PEC da Escala 6×1 será votada no plenário da Câmara na próxima semana

© Lula Marques/Agência Brasil.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, confirmou que a Proposta de Emenda à Constitucional (PEC) que acaba com a jornada 6×1 será votada no plenário na próxima semana. Motta disse que se reunirá com o relator da proposta na comissão especial, o deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia, nos próximos dias para discutir sobre o período de transição para a nova jornada.

“Na verdade, nós vamos avançar para que esse relatório seja entregue o quanto antes. Esse ajuste final está sendo feito e construído com muito cuidado. Então, eu devo me reunir — eu confesso que estava marcado com o relator no dia de ontem, não foi possível a nossa reunião. Temos uma semana com muitos eventos acontecendo de forma concomitante. Então, eu vou, em algum momento, chamar o relator para entender qual é a ideia lá da comissão especial acerca dessa questão da transição”, declarou.

Senado

Hugo Motta também anunciou um esforço concentrado na próxima semana justamente para votar a redução da jornada, mas o presidente da Câmara ressaltou que não há um acordo com o Senado para votação da PEC. Como é uma Proposta de Emenda à Constituição, é preciso aprovação de três quintos da Câmara e depois de mais três quintos do Senado Federal.

“Na verdade, cada Casa tem a sua dinâmica, e eu respeito muito a autonomia do Senado Federal. Eu penso que, em a Câmara concluindo o seu trabalho, o Senado dará a prioridade que a pauta requer, já que é um anseio de mais de 70% da população brasileira. Mas eu não tenho nenhum pré-acordo, não há nenhuma tramitação pré-acertada.”

Projetos

O presidente da Câmara destacou ainda que foi acertado com os líderes partidários a votação de projetos de interesse do agronegócio nesta semana. Uma das propostas busca incentivar a produção de fertilizantes no Brasil, para diminuir a dependência externas desses produtos.  Os deputados ainda devem analisar proposta que cria um seguro rural com garantia para os produtores.

Um outro projeto de lei que deve ser votado busca impedir os aumentos nos preços dos combustíveis. A medida usa o crescimento da arrecadação com a alta do preço do petróleo exportado para compensar o preço para o consumidor.


Fonte: Agencia Brasil

Câmara aprova aumento de penas para crimes sexuais contra crianças e adolescentes

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que aumenta as penas para vários crimes de natureza sexual previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), classificando-os como hediondos. A matéria será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Osmar Terra (PL-RS), o Projeto de Lei 3066/25 foi aprovado na forma do substitutivo da deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), segundo o qual os crimes relacionados à pedofilia contarão com nova definição, passando a ser usado o termo “violência sexual contra criança ou adolescente”.

A relatora argumenta que o novo conceito incorpora recentes decisões das cortes superiores, cuja caracterização não depende do contato físico ou da nudez explícita.

Assim, além do aumento de pena de alguns crimes, é feita a atualização do texto do ECA para o novo termo, que considera esse tipo de violência como qualquer representação, por qualquer meio, que envolva criança ou adolescente, real ou fictícia.

Isso vale para fotografia, vídeo, imagem digital ou outro registro audiovisual, ainda que produzida, manipulada ou gerada por tecnologias digitais, inclusive inteligência artificial.

Essa representação deve:

  • retratar atividade sexual explícita, real ou simulada;
  • conter nudez total ou parcial com finalidade sexual ou libidinosa; ou
  • representar situação, contexto, enquadramento ou pose que evidencie conotação sexual ou libidinosa, ainda que não haja exposição de órgãos genitais ou que estes estejam cobertos

A verificação da natureza sexual ou libidinosa da representação deverá considerar o contexto da imagem, o modo de produção, o enquadramento, a finalidade e demais elementos relevantes no caso concreto.

Disseminar material
Assim, por exemplo, o crime de adquirir ou possuir registros (fotografia, vídeo e outras formas) de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente passa a ser registro de violência sexual contra criança ou adolescente. Sua pena, de reclusão de 1 a 4 anos, passa para 3 a 6 anos.

O enquadramento nesse crime ocorrerá ainda se a pessoa acessar ou visualizar esse material por meio de aplicações de internet, serviços de streaming com a finalidade de satisfazer a própria lascívia ou de outrem.

O projeto também altera a diminuição de pena possível se a quantidade de material apreendido for pequena. Atualmente, a redução da pena pode ser de 1/3 a 2/3. Com o novo texto, passa de 1/6 a 1/3 a menos. Uma redução menor, portanto.

Já a oferta, troca, transmissão, distribuição ou divulgação, por qualquer meio, de material com registros de violência sexual contra criança ou adolescente passa da pena de reclusão de 3 a 6 anos para 4 a 10 anos.

Nessa mesma tipificação será enquadrado o réu que criar, administrar, hospedar, moderar ou for responsável por site, chat ou fórum ou ambiente cibernético similar com o fim de armazenar, disponibilizar, compartilhar ou produzir material de violência sexual contra crianças ou adolescentes.

Novo agravante também é criado para aumentar a pena de 1/3 quando, em relação ao conteúdo, houver publicação ou compartilhamento em mais de uma plataforma digital, rede social, serviço de vídeo sob demanda ou aplicativo acessível ao público em geral.

Para aquele que vender ou expor à venda o material, a pena de reclusão de 4 a 8 anos ficará em 4 a 10 anos. O projeto prevê ainda a perda de bens e valores recebidos com a prática criminosa.

Os recursos convertidos em dinheiro serão destinados ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do estado em que for cometido o crime, ressalvado o direito de terceiro de boa-fé (quando alguém compra um bem que não sabia ter sido fruto de crime).

Ainda nesse crime, cria-se novo agravante, de aumento de 1/3 da pena caso a venda ou exposição à venda ocorra por meio de tecnologias da informação e comunicação, incluindo a internet e suas aplicações e redes sociais.

Simulação
No crime de simular a participação de criança ou adolescente em conteúdo de violência sexual, o texto aumenta a pena de reclusão de 1 a 3 anos para reclusão de 3 a 5 anos.

A caracterização do crime também é atualizada para incluir novos termos, como alteração e manipulação da mídia utilizada (foto, vídeo e outras formas de representação visual), especificando que será crime o uso de inteligência artificial ou de qualquer outro recurso tecnológico que altere imagem ou voz da vítima.

Aliciamento
Quanto ao crime de aliciar ou assediar criança a fim de praticar com ela ato libidinoso, o substitutivo aumenta a abrangência incluindo entre as vítimas os menores de 14 anos. Segundo o ECA, criança é aquela com até 12 anos incompletos, dessa forma o enquadramento nesse crime passa a englobar as vítimas com 12 e 13 anos antes de completar os 14. A pena de reclusão passa de 1 a 3 anos para 3 a 5 anos.

Um novo agravante é criado, prevendo aumento de 1/3 a 2/3 da pena quando, para cometer o crime, o agente:

  • fizer uso de inteligência artificial, software para alterar rostos (deepfake), filtros ou qualquer outro recurso tecnológico para modificar sua imagem ou voz e se passar por criança, adolescente ou outra pessoa a fim de induzir a vítima a se exibir de forma lasciva ou sexualmente explícita ou fornecer fotografia ou vídeos sexuais ou sensuais;
  • utilizar identidade ou perfil falso ou recursos de anonimato, ocultando sua verdadeira idade ou qualquer outra forma de ocultação digital;
  • utilizar aplicativos de mensagens instantâneas, salas de bate-papo, redes sociais, jogos online ou qualquer outro meio digital;
  • prometer à vítima qualquer tipo de vantagem; ou
  • valer-se de relação de confiança, autoridade, cuidado, proteção, vigilância, educação, convivência familiar ou profissional.

Situação de autoridade
Para o crime de produzir material com conteúdo de violência sexual contra criança ou adolescente, o projeto passa a pena de 4 a 8 anos para 4 a 10 anos de reclusão.

Na mesma pena será enquadrado aquele que financiar esse tipo de ação.

Quanto ao agravante já existente, relativo ao agente se valer de condição geralmente de proximidade ou autoridade sobre a vítima, o aumento de pena passa de 1/3 para 1/3 a 2/3.

Essas situações não mudam e o estatuto as define como:

  • estar no exercício de cargo ou função pública ou a pretexto de exercê-la;
  • prevalecer-se de relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade;
  • prevalecer-se de relações de parentesco consanguíneo ou afim até o 3º grau, ou por adoção, se tutor, curador, preceptor, empregador da vítima ou de quem, a qualquer outro título, tenha autoridade sobre ela; ou
  • com o consentimento da vítima.

Endereço do computador
Para todos os crimes listados no estatuto, o projeto inclui um agravante de 1/3 a 2/3 da pena se o agente se utilizar de técnicas para ocultar o endereço exclusivo que identifica um dispositivo na internet (endereço IP).

Conhecido pelo termo em inglês spoofing, esse ocultamento ou falsificação do endereço dificulta a ação de agentes de segurança pública infiltrados que investigam a ação de criminosos ligados a redes de pedofilia e pornografia envolvendo crianças e adolescentes.

Entretanto, não será crime o uso legítimo de tecnologias de privacidade e segurança digital quando empregadas para fins lícitos, como a VPN ou servidor proxy, para proteção de dados pessoais ou comerciais, garantia da privacidade e segurança cibernética.

A VPN oculta o endereço IP do usuário e redireciona o tráfego para um servidor separado, aumentando a segurança on-line. Já o servidor proxy é um servidor intermediário pelo qual o tráfego de dados é direcionado, fazendo que outros usuários vejam apenas o endereço IP desse servidor e não o do usuário.

Extorsão
Quanto a um dos crimes propostos no texto original, de praticar extorsão pela ameaça de divulgar fotos íntimas com o fim de obter vantagem sexual, a relatora excluiu o novo tipo penal por considerar que a descrição poderia beneficiar a defesa de réus por estupro de vulnerável.

“Pela aplicação do princípio da especialidade, a descrição específica do meio empregado de extorsão poderia prevalecer sobre a tipificação do estupro de vulnerável, que tem pena maior”, argumentou a relatora.

O novo crime teria pena de reclusão de 6 a 10 anos e o estupro de vulnerável é punível com 8 a 15 anos de reclusão.

Ronda virtual
Novas regras incluídas no trecho do estatuto sobre infiltração de policiais na internet incluem a realização de “ronda virtual”, considerada lícita se utilizada estritamente para identificação e coleta de arquivos disponibilizados em ambientes digitais públicos e relacionados a crimes de violência sexual contra crianças ou adolescentes.

Por se tratar de coleta de arquivos disponibilizados em ambiente compartilhado e público, o substitutivo permite a realização da ronda virtual sem autorização judicial prévia.

A ordem judicial também será dispensada para a requisição, aos provedores de internet, de dados de conexão (terminal IP e dados do tempo de conexão) e de cadastro (nome e endereço de assinante, p. ex.) nos atos de flagrante, em situações identificadas durante a ronda virtual de risco à vida ou de risco à integridade física de crianças ou adolescentes.

No entanto, o órgão de persecução penal responsável pela ronda virtual deverá comunicar o fato ao juízo competente em até 48 horas para fins de controle judicial da legalidade do procedimento. Os dados obtidos com os provedores não poderão ser utilizados para outros fins diferentes daqueles que motivaram a investigação.

A ronda poderá ser feita em ambientes digitais públicos, mas também em redes ponto a ponto, que é um modelo descentralizado onde indivíduos interagem diretamente sem intermediários centrais, atuando tanto como clientes quanto como servidores.

Além disso, poderão ser fiscalizados fóruns, redes sociais ou outros ambientes cibernéticos correlatos, desde que acessíveis sem mecanismos especiais de ingresso, como autorização individual ou permissão prévia.

Ressarcimento ao SUS
O PL 3066/25 determina o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) de custos com tratamento da vítima por quem causar lesão corporal ou, violência física, sexual ou psicológica a criança ou adolescente.

Os recursos deverão ser depositados no Fundo de Saúde do ente federado responsável pelas unidades de saúde que prestarem os serviços.

O texto reforça o direito de criança, adolescente ou testemunha de violência sexual a atendimento psicológico e psicossocial individual, especializado, contínuo e integrado nos serviços do SUS (rede própria ou conveniada). O atendimento deverá ser em local que garanta privacidade e deve abranger os impactos emocionais, cognitivos e sociais decorrentes da exposição indevida da vítima.

Organização criminosa
Na lei sobre organização criminosa (Lei 12.850/13), o projeto considera agravante da pena de 3 a 8 anos de reclusão por constituir ou financiar esse tipo de organização caso ela seja voltada a cometer crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Prisão preventiva
Em relação ao Código de Processo Penal, o projeto inclui trecho para permitir a prisão preventiva se o agente for suspeito de cometer os crimes contra a dignidade sexual tipificados no ECA contra criança ou adolescente.

Crimes hediondos
Atualmente, a lei de crimes hediondos (Lei 8.072/90) considera assim dois crimes do ECA: agenciamento de criança ou adolescente para participar de cenas de pornografia ou transmissão por qualquer meio dessas cenas; e adquirir ou possuir essas cenas.

Com o substitutivo, são acrescentados os crimes relativos à exploração sexual desse grupo:

  • produção de conteúdo de violência sexual contra criança ou adolescente;
  • vender esse material;
  • transmitir ou trocar esse tipo de material;
  • possuir ou adquirir esse material;
  • aliciar menor de 14 anos com o fim de praticar ato libidinoso;
  • submeter criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual.

Efeitos da condenação
Todos esses crimes que serão considerados hediondos passam também a implicar efeitos imediatos para o condenado previstos no Código Penal:

  • proibição de exercer qualquer cargo, função pública ou mandato eletivo entre o trânsito em julgado da condenação e o efetivo cumprimento da pena;
  • perda de cargo, função pública ou mandato eletivo se a pena for privativa de liberdade e por tempo superior a quatro anos; e
  • perda da capacidade para o exercício do poder familiar, da tutela ou da curatela se condenado por crime doloso sujeito à pena de reclusão cometido contra pessoa igualmente titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente, tutelado ou curatelado.
Para a relatora, deputada Rogéria Santos, a proposta aprimora a legislação sobre enfrentamento e repressão à violência sexual e completa diversas lacunas legislativas que acabam gerando impunidade aos criminosos sexuais. “É imperativo que a legislação brasileira seja alterada para proteger crianças e adolescentes dos abusos sexuais cometidos no ambiente digital”, disse.

Segundo Rogéria Santos, o texto é um marco legislativo que coloca o Brasil entre os países mais avançados do mundo no combate à violência sexual contra a infância e adolescência no ambiente digital. “Que este Plenário, ao aprovar, transmita à sociedade brasileira a mensagem que a inocência das nossas crianças é causa que nos une acima de qualquer divergência”, afirmou.

O projeto trata de uma violência brutal cometida em escalada gigantesca e cada dia maior, segundo o autor da proposta, deputado Osmar Terra. “Esse projeto fecha portas que estavam abertas em relação a violência sexual contra criança na internet”, afirmou. Terra acredita que a legislação pode mudar o rumo do crescimento brutal da violência sexual nesses casos.

Para a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), as redes sociais não devem ser consideradas como “terra de ninguém” pois as imagens são falsas, mas as consequências são reais.

“Acompanhamos caso de meninas que famílias mudam de estado, mas mesmo assim não conseguem conviver no ambiente escolar. Sabemos que isso tem consequências de adoecimento mental e suicídios”, disse, ao citar caso de audiências da Comissão da Mulher em 2025, quando Xakriabá esteve à frente do colegiado.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) elogiou que houve, ao longo da análise da proposta, oito audiências públicas em que mais de 60 especialistas foram ouvidos para melhorar o texto. “Também no mundo digital tem muita baixeza. Todos nós, enquanto não vem uma regulação saudável e democrática, temos o dever de combater essas atrocidades e o projeto vai nessa direção”, disse.

Dados
Segundo a Safernet Brasil, organização não governamental dedicar à segurança digital, foram registradas mais de 49 mil denúncias anônimas de abuso e exploração sexual infantil entre janeiro e julho de 2025, aumento de 18,9% em relação ao mesmo período de 2024.

Em 2025, a Polícia Federal realizou 1.132 operações policiais contra crimes cibernéticos relacionados a abuso sexual de crianças e adolescentes. Isso equivale a 3 operações por dia, em média. Os casos envolvem produção, armazenamento e compartilhamento de material ilegal na internet com menores de idade. As operações de 2025 resultaram no resgate de 123 vítimas.

Denúncias de imagens de conteúdo de violência sexual infantil feitas com IA cresceram mais de 26.000% em 2025, de acordo com a Internet Watch Foundation (IWF), que analisa e reporta conteúdo de abuso infantil a partir de denúncias do público e análise manual. Foram identificadas 8 mil imagens e vídeos alterados. Um dos tipos de conteúdo mais relatados são ferramentas de “nudificação”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Em Brasília, Raquel mostra força e comanda, ao lado de Kassab, encontro de prefeitos, parlamentares e lideranças do PSD

Em noite de encontro prestigiado, em Brasília, a governadora e presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD), Raquel Lyra, junto ao presidente nacional Gilberto Kassab, reuniu diversos prefeitos, parlamentares e lideranças de todas as regiões pernambucanas. Raquel destacou que o partido está firme e com propósito trabalhando a favor do povo pernambucano, com entregas que estão transformando o estado como requalificações em estradas, novos policiais, reformas de hospitais e tantas outras iniciativas.

“Os prefeitos e deputados sabem que aqui tem um grupo, um time trabalhando em favor deles. Fazemos política com jogo de soma porque assim multiplicamos. Todos têm convicção do que fizemos até agora e esperança no que vamos fazer daqui para frente. Reafirmamos nosso compromisso em trabalhar pelo nosso Estado e agradecer a Kassab, meu presidente do partido, do qual tenho honra em fazer parte”, destacou Raquel.

O presidente da sigla, Kassab, ressaltou que todos estão reunidos pelo mesmo propósito de trabalhar por Pernambuco. “Esse ambiente é um ambiente de vitória, eu vejo o sentimento de pertencimento em todos que estão aqui. É um projeto sério, que todos estão integrados, graças ao trabalho e ao esforço de Raquel, que vamos reconduzir como governadora”, frisou.

O encontro aconteceu no momento em que muitos prefeitos estão reunidos na capital federal para a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que é realizada até a quinta-feira (21). O senador Fernando Dueire registrou a relação importante entre os prefeitos e gestores estaduais para o fortalecimento do projeto político pernambucano. “Renovamos nosso compromisso com vocês. Nós que somos municipalistas, não temos só a narrativa e a retórica, temos atitude e gestos que demonstram”, afirmou.

O deputado federal Túlio Gadêlha registrou a força que vem transformando o Estado. “Nosso time está entregando obras e mudando a vida das pessoas com políticas públicas, baseadas na ciência. Não tenho dúvida que esse partido vai crescer ainda mais”, destacou. Por sua vez, o deputado federal Júnior Uchoa disse que “vamos trabalhar para Raquel continuar desenvolvendo Pernambuco, é o que eu digo todos os dias aos nossos prefeitos”.

Estiveram presentes também os deputados estaduais Joãozinho Tenório, Jarbas Filho e Edson Vieira, o ex-governador João Lyra Neto e o vice-presidente estadual do PSD, André Teixeira Filho, além de diversos prefeitos.

Fotos: Divulgação

STF tenta ouvir Mário Frias sobre repasses a filme de Bolsonaro

© Roberto Castro/ Mtur

O Supremo Tribunal Federal tenta intimar o deputado federal Mário Frias, do PL de São Paulo, a prestar esclarecimentos sobre irregularidades de emendas parlamentares para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mário Frias é o produtor executivo da obra.

O ministro Flávio Dino recebeu a denúncia de que R$ 2,6 milhões de emendas parlamentares foram destinados para uma ONG presidida por Karina Gama, que está à frente da produção do filme. Oficiais de Justiça tentaram notificar o deputado três vezes, mas não tiveram sucesso. A Agência Brasil não conseguiu retorno de Mário Frias.

Envolvidos na produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro negam que Daniel Vorcaro, dono do banco Master, tenha repassado recursos para a obra.

Áudio divulgado pelo site Intercept Brasil, nessa quarta-feira, mostra o senador Flávio Bolsonaro cobrando de Daniel Vorcaro o repasse de R$ 134 milhões de reais para pagamento da produção deste filme.

Segundo a reportagem, Vorcaro repassou R$ 61 milhões em parcelas, entre fevereiro e maio de 2025, para Flavio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência da República.

O senador admitiu que cobrou de Vorcaro o repasse de dinheiro, alegando que havia um contrato para produção do filme. Flávio Bolsonaro afirmou que se tratava de patrocínio privado e que não teria oferecido vantagens em troca.

“Eu conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024. Não tinha mais governo Bolsonaro, não tinha absoluto absolutamente nenhuma acusação contra ele. O que acontece é que com o passar do tempo, ele simplesmente parou de honrar com as parcelas do contrato. Sim, tinha um contrato que ao ele não pagar essas parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, o filme sequer ser concluído. Em função disso, inclusive procuramos outros investidores para concluir esse filme”.

Nessa quarta-feira, o deputado Mário negou o repasse de dinheiro de Vorcaro para a obra. Frias também afirmou que Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme e teria apenas cedido direitos de imagem da família para a produção.

A produtora norte-americana do filme, a Go Up Entertainment, afirmou em nota que não recebeu um centavo de Daniel Vorcaro para o longa-metragem. A empresa também disse que não pode divulgar quem investiu na produção, por ter acordo de confidencialidade.

A reportagem do Intercept mostra que as transferências de Vorcaro teriam ido diretamente para um fundo gerido por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O ex-parlamentar fugiu para os Estados Unidos após uma investigação aberta contra ele pelo STF.

A quebra de sigilo de Daniel Vorcaro foi autorizada pelo STF. A Polícia Federal investiga a relação do banqueiro com políticos no inquérito que apura as fraudes de R$ 17 bilhões cometidas pelo Banco Master. Vorcaro está preso em Brasília e negociando uma delação premiada.

A reportagem tentou contato com as defesas de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, mas não teve retorno. 


Fonte: Agencia Brasil

Simão Durando inicia entrega de purificadores de água para escolas da zona rural de Petrolina

O prefeito Simão Durando começou a colocar em prática uma iniciativa pioneira para garantir água potável nas escolas da zona rural de Petrolina. Foi iniciada a instalação de 57 purificadores em unidades escolares. O trabalho foi iniciado pelaa Escola Municipal Ricardina Ferreira, no Núcleo 11 do Projeto Senador Nilo Coelho.

A ação inédita garante água potável em escolas que, historicamente, conviviam com dificuldades no abastecimento e dependiam de água bruta. Ao todo, mais de 15 mil estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental serão beneficiados em 57 escolas da zona rural do município.

Os purificadores possuem tecnologia de alta capacidade e conseguem filtrar entre 5 mil e 10 mil litros por dia, eliminando vírus, bactérias e até 99,5% das impurezas presentes na água. O investimento supera para a aquisição dos equipamentos é de R$ 1,5 milhão.

O prefeito Simão acompanhou o funcionamento do equipamento na Escola Ricardina Ferreira. Ele destacou o impacto da iniciativa para a saúde, qualidade de vida e aprendizado das crianças da zona rural. “Esse é mais um cuidado da nossa gestão com as crianças do interior. Estamos levando água tratada para as escolas da área irrigada e de sequeiro, garantindo mais segurança e qualidade de vida para os estudantes. É uma ação que fortalece a educação e leva mais dignidade para quem vive nessas comunidades”, afirmou o prefeito.

Wanderley Alves tem Projeto de Lei “Educação no Trânsito” aprovado na Câmara de Petrolina

A Câmara Municipal de Petrolina aprovou na 22ª Sessão Ordinária realizada nesta quinta-feira (14/05), o Projeto de Lei de autoria do vereador Wanderley Alves que cria o “Programa Educação no Trânsito” nas escolas da rede municipal de ensino.

A proposta tem como objetivo promover ações educativas voltadas à conscientização de crianças e adolescentes sobre segurança no trânsito, respeito às leis e preservação da vida.

De acordo com o parlamentar, o programa prevê a realização de palestras, campanhas educativas, atividades pedagógicas e orientações sobre comportamento seguro no trânsito, envolvendo pedestres, ciclistas, motociclistas e futuros condutores.

Wanderley Alves destacou que investir em educação é uma das formas mais eficazes de prevenir acidentes e formar cidadãos mais conscientes e responsáveis.

“O trânsito seguro começa pela educação. Precisamos ensinar desde cedo a importância do respeito às regras e à vida”, afirmou o vereador.

Projeto aprovado em 1ª e em 2ª votação por 18 votos. Após aprovação na Câmara, o projeto segue para sanção do Poder Executivo Municipal.

ASCOM – Vereador Wanderley Alves

Na Câmara, Boulos defende fim da escala 6×1 de forma imediata

© Lula Marques/Agência Brasil.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, defendeu, nesta quarta-feira (13), na Câmara dos Deputados, que o fim da escala 6×1 deve ocorrer de forma imediata, sem um período de transição. Para o titular da pasta, outras alterações legais que beneficiam o setor patronal não preveem transição, situação que deve valer também para os trabalhadores:

“Quando se aprova isenção fiscal para grande empresário aqui no parlamento brasileiro, passa a valer no dia seguinte. Ninguém fala em transição. Quando se tem penduricalhos aprovados por uma normativa em qualquer poder, passa a valer no dia seguinte. Ninguém fala em um, dois anos de transição. Por que na hora que é para defender o trabalhador tem que botar dois, cinco, dez anos de transição? Nós somos contra qualquer medida dessa natureza.”

Uma Comissão Especial de deputados analisa as propostas em tramitação para reduzir a atual escala de trabalho 6×1 e a jornada máxima, que hoje é de 44 horas semanais.

Compensação

Durante o debate, o ministro Boulos afirmou ainda que a proposta de compensar o setor empresarial pela redução da jornada também não é razoável, já que penalizaria mais o trabalhador:

“Alguém chegou a propor compensações para as empresas quando se aumenta salário mínimo no Brasil? Não. Não seria razoável. Alguém que propusesse isso talvez fosse alvo de chacota. Se o impacto econômico, segundo o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, é semelhante, por que nós vamos falar agora de compensação, de ‘bolsa patrão’? Quer dizer, o trabalhador reduz a sua jornada, ganha dois dias para poder descansar, que é uma coisa humana, aí esse próprio trabalhador, por meio dos seus impostos, tem que financiar uma compensação? Não tem razoabilidade.”

Estudo da FGV

Boulos também citou um estudo da Fundação Getulio Vargas que mostra que a maioria das empresas tiveram aumento do faturamento com a redução da jornada:

“Por uma experiência que foi feita no Brasil em 2024, com a participação de 19 empresas, com dados coletados pela insuspeita Fundação Getulio Vargas. Essas empresas fizeram um experimento de redução de escala e de jornada de trabalho. Qual foi o resultado desse experimento? Setenta e dois por cento das empresas observaram aumento na receita. O engajamento dos trabalhadores no seu serviço, na sua tarefa, aumentou 60%. Nós estamos falando de produtividade do trabalho.”

A expectativa é que uma Proposta de Emenda à Constituição para a redução da escala 6×1 seja votada ainda neste mês na Câmara dos Deputados.


Fonte: Agencia Brasil

Prefeito Simão Durando tem contas do mandato aprovadas pela Câmara de Petrolina

A Câmara de Vereadores de Petrolina aprovou, nesta terça-feira (12), as contas do prefeito Simão Durando referentes aos exercícios financeiros de 2022 e 2023. Os relatórios da gestão municipal já haviam recebido parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), órgão responsável pela análise técnica e fiscalização da aplicação dos recursos públicos.

De acordo com o prefeito Simão Durando, a aprovação reforça a responsabilidade da gestão com os investimentos realizados em Petrolina, além do compromisso com a transparência e a legalidade dos atos administrativos. “Cada centavo investido nas obras, nas escolas e nos postos de saúde é tratado com muito cuidado, porque é dinheiro público. A aprovação dessas contas é mais uma prova do compromisso da nossa gestão com a transparência, a legalidade e os resultados que têm transformado Petrolina”, destacou o prefeito.

A Câmara de Petrolina também aprovou as contas de 2021 do ex-prefeito Miguel Coelho, período em que Simão Durando atuava como vice-prefeito e participou diretamente da condução administrativa do município. Miguel já havia obtido aprovação das contas referentes aos anos de 2017 a 2020, tanto pelo Tribunal de Contas quanto pelo Poder Legislativo Municipal.

Vereador Wanderley Alves propõe linha de crédito especial da AGE Petrolina para comunicadores e imprensa independente

O vereador Wanderley Alves apresentou na Câmara Municipal de Petrolina uma indicação propondo a criação de uma linha de crédito especial, por meio da Agência Municipal de Empreendedorismo (AGE Petrolina), voltada para comunicadores, blogueiros, radialistas e profissionais da imprensa independente do município.

A proposta tem como objetivo fortalecer o trabalho dos profissionais da comunicação local, que desempenham papel importante na divulgação de informações de interesse público e na cobertura dos principais acontecimentos da cidade.

De acordo com a justificativa apresentada pelo parlamentar, muitos comunicadores enfrentam dificuldades para adquirir ou modernizar equipamentos essenciais para o exercício da profissão, como câmeras, computadores, notebooks, celulares, microfones e demais ferramentas de trabalho.

A indicação sugere que a linha de crédito da AGE Petrolina ofereça condições facilitadas, incluindo juros reduzidos, prazos ampliados e período de carência para pagamento. A medida busca possibilitar investimentos em estrutura e equipamentos, principalmente em períodos de grande movimentação econômica e cultural, como o São João de Petrolina e outras festividades regionais.

Segundo o vereador, a iniciativa também poderá incentivar o empreendedorismo no setor da comunicação, além de contribuir para a geração de emprego e renda e ampliar o acesso da população à informação de qualidade no município.

ASCOM – Vereador Wanderley Alves

No Planalto, Lula recebe ex-presidente do Chile Michelle Bachelet

© ONU/Mark Garten (arquivo)

O presidente Lula recebeu nesta segunda-feira a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro aconteceu em meio a articulações para a candidatura de Bachelet ao cargo de Secretária-Geral da ONU, Organização das Nações Unidas.

Pelas redes sociais, Lula afirmou o encontro tratou da agenda internacional e o papel que uma “ONU reformada precisa ter para a promoção da paz e do desenvolvimento sustentável”, assim como “para o fortalecimento do multilateralismo”.

Michelle Bachelet foi a primeira Subsecretária-Geral e Diretora Executiva da ONU Mulheres. Ela permaneceu no cargo de 2010 a 2013, período em que coordenou trabalho sobre igualdade de gênero e empoderamento das mulheres em âmbito global, regional e nacional, segundo perfil da política chilena na página da organização.

Para o presidente Lula, essa experiência credencia Bachelet a ser a primeira mulher latino-americana a liderar a ONU.


Fonte: Agencia Brasil