Brasil precisa se preparar para o El Niño, indica debate — Senado Notícias

Convidados participam da sessão especial.

O Brasil precisa se preparar para enfrentar o El Niño. Há previsões de que o fenômeno — que em geral provoca chuvas intensas na Região Sul e seca acentuada no Norte e no Nordeste — seja muito mais intenso neste ano. O país já possui instrumentos suficientes para prever esses eventos climáticos, mas ainda precisa aperfeiçoar suas políticas de prevenção.

Essas foram algumas das avaliações apresentadas nesta quinta-feira (28) durante sessão temática promovida pelo Senado. O debate, que foi conduzido pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), contou com a participação de parlamentares, especialistas e representantes do governo.

O El Niño é causado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que altera a circulação dos ventos e o clima global. Para este ano, há previsões que indicam impactos mais fortes a partir do segundo semestre.

Nova realidade

Durante a sessão, o senador Hermes Klann (PL-SC) citou a estimativa de que o El Niño deve se intensificar nos próximos meses e pode fazer de 2027 o ano mais quente já registrado no planeta — a projeção foi feita por pesquisadores do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo.

Hermes Klann, que participou do debate de forma on-line, ressaltou que o El Niño já é um fenômeno conhecido e que a ocorrência de desastres naturais deixou de ser exceção no Brasil.

— O Brasil não está mais lidando com eventos climáticos isolados; está lidando com uma nova realidade climática. E aqui está o ponto central deste debate: nós já sabemos disso. A pergunta é: o que faremos com essa informação? O problema não é a falta de previsão; o problema é a falta de prevenção [por parte do governo] — alertou ele.

Esperidião Amin destacou que o objetivo do encontro foi justamente coletar informações e discutir ações de prevenção para proteger, por exemplo, a agricultura, o fornecimento de água potável e as pessoas que vivem em áreas de encostas.

— Nosso foco é agir para prevenir e reduzir os possíveis danos do El Niño que se anuncia. Ou seja: o que fazer como prevenção e o que fazer após a possível ocorrência de desastres — explicou.

Ele lembrou que o tema também foi debatido na quarta-feira (27), durante audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado (CCT). Na ocasião, os participantes discutiram como a ciência pode ser utilizada para reduzir vulnerabilidades diante desse fenômeno.

Aquecimento global

O pesquisador Carlos Nobre enfatizou que as previsões futuras trazem muita preocupação porque o fenômeno acontece em um cenário de aumento gradual da temperatura global.

— O ano de 2024 bateu o recorde de 1,55 grau [de aumento da temperatura do planeta]. E esse fator do aquecimento global é que faz todos os fenômenos climáticos, existentes há milhões de anos, serem sempre superados. Quando a temperatura do planeta está mais alta, temos muito mais energia na atmosfera, e isso gera os fenômenos meteorológicos climáticos que batem cada vez mais recordes — explicou.

O pesquisador reiterou que as pesquisas científicas apontam para uma alta probabilidade de o El Niño ocorrer já neste ano.

—  Agora (em maio, junho, julho) já temos 92% de probabilidade de começar um El Niño. Para outubro, novembro e dezembro deste ano, a probabilidade é de 98% de ele vir forte ou muito forte. Então temos de nos preparar muito bem — advertiu.

Riscos

Carlos Nobre acrescentou que centenas de milhares de pessoas, em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, vivem em áreas de risco e em encostas.

Representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, Regina Célia dos Santos também reforçou a preocupação com os eventuais impactos sobre os estados do Sul. Ela também alertou para os riscos de aumento das queimadas em áreas como a Amazônia. Regina é diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais desse ministério.

Apesar de reconhecer que várias instituições estão preocupadas com o El Niño, ela garantiu que o governo está monitorando o fenômeno e está se preparando para minimizar os possíveis impactos nas diferentes regiões do país.

— É crucial que nós acompanhemos essa situação rotineiramente. As últimas projeções liberadas pelos centros internacionais apontam um cenário de um El Niño forte, mas ainda não de um El Niño muito forte nem severamente forte. Isso não significa que ele não possa evoluir e resultar em cenários realmente mais preocupantes. Estamos avaliando os possíveis impactos nas diferentes regiões do Brasil e estamos informando, a partir desses estudos, quais as regiões que serão mais ou menos impactadas, ou por chuvas demais ou por chuvas de menos — disse Regina.

Ações efetivas

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) salientou que a preocupação em relação ao seu estado é crescente, especialmente após as enchentes e a tragédia de 2024. Para ele, o foco principal do governo deve estar em práticas efetivas.

— Nossas cidades não foram feitas para enfrentar catástrofes climáticas. Temos de trabalhar, dentro do Congresso Nacional, por uma obrigatoriedade de que novas obras públicas financiadas com recursos federais adotem parâmetros climáticos atualizados, para começar a parar essas catástrofes. Precisamos cobrar. Os gestores públicos têm de compreender que não basta escrever um “planinho bonito” no papel. Eles devem verificar se aquele plano é exequível — defendeu Mourão.

Para Hermes Klann, a discussão sobre o tema também tem de envolver a sociedade civil organizada, entidades do setor produtivo e instituições sociais — inclusive, argumentou ele, porque parte da população parece não conhecer o assunto.

Esperidião Amin informou que as recomendações apresentadas no debate serão aproveitadas na próxima edição da cartilha do Senado sobre o tema — a primeira foi publicada em 2023.

Também participaram da sessão temática desta quinta-feira o coordenador-geral de ciências da terra do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), José Antônio Aravéquia, o deputado federal Carlos Chiodini (MDB-SC), o prefeito de Navegantes (SC), Ricardo Muniz Ventura, e o jornalista Fernando Gabeira.

Fonte: Agência Senado

EUA passam a designar CV e PCC como organizações terroristas

Foto: Evan Vucci

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou nesta quinta-feira (28), em comunicado do Departamento de Estado, que vai designar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).Segundo o comunicado, a decisão terá validade a partir do dia 5 de junho e as medidas são adotadas com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade (Immigration and Nationality Act) e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump. As designações como FTO entram em vigor após publicação no Federal Register.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ressaltou no comunicado que o CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil.

“Juntas, elas comandam milhares de membros e têm orquestrado ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis. Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando toda a nossa região e também o nosso país”, disse Rubio.

O governo brasileiro vinha tentando, nos últimos meses, evitar essa designação por avaliar que isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.

Risco

Na avaliação de especialistas, esta designação representa um potencial risco à soberania brasileira e pode prejudicar até mesmo esforços de cooperação investigativa entre os países, já que alteraria o nível de sigilo das informações compartilhadas entre os órgãos de segurança dos dois países, centralizando-as na CIA [Central de Inteligência dos EUA] ou em órgãos militares

Esta mudança poderia, segundo esses especialistas, atrapalhar investigações conjuntas em curso e inviabilizar futuras cooperações.

“Narcoterrorismo”

Neste novo mandato, o governo de Donald Trump vem reorientando a política externa de Washington em relação à América Latina, direcionando sua máquina de guerra para a região sob a justificativa de combater o que chama de “narcoterrorismo”.

Ao longo dos últimos meses, forças mlitares dos EUA bombardearam diretamente diversas embarcações no Caribe, fora da jurisdição norte-americana, sob alegação de combate ao terrorismo.

A própria invasão do território veneuelano, no início do ano, que resultou na deposição e captura do então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Glores, também foi justificada com base no combate ao narcoterrorismo.

O alcance de ações semelhantes em território brasileiro, com base nesta nova designação, apesar de incerto, torna-se um risco real.

No início deste mês, em visita aos EUA , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu com Donald Trump, na Casa Branca, a adoção de frentes de trabalho entre os dois governos para asfixiar financeiramente as organizações criminosas transnacionais que atuam no Brasil e nos EUA. Na ocasião, segundo Lula, eles não trataram especificamente sobre facções criminosas que atuam no Brasil, como CV e PCC.

O anúncio de Rubio também coincide com um encontro entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, ocorrido nesta quarta-feira (28), em Washington. Um dia antes, o senador havia se reunido com Trump na Casa Branca, em companhia do irmão, o autoexilado ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, ambos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: Agência Brasil

Simão Durando entrega escola de alto padrão no N1 e amplia acesso à educação de qualidade no interior de Petrolina

As famílias do N1, na zona rural de Petrolina, passam a contar com uma estrutura moderna, confortável e preparada para fortalecer o aprendizado desde a primeira infância. O prefeito Simão Durando inaugurou, nesta quarta-feira (27), a Escola Nossa Infância+ Edilson de Souza Alves, unidade de alto padrão construída com investimento superior a R$ 5 milhões em recursos próprios.
A nova escola conta com 10 salas de aula climatizadas, ateliê criativo, lactário, sala de amamentação, playground, horta educativa, refeitório e espaços acessíveis e planejados para oferecer mais acolhimento e qualidade no ensino das crianças do interior. A unidade é a sexta escola entregue pelo prefeito Simão Durando apenas em 2026, reforçando o avanço da educação em todas as regiões do município.

Durante a inauguração, Simão destacou que Petrolina vem consolidando uma das melhores redes públicas de ensino de Pernambuco por meio de investimentos permanentes em infraestrutura e ampliação do acesso à educação. “Isso mostra porque Petrolina tem hoje a melhor educação de Pernambuco. Estamos levando ensino de qualidade para os quatro cantos do município, chegando à sede, às comunidades ribeirinhas, aos projetos irrigados e às áreas de sequeiro. Vamos continuar investindo para garantir mais oportunidades para nossas crianças”, afirmou Simão.

Moradora da comunidade, Maria José da Silva comemorou a entrega da escola e os novos anúncios para a localidade. “A gente nunca imaginou ter uma estrutura assim aqui no interior. É uma escola linda, perto de casa, e ainda vem posto de saúde e campo para os jovens. Isso muda a vida da comunidade”, destacou.

Na ocasião, Simão também anunciou novos investimentos para a comunidade, como uma Unidade Básica de Saúde e um campo society de grama sintética. As ações serão realizadas graças à força do grupo político liderado pelo deputado estadual Antônio Coelho, pelo deputado federal Fernando Filho e pelo ex-prefeito Miguel Coelho.

Câmara aprova fim da escala 6×1 com jornada máxima de 40 horas semanais

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da PEC que acaba com a escala 6X1 (um dia de descanso e 44 horas semanais) e fixa jornada semanal de 40 horas.

A PEC aprovada em 1º turno contou com 472 votos a favor e 22 contra. A proposta será votada em seguida em segundo turno.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias com dois de descanso. Segundo o substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), haverá uma transição e leis específicas para tratar de algumas carreiras.

A PEC é do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), cujo texto original previa jornada de 36 horas, e com ela tramita em conjunto a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), de igual jornada em quatro dias.

Segundo o texto, a redução da carga horária semanal será sem redução de salários e haverá uma transição para chegar às 40 horas.

Depois de dois meses da publicação da futura emenda constitucional, já valerão os dois dias de descanso remunerado por semana, um dos quais preferencialmente aos domingos.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Movimentos sociais e entidades defendem fim da escala 6×1 na Câmara

© Lula Marques/Agência Brasil.

A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a redução da jornada de trabalho realizou, nesta terça-feira (26), uma audiência com representantes de entidades sindicais e movimentos sociais. O deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia, apresentou ontem (25) relatório que prevê o fim da escala 6×1 em 60 dias. O texto também sugere uma redução da jornada de 44 para 42 horas semanais ainda este ano e, após 12 meses, diminuição da carga horária para 40 horas.

O criador do movimento Vida Além do Trabalho, o vereador Rick Azevedo, do Rio de Janeiro, se disse otimista para a aprovação do texto, mas afirmou que seguirá em busca de uma jornada de 36 horas semanais:

“Aqui, eu quero deixar registrado: estamos caminhando para uma vitória de escala 5×2 e 40 horas semanais, mas o objetivo do movimento VAT é 36 horas semanais. É escala 4×3. Então, quero dizer que vai ter luta. A gente vai conseguir a 5×2 agora, a gente vai conseguir as 40 horas sem transição, porque a gente não vai engolir essa transição, não. A gente quer sem transição.”

O secretário Nacional da Central Única dos Trabalhadores, Valeir Ertle, destacou a importância da mobilização para garantir a aprovação da matéria ainda nesta semana:

“É um avanço muito grande acabar com a 6×1. Eu, como comerciário, eu sei o que é trabalhar de segunda a segunda, porque os comerciários hoje trabalham, em vários segmentos. Trabalham domingos e feriados inclusive. Então, é um avanço significativo implementar a 5×2. E, com certeza, as 40 horas semanais é uma luta histórica, e a gente conseguir aprovar amanhã ou no máximo quinta-feira em plenário, vai ser muito importante. Depois uma luta no Senado para conseguir aprovar também.”

Roberta Pontes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, salientou que a luta por essa nova jornada também é uma demanda dos filhos dos trabalhadores:

“A luta da escala 6×1 não é apenas a luta dos trabalhadores e trabalhadoras desse país, mas é também a luta dos filhos da classe trabalhadora, que, assim como seus pais, merecem viver com dignidade, merecem viver com qualidade, merecem descansar com qualidade e, sobretudo, ter tempo para estudar com dignidade e qualidade.”

A comissão especial deve votar o texto do fim da escala 6×1 nesta quarta-feira (27). A promessa é a votação da PEC pelo plenário da Câmara ainda esta semana.

Empresários no Senado

No Senado, representantes dos empresários pressionam os parlamentares para que o fim da escala 6×1 não seja votado neste momento e criticam o texto que está em discussão na Câmara dos Deputados. Nesta terça-feira, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e outros líderes empresariais participaram de uma reunião, a portas fechadas, com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Eles alegaram que a redução da escala de trabalho pode levar a um aumento dos preços.

Após ser questionado pela imprensa sobre o andamento da PEC no Senado, Alcolumbre respondeu que a decisão sobre o rito da votação e se ela deve ocorrer antes das eleições de outubro será dos senadores.

Para ser aprovada, a PEC do fim da escala 6×1 precisa do voto favorável de dois terços dos deputados em dois turnos. Esse mesmo procedimento deve se repetir no Senado Federal.


Fonte: Agencia Brasil

Fim da escala 6×1: relator propõe jornada de 40h semanais com transição de 14 meses; votação será nesta quarta

O relator da comissão especial da Câmara dos Deputados sobre o fim da escala 6×1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou nesta segunda-feira (25) seu parecer recomendando a redução da jornada de trabalho no país para 40 horas semanais, sem redução salarial e com dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos.

A medida está prevista em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que deverá ser votada pelo colegiado na próxima quarta-feira (27) e, em seguida, pelo Plenário da Câmara, antes de seguir para o Senado.

Um pedido de vista coletiva adiou a votação da PEC na comissão especial nesta segunda-feira.

Pela proposta, 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, o limite da jornada cai para 42 horas semanais, já com o repouso remunerado de dois dias por semana. Doze meses depois dessa etapa, o limite será fixado definitivamente em 40 horas semanais.

O texto é a versão do relator para duas propostas de emenda à Constituição que previam a redução de jornada: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

No parecer, Prates argumenta que a transição para 36 horas semanais deve ser gradual e apoiada por políticas públicas, negociação coletiva e incentivo à produtividade.

“Com a adoção progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, disse o relator.

Discussão e Votação do Parecer do Relator. Dep. Leo Prates (REPUBLICANOS - BA)
Prates defendeu que PEC fixe a regra geral e deixe as especificidades para negociação coletiva
Regimes diferenciados

A PEC mantém a atual previsão de compensação de horários e redução da jornada por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho, inclusive para trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados, como aqueles com escalas específicas (12×36) ou de setores essenciais ou de atividade contínua (áreas de saúde, segurança, transporte, limpeza urbana).

“Atuei defendendo que a PEC fixe a regra geral e deixe as especificidades de adaptação e escalas setoriais a cargo das convenções coletivas”, pontuou Prates.

Nesses casos, os acordos ou convenções deverão assegurar, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês, garantido pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana.

A proposta prevê ainda que lei específica defina hipóteses e condições de regimes diferenciados de duração do trabalho e repouso, desde que respeitem obrigatoriamente: 40 horas semanais e dois dias de repouso. “O Congresso terá um segundo semestre de muito trabalho, porque são 14 projetos distintos, cada um tratando de uma categoria diferente. O restante será reunido sob o projeto do governo”, acrescentou o relator.

Pequenos negócios
A PEC permite a definição, por meio de lei complementar, de regras específicas para alguns segmentos da economia, como microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. O objetivo é reduzir os impactos da redução de jornada nesses setores, desde que os níveis de emprego sejam mantidos.

Altos salários
Para profissionais “hipersuficientes” — aqueles com diploma de nível superior e salário acima de duas vezes e meia o teto do INSS (R$ 21.188,87) –, as regras de controle de jornada não serão obrigatórias, permitindo maior liberdade para gerir horários e projetos, desde que os dois dias de descanso semanal sejam respeitados.

“Entendemos que profissionais de elevada qualificação e remuneração possuem condições efetivas de negociar os termos de sua relação laboral”, disse. A medida não se aplica a empregados públicos da administração direta e indireta.

Contratos públicos
Por fim, a proposta estabelece regras para equilibrar as finanças do governo e das empresas terceirizadas em licitações e concessões que usam mão de obra direta. Para esses casos, a redução da jornada só valerá após a assinatura de um aditivo contratual. Os órgãos públicos terão até 12 meses para concluir essas mudanças.

Caso o prazo termine sem o acordo, a redução passa a valer automaticamente para os funcionários, sem redução salarial. Nos contratos ajustados nos primeiros 60 dias, a transição poderá seguir o cronograma previsto.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Relatório de PEC prevê fim da escala 6×1 60 dias após promulgação

© Lula Marques/Agência Brasil.

 

O relatório sobre a redução da jornada de trabalho, apresentado nesta segunda-feira (25), prevê o fim da escala 6×1 em 60 dias e que a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais seja feita em um período de transição de um ano. Essa redução deve ocorrer sem qualquer corte salarial.

O deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia, apresentou o relatório final da proposta na comissão especial que discute a redução da jornada. Ele propôs um texto com apenas nove artigos:

“É um texto simples, porque há uma compreensão aqui de que texto constitucional não deve trazer especificidade, deve trazer regramento geral. São nove artigos apenas. E o resto será tratado em lei ordinária, convenção coletiva. É para dar direitos fundamentais aos trabalhadores.”

Escala 5×2

Se a PEC for aprovada, a jornada será reduzida para 42 horas semanais no prazo de 60 dias, mas com o estabelecimento imediato da escala 5×2, garantindo dois dias de descanso, preferencialmente no domingo. Após um ano, a jornada seria diminuída de 42 para 40 horas, com o máximo de oito horas diárias.

Pelo relatório, convenção ou acordo coletivo de trabalho – assinado por sindicato – poderá permitir a ampliação da jornada diária para viabilizar a duração semanal do trabalho neste período de transição. O texto também não muda jornadas que já são inferiores a 40 horas semanais.

O deputado Leo Prates ressaltou o esforço de ouvir todas as posições sobre a mudança da jornada, em um amplo processo democrático:

“O caminho até aqui percorrido demonstra que reformas estruturais, quando conduzidas com rigor técnico, transparência e abertura ao diálogo, são capazes de superar divergências e produzir consensos. A trajetória dessa matéria deve servir de referência para o aperfeiçoamento contínuo do processo legislativo brasileiro, reafirmando o papel central do Parlamento como espaço privilegiado de mediação entre os interesses da sociedade e as exigências do Estado Democrático de Direito.”

A proposta também prevê que, para empregados com diploma de nível superior que recebam renda duas vezes e meia o teto do INSS, cerca de R$ 21 mil, não serão aplicadas as regras de duração de trabalho e controle de jornada, salvo se houver previsão no contrato ou convenção coletiva.

MEIs

Um acordo com o governo também amplia a possibilidade de MEIs aumentarem a contratação de empregados, que hoje é limitada a apenas uma pessoa. Ainda será discutida a ampliação do teto de faturamento para os microempreendedores individuais.

Se o texto passar na comissão especial, ele seguirá para votação em dois turnos no plenário. Para ser aprovado, terá que contar com o apoio de três quintos dos deputados. Depois disso, a proposta será enviada para apreciação do Senado.


Fonte: Agencia Brasil

Ministério dos Povos Indígenas entrega equipamentos ao território Truká, em Cabrobó

O ministro dos Povos Indígenas do Brasil, Eloy Terrena e a presidente da Funai Brasília, Luciana Baré, estiveram na Ilha de Assunção, em Cabrobó-PE, neste domingo (24). A comitiva ministerial, que contou também com representantes do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão PE), entregou equipamentos como tratores, carroças, drone, câmera, caixas de som e diversos outros materiais à comunidade do Território Truká.

Durante a visita, o ministro Eloy Terena, ressaltou que a ação faz parte do projeto Aldeias Produtivas, que visa beneficiar e fortalecer os agricultores, à educação e ao desenvolvimento dos jovens indígenas. “O projeto tem como objetivo central o desenvolvimento de pesquisas e estudos técnico-científicos para apoiar atividades produtivas indígenas através da educação profissional e tecnológica integrada à bioeconomia”, frisou. Eloy Terena, acrescentou ainda o caráter pioneiro do projeto que foca especificamente os biomas da Caatinga e do Agreste.

O representante e um dos caciques do Território, Neguinho Truká, agradeceu a visita e a entrega dos equipamentos, destacando a alegria, a conquista e a celebração de todos. “Isto vem reafirmar a nossa força, a união e o avanço do povo Truká na luta por mais oportunidades, fortalecimento cultural e desenvolvimento para o nosso território”, concluiu. O povo indígena Truká tem uma população de aproximadamente 7. 240 pessoas.

Governadora Raquel Lyra anuncia aquisição de PET Scan para hospital de Petrolina e dá mais um passo no processo de ampliação do atendimento a pacientes com câncer no Sertão

Durante visita ao Hospital Dom Tomás (HDT), em Petrolina, na manhã deste sábado (23), a governadora Raquel Lyra atendeu a um pleito da direção da unidade para a compra de um PET Scan, equipamento de ponta usado para mapear órgãos e tecidos. A Associação Petrolinense de Amparo à Maternidade e à Infância (Apami), que gerencia o HDT, possui convênio com o Estado para atender adultos, crianças e adolescentes, de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), atendendo à demanda da IV Macrorregião de Saúde.

“Com os investimentos que o Governo de Pernambuco tem feito, os pacientes petrolinenses que antes precisavam percorrer quilômetros para receber tratamento oncológico, agora podem fazer isso na sua própria terra. Assim que cheguei, já recebi uma nova solicitação, de um PET Scan para ampliar ainda mais esse atendimento. Esse equipamento custa entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões, e eu prontamente garanti que os recursos serão repassados para essa finalidade. As pessoas precisam ter dignidade, e isso passa por permitir que, em um momento duro como o tratamento de um câncer, elas possam ser tratadas no seu chão, perto das suas famílias”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Em 2026, o Estado, por meio da Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE), já investiu mais de R$ 42 milhões no serviço. Referência regional desde 2018, quando foi habilitado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), a unidade de saúde teve a previsão físico-financeira ampliada na nova contratualização. Na prática, a unidade terá mais investimento para quimioterapia, radioterapia, cirurgias e outros procedimentos de alta complexidade no interior, proporcionando à população sertaneja um serviço de saúde ainda mais robusto, resolutivo e humanizado.

Com tratamento mais perto de casa, o tempo entre diagnóstico e início da terapia diminui, fator decisivo para melhorar as chances de cura do câncer. “A nossa governadora Raquel Lyra tem como uma das prioridades do seu governo descentralizar e regionalizar a saúde para dar oportunidade de cuidado a todos pernambucanos. Esse fortalecimento na oncologia em Petrolina garante que os pacientes façam seus tratamentos perto de casa, com sua rede de apoio próxima”, afirmou a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.

CONVITE– Antes da visita ao hospital, a governadora Raquel Lyra esteve na sede da Prefeitura de Petrolina, onde recebeu, das mãos do prefeito Simão Durando, o convite para o São João da cidade, que será realizado entre os dias 19 e 27 de junho. Ao som de um tradicional trio pé-de-serra, a gestora foi recebida com um autêntico café da manhã junino e garantiu que participará do evento na cidade sertaneja.

Acompanharam a governadora nas agendas o senador Fernando Dueire, o deputado federal Túlio Gadêlha, o deputado estadual Antônio Coelho, além de prefeitos e outras lideranças políticas da região.

Fotos: Yacy Ribeiro/Secom

Governo de Pernambuco anuncia novo secretário de Turismo e Lazer

O Governo do Estado de Pernambuco anunciou Roberto Asfora Filho como novo titular da Secretaria de Turismo e Lazer. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado deste sábado (23).

Roberto é vereador de Brejo da Madre de Deus e está em seu quarto mandato, se licenciando do Legislativo para assumir o cargo. O novo secretário também tem experiência em gestão na área pública, financeira e industrial.