CMJ aprova PL do Vereador Berg sobre mudanças na contratação de shows artísticos pelo Município de Juazeiro (BA)

Para atender reivindicação de músicos que solicitam mudanças no critério para a contratação de bandas nos eventos realizados pelo Poder Municipal, o vereador e presidente da Casa Legislativa Aprígio Duarte Filho, Berg da Carnaíba, elaborou por meio do seu gabinete parlamentar projeto de lei n.º 3.863/2023, que evidencia novo critério a ser adotado pelo Município quando da contratação de shows artísticos em qualquer época do ano, inclusive no carnaval oficial e festejos juninos.

Após discussão e aprovação no plenário, durante a sessão ordinária desta quarta-feira, 29/11, o PL que segue para a sanção da Prefeita Suzana Ramos, vai priorizar a contratação de grupos musicais com histórico de formação há mais de 6 meses de exercício.

“Na reunião que tivemos com músicos e representantes de bandas tradicionais de Juazeiro foi solicitada essa mudança que é uma forma de valorizar o trabalho de quem vive da música. Além disso, houve críticas do surgimento grupos músicas no mês de eventos como, por exemplo, o Carnaval e os festejos juninos em nossa cidade. O projeto atende a maioria dos artistas locais e representa o reconhecimento da classe trabalhadora musical da nossa região”, assegura, o vereador Berg da Carnaíba.

Por: Jean Brito, jornalista da Assessoria de Imprensa do parlamentar

Em Brasília, Simão Durando participa da 85ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos

O prefeito de Petrolina, Simão Durando, segue cumprindo agenda em Brasília, e nesta quarta-feira (29) o gestor petrolinense participou da 85ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP). O encontro, que iniciou ontem (28), reuniu os chefes do executivo de mais de 100 cidades de todas as regiões do país e contou com a presença do presidente da República em Exercício, Geraldo Alckmin.

Na oportunidade, os prefeitos debateram com o governo federal questões importantes para a pauta dos municípios, como o financiamento da Saúde e a retomada do Consórcio Conectar. Nesta edição, o encontro FNP também defendeu, entre as pautas prioritárias, os impactos da pós-reforma tributária nas finanças locais, mudanças climáticas, desenvolvimento urbano sustentável, diálogo federativo e mobilidade urbana.

O prefeito Simão Durando destacou a importância desse momento de debate e união dos prefeitos na defesa de pautas importantes para os municípios. “Mais um ano que participamos desse grande evento. Esses encontros são necessários para que possamos discutir assuntos importantes para os municípios e lutar por melhorias para a população junto ao governo federal. Tem sido uma oportunidade ímpar para que prefeitos de todo o país possam compartilhar conhecimentos com outros gestores e dialogar sobre as diferentes realidades vividas pelos municípios”, concluiu.

Frente Nacional de Prefeitos

Fundada em 1989, a FNP é a única entidade municipalista nacional dirigida exclusivamente por prefeitas e prefeitos em exercício dos seus mandatos. Reúne todas as capitais e os municípios com mais de 80 mil habitantes. A entidade é organizada em diretoria executiva, vice-presidências temáticas, por faixa populacional, estaduais e um conselho fiscal. Atualmente, o prefeito Simão Durante é vice-presidente no segmento da Fruticultura, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

Governadora Raquel Lyra anuncia liberação dos primeiros 2.350 imóveis do Entrada Garantida, com R$ 20 mil de entrada pagos pelo Governo do Estado

Após fase de testes, o Governo do Estado de Pernambuco, através da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), abriu a vitrine de imóveis listados na modalidade Entrada Garantida do programa Morar Bem PE. São mais de 2.350 unidades habitacionais distribuídas em 26 empreendimentos espalhados em nove municípios do Estado. A oferta de imóveis está disponível para as pessoas cadastradas no programa, que continua aberto para novas inscrições. Até agora, cerca de 24.500 pernambucanos se cadastraram no Entrada Garantida para ter acesso ao depósito de até R$ 20 mil para ajudar no financiamento imobiliário. 
 
“O Entrada Garantida disponibiliza a partir de hoje mais de dois mil imóveis para compra com R$ 20 mil de entrada pagos pelo Governo do Estado, um passo essencial para mudarmos a realidade da situação habitacional em Pernambuco. O programa, já premiado nacionalmente, avança com a consistência e a rapidez necessárias. A política de habitação de interesse social voltou às prioridades”, registra a governadora Raquel Lyra.
De acordo com o presidente da Cehab, Paulo Lira, “diariamente novos empreendimentos serão cadastrados”, destacando que o programa é perene e está aberto para novos cadastros de imóveis e de pessoas. Podem se beneficiar do programa famílias com renda mensal de até dois salários mínimos. Os imóveis disponibilizados dentro do programa têm valor de mercado de até R$ 190 mil. “Após escolher o imóvel, a pessoa deve procurar a imobiliária ou construtora para fechar a compra e fazer a avaliação de crédito da Caixa”, resume o executivo.
 
Para escolher o imóvel, a pessoa cadastrada deve acessar o site da Cehab (www.cehab.pe.gov.br), clicar no banner do Morar Bem e, na parte superior da página, clicar em “entrar”. Logo após, ela deve acessar o link “Meu Cadastro”, digitar o CPF e a senha, clicar em “Editar cadastro” na aba “Dados Responsável Familiar” e, ao final da página, acessar “Empreendimento” para escolher o imóvel. Depois disso, o interessado deve clicar em “gravar e prosseguir” e, ao final, “Salvar”. Completado esse procedimento de escolha, a pessoa deverá procurar a imobiliária, ou construtora selecionada, para dar entrada no processo de aprovação de crédito junto à Caixa Econômica, agente financiador do Morar Bem PE. Há unidades disponíveis nas cidades do Recife, Igarassu, Camaragibe e Paulista, na Região Metropolitana; Caruaru, Garanhuns, Belo Jardim e Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste; e Petrolina, no Sertão.
Os primeiros empreendimentos disponibilizados envolvem obras de empresas como Tenda, VL Paulista, MRV, J. Nunes, entre outras. Segundo dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), o Entrada Garantida permite um número de lançamentos 65% maior este ano, com 4.800 unidades habitacionais a mais sendo colocadas à venda, em relação ao segundo semestre do ano passado.
 
Entrada Garantida – O governo de Pernambuco lançou em julho a modalidade Entrada Garantida do Programa Morar Bem PE, primeira política habitacional de interesse social do Estado. Nesta nova etapa, o governo passa a oferecer subsídios de até R$ 20 mil para famílias com renda familiar de até dois salários mínimos terem condições de comprar seu primeiro imóvel. O valor elimina a necessidade de entrada no financiamento habitacional.
 
Pernambuco é o primeiro Estado do Norte e Nordeste a subsidiar a compra da casa própria para as famílias que não possuem um imóvel. Os valores serão garantidos através do Fundo de Habitação de Interesse Social (Fehis), que passou a ser capitalizado este ano. Com ele, o Estado terá a capacidade de estimular a produção e a comercialização de imóveis novos para atender a baixa renda e diminuir o déficit habitacional de Pernambuco.
 
Fotos: Cehab/Divulgação

Prefeita Suzana Ramos assina ordem de serviço para retomada da obra de saneamento do bairro Antônio Guilhermino

A manhã desta terça feira (28) foi de muita alegria para os moradores do bairro Antônio Guilhermino. Isso por que a prefeita Suzana Ramos, acompanhada pelo diretor-presidente do SAAE, Anderson Freire, assinou a ordem de serviço para o início da 2ª etapa da obra de saneamento do bairro.

A obra, de mais de R$ 6 milhões, será executada com recursos próprios e irá contemplar 15 ruas e também a Avenida Misael Aguilar. A rede coletora terá uma extensão de mais de 4.000m (quatro mil metros) e a rede condominial 8.945,00 m (oito mil, novecentos e quarenta e cinco metros), beneficiando em torno de 370 famílias.

“Eu estou muito feliz e sei que a população também, pois há muito tempo essa comunidade aguarda o saneamento. Agora a obra já foi licitada e dada a ordem de serviço, já é uma realidade. Vou sempre ficar acompanhando para que a obra aconteça com agilidade e a gente consiga entregar ainda em nosso 1º mandato, afirma a prefeita Suzana Ramos.

O líder comunitário e vice-presidente da Associação de Moradores do bairro, Cícero Alves, celebrou a obra, que irá tirar o esgoto das portas das pessoas. É com grande prazer que a gente recebe essa segunda etapa do saneamento da comunidade, pois a população gritava por essa conclusão e agora irá acontecer, graças a Deus e à sensibilidade da nossa prefeita Suzana Ramos.

Lula indica Flávio Dino para vaga no STF e Paulo Gonet para PGR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou, nesta segunda-feira (27), os nomes de Flávio Dino para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e de Paulo Gonet para ser o novo procurador-geral da República. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto, em comunicado.As indicações foram encaminhadas ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Agora, Dino e Gonet passarão por sabatina e precisarão ser aprovados pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e pelo plenário da Casa. Em seguida, terão a cerimônia de  posse marcada pelos respectivos órgãos.

Pelas redes sociais, Dino disse que está “imensamente” honrado com a indicação. “Agradeço mais essa prova de reconhecimento profissional e confiança na minha dedicação à nossa Nação. Doravante irei dialogar em busca do honroso apoio dos colegas senadores e senadoras. Sou grato pelas orações e pelas manifestações de carinho e solidariedade”, escreveu.

Supremo

O novo ministro do STF assumirá a vaga deixada pela ministra Rosa Weber, que se aposentou compulsoriamente da Corte, ao completar 75 anos, no início do mês. Rosa foi nomeada pela então presidenta Dilma Rousseff, em 2011.

Apesar de algumas campanhas de movimentos organizados, Lula havia afirmado que não escolheria o novo ministro pautado pelo critério de gênero ou cor da pele. Com a saída de Rosa, o plenário da Corte está composto por apenas uma mulher, a ministra Cármen Lúcia.

Formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com mestrado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Flávio Dino foi juiz federal por 12 anos, período no qual ocupou postos como a presidência da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a secretaria-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Ele deixou a magistratura para seguir carreira política, elegendo-se deputado federal pelo Maranhão em 2006. Presidiu a Embratur entre 2011 e 2014, ano em que se elegeu governador do Maranhão. Em 2018, foi reeleito para o cargo. Nas últimas eleições, em 2022, elegeu-se senador e, logo após tomar posse, foi nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública. Agora, aos 55 anos, é o indicado de Lula para o STF.

Procuradoria

Já na Procuradoria-Geral da República (PGR), Gonet ocupará a vaga aberta com a saída de Augusto Aras. O mandato de Aras na PGR terminou no fim de setembro, e a vice-procuradora Elizeta Ramos assumiu o comando do órgão interinamente.

Ao comentar a escolha do novo procurador-geral da República, Lula havia afirmado que o faria “com mais critério”. O presidente disse que sempre teve “o mais profundo respeito pelo Ministério Público”, mas que a atuação do órgão na Operação Lava Jato o fez perder a confiança. No âmbito da operação, Lula foi investigado, condenado e preso, em abril de 2018. Em março do ano passado, o Supremo Tribunal Federal anulou as condenações ao entender que a 13ª Vara Federal em Curitiba, sob comando do então juiz Sergio Moro, não tinha competência legal para julgar as acusações.

Católico praticante, Paulo Gustavo Gonet Branco tem 57 anos e é subprocurador-geral da República, sendo também o atual vice-procurador-geral Eleitoral. Tem 37 anos de carreira no Ministério Público. Junto com o ministro Gilmar Mendes, do STF, é co-fundador do Instituto Brasiliense de Direito Público e foi diretor-geral da Escola Superior do Ministério Público da União.

O nome de Gonet sofre resistência de entidades jurídicas e movimentos sociais, que, na semana passada, enviaram carta a Lula listando o que seriam posicionamentos do subprocurador contrários, por exemplo, à política de cotas em universidades públicas. Outro ponto questionado foi sua atuação na Comissão de Mortos e Desaparecidos, na década de 1990, quando Gonet votou contra a responsabilidade do Estado em casos rumorosos, como o da estilista Zuzu Angel.

Assinaram a carta 49 entidades, entres as quais o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Grupo Prerrogativas, a Associação Juízes e Juízas para a Democracia, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e a Articulação dos Povos Indígenas (Apib).

Edição: Nádia Franco/Agência Brasil

Minha Casa, Minha Vida: Suzana Ramos comemora aprovação de proposta para quase 500 novas habitações para Juazeiro (BA)

Juazeiro recebeu com alegria a aprovação da proposta para a construção de quase 500 novas habitações pelo Minha Casa, Minha Vida, programa do Governo Federal, direcionado a famílias com renda de até dois salários mínimos (ou R$ 2.640,00 em valores atuais). O anúncio foi feito pelo governo federal, através da publicação da 1ª Seleção de Propostas para o Novo Minha Casa, Minha Vida.

A gestão Suzana Ramos seguirá as novas etapas com a entrega de toda a documentação necessária do programa para a construção dos empreendimentos habitacionais. O cadastramento para a população ainda não foi aberto, uma vez que o processo de contratação ainda está em andamento.

A prefeita Suzana Ramos, que aguardava a publicação da 1ª seleção, comemorou. “É uma felicidade imensa para nós anunciarmos a aprovação da proposta para a construção das quase 500 habitações, algo que vai trazer tranquilidade às pessoas carentes que estavam aguardando a oportunidade de ter a casa própria há muito tempo. Agradeço ao presidente Lula pela retomada do programa e por aceitar as nossas propostas. Vamos continuar em busca de mais moradias”, disse Suzana Ramos.

“Celebramos hoje o primeiro de diversos programas cadastrados junto ao Governo Federal. Além do Minha Casa, Minha Vida, estamos correndo atrás e com uma expectativa muito grande que o Governo Federal possa atender junto ao novo PAC todas as demandas de saneamento e infraestrutura do município”, destacou o secretário de Obras de Juazeiro, Acauã Santiago.

Texto: Lucas Lima- Ascom PMJ

Minha Casa, Minha Vida: Petrolina aprova propostas para a construção de 950 novas habitações

Boas notícias para quem está aguardando a retomada do Programa Minha Casa Minha Vida, em Petrolina. O município sertanejo aprovou a possibilidade da contratação de 950 novas unidades habitacionais. A divulgação foi realizada pelo governo federal, nesta quarta-feira (22), através da publicação da 1ª Seleção de Propostas para o Novo Minha Casa, Minha Vida direcionada à Faixa 1 (FAR), para famílias com renda de até 2 salários-mínimos (ou R$ 2.640,00 em valores atuais).

Essa representa a primeira fase do processo de seleção. Petrolina foi um dos municípios do Nordeste com mais projetos aprovados. A partir de agora, a gestão municipal seguirá para as novas etapas e apresentação de toda a documentação necessária exigida pela legislação do programa para a construção dos empreendimentos habitacionais em áreas urbanas.

Como o processo de contratação ainda está em andamento, o cadastramento para a população ainda não foi aberto. Somente após a celebração do contrato com o Governo Federal, será liberada inscrição para interessados a concorrer por uma das casas.

O prefeito Simão Durando celebrou a notícia e ressaltou que a retomada do programa “Minha Casa, Minha Vida” trará, além de qualidade de vida e alento às famílias de baixa renda, vai gerar mais postos de trabalho para a construção civil na cidade. “Este é um primeiro passo importante. Nossa equipe fez um excelente trabalho, pois fomos uma das cidades mais contempladas pelo programa federal. Nós sabemos a importância dessa ação, principalmente, para as famílias mais pobres. Muita gente ainda não têm um local adequado para viver e depende de políticas públicas para facilitar o acesso a essas moradias. Nossa gestão está comprometida a garantir o máximo de moradias possíveis para a população mais carente”, concluiu o prefeito.

Cleilma Silva – Assessora de Imprensa
Foto: Erlan Alexandre

Câmara aprova refinanciamento de dívidas rurais de até R$ 100 mil

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que refinancia dívidas rurais com valor original de até R$ 100 mil, com descontos e juros menores variáveis segundo o porte do produtor (familiar, pequeno, médio ou grande) e a área de localização da propriedade. A matéria será enviada ao Senado.

O texto aprovado é um substitutivo da deputada Silvia Cristina (PL-RO) para o Projeto de Lei 1768/23, do deputado Eunício Oliveira (MDB-CE). O autor da proposta destacou a importância da renegociação de dívidas para a economia. “Essa votação mostra a sensibilidade que todos nós temos de representar o povo brasileiro e especialmente os mais simples e mais humildes, que esse projeto defende”, afirmou Eunício Oliveira.

De forma geral, para agricultores familiares, mini, pequenos e médios produtores rurais localizados nas áreas de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), o texto permite a renegociação de dívidas com valor original de até R$ 60 mil, contratadas até 31 de dezembro de 2022 por suas cooperativas ou associações, com as seguintes condições:

– desconto de 8,2% ou 8,8% do saldo devedor na data da repactuação;

– bônus de adimplência de 25%, 35% ou 65%, conforme a região, incidente sobre cada parcela da dívida paga até a data do respectivo vencimento;

– taxa efetiva de juros de 3% ao ano a partir da data da repactuação; e

– parcelamento em dez anos, incluídos dois anos de carência, a ser liquidado em parcelas anuais, iguais e sucessivas

Quem pretender quitar a dívida após os abatimentos terá bônus adicional de 10% sobre o montante devido se pagar em até seis anos.

A única exigência para aderir ao refinanciamento será o pagamento de 1% do valor do saldo devedor atualizado.

Recursos de fundos
Para esse mesmo público nessas localidades e que tenham dívidas originais de até R$ 100 mil tomadas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) ou do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o projeto estabelece parâmetros semelhantes. As regras incluem ainda os grandes produtores:

– saldo devedor apurado com base nos encargos contratuais de normalidade, sem multa, mora ou quaisquer outros encargos por falta de pagamento ou honorários advocatícios;

– a partir da renegociação, taxa efetiva de juros de 3% ao ano para agricultores familiares, mini e pequenos produtores rurais;

– taxa efetiva de juros de 6% ao ano para médios produtores rurais; e

– taxa efetiva de juros de 8% ao ano para os demais produtores rurais;

– bônus de adimplência sobre os encargos financeiros de 20% para os empreendimentos localizados na região do semiárido ou de 10% nas demais áreas;

– prazo de até dez anos para o pagamento do saldo devedor, de acordo com a capacidade de pagamento do mutuário;

A adesão também dependerá do pagamento de 1% do valor do saldo devedor atualizado.

Outras regiões
Em relação a todo o território nacional, o texto de Silvia Cristina permite a repactuação de dívidas originais de até R$ 100 mil em operações de crédito rural de custeio e investimento lastreadas com recursos controlados do crédito rural.

Entretanto, para contar com essa renegociação, o produtor deve demonstrar que seu empreendimento foi afetado por condições desfavoráveis de comercialização da produção ou por fatores climáticos. Neste último caso, valerá apenas o reconhecimento de situação de calamidade pública por parte do governo federal.

Se a calamidade pública não tiver sido decretada em sua região e houve perda por fatores climáticos ou por condições desfavoráveis de comercialização, o interessado deverá apresentar laudo, que poderá ser grupal ou coletivo.

As condições são as seguintes:

– apuração do saldo devedor com base nos encargos contratuais de normalidade, sem multa, mora e outros encargos;

– prazo de pagamento de dez anos, com dois anos de carência;

– encargos financeiros pactuados na operação original; e

– bônus de adimplemento sobre os encargos financeiros de 20% sobre os encargos pagos até o vencimento de cada parcela; e

– amortização mínima calculada sobre o saldo devedor vencido apurado equivalente a 2% para as operações de custeio agropecuário e de 10% para as operações de investimento.

Em municípios cujo estado de emergência ou de calamidade pública tenha sido decretado após 1º de janeiro de 2016 essa amortização mínima será dispensada.

Caso o produtor tenha recebido indenizações por meio do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), o valor deverá ser descontado, considerada a receita obtida.

De acordo com o substitutivo aprovado, não poderão renegociar a dívida os donos de empreendimentos que não tenham aplicado a tecnologia recomendada, incluindo inobservância do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e do calendário agrícola para plantio da lavoura.

Também estão de fora os mutuários que tenham comprovadamente cometido desvio de crédito, exceto se a irregularidade tiver sido sanada previamente à renegociação da dívida.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Nova tributação para fundos de investimentos e offshores é aprovada pela Comissão do Senado

Foto: Pedro França/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta quarta-feira (22) a proposta do Executivo que muda o Imposto de Renda sobre fundos de investimentos e sobre a renda obtida no exterior por meio de offshores, a chamada “taxação dos super-ricos” (PL 4.173/2023). A votação estava prevista para terça-feira (21), mas foi adiada para esta quarta, quando o relator, senador Alessandro Vieria (MDB-SE), apresentou seu complemento de voto. O texto agora segue para o Plenário, com pedido de urgência.

— Volto a reafirmar a importância do projeto como um passo adiante na justiça tributária no Brasil, garantindo uma tributação compatível com a média internacional — afirmou o relator.

Já aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto muda uma série de leis, entre elas o Código Civil, para tributar ou aumentar as alíquotas incidentes sobre fundos exclusivos (fundos de investimento com um único cotista) e aplicações em offshores (empresas no exterior que investem no mercado financeiro).

Os deputados incorporaram ao projeto a Medida Provisória (MP) 1.184, de 2023, que trata da tributação dos fundos exclusivos, mas fizeram várias alterações na proposta original do Executivo. A alíquota de 10% proposta pelo governo para quem antecipar a atualização do valor dos rendimentos acumulados até 2023 foi baixada para 8%. Já a alíquota linear de 15% sobre os rendimentos aprovada na Câmara se contrapõe à alíquota progressiva de 0% a 22,5% proposta inicialmente pela Presidência da República.

Os contribuintes pessoa física terão que declarar de forma separada os rendimentos do capital aplicado no exterior, sejam aplicações financeiras, lucros ou dividendos de entidades controladas. Não será permitida qualquer dedução da base de cálculo do imposto, como é feito com despesas com saúde, por exemplo, para os ganhos no país. No entanto, será possível deduzir do imposto devido o imposto pago no exterior, desde que essa compensação esteja prevista em acordo ou convenção internacional ou haja reciprocidade de tratamento entre os dois países.

Impacto fiscal

Segundo o relator, dados do Banco Central demonstram que brasileiros têm cerca de R$ 200 bilhões em ativos no exterior, sendo a maior parte participações em empresas e fundos de investimento. Mas as alterações dos deputados no projeto que tramita agora no Senado devem frustrar a expectativa de receita do governo, que pretendia reforçar o caixa em R$ 20,3 bilhões em 2024 e em R$ 54 bilhões até 2026. A equipe econômica ainda não divulgou o novo cálculo.

De qualquer forma, o projeto aprovado reduz a arrecadação inicialmente prevista num momento em que o governo precisa conseguir arrecadação de R$ 168 bilhões para cumprir a meta de zerar o déficit primário em 2024, conforme o novo arcabouço fiscal proposto pelo próprio Executivo e aprovado em agosto pelo Congresso. A tributação dos super-ricos seria uma das principais fontes para obter esses recursos. Veja as principais mudanças que a proposta aprovada na CAE poderá fazer no sistema tributário:

Atualização de valor

A pessoa física poderá optar por atualizar o valor dos seus bens e direitos no exterior — aplicações financeiras, imóveis, veículos, aeronaves, embarcações e participação em empresas controladas — pelo valor de mercado em 31 de dezembro de 2023, pagando 8% de imposto sobre a diferença entre o valor atualizado e o custo de aquisição. O recolhimento do IR nesse caso terá de ser feito até 31 de maio de 2024.

Não poderão ser atualizados bens ou direitos que não tiverem sido declarados em 2022 e os vendidos, baixados ou liquidados antes da opção. Também ficará proibida a atualização do valor de joias, pedras e metais preciosos, obras de arte, antiguidades de valor histórico ou arqueológico, animais de estimação ou esportivos e material genético de reprodução animal.

Fundos exclusivos

  • IR de 15% (fundos de longo prazo) ou de 20% (fundos de curto prazo, de até um ano) sobre os rendimentos, arrecadado uma vez a cada semestre por meio do sistema de “come-cotas” a partir do ano que vem. Fundos com maiores prazos de aplicação terão alíquotas mais baixas por causa da tabela regressiva do IR.

O come-cotas é um sistema em que, a cada seis meses, a Receita Federal “morde” uma quantidade de cotas do cliente equivalente ao imposto de renda devido, que é retido na fonte. O come-cotas incide apenas sobre os lucros, não sobre o capital investido.

  • Recolhimento antecipado: quem optar por começar a pagar o “come-cotas” este ano poderá pagar 8% sobre todos os rendimentos obtidos até 2023 parcelados em quatro vezes, com a primeira prestação a partir de dezembro; ou 15% em 24 meses, com a primeira parcela em maio de 2024.

Os fundos fechados — que não permitem o resgate de cotas no prazo de sua duração — terão de pagar o imposto de renda também sobre os ganhos acumulados. Atualmente a tributação desses fundos é feita apenas no momento do resgate do investimento, o que pode nunca acontecer.

Offshores e trusts

  • Alíquota: 15% anuais sobre os rendimentos a partir de 2024, mesmo se o dinheiro permanecer no exterior.
  • Apuração anual dos lucros das offshores até 31 de dezembro.
  • Recolhimento antecipado: mesma regra dos fundos exclusivos.
  • Atualmente sobre o ganho de capital dos recursos investidos em offshores incide alíquota de 15% de Imposto de Renda. No entanto, essa taxação só ocorre sobre os recursos que voltarem ao Brasil. Ou seja, uma vez fora do país, essa renda poderá nunca ser tributada de fato. O projeto também define o trust como uma relação jurídica em que o dono do patrimônio transfere bens para outras pessoas administrarem. Na prática, o trust é uma ferramenta usada pelos proprietários para transferir seu patrimônio a terceiros, normalmente seus filhos, cujo dever é administrar os bens conforme a vontade dos pais.

Pela proposta, os bens e direitos do trust, no entanto, devem permanecer sob a titularidade de quem o criou, o dono original, passando ao beneficiário apenas no momento da distribuição ou do falecimento do proprietário, o que ocorrer primeiro. Eles terão que ser declarados diretamente pelo titular pelo custo de aquisição.

Os rendimentos e ganhos de capital relativos aos bens e direitos do trust serão considerados obtidos pelo titular na data do evento (criação do trust, distribuição dos bens ou falecimento do proprietário) e sujeitos à incidência do IR. A mudança de titularidade do patrimônio do trust será considerada doação, se ocorrida durante a vida do proprietário, ou herança, depois do seu falecimento, casos em que incide o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos), um imposto estadual. O proprietário, caso esteja vivo, ou os seus beneficiários deverão providenciar em até 180 dias depois de publicada a futura lei a alteração da escritura do trust, de forma a obrigá-lo a cumprir as leis brasileiras.

Atualmente a legislação brasileira não trata desse tipo de investimento, normalmente usado para reduzir o pagamento de tributos e facilitar a distribuição de heranças em vida. Para Alessandro, “o principal mérito do PL é positivar na legislação brasileira o instituto dos trusts, que passam a ser reconhecidos pelo direito tributário nacional e ficam transparentes para fins de tributação de seus rendimentos, preenchendo uma lacuna importante do ordenamento jurídico brasileiro”.

Controladas

Em outra frente, o texto tributa os lucros das entidades controladas por pessoas físicas residentes no país localizadas em paraísos fiscais (esses países têm tributação mínima, justamente para atrair o dinheiro) ou beneficiárias de regime fiscal privilegiado. As empresas no exterior com renda ativa própria inferior a 60% da renda total (ou seja, mais de 40% dos seus lucros vêm de royalties, juros, dividendos, participações acionárias, aluguéis, ganhos de capital, aplicações financeiras ou outras rendas passivas) também serão tributadas.

Poderão ser deduzidos do lucro da controlada no exterior os prejuízos apurados em balanço e os lucros e dividendos de suas controladas brasileiras; os rendimentos e os ganhos de capital dos demais investimentos feitos no país; e o imposto sobre a renda pago no exterior pela empresa e suas controladas até o limite do imposto devido no Brasil. O projeto ainda autoriza a pessoa física a declarar, de forma irrevogável e irretratável, por meio de declaração de ajuste anual a ser entregue em 2024, os bens e direitos da entidade controlada no exterior como se fossem seus (transparência para fins tributários).

Quando devidamente comprovadas, as perdas no exterior poderão ser compensadas com os rendimentos de operações de mesma natureza, no mesmo período de apuração. Caso o valor das perdas supere o do lucro, poderá ser compensado com lucros e dividendos de entidades controladas no exterior. As perdas não compensadas poderão ser usadas em períodos posteriores.

Fundos agrícolas e imobiliários

O projeto também muda o texto do governo com relação à isenção do Imposto de Renda para os Fiagros (fundos que investem em cadeias agroindustriais) e os fundos de investimentos imobiliários. Para serem isentos, esses fundos terão que ter o mínimo de 100 cotistas, e não os 500 propostos inicialmente pelo Executivo. Também foi criada uma trava para limitar as cotas de parentes, incluindo os de segundo grau, a 30% do patrimônio líquido dos fundos. Em outra mudança, as empresas que operam no país com ativos virtuais, independentemente do domicílio, terão de fornecer informações sobre suas atividades e de seus clientes à Receita Federal e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras, órgão que combate a lavagem de dinheiro.

Variação cambial

O projeto normatiza a conversão da moeda estrangeira em moeda nacional. A cotação será a de fechamento para venda divulgada pelo Banco Central na data do fato gerador do imposto. O projeto define ainda que o lucro com a flutuação do dólar não será tributado em duas situações: na variação cambial de depósitos em conta corrente ou em cartão de crédito ou débito no exterior, desde que os depósitos não sejam remunerados; e na variação cambial de moeda estrangeira para vendas de até US$ 5 mil por ano. O que passar desse valor será integralmente tributado.

Emendas

Das 18 emendas sugeridas pelos senadores, Alessandro Vieira acatou integralmente uma e parcialmente outras três, oferecendo seis emendas de redação ao texto. A principal delas altera o conceito de bolsas de valores e mercados de galpão. O projeto da Câmara restringia o conceito a “sistemas centralizados e multilaterais” e o relator optou por retirar a palavra “multilaterais”. Ele ainda acrescentou a observação de que os sistemas de negociação previstos no artigo são aqueles que operam como sistemas centralizados multilaterais de negociação. Essa mudança é importante para definir em que tipos de ações os fundos não sujeitos ao come-cotas poderão investir.

Fonte: Agência Senado

Suzana Ramos cumpre agenda em Brasília e celebra conquista de R$ 1 milhão para custeio da saúde

Ao lado do deputado estadual, Jordávio Ramos, a prefeita Suzana Ramos está cumprindo agenda na capital do país, em busca de investimentos para o município e garantindo recursos no orçamento de 2024. Nesta terça-feira (21), a gestora se reuniu com o reitor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Tolentino Julianeli, e com o deputado federal Adolfo Viana, que destinou uma emenda de R$ 1 milhão, através da articulação da gestora, para o custeio do Hospital Universitário (HU/Univasf), que atende Juazeiro através Rede Interestadual de Atenção à Saúde do Vale do Médio São Francisco (Rede PEBA), desafogando as demandas da saúde no município.

“Uma agenda muito produtiva, onde conquistamos R$ 1 milhão para o custeio do Hospital Universitário, que atende Juazeiro através da Rede Peba e vai desafogar as demandas da saúde em nosso município, uma emenda do deputado federal Adolfo Viana. Estamos buscando ainda investimentos para o município e garantindo recursos no orçamento do próximo ano”, disse a gestora municipal.

Outras agendas

Na segunda-feira (20), a gestora municipal cumpriu agenda em Salvador, onde participou de reuniões com os deputados estaduais, Jordávio Ramos e Roberto Carlos, e com o deputado federal, Adolfo Viana, em busca de ações e projetos voltados para o desenvolvimento de Juazeiro.