Primeiro caso de varíola dos macacos é confirmado em Petrolina (PE)

A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde, informa que recebeu nesta quinta-feira (11) o resultado dos exames dos dois casos de monkeypox (Varíola dos macacos) que estavam em investigação, um deles teve o resultado positivo. Trata-se de um morador da cidade, que tinha viajado para outro estado, ele continua em isolamento e está sendo acompanhado pela equipe da vigilância e apresenta sintomas leve.

O resultado que deu negativo foi de uma turista que estava visitando a cidade. Além desses, mais dois casos estão em investigação aguardando resultado de exames. A Secretaria de Saúde segue todos os protocolos recomendados pela OMS e Ministério da Saúde para a verificação de casos suspeitos, tratamento de casos confirmados e prevenção da transmissão da monkeypox.

Prefeitura de Petrolina renova frota do SAMU com quatro ambulâncias

Com o compromisso de salvar vidas e prestar um atendimento mais ágil em situações de urgência e emergência, o SAMU de Petrolina agora conta com o reforço de quatro novas ambulâncias que irão substituir a frota existente. O prefeito Simão Durando foi até a sede do serviço de atendimento, nesta quarta-feira (14), para vistoriar os furgões novos. Os veículos, que já estão no município, foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde, para reforçar a qualidade e agilidade do trabalho do SAMU.

A prefeitura conta com cinco veículos em operação, sendo quatro de suporte básico e uma de suporte avançado, além de três unidades de reserva, que ficam à disposição para substituir ou reforçar o atendimento sempre que necessário. A renovação da frota representa um passo importante para a melhoria dos tempos de resposta em situações de emergência.

O prefeito Simão Durando destacou a importância desse reforço para a saúde pública e reafirmou o compromisso da gestão com a população.

“A chegada dessas ambulâncias é resultado do nosso esforço contínuo, força política, dedicada em buscar investimentos e parcerias para melhorar a vida do nosso povo. É com trabalho sério, responsabilidade e compromisso que seguimos fortalecendo nossa rede de saúde. O SAMU é um serviço essencial, e agora temos mais estrutura para atender com eficiência quem mais precisa”, destacou.

Instituto Social Medianeiras da Paz completa um ano de gestão do Hospital Dom Malan em Petrolina com importantes ações realizadas

O Instituto Social Medianeiras da Paz (ISMEP) completou um ano administrando o Hospital Dom Malan em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. É a maior unidade de saúde da região, atendendo mulheres e crianças de 53 municípios que compõem a Rede PEBA (hospitais de Pernambuco e Bahia credenciados ao Sistema Único de Saúde – SUS).

Nesse primeiro ano de gestão, muitas melhorias já foram implantadas, a exemplo da reestruturação do centro cirúrgico, onde são realizadas cerca de 20 cirurgias por dia, entre eletivas e emergências, com aquisição de maca cirúrgica. A aquisição de 05 berços aquecidos para a Unidade de Cuidados Intensivos – UCI, que faz atendimento a recém-nascido de alto risco. Foi feita a reestruturação de todo o sistema de refrigeração da unidade, a manutenção de enfermaria de oncologia, com 5 leitos e média de 25 atendimentos por mês; reestruturação da cozinha hospitalar e reestruturação do laboratório de análises clínicas. Ainda para melhorar a estrutura e o funcionamento do hospital, a gestão construiu um poço artesiano, dando autonomia e reduzindo custos da unidade com o abastecimento de água.

Nesse primeiro ano, o Hospital Dom Malan Ismep fez contratação temporária de profissionais para o atendimento de pacientes com doenças respiratórias, com equipe extra para Pronto Socorro Infantil (pediatra, enfermeiro, técnico em enfermagem e fisioterapeuta). Para melhorar o atendimento, foi feita a aquisição de equipamento de RAIO X digitalizado.

 Na parte estrutural, foi realizada a limpeza e manutenção da subestação elétrica (não é realizada manutenção desde sua instalação há mais de 20 anos). Isso trouxe mais segurança para a implantação de novos serviços que demandam energia elétrica.

Ações Pioneiras

O Ismep realizou ações pioneiras no HDM que tem 92 anos de fundação, a exemplo de endoscopia para retirada de corpo estranho, com média de 6 atendimentos mês. Antes o paciente era transferido para Recife para o procedimento. Outra ação realizada pela primeira vez no HDM foi o exame de broncospia da unidade, única do SUS na região a oferecer o serviço.

Melhorando a qualidade do serviço de assistência à população, o Ismep implantou o serviço social 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.  Com uma ação pioneira em unidades do SUS na região, o HDM realiza aplicação de medicação para atrofia muscular espinhal, uma doença rara. Um dos setores que recebeu reforço profissional foi o ambulatório, com mais especialistas a exemplo de:  endocrinopediatria, neuropediatria, psiquiatria pediátrica e dermato infantil.

Primando pela segurança de funcionários e população, o HDM Ismep contratou segurança armada para a unidade, em 4 portarias, com serviço 24 horas.

Balanço de atendimentos

Entre os meses de fevereiro a dezembro de 2023, somente na urgência, foram realizados 83.352 atendimentos. No ambulatório o número foi ainda maior: 84.309 atendimentos no mesmo período atingindo 113% da meta prevista. Foram realizadas no total 5.655 cirurgias na unidade.

O hospital Dom Malan Ismep possui um laboratório funcionando 24 horas por dia para apoio aos diagnósticos. Além dos exames de bioimagem como radiologia e ultrassonografia. Ao todo foram realizados nesse primeiro ano de gestão mais de 21.300 exames de maior complexidade como ressonância magnética, mamografias, endoscopias, tomografia computadorizada para pacientes de ambulatório e internados na unidade.

Na ala e oncologia, parceria com o Hospital Dom Tomás, o HDM Ismep realizou 1.777 atendimentos, incluindo quimioterapia, cirurgias e apoio diagnóstico.

A gestão do Hospital Dom Malan era para nós um desafio diante da complexidade do atendimento que a unidade oferece a toda uma região. Mas com o empenho de todos os nossos funcionários, com a atenção que recebemos da Secretaria Estadual de Saúde, nós estamos cumprindo nossas metas e buscando melhorias, porque o nosso objetivo é prestar um serviço de qualidade à população, “ destacou a superintendente do Ismep, Irmã Fátima Alencar.

Próximas ações

Para o ano de 2024, o Instituto Social Medianeiras da Paz (ISMEP), planeja a reforma da área interditada há 6 anos, onde funcionará o Centro Acadêmico, e também será liberada a área do alojamento patológico com incremento de 12 leitos. Serão abertos mais 10 leitos pediátricos para melhor atender às necessidades da região.

Por: Assessoria de Comunicação do Hospital Dom Malan – ISMEP

China anuncia vacina para o Covid-19. Está preparada para avançar com testes em humanos

A China deu o aval para que pesquisadores iniciem testes de segurança em humanos de uma vacina experimental contra o novo coronavírus, em meio à corrida para desenvolver uma imunização contra a Covid-19.

Cientistas da Academia de Ciências Médicas Militares da China, ligada ao exército, receberam a aprovação para iniciar os ensaios clínicos em estágio inicial dessa potencial vacina a partir desta semana, informou nesta terça-feira (17) o “Diário do Povo”, jornal oficial do Partido Comunista chinês, citado pela agência de notícias Reuters.

Enquanto isso, cientistas norte-americanos realizaram o primeiro teste da vacina contra o coronavírus em humanos. Autoridades de saúde dos Estados Unidos disseram na segunda-feira (16) que voluntários de Seattle, um dos estados mais afetados pela Covid-19 no país, começaram a ser imunizados.

Por meio de comunicado, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) informou que o teste faz parte de um estudo que vai acompanhar 45 voluntários adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos, e deve durar ao menos seis semanas.

Segundo a agência France Presse, todo o processo de criação da vacina deve durar entre 1 ano a 18 meses, isso porque serão necessários mais testes. Neste momento, os pesquisadores querem saber qual é o impacto de diferentes doses administradas por injeção e quais são seus efeitos colaterais.

Por: G1

Frevo, alegria e descontração marcaram o carnaval do Hospital Dom Malan em Petrolina

O mais pernambucano dos ritmos foi a música que invadiu as alas do Hospital Malan em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, nesta terça-feira (06).  A Orquestra de Frevo do Bolinha puxou um bloco de voluntários, funcionários, pacientes e acompanhantes nas enfermarias do HDM, administrado pelo Instituto Social das Irmãs Medianeiras da Paz (Ismep).

O Carnaval antecipado foi uma forma de mudar a rotina de pacientes e funcionários que se dedicam ao trabalho no feriado da maior festa popular do Brasil. “Nossos funcionários são incansáveis na missão de cuidar de crianças e mulheres que chegam aqui todos os dias. Esse é um momento de alegria e um pouco de diversão para toda a comunidade do hospital, já que muitos não vão poder aproveitar a festa porque estarão do plantão, ” destacou a coordenadora de humanização do HDM Ismep, Ingride Lima.

O carnaval antecipado foi organizado pelo voluntariado e a coordenação de humanização do HDM Ismep. Os voluntários usaram adereços mudando o visual e distribuíram alegria em sorrisos, passos de frevo e roda de ciranda em pleno corredor do hospital, atraindo pacientes e acompanhantes para a folia. Mas o barulho não incomoda Ezequiel, que nasceu há menos de 24 horas, que dormia no colo da avó, a aposentada Helena Cavalcanti. “Ele é tranquilo e nem se incomodou com a folia”, ” frisou.

Graziele Almeida, de 26 anos, teve seu filho no HDM Ismep e mesmo na enfermaria, se divertiu. “Foi uma surpresa boa, e fiquei observando a reação de algumas mães, que se soltaram. A festa tirou a tensão e trouxe alegria, ” ressaltou.

Bolinha, músico há 36 anos, comandou a orquestra e disse que a alegria foi dele. “É uma sensação inexplicável trazer um pouco de alegria para quem está dentro de um hospital, pra nós é muito bom, ” contou emocionado.

Por: Assessoria de Comunicação do HDM / ISMEP 

Prefeitura disponibiliza WhatsApp do Informa para denúncias de focos do mosquito Aedes aegypti em Petrolina

Com o período chuvoso, intercalado com altas temperaturas característica do verão, criou-se um ambiente propício para eclosão do mosquito Aedes aegypti. Dessa forma, a Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde, disponibilizou o WhatsApp 87 98124-4955 como canal direto para denúncias de foco do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Ao salvar o contato, é necessário fazer um cadastro para que as mensagens possam ser enviadas e a população tenha retorno com agilidade sobre as demandas.

Através do número, é possível enviar fotos, vídeos, endereço e até localização dos pontos com possíveis focos. Esse contato será imediato com os Agentes de Combate às Endemias, assim eles vão poder ir até os locais para verificar a demanda. A Secretaria de Saúde reforça que o mosquito Aedes aegypti deposita seus ovos em ambientes que possuem paredes, elas servem de aporte para a fixação dos ovos. Geralmente são locais como garrafas, tampas de garrafas , copos, baldes, vasos de plantas , pneus, entre outros objetos.

Prefeitura no combate as dengue

As ações de cuidado para que não haja um surto de dengue na cidade seguem sendo intensificadas. Mais de 150 Agentes de Combate às Endemias estão visitando os domicílios  e orientando a população. São realizadas visitas nos imóveis, vistorias em áreas abertas, aplicação de inseticida e uso de bloqueio em áreas com casos suspeitos.

Prefeitura de Juazeiro prossegue vacinando pessoas com 44 anos ou mais nesta quarta-feira com distribuição de fichas

A Prefeitura de Juazeiro vai estender a vacinação contra a Covid-19 para pessoas sem comorbidades com 44 anos ou mais, nesta quarta-feira (30).

A  Univasf e a Creche Mariá Tanuri, localizada no bairro Santo Antônio, serão os pontos estratégicos de vacinação com distribuição de 100 fichas em cada um. O horário de atendimento  é das 07h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h.

Para receber a primeira dose da vacina é preciso levar CPF, RG ou Cartão SUS e comprovante de residência.

Segunda dose

Quem tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e já está no prazo para receber a segunda dose pode ir à Escola Iracema Pereira Paixão (bairro São Geraldo) ou no Juá Garden Shopping, das 07h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h.

É preciso levar CPF, RG ou Cartão SUS, comprovante de residência e cartão de vacinação.

“Doutor Google”: No Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, médica do SESI-PE alerta para o uso da ferramenta

Não é de hoje que a questão do ‘doutor Google’ é debatida. O paciente está com algum sintoma, insere na ferramenta de busca e, em instantes, já tem informações, o “diagnóstico” e, provavelmente, qual medicamento resolverá aquela situação. No Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, celebrado no dia 5 de maio, a médica do trabalho do SESI-PE, Rosângela Ferreira, reforça que, embora seja uma prática comum, ela não deve substituir a consulta com o médico, uma vez que é possível surgirem preocupações desnecessárias ou, pior, tratar como insignificante um problema potencialmente sério.

“O uso de remédios de maneira incorreta ou irracional pode trazer consequências como reações alérgicas, dependência e até a morte. Dentre os riscos mais frequentes para a saúde que a prática da automedicação pode causar estão a intoxicação, resistência aos remédios e a possibilidade de interação medicamentosa. Por isso, não faça uso de nenhum medicamento por conta própria, pode ser perigoso para sua saúde.”, explica Rosângela, complementando que, no Brasil, de acordo com estudos realizados pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), quase metade dos brasileiros se automedicam pelo menos uma vez por mês e 25% usam a prática todo dia ou pelo menos uma vez por semana.

A médica pontua que o principal problema das pesquisas na internet é que as informações acerca de uma condição de saúde ou doença disponíveis online são, muitas vezes, tratadas como diagnóstico pelo usuário. “A pessoa lê as informações, se identifica com os sintomas descritos e acredita que aquela condição abordada corresponde ao seu caso. Isso é perigoso porque estimula a prática da automedicação”.

Rosângela esclarece que, antes de ingerir qualquer medicamento, a orientação é realizar uma consulta com um profissional da saúde, que vai avaliar as características do metabolismo do paciente e realizar o diagnóstico da patologia. “Mesmo remédios para dores de cabeça ou para cólica menstrual, por exemplo, que as pessoas costumam comprar na farmácia rotineiramente, devem ser prescritos por um profissional de saúde”, recomenda.

Embora a grande maioria dos remédios precisem de prescrição médica, existem os medicamentos isentos de prescrição (MIP), que são os que não exigem a receita para serem vendidos. “Essa nova categoria de medicamentos abrange aqueles medicamentos que podem ser prescritos por farmacêuticos”, esclarece Rosângela.

Não é de hoje que a questão do ‘doutor Google’ é debatida. O paciente está com algum sintoma, insere na ferramenta de busca e, em instantes, já tem informações, o “diagnóstico” e, provavelmente, qual medicamento resolverá aquela situação. No Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, celebrado no dia 5 de maio, a médica do trabalho do SESI-PE, Rosângela Ferreira, reforça que, embora seja uma prática comum, ela não deve substituir a consulta com o médico, uma vez que é possível surgirem preocupações desnecessárias ou, pior, tratar como insignificante um problema potencialmente sério.

“O uso de remédios de maneira incorreta ou irracional pode trazer consequências como reações alérgicas, dependência e até a morte. Dentre os riscos mais frequentes para a saúde que a prática da automedicação pode causar estão a intoxicação, resistência aos remédios e a possibilidade de interação medicamentosa. Por isso, não faça uso de nenhum medicamento por conta própria, pode ser perigoso para sua saúde.”, explica Rosângela, complementando que, no Brasil, de acordo com estudos realizados pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), quase metade dos brasileiros se automedicam pelo menos uma vez por mês e 25% usam a prática todo dia ou pelo menos uma vez por semana.

A médica pontua que o principal problema das pesquisas na internet é que as informações acerca de uma condição de saúde ou doença disponíveis online são, muitas vezes, tratadas como diagnóstico pelo usuário. “A pessoa lê as informações, se identifica com os sintomas descritos e acredita que aquela condição abordada corresponde ao seu caso. Isso é perigoso porque estimula a prática da automedicação”.

Rosângela esclarece que, antes de ingerir qualquer medicamento, a orientação é realizar uma consulta com um profissional da saúde, que vai avaliar as características do metabolismo do paciente e realizar o diagnóstico da patologia. “Mesmo remédios para dores de cabeça ou para cólica menstrual, por exemplo, que as pessoas costumam comprar na farmácia rotineiramente, devem ser prescritos por um profissional de saúde”, recomenda.

Embora a grande maioria dos remédios precisem de prescrição médica, existem os medicamentos isentos de prescrição (MIP), que são os que não exigem a receita para serem vendidos. “Essa nova categoria de medicamentos abrange aqueles medicamentos que podem ser prescritos por farmacêuticos”, esclarece Rosângela.

Poliomielite: 48 mil crianças ainda podem se vacinar até a sexta (27/11)

Pouco mais de 48 mil crianças pernambucanas entre 1 e menores de 5 anos têm até a próxima sexta-feira (27/11) para tomar uma dose extra contra a poliomielite, doença que teve seu último caso no Brasil em 1989, mas continua em circulação em dois países (Afeganistão e Paquistão). Até o momento, 501.310 meninos e meninas já estão protegidos, representando 91,25% do total (549.369). Com isso, Pernambuco mantém o segundo lugar entre os Estados com melhor percentual vacinal. A meta mínima da campanha é imunizar, no mínimo, 95% do público.

“A poliomielite é uma doença grave, que pode deixar sequelas irreversíveis e provocar até mesmo óbito. É por meio da vacinação que podemos proteger nossas crianças e continuar mantendo o território pernambucano livre da circulação do vírus. Por isso, lembramos aos pais e responsáveis dessa oportunidade de garantir o direito à saúde desses meninos e meninas, que ainda podem aproveitar a ida ao posto de saúde para atualizar a caderneta de vacinação com doses contra outras doenças que, porventura, estejam atrasadas”, afirma a superintendente de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), Ana Catarina. Ela lembra que a dose extra é disponibilizada para as crianças que estão com o esquema básico contra a pólio completo.

Além da campanha de vacinação contra a poliomielite, há a mobilização para atualizar as vacinas das crianças e jovens menores de 15 anos. Todos os imunizantes ofertados gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) estão sendo disponibilizados nessa iniciativa.

É importante destacar, ainda, que os serviços de saúde foram orientados a seguir protocolos de higiene e segurança para evitar contaminação pelo novo coronavírus. “Eu queria assegurar que a gente está conseguindo manter a proteção, a sala com todos os cuidados adequados para proteger o seu filho e proteger da Covid-19”, frisa a coordenadora do Programa de Imunização do Distrito Sanitário 1 do Recife, Rosângela Marinho.

Covid-19: nove capitais abrem 2021 com mais de 80% de UTIs ocupadas

A ocupação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para covid-19 na rede pública terminou 2020 e começou 2021 acima de 80% em nove capitais brasileiras. O dado é referente ao período de 21 de dezembro a 4 de janeiro e consta no boletim especial divulgado hoje (13) pelo Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que faz um balanço da pandemia no Brasil ao longo de 2020.

O índice de 80%, ou mais, é considerado zona de alerta crítica pela Fiocruz. A situação foi constatada entre 21 de dezembro e 4 de janeiro em Manaus (89,4%); Boa Vista (83,3%); Macapá (94,4%); Belém (100%); Belo Horizonte (80,5%); Vitória (80,1%); Rio de Janeiro  (99,8%); Curitiba (80%) e Campo Grande (100%). Recife, com77,5%, e Porto
Alegre, com 73,8%, também apresentaram taxas superiores a 70%.

Quando analisada a ocupação das UTIs por estado, Amazonas (89,2%), Amapá (81%), Mato Grosso do Sul (85,6%), Pernambuco (83%) e Espírito Santo (80,7%), além do Distrito Federal (88,7%), enquadraram-se na zona de alerta crítica entre 21 de dezembro e 4 de janeiro.

Números de 2020

O Brasil identificou o primeiro caso de covid-19 em 26 de fevereiro, em um cidadão de São Paulo que chegou da Itália. Em março, o número de casos chegou a 4.579, e o de mortes, a 159.

O país atingiu 1 milhão de casos em junho, mês em que o número de mortes chegou a 58.314. A partir daí, o número de infecções confirmadas saltou cerca de 1 milhão por mês até dezembro, quando fechou o ano em 7,68 milhões. Já o número de óbitos pela doença no país em 2020 chegou a 195.742.

No mundo inteiro, foram confirmados 83,43 milhões de casos de covid-19 ao longo do ano passado, com 1,82 milhão de mortes.

Evolução da pandemia

O boletim destaca que a pandemia se espalhou no Brasil de forma inicialmente mais lenta que na Europa e Ásia e formou um “extenso patamar de transmissão” desde junho, com ligeira queda em setembro e retorno a níveis altos no fim do ano. Segundo os pesquisadores, Brasil, Reino Unido, Itália e Espanha apresentam padrão semelhante de alta incidência e mortalidade, destacando-se dos outros países.

Já os Estados Unidos “representam um caso trágico e particular, com as maiores taxas de incidência e mortalidade e a sobreposição de três ondas epidêmicas, que não mostram sinais de arrefecimento”, diz o boletim.

No Brasil, os estados com maior incidência de casos por 100 mil habitantes ao longo de 2020 foram Roraima, Amapá, Tocantins e Santa Catarina, além do Distrito Federal. Quanto às mortes por 100 mil habitantes, as taxas foram mais altas no Amazonas, em Roraima, no Pará, Ceará, Rio de Janeiro, em Mato Grosso e no Distrito Federal.

“Outro grupo de estados apresenta uma evolução mais próxima ao que se conhece como segunda onda, com picos em meados do ano de 2020 e outro mais recente, em dezembro, como Bahia, Paraíba, Espírito Santo e Rio de Janeiro”, acrescenta o estudo da Fiocruz.

Diferente da mortalidade, que é o número de vítimas por 100 mil habitantes, a letalidade é o percentual de casos que geraram óbitos. Essa taxa caiu ao longo de 2020, “provavelmente devido a ações de saúde como o aumento da cobertura de testes, a melhoria e ampliação das ações da Atenção Primária em Saúde, o aumento no número de leitos e o aprendizado no tratamento hospitalar de casos graves”, avaliam os pesquisadores.

A taxa de letalidade terminou o ano entre 2% e 3% na maioria dos estados, com apenas Rio de Janeiro e Pernambuco acima de 5%, o que “revela graves falhas no sistema de atenção e vigilância em saúde nesses estados”, já que um nível alto de letalidade está relacionado à subnotificação dos casos.

O estudo alerta que o Brasil encerrou 2o ano passado com patamar de casos comparável aos valores de junho a agosto, quando havia cerca de 40 mil casos e 1 mil mortes por dia. Em dezembro, foram registrados novamente 40 mil casos diários, com 600 vítimas por dia. “As perspectivas para o verão não são alentadoras, uma vez que o sistema hospitalar apresenta sinais de saturação e grande parte das medidas de distanciamento físico e social e uso obrigatório de máscaras vêm sendo apenas parcialmente adotadas nos estados e municípios.”

SRAG

Um dos principais indicadores de tendência da pandemia ao longo de 2020 foi a evolução dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). A incidência de SRAG chegou a mais de 10 casos por 100 mil habitantes no Brasil no pico da transmissão, com Amazonas, Pará, Ceará e Distrito Federal alcançando 20 casos por 100 mil habitantes nos primeiros meses da pandemia.

É contabilizado como SRAG todo caso de doença respiratória com hospitalização ou óbito, em que sejam registrados os seguintes sintomas: tosse ou dor de garganta, dispneia ou saturação de oxigênio abaixo de 95%, ou dificuldade respiratória.

Ao longo do ano, mais de 640 mil casos se enquadraram nesses critérios no país. Entre eles, mais de 350 mil tiveram alguma confirmação de vírus respiratório, sendo o SARS-CoV-2 o causador da infecção em 97%.

Além disso, o boletim informa que foram mais de 150 mil óbitos por SRAG no Brasil. Entre aqueles causados por vírus respiratórios, o coronavírus foi o agente infeccioso em 99%.

Desigualdades

A Fiocruz destaca que a desigualdade social e regional do Brasil acentua os riscos trazidos pela pandemia para grupos mais vulneráveis, com impactos tanto imediatos, quanto de médio e longo prazos. “As desigualdades sociais fazem mal à saúde, colocando alguns grupos em grande desvantagem para cumprir as medidas de higienização, distanciamento físico e social, isolamento e quarentena, bem como no acesso aos serviços de saúde, incluindo exames diagnósticos, tratamento e reabilitação”.

O problema afeta pessoas com condições de vida e trabalho mais precárias e dificuldade de acesso a bens e serviços essenciais, como alimentação, moradia, saneamento básico, educação, transporte e outros. Os pesquisadores incluem ainda nesse grupo mais exposto pessoas que sofrem injustiças por questões de gênero, raça e etnia.

“Embora a pandemia afete a população do país como um todo, seus impactos não afetam do mesmo modo todas as pessoas”, diz o boletim, que recomenda a adoção de medidas de reparação através de políticas públicas pró-equidade”, afirma o boletim.

Edição: Nádia Franco – Agência Brasil