Bairros de Petrolina recebem mutirão de combate à dengue no final de semana

A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde, vai realizar mais um mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chicungunya. No domingo (13), os bairros José e Maria, Terras do Sul, Gercino Coelho, Ouro Preto, Fernando Idalino, Henrique Leite, Vila Eduardo, Portal da Cidade e IPSEP, serão contemplados pela ação.

De acordo ao último levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa), o município apresentou 0,6% de infestação do mosquito, indicando baixo risco para surto de doenças transmitidas. Esse resultado é fruto das iniciativas de prevenção e cuidados realizados pela Prefeitura de Petrolina juntamente com a população nos quatro cantos da cidade.

Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) estarão nas ruas a partir das 8h. O mutirão segue até às 12h.

Dezoito marcas de creatina são reprovadas em estudo da Abenutri

A Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri) reprovou 18 marcas de creatina comercializadas no mercado, conforme o laudo deste ano, divulgado nesta quinta-feira (10) pela entidade. Na comparação com 2023, desta vez 21% das marcas reprovadas anteriormente foram aprovadas nesta edição da análise.O estudo da associação comparou as informações constantes no rótulo dos produtos com o respectivo conteúdo das suas embalagens. No total, foram 88 produtos verificados.

O dado mais interessante do laudo foi a constatação de que dez marcas, fabricadas por quatro empresas, não continham nenhuma grama de creatina no produto. Nesta situação, uma empresa fabrica sozinha cinco das dez marcas reprovadas.

Conforme a legislação, é permitida uma variação de até 20% entre a indicação da quantidade de creatina e sua presença efetiva no produto comercializado.

Com tal critério – presença ou não de creatina no produto comercializado -, o laudo é dividido em cinco categorias: de 0% a 5%, 5,1% a 10%, 10,1% a 20%, -100% e -21% a 99%.

No primeiro caso (0% a 5%) foram 48 marcas aprovadas. Nas categorias seguintes (5,1% a 10% e 10,1% a 20%) foram 13 marcas aprovadas.

Veja a relação de todas as marcas analisadas, aprovadas e reprovadas, no site da Abenutri.

Os fabricantes já entraram com medidas judiciais contra a divulgação dos resultados.

Edição: Eduardo Correia/Agência Brasil

 

Pesquisa no HU-Univasf destaca rapidez no atendimento e eficácia de tratamento no combate ao AVC

Uma pesquisa realizada no Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), vinculado à Rede Ebserh, apontou a importância da ação rápida e a eficácia do uso do fármaco alteplase no caso de pacientes com acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido pelo termo derrame. Em média, 840 casos suspeitos de AVC são atendidos por ano na instituição.

O hospital universitário, que atende uma média mensal de 70 pacientes com suspeita de AVC, realizou o levantamento desses atendimentos entre 2020 e 2023. A pesquisa, coordenada pelo chefe da Unidade de Gestão de Pós-Graduação e preceptor em Clínica Médica do hospital, Orlando Vieira Gomes, e conduzida pela residente Marcela Alencar Granja, revelou que o uso rápido do medicamento pode reduzir as sequelas do AVC e aumentar as chances de recuperação.

“Isso facilita a análise em uma população real e fornece informações valiosas sobre a eficácia do tratamento”, justificou Marcela Granja, que apresentou esta pesquisa como o trabalho de conclusão de sua residência em Clínica Médica. A médica explicou também que usou a metodologia de coorte retrospectivo – que analisa dados já coletados no passado para investigar os resultados em um grupo de pacientes – porque esta estratégia permite examinar as experiências e os desfechos dos pacientes tratados com alteplase, utilizando prontuários já existentes.

Sintomas, tempo de atendimento e eficácia do tratamento

Dor de cabeça intensa, perda visual, principalmente quando afeta apenas um lado, dificuldade repentina de falar ou compreender o que se fala, tontura ou desequilíbrio súbitos e perda súbita da força, formigamento e/ou dormência em um dos lados do corpo estão entre os principais sintomas de um derrame.

No estudo, a hipertensão foi o principal fator de risco para acidente vascular encefálico isquêmico apontado. “A maioria dos pacientes chegou ao hospital depois de 90 minutos do início dos sintomas, o que é preocupante. Após o tratamento com o medicamento alteplase, os pacientes melhoraram significativamente em 24 horas. A taxa de complicações graves, como hemorragias, foi baixa, e a mortalidade foi de 7,2%, o que é menor do que em outros estudos. Isso indica que o tratamento é eficaz e que agir rapidamente pode fazer a diferença na recuperação dos pacientes”, detalhou Orlando Vieira.

De acordo com os responsáveis pela pesquisa, procurar atendimento médico imediato ao surgirem os sintomas de um derrame é fundamental, uma vez que o tempo é decisivo para o sucesso do tratamento. “Quanto mais rápido o paciente receber a trombólise (tratamento com alteplase), maiores são as chances de minimizar os dados ao cérebro, reduzir as sequelas e melhorar a recuperação”, disse o preceptor.

Qualidade de vida e prevenção ao AVE

O estudo concluiu ainda que hábitos como tabagismo e má alimentação estão associados a um aumento no risco de AVE, com a hipertensão arterial sistêmica sendo o fator de risco mais prevalente. “Essa relação enfatiza a importância de intervenções preventivas focadas na modificação desses hábitos para reduzir a incidência de AVE na população”, afirma Orlando Vieira.

Os pesquisadores destacaram a importância deste tipo de estudo, considerado um dos maiores trabalhos desenvolvidos na região do Vale do São Francisco e publicados sobre o tema, oferecendo uma visão abrangente sobre a prevalência e os desfechos relacionados ao AVE, melhorando os cuidados e prevenindo complicações na população da região.

“A análise detalhada dos dados contribui de maneira valiosa para a compreensão das características e desafios enfrentados pelos pacientes na região. Esses dados têm o potencial de informar e orientar políticas públicas de saúde, visando a melhoria dos cuidados e a implementação de estratégias mais eficazes para o manejo do AVE na população local”, concluíram os pesquisadores no material apresentado.

Sobre a Ebserh

O HU-Univasf faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

 

Hospital Dom Malan em Petrolina realiza mais de 22 mil exames em setembro superando atendimentos do mês anterior

O Hospital Dom Malan (HDM) da rede estadual de saúde em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, realizou 2.021 exames de imagens e 22.027 exames de laboratório no mês de setembro. Número maior que no mês de agosto, quando foram realizados 20.580 exames entre laboratoriais e de imagens.

O Hospital Dom Malan, que é administrado pelo Instituto Social das Irmãs Medianeiras da Paz – ISMEP, realizou 2.852 atendimentos no serviço de ambulatório da unidade no mês de setembro.

O hospital é referência materno infantil na região em gravidez de alto risco, sendo o único em toda a rede hospitalar com leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. A maior maternidade do estado realizou em no último mês 511 partos.

Urgência e emergência

No mês de setembro 4.286 pessoas foram atendidas na urgência e emergência do HDM Ismep. Somente o Pronto Socorro Infantil atendeu 2.323 crianças em setembro, números acima do mês de agosto, quando os serviços de urgência e emergência obstétrica realizaram 1.633 atendimentos. Isso soma quase 4 mil atendimentos médicos nesses serviços na unidade.

O Hospital Dom Malan atende pacientes de 53 municípios que compõem a Rede PEBA (hospitais conveniados ao SUS nos estados de Pernambuco e Bahia).

Por: Assessoria de Comunicação do HDM / ISMEP

Outubro Rosa: HU-Univasf ressalta a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil. E, conforme estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), devem ser registrados neste ano 73.610 novos casos. Pensando nisso, a campanha Outubro Rosa chama a atenção para o diagnóstico precoce do câncer de mama para a redução da mortalidade. O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), vinculado à Rede Ebserh, enfatiza a relevância do tema para a prevenção e tratamento no combate à doença.
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Há 22 tipos diferentes de câncer de mama, caracterizados pelo crescimento desordenado e acelerado de células dos ductos mamários que podem escapar dos controles de regulação genética e imunológica do corpo e atingir outros órgãos. Segundo o INCA, um em cada três casos de câncer pode ser curado se for descoberto logo no início.
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Prevenção e rastreamento
A doença pode apresentar sinais ainda na fase inicial. Por isso, detectá-los o quanto antes pode trazer resultados consideráveis no tratamento. Alguns sintomas como presença de nódulo, afundamento ou secreção pelo mamilo e alteração na pele (na textura ou vermelhidão) podem ser motivo de alerta.
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Apesar do possível receio de receber o diagnóstico da doença, é importante realizar exames de rastreamento para a detecção, como é o caso da mamografia anual a partir dos 40 anos. Em alguns casos, é necessário complementar com ultrassom de mamas. Já a ressonância é indicada apenas em casos muito específicos. O autoexame da mama também é indicado, uma vez que é simples e pode ser realizado em casa. Ele consiste em tocar as mamas com os dedos, para identificar se há nódulos nos seios.
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Existem vários fatores associados a aumento na incidência do câncer de mama, que vão desde condições ambientais, como exposição a defensivos agrícolas, obesidade, sedentarismo, ingestão diária de álcool; bem como características das últimas gerações de mulheres, como começar a menstruar antes dos 12 anos, ter filhos depois dos 30 anos, uso de métodos contraceptivos hormonais por décadas; dieta hipercalórica e inflamatória.
Como forma de auxiliar na prevenção da doença, algumas mudanças que podem ser feitas, principalmente na adoção de um estilo de vida mais ativo e saudável. É indicado fazer atividade física de moderada a alta intensidade regularmente; evitar a obesidade; não ingerir álcool e não fumar; manter dieta equilibrada e livre de multiprocessados.
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Tratamento
O tratamento da doença é multidisciplinar, podendo envolver cirurgia, hormonioterapia, quimioterapia, imunoterapia, terapia alvo-biológica e radioterapia, de acordo com o subtipo molecular e o estágio em que é diagnosticado. Além disso, a sequência definida e quais desses tratamentos serão necessários não são os mesmos para todas as pacientes, uma vez que consiste em um grupo heterogêneo de doenças, com comportamentos distintos entre elas.

Inovação do HU-Univasf aumenta agilidade e segurança na prescrição de medicamentos

O Setor de Farmácia Hospitalar do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), administrado pela Empresa de Serviços Hospitalares (Ebserh), implementa painel com informações em tempo real sobre o estágio de prescrições medicamentosas de cada paciente internado. Iniciativa tem resultado em mais agilidade no atendimento, mais segurança na utilização de medicamentos e melhores práticas de sustentáveis no HU.
A inovação criada pelas equipes do Setor de Farmácia Hospitalar (Unidades de Farmácia Clínica e de Dispensação Farmacêutica) e do Setor de Tecnologia da Informação e Saúde Digital (Setisd) utiliza o método Kaban, uma metodologia de gestão que usa cartões e colunas coloridas para controlar o fluxo de trabalho. Nele, um quadro informativo do status da prescrição de cada paciente internado no hospital universitário proporciona o acompanhamento no mesmo momento em que é atualizado.
O chefe do Setor de Farmácia Hospitalar da instituição, Felipe Medeiros, explica que as colunas apresentadas no painel detalham as etapas da rotina do internamento: “temos a prescrição; a assinatura eletrônica dela; a prescrição triada pelo farmacêutico; a dispensada; as prescrições que foram avaliadas, mas contêm pendências; as prescrições com ocorrências identificadas pelo profissional farmacêutico; aquelas que tiveram alteração; as prontas e os pacientes com alta hospitalar”.
O gestor comenta ainda que a implementação da metodologia no setor não apenas está otimizando o trabalho como também tem facilitado a comunicação entre os profissionais de saúde sobre as informações da prescrição e garantido mais transparência para a rotina dos colaboradores que rapidamente conseguem acessar as informações necessárias para o seguimento das demandas.
Avanços para outras áreas do hospital de ensino do Vale do São Francisco
As vantagens do painel transcendem a assistência ao usuário e impactam também nas áreas de gestão e de ensino. “Esse novo modelo também trouxe sustentabilidade ambiental ao reduzirmos em mais de 18 mil impressões por mês, já que agora usamos apenas a rotina de forma eletrônica para avaliação, triagem e dispensação. Em relação ao ensino, os residentes também podem acompanhar pelo sistema AGHUx a evolução no prontuário do paciente realizada pelo profissional farmacêutico do serviço”, explica Felipe Medeiros.
Em paralelo, foi desenvolvido o Relatório de Ocorrências que é disponibilizado às chefias das especialidades para que seja avaliada e resolvida a ocorrência apresentada, como dosagem acima da máxima, ausência de tempo de infusão, medicamento duplicado, parecer contrário do infectologista e finalização do

Setor de Quimioterapia do HSE reforça atendimento aos pacientes

Pacientes atendidos no setor de Quimioterapia do Hospital dos Servidores do Estado (HSE), que fica no primeiro andar da unidade, no bairro das Graças, receberam, desde o início do mês de setembro, um reforço no tratamento contra o Câncer, a chegada de novos profissionais e a aquisição de medicamentos. O objetivo é implementar o acolhimento às pessoas, disponibilizando com mais agilidade todos os itens necessários ao tratamento.

Na sala reservada aos medicamentos, geladeira e armários abastecidos com remédios necessários aos procedimentos de quimioterapia, imunoterapia e hormonioterapia, além daqueles indicados para minimizar as reações adversas às substâncias. “Antes esses medicamentos eram adquiridos uma parte aqui outra em clínicas conveniadas. Hoje os pacientes conseguem a maior parte no HSE”, explica Danielle Sales, coordenadora da farmácia. E completa: “O paciente chega aqui com a prescrição médica, nós entregamos o remédio e orientamos como deve ser tomado”. Salientando que outros medicamentos estão para chegar.

O setor de Quimioterapia atende mensalmente um total de 1.500 pessoas para uso de medicações orais e injetáveis. Esses pacientes são acompanhados por uma equipe multidisciplinar formada por 52 profissionais, entre médicos especialistas na área de oncologia, como, hematologistas, onco-ortopedista, este último recentemente contratado, além de nutricionista, psicóloga, assistente social, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, farmacêutico, técnicos de enfermagem, chegaram mais três, e enfermeiras.  Uma das enfermeiras trabalha no setor de acolhimento, responsável por entrar em contato com os pacientes e acompanhar os tratamentos.

O reforço no acolhimento também trouxe mais poltronas para acomodar bem todos os que chegam para serem medicados. Agora são 19 e não mais 13 como era antes. Evaneide Ximenes, 80, acompanhada pela filha, Carla Ximenes e sentada na poltrona, tomava seu segundo ciclo da quimioterapia que faz uma vez por semana. “Estou sendo bem atendida e realizando o tratamento direitinho”, destaca a paciente.
Na sala ao lado, Antônio Antonino acompanha a esposa e destaca o trabalho realizado pelos profissionais. “O atendimento que temos aqui é de excelência. Minha esposa faz a quimioterapia, passou pela médica, excelente profissional. Estamos satisfeitos”, conclui.

A preparação da quimioterápica para os pacientes é realizada numa sala reservada, onde um farmacêutico faz a diluição correta das substâncias e na dose certa, prescrita pelo médico. Esse processo é feito por Breno Xavier, que com roupas e máscaras específicas, realiza o trabalho considerado por ele muito gratificante.  “É muito bom saber que cada dose manipulada por mim para o paciente vai em busca da cura”, revela o farmacêutico. O setor de Quimioterapia do HSE, bem como a farmácia para recebimento dos remédios funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

Doenças cardiovasculares matam 400 mil brasileiros por ano

A cada 90 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país, totalizando 46 óbitos por hora. No entanto, 80% desses casos são evitáveis. O gerente de Atenção à Saúde e cardiologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Luiz Antonio Pertili Rodrigues de Resende, destaca que uma avaliação rotineira e sistemática de indivíduos assintomáticos é importante para identificar fatores de risco a partir da avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem.

“O check-up permite que medidas preventivas possam ser introduzidas precocemente. Ele também é importante para a conscientização do indivíduo sobre a sua saúde e sobre o seu importante papel no autocuidado. A periodicidade está condicionada ao estado clínico de cada paciente e deve ser individualizada. Porém, de uma forma geral, para pacientes com boa saúde e assintomáticos, recomenda-se a avaliação anual”, afirmou.

O cardiologista Fernando de Martino, do HC-UFTM, ressalta que, nos últimos anos, o número de pacientes jovens com doenças cardiovasculares tem aumentado. De acordo com ele, essa elevação guarda relação com o estilo de vida marcado pela rotina acelerada e pelo estresse.

“Os indivíduos têm se exposto a vários fatores de risco muito precocemente como o sedentarismo, o excesso de peso, a má alimentação, o tabagismo, e o consumo excessivo de álcool”, disse.

A orientação é para que as pessoas passem por avaliação médica anualmente ou sempre que apresentarem sintomas como falta de ar, dor no peito, inchaço, tontura, palpitações ou desmaio. As informações são da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares vinculada ao Ministério da Educação.

Anvisa alerta sobre uso seguro de fórmulas infantis

Foto: Nelson Fontes - Divulga Petrolina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) soltou um alerta sobre o uso seguro de fórmulas infantis. Entre as recomendações está a de que os consumidores evitem comprar fórmulas infantis importadas por meio de comércio eletrônico, devido à dificuldade para saber a origem e a regularização do produto.Fórmulas infantis são produtos, em forma líquida ou em pó, especialmente fabricados para satisfazer as necessidades nutricionais de públicos específicos. Esses produtos precisam ter registro na Anvisa, conforme determina a legislação, e somente devem ser utilizados sob prescrição por profissional de saúde habilitado, como médico pediatra ou nutricionista.

As fórmulas infantis podem ser classificadas como alimentos destinados à alimentação de lactentes (0 a 6 meses de idade) e/ou de seguimento para lactentes (6 a 12 meses de idade) e/ou crianças de primeira infância (1 a 3 anos de idade).

Regularização de fórmulas infantis

As fórmulas infantis são alimentos que necessitam de registro na Anvisa antes da sua importação, fabricação, comercialização ou dispensação. O consumidor deve ficar atento e adquirir somente produtos com procedência conhecida.

O rótulo do produto deve informar o número de registro. Para confirmar o registro do produto, a Anvisa sugere uma consulta à base de dados disponível no portal da agência.

Uso de maneira segura

A agência pede que o consumidor só utilize fórmulas infantis com orientação de um profissional de saúde habilitado, como médico pediatra ou nutricionista. O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam o aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais e de maneira exclusiva até os seis meses de vida.

É preciso ler todas as instruções de preparação presentes no rótulo. A correta higienização de utensílios que entram em contato com a fórmula, como mamadeiras, copos e colheres, também é fundamental para garantir a segurança do produto.

O órgão alerta ainda para que a diluição seja feita na quantidade adequada, conforme informado pelo fabricante, e na temperatura segura (70ºC), que garante o menor risco de contaminação por microrganismos perigosos, como bactérias do gênero Cronobacter e Salmonella.

Eventos adversos

De acordo com a Anvisa, os eventos adversos relacionados ao uso de fórmulas infantis devem ser relatados à empresa responsável, conforme contato disponível no rótulo do produto, e podem ser notificados à Anvisa.

A notificação de eventos adversos relacionados ao consumo de alimentos industrializados, inclusive fórmulas infantis, deve ser realizada em formulário específico.

Quem pode comunicar um problema?

Todo cidadão, consumidor, fabricante, profissional de saúde ou empresa responsável pode comunicar suspeitas de irregularidades envolvendo a segurança de alimentos industrializados, inclusive fórmulas infantis.

Dados para notificação

Para notificar uma suspeita de evento adverso relacionado ao consumo de alimentos industrializados, é importante informar o nome do produto, a marca, o fabricante, o lote, a data de fabricação, a data ou prazo de validade e o número do registro (se houver).

É possível anexar ao formulário de notificação documentos de imagem, por exemplo, foto do produto, do rótulo ou da embalagem do produto. Além disso, é importante descrever em detalhes os eventos adversos apresentados.

Edição: Lílian Beraldo/Agência Brasil

Anvisa proíbe medidor de pressão e termômetro com coluna de mercúrio

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em todo o território brasileiro, a fabricação, importação, comercialização e o uso em serviços de saúde de termômetros e esfigmomanômetros (medidores de pressão arterial) com coluna de mercúrio. A resolução foi publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial da União.Os equipamentos abrangidos pela resolução têm uma coluna transparente contendo mercúrio e finalidade de aferir valores de temperatura corporal e pressão arterial, indicados para uso em diagnóstico em saúde. A proibição não se aplica a produtos para pesquisa, calibração de instrumentos ou uso como padrão de referência.

Ainda de acordo com a resolução, termômetros e esfigmomanômetros com coluna de mercúrio que forem retirados de uso devem seguir as Boas Práticas de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, fixadas pela Anvisa em 2018.

O descumprimento da resolução, segundo a agência, constitui infração sanitária, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis.

Entenda

Em 2022, a diretoria colegiada da Anvisa aprovou, em reunião pública, iniciativa regulatória sobre o tema, atendendo a uma demanda da Convenção de Minamata, ocorrida no Japão em 2013 e da qual o Brasil é signatário. Pela convenção, o mercúrio deveria ter seu uso reduzido em todo o mundo até 2020.

O metal pesado, segundo a agência, não representa perigo direto para usuários de termômetros ou de medidores de pressão, mas configura perigoso agente tóxico no meio ambiente quando descartado. A Anvisa destaca ainda que esses equipamentos já contam com alternativas de mercado que não utilizam coluna de mercúrio.

“Termômetros e esfigmomanômetros digitais são produtos para a saúde de uso difundido no Brasil e possuem as mesmas indicações clínicas que os que contém mercúrio. Esses dispositivos também possuem a sua precisão avaliada compulsoriamente pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade e são ambientalmente mais sustentáveis.”

Edição: Aécio Amado/Agência Brasil