Fruticultura brasileira fortalece produção, consumo e presença internacional

A fruticultura brasileira desempenha papel estratégico na segurança alimentar, na geração de empregos e no desenvolvimento econômico do país. Com produção superior a 40 milhões de toneladas por ano e uma das maiores diversidades de frutas do mundo, o Brasil reúne condições únicas para atender tanto o mercado interno quanto a crescente demanda internacional por alimentos saudáveis, seguros e sustentáveis.

Presente em todas as regiões do país, a atividade gera mais de 5 milhões de empregos diretos e indiretos, movimenta economias locais e contribui para a inclusão produtiva de milhares de famílias. Além de sua relevância econômica, a fruticultura ocupa posição de destaque na promoção da saúde e da qualidade de vida da população, ao disponibilizar alimentos ricos em vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes.

Apesar da ampla oferta de frutas no mercado nacional, especialistas apontam a necessidade de ampliar o consumo entre os brasileiros. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão diária de pelo menos 400 gramas de frutas, legumes e verduras como parte de uma alimentação equilibrada. Nesse contexto, o incentivo ao consumo de frutas representa uma oportunidade de promover hábitos alimentares mais saudáveis e, ao mesmo tempo, fortalecer toda a cadeia produtiva.

Segundo o técnico de projetos da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), Jorge de Souza, ampliar a presença das frutas na alimentação da população traz benefícios que vão além da saúde.

“As frutas são alimentos essenciais para uma dieta equilibrada e desempenham papel importante na prevenção de doenças. Além dos benefícios para a população, o aumento do consumo fortalece toda a cadeia produtiva, gera empregos, movimenta a economia das regiões produtoras e valoriza o trabalho realizado pelos fruticultores brasileiros”, destaca.

A força da produção nacional também se reflete no comércio exterior. Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,07 milhão de toneladas de frutas frescas e alcançou receita de US$ 1,45 bilhão. Manga, melão, melancia, uva, limão e mamão permanecem entre os principais produtos da pauta exportadora, consolidando a presença brasileira em mercados estratégicos da Europa, América do Norte e Oriente Médio.

Além dos mercados já consolidados, a América Latina apresenta oportunidades importantes para a expansão dos negócios. A proximidade geográfica, a complementaridade das cadeias produtivas e o crescimento da demanda por alimentos frescos favorecem o fortalecimento das relações comerciais entre os países da região, ampliando o intercâmbio de produtos, tecnologias e conhecimento.

Nesse cenário de crescimento, inovação e integração comercial, a ABRAFRUTAS participa da 31ª edição da Hortitec em 2026 com o objetivo de fortalecer a fruticultura nacional, incentivar o consumo de frutas e ampliar as oportunidades de negócios para o setor.

Considerada uma das principais feiras de horticultura, cultivo protegido e culturas intensivas da América Latina, a Hortitec reúne produtores, empresas, pesquisadores e lideranças do agronegócio em um ambiente voltado à inovação, tecnologia e geração de negócios.

Nesta edição, a ABRAFRUTAS participa institucionalmente por meio da marca Fresh Brasil, iniciativa que reúne também o Instituto Brasileiro de Floricultura (IBRAFLOR) e o Instituto Brasileiro de Horticultura (IBRAHORT). A parceria tem como objetivo integrar esforços de toda a cadeia de alimentos frescos do país, promovendo a produção nacional, fortalecendo a segurança alimentar e incentivando o consumo de frutas, flores, hortaliças e demais produtos frescos.

O estande será compartilhado ainda com a Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM) e a International Fresh Produce Association (IFPA), reforçando a união do setor em prol do desenvolvimento e da competitividade da produção brasileira.

A ABRAFRUTAS convida todos os visitantes da Hortitec 2026 a conhecerem o estande institucional e participarem das discussões sobre os desafios, as oportunidades e o futuro da fruticultura brasileira.

 

Fonte: CNN

Primeiro embarque de caqui brasileiro para a Costa Rica

Em menos de quatro meses, negociação evolui para primeiro embarque e abriu novas oportunidades para a fruticultura nacional

A fruticultura brasileira alcançou mais uma importante conquista no mercado internacional com a realização do primeiro embarque de caqui brasileiro para a Costa Rica. A operação marca a entrada oficial da fruta no mercado costarriquenho e representa mais um resultado concreto dos esforços de promoção comercial, abertura de mercados e articulação institucional desenvolvidos para ampliar a presença das frutas brasileiras no exterior.

As exportações brasileiras de caqui vêm apresentando crescimento expressivo nos últimos anos. Em 2025, o Brasil exportou 890 toneladas da fruta, gerando uma receita de US$ 1,8 milhão. Em relação a 2024, o resultado representa um aumento de 95,64% no volume exportado e de 83,53% no valor das exportações, demonstrando o avanço da presença do caqui brasileiro nos mercados internacionais.

A atuação da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) foi decisiva para a concretização dessa conquista. Em fevereiro de 2026, durante uma rodada de negócios promovida pela Adidância Agrícola do Brasil e pelo Setor de Promoção Comercial (SECOM) da Embaixada do Brasil em San José, a entidade, representada pelo diretor executivo, Eduardo Brandão, apresentou a qualidade, a diversidade e o potencial da fruticultura brasileira a importadores costarriquenhos. A iniciativa despertou o interesse comercial pelo caqui brasileiro e abriu caminho para a realização do primeiro embarque da fruta para a Costa Rica.

A partir desse contato, foram iniciadas as tratativas técnicas e fitossanitárias necessárias para viabilizar as exportações. O processo avançou de forma ágil e culminou na publicação dos requisitos fitossanitários para a importação do produto pelas autoridades da Costa Rica. Em menos de um mês após a conclusão das exigências regulatórias, foi realizado o primeiro embarque comercial da fruta.

Para Eduardo Brandão, diretor executivo da Abrafrutas, o resultado demonstra a importância do trabalho contínuo de abertura de mercados e da atuação conjunta entre setor produtivo, governo brasileiro e parceiros internacionais.

“Esse primeiro embarque para a Costa Rica reforça o potencial da fruticultura brasileira e a importância do trabalho de promoção comercial realizado pela Abrafrutas para ampliar mercados e oportunidades para os exportadores brasileiros”, afirma Brandão.

Segundo o diretor executivo, a diversificação dos destinos de exportação é um dos pilares para o crescimento sustentável da fruticultura nacional, ao reduzir dependências comerciais com ampliação da presença das frutas brasileiras em mercados com potencial de consumo.

A operação foi realizada pela MBR Company, empresa associada da Abrafrutas e uma das principais exportadoras brasileiras de frutas frescas. Para o CEO da empresa, Renato Miralla, a chegada do caqui brasileiro à Costa Rica representa um marco estratégico tanto para a companhia quanto para o setor.

“A importância dessa operação é muito grande. É o primeiro país da América Central para o qual a MBR exporta em seus 22 anos de história. Entendemos que é um mercado promissor, com interesse crescente por frutas brasileiras. Todo o processo foi conduzido de forma extremamente profissional, envolvendo a Abrafrutas, o importador e as autoridades competentes dos dois países”, afirma.

Segundo Miralla, os principais desafios envolveram o cumprimento das exigências regulatórias dentro da curta janela da safra do caqui e os entraves logísticos para a região. Apesar disso, o embarque foi realizado com sucesso e recebeu boa receptividade dos compradores costarriquenhos. A expectativa da empresa é estruturar um programa regular de fornecimento para os próximos anos.

Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

NOTA OFICIAL: ABRAFRUTAS manifesta preocupação com veto ao Projeto dos Safristas

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS) manifesta preocupação com o veto integral ao Projeto de Lei nº 715/2023, conhecido como Projeto dos Safristas, e declara apoio à posição da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em defesa da revisão da medida.

A fruticultura brasileira está entre as atividades agrícolas que mais geram empregos no campo e depende, de forma significativa, da contratação de trabalhadores temporários durante os períodos de safra. Nesse contexto, o projeto representa um importante avanço para a formalização das relações de trabalho, a ampliação das oportunidades de renda e o fortalecimento da segurança jurídica para trabalhadores e empregadores.

A proposta aprovada pelo Congresso Nacional não retira direitos nem compromete a proteção social dos trabalhadores. Ao contrário, busca criar condições para que brasileiros possam ingressar no mercado formal de trabalho durante as safras, contribuindo para a inclusão produtiva, a geração de renda e o desenvolvimento econômico das regiões produtoras.

A manutenção do veto tende a aprofundar um dos principais desafios enfrentados pela fruticultura e por outras cadeias do agronegócio: a escassez de mão de obra temporária em períodos estratégicos da produção. Além de limitar oportunidades de trabalho formal, a medida dificulta a competitividade do setor e impacta diretamente a capacidade produtiva do campo.

A ABRAFRUTAS entende que proteção social e trabalho formal devem caminhar juntos. O Brasil precisa de políticas públicas que incentivem a geração de empregos, estimulem a formalização e fortaleçam setores essenciais para a economia nacional e para a segurança alimentar da população.

Por essa razão, a entidade apoia os esforços pela revisão do veto ao Projeto dos Safristas, em defesa dos trabalhadores rurais, dos produtores e do desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira.

Waldyr Promicia
Presidente da ABRAFRUTAS

Fonte: CNN

Mercado do Produtor de Juazeiro divulga cotação dos hortifrutigranjeiros comercializados nesta quinta (11)

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA), divulgou nesta quarta-feira (10) a cotação atualizada dos hortifrutigranjeiros comercializados no Mercado do Produtor de Juazeiro com destaque para o milho, o grande protagonista das festas juninas no Brasil.

O milho é a base de quase todos os pratos típicos juninos. Quando o mês de junho chega, a culinária é dominada pelo aroma característico das receitas à base de milho verde. Entre os quitutes mais tradicionais, destacam-se a Pamonha e Curau, iguarias doces feitas diretamente com o milho ralado; a Canjica e o mungunzá; o Bolo de Milho ou mesmo Milho Cozido ou Assado, Consumido puro, quentinho e com manteiga nas tradicionais fogueiras.

Nesta quarta-feira (11) o cento do milho está sendo comercializado a R$ 37,50, e a unidade por R$ 1,25.

A lista completa com todos os produtos e valores pode ser consultada clicando aqui.

Texto: Márcio Reges – ASCOM PMJ

Maçã premium: pingo de mel é destaque na safra de SC em 2026

A maçã Fuji produzida em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul está mais doce e com a cor diferente. A safra brasileira 2025/2026 vem chamando atenção por uma característica pouco comum nos pomares nacionais: o chamado “pingo de mel”. Resultado de condições climáticas especialmente favoráveis durante a maturação das frutas, o fenômeno indica maçãs com maior concentração natural de açúcares, sabor mais intenso e textura mais suculenta. 

Visualmente, o pingo de mel aparece como áreas translúcidas na polpa próximas ao miolo da fruta. Apesar do nome, não se trata da presença de mel, mas de um acúmulo natural de açúcares que ocorre especialmente nas maçãs Fuji em anos de ciclo tardio de colheita e quando baixas temperaturas atingem as macieiras.

Veja como é a Maçã Pingo de Mel:

Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), Moisés Lopes de Albuquerque, a maior incidência de pingo de mel nesta safra está relacionada às condições registradas especialmente durante a fase final de maturação das frutas.

“Tivemos um ciclo mais alongado, com colheita ocorrendo de forma mais tardia e sob temperaturas mais baixas favorecendo o acúmulo natural de açúcares na polpa, o que contribuiu para uma presença mais expressiva do pingo de mel nesta safra.

O resultado são maçãs com sabor mais intenso, maior doçura bem equilibrada pela acidez natural da fruta e excelente qualidade sensorial”, afirma. A característica é especialmente apreciada no Japão, país de origem da variedade Fuji. Em diversos mercados asiáticos, maçãs com pingo de mel são associadas a frutas premium e frequentemente alcançam maior valorização comercial em razão do sabor mais intenso.

Conforme estimativa da ABPM, a safra brasileira deve ficar entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de toneladas, acima das aproximadamente 850 mil toneladas registradas no ciclo anterior. Santa Catarina e Rio Grande do Sul seguem concentrando a maior parte da produção nacional. A colheita deve ficar entre 650 mil e 700 mil toneladas em Santa Catarina, já no Rio Grande do Sul, a expectativa é de uma safra entre 550 mil e 600 mil toneladas.

Fonte: CNN

Presidente da Abrafrutas participa da Naturaltech em debate sobre regeneração consciência e sustentabilidade

A conexão entre a produção sustentável de alimentos, a regeneração ambiental e o desenvolvimento humano estaráem destaque na programação da Naturaltech, um dos maiores eventos da América Latina, que ocorrerá de 10 a 13 de junho, voltados para produtos naturais, orgânicos e práticas sustentáveis.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e CEO da Itacitrus, Waldyr Promicia, participará do painel “Biologia da Consciência: onde a Terra e a Mente se regeneram”, realizado dentro da programação especial “Regeneração em Pauta”.

O debate que acontece no dia 10, das 15h às 15h50, na Wellnow Arena 1, reunirá especialistas de diferentes áreas para discutir como práticas regenerativas podem transformar não apenas os sistemas produtivos, mas também a relação das pessoas com o meio ambiente, a saúde e a qualidade de vida.

Ao lado de Waldyr Promicia estarão o renomado psiquiatra, pesquisador e escritor Augusto Cury, considerado um dos autores mais lidos do mundo, e Valdecir Queiroz Filho, fundador da Terra Ecológica Consultoria e referência em agricultura orgânica e regenerativa.

Para Waldyr Promicia, a fruticultura brasileira tem papel fundamental nessa discussão, especialmente diante da crescente demanda mundial por sistemas produtivos mais sustentáveis e alinhados às práticas de conservação dos recursos naturais.

A participação do presidente da Abrafrutas na Naturaltechtem como finalidade reforçar o compromisso da fruticultura com o fortalecimento de uma agricultura cada vez mais inovadora, sustentável e conectada às novas exigências dos consumidores e mercados internacionais.

Reconhecida como a principal feira de negócios da América Latina voltada ao universo dos produtos naturais, orgânicos e de promoção da saúde, a Naturaltech reúne anualmente empresas, especialistas, produtores e lideranças para debater tendências, inovação e sustentabilidade, consolidando-se como um espaço estratégico para a construção de soluções voltadas ao futuro da produção de alimentos.

 

Fonte: CNN

Anunciada em abril, Casa Potência transforma Vale do São Francisco em polo de música e conteúdo durante o São João

Reconhecido por sua relevância econômica, cultural e turística para o Nordeste, o Vale do São Francisco será o ponto de encontro de artistas e influenciadores durante o período junino com a realização da Casa Potência. O projeto, anunciado oficialmente em 22 de abril durante coletiva de imprensa promovida pela Potência Music em sua nova sede, ganha agora sua primeira edição prática entre os dias 19 a 27 de junho, transformando a região em um centro de produção de conteúdo e difusão da cultura nordestina para todo o país.

Criada pela Potência Music em parceria com o jogador Petros Matheus, a Casa Potência foi concebida como um hub de música, cultura e entretenimento voltado à valorização dos artistas nordestinos e à ampliação do alcance da produção regional por meio das plataformas digitais. A iniciativa busca conectar talentos, público e mercado em um ambiente que une experiências presenciais, apresentações musicais e produção de conteúdo multiplataforma.

O projeto foi apresentado ao mercado em abril pelos sócios da Potência Music (Wesley Safadão, Rod Bala e Wagner Barbosa) como uma das principais iniciativas da nova fase da empresa. Desde então, a proposta vem sendo estruturada para reunir grandes nomes da música nordestina, criadores digitais e artistas em ascensão em uma programação desenvolvida especialmente para o período de São João.

Ao longo de nove dias, a Casa Potência reunirá artistas de diferentes segmentos da música popular nordestina. Entre os nomes confirmados, estão Wesley Safadão, Natanzinho Lima, Silvânia & Berg, Seu Desejo, Rey Vaqueiro, Filho do Piseiro, Raphaela Santos, Márcia Fellipe, Eric Land, Fernandinha, Amanda Rainha, Joyce Tayná, Willy Vaqueiro, Pedro Guerra, Jotavê, Thales Play e a banda Garota Safada. A programação também contará com a participação de influenciadores digitais como Gkay, Rico Melquiades e Patixa, ampliando o alcance das ações por meio das redes sociais e plataformas de conteúdo.

A Casa Potência foi estruturada para funcionar como uma plataforma de produção, amplificação e distribuição de conteúdo durante o São João. A programação contempla encontros criativos, gravações, ativações especiais, apresentações musicais e experiências colaborativas voltadas à geração de conteúdo digital capaz de ampliar a visibilidade da cultura nordestina para públicos de diferentes regiões do país.

Um dos pilares do projeto será potencializar a produção de conteúdo dos artistas locais por meio da participação de artistas nacionais e grandes criadores digitais. A proposta é ampliar o alcance das produções realizadas na região, promovendo colaborações estratégicas capazes de conectar novos talentos a audiências cada vez maiores em todo o Brasil.

A iniciativa também servirá como ambiente para o desenvolvimento de novos produtos musicais. Entre as ações previstas está o lançamento de um produto oficial da Casa Potência, reunindo fonogramas de artistas locais fomentados pela participação de artistas já consolidados no mercado. O objetivo é criar oportunidades de projeção para novos talentos, fortalecendo a cadeia produtiva da música nordestina e estimulando a circulação de repertórios originados na região.

A escolha do Vale do São Francisco como sede da iniciativa está diretamente relacionada à relevância cultural da região e ao seu protagonismo crescente no calendário junino brasileiro. Localizado entre Pernambuco e Bahia, o território reúne manifestações culturais, eventos tradicionais e uma forte conexão com a música nordestina, características que o transformam em um cenário estratégico para projetos voltados à valorização da cultura regional.

Novos talentos

Além da participação de artistas já consolidados, a Casa Potência também abrirá espaço para novos talentos locais, fortalecendo a integração entre diferentes gerações da música nordestina e ampliando oportunidades de visibilidade para artistas em desenvolvimento.

Durante todo o período de realização do projeto, diretores da Potência Music acompanharão as atividades e promoverão conexões entre artistas, profissionais do mercado e criadores de conteúdo, reforçando o propósito da iniciativa de impulsionar a cadeia produtiva da música regional.

Sobre a Potência Music

Fundada em 2021 e sediada em Fortaleza, a Potência Music atua na produção musical, distribuição digital e desenvolvimento de projetos. A empresa tem ampliado sua atuação por meio de iniciativas que conectam artistas, público e plataformas, com foco na valorização da cena nordestina. A sociedade é formada por Wesley Safadão, Rod Bala e Wagner Barbosa.

Agonegócio e acordo Mercosul-União Europeia pautam participação da Abrafrutas em fórum no RN

 

Mossoró (RN) será palco, nos dias 9 e 10 de junho, do Fórum de Negócios da Fruticultura e do III Workshop de Monitoramento das Moscas-das-Frutas – Safra 2026, evento que reunirá produtores, exportadores, pesquisadores, autoridades e lideranças do agronegócio para discutir os principais desafios e oportunidades da fruticultura brasileira.

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) estará presente na programação com palestras e participação em painéis estratégicos voltados ao fortalecimento do setor.

Um dos temas centrais do encontro será o combate às moscas-das-frutas, consideradas uma das principais ameaças fitossanitárias à produção e à exportação de frutas. O monitoramento e o controle dessas pragas são fundamentais para garantir a sanidade dos pomares, preservar a competitividade da produção nacional e atender às exigências dos mercados internacionais.

A Abrafrutas acompanha de perto essa pauta e atua junto aos órgãos governamentais, instituições de pesquisa e setor produtivo na busca por soluções que fortaleçam a defesa agropecuária brasileira. O trabalho da entidade tem contribuído para ampliar a segurança fitossanitária da produção nacional, requisito essencial para a manutenção e abertura de novos mercados para as frutas brasileiras.

Durante o evento, o presidente da Abrafrutas, Wladyr Promicia, ministrará a palestra magna “Agronegócio e Desenvolvimento Nacional”, que aborda a importância estratégica do agronegócio para a economia brasileira, a geração de empregos, o desenvolvimento regional e o fortalecimento da segurança alimentar.

Na programação da tarde, o diretor executivo da Abrafrutas, Eduardo Brandão, apresentará a palestra “Impactos do Acordo Mercosul-União Europeia na Fruticultura”, destacando as oportunidades que o acordo comercial pode gerar para os produtores e exportadores brasileiros. Entre os benefícios esperados estão a redução de tarifas, o aumento da competitividade das frutas brasileiras no mercado europeu e a ampliação das oportunidades de negócios para o setor.

Além das palestras, os representantes da Abrafrutas participarão de importantes painéis e debates institucionais.

O Fórum de Negócios da Fruticultura é promovido pelo Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX-RN), Sebrae/RN e Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), com apoio institucional da Abrafrutas. O encontro busca construir soluções para aumentar a competitividade da fruticultura nordestina e brasileira, fortalecendo temas como sanidade vegetal, logística, acesso a mercados, financiamento e exportação.

Segundo o presidente da Abrafrutas, encontros como este são fundamentais para alinhar estratégias, compartilhar conhecimento e discutir ações que impulsionem a inovação, a sustentabilidade e o crescimento da fruticultura brasileira.

Por : Telma Martes, comunicação Abrafrutas

Fonte: CNN

Missão apoiada pelo Mapa amplia oportunidades para frutas brasileiras no mercado indiano

Fotos: Wellington Ltda

A iniciativa contou com o apoio do adido agrícola do Brasil na Índia, Roberto Papa, em articulação com a Embaixada do Brasil em Nova Délhi. Durante a missão, a comitiva percorreu diferentes elos da cadeia de distribuição de frutas e participou de reuniões voltadas à prospecção de negócios e à ampliação da presença de produtos brasileiros no mercado indiano.

Fotos: Wellington Ltda

Em Nova Délhi, a programação incluiu visita ao Azadpur Subzi Mandi, principal centro atacadista de frutas e hortaliças da capital indiana, além de mercados tradicionais, frutarias, lojas de produtos orgânicos e estabelecimentos especializados na comercialização de produtos importados.

Durante os encontros, representantes do setor varejista demonstraram interesse na importação de frutas brasileiras, evidenciando o potencial de ampliação da presença desses produtos no mercado local.

A missão também visitou a empresa Suri Agrofresh, em Kundli, no estado de Haryana, onde a delegação conheceu estruturas de armazenagem refrigerada e discutiu com importadores aspectos relacionados à logística, aos requisitos sanitários e às condições comerciais para a entrada de frutas brasileiras no país.

A etapa em Nova Délhi foi encerrada com o evento Terroir of Brazil: a taste of Brazilian fruits and typical dishes, realizado na Residência Oficial da Embaixada do Brasil. O encontro reuniu autoridades, importadores e representantes do setor privado indiano para a apresentação de produtos brasileiros e das oportunidades de negócios vinculadas à fruticultura nacional.

Na ocasião, foi lançado o Centro de Distribuição Móvel (CDM), iniciativa da Adidância Agrícola em Nova Délhi voltada à promoção de produtos brasileiros na Índia. Por meio de um QR Code, os visitantes podem acessar informações sobre produtos, empresas e oportunidades comerciais, com atendimento em português, inglês e hindi.

Após a programação na capital indiana, a comitiva seguiu para Mumbai, onde participou da Fresh India Show 2026, realizada no CIDCO Exhibition Centre. A agenda incluiu ainda visita ao Porto de Mumbai para avaliação das condições logísticas para a importação de frutas frescas.

A Índia é o país mais populoso do mundo, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, e reúne um mercado consumidor amplo e diversificado. A missão ocorre em um contexto de expansão da fruticultura brasileira no comércio internacional. No primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de frutas frescas registraram crescimento superior a 20% em valor e de 13% em volume, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Desde 2023, foram abertas 34 novas oportunidades de exportação para frutas brasileiras, ampliando o acesso dos produtos nacionais aos mercados internacionais.

Fonte: Mapa

Fonte: CNN

Tecnologias impulsionam a fruticultura na Zona da Mata mineira

Foto: Divulgação/Epamig

 

Tecnologias desenvolvidas com o foco na diversificação produtiva e aumento da eficiência no campo. Com este trabalho a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) está investindo numa série de projetos voltados ao fortalecimento da fruticultura na Zona da Mata Mineira. Os estudos vêm sendo desenvolvidos no Campo Experimental da instituição, em Leopoldina.

As iniciativas buscam ampliar as oportunidades para a fruticultura regional, a exemplo do projeto “Cultivo de amoreira preta na Zona da Mata de MG: geração de conhecimento, aptidão comercial dos frutos e desenvolvimento econômico da região”.

“A região ainda não é tradicional para a produção de frutas vermelhas, dentre elas amora-preta, framboesa e mirtilo. Diante disso, está sendo avaliada a viabilidade do cultivo dessas frutíferas e analisadas diferentes variedades, considerando aspectos agronômicos, de produtividade, qualidade e pós-colheita, além do zoneamento agroclimático”, destaca Daniela da Hora Farias, pesquisadora da Epamig.

Com baixo custo de implantação e alto potencial de comercialização, in natura ou processada, a amora-preta se apresenta como uma importante alternativa de geração de renda.

Práticas sustentáveis também orientam as pesquisas. O projeto “Aclimatação de mudas de bananeira irrigadas com água de efluente de piscicultura” avalia o uso de água proveniente da piscicultura na irrigação, durante a fase de adaptação das mudas de bananeira do laboratório ao campo. São avaliados os efeitos do reaproveitamento da água residual da criação de peixes de corte no crescimento e desenvolvimento das plantas.

Os resultados irão contribuir para a integração das atividades produtivas nas propriedades rurais, além de promover o uso mais eficiente dos recursos hídricos.

Já na passicultura, a Epamig está trabalhando, por meio do projeto “Avaliação de Novos Híbridos de Maracujá Amarelo: uma alternativa para a sustentabilidade da passicultura mineira”, na validação de novos híbridos de maracujá-amarelo, com foco no aumento da produtividade e na resistência a doenças.

A expectativa é disponibilizar materiais mais adaptados às condições de cultivo do estado. Os ensaios realizados também servirão para demonstração e treinamento de produtores e técnicos, em práticas adequadas de manejo para a cultura.

As atividades de pesquisa citadas acima contam com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Nos estudos com citros, do projeto “Sensoriamento multiespectral aplicado à produção de mudas e à seleção de combinações copa x porta-enxerto de citros sob estresse abiótico”, destaca-se a inovação tecnológica por meio do sensoriamento multiespectral, que visa selecionar combinações eficientes entre copa e porta-enxerto.

“A tecnologia nos permite identificar, de forma mais rápida e precisa, plantas com maior tolerância a estresses abióticos, como déficit hídrico e altas temperaturas, contribuindo para uma citricultura mais resiliente”, ressalta a pesquisadora.

Atuando também na difusão de conhecimentos e tecnologias, a Epamig irá implantar, no Centro de Fruticultura da Zona da Mata, Unidades Demonstrativas (UDs) e Vitrines Tecnológicas, que irão permitir a apresentação prática de diferentes culturas e sistemas de manejo.

Para dar suporte às atividades, também está prevista a implantação de uma estrutura voltada à produção de mudas e demonstração de tecnologias, fortalecendo a infraestrutura do centro e ampliando o alcance das ações.

Fonte: Portal MG

Fonte: CNN