Embrapa reúne especialistas para debater desafios da fruticultura brasileira

A Rede de Socioeconomia da Agricultura da Embrapa (RSA) realiza, na próxima quinta-feira, 14 de maio, das 9h45 às 12h, o debate on-line “Fruticultura brasileira: como crises globais impactam o que chega à sua mesa”, com transmissão ao vivo pelo canal da Embrapa no YouTube. O evento é gratuito e aberto ao público.

O encontro integra a série Debates em Socioeconomia, iniciativa voltada à análise de tendências, gargalos e perspectivas das principais cadeias produtivas do agro brasileiro. A proposta é discutir os impactos das mudanças econômicas, tecnológicas, geopolíticas e ambientais sobre a agricultura nacional.

Segundo o pesquisador Pedro Gama, da Embrapa Semiárido (Petrolina-PE) e integrante da RSA, “o debate pretende ampliar a compreensão sobre os principais desafios da fruticultura brasileira e contribuir para a busca de soluções”. Pedro vai moderar as discussões e afirma que o encontro também buscará identificar demandas prioritárias de pesquisa e os principais desafios tecnológicos e estruturais que limitam o desenvolvimento da fruticultura brasileira”, afirma. “Queremos discutir oportunidades para fortalecer a competitividade do setor diante das mudanças no cenário global,” diz. A proposta é contribuir para o fortalecimento das cadeias produtivas por meio da articulação entre pesquisa, inovação, políticas públicas e estratégias de mercado.

Entre os resultados esperados estão a identificação de gargalos estruturais, a definição de prioridades de pesquisa e o mapeamento de oportunidades para ampliar competitividade e sustentabilidade.

Fruticultura brasileira hoje

A fruticultura será o foco desta edição. O Brasil produz frutas em todas as regiões, mas Nordeste e Sudeste concentram as principais cadeias voltadas à exportação. Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte se destacam na produção de manga, melão, melancia e uva; São Paulo, em limões e limas; e o Espírito Santo, em mamão. Juntos, esses estados respondem por cerca de 77% da receita brasileira com exportação de frutas, que se aproximou de US$ 1,5 bilhão em 2025.

Além da importância econômica, a atividade tem forte impacto social, especialmente no Nordeste, por ser intensiva em mão de obra e importante geradora de emprego e renda. A região do Vale do Submédio São Francisco, por exemplo, tornou-se referência nacional e internacional em produção irrigada de frutas.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta um ambiente internacional mais instável. As cadeias de manga e uva vêm sendo afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos, tensões geopolíticas, como a Guerra no Irã, e mudanças em acordos internacionais. O cenário reduz a competitividade brasileira, pressiona a rentabilidade de produtores e exportadores e aumenta a incerteza para novos investimentos. Também entram na discussão desafios relacionados a custos logísticos, mudanças climáticas, disponibilidade de mão de obra e adaptação tecnológica.

Quem participa do debate

Felippe Serigati, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), abordará os impactos das tarifas norte-americanas e das tensões geopolíticas recentes sobre o comércio internacional e a economia brasileira.

Edis Ken Matsumoto, presidente da Cooperativa Agrícola Nova Aliança (Coana), tratará dos efeitos das crises globais sobre a cadeia produtiva da uva no Vale do São Francisco.

Margarete Boteon, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), apresentará uma análise sobre os impactos das mudanças internacionais na cadeia da laranja.

João Ricardo F. de Lima, pesquisador da Embrapa Semiárido (Petrolina-PE), tratará dos efeitos das crises globais sobre a cadeia produtiva da manga, uma das principais frutas exportadas pelo Brasil.

Pedro Abel Vieira (Embrapa), Coordenador

Pedro Gama (Embrapa), Moderador

Serviço Debates em Socioeconomia

  • Tema: Fruticultura brasileira: como crises globais impactam o que chega à sua mesa
  • Data: 14 de maio de 2026
  • Horário: das 9h45 às 12h
  • Formato: on-line, com apresentação e debate com o público
  • Transmissão pelo YouTube da Embrapa: https://www.youtube.com/c/embrapa

Jorge Duarte (2.914 DF)
Assessoria de Comunicação (Ascom)

AMA divulga cotação atualizada de hortifrutigranjeiros no Mercado do Produtor de Juazeiro nesta segunda (4)

Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA) divulgou nesta segunda-feira (4) a cotação atualizada dos hortifrutigranjeiros comercializados no Mercado do Produtor de Juazeiro, considerado o terceiro maior entreposto de abastecimento do país.

O levantamento de preços é realizado a partir de pesquisas diárias no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira, das 2h às 22h; aos sábados, das 2h às 17h; e aos domingos, a partir das 21h. A ampla jornada garante fluxo contínuo de mercadorias, atendendo comerciantes, consumidores e centrais de abastecimento de diversas regiões do Brasil.

Entre os destaques desta segunda-feira (4), alguns produtos apresentaram alta nos preços. A caixa de tomate, com 26 quilos, está sendo comercializada por R$ 200,00. Já a caixa de abobrinha, com 18 quilos, é vendida por R$ 70, enquanto a caixa de maracujá, com 16 quilos, custa R$ 55,00.

A expectativa é de que os preços continuem variando ao longo da semana, acompanhando a dinâmica de oferta e demanda. A lista completa com todos os produtos e valores pode ser consultada AQUI, NESSE LINK: https://www.divulgapetrolina.com/wp-content/uploads/2026/05/04052026.pdf

Tarifa zero para uvas brasileiras na União Europeia amplia competitividade e abre novas oportunidades de exportação

A partir desta sexta-feira (1º), a uva brasileira passa a contar com tarifa de importação zerada para entrada no mercado da União Europeia, com o início da vigência provisória da etapa comercial do Acordo União Europeia–Mercosul. A medida representa um marco para a fruticultura nacional e fortalece a competitividade da uva brasileira em um dos mercados mais estratégicos e exigentes do mundo.

O Acordo União Europeia–Mercosul é um tratado de livre comércio firmado entre os países do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e os 27 países da União Europeia, com o objetivo de facilitar o comércio, ampliar investimentos e criar regras mais previsíveis para os negócios entre os blocos. Embora sua vigência ainda seja provisória, já permite que benefícios comerciais, como a redução tarifária, comecem a ser aplicados enquanto o acordo segue em tramitação para aprovação definitiva pelos parlamentos europeus.

A nova fase do acordo prevê a eliminação gradual de tarifas para cerca de 93% dos produtos exportados pelo Mercosul à Europa em até dez anos. Já neste primeiro momento, cerca de 39% dos produtos agropecuários brasileiros passam a ter tarifa zero, especialmente aqueles em que o Brasil já possui forte presença internacional, como a uva.

Em 2025, a uva brasileira manteve trajetória de crescimento no mercado internacional. Segundo dados do setor, os embarques superaram mais de 62 mil toneladas, crescimento de 5,62% comparado ao ano de 2024, com faturamento de US$ 158,7 milhões. O bom desempenho reforça a importância da cadeia produtiva dentro do agronegócio nacional e evidencia o potencial de expansão diante de novas condições comerciais.

A produção brasileira de uva tem papel estratégico na fruticultura nacional, com forte impacto econômico, social e geração de empregos no campo. De acordo com os dados mais recentes do setor, Pernambuco lidera a produção nacional, com 755,2 mil toneladas e participação de 41,5% do volume total produzido no país, consolidando o protagonismo do Vale do São Francisco na produção de uva de mesa voltada ao mercado interno e à exportação. Em seguida, o Rio Grande do Sul responde por 686,6 mil toneladas, o equivalente a 37,7% da produção nacional, com forte presença tanto na indústria de vinhos e sucos quanto no mercado in natura.

O cenário reforça a força da cadeia produtiva brasileira e a capacidade de abastecimento contínuo, fator estratégico para ampliar a competitividade da uva nacional no mercado internacional.

A Europa já figura entre os principais destinos da uva brasileira, com destaque para mercados como Países Baixos (Holanda), Reino Unido e Espanha. Além do consumo direto, alguns países funcionam como plataformas logísticas de redistribuição para outros mercados europeus, ampliando o alcance da fruta brasileira dentro do continente.

Para o diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, a nova condição comercial fortalece a posição do Brasil no mercado europeu.

“O Brasil já é reconhecido pela qualidade e regularidade da sua produção, e a retirada da tarifa amplia nossa competitividade frente a outros grandes exportadores mundiais. É uma oportunidade concreta de crescer em volume, ampliar mercados e gerar mais valor para toda a cadeia produtiva”, afirma.

Segundo ele, o momento também reforça a importância de agendas ligadas à sustentabilidade e à conformidade com os padrões internacionais.

“O consumidor europeu está cada vez mais atento à origem do alimento, às práticas ambientais e à responsabilidade social na produção. O Brasil está preparado para atender essa demanda e seguir avançando”, completa.

Além da uva de mesa, que teve a tarifa de 11,5% zerada imediatamente com a entrada em vigor da fase comercial do acordo, outras frutas estratégicas da pauta exportadora brasileira também serão beneficiadas pela redução gradual de tarifas no mercado europeu.

O abacate terá sua tarifa de 4% eliminada em até quatro anos; limão e lima, que atualmente enfrentam tarifa de 12,8%, terão desgravação total em sete anos; o melão e a melancia, hoje taxados em 8,80%, também terão tarifa zerada no mesmo prazo; e a maçã terá a alíquota de 10% eliminada em até dez anos.

Energia solar híbrida: o que é mito e o que é verdade sobre o armazenamento

Usina Belenus Divulgação Solarprime

Com o avanço da transição energética no Brasil e o aumento recorrente das tarifas de eletricidade, que segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve ter alta de até 8% em 2026, sistemas inteligentes de consumo têm ganhado espaço. Os mais conhecidos são os sistemas de energia solar on-grid, que operam conectados à rede elétrica, e os sistemas off-grid, que são 100% autônomos e funcionam com armazenamento próprio, sem depender da concessionária. Porém, é possível juntar as duas opções e gerar a energia solar híbrida. Essa tecnologia combina a geração solar tradicional com sistemas de armazenamento em baterias, permitindo maior autonomia energética e controle de custos.

Para Raphael Brito, Diretor Executivo da Solarprime, uma das maiores redes de energia solar do Brasil, mais do que reduzir custos, essa opção permite uma gestão mais inteligente do consumo ao longo do dia. “Hoje, o armazenamento é uma ferramenta estratégica, especialmente para lidar com tarifas variáveis. Ele permite deslocar o consumo para horários mais vantajosos e transformar a energia em um ativo gerenciável, não apenas um custo fixo”, afirma. Mas, afinal, o que é mito e o que é verdade quando o assunto é armazenamento de energia? O profissional listou algumas das principais dúvidas sobre esse sistema:

Indicado apenas para grandes empresas
Mito!  Apesar do destaque nos segmentos industriais e empresariais, os sistemas híbridos estão acessíveis para diferentes perfis de consumo. Com a evolução das tecnologias, já são opções viáveis para pequenos empreendimentos e residências que buscam eficiência e previsibilidade.

Aumentam o controle sobre o consumo  da energia
Verdade! A combinação de geração própria com armazenamento permite gestão ativa e controle de consumo para grandes clientes comerciais e industriais. Na prática, isso significa redução de dependência de tarifas e  utilização da energia em horários estratégicos, além de minimizar a variação de preço.

Armazenamento é uma solução distante da realidade brasileira.
Mito! Pelo contrário, o avanço tecnológico tem acelerado a adoção, principalmente entre empresas que lidam com altos custos operacionais. Dessa forma, energia solar híbrida deixa de ser apenas uma alternativa sustentável e passa a ser uma ferramenta de gestão financeira e previsibilidade de despesas.

Diante do avanço da energia solar no país, soluções inteligentes vêm ganhando cada vez mais espaço e os sistemas híbridos surgem como alternativa estratégica ao unir autonomia, economia e eficiência operacional. Mais do que uma tendência, se consolida como um ativo estratégico de planejamento.

Sobre a Solarprime
Fundada em 2014, é uma das maiores redes de franquias de energia solar do Brasil. Além da geração solar tradicional, oferece sistemas híbridos e soluções de armazenamento por baterias, voltadas aos segmentos comercial e industrial, que permitem acumular energia fora do horário de pico e ampliar a eficiência energética. Com uma estratégia focada em expansão sustentável, a rede estima R$ 100 milhões em faturamento em 2026.

Petrolina brilha no cenário nacional e conquista destaque na gastronomia brasileira

Petrolina segue avançando e se consolidando como um dos grandes destinos turísticos do país, agora também com forte reconhecimento no segmento da gastronomia. Conhecida nacionalmente como a terra do bode e pelos seus renomados vinhos, o município amplia ainda mais seu protagonismo ao se destacar também na produção de queijos, fortalecendo sua identidade na bacia leiteira.

A cidade foi representada pela queijeira Gilvonete Vidal no 4º Mundial do Queijo do Brasil, realizado no Teatro B32, em São Paulo. E o resultado não poderia ser mais motivo de orgulho: Petrolina retorna para casa com cinco medalhas, sendo duas de ouro, uma de prata e duas de bronze. A conquista reforça o potencial gastronômico da região, que já atrai visitantes interessados nas belezas do Rio São Francisco, nos passeios de enoturismo, São João, e agora também nas experiências ligadas à produção artesanal de queijos.

Esse reconhecimento nacional evidencia a força do trabalho dos produtores locais e abre novas portas para o turismo gastronômico, impulsionando a economia e valorizando os sabores e saberes de Petrolina. Um resultado que enche de orgulho e reforça o compromisso da Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, em apoiar e valorizar empreendedores que promovem e fortalecem esse setor, colocando mais uma vez a cidade em destaque no Brasil.

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Texto: Maiara Santos

Fruticultores se reúnem em Petrolina para criação da indicação geográfica da manga e da uva do Vale do São Francisco

Os produtores de frutas de Pernambuco e Bahia se encontraram nesta sexta-feira (10), em Petrolina, durante a segunda reunião do comitê gestor, visando a conquista das indicações geográficas da manga e da uva do Vale do São Francisco.

Reunidos no Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), entidade que vai administrar a iniciativa em parceria com o Sebrae, Adepe (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco) e Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, os produtores conhecerem os passos principais para a obtenção das indicações.

De acordo com o presidente do SPR, Jailson Lira, as indicações representam uma conquista de grande relevância e valorização para a região. “Um instrumento de promoção do crescimento sustentável que cria uma identidade própria; assegura a procedência e destaca nossos produtos pelas características de clima e solo; elevada tecnologia de produção, além de fidelizar os consumidores pela qualidade das frutas e do manejo ambientalmente correto”, ressaltou.

Lembrando que o Brasil tem 157 indicações geográficas que impulsionaram o desenvolvimento das regiões ja contempladas, a gestora do Sebrae para o projeto, Roberta Andrade, enumerou as 10 etapas do processo, que começaram em fevereiro último e prosseguem até meados do mês de setembro, quando deverá ser entregue o pedido de aprovação ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI. “Esta conquista vai dinamizar a fruticultura do Vale do São Francisco, a partir da proteção da marca, qualidade e valor agregado das frutas, proporcionando ainda a ampliação de mercado”, concluiu.

O Vale do São Francisco conta hoje com 3.200 produtores de manga e uva, que empregam mais de 70 mil trabalhadores rurais. No ano de 2009, o INPI chegou a aprovar as indicações geográficas da manga e da uva, porém a descontinuidade dos componentes mercadológicos e promocionais levou o processo à extinção.

Guilherme Coelho é convidado para presidência do Conselho de Administração da Embrapa

Guilherme Coelho aceitou o convite do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, para ocupar o cargo de presidente do Conselho de Administração da Embrapa (Consad). Nesta quarta-feira (9), acompanhado do ministro, Coelho visitou a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e toda a sua diretoria na sede da instituição em Brasília-DF.

O Consad é o órgão da administração superior da empresa, responsável pela orientação estratégica, organização, controle e avaliação de suas atividades. “Recebo com grande alegria e honra o convite do ministro André de Paula para presidir o Consad. A Embrapa é referência mundial em pesquisa e inovação agropecuária e que teve papel decisivo na transformação do Brasil em uma potência no setor. Estou muito animado e pronto para contribuir com o fortalecimento e o futuro da instituição”, destacou Guilherme Coelho.

Agrônomo, pecuarista e exportador de uva e manga no Vale do São Francisco, Coelho é uma das principais lideranças da fruticultura brasileira. Recentemente, deixou a presidência da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), após dois mandatos que proporcionou grandes conquistas e evoluções para a fruticultura.

Novo leilão da Secretaria de Administração terá motocicletas e carros a partir de R$ 900,00 e R$ 1.500,00

A Secretaria de Administração do Estado (SAD) realiza, no próximo dia 6, o 3º Leilão de Bens Móveis de 2026. O certame disponibiliza motocicletas, carros e caminhões a partir de R$ 900,00, R$ 1.500,00 e R$ 2.500,00, respectivamente, além de sucatas de informática, eletrodomésticos, mobiliário e de outros materiais. Com 60 lotes e expectativa de arrecadação de R$ 142.760,00, o certame online será realizado no próximo dia 6, às 9h30, por meio do endereço www.aragaoleiloes.com.br .
A visitação pública para conferir os itens será realizada nos dias 1 e 2 de abril, datas que antecedem o leilão virtual, nos horários e locais indicados no edital. Para participar, basta que os interessados realizem o cadastro prévio no site do leiloeiro (www.aragaoleiloes.com.br/), informando um endereço de e-mail para comunicação e envio de documentos.
Pessoas físicas e jurídicas de qualquer natureza poderão ofertar lances online para veículos recuperáveis. Em relação às sucatas aproveitáveis e sucatas aproveitáveis com motor inservível, a participação é restrita aos Centros de Desmanches de Veículos Automotores, Comércio de Peças Usadas e Reciclagem de Sucata (CDV), registrados operacionais ou credenciados pelo Detran/PE.
Além disso, podem ofertar lances para sucatas aproveitáveis e sucatas aproveitáveis com motor inservível as empresas de outras Unidades da Federação que tenham como atividade a desmontagem de veículos automotores terrestres destinados à comercialização de partes, peças e acessórios automotivos, entre outras condições que podem ser conferidas no edital, disponível no site www.aragaoleiloes.com.br/.

Programa Meu Bairro Empreendedor chega à comunidade de Icó de Né Gomes neste sábado 

Neste sábado (28), a Prefeitura de Petrolina, por meio da Agência Municipal de Empreendedorismo (AGE Petrolina), promove mais uma edição do programa ‘Meu Bairro Empreendedor’, iniciativa que tem fortalecido a economia local e ampliado as oportunidades de geração de renda por toda cidade.

A partir das 9h, a III Feira do Empreendedor da localidade de Icó de Né Gomes, zona rural de Petrolina, terá início na sede da Associação de Moradores. O evento contará com a comercialização de produtos da agricultura familiar e apresentações culturais que prometem animar o público, incluindo o programa de rádio Clube do Vaqueiro e shows de Swing Mulek e Forró URPM.

O programa, idealizado pela gestão municipal, disponibiliza R$ 10 mil para associações de moradores ou entidades representativas, com o objetivo de viabilizar a realização de feiras e exposições que promovam os produtos e serviços de pequenos empreendedores — formais e informais — que atuam dentro das próprias comunidades.

A iniciativa busca estimular o empreendedorismo local, gerar renda e impulsionar o desenvolvimento econômico nos bairros, criando oportunidades concretas para que comerciantes e artesãos tenham visibilidade em seus próprios territórios. As associações interessadas em participar do programa devem procurar a AGE Petrolina, localizada na Avenida Fernando Góes, 1009, Centro, para obter informações sobre os critérios de adesão.

Guilherme Coelho encerra dois mandatos à frente da Abrafrutas com recordes, novos mercados e protagonismo internacional

Após seis anos de liderança à frente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Guilherme Coelho encerrou, nesta quarta-feira (25) , dois mandatos marcados por expansão internacional, recordes históricos e fortalecimento institucional da fruticultura brasileira.

Eleito para o triênio 2020/2023 e reeleito para 2023/2026, Guilherme conduziu a entidade em um dos períodos mais desafiadores e, ao mesmo tempo, mais transformadores do comércio internacional.

Expansão de mercados e conquistas históricas

Sob sua presidência, a fruticultura brasileira ampliou significativamente sua presença global, com a abertura de importantes mercados estratégicos:
• Abertura do mercado chinês para a uva brasileira;
• Abertura do mercado indiano para cinco produtos cítricos: limão taiti, limão siciliano, laranja doce, tangerina e similares;
• Abertura do mercado da Costa Rica para o abacate;
• Abertura do mercado chileno para o mamão e o limão taiti.

A oficialização da abertura do mercado chinês para a uva contou com um encontro entre os presidentes dos dois países, em novembro de 2024, com participação ativa de Guilherme Coelho na articulação institucional. “Estive na China quatro vezes para acompanhar de perto as negociações e contamos com o apoio do ministro Carlos Fávaro. O Vale do São Francisco é o maior beneficiário, já que é maior região produtora de uvas de mesa do Brasil”, destacou.

Outro marco foi a inauguração da nova rota marítima entre Brasil e China, que poderá reduzir em até 30 dias o tempo de transporte e diminuir os custos logísticos em mais de 30%, fortalecendo a competitividade da fruta brasileira no mercado asiático.

Recordes nas exportações

Durante sua gestão, o Brasil alcançou números inéditos nas exportações de frutas.

Em 2021, o setor atingiu, pela primeira vez, a marca de US$ 1 bilhão em exportações, mesmo diante da crise global de contêineres e do aumento expressivo dos fretes marítimos. A uva se destacou com crescimento de 73%.

Em 2025, as exportações bateram novo recorde, com crescimento de 12% em valor, quase US$ 1,5 bilhão a mais em receitas, e alta de 19,6% em volume, consolidando o Brasil como importante player no cenário internacional.

ESG, integridade e inovação

A gestão também foi marcada pelo fortalecimento da agenda de sustentabilidade e governança.

Em novembro de 2025, foi criado o Selo Frutas do Brasil ESG, certificando produtores e exportadores que adotam práticas ambientais, sociais e de governança alinhadas aos padrões internacionais, ampliando a confiança e a competitividade da fruticultura nacional.

A Abrafrutas também recebeu o Prêmio Selo Mais Integridade, concedido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), reconhecimento às práticas de responsabilidade social, sustentabilidade ambiental e ética.

No campo da inovação, Guilherme foi nomeado presidente do Cluster de Inovação Industrial para o Agronegócio de Petrolina-PE, em parceria com o SENAI-PE, reforçando a integração entre tecnologia, indústria e produção agrícola.

Protagonismo internacional

Ao longo dos dois mandatos, Guilherme Coelho consolidou a Abrafrutas como interlocutora estratégica do setor produtivo junto ao Governo Federal e aos mercados internacionais.

Participou de missões oficiais e fóruns internacionais na China, Índia, Coreia do Sul, Rússia e União Europeia, além de feiras globais como Fruit Attraction (Madri), Fruit Logistica (Berlim) e Mac Fruit (Rimini).

Esteve presente na COP 26 (Escócia) e na COP 27 (Egito), reforçando o compromisso da fruticultura brasileira com a agenda climática global.

Também integrou o Fórum Empresarial Brasil-China, o Fórum dos Conselhos Empresariais Brasil-Rússia (BRICS) e participou de encontros estratégicos em Bruxelas com representantes de promoção comercial, ciência, tecnologia e adidos agrícolas.

Articulação política e defesa do setor

Reconhecido pelo perfil articulador, Guilherme atuou diretamente junto ao Governo Federal na defesa dos interesses da fruticultura.

Participou das reuniões interministeriais que discutiram o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos em julho de 2025, solicitando a retirada dos alimentos da lista de produtos sobretaxados. “A decisão do governo americano de sobretaxar os produtos brasileiros causou muita preocupação, mas os fruticultores brasileiros, com diplomacia e bom sendo, conseguiram negociar com os importadores e supermercados e superaram as dificuldades e pouco repercutiu nas exportações, especialmente, das mangas”, disse Guilherme

Articulou visitas de ministros como Carlos Fávaro (Agricultura) e Luiz Marinho (Trabalho) ao Vale do São Francisco, oficializando a participação da fruticultura no Pacto Nacional pelo Trabalho Decente no Meio Rural.

Recebeu autoridades nacionais na região e integrou comitivas ministeriais estratégicas, consolidando a força institucional da Abrafrutas.

Legado

Ao encerrar sua gestão, Guilherme Coelho deixa como legado uma Abrafrutas mais estruturada, internacionalizada, conectada à agenda ESG e protagonista na formulação de políticas públicas para o setor.

“Trabalhamos firmes como muita articulação para contribuir e para posicionar a fruticultura brasileira em um novo patamar de competitividade, sustentabilidade e reconhecimento global” afirmou.