estadual Professor Antônio Ferreira Lima Neto. Foto: Escola Lima Neto/Facebook

O governo publicou na edição desta sexta-feira (21) do Diário Oficial da União o decreto que revoga o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares.

O texto prevê que o plano de transição para encerramento das atividades será estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) no prazo de 30 dias. O planejamento será discutido com estados e municípios.

Na semana passada, o ministério enviou um ofício aos secretários de Educação informando que o programa iria acabar, mas que haveria uma transição cuidadosa das atividades para não comprometer o cotidiano das escolas.

O Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares era a principal bandeira do governo de Jair Bolsonaro para a educação. Executado em parceria entre o MEC e o Ministério da Defesa, por meio dele, militares atuam na gestão escolar e na educacional.

O programa tinha a participação de militares da reserva das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares.

Agora, com o encerramento, cada sistema de ensino deverá definir estratégias específicas para reintegrar as unidades educacionais às redes regulares.

Segundo o Ministério da Educação, 216 escolas aderiram ao modelo nas cinco regiões do país.

Presidente da Animes Antônio Habib se reúne com deputada da Comissão de Educação da Câmara, Lídice da Mata

Nesta quinta-feira (20), o Presidente da Associação Nacional das Instituições Municipais de Ensino Superior (ANIMES), Antônio Habib, se reuniu em Salvador com a Deputada Federal Lídice da Mata(PSB/BA).

Em pauta, a inclusão das instituições municipais de ensino superior nas políticas públicas federais.

A deputa federal Lídice da Mata é membro da Comissão Permanente de Educação da Câmara dos Deputados e foi reconduzida à bancada baiana.

“Eu expliquei a deputada da relevância das instituições municipais de ensino superior para a formação profissional de brasileiros e brasileiras nas regiões onde estão as 65 instituições. Nós precisamos de políticas públicas que contemplem nossas universidades que são importantes para o desenvolvimento do país,” destacou o presidente da Animes, Antonio Habib.

A deputada Lídice se comprometeu em levar na próxima semana a pauta da Animes ao Ministério da Educação, numa audiência com a Secretaria de Educação do Ensino Superior.
“Eu pretendo provocar uma audiência pública na Comissão de Educação da Câmara para debatermos a condição das instituições municipais de ensino superior. Vamos encaminhar os processos para aproximar a discussão com essas universidades,” declarou Lídice.

“Nós estamos buscando também um espaço no grupo de trabalho de formação de professores da Comissão de Educação da Câmara, considerando que nossas instituições são formadoras de professores. A deputada Lídice pode mediar a nossa inserção nesse GT, ” finalizou Habib.

Instituições Municipais de Ensino Superior

Em todo o país, as instituições municipais de ensino superior dispõe de 200 mil vagas em universidades em quatro regiões brasileiras.

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Assessoria de Comunicação da Animes/PE

Estudante beneficiada pelo Aprova Juazeiro, garante vaga em curso de medicina da Univasf

O ‘Aprova Juazeiro’, programa da Prefeitura Municipal, desenvolvido através da Secretaria de Educação e Juventude (Seduc), que possibilita o acesso de estudantes da rede pública de ensino a bolsas integrais em cursos pré-vestibulares, vem realizando os sonhos de muitos jovens. Entre eles está Sara Letícia da Silva, aprovada no curso de medicina da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), o mais concorrido da região.

Aluna do programa em 2021, Sara, de apenas 20 anos, já havia sido aprovada no curso de psicologia da Univasf, mas decidiu se inscrever novamente no ‘Aprova Juazeiro’ e buscar o seu grande sonho, a medicina. “Eu agradeço muito a Deus por ter me apresentado o ‘Aprova Juazeiro’, à prefeita Suzana Ramos e a toda a equipe do programa que me apoiou, até mesmo na minha decisão de conciliar o curso de psicologia e o pré-vestibular. Foi bem difícil, tinha que adequar o meu tempo de estudo da graduação ao tempo de estudo para passar em medicina, mas deu certo”, disse a estudante.

A prefeita Suzana Ramos ressaltou o orgulho que sente do programa e de estudantes como Sara, que conseguem alinhar o seu esforço pessoal à oportunidade como o ‘Aprova Juazeiro’. “Sara me fez ganhar o dia. Eu costumo dizer que querer é poder e essa menina tão jovem é um exemplo para outros estudantes. Não basta só ter o curso pré-vestibular, a pessoa precisa se esforçar e estudar. E é isso que eu quero para ver muitos alunos aprovados em vários cursos e universidades da nossa região”, destacou a prefeita.

Servidora pública, a mãe de Sara, Telma Lúcia e Silva, não escondeu o orgulho que sente da sua filha e sua gratidão à prefeita Suzana Ramos. “Eu estou muito feliz com a aprovação da minha filha em medicina e muito grata à prefeita, porque ela não só ampliou o número de vagas do ‘Aprova Juazeiro’, mas aumentou também os benefícios para os estudantes, que hoje têm mais acesso aos simulados e aos materiais de estudo”, frisou Telma. 

Aprova Juazeiro

A iniciativa visa possibilitar o acesso de estudantes da rede pública de Juazeiro a bolsas de estudo integrais em cursos pré-vestibulares, a fim de viabilizar o ingresso em universidades. O programa também oferta o material didático, fardamento e a realização de simulados gratuitamente aos beneficiados.

Em 2022, houve uma ampliação do número de bolsas oferecidas, que passou de 120 para 200, em relação ao ano anterior. E de 2020 a 2022, mais de 200 estudantes ingressaram na universidade com o apoio do ‘Aprova Juazeiro’.

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Texto: Eneida Trindade – Ascom/Seduc/PMJ

Fotos: Marcel Cordeiro

ASSIESPE integrará a programação do 6º Congresso Pernambucano de Municípios da AMUPE, a convite da presidente Márcia Conrado

Com o objetivo de somar esforços para fortalecer o ensino superior municipal no Estado de Pernambuco, a ASSIESPE e a AMUPE realizaram reunião remota na última quinta-feira (13/07), com a presença de prefeitos e representantes das autarquias educacionais.

A reunião foi solicitada pela presidente da ASSIESPE, Profa. Ana Gleide Leal, à presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), Márcia Conrado. Na pauta, o PROUPE e o fortalecimento das IMES. “Pernambuco é o único Estado do Nordeste que tem autarquias municipais e que, ao longo dos últimos 50 anos, essas Autarquias foram as grandes responsáveis pela interiorização do acesso ao ensino superior. Nas nossas IES, temos, na maioria, um perfil de alunos egressos do ensino médio das escolas públicas do Estado, fato que já justifica a reconstrução da parceria com o governo. Quando comparadas às demais IES municipais espalhadas pelo Brasil, enfrentamos os maiores desafios em relação às políticas de acesso e de permanência dos estudantes no ensino superior”, destacou Ana Gleide.

Márcia Conrado, que também é prefeita de Serra Talhada, município onde está sediada a Autarquia Educacional de Serra Talhada (AESET), reconhece a importância que é ter uma autarquia no seu município e que sabe dos diversos desafios enfrentados pelos gestores municipais na manutenção das suas autarquias de ensino.

Na ocasião, Márcia convidou a Presidente da ASSIESPE para fazer parte da programação da AMUPE, com apresentação das ações, das conquistas alcançadas e das perspectivas de inovações por meio das suas faculdades. Além da presidente da ASSIESPE, todos os presidentes da autarquias participarão do 6º Congresso Pernambucano de Municípios da AMUPE, no qual autoridades de todas as esferas administrativas e políticos já confirmaram participação.

A participação da presidente Márcia Conrado na reunião remota e o convite feito à ASSIESPE para integrar a programação do congresso, que será realizado entre os dias 28 e 30 de agosto, demonstra o compromisso da entidade Municipalista com a educação e a sua busca por parcerias estratégicas para fortalecer as autarquias.

A AMUPE em breve divulgará mais informações sobre o evento.

MEC divulga resultado da lista de espera do Fies 2023

O Ministério da Educação (MEC) divulgou hoje (18) a lista de espera dos candidatos ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2023. A pasta utiliza a relação para preencher as vagas eventualmente não ocupadas em instituições privadas de ensino superior.

texto do edital que estabeleceu o cronograma e os procedimentos relativos ao processo seletivo, a eventual pré-seleção dos candidatos participantes da lista de espera ocorrerá até o próximo dia 29 de agosto.

Os candidatos cujo nome consta na lista de espera deverão acessar a página do programa no endereço eletrônico, e complementar a inscrição para contratar o financiamento, no período de 3 (três) dias úteis, contados do dia subsequente ao da pré-seleção. Para isso, é preciso acessar a página do Fies Seleção, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, por meio da qual os candidatos também deverão acompanhar o resultado do processo.

A inclusão do nome do candidato na lista de espera assegura apenas a expectativa dele ser pré-selecionado às vagas para as quais se inscreveu neste processo seletivo, estando a pré-seleção condicionada à disponibilidade de vaga no grupo de preferência e nos cursos de opção, bem como a observância das demais regras do programa.

Criado em 2001, por meio de lei específica, o Fies concede financiamento a estudantes de cursos de graduação, em instituições de educação superior privadas participantes do programa e que tenham obtido avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Para participar do programa, o candidato deve ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtido notas médias igual ou superior a 450 pontos e não ter zerado a redação. A escala de financiamento varia conforme a renda familiar do candidato.

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Edição: Denise Griesinger – Agência Brasil