Governo de Pernambuco anuncia mudanças na Polícia Civil. “Sai Renato Leite e entra Felipe Monteiro da Costa como novo chefe”

O delegado Felipe Monteiro da Costa é o novo chefe da Polícia Civil de Pernambuco. A nomeação foi publicada na edição desta sexta-feira (7) do Diário Oficial do Estado.

Felipe Monteiro assume o comando da instituição no lugar de Renato Leite, que esteve à frente da corporação pelos últimos 22 meses. A mudança ocorre no âmbito da Segurança Pública do Estado, com o objetivo de fortalecer as ações de combate à criminalidade.

Agradeço a Renato Leite pela dedicação ao serviço público na área de Defesa Social, como delegado e comandando a Polícia Civil nos últimos 22 meses. Esta importante missão, agora, será liderada por Felipe Monteiro. Confiamos no seu trabalho e empenho para chefiar a Polícia Civil de Pernambuco”, destacou a governadora Raquel Lyra.

A expectativa é que a nova gestão dê continuidade às políticas de investigação, modernização e integração das forças de segurança, reforçando o compromisso com a população pernambucana.

Governo de Pernambuco recebe representantes da fabricante chinesa de trens CRRC e define acordo de cooperação técnica

Com o objetivo de encontrar soluções para melhorar a qualidade do transporte público metropolitano, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura, irá formalizar um acordo de cooperação técnica com a CRRC, maior fabricante de trens do mundo. Nesta quinta-feira (6), representantes da companhia estiveram no Recife, onde visitaram o metrô e se reuniram com a governadora Raquel Lyra. O acordo será firmado dentro dos próximos trinta dias para que sejam feitos estudos da mobilidade metropolitana.

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“Nosso objetivo é pensar soluções para melhorar o transporte metropolitano. Por orientação da governadora, estamos pensando de maneira integrada e atuando tanto com ações mitigatórias, como planejando futuros investimentos. Então estamos colhendo todas as possibilidades para que a gente possa trabalhar pela melhoria do Metrô do Recife e pelo sistema de ônibus metropolitano”, explicou o secretário de Mobilidade e Infraestrutura, André Teixeira Filho.

O encontro ocorreu cerca de vinte dias após a governadora Raquel Lyra visitar a fábrica de equipamentos para o transporte ferroviário da CRRC, localizada na cidade chinesa de Qingdao. O objetivo é que a companhia coopere com soluções para atender à mobilidade urbana de Pernambuco.

A comitiva chinesa foi formada por Wang Rubiao (presidente de Mercado da CRRC para a América Latina), Julio Sun (gerente comercial da CRRC Brasil), Yu Shanhua (diretor de gestão de projetos e comercial da CRRC), Lamarck (gerente comercial da CRRC ônibus elétricos) e Li Zhiheng (vice-presidente do departamento de Negócios Estrangeiros da CRRC). Da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura, participaram Pedro Neves, secretário-executivo da pasta, e Matheus Freitas, diretor-presidente do CTM.

Prefeito de Juazeiro participa do Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com a África, em Salvador

O prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, participou nesta quarta-feira (5) da abertura do Festival Nosso Futuro Brasil–França: Diálogos com a África, realizada no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), em Salvador. O evento, que integra a Temporada França–Brasil, contou com a presença do presidente da França, Emmanuel Macron, do governador Jerônimo Rodrigues, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, do prefeito de Salvador, Bruno Reis, além de representantes das embaixadas dos países envolvidos.

Com programação até sábado (8), o festival propõe reflexões sobre justiça territorial, igualdade de gênero, inclusão social e culturas afrodescendentes, reunindo artistas, pesquisadores e autoridades para discutir temas comuns à realidade brasileira, francesa e africana. A iniciativa reforça a cooperação bilateral em torno da cultura, da diversidade e da sustentabilidade, em celebração aos 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e França.

Durante o encontro, o presidente francês Emmanuel Macron destacou a importância do diálogo entre os três continentes. “A nova casa do mundo africano está sendo criada peça por peça, degrau por degrau, para aumentar essa relação e mudar as coisas nesse triângulo para melhor”, afirmou. Emocionado com o acolhimento baiano, Macron agradeceu ao público: “É um privilégio sentir esse calor, esse acolhimento. Eu não tenho palavras para exprimir o meu sentimento de tão bem que fui recebido aqui hoje”. O líder francês ainda salientou a iniciativa conjunta com o presidente Lula para consolidar uma “reinvenção das relações entre os países com a temporada cruzada”.

O governador Jerônimo Rodrigues ressaltou o significado histórico da presença de Macron no MAM. “Foi por aqui que os escravos chegaram. Foi por aqui que nós construímos a nossa relação com a África. E hoje a gente volta aqui para promover o encontro da juventude”, afirmou.

O prefeito Andrei também participou pela manhã da mesa temática sobre ‘territórios multiculturais como laboratórios de justiça climática’, onde destacou o papel do município na construção de políticas sustentáveis para o semiárido.

“O Festival é uma oportunidade única de diálogo e aprendizado. Estar aqui, ao lado de lideranças mundiais, como o presidente Emmanuel Macron, e de representantes da cultura brasileira e africana, reforça a importância de olharmos para o futuro de forma integrada, valorizando nossas raízes e respeitando nossas diferenças. Este encontro mostra que sustentabilidade, diversidade e cultura caminham juntas na construção de um mundo mais justo. Juazeiro tem buscado ser parte ativa dessa transformação, conectando o desenvolvimento local com as pautas globais que impactam o clima, a economia e a vida das pessoas”, afirmou.

Organizado pelo Institut Français e pela Embaixada da França no Brasil, com apoio do Ministério da Cultura e do Governo da Bahia, o Festival Nosso Futuro reafirma o papel da cultura como ponte entre povos e instrumento de transformação social, conectando histórias e visões que inspiram novos caminhos para o desenvolvimento humano e ambiental.

Manu Lustosa
Ascom / prefeito Andrei

Senado aprova por unanimidade, isenção do Imposto de Renda para quem ganha até RS 5 mil

O Senado aprovou nesta quarta-feira (5) o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5.000 mensais e reduz alíquotas para salários de R$ 5.000,01 a R$ 7.350. Para compensar os cofres públicos pela perda de arrecadação, a proposta (PL 1.087/2025) aumenta a taxação de altas rendas, a partir de R$ 600.000 anuais. Votado pelo Plenário com urgência, o texto segue para sanção da Presidência da República.

Os senadores apoiaram o relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que mantém a versão aprovada na Câmara dos Deputados, apenas com ajustes de redação. O projeto, de autoria da Presidência da República, chegou ao Congresso em março deste ano.

Após a aprovação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, exaltou a cooperação entre os parlamentares de ambas as Casas e o governo como uma “vitória da boa política”.

— Tramitou de forma célere e responsável. Graças a esse esforço conjunto, garantimos que o benefício entre em vigor já em janeiro de 2026 — disse Davi, sob aplausos dos senadores.

Dez emendas foram apresentadas em Plenário para alterar o texto, segundo Renan. O relator rejeitou as sugestões por “reduzir a receita” governamental sem compensação. Além disso, mudanças no conteúdo da proposta atrasariam a sanção da futura lei, pois o texto teria que voltar para análise dos deputados, explicou.

Para Renan, a medida é “uma das mais aguardadas dos últimos anos”. Atualmente, a isenção do IR alcança apenas quem ganha até R$ 3.076 (dois salários mínimos).

— Vai beneficiar perto de 25 milhões de trabalhadores e será compensado pelo aumento da carga sobre 200 mil “super-ricos”. Quem tem menos, paga menos; quem tem mais, paga mais — disse o relator.

O aumento do tributo afetará apenas quem recebe mais de R$ 50 mil por mês, ou R$ 600 mil por ano, incluindo dividendos. A cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Aqueles que já pagam essa porcentagem ou mais do que isso não serão cobrados.

Pelo texto aprovado, continuarão isentos de IR investimentos financeiros relacionados ao mercado imobiliário e do agronegócio, como letras de crédito e fundos de investimento imobiliário e do agronegócio.

Emprego

A forma que o Estado cobra e isenta IR desincentiva as empresas brasileiras, na opinião do senador Weverton (PDT-MA).

— Ainda temos um grave problema: os especuladores ainda ganham muito mais do que os empreendedores. É preciso que a gente comece dentro da reforma tributária a fazer esse tipo de correções.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que profissionais liberais podem ser prejudicados, caso não estejam enquadrados no regime tributário do Simples Nacional. Ele afirmou que apoia o projeto, mas criticou o relatório, por não alterar o que considera distorções na proposta.

— São advogados, médicos, produtores culturais… Isso é um confisco. É o Estado ganhando mais dinheiro com o empreendimento do que o próprio empreendedor.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) criticou a manutenção da cobrança sobre rendimentos recebidos de previdência privada que sofrem dificuldades financeiras.

Para o senador Jayme Campos (União-MT), o IR não deveria incidir sobre nenhuma renda de aposentadoria.

Destaques retirados

Três emendas de plenário seriam votadas à parte para serem incluídas no texto, por meio dos chamados destaques. O pedido foi do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que retirou os requerimentos de destaque. As emendas eram sobre:

  • tributação sobre profissionais liberais — como médicos e advogados — que, segundo Portinho, são tributados injustamente tanto como pessoa física como pessoa jurídica;
  • tributação sobre lucros e dividendos enviados ao exterior, para ocorrerem apenas sobre beneficiários pessoas físicas residentes em outros países;
  • prazos sobre a tributação sobre lucros e dividendos.

Novo projeto

Portinho retirou os destaques sob compromisso de os temas serem tratados no PL 5.473/2025, que agregará as cerca de 150 emendas rejeitadas por Renan.

Visto como um projeto complementar ao da isenção do IR, o PL 5.473/2025 eleva as alíquotas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidentes sobre alguns tipos de instituições financeiras, com destaque para a majoração da tributação das chamadas fintechs. Também aumenta de 12% para 24% a participação governamental na arrecadação líquida das apostas de quota fixa, as bets.

Relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), o texto deve ser votado até terça-feira, disse Renan em coletiva de imprensa após a aprovação do projeto de isenção do IR na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) elogiou a solução de Renan para acelerar a aprovação do projeto da isenção do IR. Para ela, as emendas buscavam postergar a aprovação de uma proposta importante, que é uma forma de redistribuição de renda:

— Esse dinheiro não vai fazer falta em nada [para os mais ricos], mas vai significar mudança de vida sobretudo para mulheres donas de casa que são chefes de família.

Fonte: Agência Senado

Em fórum pré-COP30, governadora Raquel Lyra reforça papel decisivo dos governos locais no avanço da justiça climática e social

Em continuidade às agendas pré-COP30, a governadora Raquel Lyra participou, nesta quarta-feira (5), do Local Climate Action Summit, no Rio de Janeiro. A gestora compôs o painel sobre o Impacto Crítico da Diplomacia Subnacional, que fez parte da plenária de fechamento Local Leaders Fórum. No início da manhã, a chefe do Executivo estadual integrou, ao lado da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a Plenária Internacional de Prefeitas sobre soluções urbanas. Os eventos reúnem líderes globais e locais para debater sobre ações climáticas e antecedem a COP30, que começa na próxima segunda (10), em Belém, no estado do Pará.
 
“Participamos de eventos da programação da pré-COP30, no Rio de Janeiro, colocando Pernambuco no mapa do mundo, falando sobre transição energética e justiça climática. Debatemos sobre como aproveitar essa janela de oportunidades de investimentos do mundo inteiro, ao mesmo tempo em que cuidamos das pessoas”, destacou Raquel Lyra.
 
No Local Climate Action Summit, o debate ocorreu em torno da ação conjunta de cidades, estados e governos nacionais em relação ao progresso climático. O evento contou com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, a prefeita da cidade de Phoenix, no Arizona (EUA), Kate Gallego e a prefeita da Cidade de Malmö (Suécia), Katrin Stjernfledt Jammeh.
 
Já o evento promovido pela Frente Nacional dos Prefeitos e Prefeitas (FNP), reuniu a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, além de gestoras de cidades de diferentes estados brasileiros para debater sobre ações climáticas nas cidades. Na ocasião, foram discutidas ações prioritárias para os próximos 12 meses com o objetivo de liberar os recursos necessários para enfrentar questões relacionadas aos impactos das mudanças climáticas.
 
Na plenária de prefeitas estiveram presentes Mirella Almeida (Olinda); Francineti Carvalho (Abaetetuba); Margarida Salomão (Juiz de Fora); Darnele Pereira (Rio Grande), e as secretárias da cidade do Rio de Janeiro, Joyce Trindade; (Mulher) e Tainá de Paula (Meio Ambiente e Clima).
 
Fotos: Arquimedes Santos


Daniella Brito
Secretária Executiva de Imprensa
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Projeto de Enfrentamento ao Racismo Ambiental de autoria do vereador Wanderley Alves é aprovado na Câmara Municipal de Petrolina

A Câmara Municipal de Petrolina aprovou por 18 votos a zero, o Projeto de Lei do vereador Wanderley Alves (PDT) que institui a Política Municipal de Enfrentamento ao Racismo Ambiental. A iniciativa coloca Petrolina entre os municípios pioneiros do país na adoção de uma legislação específica sobre o tema, reforçando o compromisso com a justiça socioambiental e a equidade racial.

O projeto tem como objetivo identificar, prevenir, combater e reparar práticas e processos discriminatórios de caráter ambiental que afetam, de forma desproporcional, comunidades negras, indígenas, tradicionais e periféricas. A proposta também prevê maior transparência nas informações ambientais e a participação direta das comunidades vulnerabilizadas na construção das políticas públicas.

Durante a votação, Wanderley Alves destacou a importância do avanço:
“Petrolina dá um passo histórico ao garantir que todas as pessoas, independentemente de onde vivem ou de sua condição social, tenham direito a um ambiente saudável e seguro. O racismo ambiental é real e precisa ser enfrentado com políticas concretas”, afirmou o parlamentar.

Entre os pontos principais da Política Municipal estão:
• mapeamento de áreas mais vulneráveis a riscos ambientais;
• garantia de acesso à água potável, saneamento básico e serviços públicos essenciais;
• criação de canais de denúncia e acompanhamento de casos;
• mecanismos de reparação em situações que envolvam discriminação ambiental.

A matéria abre espaço ainda para que o Poder Executivo crie uma Comissão Municipal de Enfrentamento ao Racismo Ambiental e firme parcerias com universidades, entidades da sociedade civil e movimentos sociais para execução das ações.

Agora, o projeto segue para sanção do prefeito Simão Durando.

Com a aprovação, Petrolina se alinha às diretrizes de direitos humanos previstas na Constituição Federal e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, tornando-se referência no combate às desigualdades socioambientais no Sertão do São Francisco.

No Rio de Janeiro, Simão Durando lidera discussão com prefeitos sobre os impactos do tarifaço e mercados internacionais

O prefeito de Petrolina, Simão Durando, está no Rio de Janeiro, onde participa da Cúpula Mundial de Prefeitos, evento que reúne gestores de diversas cidades para discutir soluções e políticas públicas estratégicas. Paralelamente à agenda, Simão também integrou, nesta segunda-feira (3), a 88ª reunião da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que colocou em pauta o impacto do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Durante o encontro, realizado no Museu de Arte Moderna (MAM), gestores de cidades diretamente afetadas pelas tarifas adicionais debateram os desafios imediatos e as oportunidades que se abrem para reconfigurar a pauta exportadora do país. A mesa, intitulada “Desafios e oportunidades para cidades exportadoras”, foi coordenada pelo prefeito Simão, que também é vice-presidente de Fruticultura Irrigável da FNP.

Simão Durando apresentou um conjunto de medidas emergenciais que têm sido articuladas pela Frente Nacional dos Prefeitos junto ao Governo Federal, ao Itamaraty e às instituições de comércio exterior, com o objetivo de reduzir perdas econômicas e manter a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

“Petrolina é hoje uma das maiores exportadoras de uva e manga do Brasil. O tarifaço afeta diretamente o produtor rural, o trabalhador, a logística e toda a cadeia econômica que gira em torno da fruticultura. Estamos dialogando para mitigar os efeitos imediatos, mas também aproveitando o momento para abrir novos caminhos, diversificar mercados e fortalecer nossa presença em outros países”, destacou Simão.

Simão ainda defendeu a necessidade de maior protagonismo dos prefeitos nas decisões nacionais, como a saúde pública, segurança e a distribuição do orçamento público. Após a reunião, ficou deliberado uma reunião de uma comissão de gestores com o presidente da Câmara de Deputados, Hugo Mota, para debater temas de interesse dos municípios.

Lula assina projeto de lei Antifacção e envia ao Congresso

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta sexta-feira (31), o projeto de lei Antifacção para ser encaminhado ao Congresso Nacional ainda hoje em regime de urgência.A Secretaria de Comunicação do governo confirmou a informação nesta tarde à imprensa, havendo apenas “pequenos ajustes de redação” ao texto que foi elaborado pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

proposta é levada ao Legislativo depois dos resultados da Operação Contenção, que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro.

Conforme havia sido informado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a proposta inclui agravar a pena para lideranças e integrantes de organizações criminosas.

Os condenados pelo crime de “organização criminosa qualificada”, que passaria a ser um novo tipo penal, poderão receber a pena de 30 anos de prisão.

O texto prevê ainda a criação de um banco de dados nacional para ter uma espécie de catálogo de informações dessas facções com a finalidade de reunir informações estratégicas para investigação e rastreamento desses grupos.

Outro ponto é adotar ações para diminuir os recursos financeiros das facções de maneira mais rápida.

Um exemplo seria a apreensão de bens, direitos ou valores do investigado, inclusive durante o curso do inquérito ou quando houver suspeita de que sejam produtos ou instrumento de prática de crimes.

Infiltração

Outra ação prevista pela proposta é a de infiltração de policiais e colaboradores na organização criminosa durante a investigação e até a possibilidade de criar pessoas jurídicas fictícias para facilitar a infiltração na organização criminosa

O projeto de lei ainda apresenta outra possibilidade, durante a investigação, ao autorizar o monitoramento dos encontros realizados entre presos provisórios ou condenados integrantes de organização criminosas

Penas de prisão

A proposta defende a necessidade de aumento de pena da organização criminosa simples, de 3 a 8 anos de prisão para de 5 a 10 anos. O agravamento ainda maior (de dois terços ao dobro) das penas ocorreria nos casos do tipo penal caracterizado como  “organização criminosa qualificada”.

Entre os exemplos dessa característica, estão nos casos em que ficar comprovado o aliciamento de criança ou adolescente para o crime, ou mesmo quando a ação for funcionário público. Outra “qualificação” do crime organizado pode ser entendida nos casos de exercício de domínio territorial ou prisional pela organização criminosa.

São ainda situações de agravamento de pena o uso de arma de fogo de uso restrito ou proibido e quando houver morte ou lesão corporal de agente de segurança pública. Pelo projeto, o crime tipificado como de organização criminosa qualificada passa a ser considerado hediondo, ou seja, inafiançável.

Domínio territorial

O domínio territorial pelo crime organizado ocorre, conforme exemplifica o ministro da Justiça, em comunidades dominadas por facções, o que deixa os moradores vulneráveis.

Banco de dados

Em relação ao banco de dados, a intenção é ter o máximo de detalhes, inclusive até o DNA das pessoas envolvidas com o crime organizado.

Fonte: Agência Brasil

Pernambuco cria 15,6 mil empregos formais em setembro e lidera o Nordeste

Pernambuco encerrou o mês de setembro de 2025 com 15.602 novos empregos com carteira assinada, segundo o Novo Caged. O resultado garantiu ao Estado a liderança na geração de empregos no Nordeste e a terceira posição entre os maiores saldos do Brasil, reforçando a força da economia pernambucana e o ritmo consistente de crescimento do mercado de trabalho.
 
“Pernambuco volta à liderança na geração de emprego no Nordeste e está novamente entre os três primeiros do Brasil. Isso não é por acaso. É fruto de um trabalho forte do nosso time para fortalecer o ambiente de negócios e assim atrair novas empresas e fortalecer as que já atuam por aqui, promovendo geração de emprego e renda em todas as áreas da economia. Esse trabalho não para, e a tendência é que esses números melhorem cada vez mais com os novos investimentos que estão chegando ao nosso estado”, destacou a governadora Raquel Lyra.
 
Desse total de 15,6 mil vagas, a indústria foi o setor que mais contratou (8.367), seguida pela agropecuária (2.814) e pela construção civil (2.354). Comércio e serviços também completaram o saldo positivo com 1.217 e 850, respectivamente.
 
“Os números de setembro confirmam a força do mercado de trabalho pernambucano. Pernambuco está diversificando sua economia, atraindo investimentos e criando oportunidades em todas as regiões do estado. O ambiente de negócios está mais favorável a quem quer produzir e gerar emprego”, reforçou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti.
 
No acumulado do ano, de janeiro a setembro de 2025, Pernambuco já soma 61.620 empregos formais, refletindo a continuidade do crescimento e a consolidação de políticas voltadas à geração de oportunidades. Desde 2023, já foram criados 172.700 empregos com carteira assinada em todo o Estado.
 
O secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco (Sedepe), Manuca de Zé do Povo, ressaltou o trabalho integrado para capacitar o trabalhador e levar a mão de obra para as empresas. “O Governo de Pernambuco tem atuado de forma integrada para que o crescimento econômico se traduza em oportunidades reais para a população. Por meio da Sedepe, temos levado qualificação, intermediação de mão de obra e incentivo ao empreendedorismo a todas as regiões do Estado”, apontou o titular da pasta.
 
O desempenho positivo no acumulado do ano foi puxado por todos os grandes setores da economia, com destaque para a construção civil, que abriu 12.163 vagas e registrou crescimento de 55,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A indústria avançou com 8.008 contratações (+50%), enquanto serviços, agropecuária e comércio também mantiveram saldo positivo, reforçando a diversificação da economia estadual.
 
NOVO CAGED – O Novo Caged reúne informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do eSocial e do sistema Empregador Web. Ele calcula o saldo de empregos formais a partir da diferença entre admissões e desligamentos registrados em determinado período.

ALBA realiza debate sobre o fim da escala 6×1 nesta quinta (30), em Salvador-BA

O deputado federal Léo Prates (PDT-BA), presidente da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, vai comandar um seminário, nesta quinta-feira (30), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) sobre o fim da escala 6×1. O encontro foi intitulado de “Alternativas para o fim da escala de trabalho 6×1”.

O encontro visa debater alternativas para a jornada de trabalho que conciliem produtividade, competitividade e qualidade de vida, beneficiando assim empresas e funcionários.

“A discussão sobre a jornada 6×1 não é apenas trabalhista, é social e econômica. O desafio é encontrar um ponto de equilíbrio entre produtividade e bem-estar, respeitando a diversidade do mercado de trabalho brasileiro. Nosso papel enquanto Parlamento é conduzir esse debate com base em evidências, diálogo e responsabilidade”, afirmou Prates.

O encontro vai debater novos modelos de trabalho mais flexíveis, como a escala 5×2, modelo já usado em outros países e já comprovada que contribui para o adoecimento ocupacional, beneficiando os trabalhadores, sem causar prejuízos a empresa. Além do deputado baiano, também está previsto a participação da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora do PL que põe fim a escala 6×1.

“A realização desse evento em diferentes regiões do país é fundamental para ser construída uma solução participativa e democrática que capte as diversas realidades do Brasil, quais ás necessidades locais, e por isso estarei representando o interior e o semiárido com os desafios e oportunidades do nosso território para os trabalhadores”, afirmou Manuella Tyler, ativista do Movimento VAT, Vida Além do Trabalho no Vale Do São Francisco.