Cuba abre mercado para o limão brasileiro e amplia oportunidades para a fruticultura nacional

A fruticultura brasileira ganhou mais um mercado internacional. Cuba autorizou a importação de limão-Tahiti produzido no Brasil, ampliando as oportunidades para produtores brasileiros e reforçando o movimento de diversificação dos destinos das frutas nacionais. A autorização foi comunicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

A abertura de Cuba ocorre em um momento positivo para as exportações brasileiras de limão. No primeiro semestre de 2026, os embarques da fruta registraram crescimento de 9,28% em valor e de 2,95% em volume, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho reforça a competitividade do produto brasileiro e a importância da busca por novos destinos para ampliar as oportunidades comerciais do setor.

“Cada abertura é motivo de comemoração, pois mostra que estamos avançando na conquista de novos mercados. Um novo destino amplia as oportunidades de comercialização e fortalece a presença da fruta brasileira no mundo. O limão-Tahiti é um produto de grande importância para a nossa fruticultura e possui qualidade e competitividade para atender mercados cada vez mais exigentes”, destaca Waldyr Promicia, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

A autorização é resultado de um processo de negociação fitossanitária que vinha sendo acompanhado desde o primeiro semestre. Em abril, uma missão técnica da Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) de Cuba esteve no Brasil para avaliar as condições necessárias à abertura do mercado para frutas brasileiras. Na ocasião, foram analisados sistemas de produção, rastreabilidade, medidas de controle de pragas e os mecanismos oficiais de certificação fitossanitária.

A missão avaliou inicialmente a possibilidade de exportação de limão-Tahiti, lima ácida, laranja, uva e maçã. Técnicos cubanos visitaram áreas produtivas e estruturas de consolidação em São Paulo e também regiões produtoras de uva e maçã no Sul do país. O objetivo era verificar, diretamente no campo, a capacidade brasileira de atender aos requisitos fitossanitários exigidos por Cuba.

A abertura para o limão-Tahiti representa, portanto, o resultado de uma construção técnica que envolve produtores, setor privado e autoridades sanitárias dos dois países.

“Esse é o resultado de um trabalho que começa muito antes do embarque. É preciso atender aos protocolos, demonstrar a qualidade e a segurança da produção e construir confiança entre os países”, acrescenta Promicia.

Fonte:

Fonte: CNN

Fruticultura do Vale do São Francisco amplia desafios no controle de pragas

Produção de manga e uva no Vale do São Francisco exige manejo constante para controle fitossanitário.

Manga e uva estão entre as culturas que transformaram o Vale do São Francisco em um dos principais polos da fruticultura irrigada brasileira. No polo Petrolina/Juazeiro, entre Pernambuco e Bahia, as duas frutas aparecem entre os principais cultivos de uma atividade que gera cerca de 156 mil empregos e mantém uma cadeia produtiva voltada tanto ao mercado interno quanto às exportações.

A combinação entre irrigação, altas temperaturas, baixa umidade e técnicas de manejo permite produzir frutas ao longo do ano e programar períodos de colheita. Essa característica ajudou a região a conquistar espaço em diferentes mercados, mas também aumentou a necessidade de acompanhamento constante das lavouras, principalmente quando o assunto é controle fitossanitário.

Nos projetos públicos de irrigação mantidos pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) em Pernambuco, onde uva e manga estão entre as principais culturas, foram produzidas cerca de 914 mil toneladas de produtos agrícolas em 2024, em uma área cultivada de 25,8 mil hectares. O valor bruto da produção chegou a aproximadamente R$ 4,8 bilhões.

A movimentação das duas frutas permaneceu intensa em 2025. Somente durante os plantões de Natal e Ano-Novo, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) emitiu 844 Permissões de Trânsito de Vegetais para assegurar a continuidade das exportações de mais de 3,7 mil toneladas de frutas produzidas no Vale, especialmente manga e uva.

A presença no mercado externo também aumenta as exigências relacionadas ao controle de pragas. Em setembro de 2025, por exemplo, a Adagro realizou uma operação em 20 propriedades produtoras de manga em Petrolina para acompanhar o cumprimento dos protocolos fitossanitários da safra 2025/2026 destinada aos Estados Unidos. O trabalho teve como foco o monitoramento e o controle da mosca-das-frutas, seguindo requisitos estabelecidos entre os dois países.

Nas lavouras, porém, o desafio não se restringe a uma única praga. Na uva, cigarrinha e ácaro-vermelho estão entre os organismos que demandam acompanhamento dos produtores. Na manga, o manejo fitossanitário também faz parte da rotina, especialmente diante da necessidade de preservar a sanidade e a qualidade das frutas.

Entre as ferramentas auxiliares adotadas nesse manejo está o Hapan, desenvolvido pela Hydroplan-EB. Formulado com óleos essenciais 100% naturais e com certificação IBD, o adjuvante auxilia no controle de pragas e pode ser utilizado durante a fase de frutificação até a maturação dos frutos, sem deixar resíduos químicos. Essa característica também favorece seu uso em cultivos destinados à exportação, submetidos a análises e protocolos específicos de resíduos.

Segundo a Hydroplan-EB, o produto já vem sendo utilizado em cultivos de uva no Vale do São Francisco e também está entrando em áreas destinadas à produção de manga. Nos parreirais, a empresa relata resultados principalmente como auxiliar no manejo da cigarrinha e do ácaro-vermelho. Para a cigarrinha, a atuação é observada especialmente sobre as ninfas, enquanto, no caso do ácaro-vermelho, os resultados são relatados nas diferentes fases do ciclo da praga, dos ovos aos indivíduos adultos.

“O adjuvante, formulado com óleos essenciais especiais, entra como uma ferramenta auxiliar no controle das principais pragas. Na uva, temos observado resultados principalmente no manejo da cigarrinha e do ácaro-vermelho. Esse trabalho é importante durante todo o desenvolvimento da cultura e ganha atenção da frutificação até a colheita. Na manga, também estamos iniciando a utilização da tecnologia nas áreas de cultivo do Vale”, explica João Quirino, coordenador técnico da Hydroplan-EB.

Com produção distribuída ao longo do ano e presença nos mercados nacional e internacional, manga e uva exigem acompanhamento constante das lavouras. Da irrigação ao controle de pragas, tecnologia, manejo e planejamento passam a fazer parte da estratégia para proteger as culturas e atender às exigências dos diferentes destinos.

Sobre a Hydroplan-EB:

Com 27 anos de atuação, a Hydroplan-EB tem como propósito tornar o agronegócio mais sustentável, oferecendo produtos que garantem uma safra mais eficiente e menor impacto ambiental. Referência global na aplicação do gel na agricultura, a empresa se destaca também no desenvolvimento e uso de produtos de origem natural, como óleos essenciais e fertilizantes especiais, no mercado agrícola.

Mais informações em: hydroplan-eb.com

Fonte: Guaiara News

Fonte: CNN

Sebrae-SP lança projeto de fruticultura com propriedades modelos na região de Bauru

Após o aumento da demanda por consultorias na área de fruticultura, os especialistas do escritório regional desenvolveram o programa com o objetivo de estimular o cultivo de variedades de frutas e fortalecer a atividade na região de Bauru, contribuindo para que o centro-oeste paulista retome seu protagonismo no segmento.

Totalmente gratuito, o projeto tem início previsto para agosto de 2026 com uma jornada prática de capacitação e previsão de conclusão em maio de 2027 com a realização de um Dia de Campo em uma propriedade modelo. O objetivo é reunir os interessados em compartilhar conhecimentos, experiências e inovações aplicados à fruticultura.

O programa será desenvolvido nos municípios de Agudos, Paulistânia, Bauru, Pederneiras, Bariri, Promissão, Guaiçara e Lins.

O cronograma segue:

>> Agosto 2026

Inova Senar: banana – Instalação da lavoura – carga horária: 16 horas

Inova Senar: maracujá – Instalação da lavoura – carga horária: 16 horas

>> Outubro 2026

Inova Senar: maracujá – Manejo e tratos culturais – carga horária: 24 horas

>> Novembro 2026

Inova Senar: banana – Manejo e tratos culturais – Carga horária: 24 horas

Inova Senar: Dia de Campo – Carga horária: 8 horas

>> Fevereiro 2027

Inova Senar: banana – Colheita e Comercialização – Carga horária: 16 horas

Inova Senar: maracujá – Colheita e Comercialização – Carga horária: 16 horas

>> Maio 2027

Inova Senar: Dia de Campo – Carga horária: 8 horas

Cada participante poderá escolher entre as culturas de banana e maracujá e ficará responsável pela comercialização da própria produção. A propriedade escolhida para receber os cursos será utilizada como área modelo para realização do Dia de Campo.

Podem participar quem possui CAF ou CNPJ Rural em seu próprio nome, ou faz parte do quadro societário da propriedade; ser maior de 18 anos e ter real interesse em implementar a cultura escolhida.

O projeto é uma iniciativa da parceria entre Sebrae-SP, FAESP, SENAR e Sindicatos Rurais de Lins, Mineiros do Tietê, Arealva e Bauru.

Serviço

“Projeto Fruticultura: banana ou maracujá”

Início em agosto de 2026 e previsão de término em maio de 2027

Inscrições pelo link https://forms.office.com/r/w8JtsC9vmz

Informações pelo telefone (14) 3104-1715 com William ou Marcelo

Fonte: 96.9 Bauru

Fonte: CNN

Câmara Setorial de Apicultura de Pernambuco reconduz diretoria e define novas frentes de atuação

Pernambuco produziu 1,6 mil toneladas de mel em 2024 e ocupa a 10ª posição entre os estados brasileiros em produção, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É no fortalecimento deste setor que atua a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Apicultura de Pernambuco, que reúne representantes do setor produtivo, instituições públicas, entidades e academia. Nesta terça-feira (11/08), durante a 13ª Reunião Ordinária, Antonio Ferreira Coelho Muniz Junior (Associação dos Apicultores e Meliponicultores do Cabo de Santo Agostinho – AAMC) foi reconduzido à presidência e Adgerlan Codácio da Silva (Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA) à vice-presidência, respectivamente. A reunião aconteceu na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), no Recife.

Instalada em dezembro de 2021, a Câmara Setorial da Apicultura reúne cerca de 90 instituições e 34 participantes por reunião, incluindo representantes da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão), entre outros. Entre os quatro eixos prioritários estão compras governamentais; fortalecimento institucional e valorização dos produtos da apicultura; inovação e desenvolvimento setorial; e regulação sanitária e ambiental.

“Nossa prioridade é contribuir para o desenvolvimento de toda a cadeia da apicultura e da meliponicultura. Um dos pontos mais importantes é a construção coletiva de um diagnóstico do setor, com a participação das instituições parceiras da Câmara. A ideia é consolidar esse trabalho em 2027 e ter uma base que possa orientar ações nos próximos anos, fortalecendo produtores e associações em Pernambuco”, destacou Antonio Ferreira Coelho Muniz Junior, presidente da Câmara Setorial.

Para o vice-presidente da Câmara e extensionista rural do IPA, Adgerlan Codácio da Silva, a participação do instituto contribui para aproximar o colegiado da realidade vivenciada pelos produtores. “A participação do IPA na Câmara é importante pela nossa capilaridade em Pernambuco e pela atuação dos extensionistas diretamente junto aos apicultores e meliponicultores”, destacou.

A diretora-presidente da Adepe, Roberta Andrade, reforça a importância da iniciativa: “A Câmara Setorial é um espaço importante para aproximar quem produz, quem pesquisa e quem atua na formulação e execução das políticas públicas. A continuidade desse trabalho permite que os desafios da apicultura sejam discutidos de forma conjunta e que as demandas do setor possam avançar em ações concretas”, comentou.

Grupos de trabalho – A reunião também discutiu a redefinição dos Grupos de Estudos e Desenvolvimento Setorial (GEDS), que atuam em quatro frentes: compras governamentais; fortalecimento institucional e valorização dos produtos; inovação e desenvolvimento setorial; e regulação sanitária e ambiental. Entre as prioridades estão ações de capacitação, comercialização, fortalecimento das associações, certificação, adequação para exportação e desenvolvimento tecnológico.

Desde sua criação, a Câmara também acumula ações como a realização do I Encontro de Bioeconomia do Mel de Pernambuco, capacitações em manejo e processamento de cera apícola, apicultura básica e produção de cosméticos artesanais com produtos das abelhas. O colegiado também articulou contratos de comercialização de mel com municípios, ações para produção de cera e parcerias com instituições como Banco do Nordeste (BNB), Sebrae, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Cia. de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Entre as próximas prioridades discutidas estão o fortalecimento da Federação dos Apicultores e Meliponicultores de Pernambuco (FEAMPE) e das associações, a realização de encontros estaduais e reuniões nas diferentes regiões produtoras, além da discussão sobre a criação de leis estaduais específicas para a apicultura e a meliponicultura. Também estão previstas ações relacionadas à inclusão de Pernambuco na Rota do Mel.

Balanço – Em 2026, a agenda das Câmaras Setoriais mantidas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC), com secretariado da Adepe, também vem sendo ampliada. Com a reunião desta terça-feira, foram realizados nove encontros de diferentes Câmaras Setoriais ao longo do ano. A programação prevê ainda outros três encontros até o fim de agosto, chegando a 12 reuniões realizadas no período.

Câmaras Setoriais – Secretariada pela Adepe, a iniciativa conta atualmente com 14 Câmaras Setoriais ativas: Apicultura; Aquicultura e Pesca; Audiovisual; Avicultura; Energia; Gesso; Leite e Derivados; Logística; Movelaria; Ovinocaprinocultura; Sucroalcooleiro; Têxtil e Confecções; Turismo; e Café. As reuniões periódicas promovem o diálogo entre governo, setor produtivo e instituições parceiras, contribuindo para a identificação de demandas e a construção de ações para diferentes cadeias produtivas de Pernambuco.

Abrafrutas reforça importância dos bioinsumos para a competitividade da fruticultura e defende regulamentação equilibrada

Entidade participa de mobilização nacional para garantir que decreto preserve inovação, segurança jurídica e acesso dos produtores às tecnologias biológicas

Os bioinsumos têm papel cada vez mais estratégico para a fruticultura brasileira, contribuindo para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e da competitividade dos produtores nos mercados nacional e internacional. Diante desse cenário, a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) reforça a importância de uma regulamentação técnica e equilibrada da Lei nº 15.070/2024, conhecida como Lei dos Bioinsumos, que assegure o acesso às novas tecnologias e fortaleça a inovação no campo.

A entidade integra um grupo formado por 35 organizações representativas da agropecuária e da agroindústria que encaminhou ofícios à ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, e ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, solicitando acesso prévio ao texto do decreto regulamentador antes de sua publicação. O objetivo é contribuir tecnicamente para sua construção e garantir que a regulamentação preserve os avanços conquistados pela legislação, sem criar barreiras burocráticas que possam comprometer a inovação, a competitividade e a segurança jurídica dos produtores.

Para a Abrafrutas, os bioinsumos representam uma ferramenta essencial para tornar a produção de frutas mais eficiente, sustentável e alinhada às exigências dos consumidores e dos mercados internacionais. Além de favorecerem práticas agrícolas mais responsáveis, essas tecnologias ampliam as alternativas disponíveis aos produtores, fortalecem a bioeconomia e estimulam o desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor.

O diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, destaca que a entidade acompanha o tema desde o início das discussões e defende que a regulamentação preserve o espírito da lei.

“A fruticultura brasileira depende cada vez mais de tecnologias que promovam inovação, sustentabilidade e competitividade. Os bioinsumos são fundamentais nesse processo e precisam de um ambiente regulatório que estimule seu desenvolvimento e amplie o acesso dos produtores a essas soluções. A Abrafrutas participou das discussões que permearam a construção da Lei dos Bioinsumos e entende que a regulamentação deve preservar os avanços conquistados, garantindo segurança jurídica sem criar entraves que dificultem a inovação e o crescimento da produção nacional”, afirma.

As entidades signatárias alertam que exigências excessivamente complexas para o registro de produtos, restrições ao acesso a microrganismos naturais e limitações à produção de bioinsumos para uso próprio podem comprometer o desenvolvimento do setor, especialmente de pequenas e médias empresas e novos empreendimentos. Defendem, por isso, uma regulamentação que concilie segurança, previsibilidade regulatória, liberdade econômica, concorrência e incentivo à inovação.

Ao lado das demais organizações representativas do agro, a Abrafrutas reafirma que a participação do setor produtivo na elaboração do decreto é essencial para que a regulamentação esteja alinhada aos objetivos da Lei dos Bioinsumos e contribua para fortalecer a competitividade da fruticultura e de toda a agropecuária brasileira.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Frutas, pescados e mineração: RN identifica mais de 30 oportunidades de exportação para a Europa

De acordo com informações do estudo, o RN tem potencial para comercializar produtos com os 27 países que integram a União Europeia

O Rio Grande do Norte poderá ampliar sua presença no mercado europeu com a entrada em vigor do Acordo de Parceria Mercosul–União Europeia. Levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) identificou 37 oportunidades de exportação para produtos potiguares, abrangendo os setores agropecuário e industrial.

De acordo com o estudo, o estado tem potencial para comercializar produtos com os 27 países que integram a União Europeia, um mercado de cerca de 722 milhões de consumidores e Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 24,2 trilhões.

Fruticultura lidera oportunidades

Das 37 oportunidades mapeadas, 22 são voltadas ao setor agropecuário e 15 à indústria.

Entre os segmentos com maior potencial está a fruticultura, principal destaque da pauta exportadora potiguar. Produtos como melancia, manga, mamão, goiaba, banana, pitaya, limão, abacaxi e maracujá aparecem entre aqueles com maior perspectiva de expansão no mercado europeu.

De acordo com a ApexBrasil, apenas para melancia, manga, mamão e goiaba foram identificadas oportunidades de exportação para 23 países da União Europeia, incluindo Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal e Países Baixos.

Outros setores também podem ampliar vendas

Além das frutas, o levantamento aponta oportunidades para diversos outros produtos do Rio Grande do Norte, entre eles:

pescados, como atum, espadarte e lagosta; minerais, como ouro, tungstênio, ferro, caulim, feldspato e pedras preciosas; produtos industrializados, como castanha de caju, açúcar, tecidos, calçados, móveis, mel, sucos e geleias.

O estudo destaca ainda que a União Europeia permanece como um dos principais destinos das exportações potiguares, mantendo saldo comercial favorável para o estado nas últimas duas décadas, com exceção de 2015.

Exportações cresceram 35% em 2026

No primeiro semestre de 2026, o Rio Grande do Norte exportou US$ 639,1 milhões em produtos para diversos mercados internacionais.

Desse total, US$ 178,7 milhões tiveram como destino países da União Europeia, resultado que representa crescimento de 35% em comparação ao mesmo período de 2025, quando as exportações para o bloco somaram US$ 131 milhões.

Os principais produtos vendidos ao mercado europeu foram:

melões frescos;
ouro;
melancias frescas;
mamões frescos;
óleos de petróleo ou de minerais betuminosos.

Principais destinos e produtos

Considerando todas as exportações do estado no primeiro semestre, o Panamá foi o principal destino das vendas potiguares, com US$ 244,2 milhões, seguido pelo Canadá, com US$ 115,3 milhões. Os Países Baixos ocuparam a terceira posição, com US$ 58,1 milhões.

Entre os produtos que mais geraram receita para o Rio Grande do Norte no período, destacam-se:

outros óleos de petróleo ou de minerais betuminosos: US$ 281,1 milhões;
ouro em formas brutas para uso não monetário: US$ 157,4 milhões;
melões frescos: US$ 51,3 milhões;
melancias frescas: US$ 39,2 milhões;
mamões frescos: US$ 14,7 milhões.

Atualmente, 87 empresas potiguares já mantêm operações de exportação para o mercado europeu. A expectativa é que a ampliação do acordo comercial contribua para diversificar a pauta exportadora do estado e ampliar o acesso das empresas locais ao mercado internacional.

Fonte: BNews Natal

Fonte: CNN

Brasil lançará plano de diversificação de exportações de US$ 23,4 milhões

A ApexBrasil, agência brasileira de promoção comercial, lançará em agosto um programa de US$ 23,4 milhões (R$ 130 milhões) para auxiliar exportadores a diversificarem suas operações em novos mercados, em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A iniciativa abrangerá 57 setores, representando 2.400 empresas exportadoras.

“Já estamos trabalhando para expandir para outros mercados. O foco agora será a diversificação, analisando novas oportunidades em um ambiente de comércio internacional em constante mudança”, afirmou Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil.

O Escritório do Representante Comercial dos EUA confirmou uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, em vigor a partir de 22 de julho. No entanto, a maioria das principais exportações brasileiras de frutas e suco de laranja permanece na lista de isenções, incluindo laranjas, limões, mangas, mamões, abacaxis, bananas, abacates, goiabas, kiwis, cocos, diversas nozes, suco de laranja e uma variedade de produtos de frutas processadas.

O suco de laranja está entre os principais produtos beneficiados pelas isenções. Durante a safra 2025/26, os Estados Unidos representaram cerca de 45% das exportações brasileiras de suco de laranja. Os embarques de suco de laranja não concentrado para os EUA aumentaram em torno de 15%, enquanto as exportações de suco de laranja concentrado congelado e outros produtos à base de laranja cresceram 18,3% em relação à safra anterior.

A lista final de isenções também inclui café torrado e solúvel, além do café verde, deixando a maior parte das exportações brasileiras de café para os EUA fora da tarifa adicional.

As uvas frescas permanecem fora da lista de isenções. Se confirmada na regulamentação final, a tarifa adicional de 25% será aplicada às uvas brasileiras, elevando a tarifa total para 35%. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 41,5 milhões em uvas, o equivalente a 14 mil toneladas, para os Estados Unidos. Melões e melancias também estão sujeitos às novas tarifas, embora o impacto deva ser menor devido ao seu perfil e volume de exportação.

Os mercados prioritários identificados pela ApexBrasil incluem a União Europeia, os países da ASEAN, incluindo Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, bem como o Cazaquistão e o Uzbequistão. Müller também afirmou que as negociações do Mercosul com a Índia, o Japão e o Canadá podem apoiar a diversificação das exportações.

Segundo a ApexBrasil, 72% das 2.400 empresas que apoia e que exportam para os Estados Unidos adicionaram pelo menos um novo destino de exportação entre junho de 2025 e maio de 2026. A Abrafrutas afirmou estar trabalhando com produtores e exportadores em procedimentos sob as novas condições comerciais, enquanto explora a diversificação de mercado e outras estratégias comerciais. A associação observou que o setor já havia se ajustado às medidas tarifárias que afetavam as exportações de manga reorganizando as operações e expandindo para outros mercados.

Para mais informações: CEPEA

Fonte: Fresh Plaza

Fonte: CNN

Abrafrutas destaca competitividade e crescimento da fruticultura brasileira durante o Outlook Agro Brasil

Foto: APEX-Adriano

Foto: APEX-Adriano

Diretor executivo da entidade participou de painel e apontou automação, acordos comerciais e ESG como pilares para fortalecer as exportações brasileiras de frutas

A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) participou, nesta quinta-feira (30), do Outlook Agro Brasil, realizado na sede da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Brasília. O encontro reuniu representantes do governo, lideranças do agronegócio, entidades setoriais, exportadores, produtores e especialistas para discutir os desafios, as oportunidades e as perspectivas para o agronegócio brasileiro no cenário internacional.

Promovido pela ApexBrasil, o evento teve como objetivo fomentar do painel de encerramento do evento sobre estratégias para ampliar a competitividade do agro nacional, fortalecer a inserção dos produtos brasileiros no mercado global e aproximar o setor produtivo das políticas públicas voltadas ao comércio exterior.

Representando a Abrafrutas, o diretor executivo Eduardo Brandão participou da mesa de debates sobre “Perspectivas do Agronegócio Brasileiro: A Visão do Setor”. Durante sua apresentação, destacou que a fruticultura brasileira vem consolidando uma trajetória de crescimento sustentada pela melhoria contínua dos processos produtivos, pela busca de maior eficiência e pela agregação de valor às frutas brasileiras.

Segundo Brandão, o foco do setor está na redução dos custos de produção, na melhoria dos processos e no aumento do valor agregado dos produtos.

“No aspecto da competitividade, a automação dos processos, especialmente dentro das propriedades e nas etapas de pós-colheita e packing house, é fundamental para elevar a eficiência e garantir aquilo que é mais importante para a fruticultura: a qualidade da fruta que chega ao consumidor, tanto no mercado interno quanto no externo”, afirmou.

O diretor executivo também ressaltou que o avanço dos acordos bilaterais e comerciais firmados pelo Brasil é um dos principais fatores para ampliar a competitividade da fruticultura nacional.

“Os acordos comerciais nos dão competitividade. Hoje o setor cresce, em média, cerca de 20% ao ano em valor exportado e também em volume, mesmo competindo com países que acessam importantes mercados com tarifa zero, enquanto o Brasil ainda enfrenta tarifas médias de aproximadamente 10% em diversos destinos. Ampliar esses acordos significa criar condições mais equilibradas para que as frutas brasileiras conquistem novos mercados.”

Além da eficiência produtiva e da abertura de mercados, Brandão destacou a ampliação do shelf life das frutas como estratégia para agregar valor aos produtos brasileiros, permitindo que mantenham sua qualidade por mais tempo nas prateleiras dos mercados nacional e internacional.

Outro ponto enfatizado foi a sustentabilidade como diferencial competitivo. Segundo ele, a Abrafrutas lançou o Selo ESG Frutas do Brasil, iniciativa que busca reconhecer produtores comprometidos com práticas ambientais, sociais e de governança.

“A sustentabilidade deixou de ser apenas uma exigência do mercado para se tornar um fator de agregação de valor. O Selo ESG Frutas do Brasil nasce justamente para reconhecer esse compromisso e fortalecer a imagem da fruta brasileira no mercado internacional.”

Ao encerrar sua participação, Brandão ressaltou que a evolução da fruticultura brasileira é resultado da união entre o setor produtivo, entidades representativas e o poder público.

“Há pouco mais de uma década, exportávamos cerca de US$ 570 milhões. Em 2025, alcançamos aproximadamente US$ 1,5 bilhão em exportações. Isso demonstra que o trabalho conjunto entre produtores, Abrafrutas, Ministério da Agricultura, ApexBrasil e demais parceiros vem transformando a fruticultura brasileira. Nosso desafio agora é consolidar esse crescimento, fortalecer o mercado interno e mostrar ao mundo que o Brasil também é referência na produção de frutas de qualidade.”

Os resultados mais recentes reforçam esse cenário positivo. No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou o melhor desempenho da história para o período, com US$ 707,9 milhões em exportações e 619,1 mil toneladas de frutas frescas embarcadas. O resultado representa um crescimento de 20,64% em valor e 13,32% em volume em relação ao mesmo período de 2025, confirmando a expansão da fruticultura brasileira e sua crescente competitividade no mercado internacional.

Por: Telma Martes, Comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Abrafrutas leva à The Brazil Conference agenda voltada à inovação e à expansão da fruticultura brasileira

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) participará da The Brazil Conference & Expo, de 4 a 5 de agosto, com foco institucional no fortalecimento da competitividade da fruticultura brasileira, na ampliação das oportunidades de negócios e na discussão de soluções para impulsionar as exportações do setor.

O evento acontece em um momento oportuno para propagar ainda mais a potencialidade do país na produção de frutas. O Brasil está entre os três maiores produtores do mundo, com produção anual superior a 40 milhões de toneladas, cultivadas em aproximadamente 2,5 milhões de hectares. Apesar desse protagonismo, menos de 3% da produção nacional é destinada ao mercado externo, isso evidencia o potencial de crescimento das exportações brasileiras.

Nesse cenário, a Abrafrutas na The Brazil Conference tem o compromisso de aproximar produtores, exportadores, varejo, importadores e empresas de tecnologia para discutir estratégias que agreguem valor à produção nacional com ampliação da competitividade das frutas brasileiras nos mercados nacional e internacional.

Durante os dois dias de programação, representantes da associação estarão no evento com estande institucional e acompanharão os debates sobre inovação, transformação digital, inteligência artificial aplicada ao agro, sustentabilidade, logística, comportamento do consumidor, segurança dos alimentos e tendências do comércio internacional. Temas que vêm ganhando cada vez mais relevância para um setor que busca produzir mais, com maior eficiência e menor impacto ambiental.

Além dos painéis técnicos, a entidade aproveitará o ambiente de negócios para fortalecer o relacionamento institucional com empresas, lideranças do agronegócio e compradores, identificando oportunidades que contribuam para a abertura e consolidação de mercados para as frutas brasileiras.

Segundo o assistente técnico da Abrafrutas, Victor Mendes, a participação em eventos como este, que reúnem toda a cadeia de produtos frescos é fundamental para antecipar tendências e ampliar a competitividade do setor.

“A fruticultura brasileira reúne condições únicas de clima, diversidade e capacidade produtiva. Nosso desafio é transformar essas vantagens em maior presença internacional, agregando valor à produção e ampliando mercados para os produtores brasileiros. Participar de um evento que reúne os principais atores da cadeia é uma oportunidade de construir parcerias, conhecer soluções inovadoras e fortalecer o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de frutas de alta qualidade.”

Em 2025, as exportações brasileiras de frutas frescas ultrapassaram US$ 1,4 bilhão, resultado impulsionado pela abertura de mercados, pela qualidade da produção e pelo trabalho conjunto entre setor produtivo e governo. Para a Abrafrutas, acompanhar as discussões da The Brazil Conference significa contribuir para que esse crescimento seja sustentado por inovação, sustentabilidade e maior integração entre todos os elos da cadeia produtiva.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Pesquisa amplia potencial de fungo contra uma das doenças mais destrutivas da agricultura

Foto: Renata Gava/Embrapa

Cientistas da Embrapa Meio Ambiente (SP) descobriram que ajustes simples no cultivo do fungo Clonostachys rosea aumentam seu potencial no controle biológico da podridão cinzenta, doença que afeta mais de 200 culturas agrícolas.

O microrganismo atua como um “guarda-costas” natural das plantas: combate patógenos, insetos e nematoides. O avanço pode contribuir para o desenvolvimento de biopesticidas mais sustentáveis, ampliando as alternativas de controle biológico na agricultura.

Esses ajustes envolvem duas mudanças no cultivo do fungo: a quantidade de ar e a proporção entre carbono e nitrogênio presentes no meio onde ele se desenvolve. Os pesquisadores observaram que o controle dessas condições aumenta a produção de estruturas reprodutivas e de resistência do microrganismo, que posteriormente podem ser transformadas em produtos para controle biológico.

De acordo com Gabriel Mascarin, a podridão cinzenta, causada pelo fungo Botrytis cinerea, está entre as doenças mais problemáticas para a agricultura. Além da quantidade de espécies de plantas afetadas, provoca prejuízos tanto no campo quanto após a colheita.

“A busca por alternativas ao uso intensivo de defensivos químicos inclui o uso de fungos benéficos como o Clonostachys rosea, que consegue atacar outros fungos nocivos, estimular mecanismos naturais de defesa das plantas e produzir substâncias capazes de inibir patógenos”, explica o pesquisador.

Segundo Wagner Bettiol, a equipe investigou como a aeração (disponibilidade de ar) no cultivo e a relação entre carbono e nitrogênio poderiam influenciar a produção de dois tipos importantes de estruturas do fungo: os conídios, que funcionam como esporos responsáveis pela reprodução, e os microscleródios, estruturas resistentes capazes de sobreviver em condições adversas.

“Variamos a entrada de ar e comparamos diferentes composições nutricionais para avaliar a produção de cada tipo de estrutura, além dos compostos metabólitos produzidos pelo fungo durante o crescimento”, complementa Bettiol.

O que a pesquisa descobriu

Os resultados indicam que a maior disponibilidade de oxigênio aumentou significativamente a produção dessas estruturas, especialmente dos microscleródios.

Os cientistas observaram ainda que a proporção mais alta entre carbono e nitrogênio favoreceu a produção de conídios quando havia boa circulação de ar. Os microscleródios apareceram apenas em meios com menor proporção de carbono em relação ao nitrogênio e a maior aeração também ampliou a formação dessas estruturas resistentes.

Para Marcia Assalin, a descoberta pode ter aplicação prática importante. Os pesquisadores transformaram as diferentes estruturas produzidas pelo fungo, além dos líquidos resultantes do cultivo, em pequenos grânulos capazes de ser misturados à água e aplicados de forma semelhante a produtos agrícolas convencionais.

Esses materiais foram testados em tomate-cereja exposto ao fungo causador da podridão cinzenta. Todos os preparos fúngicos avaliados reduziram a incidência da doença.

Além disso, análises químicas identificaram compostos conhecidos como sorbicilinoides entre as principais substâncias produzidas pelo fungo durante a fermentação. Esses compostos naturais possuem ação antifúngica e podem explicar parte da proteção observada nos tomates contra a doença.

Próximos passos

Apesar dos resultados promissores, ainda serão necessários testes em condições mais próximas da realidade agrícola, incluindo escalonamento industrial do bioprocesso fermentativo e formulação; avaliações em estufas e lavouras comerciais; testes em diferentes temperaturas e níveis de umidade; estudos sobre armazenamento e validade dos produtos; análises de segurança para alimentos; comparações de custo e desempenho em relação a soluções já existentes.

Segundo Nilce Kobori, professora do curso de Engenharia Agronômica do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFaj), caso os resultados sejam confirmados em escala comercial, a tecnologia poderá diminuir a dependência de fungicidas sintéticos em momentos críticos como transporte e armazenamento de frutas sensíveis à podridão cinzenta, como tomate, morango, cereja e uva.

A pesquisadora destaca ainda que a combinação entre estruturas vivas do fungo e compostos antifúngicos produzidos naturalmente pode criar uma estratégia dupla de combate às doenças, aumentando a eficiência do controle.

A pesquisa representa mais um avanço na aproximação entre ciência e aplicação prática. O potencial já aparece nos testes experimentais, mas o impacto em larga escala ainda dependerá das próximas etapas de validação em condições comerciais.

O trabalho apresenta uma contribuição prática e científica: demonstra que controlar a aeração e a relação entre carbono e nitrogênio em cultivo submerso de Clonostachys rosea altera de modo previsível a produção de propágulos úteis e que esses materiais, somados aos metabólitos do cultivo, reduzem a incidência de podridão cinzenta em tomate-cereja em testes experimentais.

O estudo acelera a ponte entre pesquisa e aplicação, mas ainda depende de escalonamento, testes de segurança e validação em condições comerciais.

Fonte: CNN