Bolsonaro diz que inclusão de estados na reforma depende de apoio dos governadores do Nordeste

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (2) na Comissão Especial da Reforma da Previdência da Câmara dos Deputados que, para incluir estados e municípios, é preciso que os governadores do Nordeste e de esquerda votem a favor, mesmo que isso gere desgaste com suas bases de apoio. Ele disse ainda que espera que relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) seja lido ainda hoje (3).

“Para entrarem estados e municípios, os governadores, em especial os do Nordeste e de esquerda, têm que votar favorável. Até pouco tempo, eles queriam que fosse aprovada a reforma com voto contrário deles para eles não terem desgaste. Porque tem desgaste o parlamento, sim tem. Agora, há um sentimento dentro do parlamento e fora também de que temos que mudar. Se não mudar, o Brasil vai ter mais problemas econômicos pela frente do que já temos no momento”, disse.

Nos últimos dias tem ocorrido negociações entre equipe econômica, líderes partidários e governadores para uma possível reinclusão de estados e municípios na reforma da Previdência, ainda na comissão especial que trata do tema.

Pelo projeto enviado pelo governo federal, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19 da reforma da Previdência valeria automaticamente para servidores dos estados e dos municípios, sem necessidade de aprovação pelos legislativos locais, mas esse ponto foi retirado do parecer do relator.

Sobre reivindicações de militares em relação a regras diferenciadas de aposentadoria, o presidente Bolsonaro disse que isso está em negociação e que todo mundo vai ter sua cota de sacrifício.

Ministro do Turismo

Questionado por jornalistas se o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, permanece no cargo, Bolsonaro respondeu que é preciso haver uma acusação formal contra ele para que se tome alguma providência. “Por enquanto tenho 22 ministros sem problema. Tem que ter acusação grave, acusação com substância. Por enquanto não tem nada contra ele ainda. Tem do assessor. Se o assessor falar e for confirmado que ele tem participação, aí a gente toma providência”, disse.

No dia 27 de junho, a Polícia Federal (PF) deteve o assessor especial do Ministério do Turismo, Mateus Von Rondon Martins por suspeita de integrar um suposto esquema que fraudava candidaturas eleitorais em Minas Gerais. Ontem (1°), o assessor foi liberado pela polícia.

Outros dois ex-assessores do ministro do Turismo também foram presos em caráter temporário nesta mesma operação.

Por: EBC

A Secretaria de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco promove entregas no Sertão do Pajeú

O Governo de Pernambuco entregou, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), neste domingo, 23 unidades de cisternas e kits produtivos a agricultores e agricultoras familiares de São José do Egito, no Sertão do Pajeú, e anunciou a construção de mais 77 unidades, ampliando para 100 o número de famílias beneficiadas no município. Os equipamentos fazem parte do Programa Pernambuco Mais Produtivo, que prevê ainda a capacitação das famílias para a produção de alimentos e geração de renda.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Agrário do Estado, Dilson Peixoto, a entrega dos sistemas representa o compromisso do Governo de Pernambuco com a agricultura familiar. “Houve um tempo no Brasil que se dizia que o povo devia ser deslocado do Sertão, que não havia como conviver com seca. Mas felizmente isso começou a mudar quando começamos a desenvolver políticas públicas de convivência com o semiárido, no governo do presidente Lula, hoje injustamente preso. E fico feliz em ver que estamos conseguindo trabalhar com os agricultores. Essa é a grande missão da Secretaria: ouvir os agricultores, os sindicatos, os movimentos sociais e os prefeitos para aproximar as nossas políticas das necessidades dos agricultores”, destacou.

Para o coordenador do Centro de Educação Comunitária Rural (Cecor), Expedito Brito, as cisternas são um ensinamento da natureza. “Para quem diz que é impossível conviver com o semiárido, basta prestar a atenção na simbologia do umbuzeiro, árvore da caatinga que acumula água no seu caule para usar na estiagem. Se a caatinga já faz isso há tanto tempo, porque não podemos fazer também?”, comparou.

De acordo com o prefeito de São José do Egito, Evandro Valadares, o momento é de renascimento da agricultura no município. “Nós estamos assistindo o renascimento da agricultura aqui no município. Temos hoje aqui em São José do Egito um sindicato (de trabalhadores rurais) ativo, um governo ativo, com um povo ativo, uma Prefeitura ativa, uma Câmara Municipal ativa e todo mundo cobrando e fazendo tudo aquilo que é necessário”, ressaltou.

A cerimônia de entrega dos sistemas contou com a presença ainda do secretário-executivo de Agricultura Familiar, Gleybson Neves, do coordenador do programa Garantia-Safra, Tarcísio Pontes, do gerente de Processos Agroecológicos da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), Mailson Pedro Rodrigues, vereadores e secretários do executivo municipal.

AFOGADOS DA INGAZEIRA

A agenda da SDA no Sertão do Pajeú contemplou ainda a entrega de 50 kits de irrigação (compostos por caixas de mil litros, bomba e tubulação para 200 metros quadrados), 200 mudas de umbuzeiro e 25 mil raquetes de palma aos agricultores de Afogados da Ingazeira, em evento com o prefeito José Patriota, durante a programação da XV Expoagro, realizada neste fim de semana.

“Quero agradecer o apoio que temos recebido da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, que está sempre com as portas abertas para o povo de Afogados”, agradeceu Patriota.

Por: Portal Tribbuna – Cinara Marques

Acordo entre Mercosul e União Europeia beneficia Vale do São Francisco e sobretudo a cidade de Petrolina (PE)

O deputado federal Fernando Filho (DEM) comemorou a inclusão da uva de mesa no acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, celebrado nesta sexta-feira (28), em Genebra, na Suíça. O parlamentar recebeu uma ligação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que participou ativamente das negociações e comunicou a inclusão do produto na lista. A medida, segundo Fernando Filho, beneficia os produtores da região do Vale do São Francisco e sobretudo a cidade de Petrolina.

“A ministra esteve recentemente em Petrolina conosco e ouviu a reivindicação dos produtores. Nesta sexta, ela me ligou para comunicar que a uva de mesa entrou no acordo entre Mercosul e União Europeia, e agora a nossa uva não precisará mais de taxação para entrar na Europa. Isso dará mais competitividade à uva brasileira e trará mais recurso para os nossos produtores, tão logo o acordo entre em vigor. A ministra Tereza Cristina lutou muito para incluir a uva, atendendo um pedido nosso, do senador Fernando Bezerra Coelho e do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e que vai beneficiar a todos os produtores do Vale do São Francisco”, destacou Fernando Filho.

O acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, fechado nesta sexta-feira, estará implementado totalmente num prazo de dois anos. A expectativa é impulsionar a agricultura, a indústria e o setor de serviços. Entre os produtores beneficiados com a maior abertura do mercado, também estão o etanol, o açúcar e a carne de frango.

Por: Manoel Guimarães – Assessoria de Fernando Filho

Mercosul e União Europeia fecham maior acordo entre blocos do mundo

Os países do Mercosul e da União Europeia formarão uma das maiores áreas de livre comércio do planeta a partir do acordo anunciado ontem (28), em Bruxelas. Juntos, os dois blocos representam cerca de 25% da economia mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas. Quando se considera o número de países envolvidos e a extensão territorial, o acordo só perde para o Tratado Continental Africano de Livre Comércio, que envolve 44 países da África e foi assinado em março deste ano. Mesmo assim, União Europeia e Mercosul fecharam o maior acordo entre blocos econômicos da história, o que deve impulsionar fortemente o comércio entre os dois continentes.

O acordo de livre comércio eliminará as tarifas de importação para mais de 90% dos produtos comercializados entre os dois blocos. Para os produtos que não terão as tarifas eliminadas, serão aplicadas cotas preferenciais de importação com tarifas reduzidas. O processo de eliminação de tarifas varia de acordo com cada produto e deve levar até 15 anos contados a partir da entrada em vigor da parceria inter-continental.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o acordo reduz, por exemplo, de 17% para zero as tarifas de importação de produtos brasileiros como calçados e aumenta a competitividade de bens industriais em setores como têxtil, químicos, autopeças, madeireiro e aeronáutico. Um estudo da confederação aponta que dos 1.101 produtos que o Brasil tem condições de exportar para a União Europeia, 68% enfrentam tarifas de importação. Com a abertura do mercado europeu para produtos agropecuários brasileiros, que são altamente competitivos, mais investimentos devem ser aplicados na própria indústria nacional, já que dados do setor mostram que o agronegócio consome R$ 300 milhões em bens industrializados no Brasil para cada R$ 1 bilhão exportado.

Para os países do Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai (e Venezuela, que está suspensa), o acordo prevê um período de mais de uma década de redução de tarifas para produtos mais sensíveis à competitividade da indústria europeia. No caso europeu, a maior parte do imposto de importação será zerada tão logo o tratado entre em vigor.

“Esse acordo dá nova vida para o Mercosul, que nunca tinha feito uma negociação com grandes países, mas apenas com nações de economia pequena, como Egito e Palestina. Agora, de fato, demonstra-se valor do Mercosul”, afirma Ammar Abdelaziz, consultor da BMJ Consultoria.

Na opinião do embaixador José Botafogo Gonçalves, vice-presidente do Centro Brasileiro Relações Internacionais (Cebri) e ex-ministro da Indústria e Comércio do governo Fernando Henrique Cardoso, além das vantagens comerciais do acordo, há uma perspectiva de melhor coordenação regulatória entre os países do Mercosul. “Esse acordo aumenta a responsabilidade da união aduaneira, que é o Mercosul, na coordenação de suas políticas macroeconômicas, de maior convergência nas políticas de comércio. Argentina, Paraguai e Uruguai têm que se dar conta que o destino deles é comum”, afirma.

Comércio e investimentos

Estimativas do Ministério da Economia indicam que o acordo representará um aumento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo alcançar até US$ 125 bilhões se for considerada a redução das barreiras não tarifárias e o incremento esperado na produtividade. O aumento de investimentos no Brasil, no mesmo período, será da ordem de US$ 113 bilhões. Com relação ao comércio bilateral, as exportações brasileiras para a União Europeia apresentarão quase US$ 100 bilhões de ganhos até 2035.

“Com a ampliação da pauta de comércio, tanto importações e exportações, você favorece as trocas comerciais com quem você fez acordo, você cria comércio com essa parte e desvia comércio com outra parte. Vejo como uma estratégia de geopolítica importante, ficamos menos dependentes, por exemplo, da exportação de commodities para países como a China. Se a China trava o mercado, você não tem para quem exportar. Agora, esse cenário fica mais favorável”, prevê  a economista Danielle Sandi, professora do Departamento de Administração da Universidade de Brasília (UnB).

Multilateralismo

O acesso privilegiado ao mercado europeu é considerada uma das negociações mais complexas de se costurar e, por isso, o anúncio desse acordo cria um ambiente positivo para que o Mercosul possa consolidar outras negociações.

“É um acordo com um dos blocos mais difíceis em questões de exigências sanitárias ou fitossanitárias, por isso creio que via facilitar negociações com outros países e blocos, como os que estão andamento com o Canadá e os países do norte da Europa”, afirma Ammar Abdelaziz.

O acordo também legitima o livre comércio e o multilateralismo, que têm estado sob constante ataque por causa da guerra comercial entre China e Estados Unidos e adoção de medidas protecionistas por diversos país. “O acordo pode mostrar um fôlego nessa questão do multilateralismo. O comércio é o principal motor disso, mas isso pode ser possível em outras áreas das relações internacionais também sejam estimuladas”, aponta Danielle Sandi.

Para o embaixador José Botafogo Gonçalves, há uma crise do multilateralismo, por isso o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul tem um peso geopolítico fundamental no momento. “Quando se fala de multilateralismo comercial, que é o objetivo da OMC [Organização Mundial do Comércio], nós temos que reconhecer que há uma crise. O mundo não está preparado nem sei se vai voltar ao momento anterior à essa crise. Enquanto isso não ocorre, você tem que ir para o regionalismo, então o acordo entre Mercosul e UE preenche um vácuo deixado pelo multilateralismo”, avalia.

Ratificação

Mesmo após 20 anos de negociação, ainda falta um longo caminho para que o acordo entre Mercosul e UE, de fato, entre em vigor. Isso porque o tratado precisa ser ratificado e internalizado por cada um dos Estados integrantes de ambos os blocos econômicos. Na prática, significa que terá o acordo terá que ser aprovado pelos parlamentos e governos nacionais dos 31 países envolvidos, uma tramitação que levará anos e poderá enfrentar resistências.

“Tem uma tendência de haver resistência nos Parlamentos de países europeus, especialmente de partidos nacionalistas e também os ambientalistas”, diz Ammar Abdelaziz, da BMJ Consultoria. Segundo ele, não dá para estipular um prazo para a finalização dessa ratificação por parte dos europeus. No caso brasileiro, o acordo agora será analisado pelos ministérios envolvidos e depois será enviado para o Congresso Nacional, onde tramitará por comissões e terá de aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado. “Em média, o Brasil leva em torno de três a quatro ano para ratificar acordos internacionais, não vai ser menos que isso”.

É só no médio prazo que os efeitos mais concretos do acordo de livre comércio poderão ser sentidos pela população em geral, como eventuais queda no preço de produtos importados e, principalmente, aumento de investimentos e crescimento da economia. “A perspectiva desse acordo para o cidadão comum é que a expansão do comércio se reflita na expansão do PIB, e a partir do crescimento da economia haja mais geração de emprego e renda e aumento da arrecadação para o governo”, explica Danielle Sandi, da UnB.

Por: EBC

PF prende assessor de ministro em investigação de laranjas do PSL

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quinta-feira, dia 27, Mateus Von Rondon, assessor especial do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio (PSL), em operação que investiga um suposto esquema de candidaturas laranja pelo partido nas eleições do ano passado em Minas Gerais. Marcelo Álvaro Antonio era presidente da legenda no Estado à época. A prisão ocorreu em Brasília.

Em Minas, a Polícia Federal também prendeu Roberto Silva Soares. Robertinho, como é conhecido, foi preso em Ipatinga, no leste de Minas Gerais. Ele atuava como coordenador da campanha eleitoral de Álvaro Antonio a deputado federal.

A operação foi batizada de Sufrágio Ostentação. As candidaturas laranja teriam sido de mulheres. O objetivo, ainda segundo as investigações, seria o de acessar fundos eleitorais e utilizar os recursos para pagamento de despesas de outras candidaturas.

ONU critica Bolsonaro por defender mineração na Amazônia

Relatório do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) citou o Brasil como exemplo de nação que tem tomado medidas no sentido oposto ao necessário para enfrentar as mudanças climáticas. A promessa do governo Jair Bolsonaro de liberar partes da Amazônia para mineração, a restrição a demarcar terras indígenas e o enfraquecimento das proteções e agências ambientais são alvo de críticas.

O documento, assinado pelo relator sobre pobreza extrema do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Philip Alston, tem foco nos efeitos do aquecimento global principalmente sobre a parcela da população que já é mais vulnerável. O mundo está caminhando para um “apartheid climático”, onde os ricos compram saídas para os piores efeitos do aquecimento global enquanto os pobres têm de suportar o peso, diz o relatório.

Ainda em 2018, o Brasil anunciou ter desistido de ser sede da Conferência do Clima da ONU neste ano. A justificativa oficial foi a falta de verba para receber o evento, mas Bolsonaro sempre foi crítico de discussões sobre o aquecimento global.

O documento diz que as empresas têm papel vital nas questões da mudança climática, mas não podem ser confiadas a observar as condições dos mais pobres. “Uma dependência excessiva do setor privado poderia levar a um cenário de apartheid climático em que os ricos pagam para escapar de superaquecimento, fome e conflitos, enquanto o resto do mundo é deixado a sofrer”, escreveu.

O relatório criticou governos – incluindo Estados Unidos e China – por fazer pouco mais que enviar representantes para conferências para discursar, apesar de cientistas e ativistas estarem realizando alertas desde os anos 1970. Só os Estados Unidos sofreram, desde a década de 1980, 241 desastres climáticos, o que custou mais de US$ 1 bilhão.

Governo

Procurada pelo Estado, a Presidência da República disse que não iria se manifestar sobre o relatório. Já o Ministério do Meio Ambiente não se posicionou até as 22h45 desta terça. (Com agências internacionais).

Câmara estuda criar protocolo único no país para combate a feminicídio

Brasília(DF), 18/04/2016 - Primeiro pronunciamento da presidente Dilma Rousseff após aprovação de impeachment na Camara dos Deputados Federal - Foto: Michael Melo/Metrópoles

A Comissão Externa de Combate à Violência contra a Mulher, da Câmara dos Deputados, quer mapear as políticas públicas que estão sendo realizadas nos estados e no Distrito Federal para inibir o aumento de ocorrências de agressões e feminicídios. Com a presença de secretários de Segurança Pública do Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e DF, os parlamentares pretendem mergulhar a fundo nas ações estratégicas regionais para combater crimes contra a mulher.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apenas em 2018, foram registrados 1.173 casos de feminicídio no país. No mesmo ano, 536 mulheres foram vítimas de agressão física por hora. No Distrito Federal, 15 mortes foram assinaladas pela Polícia Civil (PCDF) como assassinatos pelo fato de a vítima ser mulher. O valor representa quase 10% do total de registros no país.

“Vamos analisar os protocolos que cada região vem aplicando nos atendimentos dessas mulheres e, a partir daí, poderemos estudar os melhores modelos e sugerir um ‘protocolo’ para todo território brasileiro”, explicou a coordenadora da comissão, deputada Flávia Arruda (PL-DF).

Presidente do Senado Davi Alcolumbre recebe o empresário pernambucano Antônio Souza

O Presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM) , recebeu em sua residência o amigo pessoal e empresário pernambucano Antônio Souza ,que chegou acompanhado dos filhos Anthony e Luan, para falarem sobre a criação da Zona Franca do Semiárido Nordestino, Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 19/2011, de autoria do deputado paraibano Wilson Filho, com a relatoria do Deputado Federal pernambucano Gonzaga Patriota(PSB).

“A proposta é a libertação do semiárido e vai trazer a ampliação da qualidade de vida do sertanejo, que sofre com a alta carga tributária, além da dificuldade de acesso ao crédito. Foi esse assunto que tratei com o Presidente do Senado,”disse Antônio Souza ao Blog.

O Ministro Paulo Guedes libera R$ 257,4 milhoes para obras em rodovias e até auxílio-moradia

O governo federal liberou, nesta quinta-feira (20/06/2019), crédito suplementar para cinco ministérios. Ao todo, o Ministério da Economia, chefiado por Paulo Guedes (foto em destaque), autorizou a transferência de R$ 257,4 milhões para as pastas de Minas e Energia, Relações Exteriores, Infraestrutura e Meio Ambiente, além da própria Economia.

O dinheiro será destinado ao custeio de programas de digitalização, cooperação internacional, obras em rodovias, manutenção de estruturas governamentais e até ao pagamento de auxílio-moradia – para o qual foram destinados R$ 119,7 mil.

Entre os órgão beneficiados pelo dinheiro extra estão o Banco Central, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Valec (responsável por ferrovias), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), entre outros.

Na divisão, quase 80% dos recursos ficaram com o Ministério da Infraestrutura, que embolsou mais de R$ 200 milhões. Parte do dinheiro – R$ 199 milhões – será repassado ao Dnit para obras de pontes, reformas e construção de rodovias, manutenção das hidrovias e construção de terminais fluviais.

Em segundo lugar, o Ministério da Economia ficou com R$ 36,5 milhões. A verba extra será dividida em projetos de digitalização do governo, modernização da gestão do patrimônio imobiliário da União, formulação e gerenciamento da Política Monetária, Cambial e de Crédito, entre outros.

O Palácio do Itamaraty terá R$ 17,5 milhões a mais para investir em “cooperação técnica internacional” e no Programa de Gestão e Manutenção do Ministério das Relações Exteriores.

O Ministério de Minas e Energia ficou com pouco mais de R$ 305 mil para investimentos em ajuda de custo para moradia ou auxílio-moradia de servidores públicos (R$ 34,2 mil) e instalação de sistemas de alertas de cheias e inundações (R$ 271,2 mil).

O Ministério do Meio Ambiente levou R$ 1,1 milhão. A pasta de Ricardo Salles também ganhou recursos adicionais para pagamento de moradia ou auxílio-moradia do funcionalismo (R$ 85,5 mil), custeio do programa de Gestão do Uso Sustentável da Biodiversidade do Ibama e investimentos no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

A portaria que “abre aos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União” foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta e traz como justificativa o “reforço de dotações constantes da Lei Orçamentária vigente”.

O texto é assinado pelo secretário especial adjunto de Fazenda do Ministério da Economia, Esteves Pedro Colnago Junior, subordinando de Paulo Guedes e ex-ministro do Planejamento.

Regra de ouro
A fim de conseguir o crédito extraordinário para o Executivo, a líder do governo no Congresso Nacional, deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), costurou a derrubada de vetos presidenciais com o objetivo de facilitar a aprovação do projeto em que o governo pede autorização para a liberação de um crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões para quitar despesas correntes da União.

Pedidos no início do ano, os recursos suplementares serão obtidos com emissão de títulos do Tesouro. A “regra de ouro” impede que o governo federal se endivide para pagar despesas correntes. Como alternativa para quitar contas da Previdência, do Bolsa Família e de outros benefícios assistenciais, o Planalto resolveu pedir ao Congresso uma autorização para obter o crédito.

Veja a portaria publicada nesta quinta-feira:

Por: Metropoles

Senadores querem anular decisão do STF sobre homofobia

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir enquadrar a homofobia e a transfobia como racismo, senadores se movimentam para tentar anular o julgamento. Parlamentares reagiram ao julgamento do STF, que avaliou omissão do Congresso por não ter aprovado até hoje uma lei sobre o tema.

Aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o senador Marcos Rogério (DEM-RO) protocolou um projeto de decreto legislativo para derrubar os efeitos da decisão do STF. O argumento do parlamentar não é contra o mérito do julgamento, mas contra o papel de o Supremo “legislar” enquanto o Parlamento discute o tema.

“O que se coloca, portanto, não é um posicionamento em relação ao mérito da decisão adotada pela Suprema Corte, mas, sim, o de resguardar o papel constitucional do Parlamento como o principal foro da democracia, no qual as opiniões de todos os setores da sociedade podem se fazer ouvir, seja diretamente, seja por meio de seus representantes eleitos”, diz o senador na justificativa do projeto.

A proposta foi encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Para que um decreto seja anulado pelo Congresso, um projeto como esse precisa passar pelo Senado e pela Câmara.

Na semana passada, após o julgamento do STF, o presidente do Senado emitiu uma nota para defender o papel do Congresso em se posicionar sobre o assunto. Alcolumbre escreveu que a Constituição Federal assegura aos deputados e senadores a atribuição de legislar. “O Parlamento respeita a decisão do Poder Judiciário na sua independência e autoridade para dirimir conflitos constitucionais, mas não pode aceitar a interpretação de que é omisso, uma vez que se guia pela devido respeito à democracia e à pluralidade de opiniões, representadas nos diferentes parlamentares eleitos pelo povo”, afirmou o presidente do Senado.

Um projeto que enquadra a discriminação por orientação sexual ou de identidade de gênero ao crime de racismo está pendente de votação na CCJ do Senado e, depois do colegiado, deverá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados. O Senado chegou a encaminhar um parecer ao STF para informar a aprovação da proposta na CCJ. Outra votação, no entanto, deve ser feita no colegiado por emendas terem sido apresentadas.