Carnivac-Cov: Rússia produz primeiro lote de vacina contra covid-19 para animais

A Rússia produziu 17 mil doses de uma vacina contra a covid-19 para ser utilizada em animais, anunciou hoje (30) o regulador agrícola do país. A Carnivac-Cov foi registrada em março, depois de vários testes terem revelado que ela gera anticorpos contra o vírus em cães, gatos, raposas e visons.

De acordo com a agência Reuters, o primeiro lote vai ser fornecido em várias regiões do país, mas as autoridades russas dizem que vários países já demonstraram interesse em ter acesso ao imunizante.

Apesar de ainda terem que ser realizados mais estudos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já manifestou a preocupação com o risco de transmissão do vírus de humanos para os animais.

O regulador russo garante que a Carnivac-Cov é capaz de proteger espécies mais vulneráveis e até impedir mutações virais.

Ainda de acordo com as autoridades russas, estará já em andamento o processo para registrar o produto no exterior, especialmente na União Europeia.

Com informações da Agência Brasil

UniFTC de Petrolina promove atendimento psicológico a comunidade

Com o objetivo de promover saúde e bem-estar à população em tempos de pandemia, os estudantes do curso de Psicologia da UniFTC de Petrolina realizam a partir de maio deste ano, o Programa de Acolhimento Psicológico – PAPsi UniFTC. O serviço de psicoterapia individual e em grupo é aberto ao público e será realizado em ambiente virtual nos turnos matutino, vespertino e noturno, de segunda-feira a sexta-feira, com a supervisão de professores especialistas. Os interessados em participar do atendimento online de Psicologia podem preencher o formulário de inscrições no link: http://bit.ly/atendimentopsicouniftc .

Após a inscrição, a pessoa passará por uma triagem e, posteriormente, será feito um contato pela equipe. De acordo com informações do Conselho Federal de Psicologia (CFP, 2013), o serviço-escola faz parte de um espaço formativo, que tem como objetivo cumprir “a dupla função de criar condições para o treinamento profissional e atuação profissional, além de oferecer serviços psicológicos à população”.

Os serviços que serão disponibilizados à comunidade contemplam os projetos de acolhimento psicológico através de grupos terapêuticos com adolescentes, casais, acompanhantes de pacientes oncológicos, além de grupos de acolhimento à ansiedade, comportamentos alimentares, orientação profissional e psicoterapia individual. Os interessados devem escolher apenas um dos serviços listados.

De acordo com a coordenadora do curso de Psicologia da UniFTC de Petrolina, Jackeline de Souza, a Rede UniFTC está acompanhando rigorosamente os critérios técnicos e éticos, orientados pelo Conselho Federal de Psicologia. “O atendimento à comunidade acontecerá através de tecnologias de informação, seguindo todas as recomendações para Práticas e Estágios Remotos no Contexto da Pandemia do COVID-19. Ao clicar em “aceito”, você declara voluntariamente que tem interesse em participar dos grupos e/ou serviços de acolhimento psicológico ”, explicou.

A iniciativa está em conformidade com a Portaria MEC 544/2020, que autoriza a realização de estágios em ambiente remoto, desde que alinhados com as Diretrizes Curriculares do Curso e sob a supervisão de docentes devidamente registrados no Conselho Regional de Psicologia-CRP e no sistema e-Psi – lista de profissionais que estão autorizadas(os) pelo Sistema Conselhos de Psicologia a prestarem serviços psicológicos on-line.

Anvisa autoriza uso emergencial de coquetel contra a covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (20), em Brasília, a liberação para uso emergencial de dois medicamentos experimentais da farmacêutica suíça Roche contra a covid-19, desenvolvidos em parceria com a empresa de biotecnologia americana Regeneron. 

Os remédios, contendo casirivimabe e imdevimabe (REGN-COV-2), atuam em ligação com a coroa do vírus de forma a impedir sua entrada nas células ainda não infectadas para replicar o material genético, controlando a doença.

A medicação é indicada especialmente para pacientes que estão em idade avançada, obesos, que tenham doença cardiovascular, hipertensão, doença pulmonar crônica, aids, diabetes, doenças respiratórias, doença renal crônica e doença hepática, entre outras comorbidades e que apresentam alto risco de desenvolver progressão para um quadro grave da covid-19.

Segundo a Anvisa, o medicamento será de uso restrito a hospitais, para uso ambulatorial, ou seja, para pacientes que apresentam sintomas leves da doença, sendo administrado somente com prescrição médica. O medicamento não é recomendado para uso precoce ou preventivo. Também não será permitida a sua comercialização ou venda em farmácias.

O coquetel foi liberado para ser administrado em pacientes a partir de 12 anos, que pesem mais de 40 kg, que não necessitem de suplementação de oxigênio e não apresentem o quadro grave da doença. A aplicação é intravenosa e deve ser administrada logo após a confirmação, por meio de teste viral, até dez dias após o início dos sintomas.

Segundo o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Silva Santos, o coquetel usa dois anticorpos monoclonais que trabalham para neutralizar o vírus, fornecendo “anticorpos extras” para os pacientes.

“A ideia desse produto é que nesses pacientes se mimetize o que seria a resposta imune natural dos anticorpos produzidos em células e que essa produção extra-humana de anticorpos ajude a promover a ação imunológica”, disse.

“[Mas] esse produto não é recomendado para quem já está na situação grave da doença. Para aqueles que já estão internados se observa uma piora no desfecho clínico quando administrado em pacientes hospitalizados com covid-19 que necessitam de suplementação de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica”, acrescentou.

Redução de 70,4% na hospitalização

Santos apresentou dados das pesquisas dos medicamentos e disse que os resultados preliminares em pacientes ambulatoriais, desde o diagnóstico da doença até 29 dias após início do tratamento, mostraram uma redução de 70,4% na hospitalização ou morte relacionadas com a covid-19.

“O que a gente percebeu foi uma redução significativa e clinicamente relevante de 70,4% no número de pacientes hospitalizados ou morte por quaisquer causas quando comparado com o placebo”, disse. “Ele foi muito bem tolerado, tem um perfil de segurança aceitável.

O pedido para o uso dos medicamentos foi feito pela Roche em 1º de abril. A diretora da Anvisa e relatora do processo de liberação do medicamento, Meire Sousa Freitas, lembrou que ele já foi aprovado para uso emergencial pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, após apresentar bons resultados em pacientes com sintomas leves e moderados da covid-19.

A Anvisa aprovou um prazo de validade de 12 meses para os medicamentos, por se tratar de uso emergencial. A relatora lembrou que a agência também já liberou, em março, o uso do antiviral Remdesivir, produzido pela biofarmacêutica Gilead Sciences, para o tratamento da covid-19, e que a nova autorização vai ajudar a aliviar o sistema de saúde do país.

“A autorização emergencial desses anticorpos monoclonais oferece aos profissionais de saúde mais uma ferramenta no combate a essa pandemia”, disse.

Meire lembrou que a autorização é de uso emergencial, por se tratar de um medicamento ainda em desenvolvimento, e que o processo de aprovação do registro definitivo ainda precisa de mais pesquisas e investigação clínica.

Ela alertou ainda que não há pesquisas tratando da aplicação de vacinas contra a covid-19 em pacientes que foram submetidos ao novo medicamento e que a recomendação é de que o paciente deve aguardar um período de 90 dias após a administração do medicamento para tomar a vacina.

“Atualmente não há dados sobre a segurança e eficácia das vacinas autorizadas pela Anvisa em pessoas que receberam esses anticorpos monoclonais como parte do tratamento da covid-19. Portanto, antes de se vacinar o paciente deve ser avaliado pelo médico”, finalizou.

Edição: Kleber Sampaio – Agência Brasil

Secretaria de Saúde de Petrolina informa através de Boletim Covid-19 que está com 95% dos leitos de UTI ocupados

O boletim epidemiológico da Covid-19 divulgado pela Secretaria de Saúde de Petrolina, informa que a taxa de ocupação leitos de UTI desta segunda-feira (19), está em 95,1%. Dos 81 leitos, 77 estão ocupados. 66 pacientes são de Petrolina e 11 de outras cidades da região.

O boletim também traz informações sobre os novos casos confirmados. Foram 192 novos registros da Covid-19. Agora, 22.644 pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus. O total de pacientes recuperados é de 19.673, isso representa 87% do total.

Dos novos infectados, 151 foram confirmados por exames realizados pela prefeitura, os outros 41 foram através de exames laboratoriais. São 74 pessoas do sexo masculino, com idades entre sete e 84 anos, e 118 pessoas do sexo feminino, entre nove meses e 85 anos.

Petrolina registrou seis novas mortes. Tratam-se de quatro homens e duas mulher, com idades de 80, 78, 65, 38, 64 e 48 anos, respectivamente. Todos os pacientes tinham histórico de comorbidades e estavam internados em hospitais públicos e privados de Petrolina. Os óbitos foram registrados entre os dias 12 e 18 de abril, no entanto, a secretaria só recebeu os registros de óbitos nesta segunda-feira (19). Agora, a cidade passa a ter 328 mortes em decorrência da Covid-19.

Outras informações

A Secretaria de Saúde também divulgou informações complementares sobre a pandemia em Petrolina.

– Casos investigados: 1.586 pessoas sendo monitoradas, há possibilidade de estarem infectadas.

– Casos por raça/cor: Dos novos infectados 18 são pretos, 126 pardos, três amarelos,  40 brancos e cinco não declararam raça

– Casos descartados: Até agora, 87.497 casos já foram descartados. As pessoas que foram testadas tiveram resultados negativos.

– Casos ativos: O município tem 2.643 casos ativos do novo coronavírus.

Todas as informações sobre a pandemia na cidade estão disponíveis no site: petrolina.pe.gov.br/coronavirus.

Ministério da Saúde confirma chegada de 4 milhões de vacinas para maio

O Ministério da Saúde informou, neste sábado (17/4), ter sido avisado sobre a possibilidade de receber 4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19, em maio. O aviso, segundo o órgão, foi feito pelos coordenadores do consórcio Covax Facility.

De acordo com a pasta, os imunizantes serão adquiridos por meio do Fundo Rotatório da OPAS/OMS, mecanismo que, há 35 anos, auxilia os países da região ao promover o acesso a vacinas e produtos correlatos.

Em março, o Brasil recebeu o primeiro lote da Covax. Foram entregues pouco mais de 1 milhão de doses da AstraZeneca/Oxford, produzidas na Coreia do Sul pelo laboratório SK Bioscience.

“A Covax é um inédito esforço internacional, do qual o Brasil participa ativamente. Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento e a produção de imunizantes contra a Covid-19, permite o acesso justo e igualitário às vacinas por meio das parcerias com os laboratórios”, destaca a pasta, na nota divulgada.

Em reunião realizada na sexta-feira (16/4) com representantes da ONU e da OMS, todos os governadores do país fizeram um apelo para que fossem adiantadas doses de vacina ao Brasil, ainda neste mês de abril.

Ao fim da reunião, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), coordenador do Fórum Nacional de Governadores, comunicou que será antecipada a remessa de 4 milhões de doses da AstraZeneca.

Covid-19: em uma semana, mortes aumentam 8% e casos, 6%

O total de mortes registradas em decorrência da covid-19 cresceu 8% na Semana Epidemiológica (SE) 14, de 4 a 10 de abril. Neste período, foram registrados 21.141 novos óbitos, contra 19.643 confirmados na semana anterior. A média móvel de mortes (total de vidas perdidas pelo número de dias) na SE 13 ficou em 3.020.

O resultado foi mostrado no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde sobre o coronavírus de número 58. O documento reúne a avaliação da pasta sobre a evolução da pandemia, considerando as semanas epidemiológicas e o tipo de mediação empregada por autoridades de saúde para essas situações.

A curva de mortes durante a pandemia mostra um aumento intenso a partir do fim do mês de fevereiro. O resultado da SE 14 é quase o triplo de dois meses atrás, quando na SE 6 foram registrados 7.528 novos mortos.

Distribuição dos novos registros de óbitos (A) por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21
Distribuição dos novos registros de óbitos (A) por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21 – Divulgação/Ministério da Saúde

A soma de novos casos confirmados também teve acréscimo, mas menor, de 6%. O resultado reverte a tendência de queda da semana anterior (SE 13), quando houve 14% de queda sobre a semana epidemiológica 12.

Nesta última semana (SE 14) foram registrados 491.409 novos diagnósticos positivos de covid-19, contra 463.235 novas notificações de pessoas infectadas com o novo coronavírus na semana anterior. A média móvel foi de 70.201.

Distribuição dos novos registros de casos por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21
Distribuição dos novos registros de casos por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21 – Divulgação/Ministério da Saúde

Estados

Conforme o boletim epidemiológico, sete estados tiveram aumento de casos na Semana Epidemiológica 14, enquanto 12 ficaram estáveis e oito tiveram redução. Os acréscimos mais efetivos ocorreram no Ceará (36%) e no Pará (32%). Já as quedas mais intensas se deram no Maranhão e Amapá (-19%).

Quando consideradas as mortes, o número de estados com incremento das curvas foi de 13, oito ficaram estáveis e seis tiveram diminuição em relação ao balanço da semana anterior. Os aumentos mais representativos foram registrados no Paraná (53%) e Amazonas (51%). As quedas mais expressivas aconteceram no Tocantins (-21%) e Rio Grande do Sul (-19%).

Mundo

O Brasil se consolidou como país com mais novas mortes e aumentou sua diferença para o segundo colocado (6.870), os Estados Unidos. Os números brasileiros foram quase o triplo das vidas perdidas entre os norte-americanos.

Em seguida vêm México (5.201), Índia (4.652) e Polônia (3.439). Enquanto a curva do Brasil sobe de forma intensa, a curva de mortes dos EUA vem fazendo movimento inverso. Quando considerados os números absolutos de mortes desde o início da pandemia, o Brasil segue na segunda posição, atrás dos Estados Unidos (351.334).

Evolução do número de novos óbitos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de óbitos.
Evolução do número de novos óbitos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de óbitos. – Divulgação/Ministério da Saúde

O Brasil deixou de ser o país com mais novos casos, liderança que foi ocupada pela Índia (873.296). Em seguida vêm Estados Unidos (478.831), Turquia (353.281) e França (199.140). Na comparação em números absolutos, o Brasil fica na segunda posição, atrás dos EUA (31,1 milhões).

Evolução do número de novos casos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de casos.
Evolução do número de novos casos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de casos. – Divulgação/Ministério da Saúde

Edição: Aline Leal – Agência Brasil

Vacinação contra a gripe começa nesta quarta-feira em Petrolina

A Prefeitura de Petrolina vai iniciar nesta quarta-feira (14), a 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, que previne contra três tipos de vírus, a influenza B, H1N1 e H2N3. A vacina não tem eficácia contra o coronavírus.

Serão imunizados, inicialmente, crianças de 06 meses a menores de 06 anos, gestantes e puérperas (45 dias pós parto). As vacinas estarão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde do município, tanto na zona urbana quanto na zona rural.

A secretaria recebeu 13.970 doses para iniciar a imunização deste primeiro grupo inicial. O objetivo da campanha é reduzir as complicações, internações e mortalidades decorrentes das infecções pelo vírus da influenza na população-alvo para a vacinação.

O avanço das novas fases será mediante a chegada de novas doses no município. “Com a vacinação, pretendemos proteger a população contra as formas graves da gripe e diminuir a cadeia de transmissão desta doença respiratória. Toda a população do grupo prioritário precisa procurar as Unidades Básicas de Saúde com Cartão SUS e documento de identificação com foto”, destaca a secretária executiva de vigilância em saúde, Marlene Leandro.

Covid-19: um terço dos sobreviventes tem distúrbios, mostra estudo

Estudo com mais de 230 mil pacientes, a maioria deles norte-americanos, mostrou que um, em cada três sobreviventes da covid-19, foi diagnosticado com distúrbio cerebral ou psiquiátrico dentro de seis meses, indicando que a pandemia pode levar a uma onda de problemas mentais e neurológicos, afirmaram cientistas nessa terça-feira (6).

Os pesquisadores que conduziram a análise disseram que não está claro como o vírus está ligado a condições psiquiátricas como a ansiedade e a depressão, mas que esses são os diagnósticos mais comuns entre os 14 distúrbios que foram considerados.

Casos de derrame, demência e outros distúrbios neurológicos após a covid-19 são mais raros, segundo os pesquisadores, mas ainda assim são significativos, especialmente em pacientes que tiveram quadros graves da doença.

“Nossos resultados indicam que doenças cerebrais e distúrbios psiquiátricos são mais comuns após a covid-19 do que após a gripe ou outras infecções respiratórias”, disse Max Taquet, psiquiatra da Universidade britânica de Oxford, um dos coautores do trabalho.

O estudo não pôde determinar os mecanismos biológicos ou psicológicos envolvidos, afirmou Taquet, mas pesquisas urgentes são necessárias para identificá-los “com uma visão para prevenir e tratá-los”.

Especialistas de saúde estão cada vez mais preocupados com evidências de riscos mais altos de distúrbios neurológicos e mentais entre sobreviventes da covid-19. Um estudo anterior, feito pelos mesmos pesquisadores, concluiu no ano passado que 20% dos sobreviventes da covid-19 foram diagnosticados com algum problema psiquiátrico dentro de um período de três meses.

O novo estudo, publicado na revista Lancet Psychiatry, analisou registros de saúde de 236.379 pacientes, a maioria nos Estados Unidos, e concluiu que 34% deles foram diagnosticados com doenças psiquiátricas ou neurológicas em seis meses.

Os distúrbios são significativamente mais comuns em pacientes da covid-19 do que em grupos de comparação com pessoas que se recuperaram da gripe ou de outras infecções respiratórias no mesmo período de tempo, disseram os cientistas, sugerindo que a covid-19 tenha impacto específico.

A ansiedade, com 17%, e distúrbios de humor, com 14%, são os mais comuns, e não parecem estar relacionados ao fato de a infecção ter sido leve ou grave no paciente.

Entre os que foram internados em unidades de tratamento intensivo com quadro grave de covid-19, no entanto, 7% apresentaram derrame dentro de seis meses, e cerca de 2% foram diagnosticados com demência.

“Embora os riscos individuais para a maioria dos distúrbios tenha sido pequeno, o efeito por toda a população pode ser substancial”, disse Paul Harrison, professor de psiquiatria de Oxford que também participou do estudo.

Covid-19: taxa de ocupação dos leitos de UTI está acima de 90% em Petrolina

O boletim epidemiológico da Covid-19 divulgado pela Secretaria de Saúde de Petrolina, informa que a taxa de ocupação leitos de UTI desta terça-feira (30), está em 93,9%. Dos 82 leitos, 77 estão ocupados. 60 pacientes são de Petrolina e 17 de outras cidades da região.

O boletim também traz informações sobre os casos confirmados. Foram registrados 122 novos casos da Covid-19. Agora, 19.868 pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus. O total de pacientes recuperados  é de 17.902, isso representa 90,1% do total.

Dos novos infectados, 97 foram confirmados por exames realizados pela prefeitura. Os outros 25 foram confirmados através de exames laboratoriais. São 54 pessoas do sexo masculino, com idades entre um e 93 anos, e 68 pessoas do sexo feminino, entre cinco meses e 89 anos.

Petrolina registrou uma nova morte. Trata-se de uma mulher de 84 anos. Ela tinha histórico de comorbidades e morreu no último dia 30. O município tem agora 276 óbitos em decorrência da Covid-19.

Outras informações

A Secretaria de Saúde também divulgou informações complementares sobre a pandemia em Petrolina.

– Casos investigados: 1.733 pessoas sendo monitoradas, há possibilidade delas estarem infectadas.

– Casos por raça/cor: Dos novos infectados 14 são pretos, 72 pardos, um amarelo, 27 brancos e oito não declararam raça.

– Casos descartados: Até agora, 80.889 casos já foram descartados. As pessoas que foram testadas tiveram resultados negativos.

– Casos ativos: O município tem 1.690 casos ativos do novo coronavírus.

Todas as informações sobre a pandemia na cidade estão disponíveis no site: petrolina.pe.gov.br/coronavirus.

Pacientes de Covid-19 podem desenvolver trombose até quatro semanas após recuperação

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular identificou que 39% dos profissionais da área atenderam pelo menos um caso de trombose venosa ou embolia em pacientes que testaram positivo para covid-19 em 2020.

“Já foi estudado e comprovado que chega a ser três vezes maior a incidência de tromboembolismo venoso em pacientes com covid-19 severo, mesmo quando comparado com outros pacientes graves em ambiente de UTI [unidade de terapia intensiva], mas que não possuem a doença infecciosa”, relata o cirurgião vascular Ivan Benaduce Casella, membro da Comissão de Tromboembolismo Venoso da entidade.

O especialista explica ainda que, principalmente em casos moderados e graves, há um grande processo inflamatório no organismo que, consequentemente, leva à formação de trombos (coagulações de sangue no interior do vaso sanguíneo).

Por isso, pessoas com pré-disposição à trombose, quando diagnosticadas com covid-19, precisam de acompanhamento com angiologista ou cirurgião vascular, para evitar a coagulação excessiva durante a infecção. Segundo o médico, é importante que esses pacientes, durante o quadro do novo coronavírus, mantenham supervisão da especialidade mesmo após a sua recuperação.

“Para quem teve covid-19, particularmente nas formas mais severas, há uma tendência de risco de eventos de trombose venosa nas quatro semanas após o período de recuperação. Então, essas pessoas devem prestar atenção a edemas [inchaço] unilaterais – de uma única perna – ou sintomas súbitos ventilatórios, quando a pessoa sente falta de ar ou dor torácica. Esses são alguns dos sintomas de tromboembolismo venoso”, alerta Casella.

Alerta

O cirurgião vascular e responsável pela pesquisa sobre a relação entre os eventos trombóticos e a covid-19, Marcelo Calil Burihan, completa que a trombose pode ocorrer pelo processo inflamatório causado pelo vírus. Ele afirma ainda que os casos de entupimento das artérias tiveram um grande aumento em decorrência da covid-19.

“Muitas obstruções arteriais de membros superiores [braços, antebraços e mãos] estão ocorrendo em maior proporção, assim como dos membros inferiores, que normalmente já são mais frequentes. Os sintomas mais comuns nesses casos agudos são dor lancinante [pontadas, fisgadas internas], frialdade e palidez da extremidade acometida”, explica.

Edição: Paula Laboissière – Agência Brasil