Vamos construir a maior vitória política que Pernambuco já viu”, diz Raquel durante a maior convenção da história do Estado, que homologou a sua candidatura à reeleição

Na presença de milhares de pessoas do Sertão ao Litoral, a governadora Raquel Lyra e a vice, Priscila Krause, tiveram as suas candidaturas à reeleição pelo PSD homologadas em convenção do partido, realizada neste domingo (2), no Parador, no Recife Antigo. No ato, também foram oficializadas a postulação do candidato ao Senado pelo PSD, Túlio Gadêlha, e de toda a chapa proporcional legenda, para a disputa pelas vagas na Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O ato também destacou a pré-candidatura ao Senado do indicado pela Federação União Progressista, deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Em seu discurso, a governadora afirmou que irá “construir a maior vitória política que Pernambuco já viu”.

“Estou aqui lutando pelos que vieram antes de mim, que lutaram por democracia e igualdade. E nada é capaz de superar a força de um povo que se une. Não por um projeto de poder, mas sim para continuar juntando time e fazendo nosso Estado crescer. Eu aprendi que uma candidatura à reeleição só faz sentido quando faz sentido para o povo. Hoje o nosso governo tem batido recorde de aprovação graças a Deus. Eu sou a representação de quem não teve vez e nem voz”, destacou a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra.

No seu discurso, Raquel também fez menção ao presidente do União Brasil em Pernambuco, Miguel Coelho, e exaltou a importância do apoio.

“Também quero fazer um agradecimento especial a Miguel Coelho, Miguel não conseguiu estar presente aqui, mas tem o meu respeito. Ele andou Pernambuco comigo nestes últimos meses, tem legitimidade e já mostrou sua capacidade de trabalho a Pernambuco”, acrescentou.

Em sua fala, a vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause, ressaltou o impacto de programas, como o Mães de Pernambuco, na vida dos pernambucanos.

“Quem está aqui veio por uma escolha por Pernambuco. Quando a gente chegou vocês sabem que a casa estava desarrumada e que deu um trabalho danado. A gente já fez muito e vai fazer muito mais. Junto com a gente tem um exército pronto para trabalhar. Deputados estaduais, deputadas estaduais, deputados federais, deputadas federais. E prefeitos e prefeitas que estão aqui. A gente tem dois caras que vão fazer a diferença lá no Senado Federal. O passado se apresenta como algo novo. O futuro nos espera a partir do presente que nós estamos transformando”, disse Priscila Krause.

Postulante à Casa Alta pelo PSD, o deputado federal Túlio Gadêlha exaltou as mudanças na gestão da governadora e a parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Muito me preocupa aqueles que querem disputar o Palácio, mas o seu primeiro emprego foi chefiar o Gabinete do governador que acabou com o Estado de Pernambuco. Quem lembra aqui como eram as estradas, como era o Hospital da Restauração? Mas precisou uma mulher que sabe trabalhar, que sabe fazer para mudar. Eu me sinto honrado de ter sido escolhido senador dela, no partido dela. No Senado, farei as pontes com o presidente Lula. Aqui não existe ódio. Existe respeito a quem pensa diferente. É Raquel de novo. É eleger Raquel governadora e Lula presidente”, afirmou Túlio Gadêlha.

O pré-candidato ao Senado indicado pela Federação União Progressista, Eduardo da Fonte, exaltou a soma de forças e o poder transformação do conjunto político liderado pela governadora.

“Nós temos a partir de hoje o que mostrar a Pernambuco, como é que a gente conseguiu transformar os nossos mandatos em realizações que transformam a vida das pessoas. Agradecer também a um grande companheiro de federação, ao nosso amigo Miguel Coelho. Dizer que estamos juntos, Miguel, para fazer a transformação do Estado de Pernambuco. É muito trabalho, muita vitória”, discursou Eduardo da Fonte.

Presente na convenção, que reuniu prefeitos, deputados federais, estaduais, lideranças políticas e apoiadores de todas as regiões do Estado, o ministro da Agricultura, André de Paula, destacou o perfil de Raquel e as ações da gestão.

“Pernambuco vai seguir avançando. Uma mulher de fibra, competente, honesta. Raquel fez um grande governo, atuou em todas as áreas. Destaco a capacidade que ela tem de unir Pernambuco da esquerda à direita. Com o presidente Lula, foi feita uma aliança institucional, respeitosa pelo bem de Pernambuco. Raquel é a governadora de todos os pernambucanos. Não é a governadora da esquerda. Não é a governadora da direita. É a nossa governadora”, realçou André de Paula.
Raquel Lyra

Primeira mulher eleita governadora de Pernambuco, Raquel Lyra assumiu, em 2023, o comando do Palácio do Campo das Princesas, no qual criou programas importantes, como o Juntos pela Segurança, Mães de Pernambuco, Juntos pela Educação e PE na Estrada, maior investimento da história do Estado em rodovias. É advogada, formada na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e procuradora do Estado licenciada. Em 2016, Raquel tornou-se a primeira mulher eleita prefeita de Caruaru, no Agreste, e foi reeleita em 2020 no primeiro turno. Mãe de João e Nando, foi deputada estadual por dois mandatos, entre 2011 e 2016. Durante a sua primeira passagem pela Assembleia Legislativa, licenciou-se para assumir a Secretaria de Criança e Juventude. Em 2014, foi presidente da comissão mais importante da Casa, a de Constituição e Justiça. No início da vida adulta, foi aprovada em concurso público para o Banco do Nordeste e, em seguida, para delegada da Polícia Federal.

Priscila Krause

Junto com Raquel, a vice-governadora Priscila Krause forma a primeira chapa 100% feminina eleita na história do Brasil. Jornalista, exerce mandatos eletivos há 18 anos. Em 2004, foi eleita vereadora de sua cidade natal, Recife, renovando o mandato por mais duas vezes (2008 e 2012), com votações crescentes, antes de chegar à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em 2014, sendo reeleita em 2018. Mãe de Matheus e Helena e casada com Jorge, participou do curso internacional de liderança executiva em Desenvolvimento da Primeira Infância na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, pauta que teve atenção especial como parlamentar, assim como a fiscalização dos gastos públicos. Filha do ex-governador Gustavo Krause, que deixou a vida pública em 1998, e de Clea Borges, Priscila é autora de leis municipais e estaduais, como a que preservou definitivamente a área verde do Hospital da Tamarineira, no Recife; e também do pacote da transparência estadual, que inclui a exigência de divulgação de todas as viagens aéreas custeadas pelo poder público e o detalhamento das despesas e receitas vinculadas às multas de trânsito.

Túlio Gadêlha

Filho de um professor e de uma farmacêutica, ambos servidores públicos aposentados, Túlio Gadêlha é formado em Direito da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e está em seu segundo mandato como deputado federal. Iniciou a sua trajetória política no movimento estudantil. Foi diretor da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), em 2009; vice-presidente da Fundação Leonel Brizola–Alberto Pasqualini (FLB-AP), em 2013; diretor regional da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), em 2015, e presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Pernambuco (Iterpe), em 2017. Ao longo de sua atuação parlamentar, tem pautado seu mandato pela defesa da democracia, da educação, dos direitos humanos, da sustentabilidade e do desenvolvimento social, econômico e ambiental, com atenção especial às regiões mais vulneráveis. Também atua em iniciativas de combate à fome e de fortalecimento das políticas públicas.

Eduardo da Fonte

Eduardo da Fonte é deputado federal em seu quinto mandato. É presidente estadual da Federação União Progressista. Reconhecido pela defesa dos consumidores, liderou a CPI das Tarifas de Energia Elétrica, que combateu abusos das concessionárias e defendeu a redução dos custos para as famílias brasileiras. Na Câmara dos Deputados, foi vice-presidente da Casa, corregedor, líder do Progressistas e presidente da Comissão de Minas e Energia. Na saúde, tornou-se referência pela atuação em defesa do SUS, destinando recursos para hospitais, equipamentos de alta tecnologia, cirurgias e ampliação do atendimento especializado em todas as regiões do Estado. É também idealizador da Casa Azul, projeto que criou centros de atendimento para pessoas com autismo e suas famílias, consolidando uma trajetória de compromisso com a inclusão. Defensor dos trabalhadores e das causas sociais, votou contra a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista e foi coautor da PEC que propõe o fim da escala 6×1.

Raquel e Priscila acompanham montagem da convenção deste domingo

A governadora Raquel Lyra (PSD) e a vice Priscila Krause (PSD) estiveram no Parador, neste sábado (1º), para acompanhar os últimos ajustes da estrutura e os detalhes finais da convenção que oficializará a candidatura da chapa à reeleição.

O evento reunirá militantes e lideranças políticas de todas as regiões de Pernambuco, marcando o início da caminhada de Raquel rumo à reeleição.

Em convenção, PSTU lança chapa para concorrer à Presidência

© Rovena Rosa/Agência Brasil

O PSTU, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados, lançou, nesta sexta-feira (31), sua chapa para concorrer à Presidência da República. Vão disputar as eleições de outubro pelo partido os professores Hertz Dias, para presidente, e Vanessa Portugal, para vice. A convenção nacional do PSTU foi realizada em São Paulo. 

Herz Diaz, natural de São Luís, no Maranhão, é professor, rapper e ativista do movimento negro. A candidata a vice-presidente Vanessa Portugal é mineira, professora da rede pública e dirigente sindical.

Segundo o PSTU, a candidatura busca derrotar a polarização entre o bolsonarismo e o lulismo. O partido afirma que a chapa quer superar a conciliação de classe, enfrentando a extrema direita e suas ameaças autoritárias, além dos ataques do governo Lula contra os trabalhadores.

A legenda apresenta como proposta um governo socialista, com o fim da escala 6×1, o aumento geral dos salários e a ampliação dos investimentos em saúde e educação, para reverter décadas de sucateamento. O PSTU defende ainda um processo de industrialização que atenda aos interesses dos trabalhadores. O partido também é a favor de uma ampla reforma agrária, da demarcação de terras indígenas, da titulação dos territórios quilombolas e do combate ao avanço do agronegócio, da mineração predatória e da devastação ambiental.


Fonte: Agencia Brasil

Em convenção, PCdoB formaliza apoio à chapa formada por Lula e Alckmin

© Foto: PCdoB

O Partido Comunista do Brasil, o PCdoB, realizou, nesta quinta-feira (30), a convenção nacional que formalizou o apoio à chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo vice Geraldo Alckmin na disputa pela reeleição em 2026.

O encontro, em formato digital e com transmissão pública pela internet, contou com direito a voto dos 162 delegados que integram o Comitê Central do partido, além de representantes de legendas aliadas. Os delegados também aprovaram a coligação com outros partidos, definiram o nome da aliança e apresentaram o manifesto “Com Lula para Avançar no Rumo de um Brasil Soberano, Desenvolvido e de Valorização do Trabalho”.

A presidente interina do partido, Nádia Campeão, que assumiu o posto após a licença de Luciana Santos – ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação –, destacou a amplitude da aliança em torno da candidatura.

“Hoje, vamos aprovar as candidaturas de Lula presidente e Alckmin vice, uma aliança entre sete partidos: PT, PCdoB e PV, e da Federação Brasil da Esperança, com PSB, PDT, PSOL e Rede. Mas apoiaremos alianças mais amplas em todos os estados do país. Governadores e senadores desses partidos, mas também do PSD, do MDB, do União Brasil, buscando isolar e derrotar os candidatos da extrema-direita.”

De acordo com Nádia Campeão, a campanha do partido terá como foco também a eleição de deputados federais do PCdoB, com a meta de reeleger e ampliar a atual bancada na Câmara. Os projetos de candidaturas estaduais serão definidos em reunião do Comitê Central marcada para 5 de agosto.

A dirigente afirmou ainda que a legenda vai defender, ao longo da campanha, um projeto de desenvolvimento nacional centrado na reindustrialização do país, em investimentos públicos e privados em ciência e tecnologia e na valorização do trabalho e da qualidade dos empregos.

As deliberações do PCdoB seguem agora para a convenção da Federação Brasil da Esperança, marcada para domingo (2), em São Paulo, quando será apresentado o programa de governo de Lula para um eventual novo mandato.


Fonte: Agencia Brasil

Humberto Costa recebe título de Cidadão Olindense e reafirma compromisso com o município

O senador Humberto Costa (PT) recebeu, nesta quinta-feira (30), o título de Cidadão Olindense em cerimônia realizada na Câmara de Vereadores do município. A homenagem foi concedida por indicação da vereadora Eugênia Lima (PT).

“Olinda é uma cidade que faz parte da minha história e da minha vida. Ser reconhecido como filho desta terra, pelas mãos de quem representa o povo olindense, é motivo de muito orgulho para mim”, declarou o senador, que antes da vida pública atuou como médico concursado da prefeitura da cidade.

No discurso de agradecimento, Humberto afirmou que a honraria vem acompanhada de um compromisso permanente com a cidade. “O título de cidadão tem um peso que vai muito além do papel. Ele me dá o direito de chamar Olinda de minha cidade e me cobra o dever de estar aqui sempre que for preciso. E eu estarei”, disse o parlamentar, que tem um histórico extenso de investimentos destinados ao município.

Como Ministro da Saúde, Humberto enviou recursos para o Núcleo de Atenção Psicossocial (NAPS) da cidade e para a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS). Como secretário estadual das Cidades, atuou, entre outras coisas, pela construção de mais de 1.800 moradias em 9 bairros olindenses, e entregou títulos de posse em diferentes regiões do município. No Senado, investiu na aquisição de equipamentos para o Hospital Tricentenário e no apoio à cultura, beneficiando instituições como Eu Acho É Pouco e Casa da Rabeca.

A propositora da homenagem, Eugênia Lima, destacou a atuação do senador em favor do município. “O compromisso de Humberto com nossa gente está gravado em cada rua pavimentada, em cada moradia erguida, em cada posto de saúde que acolhe quem mais precisa. Humberto Costa é, de fato e de direito, filho dessa terra”, declarou a vereadora.

Na mesma cerimônia, conduzida pelo presidente da Câmara Municipal, Saulo Holanda (MDB), o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), também foi homenageado com o título de cidadão de Olinda.

O evento contou com a presença de outras lideranças do time de Lula em Pernambuco, como a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos (PCdoB), a senadora Teresa Leitão (PT), o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), além de vereadores e deputados da Frente Popular.

PSB oficializa Alckmin como candidato à reeleição como vice-presidente

© Paulo Pinto/Agência Brasil

O PSB realizou nesta quarta-feira (29), em Brasília, sua convenção nacional para confirmar a coligação com o PT e oficializar a candidatura de Geraldo Alckmin à reeleição como vice-presidente da República na chapa com Lula, que participou do evento.

O PSB é a segunda sigla a formalizar apoio à candidatura do petista; a primeira foi o PDT, na semana passada. A expectativa é que Lula seja oficializado candidato à reeleição no próximo domingo (2) na convenção nacional do PT, em São Paulo.

Com a manutenção de Alckmin como vice, os dois partidos repetem a composição que venceu as eleições de 2022.

Médico de formação, Alckmin teve carreira de mais de quatro décadas na política, com passagens pela prefeitura de Pindamonhangaba e quatro mandatos como governador de São Paulo. Após mais de 30 anos no PSDB, filiou-se ao PSB em 2022 para compor a chapa de Lula. Desde 2023, exerce a vice-presidência e deixou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em março, para concorrer à reeleição.
 


Fonte: Agencia Brasil

Novo Caged registra saldo de 6.162 empregos formais em Pernambuco em junho

Pernambuco registrou saldo positivo de 6.162 empregos formais em junho, de acordo com os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com o resultado, o Estado ficou na 2ª colocação entre os estados do Nordeste e na 7ª posição no ranking nacional de geração de empregos no mês.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, Pernambuco contabiliza 21.411 vagas com carteira assinada, ocupando a 3ª posição no Nordeste e a 13ª no Brasil. Desde janeiro de 2023, o saldo acumulado alcançou 204.732 empregos formais. O setor de Serviços apresentou o maior saldo de empregos em junho, com 3.400 vagas, seguido pela Indústria, com 1.284 postos, pelo Comércio, com 1.190, e pela Construção, com 554 vagas.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, destacou a importância do acompanhamento dos indicadores do mercado de trabalho para subsidiar o planejamento das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico do Estado. “Os dados do Novo Caged permitem acompanhar a dinâmica do emprego formal em Pernambuco e identificar o desempenho dos diferentes setores da economia. Esse monitoramento contribui para o planejamento das ações de desenvolvimento econômico e para a avaliação dos resultados do mercado de trabalho no Estado”, afirmou.

“Esse desempenho é resultado do trabalho desenvolvido por diversos setores e reforça a importância de manter o trabalho voltado à qualificação profissional, à intermediação de mão de obra e à geração de oportunidades para a população. Esse continuará sendo o foco da atuação da SEDEPE”, disse o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre.

Segundo a nota técnica elaborada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDEC), Pernambuco respondeu por 17,9% do saldo de empregos gerados no Nordeste em junho, percentual superior à participação do Estado na população da região, de 16,7%. O levantamento também aponta que o estoque de trabalhadores com carteira assinada alcançou 1.535.055 vínculos formais, o segundo maior do Nordeste.

Os dados do Novo Caged são divulgados mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego e reúnem as informações sobre admissões e desligamentos de trabalhadores com carteira assinada em todo o país, permitindo o acompanhamento da evolução do mercado formal de trabalho e dos principais indicadores de emprego em Pernambuco.

Discussão sobre fim da escala de trabalho 6×1 continua em agosto

Convidados à bancada participam da sessão especial.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O fim da chamada escala 6×1, com seis dias de trabalho e um de folga por semana, seguirá em discussão no Senado em agosto, após o recesso parlamentar. A expectativa de alguns senadores é de que a PEC 221/2019 seja votada após a volta dos trabalhos.

Além de acabar coma escala 6×1, a proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários.

O texto chegou ao Senado no fim de maio, após aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, determinou que a proposta passasse pelas comissões.

O presidente do Senado tem se reunido com os setores interessados no tema para discutir a proposta. No início de julho, a reunião foi com as centrais sindicais, que defenderam o avanço na análise do texto. Antes, em maio, ele já havia recebido integrantes dos empregadores, que defenderam a votação da proposta somente após as eleições.

Agosto

Em entrevista na segunda-feira (13), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que o fim da escala 6×1 é “prioridade absoluta” para o governo e que continuará trabalhando para que a votação ocorra assim que possível.

—  Mesmo no período das eleições, o Senado vai funcionar em esforços concentrados e remotamente. Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da escala 6×1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição ainda nesse período.

As semanas de esforço concentrado serão entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, e devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara, conforme anunciado por Davi Alcolumbre na quarta-feira (15).

— O calendário é exatamente o mesmo que será adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo eficiente e harmônico — informou Davi.

Defesa

Em pronunciamentos recentes, o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais defensores da proposta, disse ter esperança de que a votação ocorra em agosto. Para ele, o debate sobre a redução da jornada não “pertence” ao governo, à oposição e nem aos partidos políticos, e sim ao povo.

— Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador brasileiro sabe que não vai nadar, nadar e morrer na beira da praia. Espero que esta Casa compreenda a dimensão histórica dessa decisão — defendeu.

Para Paim, o fim da escala 6×1 fará a produtividade do trabalhador brasileiro aumentar, ao invés de diminuir. Ele argumentou que países com jornadas menores apresentam índices mais elevados de produtividade por hora trabalhada.

Também em defesa do avanço na análise da PEC, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a jornada dos trabalhadores à dos parlamentares. Ele lembrou que o período de campanha eleitoral começa em agosto e disse que o eleitor precisa cobrar seus representantes.

— Muitos que vão aí pedir voto para você não querem votar o fim da escala 6×1, querem fazer você trabalhar igual a um condenado no 6×1, e nós aqui trabalhando, durante este ano de 2026, o que não vai dar nem um mês de trabalho, do jeito que está aí — criticou.

Eleições

Outros senadores demonstram preocupação com os efeitos da PEC e defendem que a votação fique para depois das eleições. Em sessão temática no início de julho, o líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), defendeu o amadurecimento do debate e a discussão do tema fora do período eleitoral.

— Não é proibido, não é interditado discutirmos jornada de trabalho. Pelo contrário, é uma discussão que tem que acontecer. Mas por que agora? Por que neste momento? — questionou o senador.

No mesmo debate, o senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que votará a favor da PEC, mas defendeu que o debate seja feito com serenidade e que todos os setores sejam ouvidos para que a solução seja equilibrada.

— Estamos falando da vida de milhões de brasileiros, de tempo dedicado à família, ao descanso, à qualificação profissional e, ao mesmo tempo, da competitividade das empresas e da capacidade de gerar empregos. É justamente por isso que este debate exige serenidade, responsabilidade e diálogo — ponderou.

Outras propostas

Também na sessão temática, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) criticou a falta de estudos de impacto econômico e social da medida durante a análise na Câmara e afirmou que a PEC vai ter consequências negativas na economia.  Ele defendeu a aprovação de outra proposta em análise no Senado.

— Defendemos a PEC 12/2026, que permite ao trabalhador negociar uma jornada flexível de acordo com as suas necessidades. Direitos como férias, décimo terceiro e FGTS seguirão de forma proporcional à jornada acordada — garantiu.

A proposta foi apresentada pelo senador Rogerio Marinho logo após a chegada da PEC 221 ao Senado. Pela proposta, seria possível escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. A PEC deixa claro que o contrato individual prevalece sobre possíveis acordos coletivos. Benefícios como FGTS, férias e 13º salário também seriam proporcionais às horas trabalhadas.

Na Câmara, a PEC 221 era analisada junto com outra proposta, a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que previa uma carga máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho. O texto foi arquivado.

Outro projeto, o PL 1.838/2026, foi apresentado em abril pelo Executivo. Ele define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho e garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. Após a aprovação da PEC 221, o governo retirou o pedido de urgência para o projeto, que segue em análise na Câmara.

Fonte: Agência Senado

Vetado projeto que instituía piso salarial para zootecnistas

A Presidência da República vetou integralmente um projeto que incluía os zootecnistas entre as categorias abrangidas pela lei que estabelece o piso salarial de engenheiros, químicos, arquitetos, agrônomos e médicos-veterinários (Lei 4.950-A, de 1966). O veto foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (27).

De iniciativa do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), a proposta (PL 2.816/2023) havia sido aprovada pelo Senado em novembro de 2024 e pela Câmara dos Deputados em maio deste ano. Pelo projeto, esses profissionais passariam a ter direito ao mesmo piso salarial das demais categorias abrangidas pela lei: seis salários mínimos para jornada diária de seis horas, soma que atualmente corresponde a R$ 9.726. Nos casos de jornada de oito horas, as duas horas excedentes seriam remuneradas com acréscimo de 25%.

Criação de animais

A profissão de zootecnista é regulamentada pela Lei 5.550, de 1968, que atribui à categoria atividades de pesquisa, planejamento, melhoramento genético, alimentação e supervisão técnica na criação de animais domésticos.

Na mensagem de veto, o Poder Executivo afirma que a proposta é inconstitucional e contraria o interesse público por instituir um piso salarial sem a apresentação de estimativa do impacto orçamentário-financeiro e sem declaração de adequação orçamentária e financeira. Segundo o governo, a decisão de vetar o texto foi tomada após manifestação dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, além da Advocacia-Geral da União.

O veto presidencial poderá ser mantido ou rejeitado pelo Congresso Nacional, em sessão conjunta de deputados e senadores.

Fonte: Agência Senado

Prefeito Ismael Lira anuncia pavimentação de mais 31 ruas e afirma que Orocó será 100% calçada

O prefeito de Orocó, Ismael Lira, anunciou a assinatura da ordem de serviço para a pavimentação de mais 31 ruas no município. Com a nova etapa, a gestão afirma que Orocó caminha para se tornar uma cidade totalmente pavimentada, encerrando um longo período sem investimentos significativos em infraestrutura urbana.

Segundo o prefeito, após mais de uma década sem a execução de novas pavimentações, a atual administração iniciou, no primeiro ano de gestão, um amplo programa de obras. Em 2025, foram anunciadas 23 ruas, e agora outras 31 receberão pavimentação.

“Você já pensou em morar em uma cidade 100% calçada? Orocó vai viver essa realidade. Depois de mais de dez anos sem uma rua sequer pavimentada, estamos mudando essa história. Hoje assinamos a ordem de serviço de mais 31 ruas, um passo importante para transformar completamente a infraestrutura da nossa cidade”, destacou Ismael Lira.

O gestor informou ainda que os recursos destinados às obras já estão disponíveis e classificou a iniciativa como o maior investimento em pavimentação da história do município.

“O recurso já está na conta da Prefeitura. Esse é o maior investimento em pavimentação que Orocó já recebeu, resultado de muito trabalho e da busca por parcerias que permitiram viabilizar essas obras”, afirmou.

Ao concluir, Ismael Lira ressaltou que novas ações continuarão sendo executadas ao longo da gestão.

“Estamos apenas no começo. Já são muitas obras e conquistas para Orocó, mas podem ter certeza de que o trabalho continua. Nosso compromisso é seguir transformando a cidade e melhorando a qualidade de vida da nossa população”, concluiu.

Ascom – PMO