Grupo de Trabalho do TSE vai gerenciar ações contra a violência política nas Eleições 2022

Em mais uma ação de prevenção e combate à violência política, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) instituiu um Grupo de Trabalho destinado a elaborar e a sugerir diretrizes para disciplinar as ações voltadas ao tema durante as Eleições 2022. O GT foi criado pela Portaria nº 674/2022, publicada no Diário da Justiça eletrônico de quinta-feira (21).

O documento, assinado pelo presidente do TSE, ministro Edson Fachin, evidencia a necessidade da ação, motivada pelos relatos de violência política recebidos pelo Tribunal antes mesmo do início da campanha.

Até o momento, chegaram 13 ofícios com denúncias de agressão a parlamentares e a jornalistas em diversas localidades do país. Os ofícios foram formulados pelo Senado Federal e pela Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados e detalham ataques a vereadoras de Câmaras Municipais e a membros do Partido dos Trabalhadores (PT), do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), da Rede Sustentabilidade (Rede) e do Partido Social Democrático (PSD).

Entre as atribuições dos membros do GT estão a promoção de audiência pública, de eventos e de atividades que promovam debates que subsidiem o diagnóstico e formulação de diretrizes adicionais, especialmente com a participação dos partidos políticos, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) e de entidades da sociedade civil vinculadas ao assunto. Os resultados dos estudos devem ser apresentados em 45 dias.

Integrantes

O Grupo terá como coordenador institucional o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Mauro Campbell Marques, e será integrado por representantes da Secretaria-Geral da Presidência do TSE (coordenador executivo); da Assessoria Consultiva (secretário executivo); da Vice-Presidência; do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel); da Diretoria-Geral; da Secretaria de Comunicação; da Assessoria de Inclusão e Diversidade; da Secretaria de Polícia Judicial; da Assessoria de Gestão Eleitoral; e dos Tribunais Regionais Eleitorais da Bahia, de Goiás, do Pará, do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

Raquel: “Vamos continuar andando e levando nossas propostas para todo o estado”

A pré-candidata a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), continua cumprindo uma agenda intensa de diálogo e visitas a todas as regiões do estado. Nesta quinta-feira (21), Raquel concedeu entrevista por telefone à Rádio Farol FM, de Taquaritinga do Norte, município do Agreste, e renovou seus compromissos para Pernambuco. Na conversa, assegurou: “Vamos continuar andando e levando nossas propostas para todo o estado”.

Durante a entrevista, Raquel disse que nos mais de 140 municípios que já visitou nos últimos meses, o desejo de mudança é indiscutível. “A gente tem problema de água, de geração de emprego, de segurança, na área de saúde. A gente vai continuar andando Pernambuco, levando uma mensagem de fé e esperança e mostrando o que a gente fez em Caruaru nas mais diversas áreas”, disse.

Ao ser questionada sobre a falta de água, especialmente na região do Agreste, Raquel foi enfática: “Eu não vou descansar enquanto não conseguir garantir água na torneira da casa da nossa gente. Não estou falando apenas de água para empreender, que é importante para os negócios. Estou falando primeiramente de água para beber, de água para se alimentar, se banhar. Esta é uma agenda do século retrasado que já devia ter sido resolvida”, aponta.

A ex-gestora de Caruaru reforçou os resultados apresentados no maior município do interior de Pernambuco, enfatizando que é possível levar para todo o estado os resultados que melhoram a vida das pessoas. “A gente pode, sim, fazer de Pernambuco um estado que volte a crescer, que volte a incluir os seus e a gerar mais oportunidades, a cuidar melhor da saúde, como a gente fez em Caruaru, ao entregar mais oportunidade pra nossa gente”, destacou.

Redes sociais – É possível interagir e compartilhar ideias com a pré-candidata Raquel Lyra e equipe através das redes sociais. O WhatsApp para sugestões é o (81) 99150-4554. Confira os outros meios aqui: https://linklist.bio/raquellyra.

Foto: Janaína Pepeu

PT oficializa chapa Lula-Alckmin para disputar a Presidência

O PT e a federação partidária Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) oficializaram hoje (21) a candidatura do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, para concorrer às eleições presidenciais de outubro. Também foi formalizada a participação do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin como vice-presidente, na chapa que concorrerá a uma vaga no Planalto neste ano.

Durante a convenção partidária, que ocorreu a portas fechadas em um hotel na capital paulista, o PT aprovou ainda a coligação com o PSB, Solidariedade e a federação PSOL-Rede. Lula e Alckmin não participaram do evento, porque estavam cumprindo agenda no Recife. “Aprovamos nossa coligação de sete partidos e também delegamos à Executiva Nacional da federação poderes para discussão com outros partidos que possam querer integrar nossa coligação”, disse a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

Segundo ela, no encontro, também foram discutidas a conjuntura política atual do país e a importância da construção de uma unidade no campo político que o grupo representa. “E óbvio que tiramos como meta a ampliação desse movimento político. O momento que vivemos no país é muito difícil e essa não é uma eleição normal como as outras. Esta eleição traz elementos duros para a democracia brasileira.”

Perfil

Luiz Inácio Lula da Silva, de 76 anos, nasceu em Garanhuns (PE) e iniciou sua trajetória política como sindicalista em 1966. Foi presidente da República por dois mandatos a partir de 2003, depois de ser eleito em 2002, em disputa no segundo turno das eleições com José Serra. Em 2006, Lula venceu Geraldo Alckmin e foi reeleito ao cargo. A primeira vez que disputou a Presidência foi em 1989, sendo derrotado por Fernando Collor de Melo. Tentou mais duas vezes, em 1994 e 1998, quando perdeu para Fernando Henrique Cardoso nas duas tentativas.

Em 2017, o ex-presidente foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Em 2018, teve a prisão decretada pelo então juiz Sergio Moro. Em 2021, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin anulou as condenações, por entender que a 13ª Vara Federal em Curitiba não tinha competência legal para julgar as acusações, tornando Lula elegível. No mesmo ano, o plenário do Supremo confirmou a decisão.

Geraldo Alckmin, que nasceu em Pindamonhangaba, no interior paulista, tem 68 anos, é médico e professor. Foi governador de São Paulo de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018, comandando o governo paulista por mais tempo desde a redemocratização do Brasil. Atualmente é professor universitário no curso de medicina da Universidade Nove de Julho e membro da Academia de Medicina de São Paulo.

Edição: Juliana Andrade

No CREA, Raquel se compromete com habitação popular e conclusão de obras inacabadas para virar realidade na vida das pessoas

A pré-candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), visitou nesta terça (19), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE), sendo recebida pelo presidente Adriano Lucena, diretores e funcionários e participou de uma roda de conversa que debateu diversos temas como habitação popular, obras que não foram concluídas em diversas regiões e infraestrutura do Estado. A deputada estadual Priscila Krause e o vereador do Recife Alcides Cardoso também acompanharam a agenda.“Vamos permitir que Pernambuco, o Governo do Estado volte a fazer entregas. As obras inacabadas devem ser concluídas para virar realidade na vida das pessoas. Minha meta é não desperdiçar nenhum recurso”, defendeu Raquel.Em pauta, Raquel discutiu junto aos conselheiros temas estruturadores como o Arco Metropolitano, a Transnordestina, a distribuição de água, a duplicação da BR-232 e programas de habitação e de qualidade nas obras públicas. Como resultado da sua gestão à frente da Prefeitura de Caruaru, a pré-candidata citou a Via Parque, que em uma estrutura linear de 8km serve como um grande equipamento de lazer e corta 15 bairros na Capital do Agreste.A postulante lembrou que o Governo do Estado entregou apenas uma das cinco barragens e que o abastecimento de água e o saneamento básico não são prioridades para o Governo do Estado. “Não é admissível que a gente ainda tenha a falta de água e a falta de tratamento de esgoto. Levar água para as torneiras dos pernambucanos não é uma prioridade deste governo porque estamos no século 21, as pessoas precisam dessa água para sobreviver e as casas precisam ter tratamento de esgoto adequado”, frisou.“Essa Roda de Conversa com os(as) pré-candidatos(as) ao Governo de Pernambuco é uma oportunidade de mostrar a importância da engenharia, da agronomia, das geociências no desenvolvimento do Estado. Não haverá crescimento se não houver uma engenharia pujante, uma agronomia pujante, uma geociência sendo valorizada. Nós queremos que o Estado cresça, mas nós queremos crescer junto com o Estado. A engenharia que promove o bem-estar é a engenharia do futuro e o futuro a gente faz agora. A participação de Raquel Lyra enriqueceu nosso debate e apresentamos a ela nossos receios, anseios e proposições”, afirmou o Adriano Lucena.Raquel também defendeu a reestruturação da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem) e recebeu da Associação Brasileira de Engenharia Civil de Pernambuco (ABENC-PE) um documento com demandas sobre mobilidade urbana, habitação e drenagem urbana.A postulante respondeu perguntas sobre políticas habitacionais, saneamento básico, infraestrutura e abastecimento de água e lembrou a parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), durante sua gestão à frente da prefeitura de Caruaru, para contribuir com as obras de drenagem, iluminação e serviços públicos.Ao final, a pré-candidata pediu a contribuição do CREA-PE   no seu Plano de Governo, que conta com a participação da sociedade civil por meio da plataforma raquellyra.com.br/planodegoverno.Também participaram do debate o coordenador do Colégio de Entidades Regionais de Pernambuco, Audenor Marinho de Almeida; o presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros  de Pernambuco, Roberto Freire; a membro do Comitê Gestor do Programa Mulher do CREA-PE, Giani de Barros Câmara Valeriano; o coordenador Adjunto do Comitê Tecnológico Permanente do CREA-PE, Roberto Lemos Muniz; e o coordenador Adjunto do Comitê de Modernização de Gestão (CMG), Florêncio Absalão.

Fotos: Américo Nunes

Em Garanhuns, com vaias em ato e pressão por Marília, Lula defende candidato Danilo Cabral do PSB

O ato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) hoje em Garanhuns (PE), sua terra natal, escancarou a insatisfação de parte da militância petista com a aliança com o governador Paulo Câmara (PSB) e a opção pela pré-candidatura do deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) ao governo. Em vários momentos de climão, ambos foram vaiados e o petista teve de defendê-lo em seu discurso.

No estado, o objetivo principal da viagem, além de reafirmar seu nome na disputa ao Planalto, é exatamente turbinar a pré-candidatura de Cabral. O problema é que, em Pernambuco, o nome de Lula é mais ligado à ex-petista Marília Arraes (SD-PE), que tinha apoio de grande parte da plateia e desponta nas pesquisas.

Câmara e o prefeito recifense, João Campos (PSB), foram vaiados pela maioria dos presentes já ao subirem ao palco. Cabral foi vaiado por uma parte e aplaudido por outra. Lula chegou a ir ao lado do governador para tentar amenizar, mas o climão seguiu durante todo o ato.

Quando Cabral pegou o microfone, a militância do PSB, à beira do palanque, começou a gritar seu nome enquanto parte de trás, de maioria de petista — alguns com bottons da Marília —, vaiava.

“Aqui não tem ajuntamento de projetos pessoais e de ressentidos. Aqui tem um projeto político, aqui tem um time que tá entrando em campo e tem uma história. Aprendi, na política, que as pessoas têm que ter lado, têm que saber o lado certo da história”, cutucou Cabral.

O climão claramente tomou conta do palco. Constrangido, Lula — sempre último a falar — abriu seu discurso reafirmando que tinha apenas um nome em Pernambuco, Danilo Cabral, e deixou claro que este era o acordo com o PSB.

Convenções partidárias começam a definir candidaturas

As convenções partidárias para escolha de candidatos às eleições de outubro estão autorizadas pela Justiça Eleitoral e começam a partir desta quarta-feira (20). Os eventos internos das legendas marcam a oficialização da disputa eleitoral e devem ser realizados até 5 de agosto.

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Pela legislação eleitoral brasileira, os candidatos precisam estar filiados a um partido político. Mas, diante do grande número de filiados que pretendem concorrer, as legendas precisam realizar eleição interna para ocupar as vagas que estarão em disputa.

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Após as convenções, partidos e federações poderão registrar as candidaturas dos escolhidos na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

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O registro dos candidatos à presidente da República e vice-presidente deverá ser feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Já os candidatos aos cargos de governador, senador, deputado federal, estadual e distrital deverão solicitar os registros nos tribunais regionais eleitorais (TREs).

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Entre os partidos que têm pré-candidatos à Presidência da República, o PDT (Partido Democrático Trabalhista) faz a primeira convenção, que deve confirmar o nome de Ciro Gomes nesta quarta-feira (20), em Brasília.

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O PT (Partido dos Trabalhadores) fará o evento nesta quinta-feira (21), em São Paulo, mas não deve contar com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é o pré-candidato da sigla. O petista prevê realizar um evento no Nordeste na data.

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A convenção do PL (Partido Liberal) para oficializar a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição está marcada para domingo (24), no Rio de Janeiro.

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Datas das convenções de partidos com pré-candidatos à Presidência

  • 20/07 – Ciro Gomes (PDT)
  • 21/07 – Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • 23/07 – André Janones (Avante)
  • 24/07 – Jair Bolsonaro (PL)
  • 24/07 – Leonardo Péricles (UP)
  • 27/07 – Simone Tebet (MDB)
  • 30/07 – Luiz Felipe d’Avila (NOVO)
  • 30/07 – Pablo Marçal (PROS)
  • 30/07 – Sofia Manzano (PCB)
  • 31/07 – José Maria Eymael (DC)
  • 31/07 – Vera Lúcia (PSTU)
  • 05/08 – Luciano Bivar (UB)
  • 06/08 – COMEÇAM AS CAMPANHAS

A partir do dia 16 de agosto, os candidatos estão liberados para fazer propaganda eleitoral na internet e nas ruas.

Até 1º de outubro, um dia antes do primeiro turno, está liberada a realização de caminhadas, carreatas com carro de som, distribuição de material de campanha, comícios e compra de publicidade paga nos meios de comunicação. O segundo turno está marcado para 30 de outubro.

Colegiado tirou encaminhamento de indicar Luciana Santos como pré-candidata à vice de Danilo

Os nove partidos que formam a Frente Popular de Pernambuco instalaram, nesta terça-feira (19), o Conselho Político da chapa majoritária do conjunto político que mais mudou para melhor a vida no nosso estado. No primeiro encontro do colegiado, realizado no Recife, os presidentes das legendas tiraram o encaminhamento de indicar a vice-governadora Luciana Santos, dirigente nacional do PCdoB, como pré-candidata à vice na chapa encabeçada por Danilo Cabral para governador; e que tem Teresa Leitão para o Senado com Silvio Costa na primeira suplência. A formalização de Luciana ficou para o ato com o ex-presidente Lula, nesta quarta-feira (20), em Garanhuns.

Participaram do encontro de hoje,  realizado na hora do almoço, além de Danilo, Teresa e Silvio, o governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, João Campos, coordenadores da campanha da Frente Popular; e o secretário da Casa Civil, Zé Neto. Também marcaram presença os presidentes estaduais do PCdoB, Marcelino Granja; do PT, Doriel Barros; do MDB, Raul Henry; do Republicanos, Silvio Costa Filho; do PV, Clodoaldo Magalhaes; e do Pros, Bruno Rodrigues; bem como o municipal do PP, Lula da Fonte. O PDT também integra o colegiado; seu presidente, Wolney Queiroz, não participou por motivo médico, mas enviou representante.

“A gente está nessa caminhada por Pernambuco e pelo Brasil. A indicação de Luciana à vice, uma política de dimensão nacional, chega para fortalecer ainda mais o nosso time. Luciana tem uma grande experiência administrativa. Sua presença na chapa dá nitidez política ao verdadeiro time de Lula em Pernambuco. Estamos ampliando os espaços de diálogo com a população e, a cada conversa, visita, reunião, percebemos a receptividade das pessoas; vemos crescer essa grande onda de esperança no futuro e confiança no que a gente pode fazer”, destacou Danilo.

O socialista reforçou que a verdadeira mudança é o palanque da Frente Popular. “Nosso time está escalado e está em campo, pronto para ganhar mais uma. A nossa animação vem do compromisso que a gente tem com o povo e com o trabalho por Pernambuco. Muita coisa foi feita. E temos muito o que fazer. A diferença, que também motiva o povo pernambucano, é que a gente sabe fazer. E já provamos isso de diversas formas. A verdadeira mudança começou com Eduardo e segue em frente”, cravou Danilo.

Fotos: Marcus Mendes 

Marília Arraes cobra do Governo Federal a regulamentação da Dignidade Menstrual

Autora da Lei 14.214/2021 – Lei da Dignidade Menstrual – que cria o programa nacional de distribuição da absorventes higiênicos para mais de 6 milhões de brasileiras, a deputada federal e pré-candidata ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes, apresentou um Requerimento de Informação direcionado ao Ministério da Saúde cobrando a regulamentação da legislação, que completou, no último sábado, 120 dias de publicação.

O projeto que deu origem a Lei da Dignidade Menstrual foi apresentado por Marília em 2019. Inicialmente aprovada em outubro de 2021, a lei foi parcialmente vetada pelo presidente Jair Bolsonaro dias após sua votação no Congresso Nacional. O veto extirpou cinco artigos, restando apenas dois, que deixaram a lei apenas com formulações genéricas. Encabeçada por Marília Arraes uma ampla mobilização política e social culminou com a derrubada do veto, em março de 2022.

“Já se passaram 120 dias desde que a lei foi publicada após a derrubada do veto e o Governo Federal não cumpriu com sua obrigação que é a de regulamentar. O prazo para a regulamentação está previsto no artigo 8º da própria lei. Sem isso milhares de mulheres estão sendo prejudicadas porque continuam sem acesso a distribuição gratuita de absorventes e outras garantias conquistadas depois de uma luta enorme que envolveu não só o Congresso Nacional, mas inúmeros setores da sociedade. O Executivo precisa dar uma resposta. Exigimos a regulamentação imediata da lei”, destacou Marília Arraes.

O Decreto nº 10.989, de 8 de março de 2022, determinou que Ato do Ministério da Saúde estabelecerá a forma de execução e os procedimentos para adesão dos entes federativos ao Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS.

No Requerimento de Informação 547/2022, protocolado por Marília Arraes, o Ministério da Saúde é questionado sobre: o andamento do processo de elaboração da regulamentação e a data em que ele será publicado; a garantia da participação social nas discussões; qual a previsão para a inclusão dos absorventes higiênicos nas cestas básicas distribuídas pelo Governo Federal para a população de baixa renda, entre outras questões. O Ministério da Saúde tem um prazo de até 30 dias para responder o requerimento.

“O Poder Legislativo tem a função primária de fiscalizar os demais Poderes. Tivemos o protagonismo de aprovar o projeto que deu origem à Lei nº 14.214, de 2021. Agora temos de também garantir que a Lei seja efetivamente cumprida, em benefício da saúde, da dignidade e da vida das milhões de pessoas que menstruam neste País”, afirmou Marília.

DIREITO – Desde 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) considera o acesso à higiene menstrual um direito que precisa ser tratado como uma questão de saúde pública e de direitos humanos. Diante da falta de condições de adquirir produtos de higiene menstrual milhares de brasileiras acabam recorrendo a produtos inadequados, que trazem riscos e prejuízos à saúde. Ainda segundo a ONU, no mundo, uma em cada dez meninas faltam às aulas durante o período menstrual. No Brasil, esse número é ainda maior: uma entre quatro estudantes já deixou de ir à escola por não ter absorventes. A falta do absorvente afeta diretamente o desempenho escolar dessas estudantes e, como consequência, restringe o desenvolvimento de seu potencial na vida adulta.

Atualmente, o Brasil registra mais de 37 mil mulheres presas, segundo dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen). Na maioria das unidades prisionais espalhadas pelo país, o kit de higiene distribuído é o mesmo para mulheres e homens. Apenas algumas unidades disponibilizam absorventes para as presidiárias e

Desenvolvimento econômico, geração de empregos e melhor ambiente de negócios foram temas abordados por Raquel durante visita à Fiepe

A pré-candidata ao Governo do Estado, Raquel Lyra, visitou, na tarde desta segunda-feira (18), a Fiepe (Federação da Indústria do Estado de Pernambuco). Ela foi recebida pelo presidente da instituição, Ricardo Essinger, e representantes do setor produtivo. O encontro teve como finalidade dialogar com o segmento para a construção do seu Plano de Governo – com ações voltadas para o combate ao desemprego, melhor ambiente de negócios para o empreendedorismo, qualificação profissional e fortalecimento da parceria com o Sistema S, por meio da Fiepe.

Raquel iniciou a conversa falando sobre o desemprego e a fome que assolam o estado. Ela lembrou que Pernambuco teve a maior taxa de desemprego do Brasil, com quase 20% de população sem ocupação, a maior porcentagem já atingida desde o início da Pnad Contínua, em 2012. “Isso significa que mais de 830 mil pernambucanos estão desempregados, procurando trabalho. Em 2021, das 27 Unidades da Federação, 21 conseguiram retomar o nível de emprego, e Pernambuco foi um dos poucos que não conseguiram”, afirmou Raquel.

Para a postulante, a situação só vai mudar quando, de fato, houver investimento público para a qualificação profissional, melhorias das obras viárias, da malha ferroviária, e a garantia da água na torneira, dentre outras medidas. “Precisa-se tirar do papel e partir para a prática, o que não é feito pelo Governo do Estado. É necessário também retomar as obras paradas, incrementando o investimento público, principalmente, nos projetos de infraestrutura, a exemplo de Suape, do Arco Metropolitano e da Transnordestina, para que a economia possa alavancar.”

Raquel lembrou que conseguiu realizar o maior conjunto de programas de qualificação profissional da história do município, recebendo, inclusive, o reconhecimento de entidades como o Sebrae Nacional. Ela destacou o Qualifica EJA, programa que estimula o empreendedorismo a partir da capacitação profissional de estudantes matriculados na rede municipal de ensino; o Qualifica Caruaru, que oferece cursos e oficinas de capacitação profissional para a população em situação de vulnerabilidade, além do Qualifica EAD (qualificação a distância) e o Conecta Empreendedor Caruaru Tech, que oferece capacitação e auxilia empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

“Eu fiz em Caruaru e vou fazer em Pernambuco também. Faço parte de um time que vocês conhecem, que é comprometido e que faz toda a diferença nessa corrida eleitoral”, afirmou Raquel, adiantando que também irá implantar o Trilhatec em Pernambuco, programa que oferecerá cursos técnicos e profissionalizantes para os estudantes das escolas estaduais de ensino médio.

O pré-candidato a deputado estadual, Alan Carneiro, liderança de Santa Cruz do Capibaribe, também esteve no encontro e disse que o principal problema do Polo de Confecções do Agreste, em relação à geração de emprego, é a falta de pessoas capacitadas para ocupar as funções. “Emprego não falta nessa região, porém muita gente está desempregada por não ter qualificação profissional. Ações voltadas para essa área vão resolver um grande problema na região que perdura há anos”, relatou.

“Essa disposição da pré-candidata Raquel Lyra de valorizar a interlocução com a Fiepe, eu tenho certeza que é um bom prenúncio que ela vai efetivamente, a partir do seu governo, construir. É preciso que a gente fale para além dos governos. Nós precisamos falar para a população de Pernambuco, que hoje vive no desalento. O que falta hoje, fundamentalmente no estado, é uma ampla mobilização social, para que Pernambuco volte a ser destaque”, disse o ex-senador Armando Monteiro Neto. “Raquel, eleita governadora, não tenho dúvidas que ela será uma grande partícipe da Fiepe, na busca da qualificação e, consequentemente, na geração de empregos”, completou o ex-governador de Pernambuco, João Lyra Neto.

“Apoiar o setor produtivo é valorizar esse importante elo que impulsiona o desenvolvimento econômico e social do nosso estado, gerando emprego e renda para milhares de pernambucanos. Então, conciliar a defesa do setor produtivo com a defesa dos interesses públicos e coletivos dá um respaldo muito grande na construção da agenda deste novo momento que Pernambuco tanto precisa”, destacou a deputada Priscila Krause, que também participou da visita.

O presidente da Fiepe, Ricardo Essinger, agradeceu a visita de Raquel e disse que a instituição estará sempre à disposição para realizar uma interlocução no interesse de Pernambuco, sobretudo para encontrar caminhos que permitam o melhor ambiente de negócios, a geração de empregos e a qualificação profissional, “para que o estado avance cada vez mais economicamente”.

Para preservar os empregos e possibilitar novos negócios, Raquel se comprometeu com a Fiepe a construir uma política industrial que possibilite financiamento, inovação, benefícios fiscais e infraestrutura.

“O Canal do Sertão é a única saída para fortalecer a produção agropecuária de Bodocó”, afirma Guilherme Coelho

Neste domingo (17), o pré-candidato a deputado federal, Guilherme Coelho, esteve reunido com agricultores de quatro comunidades do município de Bodocó-PE: Sítio Belém, Lope 1, Baixa da Onça e Retronco. Todos relataram as dificuldades enfrentadas em decorrência da falta de água tanto para consumo humano, quanto para produção.
“Plantamos milho e feijão, mas a seca acaba levando tudo. Se tivéssemos água poderíamos plantar mais, aumentar a criação. Hoje, o que colhemos mal dá para o consumo”, contou a secretária da Associação de Produtores Rurais do Sítio Baixa da Onça, Rosilene Maria da Silva.
De acordo com Guilherme Coelho, a solução para os problemas de falta de água é o projeto Canal do Sertão, que prevê a construção de um canal que levará as águas do rio São Francisco para irrigação de terras em 15 municípios pernambucanos, incluindo Bodocó. “Tudo o que o Araripe precisa para se tornar uma potência nacional do agronegócio é água. Aqui já tem sol, terras de qualidade e gente trabalhadora. A irrigação promoverá o desenvolvimento no campo e nas cidades”, ressaltou o pré-candidato a deputado federal.