Pesquisa da Facape aponta redução no número de mortes da Covid-19 a partir da vacinação de idosos em Juazeiro e Petrolina

A Faculdade de Petrolina – Facape, divulgou nesta terça-feira (05)a pesquisa de evolução da Covid-19 nos municípios de Juazeiro-BA e Petrolina-PE. A pesquisa que é realizada pelo Colegiado de Economia, registrou aumento na quantidade de novos casos em Petrolina, nos meses de março e abril em relação a janeiro e fevereiro. Nos dois primeiros meses do ano foram 4.393 novos casos. O número sobe para 7.768 em março e abril.

Os índices em Juazeiro são menores, tendo 1.664 novos casos no primeiro bimestre e 4.231 nos dois meses seguintes.

Nas duas cidades o aumento foi muito elevado nos meses de março e abril. Em Juazeiro os óbitos cresceram 115,1%, quando comparado janeiro e fevereiro com março e abril.

Em Petrolina, o crescimento foi de 212,2%. A taxa de mortalidade é a razão entre óbitos e casos confirmados. Nas duas cidades, os comportamentos foram diferentes. Na cidade baiana, a taxa passou de 1,83% em janeiro para 1,75% em abril, ou seja, novos casos apareceram proporcionalmente ao número de óbitos.

Em Petrolina essa taxa era de 1,2% em janeiro e subiu para 1,45% em abril confirmando o aumento de novos casos proporcional ao aumento de óbitos.”

O coordenador da pesquisa, doutor em economia aplicada, João Ricardo de Lima, explica os índices de novos casos com os novos índices de óbito na região. “Esta é a primeira análise após a vacinação que começou no dia 19 de janeiro em Petrolina e mostra uma redução no número de mortes nas faixas de idade mais elevadas que houve que já foram vacinadas e um aumento percentual nas faixas que ainda não tomaram a vacina, notadamente os mais jovens que precisam fazer a sua parte e evitar aglomerações, respeitar o distanciamento social e fazer o uso da máscara e álcool gel de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Dessa forma, destaca-se a eficácia da vacina nesse sentido,” explica João Ricardo.

Apesar dos indicadores mostrarem que o número de casos de Covid-19 aumentou na região do Vale do São Francisco, a taxa de mortalidade é abaixo da média nacional (2,8%) e regional (2,47%).

Os dados reforçam a importância dos testes para identificar novos casos e cumprir as medidas necessárias de isolamento social segundo instruções do Ministério da saúde. O indicado é que se faça o máximo de testes na população para identificar os novos casos e posteriormente isolar as pessoas/famílias infectadas. Nos meses de março e abril o município de Petrolina fez mais de 30 mil testagens, em Juazeiro o número é menor, com pouco mais de 6 mil testes realizados durante o mesmo período.

“É importante continuar testando, fazendo campanhas, pois existem muitos casos de assintomáticos com potencial de transmitir o vírus. O ideal ainda é sair de casa somente se houver necessidade, e se possível, não permanecer por muito tempo em situações que proporcione aglomeração de pessoas,’’ finaliza o pesquisador.

Assessoria de Comunicação da Facape

Uso de anticorpos monoclonais contra covid-19 anima cientistas nos EUA

Cientistas da Universidade Vanderbilt, em Nashville (EUA), têm se mostrado animados com os resultados dos estudos realizados com os medicamentos que estão desenvolvendo para combate à covid-19 em parceria com a farmacêutica inglesa AztraZeneca. Tratam-se de anticorpos monoclonais, que estão se consolidado como mais uma possibilidade promissora para responder à pandemia.

“Estamos muito otimistas. Acreditamos que eles poderão se tornar uma ótima solução”, disse o imunologista James Crowe, durante 5º Simpósio Internacional de Imunobiológicos, evento organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ele participou hoje (4) de um painel que discutiu como a pandemia tem mudado a indústria de biofármacos. “Assim como ocorre com as vacinas, temos experimentado uma velocidade extraordinária nas descobertas sobre anticorpos monoclonais”, disse.

Os anticorpos monoclonais são produzidos em laboratório e são largamente utilizados na terapia de algumas doenças, como alguns tipos de câncer. Há duas semanas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial para o tratamento de covid-19 de um medicamento desenvolvido pela farmacêutica norte-americano Regeneron. Ele combina dois anticorpos monoclonais: o casirivimabe e o imdevimabe. A administração por infusão intravenosa está permitida para pacientes que tenham a doença confirmada por exame laboratorial e alto risco de progredir para quadros graves. O uso do medicamento contava também com o aval da Food and Drug Administration (FDA), agência federal dos EUA.

Fase 3

Crowe apresentou detalhes da evolução da pesquisa da Universidade Vanderbilt, que está na reta final dos testes clínicos de fase 3. O estudo começou usando amostras do sangue de pessoas que foram contaminadas no final de dezembro de 2019 em Wuhan, cidade chinesa que detectou o primeiro surto de covid-19. As amostras foram coletadas em março de 2020, quando os voluntários já haviam se recuperado da doença. Os anticorpos foram detectados, os genes foram sequenciados e, a partir deles, foi feita a produção de DNA sintético.

Milhares de anticorpos monoclonais recombinantes foram desenvolvidos e submetidos a um estudo para saber quais deles eram capazes de inibir o coronavírus. A partir dessa seleção, iniciou-se o teste com camundongos em abril de 2020.

“Posteriormente passamos para um modelo de primatas. Os animais receberam os anticorpos monoclonais e foram inoculados com o coronvírus. Fizemos o teste para detectar o coronavírus no nariz e nos pulmões e não encontramos nenhuma única molécula de RNA. E o grupo de controle tinha bastante. Foi o sinal o verde”, conta Crowe.

Os testes clínicos estão utilizando um coquetel com dois anticorpos monoclonais. Segundo o imunologista, separados eles já deram bons resultados e juntos parecem atuar em sinergia. Ele afirma que uma vantagem do medicamento em desenvolvimento é a possibilidade de aplicação de uma única injeção intramuscular, não sendo necessária a administração intravenosa. “Parecem também muito bons contra as variantes de preocupação conhecidas até agora”, acrescentou. O sucesso da pesquisa levou o governo dos EUA a reservar US$ 486 milhões para financiar o desenvolvimento dos medicamentos se os estudos forem bem sucedidos.

Vacinas

Mais cedo, em outro painel, a geneticista Ana Tereza Vasconcelos também destacou os bons resultados das vacinas contra as variantes conhecidas. Ela é pesquisadora do Laboratório de Bioinformática do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o LNCC tem se dedicado ao sequenciamento de genomas e identificação das mutações do coronavírus.

Vasconcelos explicou que existem as variantes de preocupação, que são as que ampliam a transmissibilidade ou a frequência de formas graves da doença que demandam hospitalizações, e as variantes de interesse, a partir das quais são mapeados marcadores genéticos específicos que podem ser motivo de atenção. Atualmente, há três principais variantes de preocupação, uma delas originada no Brasil, conhecida como p1. “Até esse momento, não parecem prejudicar a ação da vacina”, afirmou a geneticista.

 

Edição: Fábio Massalli – Agência Brasil

Maternidade de Juazeiro realiza cerca de 400 partos por mês e esclarece sobre os casos indicados para cesariana

O Hospital Materno Infantil de Juazeiro realiza por mês cerca de 400 partos. Desses, 35% são cesarianas. A maternidade que integra a Rede PEBA (hospitais de Pernambuco e Bahia), recebe mulheres de 53 municípios. A regulação é para partos de baixa complexidade, em que mães e bebês não necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Com o centro cirúrgico em fase final de reforma, apenas uma sala de cirurgia está em funcionamento, o que provoca superlotação, principalmente aos finais de semana. As cesarianas são criteriosamente avaliadas pela direção médica, obedecendo os critérios protocolares para as cirurgias, o que algumas vezes a população não compreende.

“O critério de escalonamento pra saber qual as cirurgias são mais urgentes, sempre são prioridade aquelas com risco de morte, complicações materno-fetal, e são agudos, como sangramento intenso materno, diminuição dos batimentos fetais com presença de líquido meconial (material fecal, fenômeno é anormal e pode indicar sofrimento fetal)”, explica o diretor médico do Hospital Materno Infantil de Juazeiro, Jair da Silva Brito.

“A gente teve um caso recentemente em que a acompanhante de uma paciente invadiu a maternidade após saber que o médico tinha liberado a dieta dos procedimentos da cesária, pois chegaram duas cirurgias de urgência. Uma paciente com mais de 18 horas de bolsa rota, e um parto pélvico (quando o bebê está fora da posição) que chegou de Remanso, em seguida uma bradicardia (os batimentos cardíacos do bebê vão caindo com a própria contração). Então os médicos preferiram deixar essa cesária para o início da manhã, pois a paciente se encontrava em bom estado de saúde, sem muita pressa para o procedimento. A acompanhante invadiu a triagem, exaltada, dizendo que ia tirar a paciente de lá, que a mesma estava jogada e sendo maltratada”, contou a diretora geral do Hospital Materno Infantil de Juazeiro, Graça Carvalho.

Os médicos orientam as mães para o parto natural durante todo o pré-natal, informando sobre os riscos de uma cesariana.

“A cesariana é indicada principalmente quando a mãe ou o bebê correm risco de morte. A escolha do tipo de parto deve ser baseada no histórico da paciente e no trabalho de parto. Muitas mulheres não sabem os riscos que esse procedimento apresenta. A cesariana não deve ser realizada apenas para evitar a dor, sendo fundamental que o médico só indique o procedimento caso seja necessário. O parto cesariano aumenta em 10 vezes o risco de infecções e hemorragias comparado ao parto normal. Além de complicações que podem acontecer depois das cirurgias, como as embolias pulmonares. De cada 10 mulheres que fazem parto normal, só uma pode complicar. A cesariana é bem mais arriscada”, ressalta Jair da Silva Brito.

Casos de indicação de cesárea

Os casos mais comuns para a indicação de uma cesariana são, por exemplo, falha na progressão do parto, ou seja, nos casos em que a dilatação não está ideal a fim de se diminuir o tempo de trabalho de parto. Casos de placenta prévia, em que ocorre sangramento nas últimas semanas de gestação em razão da implantação da placenta no colo do útero, se acontecer descolamento prematuro da placenta, provocando o risco de mortalidade do bebê e da mãe, quando o bebê está com peso elevado, com índice de massa corpórea maior que 25kg/m2, que dificulta o parto normal.

Avaliando as condições do bebê, quando a frequência cardíaca fetal alterada, os médicos recomendam que a cesárea só seja realizada após uma análise de outras características, como o aspecto do líquido amniótico, dilatação, entre outros.

É comum a indicação de cesárea após a realização de uma cesárea anterior, para evitar a ruptura da cicatriz do útero de um parto cesáreo realizado anteriormente. Vale destacar que alguns trabalhos afirmam que o sucesso de um parto normal é de 70% nesses casos.

Texto: Maria Lima – Assessora de Imprensa da Secretaria de Saúde

Secretaria de Saúde disponibiliza novos números de telefone para serviço de ambulância social em Petrolina

A Secretaria de Saúde em Petrolina informa a disponibilidade de novos números telefônicos para pedido de ambulância social. Os números oficiais estão com instabilidade na rede, com isso, não estão disponíveis.

A secretaria disponibiliza os seguintes contatos: (87 )98843-4757; (87)98844-8287; (87)98811-7331 e (87) 98819-5804. Estes números estarão ativos até o restabelecimento da linha telefônica oficial.

O serviço de ambulância social funciona todos os dias da semana, em regime de plantão. Já para agendamento deste serviço, a marcação deve ser feita por telefone das 07h às 19h, todos os dias da semana.

Carnivac-Cov: Rússia produz primeiro lote de vacina contra covid-19 para animais

A Rússia produziu 17 mil doses de uma vacina contra a covid-19 para ser utilizada em animais, anunciou hoje (30) o regulador agrícola do país. A Carnivac-Cov foi registrada em março, depois de vários testes terem revelado que ela gera anticorpos contra o vírus em cães, gatos, raposas e visons.

De acordo com a agência Reuters, o primeiro lote vai ser fornecido em várias regiões do país, mas as autoridades russas dizem que vários países já demonstraram interesse em ter acesso ao imunizante.

Apesar de ainda terem que ser realizados mais estudos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já manifestou a preocupação com o risco de transmissão do vírus de humanos para os animais.

O regulador russo garante que a Carnivac-Cov é capaz de proteger espécies mais vulneráveis e até impedir mutações virais.

Ainda de acordo com as autoridades russas, estará já em andamento o processo para registrar o produto no exterior, especialmente na União Europeia.

Com informações da Agência Brasil

UniFTC de Petrolina promove atendimento psicológico a comunidade

Com o objetivo de promover saúde e bem-estar à população em tempos de pandemia, os estudantes do curso de Psicologia da UniFTC de Petrolina realizam a partir de maio deste ano, o Programa de Acolhimento Psicológico – PAPsi UniFTC. O serviço de psicoterapia individual e em grupo é aberto ao público e será realizado em ambiente virtual nos turnos matutino, vespertino e noturno, de segunda-feira a sexta-feira, com a supervisão de professores especialistas. Os interessados em participar do atendimento online de Psicologia podem preencher o formulário de inscrições no link: http://bit.ly/atendimentopsicouniftc .

Após a inscrição, a pessoa passará por uma triagem e, posteriormente, será feito um contato pela equipe. De acordo com informações do Conselho Federal de Psicologia (CFP, 2013), o serviço-escola faz parte de um espaço formativo, que tem como objetivo cumprir “a dupla função de criar condições para o treinamento profissional e atuação profissional, além de oferecer serviços psicológicos à população”.

Os serviços que serão disponibilizados à comunidade contemplam os projetos de acolhimento psicológico através de grupos terapêuticos com adolescentes, casais, acompanhantes de pacientes oncológicos, além de grupos de acolhimento à ansiedade, comportamentos alimentares, orientação profissional e psicoterapia individual. Os interessados devem escolher apenas um dos serviços listados.

De acordo com a coordenadora do curso de Psicologia da UniFTC de Petrolina, Jackeline de Souza, a Rede UniFTC está acompanhando rigorosamente os critérios técnicos e éticos, orientados pelo Conselho Federal de Psicologia. “O atendimento à comunidade acontecerá através de tecnologias de informação, seguindo todas as recomendações para Práticas e Estágios Remotos no Contexto da Pandemia do COVID-19. Ao clicar em “aceito”, você declara voluntariamente que tem interesse em participar dos grupos e/ou serviços de acolhimento psicológico ”, explicou.

A iniciativa está em conformidade com a Portaria MEC 544/2020, que autoriza a realização de estágios em ambiente remoto, desde que alinhados com as Diretrizes Curriculares do Curso e sob a supervisão de docentes devidamente registrados no Conselho Regional de Psicologia-CRP e no sistema e-Psi – lista de profissionais que estão autorizadas(os) pelo Sistema Conselhos de Psicologia a prestarem serviços psicológicos on-line.

Anvisa autoriza uso emergencial de coquetel contra a covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (20), em Brasília, a liberação para uso emergencial de dois medicamentos experimentais da farmacêutica suíça Roche contra a covid-19, desenvolvidos em parceria com a empresa de biotecnologia americana Regeneron. 

Os remédios, contendo casirivimabe e imdevimabe (REGN-COV-2), atuam em ligação com a coroa do vírus de forma a impedir sua entrada nas células ainda não infectadas para replicar o material genético, controlando a doença.

A medicação é indicada especialmente para pacientes que estão em idade avançada, obesos, que tenham doença cardiovascular, hipertensão, doença pulmonar crônica, aids, diabetes, doenças respiratórias, doença renal crônica e doença hepática, entre outras comorbidades e que apresentam alto risco de desenvolver progressão para um quadro grave da covid-19.

Segundo a Anvisa, o medicamento será de uso restrito a hospitais, para uso ambulatorial, ou seja, para pacientes que apresentam sintomas leves da doença, sendo administrado somente com prescrição médica. O medicamento não é recomendado para uso precoce ou preventivo. Também não será permitida a sua comercialização ou venda em farmácias.

O coquetel foi liberado para ser administrado em pacientes a partir de 12 anos, que pesem mais de 40 kg, que não necessitem de suplementação de oxigênio e não apresentem o quadro grave da doença. A aplicação é intravenosa e deve ser administrada logo após a confirmação, por meio de teste viral, até dez dias após o início dos sintomas.

Segundo o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Silva Santos, o coquetel usa dois anticorpos monoclonais que trabalham para neutralizar o vírus, fornecendo “anticorpos extras” para os pacientes.

“A ideia desse produto é que nesses pacientes se mimetize o que seria a resposta imune natural dos anticorpos produzidos em células e que essa produção extra-humana de anticorpos ajude a promover a ação imunológica”, disse.

“[Mas] esse produto não é recomendado para quem já está na situação grave da doença. Para aqueles que já estão internados se observa uma piora no desfecho clínico quando administrado em pacientes hospitalizados com covid-19 que necessitam de suplementação de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica”, acrescentou.

Redução de 70,4% na hospitalização

Santos apresentou dados das pesquisas dos medicamentos e disse que os resultados preliminares em pacientes ambulatoriais, desde o diagnóstico da doença até 29 dias após início do tratamento, mostraram uma redução de 70,4% na hospitalização ou morte relacionadas com a covid-19.

“O que a gente percebeu foi uma redução significativa e clinicamente relevante de 70,4% no número de pacientes hospitalizados ou morte por quaisquer causas quando comparado com o placebo”, disse. “Ele foi muito bem tolerado, tem um perfil de segurança aceitável.

O pedido para o uso dos medicamentos foi feito pela Roche em 1º de abril. A diretora da Anvisa e relatora do processo de liberação do medicamento, Meire Sousa Freitas, lembrou que ele já foi aprovado para uso emergencial pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, após apresentar bons resultados em pacientes com sintomas leves e moderados da covid-19.

A Anvisa aprovou um prazo de validade de 12 meses para os medicamentos, por se tratar de uso emergencial. A relatora lembrou que a agência também já liberou, em março, o uso do antiviral Remdesivir, produzido pela biofarmacêutica Gilead Sciences, para o tratamento da covid-19, e que a nova autorização vai ajudar a aliviar o sistema de saúde do país.

“A autorização emergencial desses anticorpos monoclonais oferece aos profissionais de saúde mais uma ferramenta no combate a essa pandemia”, disse.

Meire lembrou que a autorização é de uso emergencial, por se tratar de um medicamento ainda em desenvolvimento, e que o processo de aprovação do registro definitivo ainda precisa de mais pesquisas e investigação clínica.

Ela alertou ainda que não há pesquisas tratando da aplicação de vacinas contra a covid-19 em pacientes que foram submetidos ao novo medicamento e que a recomendação é de que o paciente deve aguardar um período de 90 dias após a administração do medicamento para tomar a vacina.

“Atualmente não há dados sobre a segurança e eficácia das vacinas autorizadas pela Anvisa em pessoas que receberam esses anticorpos monoclonais como parte do tratamento da covid-19. Portanto, antes de se vacinar o paciente deve ser avaliado pelo médico”, finalizou.

Edição: Kleber Sampaio – Agência Brasil

Secretaria de Saúde de Petrolina informa através de Boletim Covid-19 que está com 95% dos leitos de UTI ocupados

O boletim epidemiológico da Covid-19 divulgado pela Secretaria de Saúde de Petrolina, informa que a taxa de ocupação leitos de UTI desta segunda-feira (19), está em 95,1%. Dos 81 leitos, 77 estão ocupados. 66 pacientes são de Petrolina e 11 de outras cidades da região.

O boletim também traz informações sobre os novos casos confirmados. Foram 192 novos registros da Covid-19. Agora, 22.644 pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus. O total de pacientes recuperados é de 19.673, isso representa 87% do total.

Dos novos infectados, 151 foram confirmados por exames realizados pela prefeitura, os outros 41 foram através de exames laboratoriais. São 74 pessoas do sexo masculino, com idades entre sete e 84 anos, e 118 pessoas do sexo feminino, entre nove meses e 85 anos.

Petrolina registrou seis novas mortes. Tratam-se de quatro homens e duas mulher, com idades de 80, 78, 65, 38, 64 e 48 anos, respectivamente. Todos os pacientes tinham histórico de comorbidades e estavam internados em hospitais públicos e privados de Petrolina. Os óbitos foram registrados entre os dias 12 e 18 de abril, no entanto, a secretaria só recebeu os registros de óbitos nesta segunda-feira (19). Agora, a cidade passa a ter 328 mortes em decorrência da Covid-19.

Outras informações

A Secretaria de Saúde também divulgou informações complementares sobre a pandemia em Petrolina.

– Casos investigados: 1.586 pessoas sendo monitoradas, há possibilidade de estarem infectadas.

– Casos por raça/cor: Dos novos infectados 18 são pretos, 126 pardos, três amarelos,  40 brancos e cinco não declararam raça

– Casos descartados: Até agora, 87.497 casos já foram descartados. As pessoas que foram testadas tiveram resultados negativos.

– Casos ativos: O município tem 2.643 casos ativos do novo coronavírus.

Todas as informações sobre a pandemia na cidade estão disponíveis no site: petrolina.pe.gov.br/coronavirus.

Ministério da Saúde confirma chegada de 4 milhões de vacinas para maio

O Ministério da Saúde informou, neste sábado (17/4), ter sido avisado sobre a possibilidade de receber 4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19, em maio. O aviso, segundo o órgão, foi feito pelos coordenadores do consórcio Covax Facility.

De acordo com a pasta, os imunizantes serão adquiridos por meio do Fundo Rotatório da OPAS/OMS, mecanismo que, há 35 anos, auxilia os países da região ao promover o acesso a vacinas e produtos correlatos.

Em março, o Brasil recebeu o primeiro lote da Covax. Foram entregues pouco mais de 1 milhão de doses da AstraZeneca/Oxford, produzidas na Coreia do Sul pelo laboratório SK Bioscience.

“A Covax é um inédito esforço internacional, do qual o Brasil participa ativamente. Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento e a produção de imunizantes contra a Covid-19, permite o acesso justo e igualitário às vacinas por meio das parcerias com os laboratórios”, destaca a pasta, na nota divulgada.

Em reunião realizada na sexta-feira (16/4) com representantes da ONU e da OMS, todos os governadores do país fizeram um apelo para que fossem adiantadas doses de vacina ao Brasil, ainda neste mês de abril.

Ao fim da reunião, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), coordenador do Fórum Nacional de Governadores, comunicou que será antecipada a remessa de 4 milhões de doses da AstraZeneca.

Covid-19: em uma semana, mortes aumentam 8% e casos, 6%

O total de mortes registradas em decorrência da covid-19 cresceu 8% na Semana Epidemiológica (SE) 14, de 4 a 10 de abril. Neste período, foram registrados 21.141 novos óbitos, contra 19.643 confirmados na semana anterior. A média móvel de mortes (total de vidas perdidas pelo número de dias) na SE 13 ficou em 3.020.

O resultado foi mostrado no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde sobre o coronavírus de número 58. O documento reúne a avaliação da pasta sobre a evolução da pandemia, considerando as semanas epidemiológicas e o tipo de mediação empregada por autoridades de saúde para essas situações.

A curva de mortes durante a pandemia mostra um aumento intenso a partir do fim do mês de fevereiro. O resultado da SE 14 é quase o triplo de dois meses atrás, quando na SE 6 foram registrados 7.528 novos mortos.

Distribuição dos novos registros de óbitos (A) por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21
Distribuição dos novos registros de óbitos (A) por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21 – Divulgação/Ministério da Saúde

A soma de novos casos confirmados também teve acréscimo, mas menor, de 6%. O resultado reverte a tendência de queda da semana anterior (SE 13), quando houve 14% de queda sobre a semana epidemiológica 12.

Nesta última semana (SE 14) foram registrados 491.409 novos diagnósticos positivos de covid-19, contra 463.235 novas notificações de pessoas infectadas com o novo coronavírus na semana anterior. A média móvel foi de 70.201.

Distribuição dos novos registros de casos por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21
Distribuição dos novos registros de casos por covid-19 por semana epidemiológica de notificação. Brasil, 2020-21 – Divulgação/Ministério da Saúde

Estados

Conforme o boletim epidemiológico, sete estados tiveram aumento de casos na Semana Epidemiológica 14, enquanto 12 ficaram estáveis e oito tiveram redução. Os acréscimos mais efetivos ocorreram no Ceará (36%) e no Pará (32%). Já as quedas mais intensas se deram no Maranhão e Amapá (-19%).

Quando consideradas as mortes, o número de estados com incremento das curvas foi de 13, oito ficaram estáveis e seis tiveram diminuição em relação ao balanço da semana anterior. Os aumentos mais representativos foram registrados no Paraná (53%) e Amazonas (51%). As quedas mais expressivas aconteceram no Tocantins (-21%) e Rio Grande do Sul (-19%).

Mundo

O Brasil se consolidou como país com mais novas mortes e aumentou sua diferença para o segundo colocado (6.870), os Estados Unidos. Os números brasileiros foram quase o triplo das vidas perdidas entre os norte-americanos.

Em seguida vêm México (5.201), Índia (4.652) e Polônia (3.439). Enquanto a curva do Brasil sobe de forma intensa, a curva de mortes dos EUA vem fazendo movimento inverso. Quando considerados os números absolutos de mortes desde o início da pandemia, o Brasil segue na segunda posição, atrás dos Estados Unidos (351.334).

Evolução do número de novos óbitos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de óbitos.
Evolução do número de novos óbitos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de óbitos. – Divulgação/Ministério da Saúde

O Brasil deixou de ser o país com mais novos casos, liderança que foi ocupada pela Índia (873.296). Em seguida vêm Estados Unidos (478.831), Turquia (353.281) e França (199.140). Na comparação em números absolutos, o Brasil fica na segunda posição, atrás dos EUA (31,1 milhões).

Evolução do número de novos casos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de casos.
Evolução do número de novos casos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países com maior número de casos. – Divulgação/Ministério da Saúde

Edição: Aline Leal – Agência Brasil