Trabalhadores nascidos em novembro e dezembro recebem abono salarial

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Os trabalhadores nascidos em novembro e dezembro que ganharam até R$ 2.766 por mês com carteira assinada em 2024 começam a receber nesta segunda-feira (17) o último lote do abono salarial de 2026. Serão liberados R$ 5,2 bilhões para cerca de 4,1 milhões de beneficiários.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados no ano-base 2024. Com o pagamento deste lote, o calendário do abono salarial referente ao ano-base 2024 chega ao fim. Os valores ficarão disponíveis para saque até 30 de dezembro de 2026.

Quem recebe neste lote

Do total de trabalhadores contemplados nesta etapa:

• 3.652.648 são empregados da iniciativa privada inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal;

• 471.948 são servidores públicos inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), que receberão pelo Banco do Brasil.

Quem tem direito

Tem direito ao abono salarial o trabalhador que:

• esteja inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;

• tenha trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias em 2024, consecutivos ou não;

• tenha recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 durante o ano-base;

• tenha os dados corretamente informados pelo empregador no eSocial.

Instituído pela Lei nº 7.998/1990, o abono salarial é custeado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e pode chegar ao valor de um salário mínimo, de forma proporcional ao tempo trabalhado no ano-base.

Como o pagamento é feito

Para os trabalhadores da iniciativa privada (PIS), a Caixa faz o pagamento prioritariamente por crédito em conta corrente, poupança ou Conta Digital. Também pode haver depósito em poupança social digital movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não possui conta bancária pode sacar o benefício nas agências da Caixa, casas lotéricas, terminais de autoatendimento e correspondentes Caixa Aqui.

No caso dos servidores públicos vinculados ao Pasep, o Banco do Brasil realiza o pagamento preferencialmente por crédito em conta. Trabalhadores sem conta podem receber por transferência via TED, Pix ou atendimento presencial nas agências, quando não tiverem chave Pix cadastrada.

Como consultar

Informações sobre valor do benefício, data de pagamento e habilitação podem ser consultadas na Carteira de Trabalho Digital, no portal Gov.br e pelo telefone 158, do Ministério do Trabalho e Emprego.

 

Fonte: Agência Brasil

Em 11 estados, desemprego está abaixo da média do país; veja quais

© Bruno Peres/Agência Brasil

Das 27 unidades da federação do país, 11 terminaram o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego abaixo da média nacional, de 5,4%. Em cinco deles, o índice sequer chega a 3%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada na manhã desta sexta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Veja quais estados atingiram nível de desemprego abaixo da média nacional:

Santa Catarina: 2,1%

Mato Grosso: 2,2%

Espírito Santo: 2,3%

Rondônia: 2,6%

Mato Grosso do Sul: 2,7%

Paraná: 3,1%

Minas Gerais: 3,8%

Goiás: 4,0%

Tocantins: 4,1%

Rio Grande do Sul: 4,2%

Roraima: 5,0%

Média Brasil: 5,4%

Paraíba: 5,4%

São Paulo: 5,4%

Rio Grande do Norte: 5,6%

Maranhão: 6,0%

Pará: 6,2%

Distrito Federal: 6,5%

Acre: 6,6%

Ceará: 6,6%

Rio de Janeiro: 7,1%

Amazonas: 7,5%

Alagoas: 7,9%

Sergipe: 7,9%

Piauí: 8,3%

Pernambuco: 8,3%

Bahia: 9,1%

Amapá: 9,8%

O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que a diferença entre os estados é proporcionada por fatores ligados aos níveis de industrialização, evolução da atividade econômica e de instrução da população.

“Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, assinala.

Na média nacional, a taxa de 5,4% no segundo trimestre representa recuo em relação aos 6,1% do primeiro trimestre.

Já entre as unidades da federação, o desemprego diminuiu em 13 localidades. As demais ficaram estáveis.

Confira os estados que reduziram o desemprego no segundo trimestre.

Santa Catarina (-0,6 ponto percentual)

Maranhão (-0,9 p.p.)

Espírito Santo (-0,9 p.p.)

Mato Grosso (-0,9 p.p.)

Goiás (-1 p.p.)

Rondônia ( -1 p.p.)

Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.)

Minas Gerais (-1,2 p.p.)

Alagoas (-1,3 p.p)

Tocantins (-1,5 p.p.)

Acre (-1,6 p.p.)

Paraíba (-1,6 p.p.)

Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.)

A pesquisa

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Queda no desemprego longo

De acordo com a Pnad, 1,06 milhão de pessoas enfrentavam o chamado desemprego longo, isto é, pessoas que estão à procura de vagas há dois anos ou mais. Esse é o menor contingente de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, a queda nesse contingente foi de 15,6%.

Negros e mulheres acima da média

O levantamento do segundo trimestre aponta ainda que o desemprego para homens (4,6%) ficou abaixo da média nacional, enquanto o das mulheres ficou acima (6,4%).

Ao observar os números pela cor da pessoa, a desocupação de pretos (6,9%) e pardos (6,1%) é maior que a média; enquanto o dos brancos, abaixo (4,2%).

A pesquisa do IBGE não utiliza o termo negro. Mas o Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas. 

 

Fonte: Agência Brasil

Vendas no comércio crescem 0,5% em junho e sobem 1,9% no 1º semestre

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

As vendas no comércio brasileiros cresceram 0,5% na passagem de maio para junho e fecharam o primeiro semestre com expansão de 1,9%, quando comparadas ao mesmo período do ano passado.

Na comparação com junho de 2025, a alta é de 2,9%. No acumulado de 12 meses, o comércio tem variação positiva de 1,6%. No segundo trimestre, houve recuo de 0,4% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada na manhã desta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho recente deixa o setor 0,8% abaixo do maior nível já registrado, atingido em março de 2026.

O analista da pesquisa, Cristiano Santos, frisa que é “o segundo patamar mais alto da série, iniciada em janeiro de 2000”.

Santos acrescenta que há um efeito estatístico. “Quando se está no ponto mais alto da série, é mais difícil continuar crescendo.”

Na comparação com meses imediatamente seguidos, apenas um mês de 2026 apresentou recuo de vendas:

  • Janeiro: 0,5%
  • Fevereiro: 0,8%
  • Março: 0,8%
  • Abril: -1,5%
  • Maio: 0,3%
  • Junho: 0,5%

Inflação perde força e ajuda

O analista do IBGE explica que um dos fatores que impulsionaram as vendas de junho foi a desaceleração da inflação (0,16% em junho contra 0,58% em maio). Outro elemento foi o aumento no número de pessoas trabalhando (alta de 1,1% entre os meses).

Metade dos oito grupos de atividades pesquisadas pelo IBGE apresentou alta na passagem de maio para junho:

  • Combustíveis e lubrificantes: -1,7%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,1%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -2,6%
  • Móveis e eletrodomésticos: 0,4%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e perfumaria: 0,2%
  • Livros, jornais, revista e papelaria: -9,9%
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -1,3%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,4%

Atacado

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ o indicador recuou 1% de maio para junho e marca avanço de 1,9% no acumulado do semestre. Ao longo de um ano, há variação positiva de 0,8%.

Em junho, o varejo ampliado figurava 2,1% abaixo do ponto mais alto já registrado, alcançado em fevereiro de 2026.

Conjunto da economia

A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias o instituto revelou que a produção da indústria recuou 1,8% de maio para junho e avança 1,5% no primeiro semestre, comparado ao mesmo período de 2025. 

O setor de serviços ficou estável em junho (0%) e cresceu 2% no primeiro semestre. 

Fonte: Agência Brasil

Mais de R$415 bilhões foram movimentados via Pix no primeiro semestre de 2026, em Pernambuco

Os residentes de Pernambuco movimentaram R$415,7 bilhões por meio do Pix no primeiro semestre de 2026, distribuídos em 1,75 bilhão de transações. O levantamento foi elaborado pelo Hub do Comércio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), com base nas estatísticas do Banco Central, e aponta crescimento de 20,1% no valor das operações e de 16,9% na quantidade de transações em comparação com o mesmo período de 2025. Com esse desempenho, Pernambuco manteve a segunda posição entre os estados do Nordeste em movimentação financeira via Pix, atrás apenas da Bahia, além de ocupar o nono lugar no ranking nacional, respondendo por cerca de 2,4% de todo o volume financeiro movimentado no país durante os seis primeiros meses do ano.

Além do avanço registrado em relação ao ano anterior, os dados evidenciam a consolidação do Pix como principal meio de pagamento na economia pernambucana. Entre janeiro e junho, o valor mensal movimentado pelos residentes do estado passou de R$69,1 bilhões, em janeiro, para R$73,9 bilhões, em junho. O maior número de transações foi registrado em maio, período influenciado por datas comemorativas, como o Dia das Mães, tradicionalmente associado ao aumento das vendas no comércio.

Para o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, Bernardo Peixoto, o crescimento das operações confirma que o Pix passou a integrar definitivamente a rotina de consumidores e empresas. “O Pix tornou-se um instrumento incorporado ao dia a dia dos consumidores e das empresas. A expansão observada em Pernambuco acompanha a transformação dos meios de pagamento, contribuindo para maior agilidade nas transações comerciais e para a circulação de recursos na economia”.

Empresas lideram

O estudo também mostra que o Pix ganhou espaço nas operações empresariais. Embora as pessoas jurídicas representem apenas 8,4% do total de transações realizadas no estado, elas responderam por 43,1% de todo o valor financeiro movimentado no semestre. Ao todo, as empresas movimentaram R$179,2 bilhões, enquanto as pessoas físicas responderam por R$236,5 bilhões em pagamentos realizados pela modalidade.

Essa diferença também aparece no valor médio das operações. O ticket médio das transações realizadas por empresas alcançou R$1.224,47, cerca de 8,3 vezes superior ao registrado entre pessoas físicas, cujo valor médio foi de R$147,32. Para o economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima, os números demonstram que o Pix deixou de ser utilizado apenas nas transações cotidianas entre consumidores. “O elevado ticket médio das operações realizadas por pessoas jurídicas mostra que empresas de diferentes portes incorporaram o Pix aos pagamentos e recebimentos de maior valor, ampliando sua participação na dinâmica econômica estadual”.

Liderança na RMR

A pesquisa aponta ainda forte concentração das operações na Região Metropolitana do Recife, responsável por 55,7% de todo o valor movimentado em Pernambuco. Sozinha, a capital respondeu por R$138,7 bilhões, o equivalente a 33,4% do total estadual. Também figuram entre os municípios com maior movimentação Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Caruaru, Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Paulista, Goiana, Ipojuca e Vitória de Santo Antão, que, juntamente com Recife, concentram cerca de dois terços de toda a movimentação financeira via Pix no estado.

Os dados também revelam diferenças no perfil econômico entre os municípios. Em Goiana, as pessoas jurídicas responderam por 78,5% do valor movimentado, enquanto Ipojuca também apresentou elevada participação empresarial, refletindo a influência das atividades industriais e portuárias na economia local.

Segundo no Nordeste 

Na comparação regional, Bahia, Pernambuco e Ceará concentraram mais da metade de toda a movimentação financeira realizada via Pix no Nordeste durante o primeiro semestre de 2026. Pernambuco movimentou R$415,7 bilhões, superando o Ceará, que registrou R$405,9 bilhões, e ficando atrás apenas da Bahia, com R$629,9 bilhões.

Quando o indicador considera o valor movimentado por habitante, Pernambuco ocupa a terceira posição entre os estados nordestinos, atrás de Paraíba e Ceará. O levantamento também mostra que os residentes pernambucanos pagaram R$ 9,6 bilhões a mais do que receberam via Pix no primeiro semestre, resultando em saldo líquido negativo nas transações realizadas pelo estado.

Setor de serviços fica estável em junho e sobe 2% no 1º semestre

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O setor de serviços terminou o primeiro semestre de 2026 com expansão de 2% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em junho, o comportamento foi de estabilidade, ou seja, sem variação na comparação com maio.

Na comparação com junho de 2025 houve crescimento de 2%. No acumulado de 12 meses, o setor avança 2,6%. O segundo trimestre de 2026 teve desempenho positivo de 0,4% na comparação com o primeiro trimestre.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor de serviços é um termômetro da economia, pois reúne atividades grandes geradoras de emprego, como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI).

Com o desempenho de junho, os serviços figuram 19,9% acima do nível pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 0,3% abaixo do maior patamar já registrado, alcançado em outubro de 2025.

Na comparação entre meses imediatamente seguidos, apenas dois meses apresentaram crescimento em 2026:

Janeiro: 0,0%

Fevereiro: 0,1%

Março: -1,0%

Abril: 1,2%

Maio: -0,2%

Junho: 0,0%

De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, o setor opera muito próximo do seu ponto mais alto, mas de uma forma acomodada.

“Não há indícios de escalada, tampouco trajetória descendente”, avalia.

Apesar de serem classificados como atividade de serviços, os bancos não são incluídos na pesquisa do IBGE.

Influências no semestre

Na comparação do primeiro semestre de 2026 com o mesmo período do ano passado, três das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram alta:

Serviços prestados às famílias: 2,0%

Serviços de informação e comunicação: 6,8%

Serviços profissionais, administrativos e complementares: 2,4%

Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -1,2%

Outros serviços: 0,0%

Na mesma base de comparação, 47,6% dos 166 tipos de serviços investigados tiveram desempenho positivo.

Para Rodrigo Lobo, os dados do semestre revelam que o setor apresenta “taxa de crescimento menos intensa” que nos semestres anteriores. Nos primeiros seis meses de 2025, por exemplo, a expansão acumulada do ano estava em 2,7%.

Índice de atividades turísticas

A Pesquisa Mensal de Serviços traz ainda o índice de atividades turísticas (Iatur), que recuou 3,4% em junho, na comparação com o mês anterior. No acumulado do ano, há redução de 0,9%. Em 12 meses, as atividades apresentam alta de 1%.

Esses resultados deixam as atividades de turismo 6,6% acima do patamar pré-pandemia e 6,2% abaixo do maior nível já alcançado, em dezembro de 2024.

O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são ligadas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens, bufê e transporte aéreo de passageiros.

São divulgadas informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

 

Fonte: Agência Brasil

Câmara Setorial de Apicultura de Pernambuco reconduz diretoria e define novas frentes de atuação

Pernambuco produziu 1,6 mil toneladas de mel em 2024 e ocupa a 10ª posição entre os estados brasileiros em produção, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É no fortalecimento deste setor que atua a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Apicultura de Pernambuco, que reúne representantes do setor produtivo, instituições públicas, entidades e academia. Nesta terça-feira (11/08), durante a 13ª Reunião Ordinária, Antonio Ferreira Coelho Muniz Junior (Associação dos Apicultores e Meliponicultores do Cabo de Santo Agostinho – AAMC) foi reconduzido à presidência e Adgerlan Codácio da Silva (Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA) à vice-presidência, respectivamente. A reunião aconteceu na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), no Recife.

Instalada em dezembro de 2021, a Câmara Setorial da Apicultura reúne cerca de 90 instituições e 34 participantes por reunião, incluindo representantes da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão), entre outros. Entre os quatro eixos prioritários estão compras governamentais; fortalecimento institucional e valorização dos produtos da apicultura; inovação e desenvolvimento setorial; e regulação sanitária e ambiental.

“Nossa prioridade é contribuir para o desenvolvimento de toda a cadeia da apicultura e da meliponicultura. Um dos pontos mais importantes é a construção coletiva de um diagnóstico do setor, com a participação das instituições parceiras da Câmara. A ideia é consolidar esse trabalho em 2027 e ter uma base que possa orientar ações nos próximos anos, fortalecendo produtores e associações em Pernambuco”, destacou Antonio Ferreira Coelho Muniz Junior, presidente da Câmara Setorial.

Para o vice-presidente da Câmara e extensionista rural do IPA, Adgerlan Codácio da Silva, a participação do instituto contribui para aproximar o colegiado da realidade vivenciada pelos produtores. “A participação do IPA na Câmara é importante pela nossa capilaridade em Pernambuco e pela atuação dos extensionistas diretamente junto aos apicultores e meliponicultores”, destacou.

A diretora-presidente da Adepe, Roberta Andrade, reforça a importância da iniciativa: “A Câmara Setorial é um espaço importante para aproximar quem produz, quem pesquisa e quem atua na formulação e execução das políticas públicas. A continuidade desse trabalho permite que os desafios da apicultura sejam discutidos de forma conjunta e que as demandas do setor possam avançar em ações concretas”, comentou.

Grupos de trabalho – A reunião também discutiu a redefinição dos Grupos de Estudos e Desenvolvimento Setorial (GEDS), que atuam em quatro frentes: compras governamentais; fortalecimento institucional e valorização dos produtos; inovação e desenvolvimento setorial; e regulação sanitária e ambiental. Entre as prioridades estão ações de capacitação, comercialização, fortalecimento das associações, certificação, adequação para exportação e desenvolvimento tecnológico.

Desde sua criação, a Câmara também acumula ações como a realização do I Encontro de Bioeconomia do Mel de Pernambuco, capacitações em manejo e processamento de cera apícola, apicultura básica e produção de cosméticos artesanais com produtos das abelhas. O colegiado também articulou contratos de comercialização de mel com municípios, ações para produção de cera e parcerias com instituições como Banco do Nordeste (BNB), Sebrae, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Cia. de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Entre as próximas prioridades discutidas estão o fortalecimento da Federação dos Apicultores e Meliponicultores de Pernambuco (FEAMPE) e das associações, a realização de encontros estaduais e reuniões nas diferentes regiões produtoras, além da discussão sobre a criação de leis estaduais específicas para a apicultura e a meliponicultura. Também estão previstas ações relacionadas à inclusão de Pernambuco na Rota do Mel.

Balanço – Em 2026, a agenda das Câmaras Setoriais mantidas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC), com secretariado da Adepe, também vem sendo ampliada. Com a reunião desta terça-feira, foram realizados nove encontros de diferentes Câmaras Setoriais ao longo do ano. A programação prevê ainda outros três encontros até o fim de agosto, chegando a 12 reuniões realizadas no período.

Câmaras Setoriais – Secretariada pela Adepe, a iniciativa conta atualmente com 14 Câmaras Setoriais ativas: Apicultura; Aquicultura e Pesca; Audiovisual; Avicultura; Energia; Gesso; Leite e Derivados; Logística; Movelaria; Ovinocaprinocultura; Sucroalcooleiro; Têxtil e Confecções; Turismo; e Café. As reuniões periódicas promovem o diálogo entre governo, setor produtivo e instituições parceiras, contribuindo para a identificação de demandas e a construção de ações para diferentes cadeias produtivas de Pernambuco.

Inflação recua para 0,07% em julho e volta para meta do governo

© REUTERS/Sergio Moraes/Proibida reprodução

Os alimentos ficaram mais baratos no mês de julho e ajudaram a inflação oficial a perder força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%. O resultado faz o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do governo.

O IPCA de julho veio em linha com a estimativa do mercado financeiro. O boletim Focus desta segunda-feira (10), sondagem do Banco Central (BC) com instituições econômicas, projetava que a inflação de julho ficaria em 0,07%. Para o fim de 2026, o mercado espera IPCA em 5,02%. 

Veja o resultado da inflação oficial em 2026:

Janeiro: 0,33%

Fevereiro: 0,70%

Março: 0,88%

Abril: 0,67%

Maio: 0,58%

Junho: 0,16%

Julho: 0,07%

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dentro da meta

O comportamento dos preços fez com que o acumulado de 12 meses (4,44%) entrasse novamente na meta do governo: de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. 

Em abril, o acumulado estava em 4,39%, mas o índice extrapolou o limite máximo em maio (4,72%) e junho (4,64%).

Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas ao alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

Julho

O resultado de julho foi o menor desde agosto de 2025, quando o IPCA marcou 0,11%. Levando em consideração apenas os meses de julho, o desempenho do mês passado é o menor desde 2022 (-0,68%).

O índice de difusão em julho, que mostra o quanto a inflação está espalhada no mês, foi de 50%, ou seja, metade dos 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram aumento de preço. 

Confira como foi o comportamento dos preços e o impacto em ponto percentual (p.p.) nos nove grupos pesquisados pelo IBGE:

Alimentação e bebidas: -0,67% (-0,14 p.p.)

Habitação: 0,99% (0,15 p.p.)

Artigos de residência: 0,07% (0 p.p.)

Vestuário: -0,66% (-0,03 p.p.)

Transportes: 0,05% (0,01 p.p.)

Saúde e cuidados pessoais: 0,40% (0,06 p.p.)

Despesas pessoais: 0,22% (0,02 p.p.)

Educação: -0,03% (0 p.p.)

Comunicação: 0,04% (0 p.p.)

Alimentos

Pelo segundo mês consecutivo, o grupo alimentação e bebidas, o de maior peso na cesta de compras das famílias brasileiras, apresentou deflação, ou seja, inflação negativa. Em junho, o recuo foi de 0,24%.

A alimentação especificamente no domicílio ficou 1,14% mais barata em julho, puxada pela queda do subgrupo tubérculos, raízes e legumes (-16,15%).

Veja os subitens alimentícios que mais puxaram a inflação para baixo no mês passado:

Tomate: -29,09% (-0,10 p.p.)

Batata-inglesa: -19,59% (-0,06 p.p.)

Cenoura: -14,41% (-0,01 p.p.)

Café moído: -2,45% (-0,01 p.p.)

Em relação ao café, o IBGE destaca que a queda em 12 meses (-17,2%) é a maior desde o início do plano Real, em 1994.

O analista da pesquisa, Fernando Gonçalves, explica que os alimentos mais baratos são reflexo de maior oferta de produtos, beneficiada por questões climáticas. “O clima ficou mais favorável”, afirma.

Eletricidade

A energia elétrica ficou 3,09% mais cara, exercendo principal impacto individual de alta no mês (0,13 p.p.). De acordo com o IBGE, a explicação está em reajustes em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Como o IPCA é um índice nacional, comportamentos específicos em regiões pesquisadas são refletidos na média final do índice.

Fernando Gonçalves lembra que a conta de luz deve apresentar um refresco no bolso em agosto, uma vez que consumidores receberão o desconto na fatura de energia conhecido como Bônus Itaipu, já aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Transportes

Dentro do grupo transportes, as passagens aéreas se destacaram como maior aumento (11,67%). Já os combustíveis ficaram 1,44% mais baratos, com recuo do etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).

O índice

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. 

 

Fonte: Agência Brasil

LDO 2027: petrolinenses poderão sugerir investimentos prioritários para o município em Audiência Pública

Com o objetivo de fortalecer a transparência pública e garantir que os eixos qualitativos assegurem ações estratégicas para o município, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Planejamento, Gestão e Finanças, convida toda a cidade a participar da Audiência Pública sobre o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2027. O encontro será realizado no próximo dia 18 de agosto, a partir das 9h30, na sede da Câmara de Vereadores de Petrolina.

A audiência cumpre um papel central em uma gestão democrática e participativa. Durante a audiência, os moradores poderão acompanhar de perto o planejamento orçamentário municipal e colaborar ativamente para definir prioridades, metas e critérios para que posteriormente seja elaborada a Lei Orçamentária Anual (LOA).

A participação do público reforça o compromisso do município com o uso responsável, ético e transparente dos recursos públicos.

Do crédito à conquista: mototaxistas de Petrolina renovam ferramenta de trabalho com apoio da Prefeitura

Para quem utiliza o próprio automóvel para trabalhar, renovar essa ferramenta de trabalho pode representar muito mais do que uma simples aquisição, significa mais segurança e oportunidade. Em Petrolina, essa transformação já faz parte da realidade de mototaxistas que conseguiram renovar suas motocicletas por meio da linha de crédito “AGE Mototáxi”, ofertada pela Prefeitura de Petrolina, através da Agência Municipal de Empreendedorismo (AGE Petrolina).
 
Edielson Pereira é mototaxista há 21 anos e ficou muito satisfeito com a facilidade de conseguir o crédito na AGE. “O processo foi muito fácil. Desde que eu cheguei lá para contratar, além de ser bem recebido por todos, fui bem instruído. Agora eu tenho uma nova moto para garantir mais conforto e segurança”, afirma.
 
Para a AGE Petrolina, histórias como essas mostram, na prática, o impacto das políticas de incentivo ao empreendedorismo. O crédito deixa de ser apenas um recurso financeiro e passa a estar presente na vida das pessoas em forma de equipamentos, veículos, melhorias nos negócios e novas possibilidades de renda.
 
“Já estou na luta como mototaxista há 7 anos e minha moto estava precisando muito ser trocada. Quando eu vi o anúncio de que a linha tinha aumentado, fiquei muito feliz, porque consegui uma moto nova, pagando uma parcela acessível. Vou poder andar com mais segurança, tanto para mim como para os clientes”, celebrou Charles Bispo.
 
O mototaxista que estiver interessado na linha de crédito “AGE Mototáxi” deve procurar a AGE de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h, na Avenida Fernando Goés, 1009, próximo ao Hotel Ibis. A linha de crédito garante até R$ 30 mil reais, com juros de 1,1% ao mês e prazo de até 36 meses. Outras informações também podem ser obtidas através do whatsapp no telefone (87) 3983-7121.

Expectativa do mercado para inflação de 2026 cai para 5,02%

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Pela sexta semana consecutiva, o mercado financeiro revê para baixo as expectativas que tem para a inflação em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país, deve fechar o ano em 5,02% no ano.

A projeção está abaixo dos 5,16% projetados há quatro semanas e dos 5,03% projetados pelo boletim na semana passada.

Foram também revisadas para baixo as expectativas para a economia, com uma previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) de 1,98%, após cinco semanas consecutivas com projeções estabilizadas em 1,99%.

Já as projeções para o câmbio estão estáveis em R$ 5,20 há 8 semanas, enquanto para a taxa básica de juros repetem as mesmas expectativas da semana passada – de que a Selic fechará 2026 em 13,75%.

2027 e 2028

Os quatro índices de expectativas do mercado financeiro para os anos 2027 e 2028 apresentaram todos estabilidade em relação à semana anterior. O único que registrou variação foi o relativo ao PIB de 2027, que passou dos 1,57% projetados há uma semana, para 1,52%.

Inflação, PIB e câmbio apresentaram, respectivamente, projeções de 4,22% (IPCA); R$ 5,28 (cotação do dólar); e 12% para o próximo ano.

Para 2028, as projeções do mercado financeiro se mantiveram em 3,80% para a inflação; 2% para o PIB; 5,30% para a cotação do dólar; e 10,50% para a taxa Selic.

Controle da inflação

O BC utiliza a Selic, os juros básicos da economia, como um instrumento para reduzir o ritmo da atividade econômica e, com isso, tentar controlar a inflação.

Quando o juro sobe ou fica alto por muito tempo, o crédito encarece, ficando mais caro para quem compra no cartão, nas parcelas de produtos e no financiamento de imóveis, levando a uma perda de força no consumo.

Quando há redução, a expectativa é de estímulo para a economia e de um menor risco de descontrole nos preços.

Reunião do Copom

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), encerrada no dia 5 de agosto, a taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% para 14% ao ano. Foi a quarta redução consecutiva dos juros básicos.

Segundo o Banco Central, o corte é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta nos próximos períodos. O BC afirmou que a decisão busca, além da estabilidade de preços, suavizar as oscilações da atividade econômica e favorecer o emprego.

O Copom manteve a avaliação de que o cenário externo exige cautela, diante das incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio e à política monetária de economias avançadas.

No cenário doméstico, o comitê observou desaceleração gradual da atividade econômica, embora o mercado de trabalho continue aquecido.

O BC destacou que a inflação recente perdeu força, mas permanece acima do limite superior da meta, ainda que os núcleos de inflação tenham mostrado desaceleração.

 

Fonte: Agência Brasil