Hospital Dom Malan em Petrolina treina enfermeiros em  hemorragia pós-parto

O Hospital Dom Malan em Petrolina, no Sertão do Pernambuco, está realizando treinamento de profissionais para hemorragia pós-parto (HPP).  O objetivo é atualizar os novos enfermeiros do HDM ISMEP sobre o protocolo de hemorragia pós-parto, baseado nas recomendações da estratégia zero morte materna da Organização Pan-Americana da Saúde.

Todo o treinamento foi dividido em teoria e prática, espalhadas pelo auditório em estações de estudo, abordando a estratificação das pacientes para fatores de risco relevantes que merecem atenção e cuidados especiais durante seu internamento. “Nosso foco aqui no HDM ISMEP são as vidas que recebemos todos os dias. Tendo em vista que a hemorragia pós-parto é uma emergência obstétrica e a execução das ações de forma sequenciada, sem perda de tempo, de forma correta, aumenta a chance de sobrevida da paciente, nós estamos capacitando nossos enfermeiros para o melhor atendimento. A vigilância a esse tipo de hemorragia, salva vidas, ” destacou a gerente de educação permanente do HDM ISMEP, Djenane Cristovam.

Foram facilitadores do treinamento, os enfermeiros gerentes da equipe de obstetrícia do HDM ISMEP, Alice Nogueira, Jaqueline Adelaide, Thais Marques, Yane Tina,  os residentes de enfermagem obstétrica Patrícia Regina, Marta Gleice, Maria Eduarda,  Libna Hellen e Paula Gonçalves, com apoio da coordenadora de enfermagem Emerlaine Ferreira.

Estatísticas

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, a hemorragia pós-parto constitui como uma das principais causas de morte materna no mundo atualmente, sendo responsável por cerca de 25% dos óbitos. No Brasil é a segunda causa de morte materna, de acordo com o Ministério da Saúde.

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Assessoria de Comunicação do HDM

Hospital Universitário da Univasf terá R$ 20 milhões do novo PAC para investir na ampliação do Centro Cirúrgico e reforma da UTI

O novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo Governo Federal no dia 11 de agosto, trouxe uma importante novidade. Pela primeira vez, os hospitais universitários federais receberão um investimento para melhorar e ampliar o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como aumentar sua capacidade de ensino, pesquisa e inovação. O investimento totaliza R$ 1,5 bilhão no período 2024-2027, verba que será gerida pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal que administra o Hospital Universitário da Univasf (HU-Univasf). “O Brasil entra em uma nova fase de investimentos na saúde para melhorar a vida da população e a Ebserh faz parte desse esforço”, afirmou o presidente da estatal, Arthur Chioro.
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No Hospital Universitário da Univasf, o valor liberado pelo PAC é de R$ 20 milhões, que serão investidos na ampliação do Centro Cirúrgico, com disponibilização de 6 (seis) novas salas cirúrgicas, reforma da UTI e da CME (Central de Material Esterilizado), e reestruturação elétrica. Além destas intervenções, há um planejamento em andamento para implementação de um prédio anexo, em terreno cedido pela Univasf, para composição de novos leitos de internação, centro de pesquisa clínica, capela ecumênica, almoxarifado e área administrativa.
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Para o superintendente Julianeli Tolentino, o investimento possibilitará a concretização de projetos e obras muito aguardadas pela comunidade hospitalar: “Estamos nos dedicando para equipar o HU-Univasf com o melhor que pode ser oferecido a todos que têm contato com a instituição, em todas as áreas: ensino e pesquisa, atenção à saúde e administração. Desta forma, reforçamos o compromisso com os serviços aqui ofertados, tendo em vista a relevância do hospital para o Vale do São Francisco”, destaca o gestor do HU-Univasf.
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Mais investimentos
As intervenções por meio do PAC contemplarão todos os hospitais da Rede Ebserh, incluindo aqueles que, no momento, se encontram em fase de negociação para serem incorporados à rede, o que inclui o Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CH-UFRJ), da Universidade Federal de Lavras (HU-UFLA), em Minas Gerais, Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR) e da Universidade Federal do Acre (HU-UFAC). Estes dois últimos estados, inclusive, ainda não tinham unidades vinculadas e se somarão às 41 geridas pela empresa pública.
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“Os investimentos do Programa consolidam a atividade da Ebserh, de modo que agora todos os Estados possam usufruir de um modelo de gestão que tem funcionado desde a fundação da empresa, bem como solidificam o trabalho já realizado pela nossa rede, melhorando o ambiente que nossos profissionais exercem suas atividades e o usuário do SUS desfruta dos nossos serviços”, ressalta Arthur Chioro.
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Fazem parte da aplicação dos recursos do PAC a reconfiguração e reestruturação de prédios antigos, alguns deles quase centenários, que necessitam melhorias, reforços estruturais, mudança de fluxos internos, para que as necessidades do perfil assistencial sejam atualizadas. A grande maioria das obras foi elencada de forma estratégica, estando vinculada ao incremento na assistência e a ampliação da oferta assistencial para a população do município onde o hospital está localizado, conforme explicou a diretora de Administração e Infraestrutura, Odete Gialdi.
A aplicação dos investimentos projeta as unidades da Ebserh para a manutenção da prestação de um serviço com excelência em longo prazo. “Nós precisamos, além de resolver as questões mais imediatas dos hospitais, pensá-los para o futuro. Muitas dessas intervenções que estamos fazendo hoje, através do PAC, também possibilitam que esses hospitais tenham uma nova reconfiguração física e tecnológica, para que daqui a 20 anos eles estejam ainda em condições de seguir funcionando e atendendo à população com qualidade”, detalhou Gialdi.
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Sobre a Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

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ASCOM – UNIVASF

Notificações de zika vírus aumentam no país em relação a 2022

© Reuters/Paulo Whitaker/Direitos Reservados

O número de casos de zika vírus no país subiu 20% de janeiro até o dia 8 de julho de 2023. As notificações passaram de 5.910 para 7.093, na comparação com mesmo período de 2022. A Região Sudeste teve o maior aumento de casos, com percentual de 11,7%.

O Ministério da Saúde informou “que os dados são preliminares e sujeitos a alterações e que a vigilância das arboviroses – o que inclui as infecções causadas pelo vírus zika – é de notificação compulsória, ou seja, todo caso suspeito e/ou confirmado deve ser obrigatoriamente notificado aos serviços de saúde”.

No mês de abril, em meio ao aumento de casos de dengue, zika e chikungunya no Brasil, as arboviroses, o governo federal lançou uma campanha nacional de combate às doenças, transmitidas por um mesmo vetor, a picada do mosquito Aedes aegypti.

Na ocasião, o Ministério da Saúde acionou o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses (COE) e foram realizadas ações de apoio nos 11 estados com maior número de casos e mortes por dengue e chikungunya. Outra ação foi investimento de R$ 84,3 milhões em compra de inseticida, larvicida, distribuição de kits de diagnóstico e capacitação de profissionais de saúde.

Em junho, o COE foi desativado após ter sido constatada queda no risco de transmissão das arboviroses em todos os estados. O número de casos notificados de zika vírus caiu 87% entre abril e julho. “Essa queda se deve às ações empenhadas no controle do vetor, às ações promovidas pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde, além de mudanças climáticas que implicam na circulação viral da dengue e chikungunya. Diante disso, considerando o cenário atual, a partir da Semana Epidemiológica (SE) 19, o COE Arboviroses foi desativado. Ainda assim, o Ministério da Saúde vai continuar monitorando o comportamento das arboviroses no Brasil ao longo de todo o ano”, informou a pasta na ocasião.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da zika são: dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos.

Prevenção

A principal forma de evitar a doença é eliminar os criadouros do mosquito, ou seja, evitar acúmulo de água parada em vasilhas, vasos de plantas e pneus velhos; instalar telas em janelas e portas; usar roupas compridas (calças e blusas) ou aplicar repelente nas áreas do corpo expostas e dar preferência a locais com telas de proteção e mosquiteiros.

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Edição: Agência Brasil

Regulação de leitos na Rede PEBA é de responsabilidade dos governos dos estados, entenda como a prefeitura atua

A regulação de leitos é gerida, exclusivamente, pela Central de Regulação Interestadual de Leitos Bahia-Pernambuco (CRIL). Quando um paciente internado precisa de transferência para outro serviço, o município, através da unidade de saúde, solicita a regulação no sistema da CRIL.A central faz a busca de uma vaga disponível na unidade que atende o perfil assistencial necessário e solicita o transporte do paciente à secretaria de saúde do estado. Todo o processo de regulação é realizado pela CRIL. Ao município cabe prestar a assistência devida ao paciente enquanto aguarda a transferência.“A insuficiência de leitos é, sem dúvida, um dos grandes gargalos da Rede PEBA. Apesar da gestão municipal não ter gerência direta sobre o sistema da CRIL, sempre que um paciente necessita de transferência fazemos todo o possível para que o processo seja concluído o mais rápido possível”, garantiu o secretário de Saúde de Juazeiro, Allan Jones.O secretário citou o recente caso de uma paciente neurológica que aguardava um leito em uma unidade de referência. “Rita de Cassia dos Santos foi acolhida pela nossa UPA e precisava de um acompanhamento especializado. Durante os seis dias em que ela permaneceu conosco, oferecemos toda a assistência necessária para mantê-la estabilizada, enquanto aguardava a transferência. Além disso, mantivemos contato frequente com a CRIL e gestores de saúde do estado da Bahia e Pernambuco. A liberação da regulação aconteceu na tarde desta quinta-feira (17)”, detalhou o secretário.A Rede Interestadual de Atenção à Saúde do Vale do Médio São Francisco (Rede PEBA) surgiu, em 2011, com a promessa de reordenar os serviços e facilitar o acesso à assistência em saúde de média e alta complexidade.  Juazeiro é um dos 53 municípios, distribuídos pelos estados da Bahia e Pernambuco, que formam a Rede PEBA.

Texto: Marcela Cavalcanti – Ascom Sesau – PMJ

Preventivos, vacinação e consultas médicas serão ofertadas nesse domingo em Petrolina  

A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Saúde, vai ofertar nesse domingo (20) a Segunda Edição do ‘Previne em Ação’, estratégia que tem como objetivo ampliar e melhorar o acesso dos grupos prioritários, como gestantes, hipertensos, diabéticos e crianças, aos serviços oferecidos pelo SUS. Para realizar o atendimento, serão abertas 22 Unidades Básicas de Saúde nas zonas urbana e rural.  

As equipes estarão atendendo das 8h às 12h e será ofertado um mutirão de atendimentos, como vacinação para todas as idades; exames preventivos para câncer de colo de útero em mulheres de 25 a 64 anos; pré-natal para gestantes com consultas em atraso; pré-natal odontológico; atendimento de ‘Hiperdia’ para pacientes hipertensos e diabéticos; solicitação de exames; avaliação de resultados de exames e renovação de receitas. 

Para participar, basta comparecer em alguma das 22 Unidades portando documento de identificação com foto e o cartão do SUS, em caso de imunização também será necessário levar o cartão de vacinação.  

Unidades Básicas de Saúde que estarão funcionando no domingo (20)  

ZONA URBANA 

– UBS Santa Luzia;  

– UBS São Jorge;  

– UBS Nova Petrolina; 

– UBS Alto Do Cocar;  

– UBS Atrás Da Banca;  

– UBS Jardim Maravilha;  

– UBS Jardim Petrópolis  

– UBS Amaro Ivaldo, no Rio Corrente;  

– UBS Lia Bezerra, no José E Maria;  

– UBS Miguel De Lima, no Loteamento Recife;  

– UBS Beatriz Rocha, no Cohab VI.  

 

ZONA RURAL 

– UBS Adão Nunes, no C3 

– UBS Caititu  

– UBS Uruás  

– UBS Rajada 

– UBS N6 

– UBS N7 

– UBS C1 

– UBS Hildo Diniz, no N8 

– UBS Nova Descoberta 

– UBS N4-1 

– UBS Gildevania, no N5 

– UBS Simão Pedro, no N3 

Unidade Móvel Odontológica: Prefeitura de Juazeiro divulga cronograma para esta semana

A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde (Sesau), informa o cronograma da Unidade Móvel de Atendimento Odontológico (UMO) para o período de 14 a 19 de agosto. Serão realizados 15 atendimentos por dia, exceto no sábado (19) quando serão realizados 30 atendimentos. Para serem atendidos, os pacientes devem apresentar: RG, CPF ou Cartão SUS.

Os atendimentos iniciam às 8h. Confira programação:

14/08 – Segunda-feira- UBS Itaberaba, serão atendidos 15 pacientes por demanda livre.

15/08 – Terça-feira – No povoado Jazida 7 em frente ao Clube Jazida 7. Atendimento de 15 pacientes por demanda livre.

16/08 – Quarta-feira – Instituição ADRA, Rua Imaculada Conceição, 252 – bairro Piranga. Pacientes agendados pela instituição.

17/08 – Quinta-feira – Residencial Dr. Humberto. Travessa projetada, Residencial 1, na frente da quadra de esportes. Atendimento de 15 pacientes por demanda livre.

19/08 – Sábado – Praça Imaculada Conceição, no Dia Nacional de Luta das Pessoas em Situação de Rua – Consultório na Rua. Atendimento de 30 pacientes por demanda livre.

 Texto: Iana Lima – Ascom Sesau/PMJ

Saúde Cardiovascular: especialista alerta sobre riscos de doenças causadas pelo colesterol elevado e destaca importância da prevenção

Médico da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro enfatiza necessidade de conscientização sobre perigos de doenças como aterosclerose, doença arterial coronariana e AVC

Neste mês de agosto, a importância da saúde cardíaca ganha destaque, trazendo à tona datas significativas para conscientização. No cenário médico, um dos principais especialistas em saúde cardiovascular da Faculdade Estácio IDOMED em Juazeiro, chama a atenção para a urgência de compreender os riscos associados ao colesterol elevado e seu impacto negativo na saúde.

O colesterol elevado figura entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, incluindo aterosclerose, doença arterial coronariana e acidente vascular cerebral (AVC). O Dr. Diego Tomás destaca que “essas enfermidades podem ter impactos devastadores na saúde e qualidade de vida das pessoas. A prevenção emerge como nossa maior arma contra essas ameaças”.

Tipos de Colesterol

“O colesterol é uma substância gordurosa que circula em nosso sangue e é essencial para a produção de hormônios, vitamina D e para a formação de células. No entanto, quando os níveis de colesterol ruim no sangue se elevam a valores acima do recomendado, pode se tornar uma ameaça séria à saúde do coração”, pontua o especialista.

“Existem dois tipos principais de colesterol que são medidos nos exames de sangue. O colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade) e o colesterol HDL (lipoproteína de alta densidade). O LDL é conhecido como ‘colesterol ruim’, pois quando em excesso, pode se depositar nas paredes das artérias, formando placas de gordura. Já o HDL é conhecido como ‘colesterol bom’, pois ajuda a remover o colesterol LDL das artérias e levá-lo de volta ao fígado, onde é metabolizado, explica Tomás.

Alerta

“A conexão perigosa ocorre quando os níveis de colesterol LDL estão elevados e os níveis de colesterol HDL estão baixos. Isso aumenta significativamente o risco de desenvolver problemas cardíacos graves, como doença coronariana, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC)”, alerta o médico.

“Adotar um estilo de vida saudável, que engloba alimentação equilibrada, atividade física regular e evitar tabagismo, é essencial para controlar o colesterol e prevenir essas condições”, finaliza o especialista.

Preceptoria

A Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro apresenta uma iniciativa em forma de preceptoria realizada no Hospital São Lucas. Esta ação permite aos alunos do 4º período adentrar o campo da medicina prática. Sob a supervisão do médico, Diego Tomás, os estudantes acompanham de perto atendimentos e procedimentos realizados em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) na unidade, enriquecendo sua compreensão da medicina na prática e solidificando seu compromisso com a saúde pública.

Repasse do pagamento do piso da enfermagem será feito até 21 de agosto

Foto: Tania Rêgo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (9) que o primeiro repasse complementar aos estados e municípios para o pagamento do piso nacional da enfermagem será feito até o dia 21 deste mês.

De acordo com a pasta, o calendário de repasses foi acertado com estados, municípios e o Distrito Federal.

Os profissionais (federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal) irão receber nove parcelas em 2023, com valores retroativos a maio e o 13º salário. Para o pagamento do piso, o governo federal destinará R$ 7,3 bilhões.

No início de agosto, foram pagos aos servidores federais da categoria de enfermagem os valores complementares dos meses de maio e junho e a parcela de julho. A pasta informou que as demais parcelas serão pagas até dezembro, bem como o 13º salário.

“De acordo com as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU), o cálculo do piso será aplicado considerando o vencimento básico e as gratificações de caráter geral, fixas e permanentes, não incluídas as de cunho pessoal”, informou em nota o Ministério da Saúde

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Fonte: Agência Brasil

Samu Juazeiro tem atendimento prejudicado por retenção de macas nas unidades hospitalares

A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), alerta para as dificuldades que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está enfrentando, nesta quarta-feira (4), para prestar atendimento em decorrência da retenção de macas em hospitais de referência da região.

O Samu dispõe de 15 macas, contudo 14 estão servindo de leitos improvisados nos hospitais. Os profissionais do Samu precisam deixar as macas, pois, devido a superlotação, as unidades não dispõem de leitos para acolher os pacientes. Neste momento, a maior parte das macas estão no hospital do governo do estado da Bahia.

“A retenção das nossas macas vem dificultando os atendimentos das ocorrências. Estamos a cada hora enviando equipes aos hospitais para tentar resgatar as macas do Samu”, afirmou o coordenador médico do Samu de Juazeiro, Franclen Rusvell .

A situação está sendo comunicada ao Conselho Regional de Medicina (Cremeb), à Central de Regulação Interestadual de Leitos (CRIL) e ao Ministério Público.

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Texto: Iana Lima – Ascom Sesau/PMJ

Em carta, pesquisadores defendem vigilância mundial contra arboviroses

Soltura de mosquitos Aedes Aegypti portadores da bactéria Wolbachia na comunidade Tubiacanga, Ilha do Governador, desenvolvidos em laboratório da Fiocruz pelo programa Eliminar a Dengue (Elza Fiuza/Agência Brasil)

Preocupados com a possibilidade de aumento de casos de arboviroses como dengue, zika e chikungunya no próximo verão, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de instituições de outros 53 países assinaram uma carta em que defendem a necessidade de implantar uma vigilância genômica mundial para esses vírus endêmicos de alto impacto.

A proposta do grupo é que sejam utilizados o modelo e a infraestrutura de monitoramento implementados para o coronavírus, causador da pandemia de covid-19.

Segundo o pesquisador Felipe Naveca, da Fiocruz Amazônia, e um dos autores do estudo, o Brasil é um dos países com o maior número de casos de dengue, seguido por nações asiáticas. Por isso, os vírus da dengue, Zika e chikungunya deveriam ser os primeiros a ter o monitoramento reforçado.

Ele acredita que desta forma os pesquisadores estarão mais bem preparados para adotar medidas de combate quando acontecer a reintrodução ou chegada de uma nova linhagem desses vírus.

“Este ano nós temos o fenômeno do El Niño previsto, então a gente pode esperar aumento de casos de arboviroses para o início do ano que vem, lembrando que as arboviroses precisam da transmissão do vetor, para manter um ciclo epidêmico, então a gente tem possibilidade de no ano que vem ter um aumento de casos, por conta também dessas variações climáticas que estão acontecendo. Então, além do vírus em si, a gente ainda tem esses fatores ambientais que podem aumentar os casos, uma vez que precisa ter o vetor presente. São ferramentas para nos dar o alerta para estar melhor preparado”, disse.

A carta, assinada por 74 pesquisadores, foi publicada na edição desta semana da revista científica The Lancet Global Health.

No documento, os pesquisadores abordam a qualidade dos dados genômicos disponibilizados atualmente sobre os arbovírus e a falta de agilidade com que essas informações chegam aos cientistas e gestores da saúde. Também ressaltam que é necessário utilizar plataformas de compartilhamento de dados para permitir análises rápidas e oportunas de novos surtos.

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Por: Agência Brasil