Apreensão de cloroquina gera temor de que remédio seja contrabandeado

Policiais rodoviários federais apreenderam a 3.600 comprimidos de hidroxicloroquina contrabandeados do Paraguai para o Brasil. A carga foi encontrada na tarde desta quarta-feira (27), escondida em uma caminhonete abordada próximo à Uruaçu, no norte de Goiás.

Agora, a Polícia Civil de Goiás apura qual era a intenção dos quatro homens que transportavam os remédios escondidos na aparelhagem de som do veículo. Segundo o delegado Fernando Martins, o crime de contrabando já está configurado, uma vez que os medicamentos produzidos no Paraguai são proibidos no Brasil.

“Ainda estamos coletando informações. Resta saber a real intenção do grupo, que afirmou ter arrecadado recursos [para a compra dos remédios] com comerciantes de Imperatriz (MA) e viajado ao Mato Grosso do Sul para comprar os medicamentos e, na volta, doar para quem precise”, contou o delegado a Agência Brasil.

Segundo Martins, os quatro homens que transportavam a hidroxicloroquina foram liberados após prestarem depoimento. O caso ainda pode vir a ser transferido para a alçada da Polícia Federal (PF).

As 120 caixas do remédio encontradas na caminhonete, cada uma delas com 30 comprimidos, foram entregues à Vigilância Sanitária municipal e deverão ser destruídas, pois o medicamento não tem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a carga ilícita foi descoberta por acaso. Policiais pararam a caminhonete em que os quatro homens viajavam para uma inspeção de rotina. Acabaram encontrando as caixas do medicamento escondidas.

No primeiro momento, os homens alegaram ter apanhado os medicamentos em São Paulo. Depois, mudaram a versão e afirmaram tê-los obtido em Campo Grande. Os quatro investigados declararam também aos policiais rodoviários que a intenção era doar toda a carga para hospitais do Maranhão.

Em nota, a PRF afirma crer que o próprio grupo foi ao Paraguai buscar os remédios. Por este motivo, podem também responder por crime contra a saúde pública. Esta é a primeira vez que policiais rodoviários federais apreendem hidroxicloroquina, ainda que, desde que o novo coronavírus chegou ao Brasil, em meados de março, cargas com testes, respiradores e oxímetros (aparelhos que aferem a quantidade de oxigênio presente nas células, ajudando no monitoramento da oxigenação sanguínea) já tenham sido apreendidos.

Entidades

O coordenador-geral da Associação Brasileira Superando o Lúpus, Doenças Reumáticas e Raras (Superando), Carlos Eduardo Tenório, afirmou à Agência Brasil que a notícia da apreensão o surpreendeu e serve como um alerta. Tenório explicou que, até ontem, não tinha ouvido nada a respeito de que a hidroxicloroquina possa estar sendo contrabandeada ou vendida irregularmente no Brasil. Ainda assim, ele não descarta que a maior dificuldade que pacientes com malária, artrite reumatoide e lúpus estão tendo para encontrar o remédio em várias partes do país, bem como o aumento dos preços, possam estimular práticas ilícitas.

“A cloroquina é uma medicação de comprovada eficácia para a lúpus e algumas outras doenças crônicas autoimunes. Com a covid-19, vimos uma corrida muito grande às farmácias. Isto desabasteceu o mercado e muitas pessoas que já a utilizavam há anos acabaram ficando sem o remédio. Verificamos não só um aumento abusivo dos preços – principalmente nas farmácias de manipulação -, como uma maior dificuldade de encontrá-la. O que abre margens [para a venda irregular do produto]”, comentou Tenório ao admitir que teme o efeito que o eventual consumo de medicamentos de procedência duvidosa podem causar para quem usa a hidroxicloroquina de forma controlada.

De acordo com Tenório, antes da Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhecer a pandemia da covid-19, em março deste ano, era possível comprar uma caixa do medicamento na cidade de São Paulo por, em média, R$ 40. “Vimos este preço saltar para R$ 60, R$ 70. Manipulado, há casos de que o frasco com 120 comprimidos passou de R$ 150 para R$ 600, até R$ 700. O remédio inflacionou e muito e quando se diz que é algo barato, é porque estamos falando das compras feitas pelos governos, em grandes lotes. Tanto que, em São Paulo, o remédio é distribuído em centros de alto custo, e não nas unidades básicas de saúde. Além disso, apesar da alta do preço, em quase todos os estados está mais difícil encontrar o remédio”, acrescentou Tenório, revelando que a situação já vem sendo discutida no Conselho Nacional de Saúde, no qual a Superando tem assento.

Consultado, o Ministério da Saúde não se manifestou sobre o assunto.

Edição: Aline Leal – Agência Brasil

Governador de São Paulo anuncia ‘retomada consciente’ em todo o estado a partir de 1º de junho

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira, 27, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, que o Estado deve iniciar o relaxamento da quarentena – implantada como medida de contenção do novo coronavírus – a partir da próxima segunda, dia 1º de junho.

De acordo com Doria, a nova fase da quarentena será chamada de “Retomada Consciente”.

Segundo o governador, o isolamento social até o dia 30 de maio terá ajudado a salvar 65 mil vidas.

“Hoje é um dia importante pra São Paulo e os 46 milhões de brasileiros de São Paulo. Estamos anunciando a retomada consciente a partir de 1º de junho. Manteremos a quarentena até 15 de junho, mas com a retomada de algumas atividades econômicas”, disse Doria.

E acrescentou: “Todas as decisões do governo em relação à covid-19 foram pautadas pela ciência e medicina. Aqui não há achismos.”

De acordo com Doria, a retomada será dada nas cidades que tiverem redução consistente no número de casos, nas que tiverem disponibilidade de leitos nos hospitais públicos e privados, e nas que obedecerem o distanciamento social. O uso de máscaras continuará sendo obrigatório.

“O vírus afetou fortemente a economia do Brasil e do Estado que lidera a economia do Brasil. Mantivemos 74% das atividades em funcionamento no Estado”, disse Doria. “A nova fase do Plano São Paulo não é um relaxamento, mas um ajuste fino de acordo com as necessidades regionais. E temos dados técnicos para garantir essa retomada segura.”

João Gabbardo

Doria também anunciou que o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis deverá integrar o Comitê de Contingência do Coronavírus.

Por: Notícias ao Minuto

Covid-19: primeiro hospital de campanha do Sertão é aberto em Petrolina com cerimônia de benção

Fé e esperança foram os sentimentos que marcaram a abertura, em Petrolina, do hospital de campanha para tratamento de pacientes com Covid-19. A estrutura foi entregue, nesta segunda (25), pelo prefeito Miguel Coelho e o bispo Dom Francisco Palhano. O primeiro hospital municipal de campanha aberto no Sertão de Pernambuco terá capacidade de 100 leitos destinados a pacientes em estágio intermediário da Covid-19.

A estrutura de saúde foi montada num imóvel cedido pela Diocese de Petrolina, o Centro Dom Carmelo, no bairro Pedra do Bode. O hospital contará com mais de 150 profissionais, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos, maqueiros, assistentes administrativos entre outros. A unidade de saúde conta com postos de enfermagem, área de desinfecção, farmácia, recepção, refeitório, além de equipamentos a exemplo de respiradores, monitores e desfilibradores. Em ambiente humanizado, os pacientes terão ainda tv com wi-fi e tablets para a comunicação com familiares.

O ato de abertura teve uma cerimônia de benção dos profissionais que atuarão no hospital conduzida pelo bispo Dom Francisco Palhano. Presente na solenidade simbólica, o prefeito Miguel Coelho agradeceu à Diocese pela cessão do espaço e a todos os trabalhadores envolvidos na luta contra o coronavírus. “Esperamos que essa estrutura nunca seja usada totalmente e que possamos fechá-la o mais breve possível. Num momento como esse, precisamos nos unir e trabalhar juntos, por isso, deixo meu agradecimento à Diocese por nos ceder esse Centro, permitindo uma economia ao município de mais de R$ 1,5 milhão. Nossa gratidão também a todos os profissionais da saúde e a cada trabalhador que aceitou o desafio de atuar nesse hospital e na luta para salvar vidas. Petrolina sempre será grata por tudo isso e tenho certeza que sairemos dessa pandemia muito antes do que se imagina”, declarou o prefeito.

Prefeitura de Petrolina entrega hospital de campanha exclusivo para pacientes com covid-19 nesta segunda-feira

A Prefeitura de Petrolina entrega nesta segunda-feira (25), às 9h, o hospital de campanha montado no Monte Carmelo, espaço da Diocese cedido à gestão municipal, localizado no bairro Pedra do Bode. A unidade, com 100 leitos intermediários (de enfermaria), vai atender exclusivamente pacientes de Petrolina com covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Mais de 150 profissionais estão no cadastro reserva da prefeitura, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, entre outros profissionais, para atuação conforme a necessidade da Secretaria de Saúde.

Estudo identifica que cloroquina aumenta risco de arritmia cardíaca

Um artigo científico publicado hoje (22) na revista médico-científica The Lancet afirmou que não houve melhora significativa na condição de saúde de pacientes medicados com quatro protocolos diferentes de cloroquina e hidroxicloroquina.

Feito por um grupo de cardiologistas, o foco da pesquisa foi identificar arritmias cardíacas e mortalidade hospitalar em pessoas sob o efeito dos medicamentos. O estudo foi realizado em um grupo multinacional de pacientes espalhados por 671 hospitais do mundo. Ao todo, 96.032 pacientes participaram dos testes, sendo que cerca de 15% total – 14.888 pessoas – foram medicados.

 
Protocolo 01 – Apenas cloroquina Protocolo 02 – Cloroquina e antibióticos Protocolo 03 – Apenas hidroxicloroquina Protocolo 04 – Hidroxicloroquina e antibióticos
1.868 pacientes 3.783 pacientes 3.016 pacientes 6.221 pacientes

De acordo com a pesquisa, a mortalidade nos grupos que usaram as diferentes variações de protocolo baseadas na cloroquina ficou em 9,3% – acima do número do grupo de controle, as outras 81.144 pessoas. Neste grupo, que não foi medicado da mesma maneira, a taxa ficou em 0,3%.

De acordo com o artigo, condições de saúde pré-existentes, como diabetes, doenças cardíacas, índice de massa corporal (IMC), doenças pulmonares e tabagismo não foram consideradas, já que poderiam influenciar nos resultados.

Apesar da indicação de ineficácia dos protocolos que usam combinações de cloroquina e hidroxicloroquina, os autores do levantamento afirmam que a análise não é definitiva, e que mais estudos serão necessários para o diagnóstico final do uso das drogas.

Comorbidades

Apesar de não terem sido consideradas para o sucesso ou falha no protocolo de medicação, as chamadas comorbidades – a presença de uma ou várias doenças pré-existentes que podem potencializar os danos ao organismo – estavam presentes em uma ampla parcela dos participantes do estudo. De acordo com a publicação, 30,7% eram considerados obesos, com índice de massa corporal (IMC) maior que 30 kg/m², 26,9% eram hipertensos, 13,8% eram diabéticos, 3% tinham alguma doença imunossupressora, 17,2% eram ex-fumantes, 9,9% eram fumantes ativos, 12,6% eram portadores de doença coronária, 2,5% tinham histórico de falha cardíaca congestiva (entupimento de artérias) e 3,5% tinham histórico prévio de arritmia. Todas essas condições, citam os pesquisadores, já são relacionadas a uma alta taxa de mortalidade durante a internação hospitalar.

Substâncias

Metabolizada pelo fígado, a cloroquina já é uma droga conhecida e regulada por instituições de saúde mundiais. A substância foi patenteada há cerca de 70 anos, e tem o uso comprovadamente eficaz no combate à malária, artrite reumatóide e nos sintomas de doenças autoimunes, como lúpus. A variação mais nova da cloroquina, a hidroxicloroquina, pode ser tomada por mulheres gestantes, mas provoca alguns efeitos adversos, entre eles náusea, vômitos e, em casos mais severos, arritmia cardíaca.

Edição: Fernando Fraga – Agência Brasil

Profissionais de saúde de Petrolina fazem treinamento para atuarem no hospital de campanha

Os profissionais de saúde que vão atuar no hospital de campanha da Prefeitura de Petrolina já começaram treinamento para adequação aos protocolos estabelecidos para o novo coronavírus (covid-19). Com 100 leitos intermediários, o hospital montado no Monte Carmelo, espaço da Diocese de Petrolina no bairro Pedra do Bode, já está pronto para iniciar as atividades e será o primeiro a entrar em funcionamento na cidade. A previsão é de que o hospital seja inaugurado na próxima semana.

Diversos profissionais que foram classificados para cadastro reserva já passaram pelos treinamentos, entre eles enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, auxiliares de farmácia, porteiros, maqueiros, entre outros. Os demais profissionais passarão pelo treinamento nos próximos dias. Para evitar aglomeração, as capacitações acontecem em grupos de até 10 pessoas. O chamamento dos profissionais será feito de acordo com a necessidade da Secretaria de Saúde.

O propósito do treinamento é de que todos os profissionais estejam aptos para o desenvolvimento dos procedimentos diante do paciente com covid-19. “É importante que eles conheçam antecipadamente o local onde vão atuar e também todas as diretrizes de funcionamento do hospital, uso de equipamentos de proteção individual e outras recomendações do Ministério da Saúde”, enfatiza a secretária de Saúde de Petrolina, Magnilde Albuquerque.

Vacina para covid-19 mostra resultado promissor

O laboratório americano Moderna informou nesta segunda-feira (18) que sua vacina experimental contra a covid-19 mostrou potencial em um estudo de estágio inicial, já que produziu anticorpos neutralizadores do vírus semelhantes àqueles encontrados em pacientes recuperados, o que fez o preço das ações dispararem cerca de 25%.

A vacina da empresa está na vanguarda dos esforços de desenvolvimento de um tratamento para o vírus de disseminação veloz e, na semana passada, recebeu o selo de “aprovação rápida” da agência de saúde dos Estados Unidos para que a revisão regulatória seja acelerada. A Moderna espera iniciar um estudo de estágio final mais amplo em julho.

Atualmente não existem tratamentos ou vacinas aprovados para a covid-19, causada pelo novo coronavírus, e especialistas preveem que uma vacina segura e eficiente pode demorar de 12 a 18 meses.

Oito pacientes que receberam a vacina da Moderna mostraram níveis de anticorpos similares àqueles de pessoas que se recuperaram da covid-19, segundo resultados iniciais do estudo feito pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA.

Todos os 45 participantes do estudo receberam três doses diferentes da vacina, e a Moderna disse que viu um aumento de dependência da dose na imunogenicidade, a capacidade de provocar uma reação imune no corpo.

“Essas são descobertas significativas, mas é um ensaio clínico de estágio inicial que incluiu apenas oito pessoas. Foi projetado para a segurança. Não para a eficácia”, disse Amesh Adalja, especialista em doenças infecciosas do Johns Hopkins Center for Health Security, que não estava envolvido no estudo.

Os dados iniciais oferecem um vislumbre de esperança para uma vacina entre as mais avançadas em desenvolvimento.

Adalja disse que muitas falhas podem ocorrer entre agora e o momento em que a vacina for testada quanto à eficácia em milhares de pessoas. “O que vemos é encorajador”, disse ele.

Maximizando doses

“No contexto de uma pandemia, esperamos que a demanda exceda em muito a oferta e, quanto menor a dose, mais pessoas esperamos poder proteger”, disse o médico chefe Tal Zaks.

Em abril, o governo dos EUA fez uma aposta na Moderna, apoiando sua vacina com US$ 483 milhões da Autoridade Biomédica de Pesquisa e Desenvolvimento Avançado (Barda), parte do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS).

A empresa disse que o avanço permitirá fornecer milhões de doses por mês em 2020 e, com investimentos adicionais, dezenas de milhões por mês em 2021, se a vacina for bem-sucedida.

“Estamos investindo para intensificar a fabricação para que possamos maximizar o número de doses que conseguimos produzir para ajudar a proteger tantas pessoas quanto pudermos da Sars-CoV-2”, disse o executivo-chefe da Moderna, Stéphane Bancel.

A empresa assinou contratos com a farmacêutica suíça Lonza Group e com o governo dos EUA para produzir em grande quantidade a vacina, que se mostrou segura e bem tolerada no estudo de estágio inicial.

Um participante do teste teve vermelhidão no local da injeção, o que foi caracterizado como um efeito de “grau 3”. Não foi relatado nenhum efeito colateral grave, segundo a empresa.

As ações da Moderna subiram 240% no espaço de 12 meses encerrado na última sexta-feira (15).

Por: Agência Brasil

OMS diz que coronavírus pode se tornar endêmico como o HIV

O novo coronavírus, que causa a doença respiratória covid-19, pode se tornar endêmico como o HIV, disse nessa quarta-feira(13) a Organização Mundial da Saúde (OMS), que alertou sobre qualquer tentativa de prever quanto tempo o vírus continuará circulando e pediu um “esforço enorme” para combatê-lo.

“É importante colocar isso na mesa: esse vírus pode se tornar endêmico em nossas comunidades e nunca desaparecer”, disse o especialista em emergências da OMS, Mike Ryan, em entrevista online.

“Acho importante sermos realistas e não acho que alguém possa prever quando essa doença desaparecerá”, acrescentou.

“Acredito que não há promessas nisso e não há datas. Essa doença pode se estabelecer como um problema longo ou não.”

Ryan lembrou, no entanto, que o mundo tem algum controle sobre como lidar com a doença, embora isso exija enorme esforço, mesmo que uma vacina seja descoberta.

Mais de 100 possíveis vacinas estão sendo desenvolvidas, incluindo várias em ensaios clínicos, mas especialistas têm destacado as dificuldades de encontrar vacinas eficazes contra o novo coronavírus.

Ryan observou que existem vacinas para outras doenças, como sarampo, que não foram eliminadas.

“A trajetória está em nossas mãos, é assunto de todos e devemos contribuir para acabar com essa pandemia”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Ryan disse ser necessário um “controle muito significativo” do vírus para diminuir a avaliação de risco, que, segundo ele, permanece alta nos “níveis nacional, regional e global”.

Governos do mundo todo estão em dificuldade com a questão de como reabrir suas economias enquanto ainda existe o vírus, que infectou quase 4,3 milhões de pessoas, segundo contagem da Reuters, e deixou mais de 291 mil mortos.

A União Europeia pressionou, nessa quarta-feira, pela reabertura gradual das fronteiras dentro do bloco, que foram fechadas pela pandemia, dizendo que não é tarde demais para salvar parte da temporada turística de verão e manter as pessoas em segurança.

Especialistas em saúde pública afirmam que é necessária extrema cautela para evitar novos surtos. Ryan disse que abrir fronteiras terrestres é menos arriscado do que facilitar as viagens aéreas.

“Precisamos estabelecer a mentalidade de que levará algum tempo para sair dessa pandemia”, disse a epidemiologista da OMS Maria van Kerkhove.

Por: Agência Brasil

Vereador de Petrolina Ronaldo Silva, teve cura clínica do Covid-19

A Assessoria do vereador de Petrolina, Sertão pernambucano, Ronaldo Silva, confirma em nota enviada a imprensa, que o parlamentar teve cura clínica do Covid-19.

Foi realizada na manhã desta terça-feira 12/05/2020, o teste do Covid-19 no Vereador Ronaldo Silva e o mesmo teve cura clínica. Vale lembrar que o seu gabinete não está em funcionamento normal, a decisão foi tomada para prevenir a saúde da sua equipe. Agradecemos a todos o apoio, solidariedade e orações feitas para Ronaldo, sua família e sua equipe.

Breve traremos mais novidades!

Ronaldo Silva irá voltar as suas atividades e trabalhará ainda mais pelo povo.

Ascom – Ronaldo Silva

Governo do Estado inicia construção de três hospitais de campanha em Petrolina, Serra Talhada, Caruaru e ampliação de unidade na RMR

Com um investimento de aproximadamente R$ 5 milhões, o Governo de Pernambuco deu início à instalação de mais três hospitais de campanha. As unidades serão implantadas nas cidades de Caruaru (Agreste), Serra Talhada (Sertão do Pajeú) e Petrolina (Sertão do São Francisco). Além disso, a maternidade Brites de Albuquerque, em Olinda, transformada em hospital de referência para Covid-19, passará por uma ampliação da sua estrutura. Assim, serão ofertadas pelo Estado, no total, 342 novas vagas para pacientes do novo coronavírus.

“Nosso gabinete de crise voltou a se reunir para analisar as ações já realizadas e discutir o nosso planejamento para os próximos dias e semanas. Começamos a construção de três hospitais de campanha no interior, que vão nos ajudar muito no enfrentamento à Covid-19. Cada um deles contará com cerca de 100 leitos, reforçando a rede estadual já existente em cada região”, afirmou Paulo Câmara.

Nas unidades de Olinda e Caruaru os trabalhos já começaram. O Brites de Albuquerque ganhará mais 41 leitos, sendo 40 para internação clínica e um para estabilização de pacientes. No Hospital Mestre Vitalino, sediado em Caruaru, o Governo do Estado vai ofertar 76 leitos de internação clínica, 26 leitos de tratamento semi-intensivo e dois leitos de estabilização, totalizando 104 novas vagas para vítimas da pandemia.

Em Serra Talhada, o hospital de campanha começará a ser implantado a partir da próxima segunda-feira (11). A unidade contará com 95 vagas, sendo 72 para internação clínica e 22 para tratamento semi-intensivo, além de um leito de estabilização de pacientes. Já a unidade de Petrolina vai ofertar 74 vagas clínicas e 26 para pessoas que necessitam de tratamento semi-intensivo. Também haverá duas vagas para estabilização, totalizando, efetivamente, 102 vagas específicas para tratamento da Covid-19.

“Os próximos dias serão duros. A Covid-19 tem avançado e precisaremos estar ainda mais firmes para salvar vidas e garantir a saúde dos pernambucanos e pernambucanas”, reforçou o governador, citando uma pesquisa divulgada esta semana pela Unesp que aponta o isolamento social – promovido até agora com ações restritivas em Pernambuco, com o apoio de grande parte da população – como responsável por salvar mais de três mil vidas no Estado. “Por isso, peço mais uma vez que fiquem em casa. O isolamento social é, seguramente, o melhor instrumento para salvarmos mais vidas”, concluiu Paulo Câmara.

Fotos Hospital Brites de Albuquerque: Aluísio Moreira/SEI

Fotos Hospital Mestre Vitalino: Divulgação/SES