Um minikiwi satisfaz muita gente: frutas em miniatura conquistam produtores e consumidores

o tamanho de uma framboesa: Minikiwis conquistam espaço no mercado — Foto: Divugação/Viveiro Frutopia

A mudança do perfil dos lares brasileiros, com famílias menores, rotina acelerada e muitas pessoas vivendo sozinhas, tem mudado o perfil de consumo em diferentes segmentos. A transformação não se restringe à diminuição dos volumes de compras: no caso das frutas, a mudança tem sido sinônimo, também, de “encolhimento” dos produtos.

Versões em miniatura de frutas como kiwi, pera, maçã, banana-ouro e laranja kinkan são um dos reflexos do novo perfil demográfico do país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um de cada cinco domicílios no país tem só um morador, e, nesta década, as famílias compostas por casais com filhos passaram a representar, pela primeira vez, menos da metade do total de famílias do país: a fatia, que era de 56,4% em 2000, passou a ser de 42% em 2022.

Fonte: CNN

SP registra primeira variedade brasileira do limão caviar, fruta que pode atingir R$ 1,2 mil o quilo

Foto: Divulgação/Agência SP.

O Estado de São Paulo passou a contar com a primeira variedade brasileira de limão caviar registrada no Registro Nacional de Cultivares (RNC). Desenvolvida pelo Instituto Agronômico (IAC), a cultivar Faustrime foi registrada em 2023 e deve chegar ao mercado ainda este ano.

Originário da Austrália, o limão caviar tem espaço na alta gastronomia e pode alcançar preços entre R$ 400 e R$ 1.200 o quilo, dependendo da oferta, da demanda e da qualidade do fruto.

Fruto tem polpa em forma de “pérolas”

Foto: Divulgação/Agência SP.

Diferentemente dos limões convencionais, o limão caviar não concentra o suco em gomos. Sua polpa é formada por pequenas vesículas que lembram ovas de peixe, característica que deu origem ao nome da fruta.

“Ao contrário de outros citros, o caviar não possui suco, por isso sua destinação à alta gastronomia para finalização de receitas. Sua polpa tem pequenas vesículas que se parecem com o caviar e quando consumidas estouram na boca e liberam um sabor levemente ácido. As cores da casca e da polpa podem variar em tonalidades entre marrom, amarelo, rosa, verde e avermelhado”, explica a pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC), Marinês Bastianel, em nota.

Conhecido internacionalmente como finger lime, ou “lima de dedo”, o fruto pertence à espécie Microcitrus australasica, da mesma família das frutas cítricas, embora seja diferente dos limões Siciliano e Tahiti, que pertencem ao gênero Citrus.

Gastronomia impulsiona demanda

O limão caviar vem sendo incorporado aos cardápios de restaurantes, principalmente na finalização de pratos. Para o sushi chef Allan Beckmann, do restaurante Satori Omakase, o ingrediente contribui para diferentes combinações gastronômicas.

“A textura dele, quase lúdica, dialoga naturalmente com preparos que valorizam pureza, contraste e precisão. Como no omakase, ele pode ser mais do que um acabamento bonito, torna-se um elemento de linguagem. Ao lado de um peixe branco, de uma vieira ou de um niguiri cuidadosamente montado, ele realça o sabor sem encobrir a identidade do ingrediente principal.”

Segundo o chef, o fruto amplia as possibilidades de composição dos pratos e atende à procura por ingredientes que combinam sabor, textura e apresentação.

Nova opção para os citricultores

Foto: Divulgação/Agência SP.
Foto: Divulgação/Agência SP.

O IAC avalia que a cultivar Faustrime pode abrir novas oportunidades para produtores brasileiros interessados em atender nichos de mercado.

A comercialização deve ter como foco as capitais brasileiras, enquanto, no mercado internacional, o consumo já ocorre em países da União Europeia, nos Estados Unidos e no Japão.

O material foi selecionado a partir do Banco de Germoplasma de Citros do Centro de Citricultura do IAC, em Cordeirópolis (SP), considerado o maior do mundo, com cerca de 1.700 materiais genéticos provenientes de diferentes países.

Segundo Marinês Bastianel, o limão caviar apresenta produção precoce e pode ser colhido a partir do segundo ano após o plantio. O maior potencial produtivo, porém, é alcançado a partir do quarto ano.

“As características das árvores são bem diferentes de outros citros e apresentam muitos espinhos nos pés, o que exige maior cuidado do produtor durante a colheita. As plantas possuem, ao longo do ano, múltiplas floradas resultando nos frutos”, afirma.

Pesquisa também mira o combate ao greening

Além do potencial comercial, o limão caviar tem despertado interesse em programas de melhoramento genético da citricultura.

Pesquisas realizadas em diferentes países indicam que espécies do gênero Microcitrus apresentam tolerância ao greening (HLB), doença que afeta pomares de citros.

“Vimos vários estudos em países que estão produzindo novas combinações de porta-enxerto que tenham tolerância ao HLB (greening). Nesse caso, o ideal é adotar um sistema que combine porta-enxerto e a copa da planta tolerantes à doença”, diz Marinês Bastianel.

Além da pesquisa desenvolvida pelo IAC, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo atua na certificação fitossanitária e no controle do trânsito vegetal por meio da Defesa Agropecuária, com ações voltadas à produção e à comercialização da cultura.

Fonte: Canal Rural

Fonte: CNN

Itaipava celebra o São João e reforça sua conexão com a cultura nordestina em campanha nacional

Marketing/Grupo Petrópolis

O São João movimenta cidades, reúne gerações e mantém vivas algumas das tradições mais importantes da cultura brasileira. Para celebrar esse patrimônio cultural, a Itaipava, marca do Grupo Petrópolis, apresenta sua campanha para o São João em 2026, ampliando sua presença nos principais festejos juninos do país por meio de experiências exclusivas, conteúdo proprietário, ativações especiais e ações de branded content desenvolvidas pela WMcCANN.

Dando continuidade à plataforma criada em 2025, neste ano, a marca reforça sua conexão com o público a partir do conceito “A sede de São João pede Itaipava com orgulho”. A mensagem traduz a forma como a festa está presente na identidade, nas memórias e nos costumes de milhões de brasileiros, especialmente no Nordeste.

A campanha amplia a narrativa construída em 2025 por meio dos filmes, estrelados por Ivete Sangalo, agora atualizados com a mensagem de conscientização #NuncaAssedie e acompanhados da edição especial da lata comemorativa de São João. A estratégia contempla diferentes pontos de contato com o consumidor, incluindo mídia digital, OOH, ações proprietárias, conteúdos em tempo real e uma ampla cobertura das celebrações sob o olhar de quem vive a festa de perto.

Entre os destaques da programação está a presença de Itaipava no São João da Thay, realizado em Imperatriz (MA), um dos eventos de maior visibilidade do calendário junino. A marca promoveu experiências exclusivas para convidados e criadores de conteúdo, incluindo um sunset especial e uma série de ações que acompanham toda a jornada do público desde o esquenta até os momentos mais emblemáticos do evento.

Já no tradicional São João de Petrolina, Itaipava homenageará personagens fundamentais da cultura junina, como os sanfoneiros que mantêm viva a tradição da festa. A campanha se apoia no território de orgulho das tradições nordestinas e transforma esse sentimento em uma série de experiências de marca, conteúdos proprietários e coberturas em tempo real.

Dividida entre esquenta, festança e pós-evento, a ação combina ativações com a presença de influenciadores nacionais e regionais, como Nicole Bahls e Álvaro, que fazem parte do Squad Itaipava, e a própria Ivete Sangalo, além de ações de branded content. O objetivo é posicionar Itaipava como uma marca que não apenas patrocina a festa, mas que vive e amplifica, com autenticidade, a cultura, os costumes e o orgulho de quem faz o São João acontecer.

“A campanha de 2026 nasce da evolução de uma narrativa que começou no ano passado e que encontrou uma conexão genuína com o público. Queríamos ampliar esse território de orgulho e mostrar que o São João não é apenas uma festa que acontece em junho, mas algo que vive nas pessoas durante todo o ano. Por isso construímos uma jornada que combina cultura, entretenimento, conteúdo e experiências para celebrar essa relação de forma autêntica e relevante”, afirma Raphael Borges, CCO da WMcCANN.

O público poderá encontrar diversos bares de Itaipava espalhados pelo evento, em diferentes áreas, ativações interativas, um estúdio exclusivo, espaços instagramáveis, além do tradicional bar suspenso, atração famosa por oferecer a possibilidade de brindar em uma vista privilegiada da celebração.

“O São João é uma das manifestações culturais mais importantes do Brasil e ocupa um lugar muito especial na história de Itaipava. Em 2026, queremos ir além da celebração da festa e reforçar o orgulho de tudo o que ela representa: as pessoas, as tradições, a música, a cultura e o sentimento de pertencimento que atravessa gerações. Nossa campanha nasce desse respeito pela cultura e pela vontade de estar presente de forma autêntica em um momento tão significativo para os brasileiros”, diz Diego Santelices, Head de Comunicação e Mídia do Grupo Petrópolis.

Itaipava estará presente ainda nas celebrações juninas e julinas de Araripina, Surubim e Carpina (PE), Serrinha e Berimbau (BA), Bananeiras e Sousa (PB), Maceió (AL), Caicó (RN) e São João de São Paulo e São Julhão (SP), fortalecendo a lembrança da marca quando o assunto é São João brasileiro.

Abrafrutas debate desafios globais e oportunidades de crescimento da fruticultura na PEC Brasil 2026

Em um cenário marcado por conflitos geopolíticos, mudanças nas relações comerciais internacionais, desafios climáticos e novas exigências dos mercados consumidores, a fruticultura brasileira tem sido chamada a repensar estratégias e fortalecer sua capacidade de adaptação. As incertezas dos grandes acontecimentos mundiais impactam diretamente o agronegócio, influencia custos de produção, logística, acesso a mercados e a competitividade das exportações.

Diante desse contexto, o tema “Panorama da fruticultura brasileira diante das incertezas dos grandes acontecimentos mundiais” será um dos destaques da programação da PEC Brasil 2026. O assunto será abordado por Eduardo Brandão, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), durante participação no evento.

A palestra trará uma análise sobre os principais desafios e oportunidades para a fruticultura nacional, abordará as perspectivas do mercado internacional, o comportamento do consumo, as tendências de sustentabilidade e os caminhos para ampliar a presença das frutas brasileiras no comércio global.

Para a Abrafrutas, discutir o cenário internacional é essencial para preparar o setor para um ambiente cada vez mais dinâmico e competitivo.

“Apesar das incertezas globais, a fruticultura brasileira segue demonstrando resiliência e capacidade de crescimento. O Brasil reúne condições únicas de produção e possui grande potencial para ampliar sua participação nos mercados internacionais, desde que esteja atento às transformações econômicas, climáticas e comerciais que impactam o setor”, destaca Brandão.

A Abrafrutas tem como um dos compromissos institucionais promover debates sobre temas estratégicos para a cadeia produtiva, de forma que aproxima produtores, empresários, pesquisadores e demais agentes do setor em torno de soluções que fortaleçam a fruticultura brasileira.

Considerado um dos maiores eventos do agronegócio do Norte e Nordeste, a PEC Brasil reúne anualmente milhares de participantes, e se consolida como um importante espaço para a difusão de conhecimento, troca de experiências e discussão de temas relevantes para o desenvolvimento do agro brasileiro.

Entre tarifas dos EUA e oportunidades na Europa e Ásia, Abrafrutas projeta US$ 2 bilhões em exportações de frutas brasileiras

A estratégia de diversificação também inclui mercados de menor porte, mas com potencial de crescimento. Segundo Brandão, o Brasil abriu recentemente o mercado da Costa Rica para o caqui paulista e já realizou os primeiros embarques da fruta.

“Abrimos em 4 meses e já exportamos Caqui Paulista para Costa Rica.”

Dependência de poucos mercados preocupa

Apesar das perspectivas positivas, a Abrafrutas avalia que a concentração das exportações em poucos destinos ainda representa um risco para o setor.

Atualmente, cerca de 70% das vendas externas têm como destino a União Europeia, enquanto o Reino Unido responde por aproximadamente 15% e os Estados Unidos por cerca de 12%.

“Se somar esses três aí, vai dar mais ou menos 80 e poucos por cento concentrado em três destinos. Para mim isso é um risco.”

Por isso, a abertura de novos mercados passou a ocupar posição estratégica dentro da entidade.

Logística ainda limita competitividade do Brasil

Além das barreiras comerciais, a logística continua sendo um dos principais desafios para o avanço das exportações brasileiras de frutas.

Segundo Brandão, os exportadores enfrentam dificuldades relacionadas aos custos de transporte, à disponibilidade de embarques e à dependência de rotas compartilhadas com outros tipos de cargas.

Como o volume exportado pelo Brasil ainda é inferior ao de concorrentes como Chile e Peru, os embarques de frutas normalmente ocupam apenas parte dos contêineres transportados pelos navios.

Na prática, isso reduz o poder de negociação dos exportadores brasileiros junto aos armadores. Em alguns casos, mesmo após o agendamento da carga, alterações operacionais podem impedir o embarque dos contêineres previstos, obrigando produtores a redirecionar a produção ao mercado interno e comprometendo relações comerciais construídas ao longo de anos com compradores internacionais.

O transporte aéreo surge como alternativa para produtos de maior valor agregado ou com menor vida útil, mas os custos são significativamente mais elevados. Enquanto o frete marítimo para a Europa gira em torno de US$ 0,58 por quilo, o transporte aéreo pode superar US$ 1,80 por quilo, reduzindo as margens dos exportadores.

O cenário reduz a competitividade do Brasil frente a concorrentes como Chile e Peru, que operam volumes maiores e contam com estruturas logísticas mais eficientes para atender mercados estratégicos, especialmente na Ásia.

A localização geográfica também favorece esses países em algumas rotas internacionais. Situados na costa do Pacífico, Chile e Peru possuem acesso mais rápido aos mercados asiáticos e embarcam volumes suficientes para operar navios dedicados ao transporte de frutas, sem depender de rotas compartilhadas com outros segmentos.

Para ilustrar a diferença de competitividade, Brandão faz uma comparação direta entre os principais exportadores da América do Sul. Segundo o executivo, os US$ 1,45 bilhão exportados pelo Brasil em frutas em 2025 equivalem aproximadamente ao faturamento obtido pelo Chile apenas com as exportações de cereja e pelo Peru somente com avocado, evidenciando o espaço para crescimento da fruticultura nacional.

A entidade também acompanha projetos de infraestrutura voltados à ampliação da competitividade logística do setor. Entre eles está a Rota Bioceânica, corredor que pretende conectar o Centro-Oeste brasileiro aos portos chilenos no Pacífico, reduzindo distâncias para mercados asiáticos. A expectativa é que iniciativas desse tipo contribuam para diminuir custos e ampliar a presença das frutas brasileiras em países como China, Japão e Coreia do Sul.

Fonte: Agrofy News

 

Fonte: CNN

Tradição japonesa traz excelência à avocado hass made in Brazil

Grupo Tsuge – Produção do abacate Hass atende o mercado nacional e internacional

 

O Grupo Tsuge mantém no Brasil uma tradição japonesa que prega o cuidado com cada detalhe para produzir avocados hass de excelência.

Naohito Tsuge, 0 fundador de Grupo Tsuge

A dedicação da família à agricultura começou ainda no Japão há mais de um século e chegou ao Brasil em 1954, após a Segunda Guerra Mundial.

Atualmente, o Grupo Tsuge aplica esse princípio na região de São Gotardo, estado de Minas Gerais, onde o cultivo da fruta ganhou escala e padrão internacional.
A fazenda opera com produção verticalizada, reunindo viveiros de mudas, pomares, laboratório para controle biológico, packing-house e câmaras frias.
Mais de 200 colaboradores participam do cultivo ao longo de todo o ano, em um sistema que busca qualidade, padronização e rastreabilidade em cada etapa.

“Cultivamos abacates de maneira ética para trazer sabor e benefício para a saúde das pessoas, mas também para gerar impacto positivo na sociedade e natureza. Aprendemos a fazer assim há muitos anos e este é um valor para nossa família”, afirma Paulo Tsuge, diretor do Grupo.

Esse modelo produtivo atende aos mercados mais exigentes do Brasil e do exterior, com exportações para diversos países da Europa, além de Argentina, Chile e Uruguai.
Entre os destinos na União Europeia (UE), estão Holanda, Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, bem como Noruega e Suíça.

Packing-house garante a seleção dos melhores frutos

 

Certificações – Nesse cenário, o Brasil e o Grupo Tsuge são vistos como potenciais grandes fornecedores no mercado global.

“Podemos fazer frente ao desafio de fornecer mais avocado para o mercado internacional com um padrão elevadíssimo em qualidade e sustentabilidade”, afirma Paulo Tsuge.

A base dessa inserção internacional está nas certificações. A empresa mantém há mais de uma década selos como Global Gap e Rain Forest Alliance, IFS, Leaf Marque, Nurture, além de contar com Grasp e HACCP, entre outros, que abrangem práticas ambientais, sociais e de segurança alimentar.

No caso da Rain Forest Alliance, auditorias anuais avaliam aspectos como manejo de água, preservação da vegetação e condução das atividades agrícolas.

Já a certificação Grasp trata das condições de trabalho, enquanto a HACCP foca na análise de riscos ao longo da produção.

Pomares – Hoje, o Grupo cultiva mais de 800 hectares com variedades como avocado Hass, Quintal, Fortuna, Margarida, Breda e Geada, distribuídas ao longo do calendário para garantir oferta contínua.

A diversificação também atende diferentes mercados e perfis de consumo.

Colheita de avocado hass no Grupo Tsuge – A produção inclui ainda pequenas áreas de outras culturas, como lichia, mas o foco permanece no abacate, especialmente na variedade Hass, que concentra a maior demanda internacional. A produção da fruta também se destaca pela adaptação às condições brasileiras de solo, clima e disponibilidade hídrica.

Pós-colheita – O controle de qualidade se estende à pós-colheita. Os abacates são colhidos, levados ao packing-house, onde passam por limpeza, classificação e embalagem, e seguem para câmaras frias antes da distribuição.

Tecnologias de gestão e monitoramento acompanham o processo, incluindo sistemas de mecanização e uso de ferramentas digitais.

A padronização permite atender tanto redes varejistas brasileiras quanto compradores internacionais.

A qualidade consistente levou o Grupo Tsuge a se tornar fornecedor exclusivo de marcas como Turma da Mônica e Hello Kitty & Friends.

Além de desenvolver sua própria marca, o grupo também tem parcerias sólidas com importadores internacionais como a Westfalia, Avor, Halls, entre outras.

A associação reforça o posicionamento em torno de confiança e padronização.

Grupo Tsuge produz os abacates da Turma da Monica

Superfood – Do ponto de vista de mercado, o avanço do consumo de avocado hass sustenta a estratégia.
Dados indicam crescimento expressivo no consumo da fruta no Brasil e no exterior ao longo da última década, impulsionado pelo reconhecimento de suas propriedades nutricionais.
Considerado um “superfood”, o avocado hass reúne antioxidantes, magnésio, vitaminas A, C e E, além de minerais e gorduras saudáveis.
Estudos apontam benefícios associados à redução de colesterol, controle da pressão arterial e melhora da absorção de nutrientes.

A combinação entre valor nutricional, versatilidade culinária e apelo funcional ampliou o espaço do fruto nas gôndolas e nas dietas.

O avocado hass passou a integrar preparações diversas, de pratos salgados a sobremesas, além de produtos voltados ao consumo rápido.

Fonte: Jornal da Fruta

Fonte: CNN

A redução tarifária foi imediata: passamos de tarifas de até 14% para zero.”

A entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia marca um ponto de virada para as exportações brasileiras de uva de mesa. Após mais de 20 anos de negociações, o setor comemora a eliminação imediata das tarifas europeias sobre esse produto, medida que melhora a competitividade do Brasil em relação a outros fornecedores que já gozavam de condições preferenciais no mercado da UE.
Foto: Wenderson-CNA

“A fruticultura brasileira tornou-se muito mais competitiva com a entrada em vigor do acordo. No caso da uva, a importância foi ainda maior, já que a redução tarifária foi imediata, passando de tarifas que podiam chegar a 14% para zero”, afirma Jorge de Souza, gerente de projetos da Abrafrutas.

No entanto, De Souza enfatiza que o acordo por si só não garante um crescimento automático das exportações.

“O setor deve continuar trabalhando em inovação e qualidade, já que a competitividade só é igualada em termos tarifários”, alerta.

A União Europeia continua sendo o principal destino das uvas brasileiras, embora a Abrafrutas ressalte que o Brasil também é uma importante região produtora.

“As uvas importadas apenas complementam o abastecimento da Europa quando a produção nacional não é possível ou atende apenas parcialmente à demanda”, explica De Souza.

Portanto, não esperam uma expansão rápida das vendas para o bloco europeu. Segundo De Souza, o aumento das exportações deverá ser moderado e dependerá também de fatores externos, como as condições climáticas dentro e fora da Europa.

Entre os pontos fortes do Brasil, De Souza destaca a capacidade produtiva do país. “A principal vantagem do Brasil sobre seus principais concorrentes na produção de uvas de mesa reside na sua capacidade de produzir mais de uma safra por ano e ainda ter considerável espaço para crescimento na produção e na produtividade.”

No entanto, a organização ressalta que a concorrência internacional continuará intensa. Fatores como genética vegetal, qualidade da fruta, logística e acesso ao mercado continuarão sendo cruciais para a conquista de participação de mercado.

Em relação às tendências de consumo, as variedades sem sementes continuam a liderar as preferências dos consumidores europeus, especialmente nos segmentos premium . Além disso, fatores como sustentabilidade, comércio justo e segurança alimentar estão se tornando cada vez mais importantes nas decisões de compra.

As projeções iniciais para 2026 apontavam para um crescimento de quase 10% nas exportações brasileiras de uva. No entanto, a incerteza geopolítica e logística continua a afetar as perspectivas do setor.

“A logística desempenha um papel fundamental na capacidade de entregar o produto desejado ao seu destino, com a qualidade e o prazo acordados”, enfatiza De Souza, acrescentando que a evolução do contexto geopolítico global será crucial para a competitividade futura.

“Atualmente, existe um grau razoável de otimismo no setor frutícola brasileiro”, afirma De Souza. “Queremos aumentar nossas exportações de frutas e vamos conseguir, mas estamos cientes dos desafios e das áreas em que precisamos melhorar para atingir esse objetivo.”

Fonte: Fresh Plaza

Fonte: CNN

Sanidade vegetal é fator decisivo para o crescimento das exportações de frutas brasileiras

A mosca-das-frutas é uma das principais pragas monitoradas pelos sistemas de defesa agropecuária em todo o mundo. Além dos impactos na produção, sua presença pode gerar barreiras fitossanitárias e comprometer o comércio internacional de frutas, tornando seu controle uma prioridade para os países exportadores.

A ocorrência dessa praga pode causar perdas significativas na produção, comprometer a qualidade dos frutos e gerar restrições comerciais capazes de impactar diretamente o acesso aos mercados internacionais.

No Brasil, a fruticultura possui papel relevante na economia nacional. O país é o terceiro maior produtor mundial de frutas, com uma produção superior a 40 milhões de toneladas por ano, cultivadas em cerca de 2,5 milhões de hectares. O setor gera aproximadamente 6 milhões de empregos diretos e indiretos e abastece tanto o mercado interno quanto o externo.

Diante da importância econômica da atividade, a defesa agropecuária torna-se um instrumento estratégico para garantir a sanidade da produção e a competitividade do setor. O sistema brasileiro de defesa agropecuária, composto pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pelas agências estaduais de defesa sanitária, realiza o monitoramento contínuo das áreas produtoras, o controle do trânsito vegetal, a vigilância fitossanitária e a execução de programas voltados à prevenção, detecção e controle de pragas e doenças.

No caso específico da mosca-das-frutas, as ações incluem monitoramento por armadilhas, inspeções em campo, levantamentos fitossanitários e programas de mitigação de risco, fundamentais para manter áreas livres ou de baixa prevalência da praga. Esse trabalho é essencial não apenas para proteger os pomares brasileiros, mas também para atender aos requisitos fitossanitários exigidos pelos países importadores.

As questões fitossanitárias figuram entre os principais fatores que limitam o comércio internacional de frutas. Uma carga que apresente vestígios de pragas ou não atenda aos protocolos sanitários pode ser rejeitada, devolvida ou até destruída no destino, gerando prejuízos econômicos e riscos à reputação do país exportador. Por isso, a defesa agropecuária funciona como uma importante barreira de proteção, evitando tanto a entrada de pragas exóticas no território nacional quanto a disseminação de organismos nocivos entre os estados produtores.

Para o diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, a defesa agropecuária é um dos principais pilares para o crescimento sustentável da fruticultura brasileira.

“A defesa agropecuária é o que nos dá segurança para produzir e exportar. É ela que monitora e acompanha as lavouras, prevenindo a entrada de pragas exóticas no país e evitando que problemas fitossanitários se espalhem entre as regiões produtoras. As questões fitossanitárias estão entre as principais causas de perdas de produção e também são um dos maiores desafios para a exportação de frutas. Sem um sistema de defesa forte e eficiente, o Brasil teria muito mais dificuldade para acessar e manter mercados internacionais”, destaca Brandão.

Com o objetivo de debater os avanços, desafios e perspectivas da sanidade agropecuária no país, está acontecendo no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, a 9ª Conferência Nacional de Defesa Agropecuária (CNDA), considerada um dos mais importantes fóruns nacionais sobre o tema. Neste ano, a Abrafrutas participa como patrocinadora do evento.

A entidade também integrou a programação técnica da conferência ao lado do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), participou do painel dedicado à mosca-das-frutas. O debate abordou os impactos da praga na produção e nas exportações brasileiras, além da importância das ações de monitoramento, controle e vigilância fitossanitária para a manutenção da competitividade do setor.

O evento que encerra amanhã (18), reúne representantes engenheiros agrônomos, médicos veterinários, zootecnistas, técnicos em agropecuária, auditores e fiscais agropecuários, produtores rurais, professores universitários, estudantes de ciências agrárias, representantes de órgãos públicos, empresários e profissionais do setor agropecuário.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Fruticultura é aposta para diversificar a renda de produtores da Zona da Mata

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), em parceria com prefeituras de municípios da da Zona da Mata, vai promover na próxima terça-feira (16/6) o encontro do Circuito Frutifica Minas, em Rio Pomba. A iniciativa busca incentivar a diversificação da produção agropecuária e ampliar as oportunidades de geração de renda para agricultores familiares da região, onde a pecuária de leite e de corte ainda é a principal atividade econômica.

O evento será realizado a partir das 13 horas, no auditório do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais – Campus Rio Pomba, e deverá reunir entre 150 e 200 participantes, entre produtores rurais, técnicos, estudantes e profissionais ligados ao setor agropecuário.

Além de Rio Pomba, participam da mobilização os municípios de Piraúba, Tocantins, Tabuleiro, Silveirânia, Mercês e Guarani. A proposta surgiu a partir da demanda das administrações municipais por alternativas capazes de ampliar as fontes de renda no campo, reduzir a dependência de uma única atividade econômica e criar condições para fortalecer a permanência das famílias rurais, especialmente dos jovens.

Segundo o coordenador técnico regional de Culturas da Emater-MG, Filipe Sandin do Carmo, a fruticultura apresenta características que a tornam uma alternativa estratégica para a agricultura familiar da Zona da Mata.

“A maioria dos municípios da região é caracterizada pela predominância de pequenas propriedades rurais. A fruticultura se destaca por ser uma atividade capaz de gerar boa produtividade e rentabilidade mesmo em áreas reduzidas, quando conduzida com planejamento e manejo adequados”, destaca.

A programação do encontro inclui palestras sobre o cenário da fruticultura regional, o cultivo da goiaba como oportunidade de negócio, os desafios no manejo do maracujazeiro e as possibilidades de comercialização por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

A Zona da Mata reúne condições favoráveis para a expansão da atividade. Entre os fatores apontados pela Emater-MG estão o clima e os solos adequados ao cultivo de frutas, a proximidade dos grandes mercados consumidores de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, além da localização estratégica próxima a centros de distribuição e indústrias processadoras de frutas e polpas.

A região já possui exemplos de sucesso. Tocantins se destaca pela produção de tangerina Ponkan e Piraúba pela cultura da goiaba. Também há potencial para expansão de outras frutas, como laranja, limão, banana, maracujá, abacate e pitaya, produtos que podem agregar valor à produção das propriedades familiares.

Para Filipe Sandin, a diversificação produtiva é um caminho importante para aumentar a sustentabilidade econômica das propriedades rurais. “A iniciativa busca demonstrar aos produtores e aos jovens do meio rural que a fruticultura representa uma importante oportunidade de geração de renda, criação de empregos e desenvolvimento das propriedades. Ao incentivar a diversificação da produção e a adoção de novas alternativas produtivas, também estimulamos as famílias a permanecerem no campo e a melhorarem sua qualidade de vida”, afirma.

Foto: Divulgação Emater-MG

Fonte: CNN

Fruticultura brasileira fortalece produção, consumo e presença internacional

A fruticultura brasileira desempenha papel estratégico na segurança alimentar, na geração de empregos e no desenvolvimento econômico do país. Com produção superior a 40 milhões de toneladas por ano e uma das maiores diversidades de frutas do mundo, o Brasil reúne condições únicas para atender tanto o mercado interno quanto a crescente demanda internacional por alimentos saudáveis, seguros e sustentáveis.

Presente em todas as regiões do país, a atividade gera mais de 5 milhões de empregos diretos e indiretos, movimenta economias locais e contribui para a inclusão produtiva de milhares de famílias. Além de sua relevância econômica, a fruticultura ocupa posição de destaque na promoção da saúde e da qualidade de vida da população, ao disponibilizar alimentos ricos em vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes.

Apesar da ampla oferta de frutas no mercado nacional, especialistas apontam a necessidade de ampliar o consumo entre os brasileiros. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão diária de pelo menos 400 gramas de frutas, legumes e verduras como parte de uma alimentação equilibrada. Nesse contexto, o incentivo ao consumo de frutas representa uma oportunidade de promover hábitos alimentares mais saudáveis e, ao mesmo tempo, fortalecer toda a cadeia produtiva.

Segundo o técnico de projetos da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), Jorge de Souza, ampliar a presença das frutas na alimentação da população traz benefícios que vão além da saúde.

“As frutas são alimentos essenciais para uma dieta equilibrada e desempenham papel importante na prevenção de doenças. Além dos benefícios para a população, o aumento do consumo fortalece toda a cadeia produtiva, gera empregos, movimenta a economia das regiões produtoras e valoriza o trabalho realizado pelos fruticultores brasileiros”, destaca.

A força da produção nacional também se reflete no comércio exterior. Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,07 milhão de toneladas de frutas frescas e alcançou receita de US$ 1,45 bilhão. Manga, melão, melancia, uva, limão e mamão permanecem entre os principais produtos da pauta exportadora, consolidando a presença brasileira em mercados estratégicos da Europa, América do Norte e Oriente Médio.

Além dos mercados já consolidados, a América Latina apresenta oportunidades importantes para a expansão dos negócios. A proximidade geográfica, a complementaridade das cadeias produtivas e o crescimento da demanda por alimentos frescos favorecem o fortalecimento das relações comerciais entre os países da região, ampliando o intercâmbio de produtos, tecnologias e conhecimento.

Nesse cenário de crescimento, inovação e integração comercial, a ABRAFRUTAS participa da 31ª edição da Hortitec em 2026 com o objetivo de fortalecer a fruticultura nacional, incentivar o consumo de frutas e ampliar as oportunidades de negócios para o setor.

Considerada uma das principais feiras de horticultura, cultivo protegido e culturas intensivas da América Latina, a Hortitec reúne produtores, empresas, pesquisadores e lideranças do agronegócio em um ambiente voltado à inovação, tecnologia e geração de negócios.

Nesta edição, a ABRAFRUTAS participa institucionalmente por meio da marca Fresh Brasil, iniciativa que reúne também o Instituto Brasileiro de Floricultura (IBRAFLOR) e o Instituto Brasileiro de Horticultura (IBRAHORT). A parceria tem como objetivo integrar esforços de toda a cadeia de alimentos frescos do país, promovendo a produção nacional, fortalecendo a segurança alimentar e incentivando o consumo de frutas, flores, hortaliças e demais produtos frescos.

O estande será compartilhado ainda com a Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM) e a International Fresh Produce Association (IFPA), reforçando a união do setor em prol do desenvolvimento e da competitividade da produção brasileira.

A ABRAFRUTAS convida todos os visitantes da Hortitec 2026 a conhecerem o estande institucional e participarem das discussões sobre os desafios, as oportunidades e o futuro da fruticultura brasileira.

 

Fonte: CNN