Abrafrutas reforça importância dos bioinsumos para a competitividade da fruticultura e defende regulamentação equilibrada

Entidade participa de mobilização nacional para garantir que decreto preserve inovação, segurança jurídica e acesso dos produtores às tecnologias biológicas

Os bioinsumos têm papel cada vez mais estratégico para a fruticultura brasileira, contribuindo para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e da competitividade dos produtores nos mercados nacional e internacional. Diante desse cenário, a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) reforça a importância de uma regulamentação técnica e equilibrada da Lei nº 15.070/2024, conhecida como Lei dos Bioinsumos, que assegure o acesso às novas tecnologias e fortaleça a inovação no campo.

A entidade integra um grupo formado por 35 organizações representativas da agropecuária e da agroindústria que encaminhou ofícios à ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, e ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, solicitando acesso prévio ao texto do decreto regulamentador antes de sua publicação. O objetivo é contribuir tecnicamente para sua construção e garantir que a regulamentação preserve os avanços conquistados pela legislação, sem criar barreiras burocráticas que possam comprometer a inovação, a competitividade e a segurança jurídica dos produtores.

Para a Abrafrutas, os bioinsumos representam uma ferramenta essencial para tornar a produção de frutas mais eficiente, sustentável e alinhada às exigências dos consumidores e dos mercados internacionais. Além de favorecerem práticas agrícolas mais responsáveis, essas tecnologias ampliam as alternativas disponíveis aos produtores, fortalecem a bioeconomia e estimulam o desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor.

O diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, destaca que a entidade acompanha o tema desde o início das discussões e defende que a regulamentação preserve o espírito da lei.

“A fruticultura brasileira depende cada vez mais de tecnologias que promovam inovação, sustentabilidade e competitividade. Os bioinsumos são fundamentais nesse processo e precisam de um ambiente regulatório que estimule seu desenvolvimento e amplie o acesso dos produtores a essas soluções. A Abrafrutas participou das discussões que permearam a construção da Lei dos Bioinsumos e entende que a regulamentação deve preservar os avanços conquistados, garantindo segurança jurídica sem criar entraves que dificultem a inovação e o crescimento da produção nacional”, afirma.

As entidades signatárias alertam que exigências excessivamente complexas para o registro de produtos, restrições ao acesso a microrganismos naturais e limitações à produção de bioinsumos para uso próprio podem comprometer o desenvolvimento do setor, especialmente de pequenas e médias empresas e novos empreendimentos. Defendem, por isso, uma regulamentação que concilie segurança, previsibilidade regulatória, liberdade econômica, concorrência e incentivo à inovação.

Ao lado das demais organizações representativas do agro, a Abrafrutas reafirma que a participação do setor produtivo na elaboração do decreto é essencial para que a regulamentação esteja alinhada aos objetivos da Lei dos Bioinsumos e contribua para fortalecer a competitividade da fruticultura e de toda a agropecuária brasileira.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Frutas, pescados e mineração: RN identifica mais de 30 oportunidades de exportação para a Europa

De acordo com informações do estudo, o RN tem potencial para comercializar produtos com os 27 países que integram a União Europeia

Rio Grande do Norte poderá ampliar sua presença no mercado europeu com a entrada em vigor do Acordo de Parceria Mercosul–União Europeia. Levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) identificou 37 oportunidades de exportação para produtos potiguares, abrangendo os setores agropecuário e industrial.

De acordo com o estudo, o estado tem potencial para comercializar produtos com os 27 países que integram a União Europeia, um mercado de cerca de 722 milhões de consumidores e Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 24,2 trilhões.

Fruticultura lidera oportunidades

Das 37 oportunidades mapeadas, 22 são voltadas ao setor agropecuário e 15 à indústria.

Entre os segmentos com maior potencial está a fruticultura, principal destaque da pauta exportadora potiguar. Produtos como melancia, manga, mamão, goiaba, banana, pitaya, limão, abacaxi e maracujá aparecem entre aqueles com maior perspectiva de expansão no mercado europeu.

De acordo com a ApexBrasil, apenas para melancia, manga, mamão e goiaba foram identificadas oportunidades de exportação para 23 países da União Europeia, incluindo Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal e Países Baixos.

Outros setores também podem ampliar vendas

Além das frutas, o levantamento aponta oportunidades para diversos outros produtos do Rio Grande do Norte, entre eles:

pescados, como atum, espadarte e lagosta; minerais, como ouro, tungstênio, ferro, caulim, feldspato e pedras preciosas; produtos industrializados, como castanha de caju, açúcar, tecidos, calçados, móveis, mel, sucos e geleias.

O estudo destaca ainda que a União Europeia permanece como um dos principais destinos das exportações potiguares, mantendo saldo comercial favorável para o estado nas últimas duas décadas, com exceção de 2015.

Exportações cresceram 35% em 2026

No primeiro semestre de 2026, o Rio Grande do Norte exportou US$ 639,1 milhões em produtos para diversos mercados internacionais.

Desse total, US$ 178,7 milhões tiveram como destino países da União Europeia, resultado que representa crescimento de 35% em comparação ao mesmo período de 2025, quando as exportações para o bloco somaram US$ 131 milhões.

Os principais produtos vendidos ao mercado europeu foram:

melões frescos;
ouro;
melancias frescas;
mamões frescos;
óleos de petróleo ou de minerais betuminosos.

Principais destinos e produtos

Considerando todas as exportações do estado no primeiro semestre, o Panamá foi o principal destino das vendas potiguares, com US$ 244,2 milhões, seguido pelo Canadá, com US$ 115,3 milhões. Os Países Baixos ocuparam a terceira posição, com US$ 58,1 milhões.

Entre os produtos que mais geraram receita para o Rio Grande do Norte no período, destacam-se:

outros óleos de petróleo ou de minerais betuminosos: US$ 281,1 milhões;
ouro em formas brutas para uso não monetário: US$ 157,4 milhões;
melões frescos: US$ 51,3 milhões;
melancias frescas: US$ 39,2 milhões;
mamões frescos: US$ 14,7 milhões.

Atualmente, 87 empresas potiguares já mantêm operações de exportação para o mercado europeu. A expectativa é que a ampliação do acordo comercial contribua para diversificar a pauta exportadora do estado e ampliar o acesso das empresas locais ao mercado internacional.

Fonte: BNews Natal

Fonte: CNN

Brasil lançará plano de diversificação de exportações de US$ 23,4 milhões

A ApexBrasil, agência brasileira de promoção comercial, lançará em agosto um programa de US$ 23,4 milhões (R$ 130 milhões) para auxiliar exportadores a diversificarem suas operações em novos mercados, em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A iniciativa abrangerá 57 setores, representando 2.400 empresas exportadoras.

“Já estamos trabalhando para expandir para outros mercados. O foco agora será a diversificação, analisando novas oportunidades em um ambiente de comércio internacional em constante mudança”, afirmou Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil.

O Escritório do Representante Comercial dos EUA confirmou uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, em vigor a partir de 22 de julho. No entanto, a maioria das principais exportações brasileiras de frutas e suco de laranja permanece na lista de isenções, incluindo laranjas, limões, mangas, mamões, abacaxis, bananas, abacates, goiabas, kiwis, cocos, diversas nozes, suco de laranja e uma variedade de produtos de frutas processadas.

O suco de laranja está entre os principais produtos beneficiados pelas isenções. Durante a safra 2025/26, os Estados Unidos representaram cerca de 45% das exportações brasileiras de suco de laranja. Os embarques de suco de laranja não concentrado para os EUA aumentaram em torno de 15%, enquanto as exportações de suco de laranja concentrado congelado e outros produtos à base de laranja cresceram 18,3% em relação à safra anterior.

A lista final de isenções também inclui café torrado e solúvel, além do café verde, deixando a maior parte das exportações brasileiras de café para os EUA fora da tarifa adicional.

As uvas frescas permanecem fora da lista de isenções. Se confirmada na regulamentação final, a tarifa adicional de 25% será aplicada às uvas brasileiras, elevando a tarifa total para 35%. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 41,5 milhões em uvas, o equivalente a 14 mil toneladas, para os Estados Unidos. Melões e melancias também estão sujeitos às novas tarifas, embora o impacto deva ser menor devido ao seu perfil e volume de exportação.

Os mercados prioritários identificados pela ApexBrasil incluem a União Europeia, os países da ASEAN, incluindo Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, bem como o Cazaquistão e o Uzbequistão. Müller também afirmou que as negociações do Mercosul com a Índia, o Japão e o Canadá podem apoiar a diversificação das exportações.

Segundo a ApexBrasil, 72% das 2.400 empresas que apoia e que exportam para os Estados Unidos adicionaram pelo menos um novo destino de exportação entre junho de 2025 e maio de 2026. A Abrafrutas afirmou estar trabalhando com produtores e exportadores em procedimentos sob as novas condições comerciais, enquanto explora a diversificação de mercado e outras estratégias comerciais. A associação observou que o setor já havia se ajustado às medidas tarifárias que afetavam as exportações de manga reorganizando as operações e expandindo para outros mercados.

Para mais informações: CEPEA

Fonte: Fresh Plaza

Fonte: CNN

Abrafrutas destaca competitividade e crescimento da fruticultura brasileira durante o Outlook Agro Brasil

Foto: APEX-Adriano

Foto: APEX-Adriano

Diretor executivo da entidade participou de painel e apontou automação, acordos comerciais e ESG como pilares para fortalecer as exportações brasileiras de frutas

A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) participou, nesta quinta-feira (30), do Outlook Agro Brasil, realizado na sede da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Brasília. O encontro reuniu representantes do governo, lideranças do agronegócio, entidades setoriais, exportadores, produtores e especialistas para discutir os desafios, as oportunidades e as perspectivas para o agronegócio brasileiro no cenário internacional.

Promovido pela ApexBrasil, o evento teve como objetivo fomentar do painel de encerramento do evento sobre estratégias para ampliar a competitividade do agro nacional, fortalecer a inserção dos produtos brasileiros no mercado global e aproximar o setor produtivo das políticas públicas voltadas ao comércio exterior.

Representando a Abrafrutas, o diretor executivo Eduardo Brandão participou da mesa de debates sobre “Perspectivas do Agronegócio Brasileiro: A Visão do Setor”. Durante sua apresentação, destacou que a fruticultura brasileira vem consolidando uma trajetória de crescimento sustentada pela melhoria contínua dos processos produtivos, pela busca de maior eficiência e pela agregação de valor às frutas brasileiras.

Segundo Brandão, o foco do setor está na redução dos custos de produção, na melhoria dos processos e no aumento do valor agregado dos produtos.

“No aspecto da competitividade, a automação dos processos, especialmente dentro das propriedades e nas etapas de pós-colheita e packing house, é fundamental para elevar a eficiência e garantir aquilo que é mais importante para a fruticultura: a qualidade da fruta que chega ao consumidor, tanto no mercado interno quanto no externo”, afirmou.

O diretor executivo também ressaltou que o avanço dos acordos bilaterais e comerciais firmados pelo Brasil é um dos principais fatores para ampliar a competitividade da fruticultura nacional.

“Os acordos comerciais nos dão competitividade. Hoje o setor cresce, em média, cerca de 20% ao ano em valor exportado e também em volume, mesmo competindo com países que acessam importantes mercados com tarifa zero, enquanto o Brasil ainda enfrenta tarifas médias de aproximadamente 10% em diversos destinos. Ampliar esses acordos significa criar condições mais equilibradas para que as frutas brasileiras conquistem novos mercados.”

Além da eficiência produtiva e da abertura de mercados, Brandão destacou a ampliação do shelf life das frutas como estratégia para agregar valor aos produtos brasileiros, permitindo que mantenham sua qualidade por mais tempo nas prateleiras dos mercados nacional e internacional.

Outro ponto enfatizado foi a sustentabilidade como diferencial competitivo. Segundo ele, a Abrafrutas lançou o Selo ESG Frutas do Brasil, iniciativa que busca reconhecer produtores comprometidos com práticas ambientais, sociais e de governança.

“A sustentabilidade deixou de ser apenas uma exigência do mercado para se tornar um fator de agregação de valor. O Selo ESG Frutas do Brasil nasce justamente para reconhecer esse compromisso e fortalecer a imagem da fruta brasileira no mercado internacional.”

Ao encerrar sua participação, Brandão ressaltou que a evolução da fruticultura brasileira é resultado da união entre o setor produtivo, entidades representativas e o poder público.

“Há pouco mais de uma década, exportávamos cerca de US$ 570 milhões. Em 2025, alcançamos aproximadamente US$ 1,5 bilhão em exportações. Isso demonstra que o trabalho conjunto entre produtores, Abrafrutas, Ministério da Agricultura, ApexBrasil e demais parceiros vem transformando a fruticultura brasileira. Nosso desafio agora é consolidar esse crescimento, fortalecer o mercado interno e mostrar ao mundo que o Brasil também é referência na produção de frutas de qualidade.”

Os resultados mais recentes reforçam esse cenário positivo. No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou o melhor desempenho da história para o período, com US$ 707,9 milhões em exportações e 619,1 mil toneladas de frutas frescas embarcadas. O resultado representa um crescimento de 20,64% em valor e 13,32% em volume em relação ao mesmo período de 2025, confirmando a expansão da fruticultura brasileira e sua crescente competitividade no mercado internacional.

Por: Telma Martes, Comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Abrafrutas leva à The Brazil Conference agenda voltada à inovação e à expansão da fruticultura brasileira

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) participará da The Brazil Conference & Expo, de 4 a 5 de agosto, com foco institucional no fortalecimento da competitividade da fruticultura brasileira, na ampliação das oportunidades de negócios e na discussão de soluções para impulsionar as exportações do setor.

O evento acontece em um momento oportuno para propagar ainda mais a potencialidade do país na produção de frutas. O Brasil está entre os três maiores produtores do mundo, com produção anual superior a 40 milhões de toneladas, cultivadas em aproximadamente 2,5 milhões de hectares. Apesar desse protagonismo, menos de 3% da produção nacional é destinada ao mercado externo, isso evidencia o potencial de crescimento das exportações brasileiras.

Nesse cenário, a Abrafrutas na The Brazil Conference tem o compromisso de aproximar produtores, exportadores, varejo, importadores e empresas de tecnologia para discutir estratégias que agreguem valor à produção nacional com ampliação da competitividade das frutas brasileiras nos mercados nacional e internacional.

Durante os dois dias de programação, representantes da associação estarão no evento com estande institucional e acompanharão os debates sobre inovação, transformação digital, inteligência artificial aplicada ao agro, sustentabilidade, logística, comportamento do consumidor, segurança dos alimentos e tendências do comércio internacional. Temas que vêm ganhando cada vez mais relevância para um setor que busca produzir mais, com maior eficiência e menor impacto ambiental.

Além dos painéis técnicos, a entidade aproveitará o ambiente de negócios para fortalecer o relacionamento institucional com empresas, lideranças do agronegócio e compradores, identificando oportunidades que contribuam para a abertura e consolidação de mercados para as frutas brasileiras.

Segundo o assistente técnico da Abrafrutas, Victor Mendes, a participação em eventos como este, que reúnem toda a cadeia de produtos frescos é fundamental para antecipar tendências e ampliar a competitividade do setor.

“A fruticultura brasileira reúne condições únicas de clima, diversidade e capacidade produtiva. Nosso desafio é transformar essas vantagens em maior presença internacional, agregando valor à produção e ampliando mercados para os produtores brasileiros. Participar de um evento que reúne os principais atores da cadeia é uma oportunidade de construir parcerias, conhecer soluções inovadoras e fortalecer o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de frutas de alta qualidade.”

Em 2025, as exportações brasileiras de frutas frescas ultrapassaram US$ 1,4 bilhão, resultado impulsionado pela abertura de mercados, pela qualidade da produção e pelo trabalho conjunto entre setor produtivo e governo. Para a Abrafrutas, acompanhar as discussões da The Brazil Conference significa contribuir para que esse crescimento seja sustentado por inovação, sustentabilidade e maior integração entre todos os elos da cadeia produtiva.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Pesquisa amplia potencial de fungo contra uma das doenças mais destrutivas da agricultura

Foto: Renata Gava/Embrapa

Cientistas da Embrapa Meio Ambiente (SP) descobriram que ajustes simples no cultivo do fungo Clonostachys rosea aumentam seu potencial no controle biológico da podridão cinzenta, doença que afeta mais de 200 culturas agrícolas.

O microrganismo atua como um “guarda-costas” natural das plantas: combate patógenos, insetos e nematoides. O avanço pode contribuir para o desenvolvimento de biopesticidas mais sustentáveis, ampliando as alternativas de controle biológico na agricultura.

Esses ajustes envolvem duas mudanças no cultivo do fungo: a quantidade de ar e a proporção entre carbono e nitrogênio presentes no meio onde ele se desenvolve. Os pesquisadores observaram que o controle dessas condições aumenta a produção de estruturas reprodutivas e de resistência do microrganismo, que posteriormente podem ser transformadas em produtos para controle biológico.

De acordo com Gabriel Mascarin, a podridão cinzenta, causada pelo fungo Botrytis cinerea, está entre as doenças mais problemáticas para a agricultura. Além da quantidade de espécies de plantas afetadas, provoca prejuízos tanto no campo quanto após a colheita.

“A busca por alternativas ao uso intensivo de defensivos químicos inclui o uso de fungos benéficos como o Clonostachys rosea, que consegue atacar outros fungos nocivos, estimular mecanismos naturais de defesa das plantas e produzir substâncias capazes de inibir patógenos”, explica o pesquisador.

Segundo Wagner Bettiol, a equipe investigou como a aeração (disponibilidade de ar) no cultivo e a relação entre carbono e nitrogênio poderiam influenciar a produção de dois tipos importantes de estruturas do fungo: os conídios, que funcionam como esporos responsáveis pela reprodução, e os microscleródios, estruturas resistentes capazes de sobreviver em condições adversas.

“Variamos a entrada de ar e comparamos diferentes composições nutricionais para avaliar a produção de cada tipo de estrutura, além dos compostos metabólitos produzidos pelo fungo durante o crescimento”, complementa Bettiol.

O que a pesquisa descobriu

Os resultados indicam que a maior disponibilidade de oxigênio aumentou significativamente a produção dessas estruturas, especialmente dos microscleródios.

Os cientistas observaram ainda que a proporção mais alta entre carbono e nitrogênio favoreceu a produção de conídios quando havia boa circulação de ar. Os microscleródios apareceram apenas em meios com menor proporção de carbono em relação ao nitrogênio e a maior aeração também ampliou a formação dessas estruturas resistentes.

Para Marcia Assalin, a descoberta pode ter aplicação prática importante. Os pesquisadores transformaram as diferentes estruturas produzidas pelo fungo, além dos líquidos resultantes do cultivo, em pequenos grânulos capazes de ser misturados à água e aplicados de forma semelhante a produtos agrícolas convencionais.

Esses materiais foram testados em tomate-cereja exposto ao fungo causador da podridão cinzenta. Todos os preparos fúngicos avaliados reduziram a incidência da doença.

Além disso, análises químicas identificaram compostos conhecidos como sorbicilinoides entre as principais substâncias produzidas pelo fungo durante a fermentação. Esses compostos naturais possuem ação antifúngica e podem explicar parte da proteção observada nos tomates contra a doença.

Próximos passos

Apesar dos resultados promissores, ainda serão necessários testes em condições mais próximas da realidade agrícola, incluindo escalonamento industrial do bioprocesso fermentativo e formulação; avaliações em estufas e lavouras comerciais; testes em diferentes temperaturas e níveis de umidade; estudos sobre armazenamento e validade dos produtos; análises de segurança para alimentos; comparações de custo e desempenho em relação a soluções já existentes.

Segundo Nilce Kobori, professora do curso de Engenharia Agronômica do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFaj), caso os resultados sejam confirmados em escala comercial, a tecnologia poderá diminuir a dependência de fungicidas sintéticos em momentos críticos como transporte e armazenamento de frutas sensíveis à podridão cinzenta, como tomate, morango, cereja e uva.

A pesquisadora destaca ainda que a combinação entre estruturas vivas do fungo e compostos antifúngicos produzidos naturalmente pode criar uma estratégia dupla de combate às doenças, aumentando a eficiência do controle.

A pesquisa representa mais um avanço na aproximação entre ciência e aplicação prática. O potencial já aparece nos testes experimentais, mas o impacto em larga escala ainda dependerá das próximas etapas de validação em condições comerciais.

O trabalho apresenta uma contribuição prática e científica: demonstra que controlar a aeração e a relação entre carbono e nitrogênio em cultivo submerso de Clonostachys rosea altera de modo previsível a produção de propágulos úteis e que esses materiais, somados aos metabólitos do cultivo, reduzem a incidência de podridão cinzenta em tomate-cereja em testes experimentais.

O estudo acelera a ponte entre pesquisa e aplicação, mas ainda depende de escalonamento, testes de segurança e validação em condições comerciais.

Fonte: CNN

Amadurecimento do abacate: como os geradores catalíticos apoiam a tendência dos produtos prontos para consumo com a aplicação confiável de etileno

 

À medida que cresce a demanda por abacates prontos para consumo, Mary Lu Arpaia, especialista em extensão cooperativa da Universidade da Califórnia, e Greg Akins, diretor executivo da Catalytic Generators, explicam por que o amadurecimento bem-sucedido começa com a compreensão da fruta e a aplicação confiável de etileno.

A demanda dos consumidores por abacates prontos para consumo transformou a forma como o setor de hortifrutigranjeiros aborda o amadurecimento. O que antes era considerado um serviço especializado tornou-se parte essencial da cadeia de abastecimento, ajudando produtores, importadores, amadurecedores e varejistas a fornecer frutas com qualidade consistente, maturação previsível e desperdício reduzido.

Essa evolução reflete o notável crescimento do mercado global de abacates. De acordo com a última edição do “Agricultural Outlook” da OCDE-FAO, espera-se que os abacates continuem sendo a principal fruta tropical com crescimento mais rápido na próxima década, com a produção global projetada para atingir cerca de 16 milhões de toneladas até 2035. O relatório também prevê que o abacate se tornará a fruta tropical mais comercializada do mundo até 2035, impulsionado pela crescente demanda nos Estados Unidos, na Europa e em outros mercados de alta renda.

À medida que o consumo de abacate continua a aumentar na América do Norte, Europa, América Latina e Austrália, os programas de amadurecimento comercial estão se tornando cada vez mais sofisticados, combinando um entendimento mais profundo da fisiologia da fruta com a aplicação confiável de etileno e tecnologias modernas de amadurecimento.

Conhecer a fruta: a base para o amadurecimento bem-sucedido do abacate

Um dos principais desafios no amadurecimento comercial do abacate é que não há dois lotes que se comportem exatamente da mesma maneira. Fatores como região de produção, maturidade na colheita, tempo desde a colheita, condições de transporte e tratamentos pós-colheita anteriores influenciam a forma como os abacates respondem durante o processo de amadurecimento.

De acordo com Mary Lu Arpaia, especialista em extensão cooperativa da Universidade da Califórnia, o amadurecimento do abacate evoluiu significativamente ao longo dos anos. Enquanto tradicionalmente era realizado em centrais de embalagem, hoje ocorre cada vez mais em centros de distribuição de varejo e atacado. Avanços na tecnologia das câmaras de amadurecimento, no gerenciamento de temperatura, no controle de dióxido de carbono e na aplicação de etileno tornaram possível oferecer uma qualidade mais consistente da fruta, mais próxima do ponto de venda. Como os abacates maduros se tornam particularmente frágeis, essa mudança também ajuda a reduzir o manuseio após o amadurecimento, preservando a qualidade da fruta até que ela chegue aos consumidores.

Para Arpaia, compreender essas variáveis é o ponto de partida para garantir uma qualidade consistente da fruta: “O amadurecimento bem-sucedido do abacate começa com o conhecimento da fruta: de onde ela vem, há quanto tempo foi colhida, seu grau de maturação, as condições de transporte e quaisquer tratamentos pós-colheita. A aplicação de etileno ajuda a reduzir a variabilidade entre as frutas, encurtar o tempo de amadurecimento e entregar um produto mais uniforme ao consumidor final.”

Em última análise, o amadurecimento bem-sucedido do abacate nunca é resultado de um único fator. Depende da compreensão da fruta, de condições de amadurecimento bem gerenciadas e da aplicação confiável de etileno.

Aplicação confiável de etileno: a consistência é fundamental

Embora a compreensão da fruta seja fundamental, o amadurecimento bem-sucedido do abacate também depende da manutenção de condições estáveis dentro da câmara de amadurecimento. Para Mary Lu Arpaia, isso significa considerar todo o processo de amadurecimento: “Um sistema de aplicação de etileno deve fornecer um nível uniforme de gás a uma taxa constante e funcionar em conjunto com uma câmara de amadurecimento bem projetada. O fluxo de ar é igualmente importante para garantir que o etileno seja distribuído uniformemente por toda a câmara.”

Greg Akins, presidente e CEO da Catalytic Generators, concorda e explica como isso se aplica às operações comerciais de amadurecimento: “Para que a fruta comece a amadurecer de maneira uniforme e confiável, os amadurecedores precisam manter pelo menos 100 ppm de etileno durante todo o período de aplicação. A produção contínua de etileno ajuda a manter o nível necessário, mesmo quando ocorrem pequenos vazamentos de ar, e o restabelece rapidamente quando as portas são abertas.”

Juntas, essas observações explicam por que a aplicação confiável de etileno se tornou um componente essencial dos programas modernos de amadurecimento de abacates. Não se trata simplesmente de introduzir etileno em uma câmara, mas de manter a concentração, a distribuição e a consistência corretas durante todo o período de tratamento.

Essa é a abordagem por trás dos sistemas Easy-Ripe® da Catalytic Generators, projetados para fornecer produção contínua e confiável de etileno para operações comerciais de amadurecimento. Para Akins, isso é exatamente o que os clientes buscam hoje: equipamentos confiáveis, resultados repetíveis, serviço de confiança e pessoas que entendem o setor de produtos frescos.

De serviço especializado a um padrão do setor

O amadurecimento comercial do abacate mudou significativamente na última década. Segundo Akins, o que antes era realizado por um número limitado de produtores e operadores especializados tornou-se prática padrão em todo o setor, inclusive em muitos centros de distribuição de varejo. Essa mudança foi impulsionada por vendas mais fortes, menor perda de volume e maior giro de estoque, ao mesmo tempo em que ajuda os fornecedores a entregar consistentemente frutas que atendam às expectativas dos consumidores quanto ao produto “pronto para consumo”.

Em todo o setor, programas de “pronto para consumo” gerenciados profissionalmente continuam a demonstrar o valor do amadurecimento comercial, melhorando a consistência da qualidade, aumentando a confiança do consumidor e incentivando compras repetidas.

Ao contrário das bananas, porém, os abacates apresentam desafios operacionais adicionais. Quando atingem seu pico climatérico, geram substancialmente mais calor, exigindo maior capacidade de resfriamento e um fluxo de ar cuidadosamente projetado para remover o calor da respiração das frutas localizadas no centro de cada palete. Para os amadurecedores, o sucesso depende do gerenciamento de todas as etapas do processo. A aplicação confiável de etileno deve ser combinada com um gerenciamento eficaz da temperatura, controle de dióxido de carbono e fluxo de ar adequado para garantir que as frutas amadureçam uniformemente e cheguem ao mercado no estágio ideal de maturação.

Aprovações regulatórias apoiam a expansão internacional

À medida que o amadurecimento comercial do abacate continua a se expandir pelo mundo, a conformidade regulatória está se tornando cada vez mais importante. Em vários países, o etileno é classificado como um produto fitossanitário regulamentado, exigindo registro oficial antes de poder ser aplicado comercialmente às frutas.

A Catalytic Generators obteve recentemente aprovação para o amadurecimento de abacates na Itália e continua a expandir sua presença regulatória internacionalmente. Essas aprovações proporcionam aos clientes a confiança de que estão utilizando uma solução legalmente autorizada, ao mesmo tempo em que apoiam o crescimento contínuo de programas de amadurecimento comercial em novos mercados.

O futuro do amadurecimento do abacate

Abacates prontos para consumo se tornaram o padrão para os consumidores, e o setor continua a evoluir para atender às crescentes expectativas de qualidade e consistência. De acordo com Akins, “a próxima geração de programas de amadurecimento combinará cada vez mais a aplicação confiável de etileno com ferramentas digitais, como sensores de maturação, geradores de etileno monitorados remotamente e câmaras de amadurecimento conectadas, proporcionando aos operadores maior visibilidade e controle ao longo de todo o processo”.

Em última análise, o amadurecimento bem-sucedido do abacate continuará a depender da combinação de ciência, tecnologia e experiência prática. Como enfatiza Arpaia, “a compreensão da fruta continua sendo a base de todo programa de amadurecimento bem-sucedido. Combinado com a aplicação confiável de etileno e tecnologias de amadurecimento mais inteligentes, esse conhecimento ajudará o setor a oferecer a qualidade consistente e pronta para consumo que os consumidores de hoje esperam”.

Sobre a Catalytic Generators

 Com mais de 50 anos de experiência, a Catalytic Generators é uma empresa familiar dedicada exclusivamente a sistemas de aplicação de etileno e conhecida por tornar o etileno fácil, seguro e econômico. Com sede em Norfolk, Virgínia, EUA, opera em todo o mundo, fornecendo a empresas de produtos frescos, centros de distribuição de alimentos e produtores as ferramentas para amadurecer abacates, bananas, tomates e muito mais. Ajuda os clientes a simplificar as operações e a obter resultados consistentes e previsíveis com as suas soluções de etileno de alta pureza, apoiadas por suporte profissional, distribuição local e serviços personalizados. O compromisso da Catalytic Generators com a qualidade e a parceria com os clientes garante um fornecimento fiável e atempado de etileno para clientes em todo o mundo.

 

 

Media Contacts:

 

Nuria Martí                                                     Greg Akins

Director                                                          President & CEO

Alarcon & Harris PR                                      Catalytic Generators LLC

Phone: +34 91 415 30 20                              Phone: +1-757-855-0191

Email: nmarti@alarconyharris.com               Email: info@catalyticgenerators.com

Web: www.alarconyharris.com                                 Web: www.catalyticgenerators.com

 

 

 

Fonte: CNN

Muito além da fruticultura: como Petrolina transformou o semiárido em uma potência econômica

Uma cidade que transformou o semiárido em oportunidade

Durante décadas, o sertão nordestino foi associado às dificuldades impostas pelo clima semiárido. Baixa disponibilidade de água, longos períodos de estiagem e limitações naturais pareciam restringir o desenvolvimento econômico da região. Petrolina, entretanto, percorreu um caminho diferente. Aproveitando o potencial do Rio São Francisco, investimentos em irrigação, tecnologia agrícola e infraestrutura transformaram o município em um dos maiores exemplos brasileiros de desenvolvimento regional baseado em inovação e produtividade.

Hoje, Petrolina vai muito além da imagem tradicional ligada às frutas. A cidade consolidou um ambiente empresarial diversificado, onde convivem grandes produtores rurais, exportadores, transportadoras, centros de distribuição, universidades, hospitais, empresas de tecnologia e milhares de pequenos e médios negócios que sustentam uma economia dinâmica durante todo o ano. Atividades como o transporte rodoviário de cargas, o comércio atacadista, e os serviços especializados passaram a formar uma cadeia econômica altamente integrada.

Essa transformação fez com que Petrolina ampliasse significativamente sua área de influência. Empresas instaladas no município atendem produtores rurais, comerciantes, indústrias e consumidores distribuídos por Pernambuco, Bahia e diversos estados do Nordeste. O município tornou-se um dos principais polos de geração de riqueza do interior brasileiro, funcionando como centro de decisões empresariais para toda a região do Vale do São Francisco.

Compreender Petrolina significa compreender como inovação, recursos naturais, empreendedorismo e planejamento de longo prazo podem transformar uma economia regional. Hoje, o município figura entre os principais motores econômicos do interior nordestino e desempenha papel estratégico no desenvolvimento de Pernambuco.

O Rio São Francisco mudou a história econômica de Petrolina

Poucas cidades brasileiras tiveram sua trajetória econômica transformada de maneira tão profunda quanto Petrolina. Durante boa parte do século XX, o sertão era visto como uma região limitada pelas condições climáticas. A presença permanente do Rio São Francisco, entretanto, permitiu o desenvolvimento de projetos de irrigação que modificaram completamente o potencial produtivo do município e deram origem a um dos mais importantes polos agrícolas do país.

Com a expansão da agricultura irrigada, áreas antes improdutivas passaram a produzir frutas durante praticamente todo o ano. Diferentemente de outras regiões brasileiras, onde a produção depende fortemente das estações, Petrolina desenvolveu uma capacidade única de controlar os ciclos produtivos, permitindo colher em períodos estratégicos para atender tanto o mercado nacional quanto o internacional. Atividades como o transporte rodoviário de cargas e o comércio atacadista tornaram-se referências mundiais em produtividade e qualidade.

Esse crescimento não beneficiou apenas os produtores rurais. Ao redor das fazendas surgiu uma extensa cadeia empresarial formada por empresas de irrigação, fabricantes de embalagens, transportadoras refrigeradas, exportadores, laboratórios agrícolas, consultorias técnicas, fornecedores de máquinas, distribuidores de insumos, instituições financeiras e prestadores de serviços especializados. Cada nova área cultivada passou a gerar demanda para dezenas de outras atividades econômicas.

A irrigação não transformou apenas a agricultura de Petrolina. Ela criou um ambiente empresarial capaz de integrar produção, tecnologia, logística e comércio em uma única cadeia econômica.

Com o aumento da produção, Petrolina consolidou-se como um dos maiores centros brasileiros de exportação de frutas frescas. Manga e uva produzidas no Vale do São Francisco chegam regularmente aos mercados da Europa, América do Norte e Oriente Médio, inserindo empresas locais em cadeias globais de comércio e elevando o nível de profissionalização de toda a economia regional.

Ao analisar as empresas de Petrolina, percebe-se que a força econômica do município vai muito além da produção agrícola. Indústria, comércio, serviços, logística, tecnologia e atividades ligadas ao agronegócio formam uma rede empresarial altamente integrada, responsável por impulsionar o desenvolvimento de grande parte do interior nordestino.

Duas cidades, um único polo econômico no Vale do São Francisco

Separadas apenas pela Ponte Presidente Dutra e pelas águas do Rio São Francisco, Petrolina e Juazeiro construíram uma relação econômica que ultrapassa os limites administrativos entre Pernambuco e Bahia. Na prática, empresas, trabalhadores, estudantes e consumidores circulam diariamente entre os dois municípios, formando um dos maiores polos urbanos e produtivos do interior nordestino.

Essa integração permite que negócios instalados em uma cidade atendam clientes localizados na outra com absoluta naturalidade. Hospitais recebem pacientes de ambos os lados do rio, universidades concentram estudantes de toda a região, empresas compartilham fornecedores e profissionais especializados, enquanto centros de distribuição utilizam a infraestrutura das duas cidades para ampliar sua capacidade operacional. O resultado é uma economia regional muito mais dinâmica do que aquela observada quando cada município é analisado isoladamente.

A agricultura irrigada fortaleceu ainda mais essa integração. Grandes produtores rurais mantêm operações distribuídas entre Pernambuco e Bahia, compartilhando áreas de cultivo, estruturas de armazenamento, packing houses, transportadoras e canais de exportação. Essa complementaridade produtiva aumenta a competitividade do polo e reduz custos logísticos, favorecendo empresas de diferentes portes que atuam em toda a cadeia do agronegócio.

Poucos municípios brasileiros apresentam um nível de integração econômica tão elevado quanto Petrolina e Juazeiro. Juntas, as duas cidades funcionam como um único ambiente de negócios voltado para produção, comércio, logística e exportação.

Além da fruticultura, essa conexão impulsiona diversos outros segmentos. Empresas de transporte, manutenção industrial, tecnologia agrícola, embalagens, consultorias, instituições financeiras, comércio atacadista e serviços especializados encontram um mercado consumidor significativamente maior graças à atuação conjunta das duas cidades. O crescimento de um município gera oportunidades imediatas para empresas instaladas no outro, fortalecendo todo o Vale do São Francisco, especialmente pela integração entre empresas de transporte rodoviário de cargas em Juazeiro e comércio atacadista em Juazeiro.

Essa posição estratégica também faz de Petrolina uma importante porta de entrada para empresas interessadas em atender o interior de Pernambuco, o norte da Bahia e parte do sertão nordestino. Ao mesmo tempo, Juazeiro amplia esse alcance ao conectar o polo econômico aos mercados baianos, criando uma rede empresarial que ultrapassa fronteiras estaduais e consolida a região como uma das mais relevantes economias do interior brasileiro.

Muito além do campo: comércio, saúde, educação e serviços impulsionam o crescimento

Embora a produção agrícola tenha sido o principal catalisador do desenvolvimento regional, a economia de Petrolina tornou-se muito mais ampla ao longo das últimas décadas. O aumento da renda, da população e da atividade empresarial estimulou a expansão do comércio, da construção civil, dos serviços especializados e de diversos segmentos que hoje desempenham papel essencial na geração de empregos e riqueza para toda a região.

Empresas ligadas ao comércio atacadista, supermercados, instituições financeiras, concessionárias, prestadores de serviços, escritórios de engenharia, empresas de tecnologia e consultorias passaram a atender uma área de influência que ultrapassa as fronteiras de Pernambuco. Milhares de consumidores provenientes de cidades vizinhas utilizam Petrolina como principal centro de compras, negócios e serviços especializados.

A saúde também se consolidou como um dos pilares da economia local. Hospitais, clínicas, laboratórios e centros de diagnóstico recebem diariamente pacientes de dezenas de municípios do Sertão pernambucano, do norte da Bahia e de outras regiões do Vale do São Francisco. Essa demanda fortalece uma extensa cadeia econômica formada por profissionais da saúde, fornecedores de equipamentos, distribuidoras de medicamentos e empresas de apoio ao setor hospitalar.

O crescimento de Petrolina demonstra que uma economia forte não depende apenas da produção. Ela exige um ambiente capaz de oferecer comércio, educação, saúde, tecnologia e serviços que sustentem o desenvolvimento de toda uma região.

Outro fator decisivo é a presença de universidades, institutos federais e centros de pesquisa que ajudam a formar profissionais qualificados para atender uma economia cada vez mais diversificada. Cursos voltados ao agronegócio, engenharia, administração, tecnologia, medicina, logística e ciências da saúde abastecem o mercado regional com mão de obra especializada, fortalecendo empresas já estabelecidas e incentivando o surgimento de novos negócios.

Esse ambiente urbano favorece o empreendedorismo e amplia a capacidade de inovação das empresas locais. Negócios ligados ao comércio eletrônico, tecnologia agrícola, automação, consultoria empresarial, marketing, logística e serviços digitais encontram em Petrolina um mercado em expansão, impulsionado pela integração econômica com Juazeiro e por uma área de influência que alcança centenas de municípios do interior nordestino.

Ao consultar a lista de empresas de Petrolina, percebe-se uma economia muito mais diversificada do que normalmente se imagina. O município reúne milhares de organizações distribuídas entre agronegócio, comércio, indústria, saúde, educação, tecnologia, logística e serviços especializados, formando um ambiente empresarial que continua atraindo investimentos e ampliando sua relevância nacional.

Uma rede de empresas que transforma produção em desenvolvimento

O sucesso econômico de Petrolina não pode ser explicado apenas pelo desempenho das propriedades rurais. A verdadeira força do município está na capacidade de conectar diferentes atividades econômicas em uma mesma cadeia produtiva. Cada safra movimenta milhares de empresas responsáveis por produzir insumos, transportar mercadorias, fabricar embalagens, oferecer crédito, desenvolver tecnologias e prestar serviços especializados ao agronegócio.

Uma fazenda produtora de manga ou uva depende diariamente de fornecedores de fertilizantes, sistemas de irrigação, máquinas agrícolas, assistência técnica, transporte refrigerado, certificação de qualidade, laboratórios, instituições financeiras e empresas de tecnologia. Ao redor da produção agrícola desenvolveu-se um ambiente empresarial altamente integrado, onde o crescimento de um setor estimula diretamente a expansão de dezenas de outros segmentos econômicos.

Essa dinâmica também impulsiona atividades urbanas. Escritórios de contabilidade, consultorias ambientais, empresas de desenvolvimento de software, seguradoras, operadores logísticos, oficinas especializadas, distribuidores de equipamentos e prestadores de serviços corporativos encontram em Petrolina um mercado consolidado e em constante expansão. A diversificação reduz riscos econômicos e fortalece a capacidade da cidade de continuar crescendo mesmo diante das oscilações naturais do mercado agrícola. Também se destacam atividades como armazenagemmanutenção de máquinas e equipamentos e desenvolvimento de software, que ampliam a competitividade das empresas locais.

A riqueza gerada em Petrolina não permanece apenas no campo. Ela circula por toda a economia regional, fortalecendo empresas de comércio, indústria, logística, tecnologia, educação, saúde e serviços especializados.

Outro diferencial competitivo é a presença de instituições de pesquisa e ensino voltadas ao agronegócio e à inovação. Universidades, centros tecnológicos e programas de capacitação ajudam empresas a incorporar novas técnicas de produção, automação, agricultura de precisão e gestão eficiente dos recursos hídricos. Essa interação entre conhecimento científico e atividade empresarial aumenta a competitividade das organizações locais e favorece o desenvolvimento de soluções voltadas às características do semiárido brasileiro.

A proximidade com Juazeiro amplia ainda mais esse ambiente de negócios. Muitas empresas operam simultaneamente nos dois municípios, compartilham fornecedores, mão de obra especializada e infraestrutura logística, formando um mercado consumidor significativamente maior do que o observado em cidades de porte semelhante. Essa integração fortalece o Vale do São Francisco como um dos principais polos empresariais do interior do país.

Ao explorar as empresas de Petrolina, torna-se evidente que o município construiu muito mais do que um grande polo agrícola. Desenvolveu um ecossistema econômico completo, capaz de integrar produção, comércio, indústria, inovação e serviços em uma estrutura que continua atraindo investimentos e ampliando sua relevância nacional.

Os próximos desafios de uma economia que continua crescendo

Assim como acontece com os principais polos econômicos brasileiros, Petrolina enfrenta novos desafios à medida que amplia sua importância regional. Se nas últimas décadas o grande objetivo foi transformar o potencial agrícola em desenvolvimento econômico, agora a prioridade passa a ser aumentar a competitividade, incorporar novas tecnologias e agregar ainda mais valor aos produtos e serviços gerados no Vale do São Francisco.

Um dos principais desafios está relacionado à gestão dos recursos hídricos. O Rio São Francisco continua sendo o principal fator de sustentação da agricultura irrigada, tornando indispensáveis investimentos permanentes em eficiência no uso da água, modernização dos sistemas de irrigação e adoção de práticas sustentáveis capazes de preservar a capacidade produtiva da região para as próximas gerações.

Outro movimento importante envolve a agregação de valor à produção agrícola. Além da exportação de frutas in natura, cresce o potencial para ampliar atividades ligadas ao processamento de alimentos, fabricação de bebidas, embalagens, armazenamento refrigerado e logística internacional. O fortalecimento dessas cadeias produtivas permite que uma parcela maior da riqueza gerada permaneça na própria região, impulsionando novas oportunidades para empresas e trabalhadores.

O futuro de Petrolina dependerá cada vez menos do volume produzido e cada vez mais da capacidade de transformar conhecimento, inovação e tecnologia em vantagem competitiva para toda a economia regional.

A transformação digital também ganha espaço no agronegócio. Empresas especializadas em agricultura de precisão, monitoramento climático, inteligência artificial, automação, sensores, drones e análise de dados passam a integrar a rotina de produtores rurais e exportadores. Esse movimento cria oportunidades para empresas de tecnologia e amplia a participação de atividades de maior intensidade tecnológica na economia local.

A infraestrutura logística continuará desempenhando papel decisivo nesse processo. A eficiência das rodovias, do aeroporto, dos centros de distribuição e das conexões com os portos brasileiros influencia diretamente a competitividade das empresas instaladas em Petrolina. Melhorias nessas áreas reduzem custos operacionais, ampliam mercados consumidores e fortalecem toda a cadeia exportadora do Vale do São Francisco.

Ao mesmo tempo, o crescimento das universidades, dos centros de pesquisa e dos programas de formação profissional contribui para preparar mão de obra qualificada em áreas como engenharia, tecnologia, logística, comércio exterior, administração e agronegócio. Essa combinação entre capital humano, inovação e ambiente empreendedor tende a consolidar Petrolina como um dos principais polos econômicos do interior brasileiro nas próximas décadas.

A experiência construída ao longo dos últimos anos demonstra que Petrolina possui capacidade para continuar evoluindo. O município transformou uma vantagem natural em um ambiente empresarial diversificado, inovador e competitivo, preparado para aproveitar novas oportunidades de desenvolvimento em uma economia cada vez mais integrada aos mercados nacionais e internacionais.

Petrolina em números: indicadores que ajudam a compreender sua importância econômica

A posição de destaque conquistada por Petrolina pode ser observada tanto pela força do agronegócio quanto pela diversidade de sua economia urbana. O município reúne milhares de empresas distribuídas entre agricultura, comércio, indústria, logística, saúde, educação, tecnologia e prestação de serviços, formando um dos maiores mercados consumidores do interior nordestino e exercendo influência sobre uma extensa área do Vale do São Francisco.

Indicador Informação
Estado Pernambuco
Empresas ativas 41.425 registros empresariais ativos
Empresas totais 96.896 registros empresariais
Empresas inativas 55.471 registros empresariais inativos
CNAEs identificados 947
Bairros 2.199 bairros com registros empresariais
Renda média formal R$ 2.369,59
Taxa de alfabetização 91,8%
Índice IBE 69 — potencial de consumo
Principais vocações econômicas Agronegócio irrigado, exportação de frutas, comércio, logística, saúde, educação superior e serviços especializados.
Área de influência Principal polo econômico do Vale do São Francisco, atendendo municípios de Pernambuco, Bahia e outras regiões do Nordeste.

Os indicadores reforçam aquilo que se observa na dinâmica econômica regional. Petrolina consolidou uma economia diversificada, capaz de combinar a força do agronegócio com um ambiente empresarial moderno, formado por milhares de empresas que atuam em diferentes segmentos e sustentam um mercado consumidor em constante expansão.

Essa capacidade de integração explica por que o município atrai diariamente produtores rurais, empresários, estudantes e consumidores de cidades como Juazeiro, Lagoa GrandeSanta Maria da Boa VistaCasa Nova e diversos outros municípios que compartilham a economia do Vale do São Francisco.

Os dados oficiais utilizados nesta análise podem ser consultados diretamente no IBGE, enquanto informações detalhadas sobre empresas, setores econômicos, CNAEs e indicadores municipais estão disponíveis no Busca de Empresas.

Compreender Petrolina é compreender uma das economias mais inovadoras do interior brasileiro

A história econômica de Petrolina demonstra que o desenvolvimento regional não depende apenas de vantagens naturais. Embora o Rio São Francisco tenha sido decisivo para tornar possível a agricultura irrigada, foi a capacidade de transformar esse recurso em um ambiente empresarial diversificado que consolidou o município como um dos principais polos econômicos do Nordeste.

Hoje, produção agrícola, exportação, logística, comércio, saúde, educação superior, tecnologia e serviços especializados formam uma economia integrada que ultrapassa os limites do Sertão pernambucano. Empresas instaladas em Petrolina participam de cadeias produtivas nacionais e internacionais, abastecem mercados consumidores em diferentes regiões do país e contribuem para gerar oportunidades que beneficiam milhares de trabalhadores e empreendedores.

A integração permanente com Juazeiro tornou o Vale do São Francisco um dos exemplos mais bem-sucedidos de desenvolvimento regional do Brasil. Em vez de competir, as duas cidades construíram uma relação de complementaridade econômica que fortalece o agronegócio, amplia a oferta de serviços especializados e cria um ambiente favorável para novos investimentos.

Mais do que um grande produtor de frutas, Petrolina consolidou-se como um dos principais ecossistemas econômicos do interior brasileiro, demonstrando que inovação, planejamento e integração regional podem transformar desafios naturais em oportunidades de desenvolvimento sustentável.

Ao longo das últimas décadas, o município mostrou que crescimento econômico depende da capacidade de conectar diferentes setores produtivos. O fortalecimento das cadeias ligadas ao agronegócio impulsionou comércio, logística, tecnologia, educação, saúde e serviços especializados, criando uma economia resiliente e preparada para continuar evoluindo nos próximos anos.

Sétimo leilão da Secretaria de Administração disponibilizará carros com lances iniciais a partir de R$ 2 mil

No próximo dia 31, a Secretaria de Administração do Estado (SAD) promoverá o 7º Leilão de Bens Móveis de 2026, disponibilizando carros, motocicletas e caminhões com lances iniciais a partir de R$ 2 mil, R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil, respectivamente. No certame virtual, que será realizado no endereço http://www.aragaoleiloes.com.br, também serão leiloadas mercadorias apreendidas, sucatas de veículos e de materiais diversos. Ao todo, 66 lotes estarão disponíveis e a expectativa de arrecadação é de R$ 272,9 mil.

Pessoas físicas e jurídicas de qualquer natureza poderão ofertar lances para veículos recuperáveis. Quanto às sucatas aproveitáveis e sucatas aproveitáveis com motor inservível, a participação é restrita aos Centros de Desmanches de Veículos Automotores, Comércio de Peças Usadas e Reciclagem de Sucata (CDV), registrados operacionais ou credenciados pelo Detran/PE.

Além disso, também poderão ofertar lances para sucatas aproveitáveis e sucatas aproveitáveis com motor inservível, as empresas de outras Unidades da Federação que tenham como atividade a desmontagem de veículos automotores terrestres destinados à comercialização de partes, peças e acessórios automotivos, entre outras condições que podem ser conferidas no edital, disponível no site http://www.aragaoleiloes.com.br.

Nos dias 29 e 30 de julho, os interessados poderão participar de visitação pública para conferir os itens por meio de avaliação visual, registro fotográfico e em vídeo. A localização de cada lote pode ser consultada no edital, disponível no site do leiloeiro (http://www.aragaoleiloes.com.br). Para participar do leilão de bens móveis, é necessário realizar cadastro nesse endereço eletrônico, informando um endereço de e-mail para comunicação e envio de documentos.

Exportações brasileiras de frutas batem recorde no primeiro semestre de 2026

A fruticultura brasileira alcançou um novo marco no comércio internacional no primeiro semestre de 2026. Mesmo diante de um cenário comercial global mais complexo, o setor registrou avanço simultâneo em receita e volume embarcado. Entre janeiro e junho, as exportações brasileiras de frutas somaram US$ 707,9 milhões e 619,1 mil toneladas, crescimento de 20,64% em valor e 13,32% em volume em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados US$ 586,8 milhões e 546,3 mil toneladas.

O desempenho foi impulsionado principalmente por mangas, maçãs, abacates e melancias, enquanto produtos como uvas e melões enfrentaram desafios pontuais, sem comprometer o desempenho geral da pauta exportadora.

Para o presidente da Abrafrutas, Waldyr Promicia, os números demonstram a força e a competitividade da fruticultura nacional.

“O primeiro semestre confirma a capacidade do setor de responder aos desafios com eficiência, qualidade e abertura de mercados. A diversificação dos destinos, o investimento constante em tecnologia e as ações de promoção comercial das frutas brasileiras, desenvolvidas por meio do projeto Frutas do Brasil, em parceria com a ApexBrasil, têm fortalecido a presença dos nossos produtos no mercado internacional e ampliado as oportunidades para os produtores brasileiros.”

A manga permaneceu entre os principais produtos exportados, alcançando crescimento de 42,41% em valor e 37,96% em volume, reflexo da elevada qualidade da fruta brasileira e da consolidação de mercados estratégicos.

A maçã foi o grande destaque do semestre, com aumento de 223,55% em valor e 225,11% em volume. O diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), Moises Lopes de Albuquerque, atribui o desempenho histórico à maior safra já registrada no país, após dois anos de produção reduzida por fatores climáticos.

 “Tivemos uma safra recorde, com excelente qualidade e um volume muito superior ao dos últimos anos, o que ampliou nossa presença no mercado interno e externo. Poderíamos ter exportado até mais, mas o conflito no Oriente Médio afetou um mercado importante, trouxe dificuldades logísticas e aumentou a concorrência em destinos alternativos. Ainda assim, a Índia permaneceu como nosso principal comprador, seguida por Arábia Saudita e Rússia. Esse resultado mostra que os investimentos em tecnologia, produtividade e qualidade estão dando retorno e reforça nossa confiança de que as exportações da maçã brasileira continuarão crescendo nos próximos anos”, afirmou Albuquerque

O abacate apresentou expansão de 72,52% em valor e 92,68% em volume, impulsionado principalmente pela excelente safra registrada em São Paulo, considerada a melhor dos últimos cinco anos, ampliando significativamente a oferta destinada ao mercado externo.

Já a melancia avançou 30,59% em valor e 6,27% em volume, beneficiada principalmente pela produção do Nordeste, que manteve regularidade de oferta e qualidade.

Entre os produtos que registraram retração, a uva apresentou redução de 27,92% em valor e 27,86% em volume. O movimento foi conjuntural e esteve relacionado às incertezas no mercado norte-americano, especialmente após o anúncio de novas tarifas pelos Estados Unidos, fator que reduziu o ritmo das negociações e dos embarques.

No caso do melão, houve pequena redução de 2% no volume embarcado. Ainda assim, a receita aumentou 8,18%, reflexo da manutenção da demanda internacional e de melhores preços, apesar dos efeitos climáticos sobre parte da produção.

A banana registrou queda de 15,63% em valor e 27,19% em volume, influenciada principalmente pela maior concorrência nos mercados do Mercosul, onde bananas provenientes do Equador, Bolívia e do Paraguai foram comercializadas a preços mais competitivos, reduzindo a demanda pela fruta brasileira.

O levantamento também mostra avanços importantes em limões e limas, mamão e outras frutas, evidenciando uma pauta exportadora cada vez mais diversificada.

A expectativa da Abrafrutas é de manutenção do bom desempenho no segundo semestre, sustentada pela ampliação de mercados e pela competitividade das frutas brasileiras. A entidade avalia que a diversificação dos destinos continuará sendo estratégica para reduzir riscos e consolidar um novo recorde anual das exportações do setor.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN