Confira a cotação dos hortifrutigranjeiros no Mercado do Produtor de Juazeiro nesta quinta-feira (10) de abril

O Mercado do Produtor de Juazeiro divulgou a cotação dos produtos comercializados no entreposto nesta quinta-feira (10). Os valores foram levantados por meio de pesquisa diária no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira, das 2h às 22h, aos sábados, das 2h às 17h, e aos domingos, a partir das 21h.

O principal destaque do dia vai para a cenoura. O saco com 20 quilos caiu de R$70,00 para R$50,00, uma redução de 28,6%.

Já a caixa de chuchu, com 20 quilos, apresentou queda de R$70,00 para R$60,00, representando uma redução de 14,3%.

Confira mais destaques:

* Melancia: o preço por quilo caiu de R$1,80 para R$1,70, uma redução de 5,6%

* Uva Jubileu: o quilo passou de R$7,50 para R$8,50, um aumento de 13,3%

* Romã (caixa com 20 quilos): passou de R$65,00 para R$50,00, uma redução de 23,1%

* Gengibre (caixa com 20 quilos): caiu de R$130,00 para R$120,00, uma redução de 7,7%

Além disso, diversos produtos mantiveram os mesmos valores em relação ao dia anterior, refletindo estabilidade no mercado. Entre eles, estão: abobrinha, acelga e aipim.

Cotação completa AQUI.

O tradicional mercado na Praça do Peixe, no Centro de Petrolina, é destino certo para quem busca peixes frescos

Semana Santa chegando e o tradicional mercado de pescados localizado na Praça do Peixe, no Centro de Petrolina, ganha destaque como um dos principais pontos para a compra de peixes frescos na cidade. A movimentação é impulsionada pela tradição cristã de consumir peixe durante o período da Quaresma, especialmente na Sexta-feira da Paixão e na Páscoa.
Com funcionamento das 6h às 17h, o espaço reúne famílias que há décadas mantêm viva a cultura da comercialização de pescado na região. Tilápia, tambaqui, dourado, surubim e piau são algumas das espécies mais procuradas. Os preços variam de acordo com a espécie e o tamanho, e vão de R$ 25 a R$ 50 o quilo, podendo sofrer alguns reajustes.

Segundo Cláudio José Porfilho, um dos comerciantes mais antigos da praça, a expectativa é que as vendas aumentem em até 50% nos próximos dias. “Essa é uma época muito importante pra gente. Já estamos reforçando os estoques com produtos frescos e de qualidade. A demanda cresce bastante e esperamos bons resultados”, comentou Cláudio.
A tradição de consumir peixe durante a Semana Santa permanece forte em Petrolina, impulsionando a economia local e reforçando os laços culturais e religiosos da comunidade.

Funcionamento
A Praça do Peixe funciona de terça-feira a sábado, das 6h às 17h. Na próxima semana, por conta da Semana Santa, o equipamento funcionará de domingo (13) até o sábado (19).

Confira a cotação dos hortifrutigranjeiros no Mercado do Produtor de Juazeiro nesta quinta-feira (3) de abril

O Mercado do Produtor de Juazeiro divulgou a cotação dos produtos comercializados no entreposto nesta quinta-feira (3). Os valores foram levantados por meio de pesquisa diária no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira, das 2h às 22h, aos sábados, das 2h às 17h, e aos domingos, a partir das 21h.

O principal destaque do dia vai para a Banana da Terra, que teve um aumento entre a última quarta-feira (2) e esta quinta. O preço do cento da fruta subiu de R$5,00 para R$6,00, uma variação de 20%.

Já a Tangerina Murcot apresentou uma queda de 14,3%. O valor da caixa caiu de R$140,00 para R$120,00.

Confira mais destaques:

Batata-Doce subiu de R$4,04 para R$4,62 por quilo, um aumento de 14,4%;

Chuchu subiu de R$3,00 para R$3,50 por quilo, um aumento de 16,7%;

Coentro Verde caiu de R$12,50 para R$10,00 por ‘molho’, uma redução de 20%;

Tomate de primeira linha registrou uma queda de 17,9%, passando de R$5,38 para R$4,42 por quilo.

Além disso, diversos produtos mantiveram os mesmos valores em relação aos dias anteriores, refletindo estabilidade no mercado. Entre eles estão: Abóbora Comum, Alface e Cebola Pera.

Cotação completa AQUI.

 

Ascom PMJ

Missão Mendoza Impulsiona Vitivinicultura e Enoturismo em Pernambuco

Em mais um dia, a Missão Mendoza consolidou a parceria entre Pernambuco e Argentina como um marco para o desenvolvimento da vitivinicultura no estado, especialmente em Lagoa Grande, no Vale do São Francisco. A comitiva pernambucana seguiu uma programação intensa, visitando pontos estratégicos como a Placa Tupungato, o Monumento Cristo Rey em Tupungato, a vinícola Huentala Wines (Tunuyán) e uma fábrica de cerveja na região central de Mendoza.

O deputado federal Fernando Monteiro, participante da comitiva, ressaltou que a iniciativa busca ampliar o intercâmbio de experiências e boas práticas para fortalecer a cadeia produtiva do vinho em Pernambuco. “Lagoa Grande, segundo maior produtor agrícola do estado e quarta posição nacional em valor de produção agrícola, tem se destacado pelo cultivo de uvas e pela produção de vinhos”, destacou Monteiro. Com uma produtividade de 47 toneladas por hectare, acima da média nacional de 19,4 toneladas por hectare, o município se firma como referência na vitivinicultura brasileira.

Para o deputado Jarbas Filho, a parceria com Mendoza promete impulsionar tanto a produção vinícola quanto o enoturismo na região. “Estamos trabalhando para elevar o setor à altura da relevância que ele tem para gerar empregos e melhorar a qualidade de vida dos pernambucanos”, destacou o deputado. Ele ressaltou a importância do aperfeiçoamento da mão de obra diante da geração de emprego e renda. O deputado também enfatizou que o intercâmbio de conhecimentos e tecnologias visa otimizar as condições de infraestrutura, promovendo o desenvolvimento sustentável e valorizando as riquezas locais.

Mais uma vez, a prefeita de Lagoa Grande, Catharina Garziera, destacou que a missão busca colocar Lagoa Grande no mapa do turismo nacional e internacional, atraindo visitantes e investidores para fortalecer a economia regional. “O engajamento de todos — município, setor produtivo e autoridades — será essencial para consolidar os avanços esperados e transformar o potencial da nossa região em um case de sucesso para o Brasil”, frisou a prefeita.

Confira a cotação dos hortifrutigranjeiros no Mercado do Produtor de Juazeiro nesta quarta-feira (26) de março

O Mercado do Produtor de Juazeiro divulgou a cotação dos produtos comercializados no entreposto nesta quarta-feira (26). Os valores foram levantados por meio de pesquisa diária no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira, das 2h às 22h, aos sábados, das 2h às 17h, e aos domingos, a partir das 21h.

O principal destaque do dia vai para a beterraba, que manteve um aumento no preço. A caixa da hortaliça, com 20 quilos, subiu de R$40,00 para R$70,00, 75% mais cara.

Já o preço da tangerina ponkan caiu de R$6,94 por quilo para R$5,56 por quilo, uma redução de 19,91%.

Confira mais destaques:

  • Cenoura: preço por quilo subiu de R$3,00 para R$4,00, 33,33%  a mais;

  • Uva vitória: caixa com 20 quilos subiu de R$190,00 para R$200,00, uma alta de  5,26%;

  • Tomate de primeira linha: caixa com 26 quilos subiu R$90,00 para R$95,00, uma variação de 5,56%;

Além disso, diversos produtos mantiveram os mesmos valores em relação aos dias anteriores, refletindo estabilidade no mercado. Entre eles estão: Batatinha, Quiabo e Atemoia.

Cotação completa segue logo abaixo em PDF. 

Prefeitura de Casa Nova promove o “Prefs no Campo” com serviços e palestras para agricultores familiares

No próximo sábado, 22 de março, a Prefeitura de Casa Nova realizará o “Prefs no Campo”, um evento voltado para o fortalecimento da agricultura familiar. A programação acontecerá a partir das 8h, na Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Sítio Novo Socorro, localizada na localidade de Entroncamento. Este evento tem como objetivo proporcionar aos agricultores familiares acesso a serviços importantes que contribuem para o desenvolvimento do setor rural no município.

Durante o evento, serão oferecidos diversos serviços essenciais, entre eles a realização de CAF para Unidade Familiar de Produção Agrária, que visa cadastrar as famílias produtoras para garantir o acesso a políticas públicas voltadas à agricultura familiar. Também será realizada a realização de CAF Jurídico para Associações e Cooperativas, que se destina à regularização e enquadramento de entidades associativas no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), fortalecendo a organização dos produtores e facilitando o acesso a benefícios.

Para o CAF Jurídico, a Prefeitura orienta sobre os documentos necessários, incluindo o CNPJ, ata de posse da gestão atual, e-mail e telefone da associação, além dos documentos pessoais do presidente (RG, CPF e Incra 2024) e um documento em formato Word com dados pessoais de cada associado.

Além dos serviços, será realizada a palestra “Associativismo e Cooperativismo: Fortalecendo a Agricultura Familiar e o Desenvolvimento Rural”, que trará conteúdos essenciais para o crescimento e a organização dos produtores da região, abordando temas de grande importância para o setor agrícola local.

Crea-PE realiza II CreAgro em celebração e homenagem à Agronomia do Vale do São Francisco

É possível conciliar lucro com responsabilidade socioambiental? Numa região, onde a Agronomia está entre os pilares do seu desenvolvimento econômico, o questionamento é de extrema importância e o equilíbrio entre os dois é fundamental para o crescimento sustentável de Petrolina e região. Não à toa, este é o tema da palestra magna do II CreAgro.

O evento, que celebra a Agronomia e promove a troca de conhecimento de qualidade, já é um sucesso consolidado. Promovido pelo Crea Pernambuco, o CreaAgro acontece no dia 11 de abril, a partir das 18h30, na Casa Freire, localizada na Rodovia Estrada Jatobá Carneiro – Pedra do Bode, Petrolina.

O CreAgro é um evento gratuito para os profissionais do Sistema Confea/Crea/Mútua. Mas é preciso confirmar a presença com a inscrição pelo Google Forms, no link: https://forms.gle/vfpK3uoRmFRQJcWj9.

A noite contará com a palestra magna “Lucro com Responsabilidade Socioambiental”, que será apresentada pelo engenheiro eletricista Paulo Dantas, diretor da Agrodan Agropecuária Roriz Dantas Ltda. Haverá espaço para interação com o público, com perguntas e comentários sobre o tema.

O objetivo é promover debates de interesse do setor. Até porque, a fruticultura irrigada na região desenvolve a economia local, atraindo novos investimentos e gerando lucro para municípios que investem na atividade. Esse ramo mudou a realidade de produtores que passaram a ter a produção de frutas como principal fonte de renda.

E os números comprovam. Dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) coloca Petrolina como a segunda cidade de Pernambuco com maior geração de empregos. Ao longo de 2024, o município criou mais de 36 mil postos de trabalho, com um saldo positivo de 4.239 empregos.

No Ranking das Melhores Cidades para Fazer Negócios, elaborado pela consultoria Urban Systems, em 2024, Petrolina está no top 10 das melhores cidades do interior do Nordeste para fazer negócios. Nos últimos anos, vem ganhando grande destaque na exportação de uva e manga. Dados da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport) revelam que a região é responsável por mais de 87% do volume de manga e cerca de 98% das uvas exportadas.

Após a palestra, seguindo a tradição do CreAgro, a celebração à Agronomia do Vale do São Francisco reconhece e homenageia profissionais que contribuem e contribuíram pelo desenvolvimento do setor na região. Nesta edição, três segmentos serão agraciados: Ensino e Pesquisa; Cooperativismo; e Fiscalização.

Na primeira edição, foram homenageados os profissionais das categorias Revenda de Insumos Agrícolas, Consultoria e Assistência Técnica e Extensão Rural. O tema da palestra foi “Perspectivas da Fruticultura do Vale do São Francisco, para Atender ao Mercado Chinês e Indiano”, comandada pelo engenheiro agrônomo e presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho.

Produtores vão criar primeira cooperativa de manga do Vale do São Francisco

Depois de seis meses de mobilização, os produtores de manga do Vale do São Francisco, se reuniram neste sábado (15), em Petrolina-PE, para criação da Cooper Manga, a primeira cooperativa de manga da região, que responde por 87% das exportações nacionais da fruta.

Com um número inicial de 50 cooperados, que produzem em uma área de 1.500 hectares, distribuídos nos municípios de Petrolina, Juazeiro e Casa Nova, na Bahia, a Cooper Manga já nasce forte e com boas perspectivas. Segundo o produtor e um dos componentes do grupo de criação da cooperativa, Rodrigo Fernandes, a futura organização já tem estatuto e vai eleger a primeira diretoria até o final de abril. “Vamos agregar valor à produção, fortalecer a comercialização e o desenvolvimento sustentável, ampliando as oportunidades para a cadeia produtiva”, ressaltou.

Logo na abertura da reunião, no auditório do Sebrae, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira, deu as boas vindas, falando da importância da atitude empreendedora e reafirmando o apoio à criação da nova cooperativa. “É importante para a cadeia produtiva da manga, é importante para o desenvolvimento da região. Os associados da Cooper Manga, terão muitas dificuldades iniciais, mas vão perseverar e servir de exemplo para muitas associações que virão”, frisou.

A analista do Sebrae-PE, Laianne Macedo, também reafirmou o apoio da instituição à nova cooperativa. “O Sebrae sempre está presente nas iniciativas de organização dos pequenos produtores, por que entende que essa é a melhor forma de superar as barreiras de mercado e desenvolver territórios”, afirmou.

Na sequência, os produtores conferiram uma palestra com o gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sescoop/PE, Adriano Fassini. Depois de apresentar a entidade, Adriano, falou do papel de uma cooperativa; da necessidade de criação de um plano de negócio participativo e da viabilidade e sustentabilidade econômica, social e técnica da nova organização.

Por: Clas Comunicação e Marketing

Confira a cotação dos hortifrutigranjeiros no Mercado do Produtor nesta quarta-feira (12) de março

O Mercado do Produtor de Juazeiro divulgou a cotação dos produtos comercializados no entreposto nesta quarta-feira (12). Os valores foram levantados por meio de pesquisa diária no mercado, que funciona de segunda a sexta-feira, das 2h às 22h, aos sábados, das 2h às 17h, e aos domingos, a partir das 21h.

O principal destaque do dia vai para o Beterraba. O preço do quilo do produto subiu entre o dia 11 de março – data da última cotação – e esta quarta (12), de R$ 2,00 para R$ 2,50, um aumento de 25%.

Já a Tangerina Murcot apresentou uma redução de 14,2%. A caixa, com 18 quilos, caiu de R$140,00 para R$120,00, enquanto o valor do alimento por quilo passou de R$ 7,78 para R$ 6,67.

Confira mais destaques:

– A caixa de ovos, com 27 quilos, manteve seu valor estável em R$270,00;

– Cebola Roxa 2ª caiu de R$5,00 para R$4,75, uma redução de 5%;

– Acerola subiu de R$4,50 para R$5,00, um aumento de 11,1%;

– Coco Verde subiu de R$0,75 para R$0,80, um aumento de 6,7%.

Além disso, diversos produtos mantiveram os mesmos valores em relação aos dias anteriores, refletindo estabilidade no mercado. Entre eles estão: Mamão Formosa – R$ 2,00 por quilo; Coco Seco – R$ 2,17 por quilo; Graviola – R$ 5,00 por quilo.

A cotação completa está logo abaixo em PDF:

Ascom PMJ

Embrapa Semiárido completa 50 anos impulsionando a ciência e a inovação no Sertão

A Embrapa Semiárido completa meio século de história consolidando-se como uma das principais instituições de pesquisa e inovação voltadas para o desenvolvimento sustentável da região mais árida do Brasil. Fundada em 10 de março de 1975, em Petrolina (PE), a Unidade atua em um vasto território que corresponde a cerca de 12% do país, abrangendo todos os estados do Nordeste e partes de Minas Gerais e Espírito Santo.

“O cinquentenário da Embrapa Semiárido marca o papel da instituição no apoio à inovação e ao desenvolvimento científico e tecnológico da região. Chegar a essa marca sendo uma instituição referência para o Semiárido é uma oportunidade de reflexão e reconhecimento da jornada percorrida, das conquistas alcançadas, dos desafios superados, e também de olhar para o futuro”, destaca a chefe-geral interina da Embrapa Semiárido, Lúcia Helena Piedade Kiill.

A instituição viabilizou soluções tecnológicas fundamentais para a agropecuária regional, contribuindo para o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade de vida dos agricultores do Semiárido, tornando a região um dos mais importantes polos produtores e exportadores do país. Essa trajetória de sucesso, no entanto, não foi construída sem desafios.

Nos anos 1970, o interior do Nordeste sofria com escassez de água, abastecimento precário e uma agropecuária de baixa produtividade, impactada pela irregularidade das chuvas. Foi nesse contexto que o então Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico Semiárido (CPATSA), hoje Embrapa Semiárido, iniciou um processo de transformação tecnológica, investindo em pesquisas para viabilizar a produção mesmo sob condições climáticas adversas.

Ao longo desses 50 anos, a instituição foi decisiva para consolidar uma nova abordagem para o Semiárido: em vez de combater a seca, passou a promover estratégias de convivência e adaptação à realidade climática local. O avanço tecnológico impulsionou a produção com o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao calor do sertão, técnicas de manejo para fortalecer a fruticultura e a pecuária, sistemas de captação e armazenamento de água, além de iniciativas para conservação dos recursos naturais e inclusão socioprodutiva das comunidades rurais.

Atualmente, as pesquisas da Unidade estão estruturadas em três grandes eixos: Recursos Naturais, Agricultura Irrigada e Agropecuária Dependente de Chuva. Esse modelo tem impulsionado avanços significativos na adaptação de culturas agrícolas, no uso eficiente da água e na valorização do Bioma Caatinga.

De acordo com o chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento, Carlos Gava, a Embrapa Semiárido tem um histórico consistente de entrega de resultados de pesquisa com soluções para as limitações impostas pelas condições do Semiárido à produção agrícola. “Hoje, a Unidade debruça-se sobre o desenvolvimento de pesquisa que permitam aumentar a competitividade agrícola da região, se preocupando com a sua sustentabilidade ambiental, econômica e social, em um cenário desafiante do ponto de vista de clima e solo.”, ressalta.

Nesse cenário, segundo Gava, as ações de pesquisa se dedicam, por um lado, a promover a inclusão socioprodutiva no Semiárido e, por outro, aumentar a competitividade de todo o setor agropecuário regional, com iniciativas que vão desde os estudos para exploração sustentável da Caatinga até aquelas envolvendo as técnicas mais modernas utilizadas no país, como a edição gênica de bioinsumos – aumentando sua eficiência quando aplicados na agricultura – e o uso da técnica de RNA interferente para o controle de insetos praga.

Legado de Pesquisa

A fruticultura irrigada do Vale do São Francisco é hoje uma potência nacional, responsável por 91% das exportações de manga e 98% das de uva do país. Mas essa trajetória de sucesso não teria sido possível sem a contribuição da Embrapa Semiárido. Foi a pesquisa da instituição que deu o impulso decisivo para o setor, com o desenvolvimento de tecnologias como o uso de reguladores vegetais para induzir a floração em qualquer época do ano. A técnica permitiu aos produtores de manga planejar colheitas estratégicas e maximizar lucros. A isso se somaram inovações no manejo da copa, na nutrição das plantas, na irrigação e na pós-colheita, consolidando o Vale como líder na exportação de frutas tropicais.

A Unidade teve ainda papel decisivo na adaptação de cultivares de uva ao clima do Semiárido e na implementação do programa de Produção Integrada (PI) para manga, uva e melão. Mais recentemente, lançou a BRS Tainá, uma variedade de uva de mesa branca sem sementes, e o porta-enxerto BRS Guaraçá, primeira cultivar resistente ao nematoide-das-galhas, principal ameaça à produção de goiaba no Brasil. Com esse porta-enxerto, tornou-se possível retomar a cultura da goiabeira em áreas antes inviabilizadas pela praga.

Outra conquista foi a viabilização do cultivo de frutas de clima temperado, como pera e caqui, no sertão nordestino. A Embrapa Semiárido também se destaca no desenvolvimento e recomendação de práticas agropecuárias, incluindo métodos para multiplicação de parasitóides exóticos no controle biológico da mosca-das-frutas, além do manejo integrado de pragas do melão e de podridões na manga.

Na pecuária, a pesquisa tem sido fundamental para a adaptação de sistemas produtivos ao Semiárido. A adoção de sistemas sustentáveis, como a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), e o uso de forrageiras nativas e exóticas têm fortalecido a resiliência dos rebanhos. Como resultados, a produtividade da caprinovinocultura e da bovinocultura leiteira cresceu acima da média da pecuária extensiva tradicional.

Inovação para a convivência com o Semiárido

Além da produção animal e vegetal, a Embrapa Semiárido desempenha um papel estratégico na gestão da água em pequenas propriedades, desenvolvendo e aprimorando tecnologias como cisternas, barreiros, barragens subterrâneas e sistemas integrados de produção com reuso de águas cinza. As pesquisas da instituição têm servido de base para políticas públicas e programas como o P1+2, que viabiliza o armazenamento de água em cisternas para abastecimento familiar, e o Programa Água Doce, que implementa dessalinizadores e promove o reaproveitamento sustentável dos rejeitos na produção agropecuária.

A Unidade também desenvolveu cultivares adaptadas às condições do Semiárido, como a cebola BRS Alfa São Francisco, o feijão-caupi tolerante à seca, clones de umbuzeiro e a primeira variedade de maracujá-da-caatinga, a BRS Sertão Forte.

Por meio de seus Bancos Ativos de Germoplasma (BAGs) e coleções, a Embrapa Semiárido tem contribuído para a conservação da variabilidade genética de plantas essenciais à agricultura e à sustentabilidade da região, incluindo cucurbitáceas, forrageiras, manga, maracujá-do-mato, palma forrageira, acerola, araçá e videira. Além disso, mantém o Núcleo de Conservação do Gado Sindi, contribuindo para a valorização e a adaptação da pecuária ao clima semiárido.

A Unidade possui ainda uma rede de estações agrometeorológicas automatizadas, que fornecem dados em tempo real para auxiliar os agricultores locais na tomada de decisões mais precisas sobre o manejo da irrigação, reduzindo desperdícios e otimizando o uso da água.

Como explica o chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Semiárido, todas essas tecnologias geradas pela Empresa chegam aos produtores por meio de parcerias com órgãos governamentais, não governamentais, empresas, associações e cooperativas de produtores, que viabilizam diversas ações , como demonstrações de campo, realização e participação em feiras e eventos agrícolas, com destaque para o Semiárido Show. Também são realizados cursos presenciais e virtuais, visitas técnicas e publicações técnico científicas. Para Paes, “essas ações contribuem para a geração de impactos no aumento da produtividade, na redução de custos, melhorias na qualidade dos produtos, aumento da sustentabilidade e na melhoria da gestão das propriedades rurais”.

Compromisso com o Bioma Caatinga

A Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, é outro objeto de pesquisa da Embrapa Semiárido. A instituição atua na conservação e no manejo sustentável dos recursos naturais, promovendo o uso racional da biodiversidade local. Espécies nativas são estudadas para diversas finalidades, desde a alimentação animal até aplicações medicinais, enquanto programas de recuperação de áreas degradadas buscam mitigar os impactos da exploração agropecuária.

A prospecção de microrganismos da Caatinga com potencial para a aplicação na agricultura é outra linha de atuação que tem se mostrado promissora, abrindo novas possibilidades para a sustentabilidade no campo.

Para fortalecer a agricultura familiar, a Embrapa Semiárido realiza eventos como o Semiárido Show, que a cada dois anos, apresenta a um grande público um portfólio de mais de 100 tecnologias voltadas ao desenvolvimento sustentável da região. A Feira se tornou um espaço essencial para o intercâmbio de conhecimentos entre pesquisadores, produtores e gestores públicos.

Rumo ao futuro

Ao longo dessas cinco décadas, a Embrapa Semiárido não apenas desenvolveu tecnologias, mas transformou a realidade de muitos agricultores do sertão. Com um olhar voltado para o futuro, a Unidade segue inovando, atenta às mudanças climáticas e fortalecendo parcerias estratégicas para garantir maior segurança alimentar e impulsionar ainda mais a agropecuária regional.

”A capacidade de se reinventar e responder a novos desafios torna a Embrapa Semiárido uma instituição resiliente e indispensável para continuar contribuindo para o desenvolvimento regional”, destaca a chefe-geral interina Lúcia Kiill. Ela avalia que os próximos anos serão fundamentais para consolidar as ações da Unidade na geração de soluções tecnológicas visando o desenvolvimento sustentável, continuando assim sua trajetória de excelência e inovação.