HU-Univasf/Ebserh realiza mutirão de atendimentos para pessoas com sintomas de hanseníase no sábado (07/02), em Petrolina

O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vai realizar no próximo sábado (07/02), das 8h às 13h, um mutirão voltado à prevenção e ao diagnóstico de hanseníase. Os atendimentos serão gratuitos, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e acontecerão por ordem de chegada, na Policlínica do HU-Univasf, localizada no Campus Sede da Universidade, em Petrolina (PE).

O mutirão é voltado para pessoas que possuem sinais e sintomas associados à doença, que pode se manifestar por meio de áreas da pele aparentemente normais com alteração da sensibilidade e da secreção de suor, caroços no corpo, pele seca e olhos ressecados. Os participantes serão atendidos por uma equipe especializada, e, caso o diagnóstico seja confirmado, receberão orientações para o tratamento adequado na rede de saúde.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que ainda representa um importante desafio para a saúde pública. Conforme dados do Ministério da Saúde, o Brasil é o segundo país mais afetado pela hanseníase, respondendo por uma parcela de 90% dos novos casos diagnosticados anualmente nas Américas.

Atenção, diagnóstico e tratamento da hanseníase
A hanseníase é uma doença causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Entre os principais sinais estão manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas na pele com alteração de sensibilidade, dormência, formigamento e fraqueza muscular, além de nódulos e dores.

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar incapacidades físicas e interromper a cadeia de transmissão. A transmissão ocorre pelas vias respiratórias, por meio de fala, espirro ou tosse, em convívio prolongado com pessoas não tratadas.

Profissionais do Hospital Dom Malan em Petrolina fazem alerta sobre doenças respiratórias que começam com a volta às aulas e o carnaval

Profissionais do Hospital Dom Malan (HDM) Ismep em Petrolina, pertencente à rede estadual de saúde em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, fazem alerta sobre os riscos de doenças respiratórias. Nesse período do ano começam as Síndromes Respiratórias Agudas Graves, reconhecidas nas unidades de saúde e se inicia mais precocemente na região nordeste do país, no mês de fevereiro, se estendendo até meados de julho. A Síndrome Respiratória Aguda Grave afeta principalmente crianças.

Os primeiros cinco meses do ano são os de maior número de atendimento no Pronto Socorro Infantil do HDM Ismep. Fatores como a volta às aulas e crianças em festas de carnaval, locais com muita gente, perto de outras pessoas gripadas, correm o risco de receber o vírus e pode evoluir de gripe para bronquiolite, que pode se tornar grave, alertam os pediatras da unidade.

O Pronto Socorro Infantil do Hospital Dom Malan registrou, em 2025, no período de fevereiro a agosto, 22.427. Desse total, 35,2% foram pacientes com Infecção de Vias Aéreas Superior, ou seja, quase 8 mil crianças doentes, com pico no número de casos no mês de maio.

Prevenção é a melhor estratégia

A prevenção contra os vírus pode ser feita com ações comuns para evitar gripes e resfriados e que ajudam a prevenir a infecção: Lavar as mãos com frequência, principalmente antes de “tocar” no bebê; usar álcool gel sempre que possível; evitar contato do bebê com pessoas que apresentam sintomas de gripe, como coriza e tosse; manter objetos limpos; evitar ambientes fechados; evitar proximidade com fumaça de cigarro; manter o calendário vacinal atualizado.

Fundação Altino Ventura lança Pedra Fundamental de Unidade Avançada em Petrolina

Em um marco histórico para a saúde do Sertão pernambucano, a Fundação Altino Ventura (FAV) realizou, na última sexta-feira (30), a cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental de sua nova Unidade Avançada em Petrolina. O evento, que integra as comemorações dos 40 anos da instituição, marca o início das obras de um complexo de 6 mil metros quadrados, que será a maior e mais moderna estrutura da FAV fora da capital.

Localizada estrategicamente às margens da rodovia PE-647, a unidade foi projetada para descentralizar o atendimento oftalmológico de alta complexidade. Com um prazo de execução de 16 meses, o novo centro cirúrgico terá capacidade para realizar 1.200 procedimentos mensais, além de oferecer mais de 16 mil consultas e 150 mil exames todos os meses via Sistema Único de Saúde (SUS).

União de Forças A solenidade reuniu as principais lideranças da instituição e autoridades políticas. Estiveram presentes o Dr. Marcelo Ventura, Presidente do Conselho Curador da FAV; o Dr. Rogerio Freitas, Diretor de Operações da instituição; e Phelipe Cavalcante, Gerente de Marketing e Comunicação da FAV. O ato contou com a participação do ex-senador Fernando Bezerra Coelho e do ex-prefeito e atual Presidente da Fundação Nilo Coelho, Miguel Coelho, além do Deputado Federal Fernando Filho e do Deputado Estadual Antonio Coelho, dentre outros que estarão na articulação de emendas e recursos para o projeto.

A governadora Raquel Lyra foi representada pela gerente da 8ª GERES, Ana Célia Almeida. Pelo município, o prefeito Simão Durando e o secretário de Saúde, João Luiz Nogueira, reforçaram a importância da parceria para o desenvolvimento regional.

Impacto Regional para o Dr. Marcelo Ventura, a nova unidade é a concretização de um sonho de décadas. “É um passo histórico para que a população do Sertão não precise mais percorrer 700 quilômetros até o Recife em busca de tratamentos complexos. Estamos trazendo tecnologia de ponta para perto das pessoas”, afirmou.

A estrutura contará com 12 consultórios de especialidades e dois focados exclusivamente em urgências, atendendo não apenas o Sertão do São Francisco, mas também pacientes de estados vizinhos, como Bahia, Ceará e Piauí. Além da assistência médica, o complexo terá um viés acadêmico, com auditório para capacitação de profissionais e estrutura completa de acolhimento para pacientes e acompanhantes.

As obras começam oficialmente nesta segunda-feira (2), consolidando Petrolina como um dos principais polos de saúde ocular do Nordeste.

SERVIÇO:

  • O quê: Lançamento da Pedra Fundamental da Unidade Avançada FAV Petrolina.
  • Prazo da obra: 16 meses.
  • Capacidade: 1.200 cirurgias e 16 mil consultas/mês.
  • Localização: Margens da PE-647, Petrolina-PE.

Nipah: o vírus que causa preocupação na Ásia

Autoridades sanitárias indianas enfrentam um novo surto do vírus Nipah. Na província de Bengala Ocidental, pelo menos cinco casos foram confirmados entre profissionais de saúde de um hospital e cerca de 100 pessoas foram colocadas em quarentena na mesma unidade de saúde. Países vizinhos, incluindo Tailândia, Nepal e Taiwan, ampliaram as medidas sanitárias de precaução em aeroportos em razão do risco de disseminação.De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Nipah é um vírus zoonótico (transmitido de animais para humanos), mas que também pode ser transmitido por meio de alimentos contaminados ou diretamente entre pessoas. Em pacientes infectados, o vírus causa uma variedade de sintomas, desde infecções assintomáticas até doenças respiratórias agudas e encefalite fatal.

“Embora o vírus Nipah tenha causado apenas alguns surtos conhecidos na Ásia, ele infecta uma ampla gama de animais e causa doenças graves e morte em humanos, tornando-se uma preocupação de saúde pública”, destacou a OMS.

O consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia Benedito Fonseca explica que a incidência do vírus na Índia por fatores ambientais e culturais e as formas de transmissão limitam o alcance, se comparadoa micro-organismos que causaram pandemias como a da covid-19.

Para o professor de infectologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), é pequeno o potencial do vírus se espalhar pelo planeta e causar uma nova pandemia.

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Origem

Identificado pela primeira vez em 1999, durante um surto entre criadores de suínos na Malásia, o Nipah foi registrado posteriormente em Bangladesh em 2001 e, desde então, surtos quase anuais têm sido notificados no país. A doença, segundo a OMS, também vem sendo periodicamente identificada no leste da Índia, onde fica Bengala Ocidental, epicentro do surto atual.

“Outras regiões podem estar em risco de infecção, visto que evidências do vírus foram encontradas no reservatório natural conhecido (morcego do gênero Pteropus) e em diversas outras espécies de morcegos em vários países, incluindo Camboja, Gana, Indonésia, Madagascar, Filipinas e Tailândia.

Transmissão

Durante o primeiro surto reconhecido do Nipah, na Malásia, e que também afetou Singapura, a maioria das infecções humanas resultou do contato direto com porcos doentes. Acredita-se que a transmissão tenha ocorrido por meio da exposição desprotegida às secreções dos porcos ou pelo contato desprotegido com a carcaça de um animal doente.

Em surtos subsequentes, em Bangladesh e na Índia, o consumo de frutas e produtos derivados, como suco, contaminados com urina ou saliva de morcegos frugívoros infectados pelo vírus foi a fonte de infecção mais provável. A transmissão do vírus de pessoa para pessoa também foi relatada entre familiares e cuidadores de pacientes infectados, por meio do contato próximo com secreções e excreções humanas.

Em Siliguri, na Índia, em 2001, a transmissão do Nipah também foi relatada em uma unidade de saúde, onde 75% dos casos ocorreram entre funcionários ou visitantes do hospital. Entre 2001 e 2008, cerca de metade dos casos relatados em Bangladesh foram causados por transmissão de pessoa para pessoa, através do atendimento a pacientes infectados.

Sinais e sintomas

Segundo a OMS, pacientes infectados desenvolvem inicialmente sintomas como:

  • febre 
  • dor de cabeça 
  • mialgia (dor muscular)
  • vômitos 
  • dor de garganta

Os sintomas que podem vir a seguir são:

  • tonturas
  • sonolência 
  • alteração do nível de consciência 
  • sinais neurológicos que indicam encefalite aguda. 

Algumas pacientes também podem apresentar pneumonia atípica e problemas respiratórios graves, incluindo síndrome do desconforto respiratório agudo. Encefalite e convulsões ocorrem em casos graves, progredindo para coma entre 24 horas a 48 horas.

O período de incubação do Nipah (intervalo entre a infecção e o início dos sintomas) varia de quatro a 14 dias, mas já foram relatados períodos de incubação de até 45 dias.

Ainda de acordo com a OMS, a maioria das pessoas que sobrevivem à encefalite aguda causada pelo vírus se recupera completamente, mas sequelas neurológicas de longo prazo foram relatadas em cerca de 20% dos sobreviventes, incluindo distúrbios convulsivos e alterações de personalidade.

Um pequeno número de pessoas que se recuperam posteriormente apresenta recaída ou desenvolve encefalite de início tardio.

A taxa de letalidade do Nipah é estimada entre 40% e 75% e pode variar de acordo com o surto, dependendo da capacidade local de vigilância epidemiológica e de manejo clínico de pacientes.

Diagnóstico

Como os sintomas iniciais da infecção são inespecíficos, o diagnóstico, muitas vezes, demora, o que comumente gera desafios na detecção de surtos, na implementação de medidas eficazes e oportunas de controle da infecção e nas atividades de resposta a surtos do Nipah.

A infecção pode ser diagnosticada com base no histórico clínico durante as fases aguda e de convalescença da doença. Os principais testes utilizados são o RT-PCR em fluidos corporais e a detecção de anticorpos por meio do ensaio imunoenzimático. Outros testes utilizados incluem o ensaio de PCR e o isolamento viral por cultura celular.

Tratamento

Atualmente, não existem medicamentos ou vacinas específicos para a infecção pelo vírus, embora a OMS tenha identificado o Nipah como parte de sua lista de patógenos com potencial de desencadear uma epidemia. A recomendação da entidade é que os pacientes sejam submetidos a tratamento intensivo de suporte para complicações respiratórias e neurológicas graves.

Hospedeiros

Morcegos frugívoros da família Pteropodidae, sobretudo espécies que pertencem ao gênero Pteropus, são classificados pela OMS como hospedeiros naturais do Nipah. Não há sinais aparentes da doença nesses animais.

Os primeiros surtos do vírus em suínos e em outros animais domésticos, como cavalos, cabras, ovelhas, gatos e cães, foram relatados durante o surto inicial na Malásia, em 1999. O vírus, segundo a OMS, é altamente contagioso em suínos.

“Um suíno infectado pode não apresentar sintomas, mas alguns desenvolvem doença febril aguda, dificuldade respiratória e sintomas neurológicos, como tremores, espasmos e contrações musculares. Geralmente, a mortalidade é baixa, exceto em leitões jovens”, diz a OMS.

Os sintomas, de acordo com a entidade, não são muito diferentes de outras doenças respiratórias e neurológicas que também afetam suínos. A orientação é suspeitar de infecção pelo Nipah caso os suínos também apresentem tosse incomum ou se houver casos de encefalite em humanos registrados na região.

Prevenção

Na ausência de uma vacina, a OMS avalia que a única maneira de reduzir ou prevenir a infecção pelo Nipah em pessoas é aumentar a conscientização sobre os fatores de risco, além de educar a sociedade sobre medidas a serem tomadas para reduzir a exposição ao vírus.

Segundo a entidade, as mensagens educativas de saúde pública devem focar em:

  • reduzir o risco de transmissão de morcegos para humanos;
  • esforços para prevenir a transmissão, que devem se concentrar, em primeiro lugar, em diminuir o acesso de morcegos à seiva de produtos alimentares frescos. “Manter os morcegos afastados dos locais de recolha da seiva com coberturas protetoras (como saias de bambu) pode ser útil”. Os sucos recém-colhidos devem ser fervidos e as frutas devem ser bem lavadas e descascadas antes do consumo. Frutas com sinais de mordidas de morcego devem ser descartadas;
  • reduzir o risco de transmissão de animais para humanos;
  • utilizar luvas e outras roupas de proteção ao manusear animais doentes ou seus tecidos, e durante procedimentos de abate e eliminação. Na medida do possível, as pessoas devem evitar contato com porcos infetados. Em áreas consideradas endêmicas, deve-se considerar a presença de morcegos frugívoros na área e, em geral, a ração e os estábulos dos suínos devem ser protegidos contra morcegos sempre que possível;
  • reduzir o risco de transmissão de humano para humano;
  • evitar o contato físico próximo e desprotegido com pessoas infectadas pelo vírus. “A lavagem frequente das mãos deve ser realizada após cuidar ou visitar pessoas doentes”, concluiu a OMS.

Fonte: Agência Brasil

Pacientes avaliam com 93,3% de satisfação o HU-Univasf

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) divulgou os resultados da Pesquisa de Satisfação dos Usuários (PSU) do Sistema Único de Saúde (SUS), realizada durante o ano de 2025. A consulta foi coordenada pela Ouvidoria-Geral da Ebserh, com a participação das Ouvidorias dos Hospitais. O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) registrou o índice expressivo de 93,3% de satisfação geral dos pacientes atendidos.
Segundo a Pesquisa, 98,2% dos participantes indicam o HU-Univasf e a média da instituição foi de 9,0. Também foram contabilizadas médias específicas para os atendimentos em internação (8,4) e nos ambulatórios (8,8), além das categorias relacionadas à estrutura (8,2) e aos serviços de refeições (8,9), rouparia e limpeza (8,3), e segurança (8,5). Confira os resultados da PSU do HU-Univasf neste link.
A ouvidora do HU, Larissa Walfredo, reforçou que a Pesquisa é um meio de escuta qualificada das experiências dos pacientes, fornecendo subsídios para aprimorar a assistência prestada. “Recebemos os resultados com um profundo sentimento de responsabilidade e gratidão. Alcançar uma média geral de 9,0 em uma instituição de alta complexidade como o HU-Univasf é o reflexo de um trabalho coletivo focado na humanização e na eficiência do SUS”, destacou.
Dados da PSU sobre a Rede
A Ebserh também divulgou os dados nacionais que reúnem as respostas dos usuários SUS sobre os 45 Hospitais da Rede. Com 31.648 consultados, a Pesquisa registrou 92,5% de satisfação geral dos pacientes, média das instituições de 8,98 e o índice de que 97,6% dos participantes indicam os Hospitais. Outras médias foram: de atendimentos em internação (9,20) e nos ambulatórios (8,94), estrutura (8,58), serviço de refeições (9,01), rouparia e limpeza (8,97), e segurança (8,94).
O ouvidor-geral da Ebserh, Diego Rezende, destacou que a PSU fornece diagnósticos importantes para os Hospitais e suas respectivas áreas de gestão. Segundo ele, os resultados permitem “identificar pontos de melhoria nos serviços ofertados, possibilitando a promoção de ações coletivas e mudanças concretas na realidade institucional, além de viabilizar um espaço de escuta direta ao usuário para otimizar o protagonismo dos sujeitos numa dimensão de participação e de controle social”, declarou. Todas as edições da PSU podem ser acessadas aqui.

Fundação Altino Ventura lança Pedra Fundamental de sua unidade em Petrolina nesta sexta-feira (30)

A contagem regressiva para um marco histórico na saúde do Sertão pernambucano chega ao fim nesta sexta-feira, dia 30 de janeiro. Às 11h, a Fundação Altino Ventura (FAV) realiza a cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental de sua nova unidade em Petrolina. O evento, que oficializa o início das obras do complexo hospitalar, ocorrerá no terreno localizado às margens da rodovia PE-647.

O lançamento integra as celebrações dos 40 anos da FAV e consolida a expansão da instituição para além da capital. Projetada para ser a estrutura mais moderna da fundação fora do Recife, a Unidade Avançada de Oftalmologia fortalecerá a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) na 4ª Macrorregião, garantindo tecnologia de ponta e descentralizando o atendimento especializado para a população sertaneja.

Impacto e Estrutura

Com previsão de entrega em 16 meses, o novo equipamento terá aproximadamente 6 mil metros quadrados de área construída. O projeto foi dimensionado para absorver a demanda regional com alta eficiência, apresentando números expressivos:

Capacidade Operacional: 16.500 consultas e 150 mil exames mensais.

Complexo Cirúrgico: 6 salas preparadas para realizar 1.200 cirurgias por mês.

Urgência e Consultórios: 2 consultórios exclusivos para urgência e 12 consultórios de especialidades.

Infraestrutura: Auditório para 115 pessoas, lanchonete e estacionamento amplo (200 vagas para veículos e 7 para ônibus).

40 anos de História

A chegada a Petrolina simboliza a maturidade de uma instituição que se tornou referência mundial em oftalmologia e reabilitação. “Levar a expertise da FAV para o Sertão do São Francisco é reafirmar nosso compromisso com a dignidade e o cuidado com quem mais precisa”, afirma a diretoria da instituição.

Serviço:

O quê: Cerimônia de Lançamento da Pedra Fundamental da Unidade Avançada da FAV em Petrolina.

Quando: Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, às 11h.

Onde: Rodovia PE-647 Governador Joaquim Francisco de Freitas Cavalcanti, s/n, Bairro Cosme e Damião (Petrolina/PE).

Sobre a Fundação Altino Ventura (FAV)

Instituição filantrópica que é referência mundial em oftalmologia e reabilitação de pessoas com múltiplas deficiências. Com 40 anos de história, a FAV alia ensino, pesquisa e assistência social, sendo um pilar fundamental para a saúde no Norte e Nordeste do Brasil.

Governadora Raquel Lyra inaugura novos centros de imagem e endoscopia e Complexo Administrativo do Hospital Otávio de Freitas

A governadora Raquel Lyra inaugurou, nesta sexta-feira (23), um conjunto de novas estruturas no Hospital Otávio de Freitas (HOF), no Recife, marcando as comemorações pelos 70 anos de uma das mais importantes unidades da rede pública estadual de saúde. As entregas incluem o novo Centro de Imagem, a requalificação do Setor de Endoscopia e o novo Complexo Administrativo do hospital.
 
“Nós estamos reconstruindo a saúde pública de Pernambuco. Pegamos um Estado onde a rede hospitalar estava absolutamente deteriorada e estamos construindo um novo Otávio de Freitas. São R$ 80 milhões em infraestrutura e R$ 40 milhões em equipamentos, a construção da nova emergência que vai inaugurar em julho, mas hoje inauguramos o centro de imagem, de endoscopia e o novo centro administrativo. São mais de três mil trabalhadores com disposição de fazer a melhor saúde possível, mas faltava o Governo de Pernambuco colocar a saúde como prioridade e garantir os investimentos adequados”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
 
Com investimento de R$ 2,4 milhões, o Centro de Imagem recebeu um tomógrafo de última geração, quatro equipamentos de radiografia móvel, dois de radiografia fixa e dois arcos cirúrgicos, ampliando a capacidade de diagnóstico e o suporte aos procedimentos cirúrgicos. O Setor de Endoscopia também foi totalmente reestruturado, com aporte de R$ 1,35 milhão. A unidade passou a contar com equipamentos modernos, como videobroncoscópio pediátrico, videocolonoscópios e novas fontes de luz, garantindo mais precisão, segurança e produtividade nos exames.
 
“A gente caminha pelo hospital e enxerga o verdadeiro estado de mudança que vemos em todos os hospitais da rede. Novos centros e uma área administrativa, com todo mundo junto, em um ambiente só, unindo forças para fazer a complexidade que é a gestão de um hospital público”, enfatizou a secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti. 
 
Também foi entregue o novo Complexo Administrativo do HOF, que recebeu investimento de R$ 280,8 mil, oferecendo ambientes mais adequados e tecnológicos para fortalecer a gestão e melhorar as condições de trabalho das equipes. “Estamos comemorando 70 anos e essa inauguração vai ser bastante importante para todos os funcionários que vão ter mais conectividade entre eles para fluir melhor o setor e o hospital”, disse o diretor-geral da unidade hospitalar, Rômulo Aquino. 
 
Para o supervisor de radiologia, Edvaldo Santana, que trabalha há 30 anos no hospital, os investimentos na unidade marcam uma nova fase pros funcionários. “A gente trabalhava com equipamentos sucateados e emprestados, quebravam de manhã para serem consertados à tarde, era uma briga eterna para não parar o setor. Hoje, todos os equipamentos são novos, digitais, e estamos de fato no século 21, com a capacidade de fornecer o melhor para os usuários, que realmente precisam do serviço”, disse. 
 
OBRAS – Atualmente o Hospital Otávio de Freitas passa por uma série de obras, incluindo a construção de uma nova emergência, que contará com 118 leitos de emergência adulta e 40 leitos de UTI adulta. Também será realizada a requalificação e ampliação da emergência pediátrica, que passará a contar com 28 leitos, além da implantação de uma nova farmácia e da reforma da UTI, com 20 leitos. O investimento envolve também a construção do Centro de Abastecimento Farmacêutico (CAF) e de um novo bloco cirúrgico, totalizando um aporte superior a R$ 55 milhões.
 
Também acompanharam as entregas os vereadores do Recife, Agora é Rubem e Davi Muniz.

Janeiro Roxo: Prefeitura de Petrolina intensifica ações de conscientização sobre hanseníase

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou um cronograma de blitz educativas com o objetivo de sensibilizar a população sobre os sinais e sintomas da hanseníase, além de combater o estigma relacionado à doença. Nesta segunda-feira (19), a ação foi realizada no semáforo da Avenida Guararapes, onde profissionais da Vigilância em Saúde orientaram motoristas e pedestres, utilizaram cartazes e banners e distribuíram materiais informativos sobre a doença.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada por bactéria, que afeta principalmente a pele e os nervos. Entre os principais sinais e sintomas estão manchas claras ou avermelhadas na pele com alteração de sensibilidade, formigamentos, dormência, fraqueza muscular e, em casos mais avançados, lesões nos nervos. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas e interromper a transmissão da doença.

O tratamento da hanseníase é eficaz, seguro e disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e a duração varia conforme a classificação da doença, e pode ser feito nas Unidades Básicas de Saúde. Durante o tratamento, o paciente recebe acompanhamento médico e de enfermagem, além da realização de exames e orientações contínuas.

A Secretaria de Saúde reforça que, após o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença, podendo manter sua rotina normalmente. Familiares e contatos próximos também são acompanhados pelas equipes de saúde, garantindo a prevenção e o controle da hanseníase.

A comerciante Ana Carolina Lima, que recebeu orientações durante a blitz, destacou a importância da ação. “Nem sempre conseguimos ir aos postos de saúde, então trazer essas informações para as ruas faz toda a diferença. Eu não sabia que todo o tratamento e acompanhamento são gratuitos pelo SUS”, afirmou.

As ações educativas continuarão acontecendo nos seguintes locais:

•    Av. Fernando Góes – Dia 20/01/2026
•    Av. Souza Filho – Dia 21/01/2026
•    Praça do Bambuzinho – Dia 23/01/2026

HU-Univasf diagnostica caso raro de hemofilia adquirida: relato foi publicado em revista científica internacional

Um caso recente de um tipo raro de hemofilia adquirida foi diagnosticado no Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Nessa doença, o organismo desenvolve anticorpos contra a coagulação do sangue, provocando hemorragias.

O paciente é um homem de 52 anos que não possuía histórico de sangramentos, mas começou a apresentar hematomas extensos por todo o corpo. O médico hematologista Jandir Nicacio explicou que a hemofilia hereditária (presente desde o nascimento) é uma doença comum entre as chamadas coagulopatias (doenças que dificultam a coagulação do sangue), mas a adquirida é rara e surge na vida adulta. “O Brasil é o quarto país em incidência de hemofilia no mundo inteiro. Temos em torno de 14 mil hemofílicos no país, mas a hemofilia adquirida, ao contrário da hereditária, é uma doença muito rara. Temos uma taxa variando de 2 a 3 casos para cada 1 milhão e meio indivíduos”, destacou.

A hemofilia A adquirida acontece com maior frequência em mulheres no pós-parto, em pessoas acima dos 60 anos ou está associada a doenças autoimunes. O paciente atendido, por outro lado, se trata de uma ocorrência ainda mais rara porque não se encaixa nesses perfis. Após a investigação detalhada, com exames de sangue e relato clínico, a equipe médica identificou uma possível associação entre o surgimento da doença e o uso prolongado de antibióticos para tratamento de uma infecção nos chamados tecidos moles (pele, músculos e gordura).

O médico alertou que, quando não diagnosticada e tratada adequadamente, a hemofilia adquirida apresenta uma alta taxa de mortalidade que pode variar entre 20% e 70% como consequência de sangramentos graves ou de complicações relacionadas ao tratamento imunossupressor (que reduz a atividade do sistema imunológico). “A abordagem terapêutica, quanto mais precoce e assertiva, melhora e aumenta a probabilidade de um desfecho positivo, que foi o que aconteceu com esse paciente. Ele foi rapidamente diagnosticado e teve uma resposta excelente”, ressaltou Jandir.

O paciente passou por uma terapia imunossupressora e fez uso de medicamentos para controlar as hemorragias (transfusão de fatores de bypass). Com oito semanas de tratamento, ele já percebeu a interrupção completa dos sangramentos e segue em acompanhamento no Ambulatório de Coagulopatias do HU-Univasf.

Assistência unida ao ensino e à pesquisa
Todo o acompanhamento desse caso foi feito também com a participação de residentes e alunos. Para Jandir Nicacio, a atuação dentro de um Hospital Universitário reforça, na prática, a integração entre a assistência, o ensino e a pesquisa. “Junto com os estudantes construímos toda a narrativa da discussão clínica e ensinamos a escrita científica. Esse processo os capacita tecnicamente, mas também estimula a pesquisar, a se aprofundar e a publicar, especialmente casos que sejam raros e de repercussão na saúde pública”, pontuou.

Integrante dessa equipe diagnóstica, o angolano Paulo Cufua, residente em Clínica Médica do HU-Univasf por meio do Programa de Cooperação Brasil-Angola da Ebserh, afirmou que o seu processo de formação tem sido crescente ao acompanhar condições de saúde complexas no Hospital. “A participação neste caso clínico reforça a relevância de abordagens clínicas criteriosas, integração de hipóteses diagnósticas raras e trabalho multidisciplinar. Essa experiência evidenciou que, mesmo em condições raras, o pensamento clínico estruturado e o acompanhamento cuidadoso podem transformar uma situação desafiadora em uma oportunidade de aprendizado e melhoria da prática médica”, declarou.

Publicação internacional
O relato deste caso foi recentemente publicado no Journal of Brown Hospital Medicine, revista científica da Escola de Medicina da Warren Alpert, da Universidade Brown, nos Estados Unidos. Além de Jandir Nicacio e Paulo Cufua, o artigo científico de título “Post-Infectious Acquired Hemophilia A: A Case Report and Review of the Literature” (em português: Hemofilia A adquirida pós-infecciosa: relato de caso e revisão da literatura) também contou com a coautoria do hematologista André Luiz Fernandes, do residente Christian Mangueira e da estudante Naiara Barros. O artigo pode ser lido aqui.

Prefeitura de Petrolina alerta para a importância do cuidado com a saúde mental

Dados oficiais do Ministério da Saúde apontam que cerca de 31% da população brasileira apresenta algum transtorno mental comum, como ansiedade e depressão, colocando o Brasil entre os países com os maiores índices de ansiedade da América Latina. Diante desse cenário, o cuidado com a saúde emocional torna-se fundamental para a promoção da qualidade de vida da população.

Atenta a essa realidade, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça durante este mês as ações do ‘Janeiro Branco’, campanha nacional dedicada à conscientização sobre a importância da saúde mental.

Em Petrolina, os cuidados com a saúde mental começam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que contam com equipes multiprofissionais preparadas para o primeiro acolhimento, escuta qualificada e encaminhamentos quando necessário. Além disso, o município oferece suporte em outros serviços da rede, como o Centro de Parto Normal, Centro Auditivo, e atendimentos especializados, realizados pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), voltados ao cuidado contínuo de pessoas com sofrimento psíquico.

Petrolina também conta com o apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece atendimento gratuito, sigiloso e humanizado, voltado ao apoio emocional e à prevenção do suicídio. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, por meio do telefone 188, com ligação gratuita, garantindo escuta qualificada a todas as pessoas que necessitarem.

Programação:

20/01 às 16h – Abrigo Municipal

23/01 às 11h – Centro Auditivo de Petrolina

28/01 às 10h – Parque Municipal Josepha Coelho

30/01 às 9h – CAPS Infantojuvenil

31/01 às 7h – Mutirão psicológico na UBS Leonor Elisa (Dom Avelar)