65 mil crianças não receberam nenhuma vacina DTP ao longo de 3 anos em Pernambuco, alerta UNICEF

Recife, 20 de abril de 2023 – No mundo, 48 milhões de crianças não receberam nenhuma dose da vacina DTP, que previne contra difteria, tétano e coqueluche, entre 2019 e 2021. No Brasil, foram 1,6 milhão no mesmo período. É o que revela o relatório Situação Mundial da Infância 2023: Para cada criança, vacinação (The State of the World’s Children 2023: For Every Child, Vaccination – disponível somente em inglês), lançado pelo UNICEF nesta quinta-feira, 20 de abril. O relatório faz um alerta para a urgência de retomar as coberturas vacinais no mundo. No Brasil, para a vacina contra a pólio, os dados são semelhantes aos da DTP: 1,6 milhão não receberam nenhuma dose entre 2019 e 2021. 

Em Pernambuco, 65 mil crianças não receberam nenhuma dose da vacina DTP entre 2019 e 2021, e 71 mil não receberam nenhuma dose da vacina contra a pólio no mesmo período. “Essas crianças foram deixadas para trás, ficando desprotegidas de doenças sérias e evitáveis. As crianças nascidas pouco antes ou durante a pandemia agora estão ultrapassando a idade em que normalmente seriam vacinadas, ressaltando a necessidade de uma ação urgente para alcançar aquelas que perderam as vacinas e prevenir surtos e a volta de doenças já erradicadas no Brasil, como a pólio”, explica Youssouf Abdel-Jelil, representante do UNICEF no Brasil. 

Para uma criança ser considerada imunizada, ela precisa tomar todas as doses recomendadas de cada imunizante e as doses de reforço, quando indicadas. O relatório global traz dados por país e usa como base a tríplice bacteriana (DTP), que conta com três doses. No Brasil, a DTP é oferecida como “pentavalente”, protegendo também contra hepatite B e contra a haemophilus influenza tipo b. Para complementar o estudo, o UNICEF no Brasil traz também uma análise dos indicadores nacionais e por Estado para a pólio, e números estaduais de DTP, com base nos dados do Programa Nacional de Imunização. 

“Temos o grande desafio de retomar as altas coberturas vacinais em todo o Brasil após o retrocesso que vivemos nos últimos anos. Atualmente, o Brasil conta com uma cobertura vacinal das mais baixas da sua história desde a criação do Programa Nacional de Imunizações. Já tivemos 95% de cobertura em relação a vacinas como a da poliomielite, e agora não chegamos a 60% de crianças vacinadas. Esse quadro tem que mudar. Para isso, de uma maneira muito clara, temos de combater o negacionismo em relação a essa proteção dada pelas vacinas e às fake news que infelizmente têm sido veiculadas de uma forma irresponsável e criminosa”, afirma a ministra da Saúde do Brasil, Nísia Trindade. 

Os números brasileiros fazem parte de um desafio global urgente. Segundo o relatório, o mundo vive o maior retrocesso contínuo na imunização infantil em 30 anos, alimentado pela pandemia de covid-19. Entre 2019 e 2021, as coberturas vacinais diminuíram em 112 países. A pandemia também exacerbou as desigualdades existentes. As crianças que não estão recebendo vacinas vivem nas comunidades mais pobres, remotas e vulneráveis. Nos domicílios mais pobres, uma em cada cinco crianças não recebeu nenhuma vacina, enquanto nos mais ricos apenas uma em 20. O relatório identificou ainda que crianças não vacinadas vivem frequentemente em comunidades de difícil acesso, tais como zonas rurais ou favelas urbanas. 

Percepção sobre importância das vacinas 

O relatório Situação Mundial da Infância 2023 revela, também, que a percepção sobre a importância e a confiança nas vacinas para crianças diminuiu em 52 dos 55 países pesquisados. No Brasil, embora os índices continuem altos, houve uma queda de 10 pontos percentuais – antes da pandemia, 99,1% dos brasileiros confiavam nas vacinas infantis, e pós covid-19 são 88,8%. Diferentemente dos resultados globais, no Brasil a queda de confiança foi mais acentuada entre homens mais velhos (maiores de 65 anos). Na maioria dos países pesquisados, a queda foi maior entre mulheres e pessoas com menos de 35 anos. 

Como reverter esse quadro? Para vacinar cada criança, é vital fortalecer a atenção primária à saúde e fornecer aos trabalhadores da linha de frente, em sua maioria mulheres, os recursos e o apoio de que precisam. O relatório global constata que as mulheres estão na linha de frente da distribuição de vacinas, mas recebem baixos salários, têm empregos informais e enfrentam falta de treinamento formal e oportunidades de carreira e ameaças à sua segurança. 

O relatório está pedindo aos governos que: 

  • Identifiquem e alcancem urgentemente todas as crianças, especialmente aquelas que perderam a vacinação durante a pandemia de covid-19; 
  • Fortaleçam a demanda por vacinas, inclusive construindo confiança; 
  • Priorizem o financiamento de serviços de imunização e atenção primária à saúde; 
  • Reforcem os sistemas de saúde, incluindo investimento e valorização de profissionais de saúde, em sua maioria mulheres. 

No Brasil, busca ativa vacinal e retomada da imunização de rotina Diante dos dados brasileiros, o UNICEF destaca duas linhas de ação complementares e fundamentais. Em curto e médio prazo, o País precisa investir para ampliar os percentuais de coberturas vacinais em todos os estados e municípios, em um esforço conjunto em nível federal, estadual e municipal para que todas as cidades retomem o patamar de mais de 95% de cobertura vacinal de rotina, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Em paralelo, é urgente encontrar e vacinar cada uma dos 1,6 milhão de crianças que ficaram para trás e não receberam nenhuma vacina contra a pólio ou a DTP entre 2019 e 2021, e também aquelas que perderam outras vacinas do calendário ou estão com doses atrasadas. “Uma busca ativa dessas crianças, olhando para municípios e estados com maiores números absolutos de não vacinadas e não imunizadas, é essencial, pois elas já ficaram para trás, e correm o risco de nunca ser imunizadas e protegidas contra doenças evitáveis. É urgente, também, retomar as campanhas de vacinação e estratégias de comunicação voltadas a famílias e profissionais de saúde, mas de forma regionalizada, respeitando a situação específica de cada território”, defende Youssouf Abdel-Jelil. 

Essas também são as prioridades do Ministério da Saúde. “O Movimento Nacional pela Vacinação lançado pelo Ministério da Saúde em fevereiro deste ano visa unir todo o País no propósito de recuperar as altas coberturas vacinais para que o Brasil volte a ser uma referência em todo o mundo. Vamos reconstruir a confiança da população brasileira nas vacinas e na ciência. É um movimento em defesa da saúde e da vida. Vacinas e água potável são responsáveis pelo aumento da expectativa de vida em todo o mundo. As vacinas salvam vidas”, reforça Nísia Trindade.  

Para contribuir com esse esforço nacional, o UNICEF no Brasil conta com a estratégia de Busca Ativa Vacinal (BAV), desenvolvida para apoiar municípios para encontrar crianças não vacinadas ou com atraso vacinal, e tomar as medidas necessárias para que elas atualizem sua carteira de vacinação. A estratégia conta com capacitações para profissionais de saúde, educação e assistência social, e uma ferramenta tecnológica para auxiliar nesse trabalho intersetorial. Para a BAV, o UNICEF conta com a parceria estratégica da Pfizer e o apoio da Fundação José Luiz Egydio Setúbal.

Hospital Dom Malan em Petrolina é referência em partos de gêmeos no Sertão do São Francisco

O Hospital Dom Malan em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, é referência em gravidez de alto risco. Por isso, os partos de gêmeos são comuns no atendimento materno infantil da unidade de saúde. Somente entre os dias 03 e 11 de abril foram quatro partos de gêmeos (8 recém-nascidos) e um de trigêmeos.

O médico obstetra do HDM há 15 anos, Dr. Marcelo Marques, explica que a gravidez de gêmeos é comum na maternidade do Dom Malan por ser referência no atendimento e o único com UTI neonatal. Como ultrassonografista do hospital, ele atende mulheres em gestação gemelar. “A gravidez gemelar tem vários fatores e a gente pode citar por exemplo, histórico familiar, fertilização in vitro, gestações prévias ou até mesmo gestação após os 35 anos. Acontece quando mais de um bebê é gerado simultaneamente. E nesses casos, podem acontecer complicações como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, parto prematuro, e aí os bebês nascem com baixo peso. Por isso, o cuidado com mãe e bebês deve ser maior no pré-natal, ” explica Dr. Marcelo.

*Trigêmeos*

O caso de trigêmeos atendido neste mês no HDM veio da Bahia. Francilania Silva Santana, 22 anos, é de Barra do Tarrachil, distrito do município de Chorrochó, no Norte do estado. Na primeira gravidez veio a notícia de que ela estava gerando gêmeos. “Primeiro eu descobri que eram dois e depois que eram três. Eu tive uma crise de riso na hora da notícia porque não acreditava,” conta.
Uma gravidez de trigêmeos despertou maiores cuidados logo no pré-natal. Mas a preocupação era o parto, já que a cidade onde Francilania mora não dispõe de uma maternidade de alto risco. “Na cidade não tem maternidade grande e nem UTI neonatal e era arriscado ter os bebês lá,” relatou Edilania Silva, avó dos bebês.

Francilania completou 36 semanas de gestação e no dia 6 de abril, os filhos nasceram de cesariana. João Miguel, João Rafael e João Gabriel. Ambos pesando em média 2,100 kg. Dois são idênticos. Os bebês permaneceram internados para ganhar peso por mais uma semana. “Eu fiquei muito tranquila aqui no hospital. A equipe é excelente e meu parto foi ótimo,” destacou Francilania.

O HDM é referência em atendimento materno e infantil de alto risco em toda a rede conveniada ao Sistema Único de Saúde – SUS e atende pacientes de 53 municípios da região que compõem a Rede PEBA (hospitais de Pernambuco e Bahia). Por isso foi o Hospital que recebeu Francilania para o nascimento dos trigêmeos.
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Foto trigêmeos: Ascom Dom Malan, com autorização da família.

Assessoria de Comunicação do HDM

Final de semana será movimentado com ações de saúde na zona urbana e rural de Petrolina 

Os atendimentos e ofertas de serviços na rede de atenção básica em Petrolina estão ganhando novos formatos, além do que já oferecido durante a semana, existe o acolhimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) durante os finais de semana na cidade. Desta sexta-feira (14) até domingo (16) as unidades da zona urbana e rural disponibilizarão inúmeras atividades como: preventivos, vacinação, arte em gestante, entre outros que vão atender as demandas dos pacientes.  

Nesta sexta-feira (14), a partir das 8h, a unidade do bairro Cosme e Damião estará realizando o Hiperdia, ou seja, serão desenvolvidas ações de cuidados as pessoas com hipertensão e diabetes, sendo esta assistência por demanda espontânea. Já a partir das 14h, será a vez das gestantes do bairro Jardim Amazonas participarem do evento: “Arte da Gestante”, onde será realizado acolhimento, pintura corporal, entrega de brindes e um coffee break. Nesta localidade, a programação acontece na Associação de Moradores do bairro. 

Como ação preventiva e de proteção, a vacina surge como ponto chave. Assim, no sábado (15), das 8h às 13h, os moradores de Nova Descoberta, zona rural, poderão se deslocar até a UBS Osvaldo Coelho para atualizar a caderneta vacinal, e fazer pesagem para o bolsa família. Na zona urbana, será ofertado exame preventivo por demanda espontânea e agendamento, na UBS Manoel Possidio, na Areia Branca, a expectativa é de atender uma média de 60 mulheres. Já na UBS Bernardino Campos Coelho, Vila Eduardo, a sala de vacina estará aberta das 8h às 12h.  

No domingo (16), haverá uma manhã de cuidados com as mulheres e demais públicos do município, na UBS Juvêncio Gama, no bairro Vila Marcela. Vão ser realizados exames preventivos com as moradoras locais, a expectativa é que sejam feitos cerca de 60 exames, a sala de vacina também estará aberta. Como vacina é proteção, as equipes de saúde vão até o residencial Vivendas imunizar as pessoas com as vacinas que fazem parte do calendário básico vacinal. As ações deste dia seguem das 8h às 13h.  

Maior maternidade do interior de Pernambuco, Hospital Dom Malan em Petrolina realiza mais de 520 partos no mês de março

O Hospital Dom Malan em Petrolina, Sertão de Pernambuco, é a maternidade que mais realiza partos no Estado. Somente no mês de março foram realizados 523 partos, sendo 48,5% desse total, através de cesarianas. O HDM é a única unidade de saúde em atendimento materno e infantil de alto risco que presta assistência para uma Região Interestadual do Vale do Médio São Francisco (Rede PEBA), com abrangência de 53 municípios e uma população de mais de 2 milhões de habitantes no Sistema Único de Saúde – SUS.

No mês de março, o HDM atendeu 5.462 pacientes. Na Triagem Obstétrica do hospital, foram atendidas 58 mulheres por dia, totalizando 1.801 no mês. Além disso, o Pronto Socorro Infantil do Dom Malan, atendeu 3.661 pacientes. Uma média de 118 crianças por dia nessa ala.  O hospital possui 10 leitos de UTI Neonatal e Pediátrica que estão frequentemente lotados. Foram realizados 20.637 exames laboratoriais, 2.072 exames para atendimento de ambulatório e urgências.

A unidade tem clínicas de internamento (Alto-risco, Maternidade, Ginecológica, Berçário, Alojamento canguru e Pediatria), além do Pronto Socorro Infantil- PSI, Triagem Obstétrica, UTI Neonatal e Pediátrica e UTI Materna.

Balanço de Fevereiro

No mês de fevereiro o Hospital Dom Malan realizou 504 partos, entre normais e cesarianas. Foram realizados 5.330 procedimentos na unidade, entre partos, cirurgias, atendimento de ambulatório, urgências obstétrica e pediátrica.

Vacinação contra a gripe começa nesta quarta-feira em Petrolina (PE)

A Prefeitura de Petrolina vai iniciar, nessa quarta-feira (12), a 25ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. O imunizante que previne contra três tipos da doença, H1N1, H3N2 e Influenza B, estará disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do município, na zona urbana das 8h às 17h e na zona rural das 8h às 13h. Mais de 100 mil petrolinenses devem ser vacinados.  

A novidade é que este ano a imunização do público prioritário irá acontecer em uma única etapa, que tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal, todos os grupos serão atendidos de forma conjunta.  O público-alvo são crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, professores do ensino básico e superior, pessoas com 60 anos ou mais, profissionais das forças de segurança e salvamento, pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso, trabalhadores portuários, profissionais do sistema prisional, socioeducativo, população carcerária e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas. 

A campanha é para reduzir as complicações, as internações e as mortalidades decorrentes das infecções pelo vírus da Influenza, na população-alvo para a vacinação. De acordo com a secretária executiva de Vigilância em Saúde, Marlene Leandro, a vacina é o maior meio de prevenção da doença. “A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, que pode levar ao agravamento e ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção, sendo a imunização a forma mais eficaz de prevenção dessas complicações. Então, seguimos a orientação do prefeito Simão Durando, onde a prevenção é o melhor remédio e convocamos todos os grupos prioritários a se vacinarem” destaca.  

Para tomar a vacina é necessário apresentar documento oficial com foto, cartão de vacina e cartão SUS ou CPF. No caso das crianças que não possuem RG, os pais podem apresentar a Certidão de Nascimento. Para os trabalhares da saúde, professores, profissionais das forças de segurança, salvamento, caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário é necessário apresentar também um vínculo empregatício. Já para as pessoas que possuem comorbidades, um documento que comprove a patologia. 

Doença de Parkinson além do tremor

A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor, ou seja, uma substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas.

A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática. Na falta dela, particularmente numa pequena região do cérebro chamada substância negra, o controle motor do indivíduo é perdido, ocasionando os sintomas característicos.

Com o envelhecimento, todos os indivíduos apresentam morte progressiva das células nervosas que produzem dopamina. Porém, algumas pessoas perdem essas células num ritmo acelerado e acabam manifestando os sintomas da doença.

Os motivos dessa perda progressiva e exagerada de células nervosas ainda não são totalmente conhecidos. Estudiosos acreditam que mais de um fator deve estar envolvido no desencadeamento da doença e que esses fatores podem ser genéticos ou ambientais.

A Doença de Parkinson é a segunda enfermidade neurodegenerativa mais comum e o objetivo do Dia Mundial é divulgar amplamente a doença, para que as pessoas reconheçam os sintomas e procurem a ajuda profissional, como explica o médico Neurologista e professor do curso de Medicina do IDOMED Estácio de Juazeiro-BA, Dr. Renato Leal.

“Os principais sintomas da Doença de Parkinson são a lentidão motora (bradicinesia), a rigidez entre as articulações do punho, cotovelo, ombro, coxa e tornozelo, os tremores de repouso, notadamente nos membros superiores e o desequilíbrio. São conhecidos como os sintomas motores da doença, mas podem ocorrer também sintomas não-motores, como diminuição do olfato, alterações intestinais e do sono.”
Vale lembrar que nem todos com Doença de Parkinson apresentam tremor. Em 30% dos pacientes não existe tremor, sendo a lentidão dos movimentos e a rigidez os sintomas mais evidentes.

O diagnóstico da Doença de Parkinson é essencialmente clínico, baseado na correta valorização dos sinais e sintomas descritos e diferenciando esta doença de outras que também afetam involuntariamente os movimentos do corpo. Os exames complementares, como tomografia cerebral, ressonância magnética etc., servem para avaliação de outros diagnósticos diferenciais.

Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1% da população acima dos 65 anos, conviverá com algum grau de enfermidades ligadas à Doença de Parkinson e esse número pode chegar a 3% até 2030, devido ao aumento da expectativa de vida da população.

Os casos de Parkinson em pessoas mais jovens vêm aumentando. De acordo com a OMS, é possível que 10% a 15% dos pacientes diagnosticados tenham menos de 50; cerca de 2%, podem estar abaixo dos 40.

O tratamento é feito com medicamentos que repõem parcialmente a dopamina, amenizando os sintomas da doença. Há diversos tipos de medicamentos antiparkinsonianos disponíveis, que devem ser usados em combinações adequadas para cada pessoa e fase de evolução da doença. Técnicas cirúrgicas, também podem ser indicadas em algumas situações, para atenuar certos dos sintomas da doença. O médico ainda recomenda que o tratamento seja com equipe multiprofissional. “Além do que falamos aqui, é importante associar a fisioterapia, fonoaudiologia, suporte psicológico e atividade física, o que, certamente, vai reduzir o prejuízo funcional decorrente da doença e proporcionar uma melhor qualidade de vida para o paciente, permitindo inclusive, que ele tenha uma vida independente, por muitos anos.”

Apesar de ser um tema bastante pesquisado na área da saúde, ainda não há indícios de uma cura próxima, seja por uma medicação ou procedimento que acabe com o Parkinson. No entanto, há inúmeras pesquisas sendo desenvolvidas e que apontam para que, em breve, exista de um tratamento modificador para a Doença de Parkinson, ou seja, de um tratamento que a impeça de progredir.

Banco de Leite Humano do Hospital Dom Malan em Petrolina está com baixo estoque

O Banco de Leite Humano do Hospital Dom Malan em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, está com estoque baixo. O mês de março registrou queda na doação de leite materno e também no número de mães doadoras. O Biama precisa de pelo menos 40 litros mês e este mês recebeu cerca de 20 litros de leite.

Mesmo com o estoque em baixa, o banco de leite atendeu cerca de 60 bebês prematuros, internados na maternidade do hospital. “As mães que tiveram esses bebês se encontram fragilizadas, e logo no início ficam incapazes de produzir o leite para alimentar seus filhos. Elas são apoiadas pelo Biama, fazem a ordenha do leite, mas não é suficiente para atender os recém nascidos,” explica a pediatra e coordenadora do Biama, Dra. Flávia Guimaraes.

Biama

O banco de leite humano do HDM funciona há mais de 25 anos. As mães podem procurar o Biama todos os dias da semana para receber orientações sobre amamentação. Uma das funções do banco de leite é acolher as mães na amamentação, não somente as que têm filhos na maternidade do Dom Malan.

A professora Letícia Martins, de 31 anos, mãe de primeira viagem, buscou o Biama porque não conseguia amamentar Davi. “No hospital onde eu tive meu filho, tentaram me ajudar, mas a equipe não está preparada para isso. Eu estou vindo ao Biama todos os dias e estou conseguindo amamentar,” relatou.

Doadoras

O Biama conta hoje com seis mães doadoras, mas precisaria de pelo menos 20 para atender a demanda do banco de leite.
Para se tornar doadora de leite humano, as mães precisam estar saudáveis, não estar tomando remédios e com pré natal atualizado. “A mãe não precisa se preocupar em doar muito leite. Ela doa o excesso. Também não precisa vir ao Biama para tirar o leite ou trazer o leite. Basta ligar, mostrar o interesse em se tornar doadora, que a gente orienta no cadastro e a partir daí, duas vezes por semana um técnico leva os recipientes, orienta na doação e o próprio Biama recolhe o leite doado em casa,” completou Dra. Flávia.

O telefone para informações e cadastro é o 87 – 3202-7002. Além do castrado, o técnico do banco de leite encaminha para os exames, além de encaminhar os testes no leite que será pasteurizado para a distribuição aos prematuros.

Leite Materno

O leite materno é um alimento completo, vivo, que se modifica a cada mamada e representa vida para as crianças. Até os seis meses de vida, o bebê precisa só de leite materno exclusivamente, sem água ou completo. As crianças podem mamar até dois anos ou mais, com benefícios a médio e longo prazo. As mães precisam de apoio para uma boa amamentação.

Assessoria de Comunicação do HDM

Campanha da Voz terá 96 dias de exames para fumantes

A 25ª Campanha da Voz, promovida pela Academia Brasileira de Laringologia e Voz e pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, começa neste sábado (1º), oferecendo 96 dias de exames gratuitos para avaliação da boca e garganta de fumantes com mais de 40 anos e que tenham percepção de incômodos nesses dois órgãos. “Os exames são a nossa prioridade”, disse à Agência Brasil o coordenador da iniciativa, Marcos André de Sarvat.

Essas doenças podem evoluir para tumores caso não sejam tratadas logo. “Queremos oferecer atendimento mais cedo”, afirmou.

O objetivo é fazer um diagnóstico precoce que pode salvar a vida de muitos fumantes “e fazer com que parem de fumar. O sistema tem que oferecer condições para que se interrompa o vício que, infelizmente, pegou tanta gente na juventude”.

As estatísticas mostram que, entre as pessoas que fumam, a incidência de câncer de boca e garganta é de oito a dez vezes maior do que entre as que não fumam. “As pessoas têm que ser ajudadas e parar de fumar”, acrescentou.

A Campanha da Voz 2023 tem como tema “Afine a sua saúde; cuide da sua voz”. Ela vai comemorar o Dia Mundial da Voz, em 16 de abril, e terá a participação dos atores Taís Araújo e Marco Nanini como embaixadores para a prevenção do câncer da boca e da garganta.

Dimensão maior

Marcos de Sarvat salientou que este ano a Campanha da Voz se juntou à Campanha Julho Verde, da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), de prevenção e conscientização do câncer de cabeça e pescoço, para dar uma dimensão maior à operação, a ser realizada durante 96 dias.

“Vamos atender mais gente em mais tempo. É muito mais fácil para os médicos e para os pacientes”, explicou. Os mutirões de exames e atendimento médico especializado gratuito ocorrerão em unidades públicas e privadas de diversas cidades do Brasil, entre os dias 10 de abril e 31 de julho.

Os interessados podem fazer o agendamento pelo site www.bocaegarganta.com.br a partir do dia 3 deste mês.

Estão sendo oferecidos 12 mil exames no país. Participarão do mutirão 150 unidades de saúde, englobando serviços públicos e privados.

O coordenador da campanha espera que esse número chegue a 200 unidades. Ele revelou que o Brasil apresenta oito mil casos de câncer de laringe por ano e 25 mil ocorrências de câncer de boca/ano.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os tumores encontrados na tireoide, boca, faringe, laringe, paratireoide, glândulas salivares, pescoço e face estão entre os dez mais comuns no mundo. A chance de cura de um tumor na laringe e corda vocal, se for descoberto na fase inicial, é de 95%.

“Ficam curados com pequenos procedimentos”, acrescentou. No Brasil, entretanto, a cura beneficia somente 33% dos doentes. “Mas a gente pode melhorar muito isso. Reduz a fila, o sofrimento, depois a perda e reduz também o custo do tratamento porque, se o tumor for grande, o custo é muito maior, inclusive para o próprio Estado”, explicou.

Sintomas

Alguns sintomas podem alertar a pessoa sobre algo que não vai bem. Entre eles, a ferida na boca, dor para engolir, inchaço na boca e afta que não some e cresce.

Na garganta, chamam a atenção também a dificuldade de engolir, pigarro insistente e dificuldade para respirar. “São incômodos na garganta que persistem por algumas semanas”, salientou.

A prioridade, contudo, é deixar o hábito do fumo. Marcos observou que a segunda etapa é o tratamento.

“Esse é outro obstáculo que nós temos que superar. Nós temos filas para tratamento”. Ele ressaltou que, se houver mais tumor inicial no país e menos tumor avançado, vai ser muito mais viável para o sistema de saúde nacional tratar. “É para isso que a gente está tentando colaborar. A solidariedade é fundamental nesse processo”, concluiu.

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Edição: Kleber Sampaio

Hospital Dom Malan em Petrolina recebe cerca de 20 novos residentes

O Hospital Dom Malan em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, recebeu nesta sexta-feira (30), médicos do programa de residência. Pelos próximos três anos, 10 médicos farão residência em pediatria, 6 em ginecologia e obstetrícia e 2, residência em ultrassonografia.

Maria Tereza Rodriguez, de 26 anos, trocou a residência em medicina da família e comunidade na Paraíba, pela pediatria no HDM. “Eu fiz internato aqui no Hospital Dom Malan e sei a qualidade do programa de residência. Estou feliz e cheia de expectativas de quem sabe até, me tornar pediatra desse hospital no futuro,” destacou.

Talita Coelho, 27 anos, é uma médica que trocou Goiás por Pernambuco e está na residência de ginecologia e obstetrícia. “É meu sonho de infância e na minha família tem muitos casos de partos complicados. Estudando aqui no Dom Malan eu quero fazer a diferença na minha profissão,” ressaltou.

Os novos residentes foram recebidos pelo supervisor de ultrassonografia, Dr. Marcelo Marques, a supervisora de pediatria, Dra. Ilka Juliane Ferreira Rodrigues, a diretora administrativa, Ana Carolina Lemos Alves e a diretora de Ensino e Pesquisa, Dra. Angélica Guimaraes. Os médicos receberam instruções de normas de segurança e o programa de estudo dos primeiros meses. “São 60 horas semanais com os residentes dentro do hospital, desenvolvendo atividades práticas e teóricas. Sendo a maior carga horária em práticas em diversos cenários: emergência, enfermarias, UTI´s.” explica Dra. Angélica.

Programa de Residência

O programa de residência médica do Hospital Dom Malan funciona desde 2013. O HDM é a maior maternidade do interior de Pernambuco. Todos os anos, o programa forma cerca de 20 profissionais em pediatria, ginecologia e obstetrícia e ultrassonografia.

O Hospital Dom Malan realiza cerca de 500 partos por mês e atende mulheres e crianças de 53 municípios dos Estados da Bahia e Pernambuco.

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Assessoria de Comunicação do HDM

Ministério suspende feiras de aves para evitar gripe aviária no país

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou hoje (30) uma portaria que suspende, em todo território nacional, a realização de exposições, torneios, feiras e demais eventos com aglomeração de aves. A medida, de caráter preventivo, tem validade inicial de 90 dias e foi tomada em função do risco de ingresso e de disseminação de casos de gripe aviária (influenza aviária) no país.

A portaria também suspende, em todo o território nacional, a criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, em estabelecimentos registrados.

A suspensão se aplica “a quaisquer espécies de aves de produção, ornamentais, passeriformes, aves silvestres ou exóticas em cativeiro e demais aves criadas para outras finalidades”, diz a portaria.

Vigilância

Em janeiro, nota técnica do Mapa alertou para a necessidade de adoção de medidas preventivas contra a gripe aviária em razão do aumento da notificação de casos de ocorrências de focos de influenza aviária (IA) em diversos países do mundo.

Na ocasião, o ministério determinou o aumento das atividades de vigilância sanitária nos estabelecimentos avícolas por parte dos órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Animal. Além disso, também foi solicitada a realização de vigilância epidemiológica para a gripe aviária em todos os sítios de aves migratórias reconhecidos pelo Departamento de Saúde Animal (DSA).

A nota chamou atenção para a intensificação das atividades de vigilância sanitária e atenção às ações de fiscalização em todos os portos, aeroportos internacionais, postos de fronteira e aduanas especiais e a proibição da entrada de aves oriundas de países onde está presente a doença.

O ministério determinou ainda maior rigor dos requisitos para a importação de material genético de aves, para diminuir o risco de entrada da gripe aviária no país. “A influenza aviária é uma doença exótica no Brasil, nunca detectada nos plantéis avícolas nacionais, portanto, é fundamental que todos envolvidos na criação de aves mantenham um estado permanente de atenção e vigilância, para que os casos suspeitos possam ser imediatamente investigados pelo Serviço Veterinário Oficial.”

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Edição: Maria Claudia – Agência Brasil