Lula indica Messias para vaga de Barroso no STF

FOTO: José Cruz/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta quinta-feira (20) o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto.Ele foi indicado para a cadeira do ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada da Corte e deixou o tribunal no mês passado. Messias tem 45 anos e poderá ficar no Supremo pelos próximos 30 anos, quando completará 75 anos, idade para aposentadoria compulsória.

Para tomar posse, Messias precisa passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ter o nome aprovado em votação no colegiado e no plenário da Casa.  A data da sabatina ainda será definida.

Jorge Messias está no comando da AGU desde 1° de janeiro de 2023, início do terceiro mandato de Lula.

Nascido no Recife, o futuro ministro é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007.  Ele é formado em direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e possui os títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB).

Durante o governo da presidenta Dilma Rousseff, Messias foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República. O setor é responsável pelo assessoramento direto do presidente.

Justiça determina que prefeitura do Recife assuma administração do Túnel da Abolição

Por ordem judicial, o Túnel da Abolição, importante equipamento de mobilidade urbana da capital, voltará a ser administrado pela Prefeitura do Recife, conforme solicitado pelo Governo do Estado em ação movida em setembro. Na liminar, proferida em 18 de novembro de 2025, a juíza da 8ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Orleide Rosélia Nascimento Silva, estabelece prazo de 15 dias para o cumprimento da decisão, sob pena de multa diária no valor de R$ 5.000,00.

A determinação judicial se estende à obra de alargamento do Pontilhão do Canal do Prado. Dessa forma, a Prefeitura do Recife deve assumir não apenas a gestão do espaço público, como também as obras complementares previstas para o equipamento.

Com 287 metros, o Túnel da Abolição foi construído no escopo das obras de mobilidade urbana previstas para a Copa de 2014, passando a ser administrado no ano seguinte pela Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb).

No entanto, as obras executadas à época foram incompletas, o que culminou num novo contrato de  intervenção do governo do Estado em 2022, que estava paralisado  no início da atual gestão.

Em janeiro de 2023, ao retomar obras que estavam paralisadas, o Governo Estadual fez ajustes nos contratos do Túnel da Abolição, finalizando os trabalhos em fevereiro de 2025. Desde então, tentou administrativamente devolvê-lo à Prefeitura do Recife, a quem cabe a operação dos equipamentos urbanos. No entanto, no âmbito administrativo, a Prefeitura não assumiu a gestão do equipamento.

Assim, em 11 de setembro deste ano, o governo do Estado, por meio de justificativa elaborada pela  Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), entrou com ação na Justiça, com pedido de liminar, para que a prefeitura reassumisse a administração do espaço público.

Na liminar, a Justiça de Pernambuco determina que “o MUNICÍPIO DO RECIFE e a AUTARQUIA DE LIMPEZA URBANA DO RECIFE – EMLURB, no prazo de 15 (quinze) dias, recebam formalmente as obras de Alargamento do Pontilhão do Canal do Prado e do Túnel da Abolição e das Praças sobre o túnel assumindo sua administração, conservação e manutenção, sob pena de multa diária no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), limitada a R$ 100.000,00 (cem mil reais)”.

CRONOLOGIA

Desde a inauguração, o túnel apresentou problemas frequentes de interdição por alagamentos, mesmo em dias sem chuva. Inúmeras matérias da imprensa apontam os transtornos causados à população.

Especialistas do CREA-PE ouvidos apontaram que a construção do túnel foi feita em uma área de lençol freático elevado, sendo um fator que contribui para as infiltrações e para a redução da vida útil da estrutura.

Além disso, diversos registros já apontavam a falta de manutenção, com acúmulo de lixo e a falta de limpeza adequada das galerias como fatores que agravavam os problemas de drenagem. Essas constantes interdições transformaram –  aos olhos da população –  o que deveria ser uma solução de mobilidade em um ponto crônico de congestionamento.

Em 2023, ao assumir o Governo do Estado, a atual gestão se deparou com o contrato nº 024/2022, que previa a execução de serviços remanescentes do Túnel da Abolição. O escopo incluía a urbanização da Praça Conselheiro João Alfredo e da praça sobre o Túnel da Abolição, além da implantação da iluminação dessas áreas, do próprio túnel e da adequação elétrica do sistema de drenagem e do elevador que dá acesso ao ponto de ônibus projetado para funcionar dentro do túnel. Esse contrato foi validado pela Emlurb — órgão da Prefeitura do Recife responsável pela administração de equipamentos urbanos — que se comprometeu a assumir a operação do equipamento após a conclusão dos serviços.

Com investimento inicial de R$ 1,7 milhão, a obra se encontrava praticamente parada. Entre os problemas identificados estavam divergências entre os projetos executivos aprovados e as dimensões da área de implantação das praças, além de pendências com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sem que houvesse tratativas para solucionar essas questões.

O quadro era de necessidade de desembaraços técnicos e negociações com outros órgãos, para que a obra pudesse avançar. Tudo isso exigiu aditivos e reajustes que encareceram os  serviços, aumentando o custo para mais de R$ 2,2 milhões. Em respeito ao orçamento público, o trabalho da atual administração deu resultados. A execução saltou de apenas 4,56% do início de 2023 para a finalização completa das intervenções em fevereiro de 2025.

STJ adia prazo para regulamentação do plantio de cannabis medicinal

Por unanimidade, a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou mais uma vez, até 31 de março do ano que vem, o prazo para que a União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentem a importação de sementes e o plantio de cannabis para fins medicinais e científicos no país.

Os ministros atenderam a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que no último dia do prazo mais recente, em 30 de setembro, pediu ao STJ um novo adiamento. O prazo original previa que a regulamentação deveria ter sido concluída em junho.

A União e a Anvisa alegaram ser necessário mais tempo, pois o trabalho envolve uma equipe multidisciplinar e interministerial ampla, com fases de validação para que se possa concluir a redação de uma minuta de portaria que regulamente a importação de sementes, o cultivo, a industrialização e a comercialização de cannabis com baixo teor de THC.

“São muitas as questões – profundas e tecnicamente relevantes – a serem ainda enfrentadas e superadas, para que a proposta de regulamentação seja efetiva e abrangente das atividades necessárias à garantia da segurança à saúde”, escreveu a AGU no pedido.

A relatora do caso, ministra Regina Helena Costa, reconheceu que se trata de um processo “estrutural”, que por isso demanda maior flexibilidade em sua condução. Ela também reconheceu não haver má-fé do governo ou da Anvisa, que demonstraram boa-vontade em fazer avançar a questão.

“Diversamente, a articulação de representantes das entidades para, de forma diligente e coordenada, reconhecer a inviabilidade da entrega das fases finais do planejamento até a data limite então fixada, propondo, ato contínuo, um calendário sob sua ótica exequível, denota a intenção de preservar a sinalização positiva até agora praticada de, efetivamente, atender à ordem judicial, não obstante as dificuldades envolvidas”, escreveu a ministra.

Ela foi seguida por todos os demais ministros da Primeira Seção, que julga um Incidente de Assunção de Competência (IAC), tipo de processo cujo resultado vincula as demais instâncias da Justiça, que devem necessariamente seguir o entendimento do STJ.

Entenda
Em novembro de 2024, o STJ decidiu que a Lei das Drogas não alcança as espécies de cannabis com concentrações muito baixas de tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da planta que causa efeitos entorpecentes.

Com isso, os ministros deram autorização a uma empresa que recorreu ao STJ para conseguir importar sementes de cannabis com baixo teor de THC e alto teor de canabidiol, composto que não possui efeitos entorpecentes, mas traz benefícios medicinais cada vez mais comprovados pela ciência.

Entre os usos comprovadamente eficazes, por exemplo, está o tratamento de pessoas portadoras de doenças que causam crises de convulsão e espasmos musculares, como epilepsia e esclerose múltipla.

Para que a decisão possa ser cumprida, contudo, o STJ determinou a regulamentação da importação de sementes, do cultivo e da industrialização e comercialização de espécies de cannabis com baixa concentração de THC (menos de 0,3%).

A medida abre caminho para a produção, no Brasil, de produtos industriais com base em outros compostos da cannabis, como o CBD, e também nas fibras do cânhamo industrial, que possui aplicação em diversas indústrias, incluindo a têxtil.

STF rejeita recurso e mantém condenação de Bolsonaro na trama golpista

fOTO: Valter Campanato/Agência Brasil

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou os recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro, e de outros seis réus na trama golpista. Com isso, fica mantida a condenação do ex-presidente e dos demais integrantes do núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado.Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Por quatro votos a zero, os ministros negaram os recursos, que são os chamados embargos de declaração, na sessão de julgamento virtual encerrada às 23h59 de sexta-feira (14). As defesas tentavam, por exemplo, diminuir as penas e evitar que a execução fosse em regime fechado.

Agora, pelas regras do STF, outros recursos — os chamados embargos infringentes — só seriam aceitos para análise pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, se Bolsonaro tivesse recebido dois votos pela absolvição, o que não ocorreu.

Caso as defesas apresentem esse recurso, Moraes pode considerar que serviria apenas para adiar a publicação do acórdão com o trânsito em julgado da decisão, encerrando o processo e a possibilidade de recorrer.

Após a publicação do acórdão, que não tem data definida, deve ser decretada a prisão dos réus e o local do cumprimento da pena.

Prisão

Atualmente, o ex-presidente está em prisão cautelar em função das investigações do inquérito sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Se a prisão for decretada por Moraes, o ex-presidente iniciará o cumprimento da pena definitiva pela ação penal do golpe no presídio da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial na Polícia Federal.

Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.

Diante do estado de saúde de Bolsonaro, a defesa também poderá solicitar que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar, como ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor.

Condenado pelo Supremo em um dos processos da Operação Lava Jato, Collor foi mandado para um presídio em Maceió, mas ganhou o direito de cumprir a pena em casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por motivos de saúde.

Condenados

Além de Bolsonaro, já tiveram os recursos negados o ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, Walter Braga Netto; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica.

Fonte: Agência Brasil

TST define lista tríplice apenas com mulheres para vaga de ministra

Em votação secreta, Pleno escolheu as desembargadoras Margareth Rodrigues Costa, Maria de Nazaré Medeiros Rocha e Márcia Regina Leal Campos. Lista será submetida ao presidente da República

11/11/2025 – O Pleno do Tribunal Superior do Trabalho escolheu, nesta terça-feira (11), em votação secreta, os nomes que vão compor a lista tríplice para preenchimento de vaga de ministra destinada à magistratura de carreira, decorrente da aposentadoria do ministro Aloysio Corrêa da Veiga.

Os nomes escolhidos foram os das desembargadoras Margareth Rodrigues Costa, do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA), Maria de Nazaré Medeiros Rocha, do TRT da 8ª Região (PA/AP), e Márcia Regina Leal Campos, do TRT da 1ª Região (RJ).

Em outubro, a Presidência do TST recebeu a inscrição de oito desembargadoras e 15 desembargadores de Tribunais Regionais do Trabalho candidatos à vaga. A lista com os três nomes segue para apreciação do presidente da República, a quem caberá a indicação.

A indicada passará por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, e, após a aprovação pela Comissão, o nome será submetido ao plenário do Senado Federal antes da nomeação.

FONTE: SECOM

TSE marca julgamento de recurso que pede cassação do governador do Rio de Janeiro, Claúdio Castro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para 4 de novembro o julgamento de um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) para cassar o mandato do governador do Rio de Janeiro, Claúdio Castro.O processo foi incluído na pauta de julgamentos nesta quarta-feira (29), um dia após a operação policial que resultou na morte pelo menos 119 pessoas.

A procuradoria eleitoral pretende reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio do ano passado, absolveu Castro e outros acusados no processo que trata de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) durante a campanha eleitoral de 2022.

No documento enviado ao TSE, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, afirma que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários sem amparo legal e na descentralização de recursos para entidades desvinculadas da administração pública, além de outras irregularidades.

O caso é relatado no TSE pela ministra Isabel Galotti.

Após o parecer do MPE favorável à cassação, Claudio Castro declarou que estava confiante na Justiça porque o TRE rejeitou a ação por “total inconsistência e falta de provas”.

Ministro Barroso autoriza enfermeiros a auxiliar aborto legal e proíbe punição

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (17) que enfermeiros e técnicos em enfermagem podem auxiliar na realização de abortos que estão previstos em lei, como casos de estupro, risco à saúde da gestante e de fetos anencéfalos.ministro também garantiu que os profissionais não podem ser punidos.

As decisões foram proferidas em duas ações protocoladas por entidades que apontaram precariedade da saúde pública na assistência de mulheres que buscam a realização de aborto legal em hospitais públicos.

Com a decisão, Barroso entendeu que enfermeiros e técnicos em enfermagem podem atuar na interrupção da gestação. Para o ministro, a atuação deve ser compatível com o nível de formação profissional em relação a casos de aborto medicamentoso na fase inicial da gestação.

Para garantir que os profissionais não sejam punidos, o ministro estendeu a aplicação do Artigo 128, do Código Penal, aos enfermeiros e técnicos. O texto diz que os médicos não podem ser punidos no caso de aborto para salvar a vida da gestante e de estupro.

“No presente caso, não era possível ao legislador da década de 1940 antever que a tecnologia evoluiria a ponto de a interrupção da gravidez poder ser realizada de maneira segura por profissionais que não são médicos. Não se pode permitir, todavia, que o anacronismo da legislação penal impeça o resguardo de direitos fundamentais consagrados pela Constituição”, justificou Barroso.

O ministro também determinou a suspensão de processos penais e administrativos abertos contra enfermeiros e a proibição da criação de obstáculos para realização do aborto legal.

A decisão do ministro está valendo, mas precisará ser referendada pelo plenário da Corte.

Mais cedo, Barroso também votou pela descriminalização do aborto até a 12ª semana de gravidez.

Os votos representaram os últimos posicionamentos do ministro no Supremo. A partir deste sábado (18), Barroso deixará a Corte após anunciar aposentadoria antecipada do cargo.

Fonte: Agência Brasil

STF suspende leis que proibiram ensino de gênero nas escolas nos municípios Petrolina (PE), Garanhuns (PE) e Tubarão (SC)

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasi

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (15) suspender leis que proibiram o ensino de matérias sobre identidade de gênero e orientação sexual nos municípios de Tubarão (SC), Petrolina e Garanhuns, em Pernambuco.

A decisão foi tomada a partir do julgamento de duas ações protocoladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo PSOL.

As leis municipais vetaram o ensino de gênero em disciplinas obrigatórias, em materiais didáticos e nos espaços escolares. Além disso, a lei de Petrolina ainda proibiu a permanência de livros sobre o tema nas bibliotecas das escolas do município.

Votos
Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes defendeu o combate ao discurso de ódio contra a população LGBTIQIA+ e disse que a educação contra discriminação deve ser incentivada.

“Ninguém defende que não se deva preservar a infância, mas preservar a infância não significa esconder a realidade, omitir informações sérias e corretas sobre identidade de gênero”, disse.

O ministro Flávio Dino disse que a cultura da sociedade mudou e não existe somente o modelo de “família tradicional”. Dino também argumentou que somente uma lei federal pode tratar de assuntos ligados à educação.

“O ato de ensinar e aprender é submetido a uma lei, que é a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional], argumentou.

Nunes Marques também acompanhou a maioria para suspender as leis, mas ponderou que é necessário que a exposição do tema ocorra conforme a idade dos alunos.

“Preservar a infância não é conservadorismo. É reconhecer que toda liberdade genuína nasce da maturidade e que apressar esse processo significa limitar a liberdade futura do adulto que essa criança se tornará”, completou.

LGBTIQIA+
O Grupo Arco-Íris, um dos principais grupos do movimento LGBTIQIA+, participou do julgamento e citou que o impedimento do ensino de gênero nas escolas tem sido recorrente em diversos estados e municípios.

O advogado Carlos Nicodemos afirmou que a Constituição e normas internacionais garantem que toda pessoa tem direito de ser protegida contra qualquer tipo de discriminação.

“É necessário, hoje, no dia 15 de outubro, Dia do Professor, debater a criação de leis municipais que tentam afetar a liberdade de cátedra na construção de um olhar diverso, plural e inclusivo da educação”, comentou.

Edson Fachin assume presidência do STF e promete gestão austera e despolitizada

Foto: Gustavo Moreno/STF/Divulgação

O ministro Edson Fachin assumiu nesta segunda-feira (29) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) para o biênio 2025-2027, em cerimônia realizada em Brasília. Ele sucede o ministro Luís Roberto Barroso e terá como vice-presidente o ministro Alexandre de Moraes.

Durante o discurso de posse, Fachin destacou o compromisso com uma gestão austera, despolitizada e pautada no diálogo entre os Poderes. O novo presidente também assumiu a chefia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), função que tradicionalmente acompanha a presidência do Supremo.

Natural do Paraná, Fachin ingressou no STF em 2015, indicado pela então presidente Dilma Rousseff. Ao longo da carreira, ganhou notoriedade por sua atuação em processos ligados à Operação Lava Jato e por decisões de impacto no cenário político e social do país.

A posse reuniu autoridades dos Três Poderes, incluindo o presidente da República, líderes do Congresso Nacional, ministros de Estado e representantes da sociedade civil.

Com o novo comando, espera-se que o STF mantenha sua centralidade nos debates constitucionais e no equilíbrio institucional. Fachin afirmou que a Corte seguirá firme na defesa da democracia, dos direitos fundamentais e da Constituição.

MPPE recebe conclusão de investigação sobre morte de estudante em Belém do São Francisco

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recebeu da Polícia Civil a conclusão do inquérito que investigou a morte de Alícia Valentina, de 11 anos, ocorrida dentro da Escola Municipal Tia Zita, em Belém do São Francisco, no Sertão de Pernambuco.

De acordo com a Polícia Civil, um adolescente de 12 anos foi apontado como autor do ato infracional de lesão corporal seguida de morte. Ele foi apreendido no dia 11 de setembro, na zona rural de Floresta, e encaminhado para uma unidade de internação de menores infratores. A corporação não informou o local e a data da internação.

O procedimento foi entregue ao MPPE em 19 de setembro. Em nota, a Promotoria de Justiça de Belém do São Francisco informou que recebeu o documento, já adotou as medidas cabíveis e que o processo tramita na Justiça da cidade. No entanto, não foram divulgados mais detalhes, uma vez que o caso envolve menores de idade e corre sob segredo de Justiça.

Processo administrativo contra direção da escola

A Prefeitura de Belém do São Francisco instaurou processo administrativo disciplinar para apurar possíveis responsabilidades da diretora da Escola Municipal Tia Zita, Ana Angélica Oliveira Gomes, e da vice-diretora, Patrícia Rodrigues da Silva.

A medida foi publicada na Portaria nº 070/2025, no Diário Oficial do município do dia 22 de setembro, 11 dias após a morte da estudante. A gestão municipal não informou se a apuração tem relação direta com o caso.