Unidade Móvel de Saúde de Petrolina levará atendimento para 19 comunidades rurais em maio

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Saúde, segue dando continuidade ao trabalho de assistência à população rural com a Unidade Móvel de Saúde. Durante o mês de maio, 19 localidades do interior do município receberão os atendimentos itinerantes, garantindo acesso a serviços de saúde.

O principal objetivo da ação é descentralizar os atendimentos, promovendo o cuidado preventivo e contínuo da saúde dos moradores da zona rural. Para ser atendido, é necessário apresentar documento de identificação com foto e cartão do SUS. Os atendimentos serão organizados por ordem de chegada.

A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal em contemplar toda a população com um serviço de saúde de qualidade. A Unidade Móvel é uma ferramenta importante nesse processo, pois leva cuidado onde há mais dificuldade de deslocamento.

Programação completa com datas e localidades contempladas

05/05 -Água Viva II
06/05- Sítio Coelho
07/05-Assentamento José Almeida
08/05-Satisfeito II
09/05- Rio Verde
12/05-Assentamento Nova Vida
13/05-Satisfeito I
14/05-Rio Pontal
15/05-Cristália
16/05-Muquém
19/05-Lajedo I
20/05-Assentamento Manga Nova
21/05-Salinas
22/05-Garcinha
23/05-Assentamento Bonanza
26/05-Vilça Chapada do Alegre
27/05-Assentamento Mandacaru
28/05-Caldeirão
30/05-Serrote Pelado

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Texto: Maiara Santos-Assessora de Comunicação da Secretaria de Saúde

Parceria com setor privado quer reduzir tempo de espera no SUS

O Ministério da Saúde vai estabelecer parcerias com a rede privada de saúde para garantir o atendimento especializado no tempo certo.  O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a prioridade será reduzir o tempo de espera para atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS),  especialmente para o diagnóstico e tratamento de câncer.

Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira (29), Padilha afirmou que o objetivo é “fazer as coisas acontecerem” ainda este ano.

Para a gente dar conta de garantir o tempo adequado ao atendimento, por exemplo, da situação do câncer, que nós temos 30 dias para garantir o diagnóstico e 60 dias para iniciar o tratamento, só será possível fazermos isso se ampliarmos as parcerias com o setor privado”, disse, em conversa com a imprensa no Palácio do Planalto.

Segundo Padilha, muitos dos serviços privados têm uma capacidade ociosa que pode ser compartilhada. Além disso, amanhã (30), o Ministério da Saúde deve divulgar estudo feito com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) que mostra uma grande concentração de médicos especialistas atuando nas estruturas privadas de saúde.

“É uma verdadeira obsessão do presidente, desde o começo do seu governo, de garantir o atendimento médico especializado no tempo certo, no tempo adequado, reduzindo o tempo de espera que existe hoje no país, que é fruto de um represamento do atendimento durante a pandemia [de covid-19] e da desorganização da rede nos governos anteriores”, disse o ministro.

Com a autorização do presidente Lula, as pastas da Saúde e Casa Civil vão discutir com os demais ministérios envolvidos e trabalhar com o setor privado para impulsionar essa rede de atendimento de média e alta complexidade.

Segundo ele, “tudo que já vinha sendo programado, nós estamos acelerando”, como a entrega de equipamentos de radioterapia nos serviços em todo o país. Além disso, o governo está em tratativa com o hospital A.C.Camargo, referência em oncologia na cidade de São Paulo, para ajudar no diagnóstico de câncer para pacientes do SUS.

No ano passado, o Ministério da Saúde também lançou o Programa Mais Acesso a Especialistas. Baseada na lógica do cuidado integral do paciente, a proposta era reduzir o tempo de espera por cirurgias, exames e tratamentos no âmbito do SUS por meio do fortalecimento do SUS Digital, facilitando o acesso a informações e ampliando o potencial de atendimentos remotos.

Edição: Agência Brasil

Pressão alta: cuidados essenciais para prevenção e controle

A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma condição silenciosa que afeta um em cada quatro brasileiros. Apesar de, na maioria dos casos, não apresentar sintomas, ela está diretamente associada a graves complicações cardiovasculares, como infarto, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame.

O diagnóstico da hipertensão é confirmado quando os níveis da pressão arterial permanecem elevados de forma contínua, ultrapassando 14 por 9. Segundo a cardiologista do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf/Ebserh), Polyana Lima, o acompanhamento médico regular é fundamental. “Os níveis de pressão podem estar altos, e a pessoa não sentir absolutamente nada. Por isso, o monitoramento é indispensável”, alerta.

A doença é considerada multifatorial, resultado da interação entre fatores genéticos e hábitos de vida. “Quando pai e mãe são hipertensos, o risco de desenvolver hipertensão chega a 60%. Além disso, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool aumentam significativamente as chances de desenvolver a condição”, explica a especialista da unidade Ebserh em Petrolina.

O tratamento da hipertensão, segundo a médica, deve começar por mudanças no estilo de vida. “A base é melhorar os hábitos alimentares, dando preferência à comida de verdade: alimentos ricos em fibras, saladas, verduras e pouco sal. É essencial evitar temperos prontos, que são altamente ricos em sódio”, orienta.

A prática de atividade física também é indispensável. A recomendação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é de pelo menos 150 minutos semanais de exercícios aeróbicos, complementados por treinos de força duas vezes por semana. “Esse é o mínimo. Se puder fazer mais, melhor ainda”, ressalta Polyana Lima.

Além disso, o controle do peso, a cessação do tabagismo e o consumo moderado de álcool são atitudes que contribuem para a prevenção e o controle da pressão alta. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, como fast food e produtos enlatados ou embalados em plástico e vidro, devem ser evitadas por conterem altos teores de sódio.

Em alguns casos, o uso de medicamentos é necessário para o controle da hipertensão. “O tratamento medicamentoso é de longa duração e deve ser individualizado. Desde 2011, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente os remédios para hipertensão e diabetes. Mas é essencial que cada paciente seja avaliado por um médico para definir a estratégia terapêutica mais adequada. Nada de tomar o remédio do vizinho”, adverte a cardiologista do HU-Univasf/Ebserh.

Superintendente do Hospital Universitário faz uso da Tribuna e apresenta atual situação do Hospital

Na Sessão Ordinária desta terça-feira (22), o Superintendente do Hospital Universitário, Julianeli Tolentino, apresentou, na Tribuna da Câmara, um panorama da situação atual do Hospital. A participação foi solicitada por meio do Ofício nº 0165/2025, de autoria do vereador Ronaldo Cancão e subscrito por todos os vereadores.

Na oportunidade, o Superintendente apresentou dados das ações de 2024 e projetos a serem realizados. De acordo com o responsável, no ano passado foram realizados quase 74 mil atendimentos, entre internações, consultas ambulatoriais, e atendimentos de urgência e emergência.

Julianeli também pontuou que, em um ano e meio, mais de 400 profissionais concursados passaram a integrar o quadro funcional do Hospital Universitário. Também foram adquiridos mais de cem novos aparelhos de ar-condicionado, mais um aparelho de Raio-X e um tomógrafo. Há ainda a previsão de abertura de um novo Hospital Universitário na cidade de Paulo Afonso-BA.

Ao final da apresentação, o Superintendente se colocou à disposição para oferecer mais informações e buscar apoio. “Nós queremos manter uma parceria com os vereadores. É necessário implementar novos serviços de atendimento para os casos de menor complexidade, diminuindo deslocamentos até o HU e evitando a sobrecarga. Um Hospital com funcionamento adequado é benéfico para a população como um todo,” concluiu.

A apresentação pode ser conferida na íntegra no canal oficial da Câmara de Petrolina no YouTube.

 

Texto e Fotos: Nilzete Brito
Assessora de Comunicação CMP

HU-Univasf promove ação com foco em práticas ESG no ambiente hospitalar

Na primeira semana de abril, membros do grupo de pesquisa “Sementes do Amanhã”, em colaboração com o Colegiado Executivo do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), promoveram uma ação na instituição. O foco foi a implementação de práticas ESG — sigla que engloba ações de Gestão Ambiental, Social e Governança. A atividade contou com a entrega de canecas e camisas personalizadas aos colaboradores, que atuarão como “Agentes de Transformação”, engajados em disseminar os princípios do projeto em seus setores de trabalho.

A proposta tem como objetivo promover ações que contribuam para um ambiente mais acolhedor, colaborativo e sustentável. “As canecas devem ser usadas no ambiente de trabalho. Queremos reforçar a sensação de pertencimento e responsabilidade social entre todos que fazem parte do HU-Univasf”, explicou Sileide Dias Neves, chefe da Divisão de Administração e Finanças e coordenadora da iniciativa.

Um dos destaques do projeto é a ação semanal “Seja + 1 Agente de Transformação”, que será realizada sempre às sextas-feiras. Nesse primeiro momento, a proposta inclui a distribuição de canecas e conversas com profissionais sobre a importância da atuação de cada um na construção coletiva de um hospital mais humano e sustentável.

Sementes do Amanhã
Formado por um grupo de pesquisadores multidisciplinares do HU-Univasf, o projeto “Sementes do Amanhã” tem como objetivo implementar a cultura ESG no Hospital, com foco na melhoria da gestão dos serviços de saúde, na promoção da sustentabilidade e na valorização da qualidade de vida dos colaboradores. As ações são estruturadas em três pilares: proteção ambiental “Sou Verde e Vivo”; responsabilidade social “Sua Saúde Vale +”; e governança “Sou Agente de Transformação”.

“O Semente do Amanhã tem como metas principais a inclusão de práticas sustentáveis, a capacitação dos colaboradores, a redução de desperdícios e a priorização da saúde mental no ambiente de trabalho. Além disso, busca alinhar suas ações às diretrizes do Plano Diretor Estratégico (PDE) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU)”, finalizou Neves.

Sobre a Ebserh
O HU-Univasf faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

Prefeitura de Petrolina inicia primeiro Censo municipal de pessoas com o Transtorno do Espectro Autista

A Prefeitura de Petrolina deu início ao primeiro Censo Municipal de Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa tem como objetivo mapear a população autista no município, para que seja possível desenvolver políticas públicas mais eficazes e promover inclusão social e atendimento adequado às necessidades desse público.
O levantamento está sendo coordenado pela Secretaria de Saúde em parceria com a Secretaria de Educação. O Censo é realizado por meio de cadastro online com Qr code ou através do link https://forms.gle/NLw7YyWAtMtv8M3S8, as identificações estão espalhadas nas Unidades Básicas de Saúde e escolas da rede municipal.
A realização do Censo é um marco para Petrolina. Com dados mais precisos, serão planejados da melhor forma a execução dos serviços, garantindo os direitos e ampliando o acesso à saúde, educação e assistência social para pessoas com TEA e suas famílias.
O Censo também conta com o apoio de associações de familiares e pessoas com autismo, que atuam na divulgação e mobilização da comunidade para garantir a participação no processo. A Prefeitura reforça que todas as informações coletadas serão sigilosas e utilizadas exclusivamente para fins estatísticos e de planejamento.

O mercado dos planos de saúde para pets pede socorro: quem regula esse setor?

O mercado de planos de saúde para animais de estimação no Brasil é um tema polêmico e em constante debate. Com a crescente popularidade dos pets como membros da família, a demanda por serviços de saúde para animais de estimação tem aumentado significativamente. No entanto, a falta de regularização tem gerado preocupações entre os tutores e os profissionais da área veterinária. Neste artigo, vamos discutir os desafios enfrentados por esse mercado e propor soluções para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos.

Um dos principais problemas enfrentados pelos planos de saúde para pets no Brasil é a falta de transparência na cobertura e nos preços. Muitos tutores (atualmente chamados de responsáveis) se sentem enganados ao descobrir que alguns serviços não estão incluídos na cobertura ou que os preços são mais elevados do que o esperado. Além disso, o repasse para os veterinários é muito pequeno, o que pode levar a uma diminuição da qualidade assistencial oferecida, além do aumento da carga horária e da menor remuneração do profissional médico-veterinário.

Outro ponto importante é a falta de regularização. Ao contrário do mercado de saúde humana, que é regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o mercado de saúde para pets não tem uma entidade reguladora específica. Isso significa que as empresas que oferecem planos de saúde para pets não precisam seguir padrões mínimos de qualidade e transparência.

No entanto, é importante destacar que os planos de saúde para pets também têm pontos positivos. Para os pets, o acesso à medicina veterinária é um benefício importante, pois permite que eles recebam cuidados médicos, com ênfase também na medicina preventiva. Para os veterinários, a diminuição da ociosidade nas clínicas e nos hospitais é um ponto positivo, gerando mais receita e previsibilidade de faturamento. Um ponto importante a destacar é que esse aumento de rotina na clínica ou no hospital muitas vezes resulta em um aumento do custo operacional (contratação de recepcionista, veterinário, etc.). É importante que esse cálculo seja feito para avaliar o custo-benefício da diminuição da ociosidade.

Fabiano de Granville Ponce

Para solucionar os desafios enfrentados pelo mercado de planos de saúde para pets no Brasil, é necessário que haja maior transparência e regularização. As empresas que oferecem planos de saúde devem ser obrigadas a fornecer informações claras e precisas sobre a cobertura, preços, critérios de credenciamento e descredenciamento, entre outros. Além disso, é importante que haja uma entidade reguladora específica que possa estabelecer padrões mínimos de qualidade e transparência.

Por fim, e não menos importante, é fundamental que os veterinários sejam remunerados de forma justa e que os tutores sejam informados sobre os serviços incluídos na cobertura. Com essas medidas, é possível melhorar a qualidade dos serviços oferecidos e aumentar a satisfação dos responsáveis pelos animais de estimação e dos profissionais da área veterinária.

Fabiano de Granville Ponce é médico-veterinário, formado pela Universidade de São Paulo (USP), com MBA Executivo pela Fundação Dom Cabral (FDC) e Pós-MBA em Oxford (USA). Cofundador da Hovet Pompéia e Diretor Comercial da VetFamily Brasil, comunidade internacional de médicos-veterinários.

Por: Fabiano de Granville Ponce

Anvisa aprova a obrigatoriedade de receita especial para compra de Ozempic e semelhantes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (16) a obrigatoriedade de receita especial durante a compra dos medicamentos análogos de GLP-1, classe dos populares Ozempic, Mounjaro e semelhantes. Os fármacos são utilizados para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Até então a prescrição já era obrigatória, mas a receita ainda não era retida.

No pedido, apresentado em março de 2023, propunha a abertura de um processo para regulação, com o intuito de incluir os medicamentos à lista de fármacos que só podem ser dispensados mediante a apresentação de receituário especial tipo C1, um tipo de receita na qual a primeira via fica na farmácia e a segunda via com o paciente. A Dra. Carol Almeida, diretora do Núcleo GA, acompanhou o pedido de perto e foi uma das principais defensoras da regulação . “Essa é uma pauta que levanto a bandeira há muitos anos. Estive em Brasília, acompanhada do ex-deputado Eduardo Bismarck, em março de 2023, quando o ex-deputado fez uma indicação formal para essa regulação”, relembra.

A médica ainda comemora e explica a importância da decisão. “Assim, conseguimos ter controle sobre os efeitos adversos. O uso indiscriminado de qualquer medicação é um risco para saúde pública. Então hoje é um dia importante para a saúde de todo o Brasil”, celebra.

Sorrisos e chocolate: ação de saúde bucal celebra a Páscoa com crianças em Petrolina

Com o objetivo de promover a prevenção e os cuidados com a saúde bucal desde a infância, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou uma série de atividades educativas e lúdicas na Escola Municipal Professora Maria Luiza Barbosa. A ação, parte do programa “Um Sorriso do Tamanho do Brasil”, e foi realizada em alusão ao período da Páscoa, beneficiando cerca de 600 crianças.
Durante a atividade, os estudantes participaram de palestras sobre a formação de cáries, orientações sobre escovação correta, aplicação tópica de flúor, além de momentos de descontração com teatro de fantoches, músicas, brincadeiras e desenhos. Ao final da ação, cada criança recebeu um kit de higiene bucal, com produtos da Colgate, para reforçar os cuidados em casa.
As ações também se estenderam ao Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), onde o atendimento aos pequenos pacientes foi acompanhado por orientações dos dentistas sobre a importância da escovação após as refeições e o consumo consciente de doces. Como forma de carinho e acolhimento, as crianças atendidas no local também receberam escovas dentais e ovos de chocolate, celebrando a Páscoa de forma educativa e afetiva.
De acordo com a Secretaria de Saúde, o foco da iniciativa foi sensibilizar as crianças e suas famílias sobre a importância da saúde bucal como parte do bem-estar geral, levando educação desde cedo sobre os cuidados com a boca, investindo em prevenção e qualidade de vida.

‘Alepe Cuida’ amplia atendimento de saúde bucal e contempla pacientes atípicos

O ‘Alepe Cuida’, programa da Assembleia Legislativa de Pernambuco voltado para atendimentos gratuitos de saúde e cidadania, terá um serviço especial direcionado para pessoas com deficiência. O ‘Odontologia Inclusiva’ será realizado em parceria com os municípios, instituições públicas e privadas, e percorrerá o Estado nos moldes do que a Assembleia Legislativa vem fazendo com o ‘Alepe Cuida’.

De acordo com a Superintendência de Saúde e Medicina Ocupacional da Alepe, o ‘Odontologia Inclusiva’ atenderá as necessidades de acordo com a demanda do município ou instituição solicitante, que definirá o público alvo. A ideia é atender 40 pacientes por dia, dadas as necessidades do grupo de pacientes contemplados pelo programa. O agendamento será realizado pelas entidades parceiras ou pela central telefônica da Alepe, garantindo ao usuário a melhor forma de acesso.

A decisão da Alepe em criar um programa específico para tratamento de saúde bucal voltado para pacientes atípicos surgiu após participação da Casa na 7ª edição do encontro promovido pelo Grupo Fazendo Acontecer, realizado no mês de março. Formado por mães de pessoas com Síndrome de Down, o grupo promove a inclusão, combate o capacitismo e busca garantir direitos e cuidados com a saúde desta população. O encontro marcou as comemorações do Dia Internacional da Síndrome de Down, que acontece anualmente no dia 21 de março.

A Assembleia Legislativa foi chamada a participar e atendeu de imediato à solicitação do Fazendo Acontecer. Profissionais do ‘Alepe Cuida’ se juntaram a importantes parceiros da iniciativa privada e da Prefeitura do Recife, disponibilizando serviços de odontologia ao público-alvo do encontro. Segundo a Superintendência da Saúde da Alepe, essa ação revelou a necessidade de expandir o tratamento especializado para todo o Estado, surgindo assim o “Odontologia Inclusiva”.

De acordo com o presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB), a Assembleia segue firme no trabalho de ampliar a promoção de saúde para a população pernambucana, agora com atendimento odontológico destinado a pessoas atípicas.

“A iniciativa é marcada pela necessária inclusão deste público, com serviços especializados e ajustados à realidade dos municípios que serão atendidos pelo programa. Assim, com políticas pensadas para todos os segmentos, a Casa se conecta cada vez mais com a sociedade”, enfatizou Porto.