Amadurecimento do abacate: como os geradores catalíticos apoiam a tendência dos produtos prontos para consumo com a aplicação confiável de etileno

 

À medida que cresce a demanda por abacates prontos para consumo, Mary Lu Arpaia, especialista em extensão cooperativa da Universidade da Califórnia, e Greg Akins, diretor executivo da Catalytic Generators, explicam por que o amadurecimento bem-sucedido começa com a compreensão da fruta e a aplicação confiável de etileno.

A demanda dos consumidores por abacates prontos para consumo transformou a forma como o setor de hortifrutigranjeiros aborda o amadurecimento. O que antes era considerado um serviço especializado tornou-se parte essencial da cadeia de abastecimento, ajudando produtores, importadores, amadurecedores e varejistas a fornecer frutas com qualidade consistente, maturação previsível e desperdício reduzido.

Essa evolução reflete o notável crescimento do mercado global de abacates. De acordo com a última edição do “Agricultural Outlook” da OCDE-FAO, espera-se que os abacates continuem sendo a principal fruta tropical com crescimento mais rápido na próxima década, com a produção global projetada para atingir cerca de 16 milhões de toneladas até 2035. O relatório também prevê que o abacate se tornará a fruta tropical mais comercializada do mundo até 2035, impulsionado pela crescente demanda nos Estados Unidos, na Europa e em outros mercados de alta renda.

À medida que o consumo de abacate continua a aumentar na América do Norte, Europa, América Latina e Austrália, os programas de amadurecimento comercial estão se tornando cada vez mais sofisticados, combinando um entendimento mais profundo da fisiologia da fruta com a aplicação confiável de etileno e tecnologias modernas de amadurecimento.

Conhecer a fruta: a base para o amadurecimento bem-sucedido do abacate

Um dos principais desafios no amadurecimento comercial do abacate é que não há dois lotes que se comportem exatamente da mesma maneira. Fatores como região de produção, maturidade na colheita, tempo desde a colheita, condições de transporte e tratamentos pós-colheita anteriores influenciam a forma como os abacates respondem durante o processo de amadurecimento.

De acordo com Mary Lu Arpaia, especialista em extensão cooperativa da Universidade da Califórnia, o amadurecimento do abacate evoluiu significativamente ao longo dos anos. Enquanto tradicionalmente era realizado em centrais de embalagem, hoje ocorre cada vez mais em centros de distribuição de varejo e atacado. Avanços na tecnologia das câmaras de amadurecimento, no gerenciamento de temperatura, no controle de dióxido de carbono e na aplicação de etileno tornaram possível oferecer uma qualidade mais consistente da fruta, mais próxima do ponto de venda. Como os abacates maduros se tornam particularmente frágeis, essa mudança também ajuda a reduzir o manuseio após o amadurecimento, preservando a qualidade da fruta até que ela chegue aos consumidores.

Para Arpaia, compreender essas variáveis é o ponto de partida para garantir uma qualidade consistente da fruta: “O amadurecimento bem-sucedido do abacate começa com o conhecimento da fruta: de onde ela vem, há quanto tempo foi colhida, seu grau de maturação, as condições de transporte e quaisquer tratamentos pós-colheita. A aplicação de etileno ajuda a reduzir a variabilidade entre as frutas, encurtar o tempo de amadurecimento e entregar um produto mais uniforme ao consumidor final.”

Em última análise, o amadurecimento bem-sucedido do abacate nunca é resultado de um único fator. Depende da compreensão da fruta, de condições de amadurecimento bem gerenciadas e da aplicação confiável de etileno.

Aplicação confiável de etileno: a consistência é fundamental

Embora a compreensão da fruta seja fundamental, o amadurecimento bem-sucedido do abacate também depende da manutenção de condições estáveis dentro da câmara de amadurecimento. Para Mary Lu Arpaia, isso significa considerar todo o processo de amadurecimento: “Um sistema de aplicação de etileno deve fornecer um nível uniforme de gás a uma taxa constante e funcionar em conjunto com uma câmara de amadurecimento bem projetada. O fluxo de ar é igualmente importante para garantir que o etileno seja distribuído uniformemente por toda a câmara.”

Greg Akins, presidente e CEO da Catalytic Generators, concorda e explica como isso se aplica às operações comerciais de amadurecimento: “Para que a fruta comece a amadurecer de maneira uniforme e confiável, os amadurecedores precisam manter pelo menos 100 ppm de etileno durante todo o período de aplicação. A produção contínua de etileno ajuda a manter o nível necessário, mesmo quando ocorrem pequenos vazamentos de ar, e o restabelece rapidamente quando as portas são abertas.”

Juntas, essas observações explicam por que a aplicação confiável de etileno se tornou um componente essencial dos programas modernos de amadurecimento de abacates. Não se trata simplesmente de introduzir etileno em uma câmara, mas de manter a concentração, a distribuição e a consistência corretas durante todo o período de tratamento.

Essa é a abordagem por trás dos sistemas Easy-Ripe® da Catalytic Generators, projetados para fornecer produção contínua e confiável de etileno para operações comerciais de amadurecimento. Para Akins, isso é exatamente o que os clientes buscam hoje: equipamentos confiáveis, resultados repetíveis, serviço de confiança e pessoas que entendem o setor de produtos frescos.

De serviço especializado a um padrão do setor

O amadurecimento comercial do abacate mudou significativamente na última década. Segundo Akins, o que antes era realizado por um número limitado de produtores e operadores especializados tornou-se prática padrão em todo o setor, inclusive em muitos centros de distribuição de varejo. Essa mudança foi impulsionada por vendas mais fortes, menor perda de volume e maior giro de estoque, ao mesmo tempo em que ajuda os fornecedores a entregar consistentemente frutas que atendam às expectativas dos consumidores quanto ao produto “pronto para consumo”.

Em todo o setor, programas de “pronto para consumo” gerenciados profissionalmente continuam a demonstrar o valor do amadurecimento comercial, melhorando a consistência da qualidade, aumentando a confiança do consumidor e incentivando compras repetidas.

Ao contrário das bananas, porém, os abacates apresentam desafios operacionais adicionais. Quando atingem seu pico climatérico, geram substancialmente mais calor, exigindo maior capacidade de resfriamento e um fluxo de ar cuidadosamente projetado para remover o calor da respiração das frutas localizadas no centro de cada palete. Para os amadurecedores, o sucesso depende do gerenciamento de todas as etapas do processo. A aplicação confiável de etileno deve ser combinada com um gerenciamento eficaz da temperatura, controle de dióxido de carbono e fluxo de ar adequado para garantir que as frutas amadureçam uniformemente e cheguem ao mercado no estágio ideal de maturação.

Aprovações regulatórias apoiam a expansão internacional

À medida que o amadurecimento comercial do abacate continua a se expandir pelo mundo, a conformidade regulatória está se tornando cada vez mais importante. Em vários países, o etileno é classificado como um produto fitossanitário regulamentado, exigindo registro oficial antes de poder ser aplicado comercialmente às frutas.

A Catalytic Generators obteve recentemente aprovação para o amadurecimento de abacates na Itália e continua a expandir sua presença regulatória internacionalmente. Essas aprovações proporcionam aos clientes a confiança de que estão utilizando uma solução legalmente autorizada, ao mesmo tempo em que apoiam o crescimento contínuo de programas de amadurecimento comercial em novos mercados.

O futuro do amadurecimento do abacate

Abacates prontos para consumo se tornaram o padrão para os consumidores, e o setor continua a evoluir para atender às crescentes expectativas de qualidade e consistência. De acordo com Akins, “a próxima geração de programas de amadurecimento combinará cada vez mais a aplicação confiável de etileno com ferramentas digitais, como sensores de maturação, geradores de etileno monitorados remotamente e câmaras de amadurecimento conectadas, proporcionando aos operadores maior visibilidade e controle ao longo de todo o processo”.

Em última análise, o amadurecimento bem-sucedido do abacate continuará a depender da combinação de ciência, tecnologia e experiência prática. Como enfatiza Arpaia, “a compreensão da fruta continua sendo a base de todo programa de amadurecimento bem-sucedido. Combinado com a aplicação confiável de etileno e tecnologias de amadurecimento mais inteligentes, esse conhecimento ajudará o setor a oferecer a qualidade consistente e pronta para consumo que os consumidores de hoje esperam”.

Sobre a Catalytic Generators

 Com mais de 50 anos de experiência, a Catalytic Generators é uma empresa familiar dedicada exclusivamente a sistemas de aplicação de etileno e conhecida por tornar o etileno fácil, seguro e econômico. Com sede em Norfolk, Virgínia, EUA, opera em todo o mundo, fornecendo a empresas de produtos frescos, centros de distribuição de alimentos e produtores as ferramentas para amadurecer abacates, bananas, tomates e muito mais. Ajuda os clientes a simplificar as operações e a obter resultados consistentes e previsíveis com as suas soluções de etileno de alta pureza, apoiadas por suporte profissional, distribuição local e serviços personalizados. O compromisso da Catalytic Generators com a qualidade e a parceria com os clientes garante um fornecimento fiável e atempado de etileno para clientes em todo o mundo.

 

 

Media Contacts:

 

Nuria Martí                                                     Greg Akins

Director                                                          President & CEO

Alarcon & Harris PR                                      Catalytic Generators LLC

Phone: +34 91 415 30 20                              Phone: +1-757-855-0191

Email: nmarti@alarconyharris.com               Email: info@catalyticgenerators.com

Web: www.alarconyharris.com                                 Web: www.catalyticgenerators.com

 

 

 

Fonte: CNN

Muito além da fruticultura: como Petrolina transformou o semiárido em uma potência econômica

Uma cidade que transformou o semiárido em oportunidade

Durante décadas, o sertão nordestino foi associado às dificuldades impostas pelo clima semiárido. Baixa disponibilidade de água, longos períodos de estiagem e limitações naturais pareciam restringir o desenvolvimento econômico da região. Petrolina, entretanto, percorreu um caminho diferente. Aproveitando o potencial do Rio São Francisco, investimentos em irrigação, tecnologia agrícola e infraestrutura transformaram o município em um dos maiores exemplos brasileiros de desenvolvimento regional baseado em inovação e produtividade.

Hoje, Petrolina vai muito além da imagem tradicional ligada às frutas. A cidade consolidou um ambiente empresarial diversificado, onde convivem grandes produtores rurais, exportadores, transportadoras, centros de distribuição, universidades, hospitais, empresas de tecnologia e milhares de pequenos e médios negócios que sustentam uma economia dinâmica durante todo o ano. Atividades como o transporte rodoviário de cargas, o comércio atacadista, e os serviços especializados passaram a formar uma cadeia econômica altamente integrada.

Essa transformação fez com que Petrolina ampliasse significativamente sua área de influência. Empresas instaladas no município atendem produtores rurais, comerciantes, indústrias e consumidores distribuídos por Pernambuco, Bahia e diversos estados do Nordeste. O município tornou-se um dos principais polos de geração de riqueza do interior brasileiro, funcionando como centro de decisões empresariais para toda a região do Vale do São Francisco.

Compreender Petrolina significa compreender como inovação, recursos naturais, empreendedorismo e planejamento de longo prazo podem transformar uma economia regional. Hoje, o município figura entre os principais motores econômicos do interior nordestino e desempenha papel estratégico no desenvolvimento de Pernambuco.

O Rio São Francisco mudou a história econômica de Petrolina

Poucas cidades brasileiras tiveram sua trajetória econômica transformada de maneira tão profunda quanto Petrolina. Durante boa parte do século XX, o sertão era visto como uma região limitada pelas condições climáticas. A presença permanente do Rio São Francisco, entretanto, permitiu o desenvolvimento de projetos de irrigação que modificaram completamente o potencial produtivo do município e deram origem a um dos mais importantes polos agrícolas do país.

Com a expansão da agricultura irrigada, áreas antes improdutivas passaram a produzir frutas durante praticamente todo o ano. Diferentemente de outras regiões brasileiras, onde a produção depende fortemente das estações, Petrolina desenvolveu uma capacidade única de controlar os ciclos produtivos, permitindo colher em períodos estratégicos para atender tanto o mercado nacional quanto o internacional. Atividades como o transporte rodoviário de cargas e o comércio atacadista tornaram-se referências mundiais em produtividade e qualidade.

Esse crescimento não beneficiou apenas os produtores rurais. Ao redor das fazendas surgiu uma extensa cadeia empresarial formada por empresas de irrigação, fabricantes de embalagens, transportadoras refrigeradas, exportadores, laboratórios agrícolas, consultorias técnicas, fornecedores de máquinas, distribuidores de insumos, instituições financeiras e prestadores de serviços especializados. Cada nova área cultivada passou a gerar demanda para dezenas de outras atividades econômicas.

A irrigação não transformou apenas a agricultura de Petrolina. Ela criou um ambiente empresarial capaz de integrar produção, tecnologia, logística e comércio em uma única cadeia econômica.

Com o aumento da produção, Petrolina consolidou-se como um dos maiores centros brasileiros de exportação de frutas frescas. Manga e uva produzidas no Vale do São Francisco chegam regularmente aos mercados da Europa, América do Norte e Oriente Médio, inserindo empresas locais em cadeias globais de comércio e elevando o nível de profissionalização de toda a economia regional.

Ao analisar as empresas de Petrolina, percebe-se que a força econômica do município vai muito além da produção agrícola. Indústria, comércio, serviços, logística, tecnologia e atividades ligadas ao agronegócio formam uma rede empresarial altamente integrada, responsável por impulsionar o desenvolvimento de grande parte do interior nordestino.

Duas cidades, um único polo econômico no Vale do São Francisco

Separadas apenas pela Ponte Presidente Dutra e pelas águas do Rio São Francisco, Petrolina e Juazeiro construíram uma relação econômica que ultrapassa os limites administrativos entre Pernambuco e Bahia. Na prática, empresas, trabalhadores, estudantes e consumidores circulam diariamente entre os dois municípios, formando um dos maiores polos urbanos e produtivos do interior nordestino.

Essa integração permite que negócios instalados em uma cidade atendam clientes localizados na outra com absoluta naturalidade. Hospitais recebem pacientes de ambos os lados do rio, universidades concentram estudantes de toda a região, empresas compartilham fornecedores e profissionais especializados, enquanto centros de distribuição utilizam a infraestrutura das duas cidades para ampliar sua capacidade operacional. O resultado é uma economia regional muito mais dinâmica do que aquela observada quando cada município é analisado isoladamente.

A agricultura irrigada fortaleceu ainda mais essa integração. Grandes produtores rurais mantêm operações distribuídas entre Pernambuco e Bahia, compartilhando áreas de cultivo, estruturas de armazenamento, packing houses, transportadoras e canais de exportação. Essa complementaridade produtiva aumenta a competitividade do polo e reduz custos logísticos, favorecendo empresas de diferentes portes que atuam em toda a cadeia do agronegócio.

Poucos municípios brasileiros apresentam um nível de integração econômica tão elevado quanto Petrolina e Juazeiro. Juntas, as duas cidades funcionam como um único ambiente de negócios voltado para produção, comércio, logística e exportação.

Além da fruticultura, essa conexão impulsiona diversos outros segmentos. Empresas de transporte, manutenção industrial, tecnologia agrícola, embalagens, consultorias, instituições financeiras, comércio atacadista e serviços especializados encontram um mercado consumidor significativamente maior graças à atuação conjunta das duas cidades. O crescimento de um município gera oportunidades imediatas para empresas instaladas no outro, fortalecendo todo o Vale do São Francisco, especialmente pela integração entre empresas de transporte rodoviário de cargas em Juazeiro e comércio atacadista em Juazeiro.

Essa posição estratégica também faz de Petrolina uma importante porta de entrada para empresas interessadas em atender o interior de Pernambuco, o norte da Bahia e parte do sertão nordestino. Ao mesmo tempo, Juazeiro amplia esse alcance ao conectar o polo econômico aos mercados baianos, criando uma rede empresarial que ultrapassa fronteiras estaduais e consolida a região como uma das mais relevantes economias do interior brasileiro.

Muito além do campo: comércio, saúde, educação e serviços impulsionam o crescimento

Embora a produção agrícola tenha sido o principal catalisador do desenvolvimento regional, a economia de Petrolina tornou-se muito mais ampla ao longo das últimas décadas. O aumento da renda, da população e da atividade empresarial estimulou a expansão do comércio, da construção civil, dos serviços especializados e de diversos segmentos que hoje desempenham papel essencial na geração de empregos e riqueza para toda a região.

Empresas ligadas ao comércio atacadista, supermercados, instituições financeiras, concessionárias, prestadores de serviços, escritórios de engenharia, empresas de tecnologia e consultorias passaram a atender uma área de influência que ultrapassa as fronteiras de Pernambuco. Milhares de consumidores provenientes de cidades vizinhas utilizam Petrolina como principal centro de compras, negócios e serviços especializados.

A saúde também se consolidou como um dos pilares da economia local. Hospitais, clínicas, laboratórios e centros de diagnóstico recebem diariamente pacientes de dezenas de municípios do Sertão pernambucano, do norte da Bahia e de outras regiões do Vale do São Francisco. Essa demanda fortalece uma extensa cadeia econômica formada por profissionais da saúde, fornecedores de equipamentos, distribuidoras de medicamentos e empresas de apoio ao setor hospitalar.

O crescimento de Petrolina demonstra que uma economia forte não depende apenas da produção. Ela exige um ambiente capaz de oferecer comércio, educação, saúde, tecnologia e serviços que sustentem o desenvolvimento de toda uma região.

Outro fator decisivo é a presença de universidades, institutos federais e centros de pesquisa que ajudam a formar profissionais qualificados para atender uma economia cada vez mais diversificada. Cursos voltados ao agronegócio, engenharia, administração, tecnologia, medicina, logística e ciências da saúde abastecem o mercado regional com mão de obra especializada, fortalecendo empresas já estabelecidas e incentivando o surgimento de novos negócios.

Esse ambiente urbano favorece o empreendedorismo e amplia a capacidade de inovação das empresas locais. Negócios ligados ao comércio eletrônico, tecnologia agrícola, automação, consultoria empresarial, marketing, logística e serviços digitais encontram em Petrolina um mercado em expansão, impulsionado pela integração econômica com Juazeiro e por uma área de influência que alcança centenas de municípios do interior nordestino.

Ao consultar a lista de empresas de Petrolina, percebe-se uma economia muito mais diversificada do que normalmente se imagina. O município reúne milhares de organizações distribuídas entre agronegócio, comércio, indústria, saúde, educação, tecnologia, logística e serviços especializados, formando um ambiente empresarial que continua atraindo investimentos e ampliando sua relevância nacional.

Uma rede de empresas que transforma produção em desenvolvimento

O sucesso econômico de Petrolina não pode ser explicado apenas pelo desempenho das propriedades rurais. A verdadeira força do município está na capacidade de conectar diferentes atividades econômicas em uma mesma cadeia produtiva. Cada safra movimenta milhares de empresas responsáveis por produzir insumos, transportar mercadorias, fabricar embalagens, oferecer crédito, desenvolver tecnologias e prestar serviços especializados ao agronegócio.

Uma fazenda produtora de manga ou uva depende diariamente de fornecedores de fertilizantes, sistemas de irrigação, máquinas agrícolas, assistência técnica, transporte refrigerado, certificação de qualidade, laboratórios, instituições financeiras e empresas de tecnologia. Ao redor da produção agrícola desenvolveu-se um ambiente empresarial altamente integrado, onde o crescimento de um setor estimula diretamente a expansão de dezenas de outros segmentos econômicos.

Essa dinâmica também impulsiona atividades urbanas. Escritórios de contabilidade, consultorias ambientais, empresas de desenvolvimento de software, seguradoras, operadores logísticos, oficinas especializadas, distribuidores de equipamentos e prestadores de serviços corporativos encontram em Petrolina um mercado consolidado e em constante expansão. A diversificação reduz riscos econômicos e fortalece a capacidade da cidade de continuar crescendo mesmo diante das oscilações naturais do mercado agrícola. Também se destacam atividades como armazenagem, manutenção de máquinas e equipamentos e desenvolvimento de software, que ampliam a competitividade das empresas locais.

A riqueza gerada em Petrolina não permanece apenas no campo. Ela circula por toda a economia regional, fortalecendo empresas de comércio, indústria, logística, tecnologia, educação, saúde e serviços especializados.

Outro diferencial competitivo é a presença de instituições de pesquisa e ensino voltadas ao agronegócio e à inovação. Universidades, centros tecnológicos e programas de capacitação ajudam empresas a incorporar novas técnicas de produção, automação, agricultura de precisão e gestão eficiente dos recursos hídricos. Essa interação entre conhecimento científico e atividade empresarial aumenta a competitividade das organizações locais e favorece o desenvolvimento de soluções voltadas às características do semiárido brasileiro.

A proximidade com Juazeiro amplia ainda mais esse ambiente de negócios. Muitas empresas operam simultaneamente nos dois municípios, compartilham fornecedores, mão de obra especializada e infraestrutura logística, formando um mercado consumidor significativamente maior do que o observado em cidades de porte semelhante. Essa integração fortalece o Vale do São Francisco como um dos principais polos empresariais do interior do país.

Ao explorar as empresas de Petrolina, torna-se evidente que o município construiu muito mais do que um grande polo agrícola. Desenvolveu um ecossistema econômico completo, capaz de integrar produção, comércio, indústria, inovação e serviços em uma estrutura que continua atraindo investimentos e ampliando sua relevância nacional.

Os próximos desafios de uma economia que continua crescendo

Assim como acontece com os principais polos econômicos brasileiros, Petrolina enfrenta novos desafios à medida que amplia sua importância regional. Se nas últimas décadas o grande objetivo foi transformar o potencial agrícola em desenvolvimento econômico, agora a prioridade passa a ser aumentar a competitividade, incorporar novas tecnologias e agregar ainda mais valor aos produtos e serviços gerados no Vale do São Francisco.

Um dos principais desafios está relacionado à gestão dos recursos hídricos. O Rio São Francisco continua sendo o principal fator de sustentação da agricultura irrigada, tornando indispensáveis investimentos permanentes em eficiência no uso da água, modernização dos sistemas de irrigação e adoção de práticas sustentáveis capazes de preservar a capacidade produtiva da região para as próximas gerações.

Outro movimento importante envolve a agregação de valor à produção agrícola. Além da exportação de frutas in natura, cresce o potencial para ampliar atividades ligadas ao processamento de alimentos, fabricação de bebidas, embalagens, armazenamento refrigerado e logística internacional. O fortalecimento dessas cadeias produtivas permite que uma parcela maior da riqueza gerada permaneça na própria região, impulsionando novas oportunidades para empresas e trabalhadores.

O futuro de Petrolina dependerá cada vez menos do volume produzido e cada vez mais da capacidade de transformar conhecimento, inovação e tecnologia em vantagem competitiva para toda a economia regional.

A transformação digital também ganha espaço no agronegócio. Empresas especializadas em agricultura de precisão, monitoramento climático, inteligência artificial, automação, sensores, drones e análise de dados passam a integrar a rotina de produtores rurais e exportadores. Esse movimento cria oportunidades para empresas de tecnologia e amplia a participação de atividades de maior intensidade tecnológica na economia local.

A infraestrutura logística continuará desempenhando papel decisivo nesse processo. A eficiência das rodovias, do aeroporto, dos centros de distribuição e das conexões com os portos brasileiros influencia diretamente a competitividade das empresas instaladas em Petrolina. Melhorias nessas áreas reduzem custos operacionais, ampliam mercados consumidores e fortalecem toda a cadeia exportadora do Vale do São Francisco.

Ao mesmo tempo, o crescimento das universidades, dos centros de pesquisa e dos programas de formação profissional contribui para preparar mão de obra qualificada em áreas como engenharia, tecnologia, logística, comércio exterior, administração e agronegócio. Essa combinação entre capital humano, inovação e ambiente empreendedor tende a consolidar Petrolina como um dos principais polos econômicos do interior brasileiro nas próximas décadas.

A experiência construída ao longo dos últimos anos demonstra que Petrolina possui capacidade para continuar evoluindo. O município transformou uma vantagem natural em um ambiente empresarial diversificado, inovador e competitivo, preparado para aproveitar novas oportunidades de desenvolvimento em uma economia cada vez mais integrada aos mercados nacionais e internacionais.

Petrolina em números: indicadores que ajudam a compreender sua importância econômica

A posição de destaque conquistada por Petrolina pode ser observada tanto pela força do agronegócio quanto pela diversidade de sua economia urbana. O município reúne milhares de empresas distribuídas entre agricultura, comércio, indústria, logística, saúde, educação, tecnologia e prestação de serviços, formando um dos maiores mercados consumidores do interior nordestino e exercendo influência sobre uma extensa área do Vale do São Francisco.

Indicador Informação
Estado Pernambuco
Empresas ativas 41.425 registros empresariais ativos
Empresas totais 96.896 registros empresariais
Empresas inativas 55.471 registros empresariais inativos
CNAEs identificados 947
Bairros 2.199 bairros com registros empresariais
Renda média formal R$ 2.369,59
Taxa de alfabetização 91,8%
Índice IBE 69 — potencial de consumo
Principais vocações econômicas Agronegócio irrigado, exportação de frutas, comércio, logística, saúde, educação superior e serviços especializados.
Área de influência Principal polo econômico do Vale do São Francisco, atendendo municípios de Pernambuco, Bahia e outras regiões do Nordeste.

Os indicadores reforçam aquilo que se observa na dinâmica econômica regional. Petrolina consolidou uma economia diversificada, capaz de combinar a força do agronegócio com um ambiente empresarial moderno, formado por milhares de empresas que atuam em diferentes segmentos e sustentam um mercado consumidor em constante expansão.

Essa capacidade de integração explica por que o município atrai diariamente produtores rurais, empresários, estudantes e consumidores de cidades como Juazeiro, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista, Casa Nova e diversos outros municípios que compartilham a economia do Vale do São Francisco.

Os dados oficiais utilizados nesta análise podem ser consultados diretamente no IBGE, enquanto informações detalhadas sobre empresas, setores econômicos, CNAEs e indicadores municipais estão disponíveis no Busca de Empresas.

Compreender Petrolina é compreender uma das economias mais inovadoras do interior brasileiro

A história econômica de Petrolina demonstra que o desenvolvimento regional não depende apenas de vantagens naturais. Embora o Rio São Francisco tenha sido decisivo para tornar possível a agricultura irrigada, foi a capacidade de transformar esse recurso em um ambiente empresarial diversificado que consolidou o município como um dos principais polos econômicos do Nordeste.

Hoje, produção agrícola, exportação, logística, comércio, saúde, educação superior, tecnologia e serviços especializados formam uma economia integrada que ultrapassa os limites do Sertão pernambucano. Empresas instaladas em Petrolina participam de cadeias produtivas nacionais e internacionais, abastecem mercados consumidores em diferentes regiões do país e contribuem para gerar oportunidades que beneficiam milhares de trabalhadores e empreendedores.

A integração permanente com Juazeiro tornou o Vale do São Francisco um dos exemplos mais bem-sucedidos de desenvolvimento regional do Brasil. Em vez de competir, as duas cidades construíram uma relação de complementaridade econômica que fortalece o agronegócio, amplia a oferta de serviços especializados e cria um ambiente favorável para novos investimentos.

Mais do que um grande produtor de frutas, Petrolina consolidou-se como um dos principais ecossistemas econômicos do interior brasileiro, demonstrando que inovação, planejamento e integração regional podem transformar desafios naturais em oportunidades de desenvolvimento sustentável.

Ao longo das últimas décadas, o município mostrou que crescimento econômico depende da capacidade de conectar diferentes setores produtivos. O fortalecimento das cadeias ligadas ao agronegócio impulsionou comércio, logística, tecnologia, educação, saúde e serviços especializados, criando uma economia resiliente e preparada para continuar evoluindo nos próximos anos.

Sétimo leilão da Secretaria de Administração disponibilizará carros com lances iniciais a partir de R$ 2 mil

No próximo dia 31, a Secretaria de Administração do Estado (SAD) promoverá o 7º Leilão de Bens Móveis de 2026, disponibilizando carros, motocicletas e caminhões com lances iniciais a partir de R$ 2 mil, R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil, respectivamente. No certame virtual, que será realizado no endereço http://www.aragaoleiloes.com.br, também serão leiloadas mercadorias apreendidas, sucatas de veículos e de materiais diversos. Ao todo, 66 lotes estarão disponíveis e a expectativa de arrecadação é de R$ 272,9 mil.

Pessoas físicas e jurídicas de qualquer natureza poderão ofertar lances para veículos recuperáveis. Quanto às sucatas aproveitáveis e sucatas aproveitáveis com motor inservível, a participação é restrita aos Centros de Desmanches de Veículos Automotores, Comércio de Peças Usadas e Reciclagem de Sucata (CDV), registrados operacionais ou credenciados pelo Detran/PE.

Além disso, também poderão ofertar lances para sucatas aproveitáveis e sucatas aproveitáveis com motor inservível, as empresas de outras Unidades da Federação que tenham como atividade a desmontagem de veículos automotores terrestres destinados à comercialização de partes, peças e acessórios automotivos, entre outras condições que podem ser conferidas no edital, disponível no site http://www.aragaoleiloes.com.br.

Nos dias 29 e 30 de julho, os interessados poderão participar de visitação pública para conferir os itens por meio de avaliação visual, registro fotográfico e em vídeo. A localização de cada lote pode ser consultada no edital, disponível no site do leiloeiro (http://www.aragaoleiloes.com.br). Para participar do leilão de bens móveis, é necessário realizar cadastro nesse endereço eletrônico, informando um endereço de e-mail para comunicação e envio de documentos.

Exportações brasileiras de frutas batem recorde no primeiro semestre de 2026

A fruticultura brasileira alcançou um novo marco no comércio internacional no primeiro semestre de 2026. Mesmo diante de um cenário comercial global mais complexo, o setor registrou avanço simultâneo em receita e volume embarcado. Entre janeiro e junho, as exportações brasileiras de frutas somaram US$ 707,9 milhões e 619,1 mil toneladas, crescimento de 20,64% em valor e 13,32% em volume em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados US$ 586,8 milhões e 546,3 mil toneladas.

O desempenho foi impulsionado principalmente por mangas, maçãs, abacates e melancias, enquanto produtos como uvas e melões enfrentaram desafios pontuais, sem comprometer o desempenho geral da pauta exportadora.

Para o presidente da Abrafrutas, Waldyr Promicia, os números demonstram a força e a competitividade da fruticultura nacional.

“O primeiro semestre confirma a capacidade do setor de responder aos desafios com eficiência, qualidade e abertura de mercados. A diversificação dos destinos, o investimento constante em tecnologia e as ações de promoção comercial das frutas brasileiras, desenvolvidas por meio do projeto Frutas do Brasil, em parceria com a ApexBrasil, têm fortalecido a presença dos nossos produtos no mercado internacional e ampliado as oportunidades para os produtores brasileiros.”

A manga permaneceu entre os principais produtos exportados, alcançando crescimento de 42,41% em valor e 37,96% em volume, reflexo da elevada qualidade da fruta brasileira e da consolidação de mercados estratégicos.

A maçã foi o grande destaque do semestre, com aumento de 223,55% em valor e 225,11% em volume. O diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), Moises Lopes de Albuquerque, atribui o desempenho histórico à maior safra já registrada no país, após dois anos de produção reduzida por fatores climáticos.

 “Tivemos uma safra recorde, com excelente qualidade e um volume muito superior ao dos últimos anos, o que ampliou nossa presença no mercado interno e externo. Poderíamos ter exportado até mais, mas o conflito no Oriente Médio afetou um mercado importante, trouxe dificuldades logísticas e aumentou a concorrência em destinos alternativos. Ainda assim, a Índia permaneceu como nosso principal comprador, seguida por Arábia Saudita e Rússia. Esse resultado mostra que os investimentos em tecnologia, produtividade e qualidade estão dando retorno e reforça nossa confiança de que as exportações da maçã brasileira continuarão crescendo nos próximos anos”, afirmou Albuquerque

O abacate apresentou expansão de 72,52% em valor e 92,68% em volume, impulsionado principalmente pela excelente safra registrada em São Paulo, considerada a melhor dos últimos cinco anos, ampliando significativamente a oferta destinada ao mercado externo.

Já a melancia avançou 30,59% em valor e 6,27% em volume, beneficiada principalmente pela produção do Nordeste, que manteve regularidade de oferta e qualidade.

Entre os produtos que registraram retração, a uva apresentou redução de 27,92% em valor e 27,86% em volume. O movimento foi conjuntural e esteve relacionado às incertezas no mercado norte-americano, especialmente após o anúncio de novas tarifas pelos Estados Unidos, fator que reduziu o ritmo das negociações e dos embarques.

No caso do melão, houve pequena redução de 2% no volume embarcado. Ainda assim, a receita aumentou 8,18%, reflexo da manutenção da demanda internacional e de melhores preços, apesar dos efeitos climáticos sobre parte da produção.

A banana registrou queda de 15,63% em valor e 27,19% em volume, influenciada principalmente pela maior concorrência nos mercados do Mercosul, onde bananas provenientes do Equador, Bolívia e do Paraguai foram comercializadas a preços mais competitivos, reduzindo a demanda pela fruta brasileira.

O levantamento também mostra avanços importantes em limões e limas, mamão e outras frutas, evidenciando uma pauta exportadora cada vez mais diversificada.

A expectativa da Abrafrutas é de manutenção do bom desempenho no segundo semestre, sustentada pela ampliação de mercados e pela competitividade das frutas brasileiras. A entidade avalia que a diversificação dos destinos continuará sendo estratégica para reduzir riscos e consolidar um novo recorde anual das exportações do setor.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Nota da Abrafrutas sobre a tarifa adicional dos Estados Unidos às frutas brasileiras

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) acompanha com atenção a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

No caso da uva brasileira, um dos principais produtos exportados para o mercado norte-americano, a medida elevará a tarifa total para 35%, reduzindo significativamente a competitividade da fruta brasileira naquele mercado e trazendo desafios para a cadeia produtiva.

Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 41,5 milhões para os Estados Unidos, valore referente a exportação de 14 mil toneladas de uva. Além da uva, melão e melancia também foram taxados, embora com impacto menor, em razão do perfil e do volume exportado desses produtos para o mercado norte-americano.

A Abrafrutas já está em contato com os produtores e exportadores, orientando o setor sobre os procedimentos necessários diante do novo cenário. Embora a medida possa impactar diretamente os embarques destinados aos Estados Unidos, a entidade trabalha para identificar alternativas que reduzam ao máximo os prejuízos aos produtores, seja por meio da diversificação de mercados, ou da adoção de novas estratégias comerciais.

O setor já demonstrou capacidade de superação em situações semelhantes. No ano passado, durante a implementação de medidas tarifárias que afetaram especialmente as exportações de manga brasileira para os Estados Unidos, os produtores reagiram com rapidez e resiliência, reorganizou operações, ampliou mercados e adotou estratégias que minimizaram os impactos econômicos.

A fruticultura brasileira é reconhecida internacionalmente pela qualidade de seus produtos, pela eficiência de sua cadeia produtiva e capacidade de adaptação diante de cenários adversos. A Abrafrutas seguirá atuando em conjunto com os produtores, exportadores e órgãos governamentais para defender a competitividade das frutas brasileiras no mercado internacional e buscar soluções que preservem as exportações e a sustentabilidade do setor.

Fonte: CNN

Exportação de frutas brasileiras bate recordes e rastreabilidade se torna chave para conquistar mercados globais

 

Mercado externo: exigência por rastreabilidade transforma competitividade da fruta brasileira

A exportação de frutas brasileiras segue em expansão no mercado internacional e estabelece novos desafios para produtores e empresas do setor. Além da qualidade do produto, compradores estrangeiros passaram a exigir maior transparência sobre a origem, os processos produtivos e o controle de cada etapa da cadeia.

No primeiro trimestre de 2026, o Brasil exportou 330,6 milhões de quilos de frutas, movimentando US$ 351,1 milhões, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). O resultado representa crescimento de 13% no volume embarcado e avanço de 25% na receita em comparação com igual período de 2025.

Entre os produtos que mais contribuíram para o desempenho estão manga, melão e limão, culturas que vêm ampliando presença nos mercados internacionais.

O avanço confirma uma mudança estrutural no comércio global: para acessar mercados mais valorizados, a fruticultura brasileira precisa entregar não apenas qualidade, mas também comprovação de origem, padronização e segurança alimentar.

Nesse cenário, a rastreabilidade agrícola passou a ser um diferencial estratégico para exportadores.

Mercado interno: digitalização fortalece gestão da cadeia pós-colheita

O crescimento das exportações brasileiras de frutas vem acompanhado por uma transformação dentro das propriedades rurais e unidades de beneficiamento.

Em 2025, o setor alcançou US$ 1,45 bilhão em exportações, registrando o terceiro recorde anual consecutivo, de acordo com a Abrafrutas. O desempenho consolidou o Brasil como um fornecedor relevante de frutas frescas no comércio internacional.

Para sustentar essa expansão, empresas têm investido em sistemas digitais capazes de acompanhar todas as etapas da operação, desde o recebimento da fruta até a expedição final.

Processos como:

  • classificação;
  • beneficiamento;
  • embalagem;
  • armazenagem;
  • controle de qualidade;
  • transporte internacional;
  • passaram a exigir maior integração de informações e monitoramento em tempo real.

A rastreabilidade permite registrar o histórico completo de cada lote, facilitando auditorias, reduzindo riscos comerciais e aumentando a confiança dos compradores internacionais.

Segundo especialistas do setor, o mercado externo busca cada vez mais previsibilidade operacional e segurança nas informações, tornando o controle digital uma ferramenta essencial para a competitividade.

Preços e mercado: frutas brasileiras ganham valor com controle e certificação

A valorização das frutas brasileiras no exterior está diretamente relacionada à capacidade do setor em atender padrões internacionais de qualidade.

Produtos com maior controle de origem e histórico produtivo documentado tendem a conquistar melhores oportunidades comerciais, especialmente em mercados mais exigentes da Europa, América do Norte e Ásia.

A rastreabilidade também contribui para reduzir perdas econômicas ao longo da cadeia, permitindo:

  • identificação rápida de problemas;
  • redução de desperdícios;
  • melhor aproveitamento dos lotes;
  • maior eficiência logística;
  • planejamento mais preciso das entregas.

Além de uma exigência regulatória, o controle de informações passou a funcionar como uma ferramenta para agregar valor ao produto brasileiro.

Indicadores: tecnologia já representa participação relevante nas exportações de frutas

Levantamentos da Senior mostram a presença crescente de tecnologias de gestão em importantes cadeias exportadoras brasileiras.

Empresas que utilizam soluções digitais da companhia representam aproximadamente:

  • 39% das exportações brasileiras de manga;
  • 28% das exportações de banana;
  • 11% das exportações de melancia;
  • 9% das exportações de melão;
  • 8% das exportações de uva fresca, considerando os volumes registrados em 2025.

No primeiro trimestre de 2026, as empresas atendidas pela Senior responderam ainda por:

  • 58% do volume de abacates exportados pelo Brasil;
  • 14% das exportações de melão;
  • 15% das exportações de melancia.

Os dados reforçam a importância da transformação digital em cadeias que dependem de controle rigoroso, padronização e eficiência logística.

Análise: rastreabilidade se consolida como passaporte da fruta brasileira no comércio global

A expansão da exportação de frutas brasileiras mostra que o setor vive uma nova fase, na qual tecnologia, gestão de dados e transparência passaram a ser fatores decisivos para competir internacionalmente.

A rastreabilidade deixou de ser apenas uma obrigação para atender normas sanitárias e passou a representar uma vantagem estratégica para empresas que buscam ampliar mercados.

Com consumidores e importadores cada vez mais atentos à origem dos alimentos, a capacidade de comprovar a trajetória de cada lote — da produção ao embarque — torna-se um diferencial competitivo.

“A transformação digital das operações pós-colheita acompanha uma demanda crescente dos mercados globais por rastreabilidade e confiabilidade das informações. Hoje, não se trata apenas de cumprir requisitos regulatórios, mas de gerar valor para toda a cadeia produtiva”, destaca Gustavo Almeida, Head de Agronegócio da Senior.

A tendência é que a rastreabilidade avance ainda mais nos próximos anos, impulsionada pela necessidade de maior segurança alimentar, sustentabilidade e eficiência nas cadeias de exportação.

Para a fruticultura brasileira, o controle digital passa a funcionar como um verdadeiro passaporte para novos mercados internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: CNN

BeeINova transforma ciência em inovação e leva a polinização de precisão para o agronegócio do Vale do São Francisco

No principal polo produtor e exportador de manga do Brasil, uma startup nascida dentro da universidade vem demonstrando que inovação, conservação ambiental e produtividade podem caminhar juntas. Criada a partir de pesquisas desenvolvidas no Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a BeeINova desenvolveu uma tecnologia de polinização de precisão que integra abelhas nativas sem ferrão, sensores inteligentes e análise de dados para tornar mais eficiente uma das etapas mais importantes da produção agrícola.

A proposta surgiu a partir de um desafio comum ao setor. Embora a polinização seja determinante para a produtividade, a qualidade e a uniformidade dos frutos, seu manejo ainda é realizado, em grande parte, de forma empírica, sem indicadores capazes de orientar decisões técnicas no campo. Foi para mudar esse cenário que a startup desenvolveu um sistema capaz de monitorar a atividade das abelhas em tempo real, associando informações coletadas por sensores ao comportamento dos polinizadores e às características da paisagem agrícola. O resultado é uma plataforma que oferece recomendações técnicas aos produtores, permitindo um manejo mais eficiente da polinização e contribuindo para o aumento da produtividade das lavouras.

Segundo a CEO e cofundadora da BeeINova, Dra. Aline Andrade, a startup nasceu justamente da necessidade de transformar anos de pesquisa científica em uma solução aplicável ao cotidiano do produtor rural. “A BeeINova nasceu da pergunta sobre por que uma etapa tão importante para a produção agrícola ainda era conduzida praticamente sem dados. A partir da experiência construída em pesquisas sobre ecologia da polinização e do comportamento das abelhas nativas, percebemos que existia uma oportunidade de levar esse conhecimento para dentro das propriedades rurais, transformando informação científica em uma ferramenta prática para apoiar a tomada de decisão no campo”, explica Aline.

Ciência aplicada ao campo

A tecnologia desenvolvida pela BeeINova é resultado de pesquisas iniciadas no Cemafauna, referência nacional em estudos sobre biodiversidade, conservação e manejo da fauna da Caatinga. Foi nesse ambiente que foram produzidos os conhecimentos sobre ecologia da polinização e comportamento das abelhas nativas que hoje sustentam a solução oferecida pela startup. Mais do que uma parceria institucional, a relação entre BeeINova e Cemafauna garante acesso contínuo à infraestrutura científica, à validação técnica dos protocolos utilizados em campo e à interação permanente entre pesquisadores e setor produtivo.

Enquanto o centro de pesquisa amplia o conhecimento sobre os polinizadores nativos e sua importância para os ecossistemas, a startup transforma esses resultados em tecnologia aplicada ao agronegócio. Esse elo entre universidade e mercado também fortalece iniciativas como o projeto Pollinova, desenvolvido em parceria com a Agrodan Agropecuária Roriz Dantas, uma das maiores exportadoras de manga do país. Os estudos realizados em áreas comerciais permitiram validar a tecnologia em condições reais de produção, registrando ganhos de produtividade de até 40% por hectare em cultivos de manga.

Reconhecimento nacional

O desenvolvimento da BeeINova vem sendo acompanhado por uma série de reconhecimentos que evidenciam o potencial da startup no cenário brasileiro de inovação. Entre as conquistas recentes estão o segundo lugar no Demoday da Jornada Empreendedora da IntecVASF, o terceiro lugar pela trajetória no programa de incubação e a conquista de um voucher para participação no Deep Tech Summit 2026, promovido pela Universidade de São Paulo (USP), um dos principais eventos do país voltados às startups de base tecnológica.

A empresa também foi selecionada para a 7ª edição do Programa Nacional Mulheres Inovadoras, da Finep, além de ser aprovada nos editais Pró-Startups: Mulheres que Inovam e Pernambucanas Inovadoras, ambos da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe). Outro avanço importante foi a classificação para a próxima etapa do Circuito da Transformação, iniciativa do Sebrae, e a evolução dentro do Programa Inova Caatinga, da AVATI Aceleradora, passando da fase de validação, em 2025, para a etapa de Tração em 2026.

Além das premiações, a BeeINova também tem ampliado sua presença em eventos científicos e do setor produtivo, participando do Simpósio de Meliponicultura do Bioma Caatinga e sendo destaque no programa de rádio Conexão em Foco, da Rádio Petrolina FM 98,3, que abordou a polinização de precisão como um ativo estratégico para o agronegócio.

Destaque na Expo Manga Brasil 2026

A consolidação da startup no setor será reforçada durante a Expo Manga Brasil 2026, considerada o maior evento da cadeia produtiva da manga na América Latina, que será realizada entre os dias 22 e 24 de julho, na área externa da Univasf, em Petrolina. A BeeINova participará como expositora, apresentando sua tecnologia ao público do evento, enquanto a Dra. Aline Andrade também integrará a programação técnica como palestrante, representando tanto o Cemafauna/Univasf quanto a startup.

A parceria com a Agrodan Agropecuária Roriz Dantas permanece como uma das principais vitrines da aplicação da tecnologia em campo. A empresa destaca que a iniciativa une tecnologia e natureza para tornar a polinização mais eficiente e sustentável, reforçando a integração entre BeeINova, Cemafauna, Univasf e Facepe no desenvolvimento de soluções inovadoras para a fruticultura irrigada.

Para Aline Andrade, o principal resultado da iniciativa vai além dos números de produtividade e demonstra que desenvolvimento econômico e conservação ambiental podem ser aliados.”Os resultados obtidos mostram que é possível produzir mais valorizando os processos naturais da própria lavoura. Quando monitoramos a polinização e promovemos o uso das abelhas nativas de forma estratégica, entregamos ao produtor informações confiáveis para melhorar seu manejo e, ao mesmo tempo, fortalecemos a conservação da biodiversidade. Esse é o propósito da BeeINova: transformar a ciência em inovação para construir uma agricultura cada vez mais eficiente, sustentável e conectada à natureza.”, conclui.

 

Texto: Jaquelyne Costa

Assessora de Comunicação do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna/Univasf)

Fotos:  Rarison Lima e Arquivo/BeeInova

Por que o Brasil exporta suco, mas não laranja de mesa

Carregamento de laranja em Limeira, SP

Apesar da força da citricultura brasileira, o país praticamente deixou de exportar laranja de mesa e, hoje, chega a importar fruta, principalmente do Egito.

Dados ABCM (Associação Brasileira de Citros de Mesa) mostram que, em 2010, o Brasil exportou cerca de 835 mil caixas de 40,2 quilos de laranja de mesa. Para 2026, a estimativa é de apenas 140 mil caixas. No caminho inverso, as importações devem alcançar 1,3 milhão de caixas, principalmente de produtores egípcios.

Segundo o presidente da CitrusBR – entidade que representa os exportadores de suco-, Ibiapaba Netto, o mercado mundial de fruta fresca continua crescendo e movimenta cerca de 300 milhões de caixas por ano. O problema não é falta de demanda, é a transformação dela e como o Brasil se posicionou nesse mercado.

Enquanto países como Egito e África do Sul investiram na abertura de mercados internacionais, negociando acordos tarifários e protocolos fitossanitários, além de desenvolver variedades voltadas ao consumo in natura — mais doces, sem sementes e com melhor aparência — o Brasil concentrou seus investimentos em variedades mais produtivas para abastecer a indústria de suco.

“Não há um problema nessa opção. Tivemos e temos bons resultados. Mas eu tenho a impressão de que o Brasil ainda não acordou para esse mercado de frutas in natura”, resume Ibiapaba.

O país escolheu o suco

Na avaliação da ABCM, essa trajetória também foi consequência das condições encontradas no próprio país. Até as décadas de 1980 e 1990, o Brasil era um importante exportador de laranja fresca para a Europa. Mas o avanço das doenças dos citros, especialmente as quarentenárias, tornou cada vez mais difícil atender às exigências sanitárias internacionais. Ao mesmo tempo, a consolidação da maior indústria mundial de suco de laranja ofereceu um destino seguro para a produção.

Com um mercado interno de mais de 200 milhões de consumidores, produzir para abastecer supermercados brasileiros e a indústria passou a ser um caminho mais rentável do que disputar o mercado externo. Hoje, cerca de 70% da produção nacional de laranja é destinada ao processamento industrial e apenas 30% segue para o mercado de mesa.

O mundo mudou

Enquanto o Brasil permaneceu focado no suco, o consumidor internacional mudou seus hábitos.

Nos principais mercados importadores, cresceram as vendas de frutas prontas para o consumo, com destaque para laranjas premium e, principalmente, mandarinas e tangerinas sem sementes, mais doces e fáceis de descascar.

Segundo a ABCM, esse período também foi marcado pelo desenvolvimento de novas variedades protegidas por royalties, produzidas especialmente para atender ao mercado de fruta fresca. O Brasil acabou ficando para trás nesse processo e hoje cultiva, em grande parte, variedades voltadas ao mercado interno e à indústria.

Egito virou referência

O principal exemplo dessa transformação é o Egito. Há cerca de duas décadas, o país tinha participação limitada no comércio internacional. Hoje, tornou-se um dos maiores exportadores mundiais de laranja fresca graças ao clima mediterrâneo, menores custos de produção, incentivos governamentais e acesso facilitado aos principais mercados consumidores.

Enquanto isso, o Brasil enfrenta custos elevados de financiamento, logística mais cara, portos menos eficientes e oscilações cambiais que dificultam contratos de exportação de longo prazo.

Greening abre novas fronteiras, mas não resolve tudo

O avanço do greening, principal doença da citricultura mundial, também está mudando o mapa da produção brasileira.

Regiões como Petrolina, no Vale do São Francisco, começam a despertar interesse por estarem fora da área mais afetada pela doença. A expectativa é que novos pomares possam reduzir os riscos fitossanitários enfrentados pelos produtores do cinturão citrícola.

No entanto, segundo a ABCM, produzir laranja em regiões quentes não significa, automaticamente, conquistar o mercado internacional. Um dos principais entraves é a coloração da fruta. Em temperaturas elevadas, a casca permanece mais verde, enquanto compradores europeus exigem frutos com coloração alaranjada intensa.

Ainda há oportunidade

Apesar da perda de espaço, especialistas acreditam que o Brasil ainda pode voltar a disputar o mercado internacional de laranja de mesa. Para isso, será necessário investir em novas variedades, ampliar acordos comerciais, modernizar a logística e adaptar a produção às exigências dos consumidores internacionais.

Fonte: CNN

Fonte: CNN

MINUTO HF: Frio afeta consumo de frutas e produção de hortaliças

O clima mais frio já está interferindo na produção e no consumo de frutas e hortaliças. Enquanto as baixas temperaturas limitam a maturação das hortaliças neste início das safras de inverno, também reduzem o consumo de frutas. E esse frio é só o começo: novas quedas de temperaturas devem vir. Então, vem saber como fica o mercado em junho neste Minuto HF! Patrocínio: Agristar

Fonte: HF

Fonte: CNN

Adab intensifica em 2009 controle biológico de pragas da fruticultura

 

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão ligado à Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), em parceria com a Biofábrica Moscamed e os produtores, inicia no próximo ano a liberação oficial de insetos estéreis nas plantações de manga em Dom Basílio, Rio de Contas e Brumado.

O trabalho está inserido no Programa de Controle de Moscas-das-frutas, que tem como finalidade combater pragas que atacam os pomares de manga, mamão e videiras da Bahia, eliminando as restrições fitossanitárias que venham a prejudicar a fruticultura do estado.

O Programa de Controle de Mosca-das-frutas foi iniciado pelo estado em 1991, por meio do Instituto Biológico da Bahia e, posteriormente, com a criação da Adab, foi introduzido nas ações de defesa agropecuária do estado.

Experimental – O engenheiro agrônomo e coordenador do Programa Moscas-das–frutas, Raimundo Sampaio, disse que semanalmente são liberados, em caráter experimental na região de Livramento, cerca de dois milhões de insetos. As moscas são soltas nas regiões de baixo índice populacional de moscas selvagens.

Hoje, Livramento tem 90% de sua área produtiva explorada pela agricultura familiar. Desde quando foi instalada a primeira área de liberação de insetos estéreis na região, como projeto piloto, já foram soltas 22 milhões de moscas.

Entre as formas de manejo de praga se destaca o System Approach. Ele reduz o uso de agrotóxico e garante uma segurança para viabilizar a comercialização e exportação de mamão. O sistema diminui a perda de produtividade na medida em que aumenta a qualidade do fruto, reduz os impactos ambientais e prejuízos à saúde humana.

Na Bahia, responsável por 55% da produção nacional do mamão, a fruta é cultivada de forma predominante no extremo sul baiano, com destaque para as cidades de Teixeira de Freitas, Eunápolis, Porto Seguro, Itamaraju e Mucuri.

O segundo maior produtor é o oeste do estado, com plantações nas cidades de Bom Jesus da Lapa, Santa Maria da Vitória, Correntina e São Félix.

Além de reduzir a devastação que as pragas causam nas plantações, haverá uma diminuição do uso de agrotóxicos.

Bahia é pioneira na utilização de insetos estéreis

A Bahia é a única a desenvolver o uso da técnica de insetos estéreis e a Adab é pioneira na implantação de um laboratório para atuar no controle de moscas.

No Brasil, começou a ser usado em 2005, com a instalação da Biofábrica Moscamed. A entidade atua nos pólos de fruticultura irrigada de Juazeiro, Livramento de Nossa Senhora e em Petrolina, no estado de Pernambuco.

O diretor-geral da Adab, Cássio Peixoto, afirmou que no primeiro trimestre de 2009 será lançada oficialmente, em Livramento, a primeira área a utilizar o controle biológico.

Fitossanidade – Peixoto acredita que o aumento nos cuidados fitossanitários irá estimular a exportação das frutas para países como Estados Unidos e Japão. Ele afirma que o uso do inseto estéril vai garantir maior qualidade aos produtos.

A produção de insetos não visa só ao mercado nacional. O objetivo da Adab e da Biofábrica é exportar o modelo para Israel em 2009.

O inseto só é considerado praga quando existe em grandes populações nas plantações. Para combater a infestação, os machos recebem uma dose de cobalto e com isso se tornam estéreis e são liberados na natureza a fim de combater o problema na manga, no mamão e na uva.

Fonte: SEAGRI – BA

Fonte: CNN