Governo de Pernambuco formaliza parceria com Insper para criação do Laboratório de Cidades

A secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Simone Nunes, e o coordenador do curso de Políticas Habitacionais do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), José Police Neto, assinaram acordo de cooperação técnica para a criação do Laboratório de Cidades em Pernambuco. A iniciativa tem como objetivo reunir dados, produzir diagnósticos e apoiar os municípios na formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento urbano, buscando soluções para tornar as cidades mais inclusivas, justas e sustentáveis.

“Esse laboratório vai permitir que todo o corpo docente e a expertise do Insper nos ajudem a compilar dados e produzir diagnósticos fundamentais para o planejamento urbano. É um trabalho que vai fortalecer os municípios na construção de um arcabouço técnico e estratégico para a melhoria da qualidade de vida da população na construção de cidades mais justas, resilientes e atrativas para investimentos”, destacou Simone Nunes.

O Insper é uma instituição de ensino e pesquisa sem fins lucrativos, referência em economia, negócios, direito, engenharia e políticas públicas. Reconhecido pela excelência acadêmica, atua na formação de líderes e na produção de conhecimento para transformar a sociedade. “O laboratório é o compromisso de uma instituição de ensino que quer ajudar na compilação dos dados para ajudar instituições públicas e privadas do Estado a buscarem recursos de financiamento público de pesquisas”, resume José Police Neto.

Os trabalhos começaram imediatamente após a assinatura do acordo, com a primeira reunião envolvendo Seduh, Condepe/Fidem, Insper e Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi). No encontro foi deliberado a formação de uma segunda turma do curso de Políticas Habitacionais para gestores em Pernambuco.

Em janeiro a Seduh realizou em parceria com o Insper o primeiro curso “Políticas Habitacionais: Resultados e Desafios”. As aulas foram voltadas para a formação de gestores públicos e lideranças do setor habitacional e de movimentos sociais em Pernambuco. A iniciativa aconteceu em parceria com a Ademi.

A parceria do laboratório de cidades anunciada durante a 7ª Conferência Estadual das Cidades, realizada pela Seduh, em Gravatá. O evento começou na segunda (15) e segue até esta quarta-feira (17), no Hotel Canariu’s. “A conferência é o momento em que toda a população organiza e orienta as partes da sociedade, chamadas partidos, que são obrigadas a apresentar um programa de governo que, inclusive, é registrado na Justiça Eleitoral”, diz Police.

Após quase nove anos, Pernambuco retomou a Conferência Estadual das Cidades, espaço de participação social e debate democrático sobre o futuro urbano do Estado. O evento reúne representantes de mais de 60 municípios, eleitos nas etapas municipais, incluindo membros do poder público, movimentos populares, entidades empresariais, acadêmicas e organizações sociais.

O objetivo é definir propostas para cidades mais inclusivas, sustentáveis e justas, que irão compor a Política Estadual de Desenvolvimento Urbano e orientar a atuação de Pernambuco na 6ª Conferência Nacional das Cidades.

Cartão do SUS será unificado com dados do CPF do usuário

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O novo Cartão Nacional de Saúde (CNS), a partir de agora, passa a exibir nome e CPF no lugar do antigo número. A mudança foi anunciada nesta terça-feira (16) pelos ministérios da Saúde e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).A previsão é que 111 milhões de cadastros sejam inativados até abril de 2026 – desde julho, 54 milhões já foram suspensos. Em entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que pacientes sem CPF continuam sendo atendidos normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não estamos deixando ninguém para trás. As pessoas que não têm CPF ainda vão continuar a ser atendidas”, disse. “Não há sistema nacional de saúde público que tenha o volume, a diversidade e a complexidade dos dados que tem o SUS”, completou.

Higienização

Para tornar a unificação possível, a pasta iniciou uma espécie de limpeza da base de cadastros de usuários do SUS, conhecida como CadSUS. Desde então, os registros passaram de 340 milhões para 286,8 milhões de cadastros ativos.

Desse total, 246 milhões já estão vinculadas ao CPF, enquanto 40,8 milhões permanecem sem CPF, em fase de análise para inativação. O processo de higienização, de acordo com o ministério, alcança ainda cadastros inconsistentes ou duplicados.

“Estamos dando um passo muito decisivo para uma revolução tecnológica no Sistema Único de Saúde. Não é simples o que estamos fazendo”, avaliou Padilha, ao citar que o sistema nacional de saúde pública inglês, ao criar seu cartão de unificação, demorou 10 anos para conseguir implementar a ação.

Integração

A estimativa do governo é que 11 milhões de registros sejam inativados todos os meses, totalizando 111 milhões até abril de 2026. A meta é que, ao final da ação, a base de cadastros de usuários do SUS seja equivalente ao total de CPFs ativos na Receita Federal: 228,9 milhões.

O avanço, segundo o ministério, foi possível graças à interoperabilidade do CadSUS e da base de dados da Receita Federal, utilizando o CPF como identificador único do cidadão e viabilizando acesso a dados como histórico de vacinas e medicamentos garantidos no programa Farmácia Popular.

Usuários sem CPF

Em nota, a pasta informou ter estabelecido um cadastro temporário para cidadãos atendidos no SUS sem CPF, válido por um ano. A medida, de acordo com o comunicado, atende a situações em que a pessoa não consegue informar o CPF no momento do atendimento, como em casos de emergência.

“Após a alta ou regularização, é necessária a prova de vida e a inclusão do CPF”, destacou o ministério.

Populações que não utilizam CPF, como estrangeiros, indígenas e ribeirinhos, permanecem identificadas pelo Cadastro Nacional de Saúde, nomenclatura que vai substituir a expressão Cartão Nacional de Saúde “para reforçar que se trata de um registro secundário e complementar”, reforçou a pasta.

Bases de dados

O ministério informou que vai readequar todos os sistemas de informação do SUS para que passem a utilizar o CPF do paciente – a começar pelos mais utilizados por estados e municípios, como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o prontuário eletrônico da atenção primária.

O calendário, segundo Padilha, será pactuado com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O prazo para conclusão é dezembro de 2026.

Ainda de acordo com a pasta, o CadSUS será integrado à Infraestrutura Nacional de Dados (IND), coordenada pelo MGI. “A medida permitirá receber informações de outros ministérios e órgão, como IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] e CadÚnico [Cadastro Único], e compartilhar dados de saúde de forma segura, sem transferência integral da base”.

“A ação vai melhorar o monitoramento, combater o desperdício e fortalecer a gestão pública”, concluiu o ministério na nota.

Casa Azul celebra os 130 anos de Petrolina com programação especial para os estudantes

A Casa Azul também se uniu às comemorações dos 130 anos de Petrolina com uma programação especial voltada aos seus estudantes e famílias. As atividades estão sendo realizadas em um clima de acolhimento e alegria, reforçando a importância do cuidado integral e do desenvolvimento das crianças e adolescentes atendidos pela unidade.
Durante a programação, os estudantes participam de atividades recreativas e dinâmicas lúdicas, além de um treino de habilidades sociais, prática essencial para estimular a autonomia, a comunicação e a convivência em grupo. O momento busca valorizar a inclusão e fortalecer o papel da Casa Azul como espaço de desenvolvimento e aprendizado.
A programação também conta com a oferta de atendimento médico pediátrico, garantindo suporte à saúde das crianças e reafirmando o compromisso da instituição em proporcionar um cuidado completo. Para muitas famílias, foi uma oportunidade importante. “Aproveitei para levar meu filho para a consulta com a pediatra e fiquei muito feliz pelo atendimento tão acolhedor. Aqui ele sempre é bem atendido e pude unir o cuidado com a saúde ao momento de comemoração”, destacou Maria Keliny, dona de casa, mãe de David, de 7 anos.
A iniciativa integra as ações em alusão ao aniversário de Petrolina, celebrando a data com atividades que unem educação, saúde e bem-estar. E as comemorações não param por aí: ao longo de todo o mês, a Casa Azul terá uma série de atividades em parceria com outras secretarias municipais, ampliando o atendimento e os serviços para os estudantes e suas famílias.

Governadora Raquel Lyra autoriza contratação de profissionais de saúde para o Complexo Hospitalar da UPE

A governadora Raquel Lyra autorizou a contratação de 24 profissionais de saúde para reforçar os quadros do Centro Universitário Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) e do Pronto-Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco Prof. Luiz Tavares (Procape), que fazem parte do Complexo Hospitalar da Universidade de Pernambuco (UPE). As admissões serão realizadas através de uma seleção pública simplificada. Serão seis terapeutas ocupacionais, seis médicos diaristas e 12 médicos plantonistas. O decreto será publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (12).

“O fortalecimento da UPE é uma prioridade do nosso governo, que tem realizado reformas nos prédios da universidade, lançamos no primeiro semestre um concurso para professores efetivos, além de outros investimentos que dão melhores condições de trabalho aos servidores e de aprendizagem aos estudantes, agora estamos reforçando o quadro do complexo hospitalar. Vamos aumentar a capacidade de atendimento à população, diminuindo a espera e proporcionando mais dignidade ao nosso povo”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

A seleção será organizada pela UPE junto com a Secretaria de Administração (SAD) e seguirá a Lei Estadual nº 14.547/2011, que permite contratações temporárias em situações de interesse público. Os contratos terão duração de até 24 meses, podendo ser renovados pelo mesmo período, até o limite de seis anos.

Hospital Universitário da Univasf realiza mutirão com aproximadamente 200 atendimentos em saúde no próximo sábado (13)

No próximo sábado (13), haverá o Dia E do projeto Ebserh em Ação – Agora Tem Especialistas, um esforço coordenado com a realização simultânea de cirurgias eletivas, consultas, exames diagnósticos e procedimentos terapêuticos em todos os 45 hospitais universitários federais da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, em todas as regiões do país. Vinculado à Ebserh, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) participará da ação, com a realização de cirurgias, exames e consultas, totalizando aproximadamente 200 atendimentos em saúde ao longo deste sábado.
No HU-Univasf, serão atendidos pacientes que aguardam em fila de espera por cirurgia e/ou exame. De acordo com Ricardo Santana, gerente de Ensino e Pesquisa e superintendente em exercício do HU-Univasf, a realização do mutirão neste sábado é parte de um esforço conjunto entre a Ebserh e os ministérios da Educação e da Saúde para garantir a celeridade no acesso aos procedimentos já indicados aos usuários do SUS.
“Ficamos muito lisonjeados por mais uma vez unir esforços e fazer a nossa participação nesta segunda edição do Dia E, uma ação nacional, encampada e muito poderosa no país para o desenvolvimento e a melhoria do acesso a especialistas. Neste dia, faremos diversos atendimentos, procedimentos cirúrgicos, consultas, exames, junto com toda a Rede Ebserh, em todo o país. Isso mostra a força no Hospital Universitário e a garra de, juntos, promovermos mais acesso a especialistas neste importante momento. Agradeço a todos que fazem parte deste grande equipamento de saúde, que protagoniza importantes entregas aqui para o Vale do São Francisco, dentro da macrorregião interestadual de Saúde: Pernambuco e Bahia”, destaca o gestor.
Confira, a seguir, a relação completa dos procedimentos programados para o Dia “E” do Ebserh em Ação – Agora Tem Especialistas em Petrolina (PE):
Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf):
 
CIRURGIAS
Ortopédicas
Gerais
EXAMES
Tomografias
Ecocardiogramas
CONSULTAS
Ortopédicas
Dia “E” Ebserh em Ação – Agora Tem Especialistas
O Dia “E” faz parte do projeto Ebserh em Ação 2025, da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Trata-se de uma iniciativa estratégica com o objetivo de ampliar o acesso da população brasileira a cirurgias eletivas e procedimentos diagnósticos e terapêuticos em todo o país. Alinhado ao programa Agora Tem Especialistas, lançado pelo presidente Lula com o Ministério da Saúde, o projeto contribui diretamente para a redução das filas e do tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, já foram realizados nacionalmente, na Rede Ebserh, 166 mutirões.
Desde seu lançamento, o Ebserh em Ação tem mobilizado os 45 hospitais universitários federais da Rede Ebserh, promovendo mutirões, turnos extras e envolvimento direto de residentes e graduandos, reforçando o compromisso com a formação profissional, o atendimento humanizado e as necessidades da população.
SERVIÇO:
Dia “E” Ebserh em Ação – Agora Tem Especialistas
Quando? 13/09
Horário? 9h
Onde? Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) – Av. José de Sá Maniçoba, s/n – Centro, Petrolina – PE

Iniciadas obras de recuperação no Hospital dos Servidores do Estado

Quem passa em frente ao Hospital dos Servidores do Estado (HSE) já pode perceber que o muro de entrada está passando por requalificação, com serviços de alvenaria e pintura, a fim de melhorar a estrutura e a aparência do espaço. Essa é apenas a primeira etapa da recuperação de todo o complexo hospitalar do HSE.

A empresa contratada será responsável, além da recuperação e pintura da fachada, pela pintura de portas e janelas e pela impermeabilização das calhas da unidade de saúde. A previsão de entrega é de três meses, sendo o investimento da ordem de R$ 358.843,13.

De acordo com o presidente do Instituto de Atenção à Saúde e Bem-Estar dos Servidores do Estado de Pernambuco (Iassepe), gestor do Hospital dos Servidores do Estado (HSE), Wagner Lyra, toda a fachada do hospital passará por revitalização, com nova pintura em látex acrílico — material que garante maior durabilidade, cobertura uniforme e acabamento de alta qualidade.

“Estamos recuperando mais de 10 mil metros de fachada. A ausência de manutenção ao longo dos anos acelerou o processo de deterioração predial, e essa intervenção é fundamental para preservar a estrutura e oferecer melhores condições a todos que utilizam o HSE”, destacou o presidente.

Entre os espaços contemplados estão o acesso principal, a capela, o necrotério, o bloco central, a urgência pediátrica e a recepção central

A reestruturação inclui também a impermeabilização das calhas e a aplicação de massa acrílica em portas e janelas externas. No total, serão recuperadas oito portas e 393 janelas. Antes da pintura definitiva, será aplicado um produto imunizante para proteger a madeira.

Segundo a diretora administrativa do HSE, Isabella Nascimento, as edificações estão sem receber pintura há mais de oito anos. “No ano em que o Hospital completa 100 anos, é de extrema importância preservarmos esse local, que já é um patrimônio histórico de atividades prestadas. Essa recuperação é um presente para a história e para os nossos beneficiários”, destaca.

A diretora acrescenta que também estão sendo realizados reparos na parte interna da unidade, com recursos e mão de obra próprios. “Estamos com mais de 80 ordens de serviço para pinturas internas que, em conjunto com as melhorias nas calhas, trarão mais durabilidade às instalações”, completa.

Setembro Amarelo: HU-Univasf reforça a importância da escuta humana para prevenção ao suicídio

A campanha Setembro Amarelo deste ano, mês dedicado à prevenção do suicídio, ganha novos contornos, trazidos pelo uso crescente de chatbots de inteligência artificial por adolescentes e jovens em sofrimento psíquico. Especialista do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), da Rede Ebserh, alerta que, embora as ferramentas digitais ofereçam respostas rápidas, também podem reforçar estigmas, agravar sintomas e silenciar o pedido de ajuda, em vez de estimular o diálogo.

Relatório recente da Organização Mundial da Saúde (julho/2025) sobre solidão mostrou a urgência de debater os limites da tecnologia na saúde mental e reforçar a importância da escuta empática. O documento aponta que uma em cada seis pessoas no mundo se sente sozinha. Entre adolescentes, o índice chega a um em cada cinco. Nesse cenário, cresce o risco de jovens recorrerem a ferramentas digitais em vez de buscarem apoio humano.

Nos hospitais, onde o sofrimento psíquico costuma se somar ao adoecimento físico, já estão sendo percebidos os efeitos da busca por respostas digitais. É o que afirma o psiquiatra Godson Teixeira, do HU-Univasf/Ebserh. “Tenho visto pacientes abandonarem terapias individuais porque acreditam que a inteligência artificial pode executar uma análise próxima à de terapeutas famosos, como Freud ou Lacan”, destaca.

Godson ressalta que, diante da vulnerabilidade do paciente hospitalizado, gestos simples de cuidado fazem toda a diferença: “Uma escuta atenta, o reconhecimento da dor ou a oferta de companhia reduzem significativamente a chance de agravamento do sofrimento psíquico. Reforço que o primeiro passo para quem tem sofrimento grave é sempre procurar outra pessoa: amigos, familiares, profissionais de saúde. Afinal de contas, são pessoas que se importam com pessoas e que ainda salvam pessoas”, conclui.

Programação para a comunidade hospitalar

Com ênfase na campanha Setembro Amarelo, o HU-Univasf/Ebserh realiza durante este mês uma série de atividades voltadas aos trabalhadores. Trazendo o tema ‘Primavera, o despertar do cuidado em nós’, a programação é organizada pela Unidade de Desenvolvimento de Pessoal (UDP) e pela Unidade de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (USOST), e tem a proposta de sensibilizar os profissionais sobre a importância do cuidado com a saúde física e mental no ambiente de trabalho, fortalecendo a cultura do acolhimento e do diálogo.

A agenda inclui palestras, rodas de conversa e ações educativas, todas com foco na valorização da escuta empática, na quebra de tabus sobre doenças mentais e na ampliação da rede de apoio dentro da instituição. No próximo dia 11, às 14h30, no Auditório do HU-Univasf, acontece a Roda de Conversa Autocuidado e Saúde Mental no Trabalho, com Noemi Regis (psicóloga clínica); Paula Andreatta (chefe da UGETE) e Tamara Loiola (enfermeira). A mediação é da psicóloga organizacional Liberaline Gondim.

Já no dia 16, também às 14h30, no auditório, os trabalhadores poderão participar da palestra Manejo de Crise em Saúde Mental, com a psiquiatra Natália Wolmer, do HU-Univasf.

Criada em 2015, a campanha Setembro Amarelo é hoje a maior mobilização nacional sobre saúde mental e prevenção do suicídio. Segundo dados oficiais, o Brasil registra em média mais de 30 internações diárias por tentativas de suicídio, o que evidencia a necessidade de ampliar o debate e oferecer suporte às pessoas em sofrimento psíquico.

Mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais, revela OMS

Dados divulgados nesta terça-feira (2) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que mais de um bilhão de pessoas em todo o planeta vivem com algum tipo de transtorno mental, incluindo ansiedade e depressão. O cenário causa imensos prejuízos humanos e econômicos, alerta a instituição. “Embora muitos países tenham reforçado suas políticas e programas de saúde mental, maiores investimentos e ações são necessários globalmente para ampliar os serviços no intuito de proteger e promover a saúde mental das pessoas”, destacou a agência das Nações Unidas.

Segundo a OMS, transtornos de saúde mental como ansiedade e depressão são altamente prevalentes em todos os países e comunidades, afetando pessoas de todas as idades e níveis de renda. “É a segunda maior causa de incapacidade a longo prazo, gerando perda de qualidade de vida”, acentuou a OMS.

Desafios

“Transformar os serviços de saúde mental é um dos desafios mais urgentes da saúde pública”, destacou o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Investir em saúde mental significa investir em pessoas, comunidades e economias – um investimento que nenhum país pode se dar ao luxo de negligenciar”, acrescentou.

“Cada governo e cada líder tem a responsabilidade de agir com urgência e garantir que os cuidados em saúde mental não sejam tratados como um privilégio, mas como um direito básico de todos”, concluiu Tedros.

Análise

Os números apresentados revelam que a prevalência de transtornos de saúde mental varia de acordo com o gênero e que mulheres são desproporcionalmente mais impactadas. Ansiedade e depressão figuram como os dois tipos de transtorno mais comuns tanto entre homens como entre mulheres.

“O suicídio permanece como uma consequência devastadora, ceifando cerca de 721 mil vidas apenas em 2021 em todo o planeta”, alertou a OMS, ao citar o suicídio como uma das principais causas de morte entre jovens em todos os países e contextos socioeconômicos. 

“Apesar dos esforços globais, o progresso na redução da mortalidade por suicídio é insuficiente para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas que prevê uma redução de um terço nas taxas de suicídio até 2030. Na trajetória atual, apenas uma redução de 12% será alcançada até esse prazo.”  

Brasília (DF), 02/11/2024 - Movimentação do Dia de Finados no cemitério Campo da Esperança. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Suicídio permanece como consequência devastadora, ceifando 721 mil vidas em 2021 – Foto – Marcelo Camargo/Agência Brasil
Impacto econômico

A agência avalia o impacto econômico dos transtornos mentais como impressionante. Embora os custos com saúde sejam substanciais, os custos indiretos, sobretudo os que envolvem perda de produtividade, são muito maiores. A estimativa é que depressão e ansiedade, juntas, custem à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano.

“Essas descobertas ressaltam a necessidade urgente de investimento sustentado, priorização mais rigorosa e colaboração multissetorial para expandir o acesso à saúde mental, reduzir o estigma e combater as causas profundas dos problemas de saúde mental”, concluiu a OMS. 

Fonte: Agência Brasil

Cuidado e acolhimento com os animais: Petrolina inicia castrações no São Gonçalo

Cheia de felicidade e com o cachorro no colo, a doméstica Maria do Socorro foi uma das primeiras a chegar no mutirão de castração realizado pela Prefeitura de Petrolina. “Eu estou muito feliz, queria castrar meu cachorro há muito tempo. Quando soube dessa ação, não pensei duas vezes em participar”, contou com um sorriso no rosto. A iniciativa faz parte das comemorações dos 130 anos da cidade e é organizada pela Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) e conta com a parceria do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). No primeiro dia foram castrados 66 animais, levando mais saúde e qualidade de vida para os pets e suas famílias.
Mas a iniciativa vai além, pensando nos animais que não têm um lar, a AMMA faz um chamado especial: que as pessoas indiquem um local temporário no período pós-cirúrgico. O voluntário precisa oferecer carinho, repouso, alimentação e medicação até que o animalzinho esteja recuperado. Depois desse tempo, que dura cerca de sete dias para machos e 10 dias para fêmeas, o pet pode ser adotado ou devolvido ao local de origem.
Para quem deseja castrar o seu animal pode procurar o Castramóvel, que está estacionado ao lado da Escola Municipal Paulo Freire, na Rua V, bairro São Gonçalo, até sexta-feira (5). São distribuídas 65 fichas por dia e todos os pets passam por avaliação da equipe veterinária. O procedimento é indicado para cães e gatos saudáveis, de até sete anos e com até 18 kg. É importante que o animal esteja em jejum de 8 a 12 horas antes da cirurgia.
Depois do bairro São Gonçalo, o Castramóvel vai continuar rodando por Petrolina, chegando também aos bairros João de Deus, Dom Avelar e Fernando Idalino, contemplando também comunidades vizinhas. O objetivo é cuidar, cada vez mais, dos animais com a ajuda da população.

Implante contraceptivo deve ser ofertado por planos a partir de hoje

A partir desta segunda-feira (1º), planos de saúde devem incluir em sua cobertura, de forma obrigatória, o implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, conhecido como Implanon.De acordo com decisão da diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicada em agosto, a medida vale para mulheres com idade entre 18 e 49 anos como forma de prevenção à gravidez não desejada.

SUS

Em julho, o Ministério da Saúde informou que vai disponibilizar o Implanon via Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pasta, o método é considerado vantajoso em relação aos já existentes por sua longa duração, já que age no organismo por até três anos, e pela alta eficácia.

Até 2026, o governo federal estima distribuir 1,8 milhão de dispositivos, sendo 500 mil ainda este ano. O investimento será de aproximadamente R$ 245 milhões. Atualmente, o produto custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

Além de prevenir a gravidez não planejada, o acesso a contraceptivos, de acordo com o ministério, também contribui para a redução da mortalidade materna, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A pasta tem o compromisso de reduzir em 25% a mortalidade materna geral e em 50% a mortalidade materna entre mulheres negras até 2027.

Como funciona o Implanon

O implante subdérmico atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período. Após o prazo, ele deve ser retirado e, se houver interesse, um novo dispositivo pode ser inserido imediatamente.

A fertilidade, segundo o Ministério da Saúde, retorna rapidamente após a remoção do implante.

Entre os contraceptivos atualmente oferecidos no SUS, apenas o DIU de cobre é classificado como Larc (sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa duração), considerados mais eficazes no planejamento reprodutivo por não dependerem do uso contínuo ou correto por parte da usuária, como acontece com anticoncepcionais orais ou injetáveis.

Texto: Agência Brasil