Em Petrolina, Feira do Empreendedor movimenta Cohab VI com música e incentivo a negócios locais
Petrolina 130 anos: Solo fértil que exporta sabores e oportunidades
Petrolina chegou aos 130 anos, comemorados no último dia 21, como referência mundial em fruticultura irrigada. No coração do Semiárido, a cidade transformou a escassez hídrica em oportunidade de crescimento, utilizando de forma estratégica as águas do Rio São Francisco para produzir e exportar frutas que hoje chegam a diversos continentes.
De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Petrolina e o Vale do São Francisco são responsáveis por cerca de 90% da produção nacional de uvas e mangas destinadas à exportação. Em 2024, as frutas da região alcançaram mais de 50 países, movimentando aproximadamente US$ 1 bilhão em exportações. Esse desempenho consolidou a cidade como o maior polo exportador de frutas frescas do Brasil.

Segundo a Codevasf e a Embrapa Semiárido, a região possui mais de 100 mil hectares irrigados, que unem tecnologia, inovação e mão de obra qualificada. A cadeia produtiva da fruticultura irrigada gera milhares de empregos diretos e indiretos, e estima-se que entre 200 mil e 250 mil pessoas dependam dessa atividade para o seu sustento.
Além das mangas e uvas, produtos que lideram as exportações, o município também se destaca na produção de goiaba, coco, banana, acerola e outras frutas tropicais. A presença de instituições de pesquisa e ensino, como a Embrapa Semiárido e universidades locais, fortalece a inovação e garante maior competitividade no mercado global.
A série Petrolina 130: Nossa História, Nossa Gente chega à reta final com o objetivo de resgatar a memória da cidade, valorizar sua cultura e mostrar como o município se consolidou como referência em desenvolvimento, turismo e qualidade de vida no Sertão. Ao completar aniversário, a cidade sertaneja mostra que é possível aliar tradição, inovação e vocação produtiva, consolidando-se como terra fértil que floresce no Sertão e alimenta o mundo.
Texto: Luzete Nobre
Mais que negócios: Vila do Empreendedor transforma histórias de vida em Petrolina
A Vila do Empreendedor 2025 – Edição Aniversário da Cidade encerrou neste domingo (14) consolidando-se como um dos principais espaços de valorização da economia criativa e dos pequenos negócios de Petrolina. Durante três dias, a Orla da cidade se transformou em uma grande vitrine para artesanato, vestuário, gastronomia e talentos locais, reunindo milhares de visitantes e oferecendo novas oportunidades aos empreendedores.
Mas para Geraldo Serafim Dantas, um dos 22 expositores da feira, o evento foi muito mais do que negócios. Foi um espaço de reencontro, de esperança e de novas oportunidades, mesmo diante de desafios que pareciam intransponíveis.
Desde 2010, Geraldo enfrenta problemas de memória recente, consequência de um AVC que comprometeu os movimentos do lado direito do corpo. Diagnosticado com Alzheimer, ele passou por tratamentos e terapias que o incentivaram a pintar, encontrando na arte um caminho para manter a vitalidade e enfrentar a doença, sempre contando com o apoio de sua esposa.
.
Mesmo com talento e dezenas de obras acumuladas, Geraldo enfrentava dificuldades para vender suas pinturas. Foi então que encontrou apoio da Prefeitura de Petrolina, por meio da Agência Municipal de Empreendedorismo (AGE Petrolina), idealizadora das Vilas do Empreendedor.
“Este espaço foi como abrir uma porta em um quarto escuro e se deparar com um mundo cheio de possibilidades. Aqui encontrei acolhimento, incentivo e a chance de continuar vivendo através da minha arte. Sinto que, mais do que vender, estou fazendo parte de algo maior, de uma família que valoriza cada um de nós”, disse Geraldo emocionado e feliz por ter vendido muitas telas na Vila do Empreendedor.
A Prefeitura de Petrolina, por meio da AGE, e neste evento em parceria com o SEBRAE, reafirma seu compromisso de apoiar empreendedores locais, gerar oportunidades e construir uma cidade mais inclu
Vila do Empreendedor movimenta a Orla de Petrolina a partir desta sexta-feira
5G da Brisanet chega à Juazeiro (BA) e Petrolina (PE)
A empresa, que já atua com fibra óptica na cidade, passa a operar também com telefonia móvel, unindo tecnologia de ponta e preço acessível
Líder no segmento banda larga fixa em todo o Nordeste, a Brisanet inicia neste mês de setembro a operação do 5G nas cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). Presente nos dois municípios desde 2022, a telecom oferta agora telefonia móvel de alta performance, unindo tecnologia de ponta e maior estabilidade de rede.
Para marcar a chegada da telefonia móvel em Petrolina e Juazeiro, a Brisanet lança um combo especial com 500 Mega de internet fibra óptica e 1 chip móvel com 20 GB de internet 5G no valor de R$ 84,90 mensais. Com o chip Brisanet, os clientes terão acesso à internet móvel em velocidades que podem atingir 1 Gb/s.
“Mais do que ampliar a velocidade da internet móvel, a chegada do 5G na região de Juazeiro e Petrolina abre caminho para novas oportunidades de transformação digital, facilitando o dia a dia das pessoas, empresas e órgãos públicos”, destaca Jordão Estevam, diretor Comercial da Brisanet.
Crescimento contínuo na telefonia móvel
Atualmente, a Brisanet contabiliza mais de 600 mil clientes móveis (4G/5G) em todo o Nordeste. Com as ativações em Petrolina e Juazeiro, a operadora está presente agora em mais de 280 cidades nordestinas, alcançando cerca de 13,5 milhões de habitantes com seus serviços de telefonia móvel.
Programa ‘Meu Bairro Empreendedor’ chega a duas comunidades de Petrolina neste sábado


Empreendedoras impulsionam transformação econômica em Petrolina
Petrolina tem se consolidado como um dos polos de estímulo a negócios liderados por mulheres. Até julho de 2025, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Agência Municipal de Empreendedorismo (AGE Petrolina), registrou mais um feito: 50% dos empréstimos concedidos foram destinados a mulheres, totalizando mais de R$ 540 mil. Além disso, nas edições já realizadas das Vilas do Empreendedor, cerca de 80% da presença tem sido feminina. Esse marco reforça o compromisso da gestão municipal em impulsionar a autonomia financeira feminina, gerar oportunidades e fortalecer a economia local.
Um exemplo inspirador dessa transformação é a história de Edilaine Alves, de 38 anos, microempreendedora no ramo de comida fitness. Apaixonada por gastronomia, Edilaine criou a empresa após passar por um processo de emagrecimento e sentir falta de opções de alimentação saudável e congelada na região. O negócio, que começou pequeno, hoje é referência no Vale do São Francisco, oferecendo refeições fit, sucos e sopas detox. “Toda grande jornada começa com um pequeno passo. O meu foi acreditar que saúde e sabor podem caminhar juntos, e com o apoio da AGE consegui ampliar a produção e atender cada vez mais pessoas”, destaca Edilaine.
A AGE Petrolina foi decisiva nesse processo, concedendo crédito e apoio técnico para que a empreendedora pudesse expandir sua capacidade de produção e atender à crescente demanda. Essa parceria entre poder público e iniciativa privada tem possibilitado que histórias como a de Edilaine se multipliquem na cidade.

O fortalecimento do empreendedorismo feminino em Petrolina também acompanha uma tendência nacional. Segundo levantamento do Sebrae, o Brasil já conta com 10,35 milhões de mulheres donas de negócios. No entanto, os desafios ainda são grandes: as mulheres enfrentam desigualdade de renda, dificuldade de acesso a crédito e a jornada dupla de trabalho. Diante desse cenário, iniciativas locais que oferecem suporte concreto, como as desenvolvidas pela Prefeitura e pela AGE, tornam-se fundamentais.
Abrafrutas apoia plano e pede atenção a pequenos produtores
A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) classificou como “avanço” o pacote apresentado nesta quarta-feira (13) pelo governo federal de socorro às empresas brasileiras prejudicadas pelo tarifaço estadunidense.
Segundo a Abrafrutas, as medidas anunciadas estão alinhadas com as demandas da entidade.
“A ABERTURA DE R$ 30 BILHÕES EM LINHAS DE CRÉDITO, A PRORROGAÇÃO DE PRAZOS NO DRAWBACK [REGIME ADUANEIRO ESPECIAL], O DIFERIMENTO DE TRIBUTOS E A CONCESSÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS ESPECÍFICOS PARA EXPORTADORES ESTÃO ALINHADOS COM ALGUNS DOS PLEITOS JÁ APRESENTADOS PELA ENTIDADE”, DIZ A NOTA DA ASSOCIAÇÃO.
A Abrafrutas também considerou positivas as iniciativas que ampliam o acesso a seguros de crédito à exportação e a possibilidade de compras públicas para absorção da produção afetada, “medida que poderá mitigar parte das perdas imediatas”.
Pequenos produtores
A entidade ressalvou, no entanto, que o conjunto de ações apresentado ainda não contempla plenamente a cadeia produtiva da fruticultura.
“O PEQUENO PRODUTOR, QUE COMERCIALIZA SUA PRODUÇÃO PARA EMPRESAS EXPORTADORAS, CORRE O RISCO DE FICAR DESAMPARADO, UMA VEZ QUE OS INSTRUMENTOS ANUNCIADOS PRIORIZAM DIRETAMENTE O EXPORTADOR DIRETO. SEM MEDIDAS QUE CHEGUEM EFETIVAMENTE À BASE DA PRODUÇÃO, HÁ RISCO DE RETRAÇÃO NAS COMPRAS E PREJUÍZO À RENDA E À PERMANÊNCIA DESSES PRODUTORES NO CAMPO.”
O governo federal lançou nesta quarta-feira um pacote de medidas para apoiar o setor produtivo afetado pelo tarifaço de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos. O plano de apoio prevê R$ 30 bilhões em crédito e será viabilizado por meio de uma medida provisória.
Os recursos para as medidas de ajuda virão por meio de crédito extraordinário ao Orçamento, usados em situações de emergência fora do limite de gastos do arcabouço fiscal. Esse sistema foi usado no ano passado para socorrer as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.
Conselho da Petrobras aprova volta da distribuição de gás de cozinha
A Petrobras informou, na noite desta quinta-feira (7), que o conselho de administração da estatal aprovou a volta ao negócio de distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP), popularmente chamado de gás de cozinha ou botijão.
A empresa tinha aberto mão do setor durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). Em 2020, a companhia vendeu a empresa Liquigás para dois grupos privados: Copagaz – Distribuidora de Gás S.A. e a Nacional Gás Butano Distribuidora.
No comunicado desta quinta-feira, a empresa não detalha como seria à volta ao mercado de distribuição de gás, por exemplo, se seria na venda direta de botijão para consumidores residenciais.
A decisão estratégica acontece em um cenário em que o governo, principal acionista e controlador da estatal, tem manifestado preocupação com o preço do botijão de gás.
No fim de maio, durante a inauguração de obra da transposição do Rio São Francisco, em Cachoeira dos Índios, sertão da Paraíba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expôs a contrariedade com o preço do botijão que chegava às famílias.
“A Petrobras manda o gás de cozinha a R$ 37. Quando é que chega aqui? Cento e dez reais, R$ 120, tem estado que é R$ 140. E eu posso dizer para vocês que está errado. Vocês não podem pagar R$ 140 por uma coisa que custa R$ 37 da Petrobras. Está certo que tem o custo do transporte, mas não precisa pagar tanto”, reclamou na ocasião.
Privatização em 2020
No governo passado, quando decidiu pela privatização da Liquigás, o então presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, defendia que a estatal estava abrindo mão de atuação em determinadas áreas para se concentrar na redução de dívidas e na exploração e produção de petróleo e gás em águas profundas e ultraprofundas.
À época, a Liquigás tinha presença em todos os estados, 23 centros de operação e uma rede de aproximadamente 4,8 mil revendedores autorizados. A subsidiária da Petrobras detinha 21,4% de participação de mercado, ou seja, de cada cinco botijões vendidos, um era da Liquigás.
Gasolina
A venda direta de gasolina, ou seja, nas bombas dos postos, não foi citada pela decisão do conselho de administração. Também no governo anterior, a estatal decidiu pela venda da BR Distribuidora para a Vibra Energia S.A. ─ também com a justificativa em otimizar o portfólio e melhoria de alocação do capital da companhia.
A venda incluiu licença para a compradora manter a marca BR até 28 de junho de 2029. Ou seja, apesar da exibirem a marca BR, os postos espalhados pelo país não são de propriedade da companhia, que assinou também um termo de non-compete (sem competição, no jargão dos negócios), impedindo a companhia de concorrer com a Vibra. A Petrobras é apenas fornecedora do combustível.
Em janeiro de 2024, no entanto, a Petrobras comunicou à Vibra que não tem interesse em renovar a licença para uso da marca após 2029. “A não renovação da licença permitirá a eventual avaliação de novas estratégias de gestão de marca e oportunidades de negócios para a Petrobras”, justificou a estatal.
Em maio, a presidente da petrolífera, Magda Chambriard, lamentou o fato de a Petrobras não atuar mais na venda diretamente nas bombas e lamentou ver postos com bandeira BR vendendo combustíveis com preços mais caros do que ela considera justo.
“Nos preocupa, sim, ter a nossa marca divulgada e espalhada pelo Brasil, vendendo uma gasolina acima do preço, incorporando margem”, declarou.
Lucro e dividendos
A decisão do conselho de voltar à distribuição de gás de cozinha foi no mesmo dia em que a Petrobras anunciou o balanço do segundo trimestre de 2025. A empresa registrou lucro líquido de R$ 26,7 bilhões. O resultado é 24,3% menor que o apurado no trimestre anterior, mas superior ao do mesmo período de 2024, quando a companhia teve prejuízo de R$ 2,6 bilhões.
A empresa anunciou também a distribuição de R$ 8,66 bilhões em dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) para acionistas. Tanto os dividendos como os JCP são formas de uma empresa dividir parte do lucro com os acionistas.
No caso da Petrobras, o governo federal deve receber cerca de 29% do valor, uma vez que detém essa proporção das cotas. Outros 8% vão para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), banco público de fomento do governo federal.
Edição: Agência Brasil











