Cannabis medicinal: conheça histórias de quem luta para ter o remédio

“Faz nove anos que eu nunca mais precisei levar minha filha para o pronto socorro por causa de convulsão”. O relato é de Cidinha Carvalho, mãe de Clárian Carvalho, hoje com 19 anos, e que trata a Síndrome de Dravet com uso do óleo de cannabis, remédio extraído da cannabis sativa, planta popularmente conhecida como maconha. Na última terça-feira (31), foi sancionada a Lei 17.618/2023, que institui a política de fornecimento gratuito desses medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo.

A partir de agora, o governo paulista terá de regulamentar e estabelecer regras para distribuição dos medicamentos. Em 30 dias, a partir da publicação no Diário Oficial, deverá ser composta uma comissão, formada por técnicos, associações de pesquisa e representantes de pacientes e familiares, que ficará responsável por formular as diretrizes. A lei deve entrar em vigor em 90 dias.

Antes, os remédios só eram fornecidos pelo governo paulista por meio de decisão judicial. Em nota, o governo diz que a medida “minimiza os impactos financeiros da judicialização e, sobretudo, garante a segurança dos pacientes, considerando protocolos terapêuticos eficazes e aprovados pelas autoridades de Saúde”.

Para a psiquiatra Clarisse Moreno Farsetti, especializada em terapia canabinóide, a lei é um avanço, sobretudo para quem não tem condições de comprar a medicação. “A gente começa a ter um meio para que pessoas, que não tem condições financeiras de arcar com o tratamento, muitas vezes nem a papelada mesmo, a compra dos primeiros produtos. Provavelmente, depois da regulamentação, isso vai ser possível”.

Clárian e a Síndrome de Dravet

A notícia é também um alento para os pacientes que dependem dos medicamentos à base de cannabis e que, atualmente, só conseguem obtê-los por meio de medidas judiciais, associações da sociedade civil e outros mecanismos privados. Moradores na Vila Formosa, zona lesta de São Paulo, Cidinha Carvalho e o marido, Fábio Carvalho, descobriram que Clárian era portadora da Síndrome de Dravet quando a filha era bebê e apresentou um quadro de convulsão. Doença genética rara, a síndrome, também conhecida como Epilepsia Mioclônica Grave da Infância (EMGI), é progressiva, incapacitante e não tem cura. Caracteriza-se por crises epilépticas que podem durar horas e atraso do desenvolvimento psicomotor e cognitivo.

Antes de iniciar o tratamento com óleo de cannabis, Cidinha conta que a filha era apática, não interagia e convulsionava por mais de uma hora, com crises generalizadas. Não conseguia elaborar frases completas e sem coordenação motora: não corria, não pulava, não transpirava e sequer subia escadas sozinha. Durante o sono, tinha episódios de apneia, distúrbio que afeta a respiração, fazendo com que parasse de respirar uma ou mais vezes ao longo da noite.

Cidinha, Rafael e Clárian enfrentaram longa jornada para ter acesso a medicamentos à base de cannabis
Fábio, Clárian e Cidinha enfrentaram longa jornada para ter acesso a medicamentos à base de cannabis – Arquivo pessoal
De acordo com a mãe, com o óleo, a saúde de Clárian apresentou melhora significativa. As crises diminuíram em 80% e ficaram mais curtas, com duração de menos de um minuto. Após quatro meses de uso, ela começou a transpirar. E em oito meses, pulou em uma cama elástica pela primeira vez. O equilíbrio, o tônus muscular e o sistema cognitivo estão melhores, e a apneia durante o sono desapareceu. Clárian, inclusive, conseguiu iniciar o processo de alfabetização.

Habeas corpus

Até descobrirem os benefícios do óleo de cannabis para o tratamento da filha, Cidinha e Rafael passaram por uma longa jornada de aprendizado e de luta contra o preconceito. Foram muitos passos: primeiro, tinham que importar o remédio a um alto custo  (cerca de 500 dólares, na época); em seguida, conseguiram uma doação mensal da medicação por meio de uma “rede secreta” no Brasil; assumiram o risco de cultivar a planta sem autorização; aprenderam a extrair o óleo com uma organização chilena; e, por fim, conseguiram a autorização da Justiça para cultivar em casa a cannabis com fins medicinais.

Em 2016, o casal entrou com pedido na Justiça para ter o direito de cultivar e extrair o óleo em casa para fins medicinais. Nessa época, contaram com o apoio da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Rede Reforma).

Dois anos antes, pacientes e suas famílias já tinham iniciado a luta para conseguir esse direito, já que o Estado brasileiro não fornecia o medicamento e havia a ameaça de serem presos por cultivar a planta em casa, apesar de destinada para fins medicinais. No mesmo ano em que Cidinha e Fábio ingressaram com o pedido, um fato marcou essa jornada: um dos fundadores da Rede Reforma, do Rio de Janeiro, foi preso por ter cultivo de maconha para fins terapêuticos em sua residência. A partir desse caso, a rede passou a usar o habeas corpus preventivo, o mecanismo jurídico utilizado para proteger aqueles que já tiveram a liberdade coagida ou aqueles que estão sob a iminência de serem presos, para que as famílias tivessem o direito de cultivo.

“É assim que surge a tese, da junção da criatividade dos nossos fundadores com a sensibilidade contra as injustiças causadas pela Lei de Drogas, que começou a afetar a saúde de tantos brasileiros, prejudicando o acesso a essa saúde, à dignidade humana”, explica a advogada da Rede Reforma, Gabriella Arima. A tese foi replicada para milhares de outros casos. Hoje, estima-se que existam cerca de 2 mil salvos-condutos no Brasil, grande parte concedido pelo Tribunal Federal de São Paulo (TRF3).

Com o habeas corpus em mãos, Cidinha e Rafael passaram a cultivar a planta e a extrair o óleo em casa. E junto nasceu a Cultive – Associação de Cannabis e Saúde, com a missão de representar os anseios de quem necessita da cannabis como tratamento e defender a reforma das leis e políticas sobre drogas, de acordo com o site da associação liderada pelo casal.

Sobre a sanção da lei paulista, Cidinha diz que o mais importante é que seja cumprida. “Tão importante quanto a regulamentação é o estado cumprir. Nós temos três estados que já sancionaram, mas não estão cumprindo. Então, espero que São Paulo faça a diferença, mas para isso precisa ter uma regulamentação”.

Próximos passos

Segundo a advogada Gabriella Arima, Goiás, Rio de Janeiro e Paraná já dispõem de leis semelhantes à sancionada em São Paulo, porém ainda há entraves ao acesso aos remédios.  “Ainda há uma dificuldade dos pacientes obterem esses medicamentos via SUS, o que torna essas leis inócuas”, aponta.

Sobre como a Lei paulista pode contribuir para o avanço do debate sobre a política de drogas no país, a especialista lembra que a legislação trata do acesso, o que beneficia a população de baixa renda, mas não traz mecanismos que estimulem a produção nacional desses medicamentos, reforçando a dependência pelos produtos importados, mais caros. “De um lado, acho que a gente caminha para uma desmistificação do tema, está caminhando para uma política pública que, teoricamente, abrangeria os mais pobres, pensando que hoje o tratamento com cannabis é caríssimo. Mas a gente não tem uma produção interna dos óleos. Então, dependemos de um mercado externo”, explica.

A psiquiatra Clarisse Farsetti espera que, na rede pública, os medicamentos à base de cannabis cheguem também para pacientes que sofrem de epilepsias, doenças neurológicas e para os que estão em cuidados paliativos. “Em outros estados, isso está acontecendo e a tendência é que, com o tempo, se fixe cada vez mais na nossa sociedade, e outras pessoas também tenham acesso ao tratamento”.

Já Cidinha deseja que o processo de regulamentação seja feito em conjunto com a sociedade civil, principalmente com os familiares, pacientes, médicos e advogados pioneiros nessa luta. “É preciso capacitar os médicos do SUS, não somente na prescrição, mas no atendimento, no acompanhamento de pacientes que fazem uso de canabinóides. É preciso fazer uma reeducação na parte policial, apenas para entender a necessidade do paciente, que precisa do uso da cannabis”, afirma.

Edição: Carolina Pimentel

Com record de matrículas nas escolas e creches, Simão participa da abertura do ano letivo

Em uma solenidade especial, nesta sexta-feira (3), o prefeito de Petrolina, Simão Durando, abriu oficialmente as atividades do ano letivo 2023. O evento aconteceu na Escola do Saber e foi transmitido para uma platéia virtual com mais de 6 mil profissionais da educação, um formato de sucesso adotado nos três últimos anos. A programação contou com um momento de leitura de poesias e literatura de cordel, bem como apresentação musical.

Destacando o compromisso da Prefeitura de Petrolina com a Educação, Simão pontuou as principais ações previstas para este ano, como a construção de novos prédios, a ampliação das escolas em tempo integral, a climatização de 100% da rede municipal, entre outros avanços. Alem de lembrar, mais uma vez, que a melhor educação de Pernambuco é feita por toda equipe da secretaria, o gestor comemorou a marca alcançada de 55 mil alunos matriculados para este ano letivo.

“Hoje é um dia importante para todos os educadores e servidores. Reafirmo o nosso compromisso com a educação do município para que a gente continue liderando os indicadores. Vamos trabalhar para melhorar ainda mais o nosso IDEB e que Petrolina permaneça entre as principais cidades do Nordeste nos índices de Educação. Para isso, vamos continuar investindo na valorização dos professores e alunos, em infraestrutura e possibilitando um ambiente adequado para o ensino”, destacou o prefeito.

Os servidores também tiveram a oportunidade de assistir e participar de uma palestra com a jornalista e doutora em Educação, Mariana Arantes, que também é diretora do Portal Educação Emocional e autora do processo Educação Emocional Integral, que desenvolve habilidades socioemocionais nas escolas e para o mercado de trabalho. O início das aulas da rede municipal de ensino será na próxima segunda-feira (6).

Centenário Ana das Carrancas: A novidade para este ano é a celebração do centenário de Ana das Carrancas, patrimônio imaterial de Pernambuco e importante ceramista de Petrolina. Durante o encontro, que contou com uma da filhas da homenageada, Maria da Cruz, o prefeito anunciou a construção de uma escola que levará o nome de Ana das Carrancas e será construída no Jardim Imperial. Uma programação está sendo montada para que todas as escolas municipais trabalhem o tema durante todo o ano de 2023.

Fotos: Deivid Menezes

Educação em Pernambuco: com decreto assinado pela governadora Raquel Lyra, o Estado ganha 61 escolas em tempo integral

Um decreto publicado na edição deste sábado (4) do Diário Oficial, assinado pela governadora Raquel Lyra, oficializa o aumento do número de unidades de ensino ofertando a modalidade de ensino integral no Estado. Serão 61 novas escolas, totalizando 635 espalhadas por todas as regiões.
 
“Transformamos 61 novas escolas do nosso Estado em escolas de tempo integral. Assim, a gente vai garantindo mais qualidade no atendimento aos alunos. Esse é o começo de muito trabalho que vem pela frente para melhorar a nossa educação”, disse a governadora, em vídeo divulgado nas redes sociais.
 
Raquel Lyra também comentou a declaração de utilidade pública o terreno do Colégio Americano Batista. Publicado nesta sexta (03), o decreto evita mudança de finalidade do espaço, que continuará sendo complexo escolar, agora ligado à rede pública estadual. “Um local privilegiado e um equipamento que ajudará na transformação da educação em Pernambuco. Vamos em frente, sempre cuidando de gente. É assim que a gente vai transformar Pernambuco”, disse, finalizando o vídeo.
 
As novas escolas em tempo integral estão espalhadas por todas as regiões do estado. São 20 unidades no Recife e duas em Olinda. Os municípios de Garanhuns, Araripina, Salgueiro, Arcoverde, Macaparana e Catende também terão duas unidades, cada.
 
Também serão contemplados os municípios de Afogados da Ingazeira, Amaraji, Belém de São Francisco, Belo Jardim, Bezerros, Camaragibe, Caruaru, Carpina, Cupira, Custódia, Flores, Floresta, Gameleira, Goiana, Granito, Itapissuma, Orobó, Mirandiba, Paulista, São Caitano, São José de Coroa Grande, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Cruz do Capibaribe, Panelas, Pesqueira, Timbaúba e Petrolina.
 
O ano letivo na rede estadual de ensino começou na última quinta-feira (2). Mais de 480 mil estudantes, de 1.056 escolas, voltaram às aulas.
Foto: Janaína Pepeu / Secom.

Maioria das mortes por tumores no Brasil atinge pessoas de baixa renda

Mais da metade das mortes por tumores no Brasil (55%) ocorre entre pessoas com baixa escolaridade e baixa renda, revela estudo do Observatório de Atenção Primária da Umane, com base no último levantamento do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde de 2020. A Umane é uma associação civil independente, sem fins lucrativos, voltada para a articulação e fomento de iniciativas de apoio ao desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo os dados do SIM, das 229.300 pessoas que morreram por neoplasias (malignas ou benignas) no Brasil em 2020, 126.555 (55%) tinham até 7 anos de estudo; 20% tinham entre 8 e 11 anos de escolaridade e 9,2% tinham entre 12 anos ou mais de estudo. Os dados mostram que a mortalidade é maior entre os que têm menos escolaridade e renda.

A maioria (52%) das mortes por neoplasias (malignas ou benignas) são de homens e 48%, de mulheres, e 59,2% das vítimas têm mais de 65 anos de idade.

A melhoria global da qualidade de vida poderia evitar parte desses casos, afirma a diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Rafaela Alves Pacheco, que é médica sanitarista e professora da Universidade Federal de Pernambuco.

“Os cânceres são múltiplos, mas têm uma relação muito próxima com a qualidade de vida, a organização das cidades, a preservação dos biomas, a alimentação, as condições emocionais, de trabalho e de acesso aos direitos humanos, assim como com a educação, o transporte, a qualidade de vida e os acessos à saúde. Todas essas perspectivas vão nos aproximar ou distanciar de um cuidado efetivo em relação aos cânceres de um modo geral”, diz Rafaela.

Para a especialista, a atenção primária à saúde, a medicina de família e comunidade podem melhorar esse quadro. “É preciso garantir o cuidado integral em saúde, a prevenção, a promoção e o acesso [a tratamentos] em qualquer situação do câncer. Então, é garantir o fortalecimento dos sistemas de saúde”, recomenda.

Segundo a médica, o câncer não escolhe classe social, mas as populações pobres sofrem mais. “Em relação ao câncer, todas as classes sociais são atingidas, mas existem os rincões de pobreza e miséria. Então, é bastante diferente para quem é mais pobre e não tem acesso e, por conseguinte, acabam tendo maior incidência de cânceres, de um modo geral.”

De acordo com a especialista, a solução são ações de equidade em saúde. “Precisa dar mais para quem precisa mais. Se temos populações que são mais vulneráveis aos cânceres, estas precisarão ter aporte de recursos e de providências sanitárias e sociais diferenciados. Nesse sentido, fortalecer o sistema universal de saúde é fortalecer a atenção primária, com as equipes de estratégia de saúde da família que estão mais próximas de onde as pessoas moram e trabalham.”

Promoção à saúde

Na visão da sanitarista, é preciso garantir que esse público tenha aporte maior de promoção à saúde, bem como fácil acesso aos serviços de atenção primária em saúde. “Na perspectiva da prevenção de saúde, precisamos ter protocolos estruturados, linhas de cuidado que farão a detecção precoce, o rastreamento baseado em evidências e protocolos clínicos, quando realmente são necessários e podem diminuir tanto a morbidade quanto a mortalidade, inclusive garantindo cuidados paliativos, garantindo que o paciente consiga ter uma sobrevida e uma qualidade de vida diante do que é possível.”

Rafaela destaca que nem todas essas dimensões são da área de trabalho da atenção primária à saúde. “Estão em outros níveis de atenção, mas podem e devem estar de forma conectada com a atenção primária à saúde, com o melhor para cada uma dessas situações.”

A médica ressalta que existem políticas públicas que visam aumentar o acesso da população de baixa escolaridade às informações, mas que a complexidade dos problemas necessita de ações intersetoriais. “O problema é sanitário, mas também é ambiental e social. Então nós vamos precisar de muitas mãos, e de muitos setores da sociedade civil organizada e das políticas públicas que estejam atuando conjuntamente”.

A médica aponta uma série de fatores que devem ocorrer junto com os cuidados em educação e saúde. “O próprio sistema educacional brasileiro pode e deve ajudar, sobretudo com as crianças, adolescentes e adultos jovens, garantindo esse conhecimento, esse automonitoramento, a melhora da própria escolaridade, o que vai fazer também com que o acesso à própria educação e à saúde aconteça de forma mais partilhada e impactante. A garantia da alimentação saudável, de atividade físicas, do combate ao tabagismo, da melhora dos índices ponderais, na perspectiva da obesidade”, exemplifica Rafaela.

Para ela, o controle e a melhora alimentar também dizem respeito ao combate ao uso de agrotóxicos e aditivos químicos e ao controle da poluição do ar, das águas e das florestas.  “Com o respeito aos nossos biomas, a garantia de políticas públicas indutoras de acesso à alimentação saudável, à comida de verdade, que não seja repleta de ultraprocessados, para que haja melhora metabólica e de bem-estar. Precisamos diminuir o sal na alimentação, de um modo geral. Não é só o saleiro da pessoa, precisa ter um regramento que garanta que as opções disponíveis sejam de fato compatíveis com a saúde de boa parte da população.”

Rafaela lembra que o Brasil tem grande número de hipertensos e diabéticos e que estes são fatores para o surgimento de cânceres e outros adoecimentos. “A alimentação melhorando, torna-se menos inflamatória e menos cancerígena”, destaca.

Papel dos agentes

O médico Gilberto Amorim, da Oncologia D’Or do Rio de Janeiro, ressalta que muitos dos fatores de risco para diferentes tipos de câncer podem ser de alguma maneira modificados ou reduzidos e que, para isso, o agente de saúde tem papel fundamental.

“A população com baixa escolaridade precisa conhecer mais esses fatores de risco e, aí, o alcance dos agentes de saúde é maior do que de qualquer outro profissional da área. Por exemplo, a obesidade é um fator de risco para vários tipos de doença. Por isso, é fundamental que o agente de saúde alerte aquela pessoa sobre os riscos para o diabetes e doenças vasculares e também para vários cânceres”, diz o oncologista.

De acordo com o oncologista, o agente básico de saúde alcança essa população mais desfavorecida porque tem uma linguagem que é fácil de ser entendida, menos rebuscada do que a dos médicos, e conseguem ter uma capilaridade incrível no Brasil inteiro. “Eles podem falar de muitas coisas e contribuir para reduzir o risco de determinados tipos de câncer.”

As medidas de prevenção para os tipos de câncer mais prevalentes em adultos são, de modo geral, relacionadas ao controle dos principais fatores de risco, como tabagismo, consumo excessivo de álcool, alimentação inadequada e obesidade.

Edição: Nádia Franco

Prefeitura de Juazeiro atua com equipe de saúde reforçada no Carnaval e registra tranquilidade na primeira noite de folia

Os foliões estão aproveitando o Carnaval de Juazeiro tranquilos, pois a Secretaria de Saúde (Sesau) do município está presente no circuito da festa para garantir assistência em saúde. A secretaria entrou na avenida com um planejamento para agilizar os atendimentos de urgência e emergência e oferecer serviços de prevenção durante todo este final de semana de festa.

A Sesau montou pontos estratégicos para facilitar os atendimentos de urgência. “Nosso esquema está funcionando muito bem. Temos uma equipe de saúde na Policlínica Municipal, também estamos com ambulâncias e a motolância no circuito. Para os casos mais graves, estamos com os profissionais e a estrutura da UPA a postos. Esperamos que as pessoas brinquem com responsabilidade o que evitará um número alto de intercorrências, mas estamos preparados para cuidar da população”, afirmou o secretário de Saúde de Juazeiro, Fernando Costa.Fiscalização dos estabelecimentosA Vigilância Sanitária está percorrendo todo o circuito fiscalizando e orientando os comerciantes quanto aos cuidados na manipulação dos alimentos e bebidas. Os fiscais verificam se determinações estabelecidas pelo Ministério da Saúde, como: o uso de avental, toucas e luvas e ambientes higienizados, estão sendo respeitadas.A ambulante Sandra Rodrigues da Silva veio de Petrolina-PE para ganhar um dinheiro extra. Essa é a primeira vez que ela vem trabalhar vendendo bebibas no “Carnaval de Todos” e elogiou o trabalho educativo da Vigilância. “A equipe me passou várias informações importantes sobre como armazenar as bebidas da maneira correta, por exemplo. É importante para que a gente possa oferecer produtos de qualidade para as pessoas. Ajuda muito o nosso trabalho”, disse.Folia segura sempreO Centro de Informação em ISTs, HIV/Aids e Hepatites Virais também está presente na festa de Momo distribuindo preservativos e alertando os foliões sobre prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis.

As equipes distribuirão mais de 50 mil preservativos de maneira itinerante e em três pontos fixos: No circuito Ivete Sangalo, na frente da Sesau; no início do circuito Manuca Almeida, na Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Orla I) e também na Orla II.

Texto: Marcela Cavalcanti – Ascom/PMJ
Fotos: Edinázio Silva/PMJ

Alegria e animação invadem as ruas de Juazeiro na primeira noite do ‘Carnaval de Todos’

Uma noite de tributo à alegria e aos mais variados ritmos, numa mistura de cores e gerações. Assim foi a primeira noite do Carnaval de Juazeiro – Carnaval de Todos, nesta sexta-feira (03). A abertura oficial da festa aconteceu no Palco Dennes Caffé (Orla I), onde a prefeita Suzana Ramos entregou a chave da cidade ao Rei Momo Ediveric Gonçalves e sua corte.

Em sua fala durante a entrega da chave da cidade, a prefeita Suzana Ramos falou da alegria em realizar o primeiro carnaval da sua gestão. “Essa é a festa mais tradicional da nossa cidade, e o nosso povo estava com saudade de viver toda essa alegria, pois foram dois anos sem a festa devido à pandemia. Idealizamos e estamos realizando uma festa inclusiva, democrática e com a cara do nosso povo. Espero que sejam dias de muita festa, alegria e com muita paz”, destacou a prefeita Suzana Ramos.

Vários artistas de renome regional e nacional arrastaram os foliões nos circuitos Ivete Sangalo (Av. Adolfo Viana) e Manuca Almeida (Orla I). O artista juazeirense Alan Cléber foi a primeira atração da noite e com sua animação e irreverência, cantando novos e antigos sucessos da Axé Music, fez todo mundo dançar.

Em seguida uma sucessão de artistas em trios e pranchões seguiram fazendo a festa nos circuitos. Nomes como Dudu Almeida, Cheiro de Amor, Timbalada, Edcity, Xandão, Raissa Barcelar, Alexandre Peixe, Dan Jamaica e Matheus Torres arrastaram os foliões até o dia raiar.

“A energia do juazeirense é contagiante. É muito bom voltar a Juazeiro e fazer parte dessa festa tão linda”, declarou a vocalista da banda Cheiro de Amor.

Para a produtora de eventos Natália Matias, que veio de Vitória da Conquista para curtir a festa, a animação é o principal atrativo do Carnaval de Juazeiro. “Nasci aqui, mas atualmente moro em Vitória da Conquista, estou de volta só para a festa. A expectativa é curtir todos os dias”, declarou Natália Matias.

Já o operador de betoneira, Robson Antônio Gomes da Silva, falou da sua expectativa para os três dias de festa. “São 2 anos sem carnaval, amo essa animação e a programação também está bem diversificada, com atrações para todos os gostos”, disse Robson Antônio.

Vários políticos também marcaram presença na abertura do Carnaval de Juazeiro: o deputado federal Adolfo Viana, o deputado estadual Jordávio Ramos, os vereadores Jean Gomes e Gleidson Azevedo, e vários secretários municipais.

O deputado Jordávio Ramos destacou o prazer de ver o Carnaval de Juazeiro ser retomado. “É uma emoção indescritível ver a alegria do povo nas ruas brincando o carnaval. Quero parabenizar a gestão da prefeita Suzana Ramos por devolver aos juazeirenses a sua festa mais tradicional em grande estilo”, destacou Jordavio Ramos.

Além dos trios e pranchões, os Palcos Dennes Caffé e Parlim também receberam várias atrações, garantindo muita animação em outros pontos da festa.

O Carnaval de Juazeiro segue até o próximo domingo (05), e muitas outras atrações irão se revezar nos circuitos, palcos e polo para fazer a alegria dos foliões.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO PARA OS PRÓXIMOS DIAS:

SÁBADO (04-02) 

19h – Pagode 874

20h – Chiclete com Banana

20h30min – Robyssão

21h30min – Banda Mirage

22h30min – Luiz Caldas

23h30min – Mari Ribeiro

00h30min – Pedro Cavalcanti

01h – La Fúria

DOMINGO: (05-02) 

19h – Voa Voa

20h – Tributo a Dennes Caffé

21h – Araketu

21h30min – Lincoln Senna

22h30min – Cristian Marques

23h – Ricardo Chaves

23h30min – Patuka e banda

00h – Rodrigão

01h – Psirico 

PALCO DENNES CAFFÉ

SÁBADO (04-02) 

18h- Banda Pimenta Elétrica

20h- Rubinho Alteração

22h- Dali Samba

00h- Tom Bahia

02h- Banda Senegal

DOMINGO (05-02) 

20h- Peu Lucas

22h- Trio Granah

00h- Precep’s Samba

02h- Samba de Mesa

PALCO PARLIM (ORLA II)

SÁBADO (04-02) 

17:00h- Banda Sapupara

18:30h- Orquestra do Bolinha

20:00h- Fernando Junior

21:30h- Banda Erva Doce

22h30min- Jefferson Miranda

DOMINGO (05-02) 

17h- Dó Ré Mi

19h- Banda Pirulito com Joana Souza

20h30min- Banda Unidunitê com Andrezza Santos

22h- Brenda Miranda

Texto: Gardennia Garibalde Ascom/PMJ

Fotos: Edinázio Dias / João Pedro Soares/PMJ

Governo de Pernambuco desapropria prédio do Americano Batista e garante conquista para a rede de educação pública do Estado 

O Governo do Estado de Pernambuco garantiu a manutenção do imóvel do colégio Americano Batista, na Boa Vista, Recife, como complexo escolar, agora no âmbito da educação pública estadual. O Diário Oficial do Estado publicou na edição desta sexta (3) o Decreto nº 54.429, assinado pela governadora Raquel Lyra, que “declara de utilidade pública” a área, incluindo as benfeitorias. Em vez da mudança de finalidade do prédio para objetivos comerciais, a decisão do governo mantém a funcionalidade do imóvel.

O terreno com suas benfeitorias fica localizado numa área estratégica da capital pernambucana. Para a governadora Raquel Lyra, o impasse em torno do imóvel – que estava próximo de ser leiloado – apareceu como oportunidade para o governo estadual na defesa do interesse público. “Vamos manter o prédio como complexo escolar. É um patrimônio de Pernambuco que agora estará a serviço da educação pública”, registrou. Com o decreto, a Secretaria de Educação e Esportes passa agora aos trâmites para adequação do prédio aos objetivos da Pasta.

De acordo com a Procuradoria-Geral do Estado, Bianca Teixeira, o processo será realizado com transparência e diálogo e a publicação do decreto representa a formalização a primeira fase do processo, que agora será seguido pela realização do laudo de avaliação por parte da administração estadual para que se faça o pagamento, que será custeado pelo tesouro estadual. “Como a governadora elenca a educação como prioridade de governo, ela viu essa oportunidade diante do leilão que estava marcado e tomou a decisão. O complexo continuará tendo como função social a educação”, afirmou. 

FOTO: HELIA SCHEPPA/SECOM

Forte, alojamento, delegacia e porto de Fernando de Noronha foram visitados hoje pela administradora Thallyta Figuerôa

Em mais um dia de visitas técnicas em Fernando de Noronha, a administradora da ilha, Thallyta Figuerôa, foi hoje (3) ao Forte Noronha, ao Hotel de Trânsito (alojamento dos servidores), à Delegacia da Polícia Civil e ao Porto Santo Antônio.

No Forte, que é Patrimônio Histórico tombado pelo Iphan e um dos locais mais procurados pelos turistas por conta da paisagem privilegiada, Thallyta assistiu a um pouco sobre a história da ilha em um ambiente imersivo com projeções do arquipélago.

Lá, a administradora também conheceu o trabalho do Golfinho Rotador, que tem um ponto de observação no local. O Forte atualmente é gerenciado pelo Consórcio Forte desde abril de 2022.

Em seguida, Thallyta foi até o Hotel de Trânsito (HT), no Boldró, conferir as estruturas disponíveis e a condição dos alojamentos e do refeitório para os trabalhadores que moram ou estão de passagem pela ilha. No espaço, os servidores também dispõem de alimentação diária ofertada pela Administração Distrital. Na ocasião, ela conversou com os funcionários e ouviu sugestões apresentadas por eles.

À tarde, a administradora se reuniu com o delegado da Polícia Civil, Marconi Lustosa Félix Filho, para entender o funcionamento do órgão e saber das demandas existentes. Ela encerrou as visitas técnicas desta sexta-feira no Porto de Santo Antônio, local de extrema importância para o abastecimento da ilha.

Para Thallyta Figuerôa, esse foi mais um dia de balanço positivo. “Iniciamos as visitas lá no Forte, onde todo mundo que vem para o arquipélago faz questão de conhecer, por ser um local lindo. E a gente vai percebendo a amplitude do que é Fernando de Noronha para o turista. Então, continuamos com as visitas técnicas, passamos pelos alojamentos no Hotel de Trânsito, para conhecer um pouco da realidade das pessoas que trabalham na ilha, e também na delegacia para ouvir as demandas do delegado Marconi Lustosa. Ainda fui ver o funcionamento do Porto de Santo Antônio”, disse Thallyta.

“Quando a nossa gestão fala em olhar de forma ampla, é exatamente isso o que estamos fazendo diariamente, compreendendo a visão do turista, mas também de quem está na ilha cuidando de quem chega para se divertir”, concluiu.

Fotos: Karlilian Magalhães

LBV promove campanha nacional em prol da Educação no incentivo aos estudos  

Sabemos que alimentação saudável e material escolar são fortes aliados na melhora do desempenho escolar. Por isso, olhar para a Educação nesse momento em que o país ainda se recupera dos reflexos causados pela pandemia da Covid-19, é seriamente necessário. Pioneira em iniciativas de incentivo ao ensino, a Legião da Boa Vontade desenvolve a sua campanha LBV — Educação: Futuro no Presente! com o intuito de amenizar as desigualdades sociais provenientes do aumento dos níveis de pobreza e da fome no país.

A LBV acredita que a Educação transforma vidas e ajuda a construir um mundo melhor, por isso a preocupação em promover ações permanentes que contribuam para a garantia desse direito básico. Educar é um ato de amor e também possibilita o desenvolvimento das crianças e dos jovens, além de oportunizar o aperfeiçoamento tanto de habilidades como da formação cidadã. Sabendo da importância disso, a mobilização da LBV faz a entrega de kits pedagógicos até março deste ano.

A meta é beneficiar mais de 20 mil crianças e adolescentes que são acompanhadas pelos serviços e programas socioeducacionais da LBV e aquelas assistidas por escolas e entidades parceiras em todo o país. Uma ajuda e tanto para as famílias em situação de vulnerabilidade social que não possuem recursos para a compra do material escolar.

Cada criança receberá vinte e quatro itens como apontador com depósitoborracha branca; cadernos de (brochura, desenho e universitário); caixa de giz de cera; lápis preto e de cor; canetas azuis, pretas, vermelhas e hidrográficas coloridas; estojo; mochila; squeze; régua plástica; tesoura sem ponta e tubo de cola bastão.

Em Pernambuco, a Entidade vai assistir 500 alunos que cursam do 1º ao 5º ano nos municípios de Buíque (Comunidade rural Catonho), Caruaru (meninos e meninas com deficiência intelectual e múltiplas assistidas pela APAE), em Moreno crianças do espectro autista e no Recife os pequenos beneficiados pelos serviços da LBV na capital pernambucana.  

Quem cuida, sonha e realiza junto

Para cumprir com esse propósito, sua atitude faz toda a diferença, daí o convite da LBV para que você participe dessa ação solidária. A campanha contribui com a permanência da criança na escola e a sua melhoria na Educação. Garanta um futuro melhor no presente para milhares de meninas e meninos. Por isso, “quando a LBV chamar, atenda com o coração: DIGA SIM!”.

Saiba mais em www.lbv.org ou pelo 0800 055 50 99 e faça sua doação. 

RONDESP NORTE prende duas pessoas suspeitas de terem cometido um duplo homicídio onde uma mulher foi usada como escudo humano em Juazeiro (BA)

Em diligências no sentido de capturar os autores do duplo homicídio ocorrido nessa quinta-feira (2), no bairro Antônio Conselheiro, onde vitimou Rosangela Santana da Conceição e o homem que a fez de escudo humano, identificado como Airon Detóides Quirino dos Santos na cidade de Juazeiro-BA, policiais da RONDESP NORTE, com apoio do Motopatrulhamento Carcará e do PETO 76, fizeram a prisão de duas pessoas suspeitas de terem comido o crime citado.

Após incursão a pé em matagal nas proximidades da rua 18 do mesmo bairro citado, depararam-se com um grupo de pessoas em bando que, ao avistarem os militares, tentaram empreender fuga. De imediato, os policiais deram voz de abordagem, conseguindo capturar um casal, ambos suspeitos de terem cometido o duplo homicídio. Em consulta aos Sistemas de Pesquisa, constatou-se que havia um mandado de prisão em desfavor de U.S.P., o qual tem antecedentes por roubo (art. 157 do CP) e homicídio (art. 121 do CP).

Os envolvidos e todo o material apreendido foram apresentados na 17ª Coorpin para as providências legais. A RONDESP Norte, pertencente a orgânico do CPR-N, comandado pelo Sr. Cel Valter Araújo, seguindo as diretrizes do Excelentíssimo Senhor Comandante-Geral da PMBA, Coronel PM Coutinho, segue apoiando as Unidades operacionais do orgânico com vistas à prevenção e combate à crimes.

MATERIAL APREENDIDO: 

  • 01 (uma) Pistola Taurus cal. 380;
  • 01 (um) Revólver Taurus cal. 38;
  • 06 (seis) munições intactas cal. 38; 01 (um) Kg de erva seca análoga à cannabis sativa (maconha);
  • 11 (onze) celulares de marcas diversas;
  • 01 (um) tablet marca Mondial Eletronic;
  • 01 (uma) balança digital marca Elite.

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FONTE: RONDESP NORTE