Acompanhamento multidisciplinar auxilia no tratamento de casos de demência

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que cerca de 55 milhões de pessoas vivem com algum tipo de demência, na qual a mais comum é o Alzheimer, que atinge sete entre dez pessoas no mundo.  Com relação ao Brasil, o Ministério da Saúde indica que em torno de 1,2 milhão de pessoas têm a doença e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano. Quanto aos casos de Demência FrontoTemporal, a revista Nature Communications em 2022 apontou que a doença é responsável por 5% a 10% dos casos de demência. Os números são expressivos, por isso especialistas de áreas inter e multidisciplinares reforçam alertas para o diagnóstico e tratamento adequados.

De modo geral, a demência diz respeito à perda da funcionalidade decorrente do comprometimento da cognição, ou seja, as funções exercitadas pelo cérebro ficam acometidas, o que gera dificuldades para o indivíduo executar tarefas simples do dia a dia. É comum, nesses casos, as pessoas perceberem problemas de memória, mas também pode haver dificuldade em executar atos em sequência, como se planejar, dirigir e/ou desenhar. Nas fases mais tardias, não reconhecem o rosto dos familiares ou locais que costumavam visitar.

De acordo com o médico neurologista Kelson James, do Instituto de Educação Médica (IDOMED), existem graus de cometimento cognitivo. “Antes da demência há o comprometimento cognitivo leve. Identificado nessa fase, várias estratégias podem ser tomadas para atrasar a conversão para demência”, explica. O especialista acrescenta que quando “há queixas de memória ou outros quadros decorrentes da cognição, um neurologista deve ser procurado. Exames de imagem, de laboratório, do liquor e uma avaliação com neuropsicóloga podem ser solicitados. Recentemente nos EUA, o FDA aprovou um medicamente que pode ser dado nas fases mais iniciais da doença de Alzheimer, o Donanemab”, comenta.

Nas pessoas acima de 65 anos há maior indicações de acometimento da doença de Alzheimer. “Apesar de existir doença de Alzheimer precoce em pessoas com idade menor a 65 anos, quando uma demência ocorre nessa faixa primeiro pensamos em doenças que não são Alzheimer, a exemplo da demência frontotemporal. Esta tem mais sintomas comportamentais na fase inicial que o Alzheimer e evolui mais rápido”, pontua o médico Kelson.

Acompanhamento psicológico e apoio familiar são importantes 

Diante de diagnósticos de demência, cada indivíduo apresenta reações variadas (mudanças físicas, psíquicas e sociais), o que exige um cuidado diferenciado. Segundo a professora do curso de Psicologia da UNIFACID Wyden, Sara Castro, a psicologia pode auxiliar no tratamento com ações de estímulo e aproveitamento das habilidades restantes do sujeito acometido pelo problema. “É um trabalho de reeducação, que visa diminuir os empecilhos que paralisam a vida ao criar maior autonomia e levar formas de aceitação. É preciso trabalhar a ansiedade, negação e falta de controle emocional. Além disso, trabalhar a dor dos familiares que não perceberam alguns sintomas ao longo do tempo”, frisa.

A psicóloga ainda observa que familiares e amigos podem promover algumas mudanças na rotina da pessoa com demência introduzindo estímulos que favoreçam o manejo com os sintomas. Como, por exemplo, “o uso de músicas instrumentais suaves, principalmente em momentos que exigem cuidados com a higiene pessoal e diante de comportamentos agressivos. A inclusão de atividades que despertem prazer no indivíduo também deve ser explorada. Além disso, é necessário que as pessoas de vínculo mais próximo evitem ao máximo o confronto com a pessoa que sofre, procurando também encaminhá-la a tratamento psicoterápico e medicamentoso (se houver necessidade)”, recomenda.

Possibilidades de tratamentos para as doenças

Segundo os especialistas, os tratamentos podem incluir reabilitação neuropsicológica, controle dos fatores de risco cardiovasculares: hipertensão, diabetes e dialipodemia, assim como implementação de rotina de sono regular. Também sugerem estratégias que melhorem a reserva cognitiva, como aprender idiomas e ter boa alimentação. Além disso, é possível investir em musicoterapia, demais treinos cognitivos que estimulem a memória e atenção, arteterapia e atividade física.

Campanha de doação de sangue da Alepe poderá salvar até 400 vidas 

“Doar para Salvar”. Esse foi o tema da ação de doação de sangue realizada pela Superintendência de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em parceria com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) realizada, nesta terça-feira (29), que contou com a participação de 118 doadores. Para cada doador, foi aproveitado uma bolsa de cerca de 450ml de sangue e que poderá salvar até 4 pessoas cada unidade.

O posto avançado do Hemope, instalado no Hall do Anexo I da Alepe, recebeu funcionários da Casa, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) e da Câmara de Vereadores do Recife, entidades parceiras na realização. De acordo com a diretora de Hemoterapia do Hemope, a médica Anna Fausta, a doação de sangue no Brasil é feita de maneira altruísta e voluntária. “É importante que a gente possa conscientizar e sensibilizar a população a doar sangue. Os órgãos públicos têm sido grandes parceiros do Hemope neste chamamento, que é um verdadeiro ato de cidadania e solidariedade”, ressaltou.

Para a Mesa Diretora da Alepe, incentivadora de ações voltadas para a saúde, o evento foi um sucesso. “Esse convênio superou a expectativa inicial que tínhamos de doadores voluntários. É uma campanha que nos sensibiliza para o fato de que há pessoas que contam com a nossa doação”, afirmou o presidente da Alepe, Deputado Álvaro Porto (PSDB).

Já o presidente da Câmara do Recife, Romerinho Jatobá (PSB), destacou que a campanha de doação promovida pela Alepe foi “uma iniciativa muito importante, tendo em vista que reuniu representantes de diversas esferas do Poder em torno de uma causa que consegue salvar vidas”, ressaltou. Também estiveram presentes no evento, os deputados Simone Santana (PSB), Mário Ricardo (Republicanos) e João de Nadegi (PV), que inclusive se tornou um doador de sangue: “Foi minha primeira vez doando sangue e acho uma iniciativa muito importante da Mesa-Diretora, junto com a Superintendência de Saúde, que busca conscientizar os funcionários da Alepe, bem como de outros órgãos. É um ato muito nobre vir aqui para doar em prol do próximo”, colocou o parlamentar João de Nadegi.

A adesão foi tamanha, que o Superintendente de Saúde da Casa Legislativa, Wildy Ferreira, Já informou que pretende colocar esse evento no calendário das ações da Casa: “Vamos tornar uma constante fazer o bem, a ideia aqui é conscientizar os colaboradores da Alepe para que se tornem doadores frequentes.”

8 milhões de pessoas morrem em decorrência do tabagismo por ano, no mundo

Epidemia mundial do tabagismo. É dessa forma que o relatório mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado no final do mês passado, classifica o hábito que é uma das principais causas de morte, doença e empobrecimento no mundo.

Segundo aponta o levantamento, mesmo diante de uma queda nos números, que equivale à redução de 300 milhões de fumantes em 15 anos, cerca de 8,7 milhões de pessoas morrem todos os anos por fumar e outras 1,3 milhão morrem por tabagismo passivo.

Em 29 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data visa sensibilizar a população sobre os prejuízos que o hábito provoca à saúde como a dependência do tabaco, presente em qualquer derivado do tabaco, seja cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo, cigarro de palha, fumo de rolo ou narguilé.

A médica e coordenadora do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, Denise Priolli, alerta que os malefícios do vício não atingem apenas a saúde. “O hábito de fumar pode ser caro a longo prazo, prejudicando a saúde financeira devido aos custos recorrentes. Essa dependência afeta aspectos físicos, psicológicos e sociais, interferindo no bem-estar do indivíduo e, muitas vezes, nas relações familiares”, ressalta.

Dentre os males causados pelo tabaco, a especialista destaca que o cigarro possui mais de 7000 substâncias que são liberadas pela combustão e está relacionado a 20 tipos ou subtipos de câncer, considerado um fator significante de risco pra doenças cardiovasculares e respiratórias. Desde 2009, a Anvisa não permite a venda, importação e propaganda de quaisquer tipos de cigarros eletrônicos no Brasil (RDC nº 46). Todos os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) que existem hoje no mercado são ilegais e frutos de contrabando. Eles apresentam sabores e aromas atraentes, e essas características passam a ideia de que o produto é inofensivo.

Denise Priolli destaca que os chamados “fumantes passivos” também podem desenvolver câncer e outras doenças respiratórias por conta do contato constante da fumaça proveniente do tabaco, já que inalar é tão prejudicial quanto tragar.

Como orientação para se livrar do vício, a especialista ressalta que o primeiro passo é ter consciência de que o tabagismo é uma doença e tem tratamento. Os passos seguintes envolvem compromisso para cumprir a meta de parar e caminhar rumo a uma vida com mais qualidade e longa.

A mudança radical deve ter uma motivação, como aumento da saúde física ou a chance de viver mais tempo e com saúde ao lado dos filhos por exemplo, para que as recaídas não aconteçam e causem frustração acentuando, por vezes, a dependência ao tabaco. Assim como o tratamento de qualquer patologia, nesse caso também é essencial o acompanhamento médico para que seja diagnosticado o grau de dependência e possíveis enfermidades provocadas pelo cigarro, bem como para a indicação do tratamento adequado e uso de medicamentos para o abandono do vício.

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Edição: Camila Crepaldi

Mutirão da Prefeitura de Petrolina ofertou mais de 2 mil atendimentos 

A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde, vem ampliando os atendimentos aos finais de semana, para contemplar diferentes tipos de público. No domingo (27), foi ofertada a terceira edição do ‘Previne Petrolina’, em 20 Unidades Básicas de Saúde da cidade. Já no sábado (26), foi realizado um mutirão no Centro de Referência em Saúde da Mulher (CRM) e uma Feira de Saúde na Escola Santa Terezinha, no Dom Avelar.  

Ao todo, 2.089 atendimentos foram realizados, entre eles: Consulta com mastologista; ultrassonografia obstétrica; mamografias; inserção de DIU; auriculoterapia; aferição de pressão arterial; teste rápido contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s); consulta com médico; dentistas; preventivos; vacinação e consultas de acompanhamento de crianças e adolescentes.

Para o secretário de Saúde, João Luís Nogueira, esses mutirões aproximam as comunidades dos serviços de saúde. “Essas ações são muito importantes, porque nosso foco é com o usuário, é proporcionar um atendimento acolhedor e humanizado para todos os pacientes que necessitam do SUS. Oferecer saúde para todos é um compromisso do nosso prefeito Simão Durando e nossas equipes estão empenhadas em ampliar os atendimentos com o intuito de melhorar a qualidade de vida da população”, destaca. 

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Texto: Jhulyenne Souza – Assessora de Comunicação da Secretaria de Saúde 

Profissional do Centro de Saúde Mental orienta sobre ansiedade no Dia Nacional do psicólogo, 27 de agosto

Cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo, é necessário observar o comportamento e tratar adequadamente os transtornos psicológicos. A ansiedade, por exemplo, tem acometido um número crescente de pessoas na atualidade, é um sentimento, assim como a tristeza e o medo, comuns ao ser humano, fazem parte das suas reações do cotidiano. Mas se, são muito frequentes, intensos e interferem de forma negativa na vida, aí requerem uma atenção diferente.

O Centro de Saúde Mental vinculado ao Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Sassepe) dispõe de psicólogos que tratam desses e de outros transtornos. De acordo com a Virgínia Rodrigues, psicóloga do centro, o excesso de ansiedade causa mal-estar, sofrimento e impacta nas ações que antes eram habituais para a pessoa, trazendo comprometimento na qualidade do sono, alteração no apetite, interferindo nas relações pessoais, na atenção e concentração no dia a dia.

“Ao perceber mudanças no seu comportamento ou de alguém próximo, interferências na qualidade do sono, alterações no apetite, dificuldades com atenção e concentração, sinais que surgem com frequência e de forma mais intensa que o comum, servem como indicativo para procurar atendimento na área de saúde mental”, explica a psicóloga.

“Os sintomas se não cuidados podem se agravar e provocar somatizações, como, gastrite, problemas na pele, queda de cabelo, dentre outros que ocorrem devido ao sofrimento psíquico por conta das situações emocionais”, alerta.

Os atendimentos na Central de Saúde Mental do SASSEPE são individuais e em grupo, com avaliações psicológicas e neuropsicológicas. O serviço conta com 22 psicólogos e sete psiquiatras, destinado aos servidores e seus dependentes, crianças, adolescentes, adultos e idosos, de segunda à sexta-feira.

DIA DO PSICÓLOGO – Neste domingo, 27, é o Dia Nacional do Psicólogo, data em que é celebrado os 61 anos de regulamentação da profissão no Brasil. Os psicólogos e psicólogas hoje ocupam mais espaços na sociedade, atuando em diversas áreas, contribuindo para as políticas públicas, avançando enquanto ciência, tendo uma abrangência maior de interlocução com outros âmbitos profissionais, o que favorece a promoção da saúde mental. Além disso, há uma disseminação mais ampla de informações necessárias à população com relação aos temas que envolvem os transtornos emocionais.

Pesquisa verificará a efetividade de dispositivo visualizador de veias em pacientes do HU-Univasf

Profissionais e pesquisadores estão envolvidos em um estudo para verificar a efetividade de um dispositivo de visualização de veias durante a cateterização intravenosa periférica (CIP) no Hospital Universitário da Univasf (HU-Univasf/Ebserh). A coleta de dados será realizada em pacientes adultos com acesso intravenoso difícil comparado com o método clínico tradicional.
Atualmente, a pesquisa encontra-se na fase de capacitação dos profissionais de enfermagem vinculados à Unidade de Clínicas Cirúrgicas Especializadas (Clínica Cirúrgica) e Unidade de Clínica Médica que participarão das próximas etapas juntamente com os pacientes. Isaiane Bittencourt, enfermeira que já atuou no HU-Univasf e professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), está coordenando o ensaio clínico com apoio do Setor de Gestão da Pesquisa e da Inovação Tecnológica em Saúde do hospital. O projeto conta ainda com orientação dos professores doutores Ariane Avela (Unifesp) e Luciano Marques (Uefs).

Fatores associados à cateterização

A inserção de cateteres periféricos em pacientes hospitalizados é um procedimento invasivo comum e relevante para a administração de medicamentos, soluções e hemoconcentrados. Neste sentido, a pesquisa terá como um dos objetivos específicos descrever as características demográficas, clínicas, da terapia intravenosa e da cateterização intravenosa periférica em adultos com difícil acesso a partir do uso do dispositivo de visualização de veias.

Outros fatores também serão observados, a exemplo do número de tentativas durante a cateterização, o tempo de seleção da veia, o tempo de sucesso na primeira tentativa e o tempo total para a realização do procedimento em comparação com o método tradicional.

Tecnologia de infravermelho

O dispositivo empregado no estudo utiliza infravermelho próximo (NIR), radiação de baixa potência que exibe uma imagem em tempo real das veias sobre a superfície da pele. Por não precisar de calibração e permanecer permanentemente alinhado, o dispositivo de visualização permite que os profissionais de saúde vejam a linha central da veia de forma precisa em todos os tons de pele.

Com a tecnologia empregada, pressupõe-se uma melhor colocação do cateter e maior eficiência do procedimento junto aos pacientes, auxiliando a tomada de decisão na rotina assistencial.

Policlínica de Petrolina oferta atendimento clínico no período noturno  

A Secretaria de Saúde, através da Policlínica Municipal, tem disponibilizado atendimento com médico clínico no período noturno em Petrolina. Para ter acesso ao serviço, é necessário ir até a unidade, localizado na Avenida Presidente Tancredo Neves, portando documento oficial com foto e cartão do SUS. O atendimento ocorre de segunda a quinta-feira, a partir das 18h. Além dessa especialidade, outras 21 são oferecidas para população durante o dia.   

A diretora da Atenção Especializada, Stephanie Souza, informa que o clínico geral atende em horário oposto aos das Unidades Básicas de Saúde. “É um serviço a mais que ofertamos para população. Quem tiver uma demanda clínica que não consegue procurar uma Unidade de Saúde durante o dia, pode se dirigir no período da noite até a Policlínica, são oferecidos 20 atendimentos diários. O profissional clínico é responsável por diagnosticar doenças e, em casos da necessidade, realiza encaminhamento ao especialista. Dessa maneira o médico clínico geral realiza a avaliação as necessidades de cada paciente. O trabalho desenvolvido tem como objetivo atender as pessoas de forma integral, como sempre orienta o prefeito Simão Durando, os atendimentos devem ter qualidade e eficiência”, explica a diretora. 

Hospital Dom Malan em Petrolina treina enfermeiros em  hemorragia pós-parto

O Hospital Dom Malan em Petrolina, no Sertão do Pernambuco, está realizando treinamento de profissionais para hemorragia pós-parto (HPP).  O objetivo é atualizar os novos enfermeiros do HDM ISMEP sobre o protocolo de hemorragia pós-parto, baseado nas recomendações da estratégia zero morte materna da Organização Pan-Americana da Saúde.

Todo o treinamento foi dividido em teoria e prática, espalhadas pelo auditório em estações de estudo, abordando a estratificação das pacientes para fatores de risco relevantes que merecem atenção e cuidados especiais durante seu internamento. “Nosso foco aqui no HDM ISMEP são as vidas que recebemos todos os dias. Tendo em vista que a hemorragia pós-parto é uma emergência obstétrica e a execução das ações de forma sequenciada, sem perda de tempo, de forma correta, aumenta a chance de sobrevida da paciente, nós estamos capacitando nossos enfermeiros para o melhor atendimento. A vigilância a esse tipo de hemorragia, salva vidas, ” destacou a gerente de educação permanente do HDM ISMEP, Djenane Cristovam.

Foram facilitadores do treinamento, os enfermeiros gerentes da equipe de obstetrícia do HDM ISMEP, Alice Nogueira, Jaqueline Adelaide, Thais Marques, Yane Tina,  os residentes de enfermagem obstétrica Patrícia Regina, Marta Gleice, Maria Eduarda,  Libna Hellen e Paula Gonçalves, com apoio da coordenadora de enfermagem Emerlaine Ferreira.

Estatísticas

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, a hemorragia pós-parto constitui como uma das principais causas de morte materna no mundo atualmente, sendo responsável por cerca de 25% dos óbitos. No Brasil é a segunda causa de morte materna, de acordo com o Ministério da Saúde.

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Assessoria de Comunicação do HDM

Hospital Universitário da Univasf terá R$ 20 milhões do novo PAC para investir na ampliação do Centro Cirúrgico e reforma da UTI

O novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo Governo Federal no dia 11 de agosto, trouxe uma importante novidade. Pela primeira vez, os hospitais universitários federais receberão um investimento para melhorar e ampliar o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como aumentar sua capacidade de ensino, pesquisa e inovação. O investimento totaliza R$ 1,5 bilhão no período 2024-2027, verba que será gerida pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal que administra o Hospital Universitário da Univasf (HU-Univasf). “O Brasil entra em uma nova fase de investimentos na saúde para melhorar a vida da população e a Ebserh faz parte desse esforço”, afirmou o presidente da estatal, Arthur Chioro.
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No Hospital Universitário da Univasf, o valor liberado pelo PAC é de R$ 20 milhões, que serão investidos na ampliação do Centro Cirúrgico, com disponibilização de 6 (seis) novas salas cirúrgicas, reforma da UTI e da CME (Central de Material Esterilizado), e reestruturação elétrica. Além destas intervenções, há um planejamento em andamento para implementação de um prédio anexo, em terreno cedido pela Univasf, para composição de novos leitos de internação, centro de pesquisa clínica, capela ecumênica, almoxarifado e área administrativa.
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Para o superintendente Julianeli Tolentino, o investimento possibilitará a concretização de projetos e obras muito aguardadas pela comunidade hospitalar: “Estamos nos dedicando para equipar o HU-Univasf com o melhor que pode ser oferecido a todos que têm contato com a instituição, em todas as áreas: ensino e pesquisa, atenção à saúde e administração. Desta forma, reforçamos o compromisso com os serviços aqui ofertados, tendo em vista a relevância do hospital para o Vale do São Francisco”, destaca o gestor do HU-Univasf.
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Mais investimentos
As intervenções por meio do PAC contemplarão todos os hospitais da Rede Ebserh, incluindo aqueles que, no momento, se encontram em fase de negociação para serem incorporados à rede, o que inclui o Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CH-UFRJ), da Universidade Federal de Lavras (HU-UFLA), em Minas Gerais, Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR) e da Universidade Federal do Acre (HU-UFAC). Estes dois últimos estados, inclusive, ainda não tinham unidades vinculadas e se somarão às 41 geridas pela empresa pública.
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“Os investimentos do Programa consolidam a atividade da Ebserh, de modo que agora todos os Estados possam usufruir de um modelo de gestão que tem funcionado desde a fundação da empresa, bem como solidificam o trabalho já realizado pela nossa rede, melhorando o ambiente que nossos profissionais exercem suas atividades e o usuário do SUS desfruta dos nossos serviços”, ressalta Arthur Chioro.
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Fazem parte da aplicação dos recursos do PAC a reconfiguração e reestruturação de prédios antigos, alguns deles quase centenários, que necessitam melhorias, reforços estruturais, mudança de fluxos internos, para que as necessidades do perfil assistencial sejam atualizadas. A grande maioria das obras foi elencada de forma estratégica, estando vinculada ao incremento na assistência e a ampliação da oferta assistencial para a população do município onde o hospital está localizado, conforme explicou a diretora de Administração e Infraestrutura, Odete Gialdi.
A aplicação dos investimentos projeta as unidades da Ebserh para a manutenção da prestação de um serviço com excelência em longo prazo. “Nós precisamos, além de resolver as questões mais imediatas dos hospitais, pensá-los para o futuro. Muitas dessas intervenções que estamos fazendo hoje, através do PAC, também possibilitam que esses hospitais tenham uma nova reconfiguração física e tecnológica, para que daqui a 20 anos eles estejam ainda em condições de seguir funcionando e atendendo à população com qualidade”, detalhou Gialdi.
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Sobre a Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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ASCOM – UNIVASF

Notificações de zika vírus aumentam no país em relação a 2022

© Reuters/Paulo Whitaker/Direitos Reservados

O número de casos de zika vírus no país subiu 20% de janeiro até o dia 8 de julho de 2023. As notificações passaram de 5.910 para 7.093, na comparação com mesmo período de 2022. A Região Sudeste teve o maior aumento de casos, com percentual de 11,7%.

O Ministério da Saúde informou “que os dados são preliminares e sujeitos a alterações e que a vigilância das arboviroses – o que inclui as infecções causadas pelo vírus zika – é de notificação compulsória, ou seja, todo caso suspeito e/ou confirmado deve ser obrigatoriamente notificado aos serviços de saúde”.

No mês de abril, em meio ao aumento de casos de dengue, zika e chikungunya no Brasil, as arboviroses, o governo federal lançou uma campanha nacional de combate às doenças, transmitidas por um mesmo vetor, a picada do mosquito Aedes aegypti.

Na ocasião, o Ministério da Saúde acionou o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses (COE) e foram realizadas ações de apoio nos 11 estados com maior número de casos e mortes por dengue e chikungunya. Outra ação foi investimento de R$ 84,3 milhões em compra de inseticida, larvicida, distribuição de kits de diagnóstico e capacitação de profissionais de saúde.

Em junho, o COE foi desativado após ter sido constatada queda no risco de transmissão das arboviroses em todos os estados. O número de casos notificados de zika vírus caiu 87% entre abril e julho. “Essa queda se deve às ações empenhadas no controle do vetor, às ações promovidas pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde, além de mudanças climáticas que implicam na circulação viral da dengue e chikungunya. Diante disso, considerando o cenário atual, a partir da Semana Epidemiológica (SE) 19, o COE Arboviroses foi desativado. Ainda assim, o Ministério da Saúde vai continuar monitorando o comportamento das arboviroses no Brasil ao longo de todo o ano”, informou a pasta na ocasião.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da zika são: dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos.

Prevenção

A principal forma de evitar a doença é eliminar os criadouros do mosquito, ou seja, evitar acúmulo de água parada em vasilhas, vasos de plantas e pneus velhos; instalar telas em janelas e portas; usar roupas compridas (calças e blusas) ou aplicar repelente nas áreas do corpo expostas e dar preferência a locais com telas de proteção e mosquiteiros.

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Edição: Agência Brasil